28 de fevereiro de 2016
CONVITE
23 de fevereiro de 2012
Uma das chefes da conspiração abortista faz palhaçadas para zombar da Igreja Católica
Nesta foto, ela recentemente fantasiada de “bispa” para zombar da Santa Igreja e de nossa fé, mostra bem qual é sua cara. Ela atua com diversas ONGs abortistas (como as — nada católicas — “Católicas pelo Direito de Decidir”) formando uma verdadeira internacional abortista, numa conspiração anti-família.
Mónica Roa é especialista em ensinar táticas para se obter a legalização do assassinado do nascituro, indefeso no ventre materno, fraudando as leis de cada país e enganando a opinião pública — por exemplo, não tratando da questão do aborto como se fosse uma questão moral, mas sim “uma questão de saúde pública”. (como, aliás, disse recentemente a nova “ministra das mulheres” do governo Dilma, Eleonora Menicucci). Foi assim que se obteve na Colômbia a despenalização do aborto. A esse respeito, quem desejar aprofundar no assunto, recomendo o extenso artigo disponível no seguinte link:
http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm?IDmat=93AFC0BA-3048-560B-1C767FBA178E3810&mes=Julho2007&pag=1
Explicação da foto acima:
Conforme matéria divulga pela agência “ACI/EWTN Noticias” de ontem (22-2-2012), intitulada “Famosa promotora do aborto na Colômbia se disfarça de ‘bispa’ e se burla da Igreja”, a abortista Mónica Roa se burla da fé dos católicos colombianos no facebook:
“A famosa abortista Mónica Roa,uma das protagonistas que junto a transnacionais anti-vida conseguiram a despenalização do aborto na Colômbia em 2006, disfarçou-se de "bispa" burlando-se da Igreja Católica e da fé que professam milhões de colombianos.
Roa, também dirigente da ONG abortista Women’s Link International, publicou em sua conta de Facebook uma foto na que usa uma mitra e algo parecido a uma casula de cor roxa. Na publicação da imagem pediu opiniões de seus seguidores e nomes para sua ‘fantasia’. Nos comentários só há insultos contra o Vaticano e o Papa”.
Roa não tolera que Ordónez tenha se manifestado a favor da vida e contra do aborto em repetidas oportunidades, assim como a favor do matrimônio e da família tradicional, e portanto contra as uniões homossexuais.
Esta postura valeu ao procurador reiterados ataques de Roa e de outros grupos abortistas na Colômbia, que junto de diversos membros da esquerda iniciaram uma campanha titulada "Procura", para evitar que Ordóñez seja reeleito no cargo.
"Procura", que também tem um site criado pelo Women’s Link, recolhe os testemunhos de alguns colombianos que agridem o procurador por sua defesa da vida.
A respeito, Alejandro Ordóñez Maldonado disse ao jornal colombiano "El País" que os ataques pessoais e contra sua gestão são produto de uma espécie de "cristianofobia”.
O procurador Ordóñez foi fortemente criticado por uma minoria que ignora que em agosto do ano passado mais de 5 milhões de colombianos manifestaram sua posição contrária ao aborto, acompanhando com sua assinatura uma proposta legislativa que procurava uma mudança constitucional à lei que agora permite o aborto seja despenalizado – que ao final rechaçada – para tentar proteger o direito fundamental à vida da concepção.
Ordóñez Maldonado explicou que, segundo a lógica dos seus críticos, "os católicos não poderiam aspirar a cargos públicos e só poderiam pagar impostos e prestar serviço militar, porque não poderiam pronunciar um pensamento jurídico ou político que seja eticamente correto".
22 de novembro de 2010
Em proteção da Família e contra a revolução homossexual
Hoje tive a alegria de deparar-me com mais duas notícias, no mesmo sentido do post anterior: dois exemplos de autoridades governamentais cumprindo o dever de defender a família, protegendo-as de ataques incessantes da “revolução homossexual”.
Como, infelizmente, são raras tais autoridades em nosso País, aqui transcrevo as notícias (uma da Lituânia e outra da Colômbia) com as devidas fontes, citadas no final.
![]() |
“Não se pode propagar perversão alguma. Tais eventos como as paradas gays provocam grandes prejuízos às crianças”. |
VILNIUS, Lituânia, 17 de novembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Depois da violência da parada do orgulho gay de maio passado em Vilnius, o Parlamento da Lituânia está considerando a aprovação de uma lei que proibiria outras manifestações homossexuais públicas.
A versão preliminar da lei propõe impor multas entre 2.000 e 10.000 litas por “promover publicamente as relações homossexuais”. Na primeira leitura na sexta-feira, a lei recebeu 31 votos a favor e sete contra, com a maioria dos 141 legisladores se abstendo, de acordo com a revista The Baltic Course.
Uma segunda votação é aguardada para dezembro, conforme reportagem da revista online.
Petras Grazulis [foto acima], membro do Partido Ordem e Justiça e o legislador que colocou em pauta o projeto de lei, disse para os meios de comunicação: “Não se pode propagar perversão alguma. Tais eventos como as paradas gays provocam grandes prejuízos às crianças”.
“Não haveria mais licenças para a realização de várias paradas gays e nenhuma tensão na sociedade”, disse ele, chamando a homossexualidade de uma “perversão social”.
Confrontos na primavera passada entre ativistas homossexuais e manifestantes anti-homossexualismo resultaram em 12 detenções, com a polícia recorrendo a gás lacrimejante nos momentos em que ocorreram brigas entre os manifestantes de ambos os lados depois que a prefeitura de Vilnius deu permissão para o evento prosseguir.
Os confrontos fizeram com que os legisladores lituanos apresentassem o projeto de lei para proibir eventos futuros.
Em março, o Movimento de Reforma Lituana, uma organização pró-família, enviou uma carta aberta dirigida aos legisladores e ao prefeito da cidade de Vilnius condenando a aprovação. A organização disse que se opõe às “agressivas políticas que promovem a homossexualidade e sua ideologia” que a União Européia promove: “Não precisamos nem dos burocratas da Comissão da UE — os mediadores dos homossexuais — nem das reuniões de quaisquer membros das minorias sexuais da Lituânia”.
A Lituânia, que se uniu à União Européia em 2004, tem até agora resistido às pressões da UE e das organizações homossexuais internacionais de pressão política para legalizar o “casamento gay” ou as parcerias civis de mesmo sexo, embora a atividade homossexual tenha sido descriminalizada em 1993. Em junho do ano passado lobistas pró-família tiveram sucesso em aprovar uma lei que proíbe a propaganda homossexual nas escolas, recebendo muitos protestos da UE.
BOGOTÁ, Colômbia, 16 de novembro de 2010 (Notícias Pró-Família) — Numa decisão surpreendente, o ultraliberal Tribunal Constitucional da Colômbia recusou um pedido de impor o “casamento” homossexual na nação da América do Sul.
Num veredicto de 5 a 4 dado na última sexta-feira, o tribunal se recusou a dar uma decisão num processo judicial que estava requerendo que o Tribunal mudasse o código civil da nação para permitir “casamento” entre indivíduos do mesmo sexo.
O artigo 42 da Constituição da Colômbia declara: “A família é o núcleo fundamental da sociedade. É constituída por ligações naturais ou jurídicas, pela decisão livre de um homem e uma mulher de contraírem matrimônio ou pelo desejo responsável de fazer um”.
O atual código civil reflete a definição tradicional de casamento na Constituição, declarando que o casamento é “um contrato pelo qual um homem e uma mulher se unem para o propósito de viver juntos, procriar e ajudar um ao outro”. Por ora, o código permanecerá intacto, embora o fato de que o tribunal não tenha querido dar um veredicto deixe a porta aberta para uma futura decisão sobre o assunto.
A recusa do tribunal de agir corre em sentido contrário a uma série de decretos judiciais que ele vem tomando, revogando proibições contra o aborto em casos de estupro e exigindo que todas as escolas ensinem programas de educação sexual a favor do aborto e da homossexualidade. As decisões impopulares estão provocando uma repercussão negativa de protestos e estão levando o Partido Conservador da nação a lançar uma campanha para emendar a constituição para proteger o direito à vida em todos os casos.
_________
Cobertura relacionada de LifeSiteNews:
Prominent Political Party Launches Campaign to Restore Right to Life in Colombia
http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/nov/10111101.html
Traduzido por Julio Severo: www.juliosevero.com
Fonte: http://noticiasprofamilia.blogspot.com
Veja também este artigo original em inglês: http://www.lifesitenews.com/ldn/2010/nov/10111608.html
30 de setembro de 2010
OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA — “Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens”
O Exército colombiano deu recentemente ao mundo um bom exemplo de reação sadia. Após rastrear durante quatro anos os esconderijos de narco-terroristas nas selvas, ele conseguiu por fim executar Jorge Briceño, alcunhado de Mono Jojoy (foto), o sanguinário chefe militar das FARC que vinha tentando tomar o poder pela força para implantar na Colômbia um regime marxista.
Desse simpático país vizinho chega-nos agora outra boa reação. O principal jornal de Bogotá, “El Tiempo” (27-9-10) noticiou que o Procurador Geral da Nação, Alejandro Ordóñez Maldonado [foto], em sua luta contra o aborto, apresentará projeto de lei justificando o direito de médicos, bem como de parteiras, enfermeiras e de todo pessoal de centros de saúde, à objeção de consciência para não praticar o aborto. Isto porque, atualmente na Colômbia — como no Brasil — vigora o direito (sic) ao aborto em casos de estupro, malformação do feto e risco de vida para a mãe.Ora, todo homem tem direito à objeção de consciência, à liberdade religiosa e de pensamento. Ninguém pode ser obrigado a fazer algo contrário à sua consciência, que transgrida a ordem moral ou as Leis de Deus. O contrário poderia ser caracterizado como perseguição religiosa, próprio de um regime tirânico.
Portanto, nenhuma lei humana pode suprimir os mencionados direitos. Leis humanas que se oponham às Leis de Deus não têm qualquer validade jurídica. Afirma-o João Paulo II na encíclica Evangelium vitae: “O aborto e a eutanásia são, portanto, crimes que nenhuma lei humana pode pretender legitimar. Leis deste tipo não só não criam obrigação alguma para a consciência, como, ao contrário, geram uma grave e precisa obrigação de opor-se a elas através da objeção de consciência”. (nº 87: AAS 87, 1995, 486).
O PNDH-3 deixa a entender que não poderá ser desrespeitado sob a justificação de objeção de consciência e/ou de violação das Leis de Deus.
Em sentido contrário, o Catecismo da Igreja Católica estabelece muito bem: “O cidadão é obrigado, em consciência, a não seguir as prescrições das autoridades civis, quando tais prescrições forem contrárias às exigências de ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho. A recusa de obediência às autoridades civis, quando as suas exigências forem contrárias às da reta consciência, tem a sua justificação na distinção entre o serviço de Deus e o serviço da comunidade política. ‘Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus’ (Mt 22, 21). ‘Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens’ (At 5, 29)”.
Em tal contexto, esta sadia reação que nos chega da Colômbia com o projeto do Dr. Alejandro Ordóñez (matéria abaixo), constitui um bom exemplo para todos os brasileiros, ameaçados pela implantação de uma nova religião, laica, intolerante e sem qualquer consciência moral.
Seria entregue esta semana projeto de lei visando à aplicação da objeção de consciência para as instituições educativas, o corpo médico e os funcionários.
O procurador Alejandro Ordóñez continua firme na sua cruzada contra a chamada cátedra do aborto e várias das decisões da Corte Constitucional sobre este procedimento médico.
O chefe do Ministério Público entregará no Congresso um projeto de lei para que “ninguém” possa ser obrigado a cumprir uma ordem que considere contrária às suas convicções no tocante ao aborto.
Mas o que sem dúvida vai gerar mais discussão se relaciona com a objeção de consciência que, no caso de a idéia de Ordóñez prosperar, professores e reitores de colégios poderiam interpor para não ensinarem a polêmica matéria ordenada pela Corte Constitucional.
Ordóñez também pede que os argumentos do corpo médico sanitário e dos funcionários “sejam sempre procedentes” quando se neguem a contribuir com a prática abortiva que, segundo a Corte, pode ser aplicada quando a gravidez decorra de uma violação, quando existam malformações e quando a mãe corra perigo.
“Então, um funcionário com convicções a respeito da vida ou do casamento, não poderia aceder à função pública porque teria que agir contra suas idéias”, questionou o procurador Ordóñez durante um fórum na Universidade Nova Granada.
Isto significa que juízes, autoridades disciplinares e policiais, bem como tabeliães, poderiam se negar a participar de decisões relacionadas com o aborto.
“Por mais poderoso que ele seja, um juiz não pode mudar a natureza das coisas. Mudaram a natureza do delito: o aborto passou de delito a direito e, portanto, as conseqüências jurídicas diante da consciência daqueles que tenham que decidir dentro de suas funções públicas são gigantescas”, disse.
Na sua última sentença, a Corte deixou claro que os médicos podem se negar a praticar abortos legais, mas não as instituições. E no caso de funcionários, disse que esse direito tem limites, já que eles estão obrigados a cumprir a lei por cima de qualquer convicção moral, política ou religiosa.
Ordóñez qualifica de “totalitária” esta posição e afirma que num prazo de oito dias os funcionários poderão se negar a decidir sobre o tema.
31 de outubro de 2009
Um “oceano” de quase dois milhões de anti-abortistas tomou a capital espanhola
Como mineiro, na minha infância intrigava-me, não sem franca simpatia, o nome de uma cidade próxima da minha: Mar de Espanha. E me punha a imaginar como seria o mar ibérico. Essa imagem voltou-me há pouco, quando das recentes manifestações contra o aborto ocorridas naquele país, reunindo um verdadeiro mar; não de água, mas de espanhóis.
Com efeito, as ruas do centro de Madrid ficaram abarrotadas pelo protesto contra a lei do aborto proposta pelo primeiro-ministro José Luis Zapatero. A manifestação -- talvez a maior na história da Espanha -- foi um verdadeiro clamor popular contra o massacre silencioso de nascituros.
Recebi de nosso amigo Miguel Vidigal -- que participou da gigantesca manifestação enquanto representante de algumas associações anti-aborto do Brasil -- um CD com muitas fotos que ele tirou, bem como um artigo de sua autoria, que a revista Catolicismo publica em sua edição de novembro.
Faço questão de transcrevê-lo neste blog, porquanto em massa nossos meios de comunicação de massa não deram o destaque que merecia uma manifestação jamais vista contra a prática abortiva.
Em solidariedade ao grandioso evento de Madrid, em diversos países ocorreram protestos frente às embaixadas espanholas. Mais abaixo, transcrevo notícias de dois países, Colômbia e Polônia, dos quais recebi informações e fotos.
Proximamente, veremos se o governo socialista acatará a vontade popular contrária ao aborto -- 77% dos espanhóis se opõem à lei genocida do primeiro-ministro --, arquivando seu projeto de lei; ou se obedecerá à palavra de ordem do lobby internacional, que não poupa esforços e dinheiro para impor as mais radicais leis favoráveis ao crime do aborto. Neste caso, a crescente indignação dos espanhóis poderia exigir a renúncia de Zapatero, que melhor faria se deixasse a política e fosse buscar, por exemplo, a digna -- mas quão diversa -- profissão indicada pelo seu sobrenome.
Gigantesca marcha contra o aborto
em Madrid
• Miguel da Costa Carvalho Vidigal
Em 17 de outubro, tive a honra de participar da grande manifestação que encheu as principais avenidas de Madrid: 41 associações da sociedade civil espanhola nomearam a cidade Capital of Life e reuniram quase 2 milhões de pessoas sob o lema "Cada Vida Importa", para protestar contra a atual lei abortista vigente na Espanha, bem como rejeitar o aberrante projeto de lei proposto pelo governo socialista.
O aborto nunca foi aceito pelos espanhóis, embora manobras políticas escusas o tenham parcialmente legalizado no país em 1985. O governo socialista do primeiro-ministro Zapatero, que vem colecionando quedas de popularidade, enviou ao Congresso um projeto de lei que amplia a prática do aborto e, entre outras medidas, autoriza adolescentes de 16 anos a abortar sem consentimento dos pais.
Miguel Vidigal, representando associações anti-aborto do Brasil, no momento de seu discurso
As associações brasileiras Brasil pela Vida, Juventude pela Vida e Nascer é um Direito, após aderirem à manifestação anti-abortista, foram convidadas a participar de forma mais ativa na mesma. Tive a oportunidade de pronunciar, em nome delas, um discurso em apoio àquela importante iniciativa de defesa de dois princípios básicos da civilização cristã: o da vida e o da família; e transmitir aos participantes a garantia de que tais princípios seriam sempre defendidos em nosso País por todos os aderentes das referidas associações.
A mensagem do presidente do “Foro Español de la Familia”, Benigno Blanco
O Foro Espanhol pela Família organizou o que provavelmente foi a principal marcha anti-abortista de todo o mundo. A mensagem era clara: “Queremos fazer chegar ao mundo a mensagem de que o debate sobre o aborto não está fechado, e que somos milhões de pessoas comprometidas a não deixar que se encerre o assunto até que não haja mais nenhum aborto”, como declarou Lourdes del Fresno y Torrecillas, uma das mais atuantes organizadoras da marcha. Suas palavras foram repetidas no discurso pronunciado pelo presidente do Foro Espanhol pela Família, Benigno Blanco. Lembrou ele ainda que a manifestação não podia encerrar-se ali, mas deveria ser o início de uma luta que cada um teria de conduzir no dia-a-dia, sobretudo em face de leis e pessoas que se esforçam por destruir a vida. Blanco pediu ainda que se estabeleça uma união entre todos os pró-vida do mundo, e que nenhum egoísmo particular faça separar os soldados desse combate.
Organizações de todo o mundo aderiram à imponente manifestação. Além dos representantes brasileiros, membros de organizações americanas, italianas, alemãs e francesas se dirigiram ao público. Assim, o Sr. Georges Martin (na foto acima, à direita), representante da associação francesa Droit de Naître (Direito de Nascer), lembrou que o resultado de 34 anos de lei do aborto em seu país foi terrível; mas, se o projeto espanhol for aprovado, será sem dúvida o mais grave ordenamento jurídico da Europa em matéria de aborto.

Aspectos marcantes da multitudinária manifestação
Destacamos alguns pontos desta marcha espanhola, genuinamente popular.
Em primeiro lugar, a quantidade de pessoas presentes: o cortejo deveria transcorrer tão somente numa larguíssima avenida que liga a Porta do Sol até a Porta de Alcalá; esse espaço foi insuficiente, e as principais avenidas da região central, como Goya e Serrano, também foram ocupadas. Nesse sentido são ilustrativos os vídeos filmados por helicópteros que sobrevoaram o centro madrilenho. Ademais, os maiores jornais europeus viram-se obrigados a estampar em suas primeiras páginas um tema que costuma receber pouco destaque da mídia: manifestação pública de peso contra o aborto. Três dias após o acontecimento, ainda havia debates em colunas dos principais periódicos sobre o enorme sucesso da marcha.
Convém destacar outro aspecto: a convicção dos presentes. Não se tratava de simples protesto contra o projeto de lei do governo socialista, mas uníssona exigência de que o aborto volte a ser considerado crime. Mesmo estando presentes diversos líderes políticos do PP (partido considerado de centro-direita), os manifestantes ressaltaram que, durante oito anos de governo, o ex-primeiro-ministro Aznar (PP), também ele participante da manifestação, não se ocupou do tema aborto, permanecendo a atual lei abortista.
As promessas de uma luta constante em defesa da vida foram marcantes. Mas será preciso que esse movimento siga as palavras de Benigno Blanco: que a luta não se limite a uma única manifestação.
Madrid foi a Capital of Life 2009. Qual será a de 2010?

Melhor que as palavras, as fotos falam por si. As ruas abarrotadas mostram que o dia 17 de outubro de 2009 deve ser considerado histórico. Chamo a atenção para a quantidade de jovens presentes e famílias inteiras unidas -- avós, pais, filhos, muitos em carrinhos de bebês.
Poloneses solidários aos espanhóis no combate ao aborto
Por iniciativa da Associação pela Cultura Cristã Padre Piotr Skarga e da Federação Polonesa dos Movimentos em Defesa da Vida, numerosos poloneses realizaram no dia 17 de outubro manifestação contra o aborto diante da embaixada da Espanha em Varsóvia, sob o lema Solidários com os espanhóis em defesa da vida. Empunhando cartazes e bradando slogans, os poloneses solidarizaram-se com a grande manifestação de centenas de milhares de pessoas realizada nesse mesmo dia em Madrid. Entre os slogans e cartazes, destacaram-se os seguintes: Cada vida é inestimável Zapatero, não mate a consciência da Espanha.
Os manifestantes rezaram um terço na intenção das vítimas do aborto, pedindo a Deus que não permita na Espanha a aprovação do projeto de lei que admite o aborto até entre adolescentes de 16 anos, mesmo sem autorização dos pais. O projeto pretende ainda obrigar os médicos e todo o serviço hospitalar a realizar abortos, sob as penas da lei, sem direito a alegar a questão de consciência.
No final do ato, os manifestantes entregaram ao embaixador da Espanha na Polônia um apelo contrário ao iníquo projeto de lei.
Colombianos solidários aos espanhóis
no combate ao aborto
• Luis Fernando Escobar
No dia 17 de outubro, centenas de milhares de pessoas encheram as ruas de Madrid para protestar contra o aborto. Manifestações com o mesmo objetivo realizaram-se em outros locais em todo o mundo.
A Colômbia não ficou atrás: a multidão que saiu às ruas de Medellín e Bogotá contou com caloroso apoio dos passantes. Às 10 horas, as representações espanholas em ambas as cidades viram-se cercadas por estandartes, faixas e numeroso público, que ali se congregou para iniciar uma caminhada. Em Bogotá, ela seguiu até a casa do embaixador espanhol. Uma imagem de Nossa Senhora de Fátima presidia a marcha, seguida pelos jovens da associação Colômbia necessita de Fátima, entidade co-irmã da família de associações que, em diversos países, defendem a tradição, a família e a propriedade.
À manifestação uniram-se destacados políticos católicos e uma constelação de entidades religiosas e civis. No final, foi entregue uma carta de protesto ao secretário do embaixador, que garantiu fazê-la chegar às mãos do primeiro ministro-espanhol.
Um dos participantes declarou: “A marcha foi brilhante, seja pelos brados contra o aborto, seja pela recitação do Santo Rosário; ela cortou a aparente apatia dos transeuntes, os quais aplaudiam os manifestantes. O trânsito numa importantíssima avenida parou, e os motoristas esperaram sem reclamar”.
___________________
A multitudinária manifestação anti-aborto foi largamente noticiada por grandes jornais da Espanha (abaixo algumas capas)












