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26 de abril de 2014

PROSSEGUE A BATALHA PELA FAMÍLIA — A luta continua III


Apontamentos sobre as sessões deliberativas do Plano Nacional de Educação, dias 22 e 23 de abril de 2014, na Câmara dos Deputados, em especial os destaques sobre a questão de "gênero". 

Hermes Rodrigues Nery (*)

Na terça-feira, dia 22 de abril, pouco antes de iniciar, enfim, a sessão deliberativa sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), a deputada petista Fátima Bezerra tomou o microfone e fez propaganda de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre os reflexos do golpe militar de 1964 na educação brasileira ( http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ce/noticias/comissao-discutira-os-reflexos-da-ditadura-na-educacao). Ao que o pessoal da UNE, já presente em peso, hostilizou o deputado Jair Bolsonaro. 

Havendo quorum mínimo, o presidente deu início à 48º reunião ordinária da Comissão Especial de Educação, às 15h16. O relator, deputado petista Angelo Vanhoni defendeu alguns pontos do PNE, cujo seu parecer seria primeiramente submetido a votação, para posteriormente ocorrer a deliberação dos destaques. Já no primeiro destaque seria discutida e votada a questão de gênero no PNE, inclusa no inciso III do Artigo 2. Antes disso Vanhoni abordou outras questões do Plano, defendendo o período integral desde o ensino fundamental, os 10% do PIB para a escola pública, também ressaltadas com veemência por Ivan Valente (do PSOL), etc. O deputado esquerdista queixou-se de que "houve um retrocesso no Senado por questões alheias ao texto", fazendo referência a controvérsia suscitada pela inclusão da ideologia de gênero no PNE, que o Senado rechaçou. E sob intenso vozerio do plenário, com militantes da UNE e pró-família, com gritos de guerra que ecoavam subitamente, o deputado tinha que fazer saltar as suas veias para que todos lá pudessem ouvir que "a educação precisa de liberdade contra qualquer preconceito", sendo aplaudido pelo pessoal da UNE, que repetia o mote: "a nossa luta é todo dia, contra o machismo, o racismo e a homofobia". 

Todos os deputados do PT presentes fizeram côro à fala de Ivan Valente, alguns com muita ênfase, queixando-se do obscurantismo conservador dominante ainda naquela Casa de Leis. Depois do chororô dos deputados petistas, que pareciam sentir que não teriam como vencer na questão do "gênero"; mesmo assim (para deixar registrado nos anais da Casa) faziam a apologia do progressismo e da educação libertária e igualitarista que queriam introduzir do Plano Nacional de Educação. Os deputados Paulo Freire, Pastor Eurico e Marcos Rogério, refutaram tais argumentos, enquanto o pessoal da UNE impunha seus gritos de guerra, quase não sendo possível ouvir a fala dos deputados, em meio às vaias que recebiam dos UNEnistas. Se na sessão anterior bradaram que "a América Latina será toda comunista", desta vez fizeram ecoar no plenário: "A América Latina será toda feminista!"

Gabriel Chalita apareceu por lá, mas logo retirou-se, estando ausente no momento da votação da polêmica matéria. Jean Willys nem apareceu. Jovens da UNE gritavam para os parlamentares que defendiam a família: "Nós vamos te linchar, nós vamos te banir da Câmara!" Durante a fala de Bolsonaro, que fez menção ao kit-gay que o MEC havia preparado para distribuir nas escolas, destacou vários itens do material com tais conteúdos, de apologia ao anarquismo sexual a ser disseminado nas escolas, desde o ensino fundamental, cuja inclusão da ideologia de gênero no PNE iria dar legalidade e reforçar tais iniciativas. Foi difícil ele fazer a sua exposição, pois a todo tempo e, de modo intenso, o pessoal da UNE vaiava e gritava, com motes bastante provocativos, do tipo: "Ô Bolsonaro, sai do armário!", etc. Todas as falas pró-família foram muito perturbadas pelas vaias e pela gritaria. A confusão, os constantes pedidos de questões de ordem, tumultos e até algumas agressões entre os militantes ocorreram, tornando a sessão tensa e muito barulhenta. 
Depois das discussões, o presidente colocou em votação o substitutivo do Senado Federal ao Projeto de Lei Nº 8.035-B/10  do Poder Executivo  que "aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020 e dá outras providências". Foram feitos os encaminhamentos de bancadas para a votação do parecer do relator Angelo Vanhoni. Encaminharam a votação o próprio relator, Ivan Valente, Paulo Freire e Marcos Rogério. Os deputados contrários a ideologia de gênero votaram favoráveis ao parecer de Vanhoni, ressaltando que se manifestariam sobre o tema de gênero nos respectivos destaques em que a questão estivesse inclusa. Paulo Freire e Jair Bolsonaro votaram contra o parecer do relator. Em seguida à aprovação do parecer (ressalvados os destaques),Lelo Coimbra submeteu à apreciação o primeiro destaque referente à questão de gênero. 

Conforme ipsis literis, o que diz a ata da sessão: 
“Destaque nº 01/14 - da Bancada do PSDB - que aprova o art. 2º, inciso III, do Substitutivo do Senado Federal. Encaminharam a votação a favor os Deputados Izalci e Pastor Eurico; e, contra, os Deputados Artur Bruno e Fátima Bezerra., que aparte à Deputada Iara Bernardi. O Deputado Marcos Rogério suscitou conflito entre a redação dada ao art. 2º, inciso III aprovada pela Câmara dos Deputados e o art. 3º, inciso IV da Constituição Federal. Nos termos do Art, 192, § 4º, o Deputado Angelo Vanhoni usou da palavra para prestar esclarecimentos sobre o dispositivo destacado. Em orientação de Bancada, manifestaram-se favoravelmente: PRB, PROS, PTB, PR, PP, PSDB e PMDB manifestaram-se contra: PSOL, PCdoB, PV/PPS e PT; e liberaram a Bancada: PDT, DEM e a Liderança do Governo. Em votação simbólica, foi aprovada a matéria destacada. Manifestaram-se contrariamente os Deputados Angelo Vanhoni, Fátima Bezerra, Margarida Salomão  titulares  e Artur Bruno, Iara Bernardi e Pedro Uczai  suplentes  do PT; Ivan Valente, suplente da vaga do PR; Stepan Nercessian, suplente da vaga do Bloco PV/PPS; Chico Lopes, suplente do PCdoB e Paulo Rubem Santiago, titular da vaga do PDT. Em virtude da apreciação da matéria restaram prejudicados os destaques de números 2/14, 21/14, 24/14 e 26/14. O Deputado Artur Bruno requereu votação nominal, que foi indeferida pelo Presidente por intempestiva.” (http://www.camara.leg.br/internet/ordemdodia/integras/1248059.htm) 
O fato é que, na hora da sessão, o presidente decidiu por votação não nominal, e que os deputados contrários à ideologia de gênero (os que estivessem de acordo com o destaque do deputado Izalci, mantendo o texto do Senado Federal no inciso III, do Art. 2) permanecessem como estavam, e que os favoráveis se manifestassem. Na hora da votação (que pode ser acompanhada pelo áudio da Câmara a partir de 16:49:48 [http://imagem.camara.leg.br/internet/audio/Resultado.asp?txtCodigo=47756]), o presidente contou 11 votos contrários (a ata nomina apenas 10), anunciando posteriormente o resultado de 15 x 11, sendo aprovado o destaque do deputado Izalci, mantendo, portanto, o texto do Senado, excluindo assim a questão de “gênero” no referido artigo do PNE. Naquele momento, os militantes pró-família se exultaram, ao que o presidente, após dez minutos de certa confusão, gritaria e pedidos de questões de ordem e por votação nominal, declarou validada a votação. Por todo o plenário, numa explosão de alegria e viva emoção, ouvia-se: “Viva a família, viva a família!” 

Vencida a primeira etapa, enquanto muitos já divulgavam pelas redes sociais que a ideologia de gênero já havia sido banida do PNE, tivemos que lembrar a muitos que a questão ainda não estava inteiramente resolvida, pois faltava ainda a deliberação de um outro ponto no Plano Nacional de Educação, que precisávamos excluir a ideologia de gênero. Tratava-se da meta 3.13 do PNE. A batalha havia sido vencida, em parte. Restava ainda a deliberação da meta 3.13, para que a ideologia de gênero fosse erradicada do Plano Nacional de Educação. Começada a Ordem do Dia do grande plenário da Câmara dos Deputados, o presidente marcou a continuação da sessão para o dia seguinte, às 14h30. Mais uma vez era preciso que os deputados pró-família votassem pelo substitutivo do Senado, que não faz menção à questão de “gênero” na referida meta. Já o texto da Câmara do relator Angelo Vanhoni faz menção na meta 3.13 á questão de gênero. Daí a importância dos deputados pró-família, da Comissão Especial de Educação, a exemplo do que fizeram no inciso III do artigo 2, votem pelo texto do Senado. 

No dia seguinte, às 14h30 já estávamos no plenário 1, um pouco maior que o do dia anterior, com menos faixas e cartazes. Mas aos poucos foram chegando os deputados e militantes da UNE. Às 15h19 começou a sessão. Foi preciso telefonar para alguns gabinetes e chamar os deputados pró-família que estavam ausentes, pois a sessão começou com o quórum mínimo novamente. No painel dizia que havia 22 deputados presentes, um pouco menos do que o dia anterior. Outras questões foram abordadas nas primeiras pautas de discussão e deliberação. Quando o presidente colocou em discussão a meta 3. 13 e ia começar os procedimentos deliberativos da matéria que mais aguardávamos naquela sessão, veio um comunicado de que havia começado a Ordem do Dia do grande plenário, e Lelo Coimbra comunicou que estava encerrada a sessão. E assim, mais uma vez adiada a deliberação da questão de “gênero” no Plano Nacional de Educação, pois somente poderemos considerar vitória completa pró-família, com a votação da meta 3.13. O presidente marcou a próxima sessão para o dia 6 de maio. Saímos de lá com um único sentimento, a de que é preciso perseverar e continuar o trabalho de conscientização, de formação e partilha de informações, especialmente aos tomadores de decisão. Cada passo dado é importante nessa batalha, cada um fazendo a sua parte, dentro das possibilidades, para que o Brasil afirme a cultura da vida, como exortou o Papa João Paulo II, em sua Evangelium Vitae. Foi o que dissemos jovens de Brasília, logo em seguida. Também no difícil campo legislativo, é preciso fazer afirmar a cultura da vida. Por isso, a luta continua.

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(*) Prof. Hermes Rodrigues Nery é especialista em Bioética (pela PUC-RJ) e membro da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB.

23 de abril de 2014

A verdade nua e crua sobre a “teoria do gênero”



Leo Daniele


“Le Figaro” de Paris publicou, em 31 de janeiro de 2014, o fracasso da primeira tentativa de comprovação da “teoria do gênero”, que culminou com o suicídio do jovem Bruce- Brenda-Davi (seus três nomes, como homem, mulher e homem!).(*) [foto acima]

As ideias do prof. John Money, que definiu o “gênero masculino ou feminino” como uma conduta sexual que escolhemos adotar, a despeito de nosso sexo de nascença, foi testada, em primeiro lugar, em Bruce, um menino canadense. Ele foi submetido a uma cirurgia de mudança de sexo e desde os oito meses passou a se chamar Brenda. Recebeu a princípio um tratamento hormonal, pois se pretendia retirar seus órgãos genitais depois de quatorze meses. Doravante, uma menina, a “Brenda”, usava saias e brincava com bonecas.


Mas diz um velho ditado: “Expulsai o natural, e ele voltará a galope”. Na adolescência passou a ter uma conduta masculina, o que obrigou os pais a lhe contar a verdade. Cirurgicamente, ele volta a ser homem, passa a chamar-se Davi — terceiro nome em sua existência — e se casa aos 24 anos. Entretanto, o trauma das mudanças de sexo causa um descompasso em sua vida, e ele se suicida. 

Basta! “Teoria do gênero”, escolher o próprio sexo, isto é demais para pessoas mentalmente normais! E pode transformar-se em uma monstruosidade legislativa. Se for necessário submeter à nossa aprovação o que Deus nos deu, o que a natureza nos deu, aonde chegaremos? 

É o cúmulo da revolta contra o Criador! Se chegado a determinada idade, teremos que dar aval àquilo que somos, se tudo é sujeito à nossa aprovação? 

Em definitiva, as crianças, nessa lógica, devem ser convidados a decidir se querem continuar vivendo ou se preferem morrer, sob o suave e criminoso jugo de um suicídio sem dor. Que certa classe de deputados não nos leiam, sob pena de quererem transformar este absurdo dos absurdos lei! Pois se é necessário escolher o sexo, por que não escolher também, em criança, entre a morte e a vida? É próprio dos absurdos virem em cascata. 

Para os que se esqueceram de sua própria natureza, aqui incluo algumas sentenças da sabedoria milenar a respeito, que vi por acaso preparando este artigo: 
“Não se vence a natureza senão lhe obedecendo” 
“Colocai uma rã sobre um trono de ouro, e logo ela saltará para o lodo” 
“Mesmo lavado com água de rosa, o alho não perderá seu odor” 
“O cão permanecerá cão, mesmo se for criado entre leões” 
“Um lobo ensinado sonha sempre com a floresta” 

A própria Sagrada Escritura homologa tais pensamentos, perguntando: “Um leopardo mudará suas manchas?” (Jeremias, XIII,23) 

Se o gênero humano tivesse algum inimigo mortal que o quisesse rebaixar, vilipendiar e humilhar, ele deveria estar empenhado na teoria do gênero. E não tem? É o demônio, o anjo das trevas. 

Um único pecado contra a natureza, diz o Catecismo, é um ato que “brada aos céus, e pede a Deus vingança”. Que dizer dessa escolha de sexo? 

Certos setores da midiagogia — perdoem o neologismo — tem escondido cuidadosamente os fatos aqui relatados. Portanto, vale a pena os comentar. Comente-os, pois.

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Nota: (*) Theórie du genre: comment la premiére expérimentation a mal tourné (Teoria de gênero: como seu primeiro experimento fracassou) publicado na edição de 31 de janeiro de 2014 de “Le Figaro”, Paris.

13 de abril de 2014

“Questão de Gênero?”

NOTA PASTORAL DE S.E.R DOM JOSÉ RUY, BISPO DA DIOCESE DE JEQUIÉ, SOBRE A IDEOLOGIA DE GÊNERO 


Dom José Ruy G. Lopes, OFMCap
Bispo Diocesano de Jequié
Enquanto nestes dias as redes sociais, com estardalhaço, publicavam as mais variadas opiniões sobre uma mal fadada pesquisa do IPEA a respeito do estupro, em Brasília, deputados se mobilizavam para votar um projeto de lei que regulamenta no Plano Nacional de Educação “respeito pela questão de gênero”. 

Ao mesmo tempo, na Capital da República, outra novela se desvela alheia aos olhos de milhões de cidadãos brasileiros que são as investigações a respeito de corrupção na outrora maior empresa de petróleo do mundo (orgulho de ser patrimônio nacional). 

Dentro deste contexto, a Igreja Católica nesta porção do Povo de Deus na Diocese de Jequié, vem se manifestar peremptoriamente contrária a esta ideologia do partido que governa a nação que deseja “impor” pela maioria de sua base aliada um projeto que quer eliminar a ideia de que os seres humanos se dividem em dois sexos, afirmando que as diferenças entre homem e mulher não correspondem a uma natureza fixa, mas são produtos da cultura de um país, de uma época. Algo convencional, não natural, atribuído pela sociedade, de modo que cada um pode inventar-se a si mesmo e o seu sexo. 

A consequência desse nefasto projeto é a mais completa dissolução do grande valor da dignidade do ser humano e da família. Imaginemos tantas crianças e adolescentes em escolas públicas ou particulares “aprendendo” que tudo é apenas uma questão de escolha.Tudo isso baseado na análise marxista da história como luta de classes, dos opressores contra os oprimidos, sendo o primeiro antagonismo aquele que existe entre o homem e a mulher no casamento monogâmico. Uma ideologia que procura desconstruir a família e o matrimônio como algo natural. 

A voz que clama dentro de nós, é a da nossa consciência, reta, sincera e verídica a gritar: o ser humano possui dignidade. Devemos nos atribuir o real valor que possuímos,mesmo que seja isso politicamente incorreto e contrariando o modismo imposto pela mídia e pelo governo. Recordando as palavras de Santo Anastácio: “se o mundo for contra a verdade, eu serei contra o mundo”. 


Jequié, 04 de abril de 2014. 
Dom José Ruy G. Lopes, OFMCap 
Bispo Diocesano de Jequié 
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Fonte: Fanpage da Mitra Diocesana de Jequié

26 de março de 2014

DIGA NÃO À IMPOSIÇÃO DA “IDEOLOGIA DE GÊNERO” NAS ESCOLAS

Neste dia 26 de março seria votado na Câmara dos Deputados o “Plano Nacional de Educação” (tratado no post abaixo), que tem como objetivo a implantação da absurda “Ideologia de Gênero” nas escolas. A votação não se realizou hoje, mas foi adiada para o dia 2 de abril próximo.

Assim sendo, ainda temos tempo para mais protestos contra tal aberração que mentes doentias pretendem inculcar em nossas crianças, como, por exemplo, que não há apenas dois sexos (homem e mulher), mas vários "gêneros" e que a criança poderá então escolher algum outro tipo, como o "gênero" homossexual... 

Aqueles que ainda não firmaram o abaixo-assinado sobre a questão, fariam um bem pela estabilidade da instituição familiar em nosso País participando também. Ele já conta com mais de 35 MIL assinaturas, mas precisamos chegar a 50 MIL. Assim, favor acessar o seguinte site para assinar: 

Outro modo para manifestar seu protesto é o "Disque Câmara": 0800 619 619. A ligação é gratuita e funciona de 2ª a 6ª feira, das 8:00 h às 20:00 h. Diga que é contra o "Plano Nacional de Educação" e que deseja que os deputados votem NÃO a este absurdo projeto. Peça também que sua mensagem seja encaminhada para TODOS os deputados.

A respeito, aproveito a ocasião para transcrever abaixo uma declaração do Cardeal Angelo Bagnasco (Arcebispo de Genova), proferida no Conselho Episcopal Permanente da Conferência Episcopal Italiana, e publicada hoje no site http://fratresinunum.com/ (Tradução de Gercione Lima). 


A “ditadura do gênero” imposta em escala global. 


Cardeal Angelo Bagnasco
“Em preparação para o Sínodo sobre a Família que será realizado em duas fases: em 2014 e 2015 , bem como o recente consistório sobre o mesmo assunto, providencialmente se chamou a atenção para esta realidade tão ‘desprezada e maltratada’, como disse o Papa. E eu diria, desprezada tanto no plano cultural como maltratada no plano politico. É surpreendente que a família é muitas vezes representada como um bode expiatório, como a fonte dos males do nosso tempo, ao invés da fonte universal de uma humanidade melhor e a garantia universal de continuidade social. Não são boas leis que garantem a boa convivência — elas são necessárias , mas é a família que é o viveiro de uma humanidade boa e de uma sociedade justa.

Nesta lógica distorcida e ideológica se impõe a recente iniciativa  diversamente atribuída  em três volumes intitulado ‘Educar para a diversidade na escola’, que distribuíram nas escolas italianas destinados às escolas primárias e do primeiro e segundo grau. Em teoria, os três guias são projetados para combater o bullying e a discriminação  o que é justo  mas na realidade a verdadeira intenção é ‘incutir’ (este é o termo apropriado) nas crianças preconceitos contra a família, contra os pais, contra a religião, contra a diferença entre o pai e mãe. 

Palavras doces que agora parecem não só fora de moda, mas também constrangedoras, tanto que a tendência é e eliminá-las até dos documentos. É a leitura ideológica de “gênero” uma verdadeira ditadura  que quer decretar a diversidade, tratar a identidade do homem e da mulher como puras abstrações. É de se perguntar com amargura se querem transformar as escolas em ‘campos de reeducação e doutrinação’. Mas será que os pais ainda têm o direito de educar os seus filhos ou foram desautorizados ? Alguém lhes pediu o parecer ou a permissão explícita? Os filhos não são matéria de experimentação nas mãos de ninguém, nem mesmo de técnicos considerados especialistas. Os pais não devem permitir que sejam intimidados, eles têm o direito de responder com determinação e clareza : não há autoridade que os supere.” 

1 de dezembro de 2013

Câmara dos Deputados promoverá audiência pública sobre aborto

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS 


54ª Legislatura – 3ª Sessão Legislativa Ordinária 

PAUTA DE REUNIÃO ORDINÁRIA 

AUDIÊNCIA PÚBLICA 

DIA 04/12/2013 
(SUJEITO A ALTERAÇÃO) 

LOCAL: Anexo II, Plenário 09 
HORÁRIO: 14h 
Audiência Pública: 
TEMA: Discutir o aborto. Req. 89/13, do Dep. Pastor Marco Feliciano. 


Convidados:  
DEPUTADO JOÃO CAMPOS, autor do requerimento da CPI do Aborto;  
HERMES RODRIGUES NERY, Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté;  
• Representante do Ministério da Saúde. 
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Nota do Blog da Família: Precisamos acompanhar atentamente esta importante audiência, pois, conforme ocorrerem os debates, poderá ter consequências em nossa luta contra a legalização do aborto no Brasil. Roguemos a Deus, por intercessão de Sua Santa Mãe, que ilumine nossos representantes que deverão defender a vida inocente desde a sua concepção. 

Vale a pena aqui relembrar as severas palavras do Padre Pio a respeito do aborto: 
"Quando virdes uma alma que anuncia o aborto como feito benigno, sabereis que nela reina o príncipe das trevas, e sua eternidade está por ora no livro da morte. [...] Ai de nós se consentirmos com esse miserável pecado mortal. Não ousemos tomar o lugar do Criador, e não permitamos que nenhum homem o faça. Não sejamos cúmplices deste crime maldito por culpa do nosso silêncio e da nossa tibieza”.

19 de julho de 2013

Como nossos Pastores não nos atendem, apelemos ao Pastor dos Pastores


Paulo Roberto Campos
Vários movimentos ligados aos meios católicos que lutam contra a legalização do aborto no Brasil fizeram campanhas, tanto junto ao Governo Federal quanto à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), pelo VETO TOTAL ao PLC 3/2013 — projeto de lei que amplia enormemente a hedionda prática do aborto. 

Só para relembrar, tal projeto foi maquiavelicamente aprovado pelo Congresso Nacional no dia 4 deste mês e encontra-se sobre a mesa da presidente Dilma Rousseff para ser sancionado ou vetado. O prazo para ela usar sua caneta a fim de salvar milhões de nascituros ou para ordenar uma nova “Matança de Inocentes” estende-se até o final deste mês.

Até o momento, a presidente não deu sinais se aprovará ou rejeitará o projeto herodiano. Se desejar honrar sua palavra, deveria vetá-lo completamente, pois durante sua campanha eleitoral ela afirmou que era pessoalmente contrária ao aborto e que nada faria no sentido de favorecer a sua ampliação no Brasil. Apenas a Casa Civil informou que ouvirá vários segmentos da sociedade antes da decisão presidencial.

Quanto à CNBB, somente se ouviu um discreto “miadinho” de reação, bem diverso de suas altissonantes manifestações em favor dos “excluídos”, como se os nascituros não pertencessem de modo trágico ao número destes. Ademais, com a sua tímida reação a CNBB não atende ao pedido de milhões de católicos, desejosos que ela exerça pressão sobre o governo para que a presidente vete integralmente o PLC 3/2013; e não apenas pedindo o veto de alguns de seus itens, como fez aquele órgão episcopal. Quem quiser ler o “miadinho”, ele se encontra no seguinte link do site da CNBB: http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias 

“Miadinho” que de nada adianta, pois o “veto parcial” deixará uma brecha através da qual entrará a ampliação de casos de aborto praticados “legalmente” (sic) — como se um crime (execução de um nascituro) pudesse ser praticado de modo “legal”! Já tratamos disso em posts anteriores, mas para os leitores que ainda não tomaram conhecimento, recomendo assistir ao vídeo abaixo. Nele o Pe. Paulo Ricardo de Azevedo Junior demonstra que não basta o veto parcial e que só há uma solução: O VETO TOTAL. 

Apelo ao Pastor dos Pastores 

Como os bispos, nossos legítimos Pastores, não atendem ao pedido de seu rebanho — que somos nós, os fiéis católicos —, apelemos então ao Pastor dos Pastores, que é o Papa. Como se sabe, “Papa” significa “Pastor dos Pastores” (Pastor Pastorum).

Com a recusa da CNBB em atender o pedido dos fiéis católicos, muitos destes se sentem como parte de um rebanho abandonado à sanha dos lobos — “lobos” abortistas que poderão executar milhões de bebês ainda no ventre de suas mães. 

Assim sendo, o movimento “Brasil pela Vida” está fazendo uma campanha de mensagens dirigida ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, pedindo-lhe que faça chegar ao Papa Francisco nosso desejo do VETO TOTAL do herodiano PLC 3/2013, a fim de que o Pontífice o manifeste à presidente Dilma e a exorte a vetar integralmente e não apenas alguns itens.

Para enviar sua mensagem click aqui

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Vídeo do Pe. Paulo Ricardo, no qual justifica a razão do veto total do PLC 3/2013

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PS: No mesmo sentido do acima exposto, outra iniciativa que aconselho a participação de todos: um abaixo-assinado requerendo da Presidente Dilma Rousseff o VETO INTEGRAL. Para assinar, click em: 
http://www.peticaopublica.com.br/?pi=VETO

14 de julho de 2013

Um Pastor que não se converteu em lobo, como muitos de seus pares

Dom Rossi Keller com o báculo — símbolo do Pastor (o bispo) com a missão de ser o guia espiritual das ovelhas (os fiéis) de uma diocese

Em nosso post do dia 11 p.p. [Chegou a hora da presidente Dilma Roussef comprovar a sinceridade (ou não) da palavra dada] fizemos a seguinte lamentação: 

“Vemos que enquanto o Brasil, "gigante pela própria natureza", parece acordar com manifestações pipocando de norte a sul do País, a CNBB parece dormir “deitada eternamente". Até o momento não vi nenhuma reação por parte dos senhores bispos da Conferência Episcopal em manifestações contra tal PL, que, se sancionado pela Presidente, será culpado pelo sangue de mais inocentes executados ainda no ventre materno”. 

Mas hoje tive a alegria de tomar conhecimento de que pelo menos um Bispo, Dom Antonio Carlos Rossi Keller (Bispo de Frederico Westphalen – RS) tomou uma bela posição contra o Projeto de Lei 3/2013, que — aprovado pelo Congresso Nacional no dia 4 p.p. — encontra-se presentemente sobre a mesa da Presidente Dilma Rousseff para ser sancionado ou vetado. 

A tomada de posição de Dom Antonio Keller foi por meio de uma Nota Pastoral (segue abaixo) lançada neste domingo e que me apresso em propagar para conhecimento de nossos leitores, bem como para incentivar outros Prelados a também se manifestarem contra tal projeto que, se aprovado pela Presidente, ampliará ainda mais a prática do aborto no Brasil.

Brasão de Dom Antonio Keller
NOTA PASTORAL 
A respeito do PLC 3 de 2013 


Irmãos e irmãs, Diocesanos de Frederico Westphalen e demais católicos e pessoas de boa vontade. 

Com amargura na alma, mais uma vez, vejo-me obrigado a escrever uma Nota Pastoral em relação à questão do aborto e à sua implantação no Brasil. 

No último dia 4, alavancado pelo apoio e pressão do PT e de seus aliados, o Congresso Nacional enviou para a sanção da Presidente da República, o PLC n. 3, de 2013. Tal Projeto foi aprovado em regime de urgência, ou seja, sem dar o devido tempo exigido pela gravidade da proposta para que os Congressistas pudessem analisar e principalmente, escutar a sociedade civil, em relação ao texto em questão. 

Os defensores da implantação do aborto no Brasil usaram uma estratégia muito bem preparada: sabendo que jamais passaria pelo Congresso algum tipo de projeto que diretamente permitisse a implantação do aborto, trocaram termos e palavras, sem contudo desviar um só milímetro de suas intenções: o puro e simples encaminhamento para a aprovação do aborto de fato. 

O artigo 1º do Projeto que prevê o “atendimento emergencial integral” de vítimas de violência sexual é depois manipulado pelos abortistas no artigo 3, parágrafo 4, através de uma “profilaxia da gravidez”, que deve ser simplesmente entendida como a autorização para o aborto. 

Não se encontra, naturalmente no texto, a palavra“ aborto”. Mas as intenções são suficientemente claras: proporcionar aos profissionais da Medicina e do Direito a base legal para a realização pura e simples de abortos. Esta é e sempre foi a estratégia usada: fugir dos termos contundentes, mas implantar, de forma disfarçada a devida autorização para que se possa agir de acordo com a ideologia abortista. 

O resultado da aprovação deste Projeto de Lei já é conhecido… este é o objetivo da agenda abortista: o Executivo, sancionando a Lei, irá estabelecer as regulamentações e as normas técnicas que abrirão a estrada da implantação, na prática, do aborto. 

A estratégia é clara e, infelizmente, o Congresso brasileiro entrou, como se costuma dizer, “na jogada” aprovando e encaminhando um projeto destes para a sanção da Presidente da República. Tudo muito bem preparado, estudado e levado a efeito sem a devida discussão e sem a necessária participação da sociedade brasileira como tal, que sabidamente é em sua grande maioria, contrária à implantação do aborto. 

O aparente respeito à legalidade que tal encaminhamento deste iníquo projeto de lei possa estar seguindo tropeça em uma única e definitiva verdade, como nos diz o Papa João Paulo II, na Evangelium Vitae: “Reivindicar o direito ao aborto, ao infanticídio, à eutanásia, e reconhecê-lo legalmente, equivale a atribuir à liberdade humana um significado perverso e iníquo: o significado de um poder absoluto sobre os outros e contra os outros. Mas isto é a morte da verdadeira liberdade“. 

É bom que exista uma legislação adequada ao atendimento humano de mulheres vitimas de violência sexual, no Brasil. O que não podemos jamais admitir é que entre os possíveis encaminhamentos, permita-se o aborto. Isto é inaceitável! 

Assim sendo, venho, através desta Nota Pastoral expor esta dramática situação aos diocesanos da Igreja Particular de Frederico Westphalen e às pessoas de boa vontade, que acreditam e defendem o valor da vida humana desde a sua natural concepção até seu fim natural, e pedir, fundamentalmente, duas coisas: 

1. Orações intensas, suplicando ao Senhor da vida, que possa salvar-nos desta chaga horrorosa que é o aborto; 

2. A firme manifestação contra a sanção deste Projeto de Lei, fazendo telefonemas ou enviando fax para o Gabinete da Exma Sra. Presidente da República que, como todos lembramos, na Campanha eleitoral, vendo que poderia perder a eleição, comprometeu-se publicamente, junto a diversos líderes religiosos e perante a Nação, a não permitir, durante seu governo, a implantação de nenhuma forma de aborto, no Brasil. 

Os contatos são os seguintes: 
Telefones: (61) 3411.1200 (61) 3411.1201
Fax: (61) 3411.2222 

Desejando a todos a Paz e o Bem que vem de Deus, os abençoo no Senhor. 
Frederico Westphalen, 14 de julho de 2013.
XV Domingo Comum C 
+ Antonio Carlos Rossi Keller 
Bispo de Frederico Westphalen