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15 de novembro de 2013

Médicos alertam sobre Facebook: perigo de depressão

Mathias Von Gersdorff
Do site alemão “Kultur und Medien”, em 5-11-2013
A Academia Americana de Pediatras (AAP) alerta sobre riscos de forte depressão em jovens sensíveis à internet.

O uso da Internet pode causar danos a jovens, segundo a opinião da pediatra Gwenn O’Keefe [foto abaixo], de Boston. Particularmente sensíveis são aqueles jovens propensos à insegurança. Eles tendem a olhar longamente fotos de pessoas em festas e reuniões amistosas. Caso não consigam imitá-los são tomados por melancolia, previne a autora das diretrizes da AAP a respeito do uso da Internet.

O fato de que gestos e movimentos corporais das pessoas não apareçam em Facebooks faz com que eles deem da realidade um quadro grosseiramente distorcido. A linguagem corporal permite melhor compreender uma situação humana. Assim acontece que muitos usuários da Internet caem em profunda aflição, caso não possuam tantos amigos quanto outros que se manifestam em páginas do Facebook, caso não viajem frequentemente ou não façam muita coisa na vida. Então, apenas presenciar o que amigos realizam enquanto eles ficam imóveis, causa-lhes depressão.

“No total trata-se de uma grande competição de popularidade. Ganha aquele que tem o maior número de amigos ou ostenta o maior número de fotos em sua página web”, diz uma estudante de 16 anos.

“Os pais devem tomar consciência do perigo da depressão através do Facebook e conversar a respeito com seus filhos. O mesmo conselho é válido quando se trata da internet-mobbing ou da crescente propagação do sexo, tal como o envio por SMS de fotos ostentando pessoas despidas”, aconselha a revista “Pediatrics”.

4 de janeiro de 2013

Como vemos nossos filhos?


Pe. Anderson Alves (*)

Percebe-se atualmente uma crise educativa cada vez mais intensa. De modo geral, constata-se que o nível médio de educação diminui drasticamente e que o processo formativo dos jovens enfrenta grandes dificuldades. As crianças e os adolescentes aprendem cada vez menos; a autoridade dos professores tende a desaparecer e os jovens, em meio a uma aparente energia, sentem-se sós e desorientados. E isso numa época de incrível desenvolvimento da Pedagogia. Nunca houve tantas pessoas que estudam essa ciência e nunca tivemos tantas teorias pedagógicas como agora.

No Brasil a crise educativa é cada vez mais preocupante, embora tenha eminentes pedagogos. Um recente estudo comparou a educação em 40 países e mostrou que o Brasil (6ª Economia do mundo) ficou em 39º lugar na educação, atrás de países como Singapura (5º), Romênia (32º), Turquia (34º) e Argentina (35º)[1]. Certamente uma das causas da atual crise educativa no Brasil não é a falta de recursos, mas algo mais profundo: não sabemos mais como ver e tratar os nossos filhos.

Até a metade do século passado, tínhamos uma ideia bem clara sobre o que eram os nossos filhos: acima de tudo, eram considerados um dom de Deus, um presente que nos tinha sido dado para ser tratado com atenção, carinho e muita responsabilidade. Os filhos eram vistos como um dom divino e a paternidade era considerada uma participação especial no poder criador de Deus. De modo que os filhos eram tratados com respeito e a vida era acolhida com alegria e generosidade.

Isso se deve ao fato de que nosso modo de viver até então era marcado pelos ensinamentos da cultura judaico-cristã. Seguia-se o exemplo de figuras como a de Ana (Cfr. 1 Sam. 1), uma mulher estéril que todos os anos ia a um Templo de Israel prestar culto a Deus, e que, certa vez teve a ousadia de pedir-lhe um filho. Depois que Deus escutara suas ferventes orações, ela retornou ao Templo para agradecer o dom recebido e para consagrar a vida daquele novo ser a Deus. Ana era plenamente consciente de que a vida humana procede e retorna a Deus, para quem nada é impossível.

A partir da “revolução” de maio de 1968 (Sorbonne) uma nova cultura surgiu, na qual a visão bíblica foi abandonada. Freud, na sua época, sonhava o dia em que fosse separada a geração dos filhos da estrutura familiar, algo que a partir de 68 vem se tornando frequente. Desde então, procura-se incutir nos jovens a ideia de que os filhos são um obstáculo, algo que tolhe a liberdade, a autonomia e que impede a realização pessoal. Os filhos passam a ser considerados como uma ameaça e a gravidez como uma espécie de doença, que deve ser evitada a todo custo. E às pessoas que não são tão jovens, transmite-se a ideia de que os filhos são um “direito”. Desse modo, os filhos passam a ser considerados ou como uma “ameaça” ou como um “direito”, não mais como um dom.

Daí surgem problemas sérios. Na Inglaterra, por exemplo, esse ano um dos pedidos mais feitos ao “Papai Noel” pelas crianças foi um pai; outro pedido comum foi, simplesmente, ter um irmão. O risco atual é que os adultos passem a considerar os próprios filhos como uma espécie de “mercadoria”, um sonho de consumo, que deve ser realizado num momento perfeitamente determinado. Os filhos são cada vez mais frutos de cálculos e não tanto do amor. E isso deixa feridas graves nas crianças.

Deixar de considerar os filhos como um dom divino e tê-los simplesmente como o resultado de uma técnica é um passo importante para a desconfiguração das famílias e para arruinar a educação. De fato, ocorre com frequência que os pais, paradoxalmente, procuram “superproteger” os filhos, buscando livrá-los de qualquer perigo e, ao mesmo tempo, não querem encontrar o tempo para dedicar-se à difícil tarefa educativa dos mesmos. As crianças são enviadas cada vez mais cedo às escolas e os professores devem se empenhar em transmitir valores que as crianças deveriam ter recebido em casa.

E há ainda outro grave perigo: os adultos procuram ter filhos mais para serem aprovados por eles, do que para transmitir um amor total, gratuito e comprometido. Sejamos sinceros: muitas vezes, em nossas famílias ocorre algo perverso: os pais se comportam como crianças, lamentando-se da infância que tiveram, e os filhos se sentem obrigados a comportarem-se como adultos[2]. Com essa mudança de papéis ninguém assume o a própria responsabilidade familiar, e isso se reflete no rendimento dos jovens nas nossas escolas e Universidades.
Nesse ponto, podemos talvez voltar nosso olhar ao livro que formou a civilização ocidental. O Evangelho conta-nos somente uma cena da adolescência de Jesus e do seu “processo educativo”. Quando ele tinha 12 anos, foi levado ao templo por Maria e José para participar na festa da Páscoa (Cfr. Lc 2). O jovem judeu quando cumpria essa idade iniciava a ser considerado adulto na fé. Quando aquela família deve retornar a casa, Maria e José se distraem e Jesus, como verdadeiro adulto, permanece no templo discutindo com os doutores da Lei. [representação acima. Imagem que se encontra em altar lateral da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, na capital paulista] Quando ele é reencontrado, Maria o repreende, mesmo sabendo que quem estava diante dela não só era um “adulto” na fé, mas o mesmo Filho de Deus: “Meu filho, que nos fizeste? Teu pai e eu te procurávamos cheios de aflição”. E Jesus, depois de manifestar a plena consciência da sua identidade divina (“não sabíeis que devo ocupar-me das coisas do meu Pai?”), volta à casa com Maria e José e “era-lhes submisso em tudo”. Que impressionante! Maria e José não fugiram de sua responsabilidade educativa em relação àquele adolescente que sabiam ser o Filho de Deus; e Jesus, sendo verdadeiro Deus, volta à casa com sua família, obedecendo-lhes em tudo até os 30 anos. Vemos assim que na família de Nazaré ninguém fugia da própria responsabilidade, uma vez que eram unidos por um verdadeiro amor, o qual se demonstra na autoridade, na humildade e no serviço e não no autoritarismo ou na indiferença.

Parece, portanto, que para se recuperar o sentido da verdadeira educação, para se enfrentar à grave crise educativa atual, devemos ajudar as famílias a considerarem a vida como um dom de Deus, a tratarem os seus filhos com verdadeira diligência, não delegando toda a responsabilidade educativa a outras pessoas ou instituições. A tarefa é árdua, mas pode ser realizada, especialmente à luz da fé que por séculos iluminou a nossa sociedade. Devemos voltar a seguir ao modelo da Sagrada Família mais do que aos parâmetros contraditórios de uma “revolução” que só trouxe ao mundo a exaltação do egoísmo, da irresponsabilidade e o consequente aumento do sofrimento dos mais débeis.
________________
(*) Pe. Anderson Alves é da diocese de Petrópolis (RJ), doutorando em Filosofia na Pontifícia Università della Santa Croce, em Roma. Este artigo foi publicado originalmente na “Agência Zenit”, em 30-12-2012. 
[1] Notícia no seguinte link: http://g1.globo.com/educacao/noticia/2012/11/ranking-de-qualidade-da-educacao-coloca-brasil-em-penultimo-lugar.html 
[2] Sobre isso cfr.: G. Cucci, La scomparsa degli adulti, «La Civiltà Cattolica», II 220-232, caderno 3885 (5 de maio de 2012).

23 de julho de 2012

NÃO DEIXE A CORTESIA MORRER !

Cortesmente, o Príncipe William protege sua esposa, Kate Middleton, da chuva
O portal www.ig.com.br , na sua seção “Comportamento”, publicou ontem um muito interessante artigo a respeito de um procedimento cada vez mais esquecido: a CORTESIA. 

Lembra dela? Embora a palavra exista nos dicionários, existe ela ainda em nosso dia-a-dia? Se desaparecer a cortesia no trato entre as pessoas, não será este verbete excluído até dos dicionários? 

Descortesia: Um homem leva apenas
uma caixinha, deixando a mulher
com o pesado fardo 
Poderíamos responder que a CORTESIA não morreu, mas encontra-se na UTI... Precisamos salvá-la! Como? Praticando este gesto, que, em certo sentido, poder-se-ia chamar de “virtude da cortesia”. Se os pais derem bom exemplo sendo corteses; se os cônjuges se respeitarem mutuamente, procurando ser gentis, polidos no trato etc., os filhos os imitarão. Se os pais forem descorteses, como estranhar que seus filhos tenham um trato abrutalhado? Como estranhar que eles sejam grosseiros em relação aos amigos? 

Espero poder voltar a tratar deste importante tema para as famílias. Enquanto isso, eu convido os leitores deste blog a fazerem uma campanha em busca da cortesia perdida! Um dos modos seria propagando este post com o artigo abaixo, comentando com os seus próximos etc.
Cortesia saiu de moda?

Gentilezas que vão além das regras da boa educação parecem cada vez mais raras no dia a dia. Há como trazê-las de volta? 

Verônica Mambrini  Redação  22/07/2012 08:00:0
www.ig.com.br 

Ninguém discute que a vida está mais rápida, agitada e cheia de informação. Também é fato consumado que as cidades grandes obrigam muita gente a viver espremida e estressada. Existe espaço nesse cenário caótico para a cortesia ou ela caiu de moda? 

“Eu não diria que ela saiu de moda, mas que está um pouco esquecida”, diz Vanessa Barone, consultora de etiqueta e autora do livro “Descomplique – um guia de convivência e elegância” (editora Leya). “É um retrato da nossa época. O excesso de gente, de trabalho, os horários apertados, tudo isso faz você pensar em si mesmo, antes de mais nada”, acredita a consultora. “Mas todo mundo valoriza a cortesia e quem é cortês.” 

Parece difícil ser cortês no meio de tanta correria, mas Vanessa acha perfeitamente possível. “Cortesia não faz você perder tempo. Quanto segundos você acha que perderia em 24 horas se tivesse a cortesia de parar antes da faixa para o pedestre atravessar em paz e ainda cumprimentá-lo com um sorriso? Quase nada.” Para ela, cortesia é um treino: quanto mais se pratica, mais internalizada fica e, portanto, mais natural e fácil. 

A professora de história, Flor Martha Ferreira, que dá aulas de bons modos e cortesia para crianças e adolescentes há dez anos, explica que, apesar de usarmos a cortesia como sinônimo de bons modos, o termo vem do comportamento dos nobres na corte e estaria ligado diretamente a um jeito 'civilizado' de viver em grupo. O jeito elegante dos nobres e dos fidalgos. “Neste sentido, não pode ser confundida com boas maneiras ou regrinhas sociais, cortesia tem a ver com valores humanos”, conclui a professora. De fato, o dicionário Houaiss, define cortês como: adj.: 1 da corte (‘cidade’) 2 refinado, civilizado, urbanizado 3 fig. delicado nas palavras e ações; gentil.

“Perdemos os hábitos porque perdemos a consideração pela pessoa humana; se quisermos recuperar a cortesia, teremos que priorizar as pessoas mais do que as coisas, o bem estar de todos, mais do que os interesses pessoais, o altruísmo, mais do que o egoísmo", acredita Flor Martha. 

Qual a diferença, na prática, então? “Uma pessoa corrupta pode até dizer “obrigado”, ter gestos educados ou agradar com gentilezas, mas não é cortês porque não tem respeito pelo outro”, exemplifica Flor. Em geral, a cortesia anda em paralelo com os valores religiosos e morais. A base da cortesia no mundo ocidental são os preceitos cristãos de caridade e de amor ao próximo, avalia a professora. 

Ela acredita que seja possível fazer um resgate por esse caminho. “É só ensinar boas maneiras junto com virtudes humanas”, afirma Flor. E quanto mais cedo, melhor, de acordo com Vanessa: “Depois de adulto, você pode ensinar regras de etiqueta, mas não é tão natural. Cortesia é algo que passa pelo processo da educação e pelos exemplos. Não adianta querer que seu filho seja cortês, se você não for”, diz a escritora. 

E quem está ao nosso redor? Se você já está fazendo sua parte, vale a pena dar uma “cutucadinha” delicada, ensina Vanesssa. “Quem entra no elevador antes de você sair deixa claro que não está vendo você. Tem gente que não enxerga o outro. É impressionante. Eu não consigo esconder meu descontentamento. Costumo fazer cara feia ou dar um toque verbal, de leve.” Sempre, claro, sem ofender nem atacar ninguém. 

As regras valem também nos relacionamentos mais íntimos. A mulher que reclama que seu companheiro não é cortês, por exemplo, pode tomar a iniciativa. “Eu diria que a mulher deve dar uma paradinha antes de entrar no elevador para dar uma chance do parceiro fazer um gesto cortês.”, explica a autora de “Descomplique”. “Se ele não fizer o gesto educado, o problema não é dela. Mas ao menos ela cobrou respeito.” 

Esperar o comportamento delicado e gentil é uma forma de se respeitar. “Quando seu parceiro não enxerga você dessa forma delicada, vale a pena discutir esse ponto da relação. Se você apóia a pessoa, é justo esperar que ela ofereça ajuda com a sacola mais pesada, por exemplo”, afirma Vanessa. E não é questão do outro ter ou não capacidade de carregar a sacola, Trata-se de mostrar que você se importa com seu bem-estar. 

Ao seguir esses princípios, a cortesia fica mais natural e passa a fazer parte do dia a dia. Sem nem precisar decorar regrinhas como quem deve andar do lado mais externo de uma calçada, quem deve levantar primeiro para cumprimentar um conhecido ou a quem cabe oferecer ajuda para carregar compras pesadas.

13 de maio de 2012

Coisas que nossas mães diziam e faziam...

Neste dia das mães, em sua homenagem o Blog da Família oferece a preciosa citação (abaixo) de autoria do historiador francês Augustin Cochin (1876 – 1916). E, em seguida, um texto, que quando li me arrancou boas risadas lembrando-me de muitas coisas... Claro, há alguns pontos exagerados, mas é o exagero didático. Leiam e, suponho, muitos também lembrar-se-ão de muitas coisas da época de infância..., mas que hoje a absurda "lei da palmada" impediria...  


Na família a figura dominante é a da mãe. Tudo depende da sua virtude e acaba por se modelar de acordo com ela.
Ao marido competem o trabalho e o aprovisionamento do lar, e à mulher os cuidados e a direção interior.
O marido ganha, a mulher poupa. O marido alimenta os filhos, a mulher os educa.
O marido é o chefe da família, a mulher é seu elo de união com ela.
O marido é a honra do lar, a mulher a sua bênção”. 


QUERIDAS MÃES DE ANTIGAMENTE: 

Coisas que nossas mães diziam e faziam... 


Era uma forma, hoje condenada pelos educadores e psicólogos "politicamente corretos", mas funcionou com a gente e por isso não saímos por aí sequestrando -- como tem acontecido por aí e largamente noticiado --, calculando a morte dos pais, ajudando bandido a sequestrar a mãe, não nos aproveitamos dos outros, não pegamos o que não é nosso, nem saímos matando os outros por ai, etc... 




Minha mãe ensinou a VALORIZAR O SORRISO... 
— "ME RESPONDE DE NOVO E EU TE ARREBENTO OS DENTES!" 


Minha mãe me ensinou a RETIDÃO... 
— "EU TE AJEITO NEM QUE SEJA NA PANCADA!" 


Minha mãe me ensinou a DAR VALOR AO TRABALHO DOS OUTROS... 
— "SE VOCÊ E SEU IRMÃO QUEREM SE MATAR, VÃO PRA FORA. ACABEI DE LIMPAR A CASA!"


Minha mãe me ensinou LÓGICA E HIERARQUIA... 
— "PORQUE EU DIGO QUE É ASSIM! PONTO FINAL! QUEM É QUE MANDA AQUI?" 


Minha mãe me ensinou o que é MOTIVAÇÃO... 
— "CONTINUA CHORANDO QUE EU VOU TE DAR UMA RAZÃO VERDADEIRA PARA VC CHORAR!" 


Minha mãe me ensinou a CONTRADIÇÃO... 
 " FECHA A BOCA E COME!" 


Minha Mãe me ensinou sobre ANTECIPAÇÃO... 
 "ESPERA SÓ ATÉ SEU PAI CHEGAR EM CASA!" 


Minha Mãe me ensinou sobre PACIÊNCIA... 
 "CALMA!... QUANDO CHEGARMOS EM CASA VOCÊ VAI VER SÓ..." 


Minha Mãe me ensinou a ENFRENTAR OS DESAFIOS... 
— "OLHE PARA MIM! ME RESPONDA QUANDO EU TE FIZER UMA PERGUNTA!" 


Minha Mãe me ensinou sobre RACIOCÍNIO LÓGICO... 
— "SE VOCÊ CAIR DESSA ÁRVORE VAI QUEBRAR O PESCOÇO E EU VOU TE DAR UMA SURRA!" 


Minha Mãe me ensinou sobre o REINO ANIMAL... 
— "SE VOCÊ NÃO COMER ESSAS VERDURAS, OS BICHOS DA SUA BARRIGA VÃO COMER VOCÊ!" 


Minha Mãe me ensinou sobre GENÉTICA... 
— "VOCÊ É IGUALZINHO AO SEU PAI!" 


Minha Mãe me ensinou sobre minhas RAÍZES... 
 "TÁ PENSANDO QUE NASCEU DE FAMÍLIA RICA É?" 


Minha Mãe me ensinou sobre a SABEDORIA DE IDADE... 
— "QUANDO VOCÊ TIVER A MINHA IDADE, VOCÊ VAI ENTENDER." 


Minha Mãe me ensinou sobre JUSTIÇA... 
 "UM DIA VOCÊ TERÁ SEUS FILHOS, E EU ESPERO QUE ELES FAÇAM PRÁ VOCÊ O MESMO QUE VOCÊ FAZ PRA MIM! AÍ VOCÊ VAI VER O QUE É BOM!" 


Minha mãe me ensinou RELIGIÃO... 
 "MELHOR REZAR PARA ESSA MANCHA SAIR DO TAPETE!" 


Minha mãe me ensinou o BEIJO DE ESQUIMÓ... 
— "SE RABISCAR DE NOVO, EU ESFREGO SEU NARIZ NA PAREDE!" 


Minha mãe me ensinou CONTORCIONISMO... 
 "OLHA SÓ ESSA ORELHA! QUE NOJO!" 


Minha mãe me ensinou DETERMINAÇÃO... 
— "VAI FICAR AÍ SENTADO ATÉ COMER TODA COMIDA!" 


Minha mãe me ensinou habilidades como VENTRÍLOQUO... 
— "NÃO RESMUNGUE! CALA ESSA BOCA E ME DIGA POR QUE É QUE VOCÊ FEZ ISSO?" 


Minha mãe me ensinou a SER OBJETIVO... 
 "EU TE AJEITO NUMA PANCADA SÓ!" 


Minha mãe me ensinou a ESCUTAR ... 
— "SE VOCÊ NÃO ABAIXAR O VOLUME, EU VOU AÍ E QUEBRO ESSE RÁDIO!" 


Minha mãe me ensinou a TER GOSTO PELOS ESTUDOS... 
 "SE EU FOR AÍ E VOCÊ NÃO TIVER TERMINADO ESSA LIÇÃO, VOCÊ JÁ SABE!..." 


Minha mãe me ajudou na COORDENAÇÃO MOTORA... 
 "JUNTA AGORA ESSES BRINQUEDOS!! PEGA UM POR UM!!" 


Minha mãe me ensinou os NÚMEROS... 
— "VOU CONTAR ATÉ DEZ. SE ESSE VASO NÃO APARECER VOCÊ LEVA UMA SURRA!" 


Brigadão, Mãe!!! Eu não virei bandido!

20 de janeiro de 2012

Conselhos e Lembranças

Hoje recebi um e-mail do Dr. Nereu Peplow com ótimas e oportunas recomendações e aqui as transcrevo pois, certamente, serão de utilidade para todos pais e mães com filhos pequenos. Ele acrescentou por sua conta e risco uma recomendação, a última, que considero a mais importante para os dias atuais.
Nunca será demais também insistir em ensinar aos filhos desde cedo a devoção à Santíssima Virgem e fazer orações em família, por exemplo, recitando o Santo Rosário junto com seus pequeninos.
 *       *      *
Certa feita copiei de um jornal os seguintes conselhos para as famílias. Não sei se o assunto vai interessar para seu blog, mas em todo caso vamos lá.


Cuidados que os pais devem tomar com os filhos menores de 12 anos:


  1. Acompanhá-los na escola, na ida e na volta e avisar o responsável da escola sobre quem irá buscá-los na saída; 
  2. fazer com que os vizinhos conheçam as crianças e saibam onde elas moram e quem são os responsáveis; 
  3. não permitir que brinquem sozinhos na rua nem que fiquem sem alguém em casa; 
  4. orientá-los a não aceitar presentes e doces de estranhos; 
  5. conhecer as pessoas que convivem com as crianças em todos os ambientes; 
  6. não as deixar com pessoas desconhecidas, nem por pouco tempo; 
  7. ensinar a chamar uma viatura policial quando houver dificuldades; 
  8. colocar sempre bilhetes de identificação dos pais dentro da roupa dos filhos; 
  9. fazer a carteira de identidade e deixar o documento sempre com eles; 
  10. conversar com eles todos os dias, observar a roupa que vestem e se tiveram alguma alteração de comportamento; 
  11. não descuidar em passeios; 
  12. orientar as crianças a não se afastar dos pais. 

 _________________
E eu acrescentaria, por minha conta, a todos esses cuidados paternos, ensinar aos filhos, desde o início, o Catecismo, orientando as crianças na prática das orações, sacramentos e mandamentos ali contidos. Respeitosamente, Nereu A. T. G. Peplow - Curitiba

11 de outubro de 2011

Caos nas escolas — Qualquer semelhança... (NÃO) é mera coincidência!

Do Prof. Nelson R. Fragelli, residente em Viena, recebi o artigo abaixo como colaboração para nosso blog. Trata de um atual e grave problema atinente às escolas: a conduta das crianças sob o influxo de uma pedagogia moderna e relativista, bem como do papel dos pais na disciplina dos filhos. A notícia refere-se ao problema na Áustria. Mas... qualquer semelhança... (NÃO) é mera coincidência! Poder-se-ia afirmar que o problema é nosso — no Brasil talvez ainda mais grave. Vejamos: 

Áustria: uma pedagogia ensinou o caos 


“É crescente o número de crianças com comportamento estranho nas escolas austríacas. Muitas não têm condição de frequentar os cursos: não são capazes de se dar
conta de que numa sala de aula o comportamento não é o mesmo do recreio; não intuem a autoridade do professor, nem têm noção do que é certo ou errado. Facilmente se desentendem entre si, mas não tiram consequências de suas brigas, pois não intuem a relação entre o comportamento e seu efeito. E voltam a se engalfinhar. Não sabem o que é respeito por uma pessoa e não se adaptam ao ambiente. Emocionalmente essas crianças são deficientes. 


O problema está na relação com os pais, pois estes frequentemente vivem com os nervos abalados, o que constitui para os filhos uma pressão psicológica. As crianças em condições de frequentar a escola necessitam de regras de educação mais severas. Nós adultos para dirigir automóveis seguimos regras muito claras e se elas fossem abolidas teríamos o caos nas estradas. Quando as regras não são empregadas pelos professores estabelece-se o caos na sala de aula. Nas estradas somos obrigados a seguir regras cada vez mais severas. Se nas escolas as regras são abolidas o resultado é fatal para as crianças. Regras severas dão a elas o comportamento e a orientação que procuram. Se o professor continuar a ser um mero acompanhante pedagógico, cabendo às crianças a constituição de seu próprio currículo segundo seu arbítrio, o resultado será catastrófico. Elas não encontram mais orientação junto aos pais e se elas não a receberem na escola não mais se desenvolverão. Quanto maior a liberdade na classe, menos oportunidade de desenvolvimento terão os alunos. Somente quando a criança sente a existência de uma organização escolar e o papel do professor elas podem aprender”.

Estas são as declarações do psiquiatra alemão, psicoterapeuta e autor de vários livros, Dr. Michael Winterhoff, [foto] ao jornal austríaco “Die Presse”, 10 de outubro 2011. Ele visita a Áustria a convite do Sindicato dos professores escolares de Viena.

O caos crescente nas escolas primárias austríacas é o resultado de uma pedagogia que renunciou às regras, às notas e às correções. Uma pedagogia fundamentada na técnica, na televisão, no computador, na liberdade total com menosprezo da autoridade. Escolas onde os professores renunciaram à própria cultura, aboliram a noção de dever, elogiaram a tolerância e o relativismo de todas as verdades e onde não ousam dizer que o mundo foi criado por Deus a partir do nada.

19 de março de 2011

Os Filhos devem aos Pais Amor, Respeito e Obediência

Na mesma direção das matérias que temos postado neste espaço  deveres recíprocos dos filhos e dos pais, e destes em relação à família , segue hoje outro texto que recebi e pareceu-me magnífico para conhecimento e estudo de nossos leitores.


É de autoria de um grande moralista: Santo Afonso Maria de Ligório [pintura à esquerda]. Nascido em Marianella (Itália), no ano de 1696, trilhou brilhante carreira  foi considerado o melhor partido do reino de Nápoles , mas abandonou todas as glórias do mundo por amor de Deus a fim de se dedicar inteiramente à salvação das almas. Em 1732 fundou a Congregação dos Redentoristas. Faleceu em 1787, sendo elevado à honra dos altares pelo Papa Gregório XVI e declarado, por Pio IX, “Doutor excelente e luz da Santa Igreja".


Então, vamos ao que ensina aos filhos este grande doutor e luzeiro da Igreja:


4º Mandamento — Honrar pai e mãe

Este Mandamento tem como principal objeto os deveres dos filhos para com os pais; mas ele compreende também os deveres dos pais para com os filhos, bem como os deveres recíprocos de senhores e servidores, de marido e mulher.
Um filho deve a seus pais Amor, Respeito e Obediência. Portanto, em primeiro lugar ele é obrigado a amá-los.

Como se peca contra o Amor que se deve aos pais

1. Comete pecado grave quem deseja o mal a seu pai ou a sua mãe em matéria grave. Peca até duplamente: contra a caridade e contra a piedade filial.
2. Peca quem fala mal dos pais. Comete então três pecados: um contra a caridade, outro contra a piedade filial e outro contra a justiça.
3. Peca quem não socorre os pais em suas necessidades, sejam temporais, sejam espirituais. Assim, quando um pai está perigosamente doente, o filho é obrigado a adverti-lo e induzi-lo a receber os Sacramentos.
Quando o pai ou a mãe se encontram numa grave necessidade, o filho é obrigado a sustentá-los a suas expensas. Ajudai vosso pai em sua velhice, nos diz o Espírito Santo: Fili, suscipe senectam patris tui (Ecli. 3, 14). [Vulgata — “Filho, ampara a velhice de teu pai”]. Nossos pais nos alimentaram em nossa infância; é justo que nós os alimentemos em sua velhice.
Santo Ambrósio (Exam. L. 5, C. 16) diz das cegonhas que, quando vêem seu pai e sua mãe na velhice e sem condição de procurar alimento, elas têm o cuidado de lho trazer. Que ingratidão num filho, beber e comer copiosamente, enquanto sua mãe morre de fome!

Exemplo de piedade filial

Escutai a narração de um admirável exemplo de piedade filial.
Havia no Japão, em 1604, três irmãos ocupados em obter um meio de sustentar sua mãe. Não conseguindo, o que fizeram eles? O imperador tinha ordenado que quem entregasse um ladrão nas mãos da justiça, receberia como recompensa uma soma considerável.
Os três irmãos combinaram que um dentre eles, designado à sorte, consentiria em passar por ladrão, e seria entregue pelos dois outros. Desse modo obteriam a recompensa prometida e poderiam socorrer sua mãe.
A sorte caiu sobre o mais jovem que, fazendo-se passar por ladrão, teve que se resignar a morrer, pois o roubo era punido com a morte. Foi então atado e conduzido à prisão. Mas os circunstantes notaram que os acusadores e o acusado, ao se despedirem, abraçavam-se vertendo lágrimas.
O juiz foi logo avisado e ordenou que se vigiassem os dois jovens, para saber aonde iam. Tão logo chegaram à casa, a mãe, tendo sabido o que se passara, declarou que preferiria morrer ela mesma a permitir que seu filho morresse por sua causa. "Devolvei o dinheiro, dizia ela, e restituam-me meu filho".
O juiz, inteirado do fato, deu conhecimento do mesmo ao imperador. Este ficou de tal modo tocado, que concedeu uma larga pensão aos três generosos irmãos. Foi assim que Deus os recompensou pelo amor que tinham testemunhado à sua mãe.

Deus castiga os maus filhos

Ouvi, pelo contrário, como Deus quis punir um filho ingrato. O bispo Abelly (Vérités princ. instr. 28) cita um fato contado por outro autor, Thomas de Cantimpré, como acontecido em seu tempo na França.
Um homem rico, tendo um filho único, desejava casá-lo com uma moça de posição bem mais elevada. Mas os pais desta impuseram como condição para o casamento, que esse homem e sua esposa cedessem tudo o que possuíam ao filho, do qual receberiam depois a subsistência; o que foi aceito.
O filho começou por tratar bastante bem o pai e a mãe. Mas ao fim de algum tempo, para agradar à mulher, obrigou-os a se retirarem de casa e passou a lhes conceder um parco auxílio.
Certo dia convidou amigos para um banquete em sua casa. Tendo seu pai vindo-lhe pedir alguma assistência, despediu-o com palavras duras. Mas escutai o que lhe aconteceu.
Quando se sentou à mesa, apareceu um sapo hediondo que, de um salto, se fixou no seu rosto de tal maneira que foi impossível retirá-lo. Não se podia tocar nesse sapo, sem causar ao infeliz uma dor insuportável.
Arrependeu-se então de sua ingratidão e foi confessar-se ao Bispo. Este lhe impôs, como penitência, percorrer todas as províncias do reino com a face descoberta, contando por toda a parte o que atraíra sobre si este castigo, a fim de que servisse de exemplo aos outros.
Thomas de Cantimpré diz ter tomado conhecimento desse fato por um religioso da Ordem de São Domingos, o qual, estando em Paris, tinha visto ele próprio o culpado com o sapo colado ao rosto e o tinha ouvido narrar estas coisas.

Vossos filhos vos tratarão como tiverdes tratado vossos pais

Sede, pois, zelosos em amar vossos pais e, se eles são pobres, ou prisioneiros, ou doentes, tende cuidado em ajudá-los. Senão, preparai-vos para os justos castigos de Deus, que permitirá, pelo menos, que vossos filhos vos tratem como tiverdes tratado vossos pais.
Verme narra, em sua Instrução, que um pai, tendo sido expulso de casa por seu próprio filho, e encontrando-se doente, entrou num hospital, de onde mandou pedir a este mesmo filho dois lençóis. Este encarregou seu jovem filho de os levar, mas a criança não entregou senão um dos lençóis ao seu avô. Tendo seu pai lhe perguntado a razão disto, respondeu: "Guardei o outro para ti, quando fores para o hospital". — Compreendeis o que isto significa: como os filhos tratam os pais, do mesmo modo serão tratados por seus filhos.

Como se peca contra o respeito devido aos pais

Deus quer que cada um honre seu pai e sua mãe, não lhes faltando jamais ao respeito, seja por atos, seja por palavras, e suportando seus defeitos com paciência inalterável: In opere et sermone, et omni patientia, honora patrem tuum (Ecli. III, 9).
É pois pecado falar a seus pais com aspereza ou com tom elevado. Pecado ainda maior é zombar deles, opor-se à sua vontade, amaldiçoá-los, ou proferir contra eles termos injuriosos, como os de louco, imbecil, ladrão, bêbado, bruxo, celerado, e outros deste gênero. Se palavras dessas são proferidas em sua presença, o pecado é mortal.
Sob a Antiga Lei, aquele que injuriava o pai ou a mãe era condenado à morte: “Qui maledixerit patri suo vel matri, morte moriatur” (Ex. XXI, 17). Agora, se não é mais condenado à morte, é contudo amaldiçoado por Deus, que o condena à morte eterna: "Et est maledictus a Deo, qui exasperat matrem" (Ecli. III, 18).
O pecado seria ainda mais grave se erguesse a mão contra seu pai ou sua mãe, ou se ameaçasse agredi-los. Aquele que ousou pôr as mãos sobre seu pai ou sua mãe, deve esperar morrer logo; pois a Escritura promete uma vida longa e feliz para aquele que honra os pais: "Honora patrem tuum et matrem..., ut longo vivas tempore, et bene sit tibi in terra"(Deut. 5, 16).["Honra teu pai e tua mãe..., para viveres largo tempo, e para sêres bem sucedido na terra”].
Assim, quem maltrata os pais viverá pouco tempo e será infeliz na terra.
São Bernardino de Siena (T. 2, s. 17, a. 3, c. 1) narra que um rapaz, tendo sido enforcado, ficou com a face coberta por uma longa barba branca, como a de um velho. Foi revelado ao Bispo, que rezava por aquele infeliz, que ele teria vivido até a velhice se não tivesse merecido, por respeitar pouco seus pais, ser abandonado por Deus a ponto de ser levado a cometer os crimes que lhe causaram a morte.
Mas escutai um fato ainda mais horrível, citado por Santo Agostinho (De Civ. D. l. 22, c. 8).
Na província de Capadócia, uma mãe tinha vários filhos. Um dia, o mais velho, após havê-la injuriado, começou a agredi-la, sem que os outros o impedissem como deviam. Então a mãe, irritada por este tratamento indigno, cometeu outro pecado: correu à igreja, e diante do batistério em que seus filhos tinham sido batizados, amaldiçou-os a todos, pedindo a Deus que lhes infligisse um castigo que espantasse o mundo inteiro.
Imediatamente os filhos sentiram um grande tremor em seus membros e se dispersaram por todos os lados, levando consigo os sinais da maldição pela qual estavam atingidos. À vista desse castigo, a mãe foi tomada de tal dor que, entregando-se ao desespero, enforcou-se.
Santo Agostinho acrescenta que, encontrando-se numa igreja onde se veneravam as relíquias de Santo Estêvão, viu chegar dois destes filhos amaldiçoados, que todos viam tremer. Porém, em presença das relíquias do glorioso Mártir, obtiveram por sua intercessão serem libertados do mal que os afligia.

Como se peca contra a obediência que se deve aos pais

Deve-se obedecer aos pais em tudo que é justo, segundo diz São Paulo: "Filii, obedite parentibus vestris in Domino" (Eph. VI,1): "Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor".
Portanto, há obrigação de obedecer-lhes naquilo que diz respeito ao bem da família e sobretudo aos bons costumes. Assim, peca o filho que não obedece aos pais quando eles o proíbem de se entregar ao jogo, ou de freqüentar certa má companhia, ou de ir a uma casa suspeita. (Santo Afonso Maria de Ligório, Oeuvres Complètes — Oeuvres Ascétiques, Casterman, Tournai, 1877, 2ª ed., t. XVI, pp. 463 a 470).


— CONVITE —

Aproveito o ensejo para convidar os Amigos deste Blog da Família para uma importante conferência do Prof. Ives Gandra da Silva Martins.


Promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, a conferência será realizada no próximo dia 6 de abril, às 19h00 (recepção), 19h30 (início).


Local: Colégio e Faculdade São Bento s/n°  No centro de São Paulo.
Referência: Ao lado do Mosteiro São Bento / Estação São Bento do Metrô.


Para comparecer, basta se inscrever com antecedência. Para isso click na seguinte frase:

Não perca palestra do Prof. Ives Gandra Martins

O tema principal será o “Programa Nacional de Direitos Humanos" (PNDH-3), decretado pelo ex-presidente Lula (que alegria em escrever "ex" !, pois o "finado presidente" não deixou saudades...). Tal despótico “Programa" será ou está sendo colocado em prática pelo atual governo? É o que saberemos na conferência do renomado jurista brasileiro.


Relembrando: O PNDH-3 foi o “presente" dado aos brasileiros, pelo ex-presidente, às vésperas do Natal de 2009, que decreta uma série de questões contrárias às Leis Divinas e às leis naturais. Para mencionar apenas algumas que atingem diretamente a família, citemos o aborto, o “casamento" homossexual, a adoção de crianças por “casais homo-afetivos", a educação sexual obrigatória, a estrambótica proteção privilegiada a lésbicas, homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais, prostitutas etc.
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Como as vagas para a conferência são limitadas, faça já sua inscrição clicando aqui 


9 de março de 2011

“Deus fez o coração do pai e da mãe, um escrínio de ternura”

Como prometi — dando sequência ao post anterior “Deveres dos filhos para com os pais” —, segue o capítulo III, “Deveres dos pais para com os filhos”, extraído do livro de autoria do Mons. Boulenger, “Doutrina Católica — Manual de Instrução Religiosa”.

III – Deveres dos pais para com os filhos

"Estes deveres são: 1º afeto; 2º educação; 3º exemplo:


1º Afeto: Não será preciso insistir muito nesta obrigação primordial, pois Deus fez o coração do pai e da mãe, um tesouro de amor, um escrínio de ternura. Este sentimento, entretanto, seria cego e nefasto, se idolatrasse tudo nos filhos, inclusive as falhas, os defeitos. O amor dos pais deve ser, pelo contrário, esclarecido e inteligente, isto é:

a) sem fraqueza. Não se conceda, aos filhos, o que, porventura, fora prejudicial a seus verdadeiros interesses. Carinhos demasiados, sensibilidade exagerada seriam culposos, e trariam consequências desastradas. Quem sabe amar, sabe punir, é ditado sempre verificado;

b) sem egoísmo. A meta dos pais, o alvo de todos os seus anelos e esforços, deve ser o aproveitamento, o bem e a felicidade dos filhos, e não vantagens próprias;

c) sem predileções. O amor dos pais não pode fazer diferenças. O mesmo para todos. As preferências, que se manifestassem a favor deste ou daquele, provocariam inveja, aborrecimento, raiva nos outros, e assim entraria na família a malquerença, a discórdia.

2º Educação: A educação tem objeto duplo: corpo e alma. Seu fim é desenvolver as faculdades físicas, intelectuais e morais da criança.

A) EDUCAÇÃO FÍSICA:
a) Os pais têm obrigação de proporcionar aos filhos a subsistência material. É um dever que se impõe logo no alvorecer da existência da criança. Cabem à mãe, os primeiros desvelos. Ela é quem há de, primeiro, alimentar a criancinha. E não pode falhar à sua missão providencial. Não pode, sem motivo ponderoso, furtar-se ao papel essencial da maternidade: criar, ela mesma, a prole. Quando maiorzinha essa, será o pai mais particularmente indicado para prover ao sustento material da família. Ou melhor, pai e mãe hão de conjugar seus labores, cada um na esfera de sua atividade, para ministrar aos filhos o de que precisam, quanto ao alimento e à roupa, segundo as exigências de sua posição social e as possibilidades de sua situação.

b) Cumpre, além disso, que zelem pelo desenvolvimento das forças corporais de seus filhos, incitando-os a lançar mão, para isto, de exercícios físicos em harmonia com a idade: a saúde do corpo é, com efeito, poderoso fator de saúde da alma (mens sana in corpore sano). É no enrijar dos elementos de resistência do organismo, que os menores habilitar-se-ão a enfrentar os embates da existência, as lutas da vida, e a dobrar-se, serenos e inamolgáveis, às duas leis magnas do sofrimento e do sacrifício.

c) Enfim, precisam acostumar os filhos ao trabalho. O meio mais eficaz, nisto como em tudo, não esqueçam que é o bom exemplo. Trabalhar com afinco, perseverante e aturadamente, muito embora suas posses lhes permitam eximir-se, viver no ócio e nos divertimentos.

B. EDUCAÇÃO INTELECTUAL E MORAL:
Consiste na formação das duas faculdades mais nobres da criatura humana: a inteligência e a vontade, por meio da instrução e da educação propriamente dita.

a) Instrução — É da máxima importância o cultivo do espírito. Antes, porém, de encaminhar os filhos neste ou naquele ramo, de enfronhá-los nestas ou naquelas ciências, os seus mentores hão de levar em conta, os gostos e as aptidões dos pequenos. Do contrário, teriam, mais tarde, de curtir amargas decepções, cruéis e irremediáveis desenganos. Devem descobrir e auxiliar os planos divinos; logo indagar da vocação dos filhos, favorecê-los de toda a maneira, abstraindo por completo dos interesses mesquinhos, ou de estultos sonhos de megalomania.

b) Educação — Por mais alevantado que seja, o valor da instrução, ela seria vã, balofa, e até extremamente prejudicial, se não ombreasse com ela, emparelhando, a educação. É pérola preciosa, um espírito acepilhado. Jóia de mais fino quilate, porém, a vontade reta e forte, o caráter adamantino. Consegue-se esta lapidação lenta, pela persuasão, pela autoridade, pela influência moral de todas as horas. Exige, dos pais, o cumprimento escrupuloso de dois deveres de relevância suma: vigiar e corrigir.

Vigilância — Vigiar, é prevenir o mal; é espantá-lo, antes que apareça; é destruí-lo no germe. Os pais, para isso, hão de remover tudo quanto pudesse ser estorvo ou tropeço para a virtude dos filhos; más companhias, livros e jornais, que desrespeitam a fé ou os costumes. Hão de ensinar-lhes com paciência inesgotável, os nobilíssimos princípios do dever, do sacrifício, da honra, da dominação dos ímpetos e do gênio.

Correção — Não bastará sempre a vigilância. Será preciso corrigir. Corrigir, quer dizer endireitar, trazer os filhos ao rumo certo, quando se tresmalham: tarefa melindrosa, porque beira dois excessos opostos, funestos por igual: indulgência demais, ou demasiada severidade. De um lado, uma repreensão fraca é quase incentivo para reincidência. De outro lado, a autoridade despótica é fonte de desgostos, dá resultados contraproducentes. Pior do que tudo, talvez, o passar de um extremo a outro, do rigor ao relaxamento: é desmoronar rápido e fatal de toda a obra. A arte de mandar está na união prudente da mansidão com a firmeza. Pouquíssimas vezes, se deixará que a coação unicamente force à obediência, os educandos. É preciso, certamente, domar e disciplinar a vontade, nunca oprimí-la.
Acima, e antes de tudo, deve ser religiosa a educação. Infelizmente, não é penhor infalível do triunfo da moral, a educação religiosa. Mas, a experiência secular mostra que é erro colossal, separar da religião a moral, e que a educação divorciada da religião acarreta, logicamente, o divórcio da moral. Portanto, que os pais mandem batizar os filhos, quanto antes. Ensinem-lhes, desde o despontar das faculdades, os nomes de Jesus e Maria, as orações, os rudimentos da fé. E mandem-nos a escolas católicas. Caso não seja possível, a frequentação dessas escolhas, impende-lhes a obrigação inelutável de suprir, por si ou por meio de catequistas, o ensino religioso que a escolha leiga não ministra.

3º Bom exemplo: Ainda que se esmerassem, com todas as veras da alma, os pais, na educação dos filhos, não surtiriam efeito bom, todos estes empenhos se viessem desacompanhados do exemplo. Palavras sem exemplo, diz o grande Vieira, são tiros sem balas. De fato que fruto lograria quem pregasse a virtude, encomiasse a oração, a assistência à missa, a fidelidade às leis da abstinência, o cumprimento do dever da comunhão, não praticando ele próprio, nada disso?”
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(Boulenger, “Doutrina Católica — Manual de Instrução Religiosa”, (2a. parte). Coleção de livros didáticos (F.T.D.) – Livraria Francisco Alves, Paulo de Azevedo & Cia., Ltda., São Paulo, 28-2-1955. Págs. 73 a 76. Tradução de Mário Bachelet).

6 de março de 2011

DEVERES PARA COM A FAMÍLIA — dos filhos e dos pais

Uma das vantagens de se ter um Blog é que acabamos recebendo textos muito interessantes complementando, ou dando mais fundamento, a alguns de nossos posts.


Estava justamente à procura de algum bom documento de moral católica expondo os deveres dos filhos para com os pais, e destes para com aqueles, quando recebi a indicação do livro do Mons. Boulenger “Doutrina Católica — Manual de Instrução Religiosa”.


Consegui emprestado esse excelente livro, a fim de transcrever trechos escolhidos para nossos leitores, pois poderiam ser de valioso auxílio aos pais e mães de família a fim de aprimorarem a instrução moral e religiosa aos pequenos.


Seguem alguns trechos que tratam dos deveres que preceitua o 4º Mandamento da Lei de Deus, “Honrar pai e mãe”.


II – Deveres dos filhos para com os pais

"Concretiza-os, esses deveres, o 4º Mandamento, numa única palavra: ‘HONRAR’. Honrar, porém, exige quatro atos: amor, respeito, obediência, assistência.

1º Amor: Este sentimento tem base na própria natureza. É intuitivo. Seria um monstro de ingratidão, o filho que não correspondesse com o afeto mais entranhado, aos sacrifícios que os pais fazem para educá-lo.
Não cumpre o dever do amor, é claro, quem alimenta, no coração, antipatia a seus pais, quem lhes quer mal, quem deseja a morte deles, quem profere contra eles calúnias, quem lhe assoalha os defeitos, em vez de excogitar todos os meios possíveis de lhes agradar e de ocultar as suas imperfeições.



2º Respeito: O amor que todo filho deve ter a seus pais não pode destruir o respeito. Este é um misto de veneração e de temor, para os que ocupam o lugar de Deus. Não convém que os filhos tratem os pais como simples colegas ou amigos. Não obstante a idade dos filhos, a sua ilustração e celebridade intelectual, a superioridade da sua formação, e pode-se acrescentar, não obstante os defeitos, os achaques, as misérias dos pais, subsiste sempre, o dever do respeito, absoluto e imperioso; nos pais, embora, indignos e culpados, reside, apesar de tudo ‘o vestígio da majestade divina’.
Nunca, pois, teria direito o filho de se dirigir aos pais com maus modos, com altivez, arrogância ou impertinência, nem de lidar com eles com demasiada familiaridade. Muito menos de injuriá-los ou bater neles, nem de processá-los, a não ser quando fosse vítima de alguma injustiça por parte deles.

3º Obediência: O respeito é o melhor baluarte da obediência, e a obediência, a prova mais lídima do amor filial. Todavia, quando os filhos já deixaram o lar paterno, quando a Providência os colocou, por sua vez, à frente de uma família, não são mais adstritos à fiscalização dos pais. Assim mesmo, é bom notar que, no ponto de vista moral não há nunca emancipação completa. Os filhos devem aos pais durante a vida toda, amor e respeito, e até obediência às suas vontades justas.

Cumpre que a nossa obediência seja:
  • a) pronta, sem alteração;
  • b) alegre, sem queixas nem murmurações, e
  • c) inteira.
Há dois casos apenas em que está limitada a autoridade paterna:
1) o primeiro, é quando está em ‘oposição com a autoridade divina’ então é preciso responder com São Pedro: ‘antes obedecer a Deus do que aos homens’ (Atos, V, 29);
2) o segundo, é na ‘escolha de um estado de vida’. É certo que os filhos hão de prezar devidamente os conselhos ajuizados dos seus progenitores, para solucionar uma questão de tanta monta. Mas, porque a influência sobrenatural da graça é manifesta na gênese da vocação, e porque esta tem conexão direta e íntima com a salvação eterna, não se pode exigir, neste ponto, a obediência estrita aos desejos, ou às ordens dos pais. E se tais princípios vigoram para qualquer profissão humana, mas aplicação terão ainda quando a escolha for do estado sacerdotal ou religioso, ou às ordens dos pais. E se tais princípios vigoram para qualquer profissão humana, mais aplicação terão ainda, quando a escolha for do estado sacerdotal ou religioso, dependendo exclusivamente do chamado de Deus.

O pecado de desobediência é mortal ou venial, conforme o grau de resistência e a importância da ordem. Para que seja mortal, a falta, é necessário:
a) que os pais mandem com a intenção, pelo menos implícita, de obrigar gravemente,
b) que a coisa seja matéria importante, e
c) que a desobediência seja plenamente voluntária.


4º Assistência: A obrigação da assistência está gravada em todos os corações, e a lei civil, nisto, concorda com a Lei Natural, obrigando os filhos a socorrer os pais necessitados.
Os filhos deverão auxliar os pais nas precisões corporais e espirituais:
a) corporais, dando-lhes os subsídios pecuniários de que carecem na doença, na velhice e na pobreza, e prestando-lhes os cuidados que deles receberam quando pequenos;
b) espirituais, facilitando-lhes os benefícios da religião, trazendo-lhes o sacerdote quando enfermam, promovendo funerais dignos, de acordo com a sua posição social, e depois, sobretudo, orando e mandando rezar missas pelo descanso eterno da sua alma".
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(Boulenger, “Doutrina Católica — Manual de Instrução Religiosa”, (2a. parte). Coleção de livros didáticos (F.T.D.) – Livraria Francisco Alves, Paulo de Azevedo & Cia., Ltda., São Paulo, 28-2-1955. Págs. 71 a 73. Tradução de Mário Bachelet).
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PS: O próximo capítulo, “Deveres dos pais para com os filhos” —, ainda mais interessante que o capítulo acima —, pretendo postá-lo dentro de 3 dias. Aguardem!