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13 de abril de 2014

“Questão de Gênero?”

NOTA PASTORAL DE S.E.R DOM JOSÉ RUY, BISPO DA DIOCESE DE JEQUIÉ, SOBRE A IDEOLOGIA DE GÊNERO 


Dom José Ruy G. Lopes, OFMCap
Bispo Diocesano de Jequié
Enquanto nestes dias as redes sociais, com estardalhaço, publicavam as mais variadas opiniões sobre uma mal fadada pesquisa do IPEA a respeito do estupro, em Brasília, deputados se mobilizavam para votar um projeto de lei que regulamenta no Plano Nacional de Educação “respeito pela questão de gênero”. 

Ao mesmo tempo, na Capital da República, outra novela se desvela alheia aos olhos de milhões de cidadãos brasileiros que são as investigações a respeito de corrupção na outrora maior empresa de petróleo do mundo (orgulho de ser patrimônio nacional). 

Dentro deste contexto, a Igreja Católica nesta porção do Povo de Deus na Diocese de Jequié, vem se manifestar peremptoriamente contrária a esta ideologia do partido que governa a nação que deseja “impor” pela maioria de sua base aliada um projeto que quer eliminar a ideia de que os seres humanos se dividem em dois sexos, afirmando que as diferenças entre homem e mulher não correspondem a uma natureza fixa, mas são produtos da cultura de um país, de uma época. Algo convencional, não natural, atribuído pela sociedade, de modo que cada um pode inventar-se a si mesmo e o seu sexo. 

A consequência desse nefasto projeto é a mais completa dissolução do grande valor da dignidade do ser humano e da família. Imaginemos tantas crianças e adolescentes em escolas públicas ou particulares “aprendendo” que tudo é apenas uma questão de escolha.Tudo isso baseado na análise marxista da história como luta de classes, dos opressores contra os oprimidos, sendo o primeiro antagonismo aquele que existe entre o homem e a mulher no casamento monogâmico. Uma ideologia que procura desconstruir a família e o matrimônio como algo natural. 

A voz que clama dentro de nós, é a da nossa consciência, reta, sincera e verídica a gritar: o ser humano possui dignidade. Devemos nos atribuir o real valor que possuímos,mesmo que seja isso politicamente incorreto e contrariando o modismo imposto pela mídia e pelo governo. Recordando as palavras de Santo Anastácio: “se o mundo for contra a verdade, eu serei contra o mundo”. 


Jequié, 04 de abril de 2014. 
Dom José Ruy G. Lopes, OFMCap 
Bispo Diocesano de Jequié 
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Fonte: Fanpage da Mitra Diocesana de Jequié

28 de março de 2014

O despótico “Plano Nacional de Educação” sumamente pernicioso à Família

Na audiência no Congresso Nacional, Protesto contra a “Ideologia de Gênero” e o “Plano Nacional de Educação”

Hermes Rodrigues Nery

Os esforços do governo do PT em incluir a ideologia de gênero no Plano Nacional de Educação (PNE), comprova, mais uma vez, a inteira disposição de aplicar todas as diretrizes e metas contidas no Plano Nacional de Direitos Humanos 3, visando utilizar todos os meios e recursos para disseminar a agenda do feminismo radical, assumida pela ONU, para intensificar o processo de desmonte civilizacional, de modo especial os princípios e valores da cultura ocidental, de tradição judaico-cristã.

O governo do PT está comprometido com este processo de corrosão, executando o que ideólogos dos países desenvolvidos gestaram enquanto experimentos de reengenharia social, a partir de muitas formas de manipulação, de modo especial o da linguagem. A revolução em curso, de premissas anarcofeministas, posta em movimento pelas mulheres empoderadas por Dilma Roussef em seu governo, principalmente na Secretaria de Políticas para as Mulheres, sabem que precisam instrumentalizar toda a rede de ensino para seus fins de perversão, fazendo dos professores escravos de uma ideologia, obrigados a ensinar e doutrinar as crianças, desde a mais tenra idade, de que a identidade sexual não pode estar condicionada a um determinismo biológico, pois que é uma construção sócio-cultural, e não pode haver diferenças também nesta dimensão relacional, pois — para elas — as diferenças acentuam lógicas de dominação e poder. 

E os professores serão obrigados a concordar com uma ideologia eivada de equívocos, e de efeitos sociais danosos, mas terão de repetir a cartilha igualitária do MEC se quiserem sobreviver. E as escolas particulares que questionarem o conteúdo ideológico imposto, sofrerão sanções. E a forma de fechar o cerco e acuar todos na redoma, será criar e consolidar o Sistema Único de Educação, para garantir a uniformização do pensamento na rede de ensino. Não se admitirá quem destoe do discurso oficial. E o governo do PT continuará dizendo que tudo isso é democracia. 
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Nota do Blog da Família: Insistimos com aqueles que ainda não manifestaram sua posição face à tão perniciosa “Ideologia de Gênero”, que o faça até o dia 2 de abril próximo, pois neste dia será a votação no Congresso Nacional do “Plano Nacional de Educação” (Projeto de Lei 8035/2010). Como manifestar seu protesto a esse execrável “Plano”? Click aqui.

26 de março de 2014

DIGA NÃO À IMPOSIÇÃO DA “IDEOLOGIA DE GÊNERO” NAS ESCOLAS

Neste dia 26 de março seria votado na Câmara dos Deputados o “Plano Nacional de Educação” (tratado no post abaixo), que tem como objetivo a implantação da absurda “Ideologia de Gênero” nas escolas. A votação não se realizou hoje, mas foi adiada para o dia 2 de abril próximo.

Assim sendo, ainda temos tempo para mais protestos contra tal aberração que mentes doentias pretendem inculcar em nossas crianças, como, por exemplo, que não há apenas dois sexos (homem e mulher), mas vários "gêneros" e que a criança poderá então escolher algum outro tipo, como o "gênero" homossexual... 

Aqueles que ainda não firmaram o abaixo-assinado sobre a questão, fariam um bem pela estabilidade da instituição familiar em nosso País participando também. Ele já conta com mais de 35 MIL assinaturas, mas precisamos chegar a 50 MIL. Assim, favor acessar o seguinte site para assinar: 

Outro modo para manifestar seu protesto é o "Disque Câmara": 0800 619 619. A ligação é gratuita e funciona de 2ª a 6ª feira, das 8:00 h às 20:00 h. Diga que é contra o "Plano Nacional de Educação" e que deseja que os deputados votem NÃO a este absurdo projeto. Peça também que sua mensagem seja encaminhada para TODOS os deputados.

A respeito, aproveito a ocasião para transcrever abaixo uma declaração do Cardeal Angelo Bagnasco (Arcebispo de Genova), proferida no Conselho Episcopal Permanente da Conferência Episcopal Italiana, e publicada hoje no site http://fratresinunum.com/ (Tradução de Gercione Lima). 


A “ditadura do gênero” imposta em escala global. 


Cardeal Angelo Bagnasco
“Em preparação para o Sínodo sobre a Família que será realizado em duas fases: em 2014 e 2015 , bem como o recente consistório sobre o mesmo assunto, providencialmente se chamou a atenção para esta realidade tão ‘desprezada e maltratada’, como disse o Papa. E eu diria, desprezada tanto no plano cultural como maltratada no plano politico. É surpreendente que a família é muitas vezes representada como um bode expiatório, como a fonte dos males do nosso tempo, ao invés da fonte universal de uma humanidade melhor e a garantia universal de continuidade social. Não são boas leis que garantem a boa convivência — elas são necessárias , mas é a família que é o viveiro de uma humanidade boa e de uma sociedade justa.

Nesta lógica distorcida e ideológica se impõe a recente iniciativa  diversamente atribuída  em três volumes intitulado ‘Educar para a diversidade na escola’, que distribuíram nas escolas italianas destinados às escolas primárias e do primeiro e segundo grau. Em teoria, os três guias são projetados para combater o bullying e a discriminação  o que é justo  mas na realidade a verdadeira intenção é ‘incutir’ (este é o termo apropriado) nas crianças preconceitos contra a família, contra os pais, contra a religião, contra a diferença entre o pai e mãe. 

Palavras doces que agora parecem não só fora de moda, mas também constrangedoras, tanto que a tendência é e eliminá-las até dos documentos. É a leitura ideológica de “gênero” uma verdadeira ditadura  que quer decretar a diversidade, tratar a identidade do homem e da mulher como puras abstrações. É de se perguntar com amargura se querem transformar as escolas em ‘campos de reeducação e doutrinação’. Mas será que os pais ainda têm o direito de educar os seus filhos ou foram desautorizados ? Alguém lhes pediu o parecer ou a permissão explícita? Os filhos não são matéria de experimentação nas mãos de ninguém, nem mesmo de técnicos considerados especialistas. Os pais não devem permitir que sejam intimidados, eles têm o direito de responder com determinação e clareza : não há autoridade que os supere.” 

23 de março de 2014

“Ideologia de Gênero” conduz a aberrações morais

Mentes doentias pretendem perverter nossas crianças com o ensinamento da “Ideologia de Gênero”, impondo-a na marra e desde os bancos escolares 
A absurda “Ideologia de Gênero” surgiu nos Estados Unidos dos anos 70, mas atualmente seus “ideólogos” tentam impô-la na marra no Brasil, incluindo-a no “Plano Nacional de Educação”, que está em pauta no Congresso Nacional (Projeto de Lei 8035/2010). 

Vejo nos ditos "ideólogos de gênero" conspiradores de uma Revolução igualitária que visa subverter a sacral Ordem estabelecida por Deus na Criação. Na pregação da bizarra "ideologia de gênero" — como a defesa de práticas sexuais contrárias à natureza humana — nota-se o ódio diabólico contra o Criador, a inocência das crianças, o sacramento do matrimônio, a instituição da família, as sapienciais desigualdades naturais entre os sexos, enfim contra a moral católica. 

Neste sentido, julguei muito oportuna uma recente matéria de autoria do Revmo. Padre Lodi que abaixo transcrevo para conhecimento de nossos leitores. 

O perigo do “gênero” em educação 

(Plano Nacional de Educação deseja incluir a ideologia de gênero)

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz

A ideologia de “gênero” prega, em matéria sexual, a “liberdade” e a “igualdade”. A “liberdade”, porém, é entendida como o direito de praticar os atos mais abomináveis. E a “igualdade” é vista como a massificação do ser humano, de modo a nivelar todas as diferenças naturais que existem entre o homem e a mulher.

A origem da ideologia de gênero é marxista. Para Marx, o motor da história é a luta de classes. E a primeira luta ocorre no seio da família. Em seu livro A origem da família, da propriedade privada e do Estado (1884), Engels escreveu:
Em um velho manuscrito não publicado, escrito por Marx e por mim em 1846, encontro as palavras: ‘A primeira divisão de trabalho é aquela entre homem e mulher para a propagação dos filhos’. E hoje posso acrescentar: A primeira oposição de classe que aparece na história coincide com o desenvolvimento do antagonismo entre homem e mulher unidos em matrimônio monogâmico, e a primeira opressão de classe coincide com a do sexo feminino pelo sexo masculino[1]. 
Dentro da família, há uma segunda opressão — a dos filhos pelos pais — que Marx e Engels, no Manifesto Comunista (1848), pretendem abolir: “Censurai-nos por querer abolir a exploração das crianças por seus próprios pais? Confessamos esse crime”[2].

Fiel à sua raiz marxista, a ideologia de gênero pretende que, em educação, os pais não tenham nenhum controle sobre os filhos. Nas escolas, as crianças aprenderão que não há uma identidade masculina nem uma feminina, que homem e mulher não são complementares, que não há uma vocação própria para cada um dos sexos e, finalmente, que tudo é permitido em termos de prática sexual.

Note-se que a doutrina marxista não se contenta com melhorias para a classe proletária. Ela considera injusta a simples existência de classes. Após a revolução proletária não haverá mais o “proletário” nem o “burguês”. A felicidade virá em uma sociedade sem classes — o comunismo — onde tudo será de todos.

De modo análogo, a feminista radical Shulamith Firestone (1945-2012), em seu livro A dialética do sexo (1970), não se contenta em acabar com os privilégios dos homens em relação às mulheres, mas com a própria distinção entre os sexos. O fato de haver “homens” e “mulheres” é, por si só, inadmissível.
Como a meta da revolução socialista foi não somente a eliminação do privilégio da classe econômica, mas a eliminação da própria classe econômica, assim a meta da revolução feminista deve ser não apenas a eliminação do privilégio masculino, mas a eliminação da própria distinção de sexo; as diferenças genitais entre seres humanos não importariam mais culturalmente[3]. 
Se os sexos estão destinados a desaparecer, deverão desaparecer também todas as proibições sexuais, como a do incesto e a da pedofilia. Diz Firestone:
O tabu do incesto é necessário agora apenas para preservar a família; então, se nós acabarmos com a família, na verdade acabaremos com as repressões que moldam a sexualidade em formas específicas[4]. 
Os tabus do sexo entre adulto/criança e do sexo homossexual desapareceriam, assim como as amizades não sexuais [...] Todos os relacionamentos estreitos incluiriam o físico[5]. 
Por motivos estratégicos, por enquanto os ideólogos de gênero não falam em defender o incesto e a pedofilia, que Firestone defende com tanta crueza. Concentram-se em exaltar o homossexualismo.

Ora, não é preciso uma inteligência extraordinária para perceber que os atos de homossexualismo são antinaturais. Nas diversas espécies, o sexo se caracteriza por três notas: a dualidade, a complementaridade e a fecundidade.
• Dualidade: há animais assexuados, como a ameba, que não têm sexo. Os animais sexuados, porém, têm necessariamente dois sexos. Não há uma espécie em que esteja presente apenas o sexo masculino ou apenas o feminino.
• Complementaridade: os dois sexos são complementares entre si. E isso não se refere apenas aos órgãos de acasalamento e às células germinativas (gametas) de cada sexo. A fisiologia e a psicologia masculinas encontram na fisiologia e psicologia femininas seu complemento natural e vice-versa.
• Fecundidade: a união de dois indivíduos de sexo oposto é apta a produzir um novo indivíduo da mesma espécie. 
Percebe-se que nada disso está presente na conjunção carnal entre dois homens ou entre duas mulheres. Falta a dualidade, a complementaridade e a fecundidade próprias do verdadeiro ato sexual. Os atos de homossexualismo são uma grosseiríssima caricatura da união conjugal, tal como foi querida por Deus e inscrita na natureza.

A ideologia de gênero pretende, porém, obrigar as crianças a aceitar com naturalidade aquilo que é antinatural. Tal ideologia distingue o sexo, que é um dado biológico, do gênero, que é uma mera construção social. Gêneros, segundo essa doutrina, são papéis atribuídos pela sociedade a cada sexo. Se as meninas brincam de boneca, não é porque tenham vocação natural à maternidade, mas por simples convenção social. Embora só as mulheres possam ficar grávidas e amamentar as crianças e embora o choro do recém-nascido estimule a produção do leite materno, a ideologia de gênero insiste em dizer que a função de cuidar de bebês foi arbitrariamente atribuída às mulheres. E mais: se as mulheres só se casam com homens e os homens só se casam com mulheres, isso não se deve a uma lei da natureza, mas a uma imposição da sociedade (a “heteronormatividade”). O papel (gênero) de mãe e esposa que a sociedade impôs à mulher pode ser “desconstruído” quando ela decide, por exemplo, fazer um aborto ou “casar-se” com outra mulher.

Em 2010, o Ministério da Saúde publicou a cartilha Diversidades sexuais[6] com o objetivo único de inculcar nos adolescentes e jovens a ideologia de gênero. A eles é ensinado que o homossexualismo é não uma desorientação, mas uma “orientação sexual”. E mais: que tal “orientação” é natural e espontânea, e não depende da escolha da pessoa!
Hoje já se sabe que ser gay ou lésbica não é uma opção, porque não implica uma escolha. O (a) homossexual não opta por ser homossexual, assim como o (a) heterossexual não escolhe ser heterossexual, o mesmo acontecendo com os (as) bissexuais. É uma característica natural e espontânea[7]. 
Essa afirmação, apresentada como certeza (“hoje já se sabe...”) é duramente atacada pelo psicólogo holandês Gerard Aardweg, especialista em comportamento homossexual:
O infantilismo do complexo homossexual tem geralmente sua origem na adolescência, e em grau menor na primeira infância. [...]. Não é, porém, durante a primeira infância que o destino do homossexual é selado, como muitas vezes defendem os homossexuais emancipistas, entre outros. Essa teoria ajuda a justificar uma doutrinação das crianças na educação sexual tal como: ‘Alguns de vocês são assim e devem viver de acordo com sua natureza’[8]. 
Ora, não há uma “natureza homossexual”, pois o homossexualismo é, em sua essência, um vício contra a natureza. Isso, porém, os ideólogos de gênero proíbem que se diga. Para eles, somente os preconceituosos se opõem às práticas homossexuais. Tal “preconceito”, que eles desejam que se torne um crime a ser punido[9], recebe o nome pejorativo de “homofobia”.

O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica e ainda acrescentou como diretriz do Plano a “formação para o trabalho e a cidadania, com ênfase nos valores morais e éticos em que se fundamenta a sociedade” (art. 2º, V). De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem retirar os “valores éticos e morais” e reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas.

Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários.

É a própria família brasileira que está em jogo.


Anápolis, 11 de março de 2014
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz 
Presidente do Pró-Vida de Anápolis 
_________________________ 
[1] Friedrich ENGELS. The origin of the family, private property and the State. New York: International Publishers, 1942, p. 58. 
2] Karl MARX; Friedrich ENGELS. Manifesto do Partido Comunista, São Paulo: Martin Claret, 2002, Parte II, p. 63. 
[3] Shulamith FIRESTONE. The dialect of sex. New York: Bartam Books, 1972, p. 10-11. 
[4] Shulamith FIRESTONE. The dialect of sex, p. 59. 
[5] Shulamith FIRESTONE. The dialect of sex, p. 240. 
[6] Cf. BRASIL. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de DST, Aids e Hepatites Virais. Diversidades sexuais. Brasília (DF): Ministério da Saúde, 2010. Disponível em:http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/diversidades_sexuais.pdf 
[7] BRASIL. Ministério da Saúde. Diversidades sexuais, p. 54. 
[8] Gerard AARDWEG. A batalha pela normalidade sexual e homossexualismo. Aparecida: Santuário, 2000, p. 29. 
[9] O PLC 122/2006, que criminaliza a “homofobia”, foi apensado ao PLS 236/2012 (projeto de reforma do Código Penal) em 17/12/2013.

17 de setembro de 2013

Um sinal dos tempos: a balbúrdia dos sexos

Radical Revolução igualitária para a destruição da Família

Leo Daniele 

Se o leitor espera, neste tópico, um requisitório contra o homossexualismo — muito merecido aliás — prepare-se para encontrar algo que desce ainda mais abaixo. 

Vai encontrar logo de início certo “pirão” dos sexos, no sentido de que o homem seja menos, ou nada masculino, e a mulher, menos, ou nada feminina. Mas este ainda é o princípio da conversa. 


Mais radical, a feminista Shulamith Firestone [foto ao lado] assim se exprime: 

“Assim como a meta final da revolução socialista era não só acabar com o privilégio próprio da classe econômica, mas também com a própria distinção entre as classes econômicas, a meta definitiva da revolução feminista deve ser igualmente — diversamente do primeiro movimento feminista — não simplesmente acabar com o privilégio masculino, mas com a própria distinção de sexos: as diferenças genitais entre os seres humanos já não importariam culturalmente”.[1] 

É claro que para essa nova onda revolucionária a realidade da natureza incomoda, estorva, e, portanto, deve desaparecer. Mas como se arranjam os caudatários dessa corrente, para obliterar diferença tão óbvia? Veja esta tentativa: O ser humano nasce sexualmente neutro e, a seguir, a influência social faz dele homem ou mulher! 

Os seguidores desta corrente percebem que a natureza pediria outra coisa. Mas isto não os inibe: é preciso ir contra a natureza! “O ‘natural’ não é necessariamente um valor ‘humano’. A humanidade já começou a ultrapassar a natureza; já não podemos justificar a continuação de um sistema discriminatório de classes por sexos tomando como base suas origens na Natureza”.[2]

Portanto — comenta Dale O’Leary — os que tratam as mulheres com respeito estão tão errados quanto os que as desrespeitam. As duas atitudes marcam a existência de uma diferença. Essa diferença, embora seja natural, deve ser anulada ou ignorada. Ora, respeito é, justamente, o reconhecimento da existência de algo desigual ou diverso. Dentro de um “pirão” não há, nem pode haver, respeito. 

É uma tática pós-moderna fragmentar/para fundir. A fim de fundir os dois sexos em um só pirão, essa nova corrente os fragmenta em cinco: 

“Rebecca J. Cook, docente de Direito na Universidade de Toronto e redatora da contribuição oficial da ONU na IV Conferência das Nações Unidas, realizada em Pequim em 1995, afirma que “os sexos já não são dois, mas cinco”, e, portanto, não se deveria falar de homem e mulher, mas de “mulheres heterossexuais, mulheres homossexuais, homens heterossexuais, homens homossexuais e bissexuais”. Assim, as diferenças quase desaparecem. 

Essa catadupa de aberrações ainda não é aceita pela sociedade, mas indica o caminho do futuro sinistro. Ela leva necessariamente a novas aberrações, e o leitor talvez já adivinhe em que direção estas vão: a tentativa de desvincular o sexo da procriação. Só assim se estabeleceria uma verdadeira igualdade entre homem e mulher: 

“A igualdade feminista radical significa não simplesmente igualdade diante da lei, nem mesmo satisfação de necessidades básicas, mas antes que as mulheres — tal como os homens — não tenham que dar à luz”.[3]

Quando se conseguir isto, ocorrerá “a destruição da família biológica” e surgirão “mulheres e homens novos, diferentes dos que existiram anteriormente”.[4] 

Para a instituição internacional anti-vida “Catholics (sic) for a Free Choice”,[5] a destruição da família será fato extremamente alvissareiro. 

As “feministas de gênero” consideram que, quando a mulher cuida de seus filhos no lar e o esposo trabalha fora de casa, as responsabilidades são diferentes, e, portanto, não igualitárias. Veem esta ‘desigualdade’ no lar como causa de ‘desigualdade’ na vida pública, já que a mulher, cujo interesse primário é o lar, nem sempre tem tempo e energia para dedicar-se à vida pública.

Vê-se que, para os propulsores do “gênero”, as responsabilidades da mulher na família são supostamente inimigas da realização da mulher. Como fazer para resolver de vez este problema? Com novas técnicas reprodutivas:

“Em sociedades mais imaginativas, a reprodução biológica poderia assegurar-se com outras técnicas”.[6] Cada qual pode imaginar algum novo tipo de fertilização “in vitro” ou de clonagem, feita por uma repartição competente. 

Os futurólogos têm-se debruçado com especial empenho sobre esse assunto. Assim, Antônio Polito escreve, sobre o Século XXI: 

“Deve-se esperar, sobretudo, a separação definitiva entre sexo e procriação, isto é, a mais extraordinária mudança na história da evolução humana. Carl Djerassi, um dos pais da 'pílula', prevê que a indústria farmacêutica concluirá o estudo do controle da natalidade e preocupar-se-á de encontrar meios de aumentá-la, sobretudo nos países desenvolvidos".[7]

Além de tudo isto, que não é pouco, fala-se cada vez mais em sexo com animais.

Tudo neste tópico remete para uma pergunta: pode o relógio funcionar contra as regras que lhe pôs o relojoeiro? Ou a criatura proceder contra as normas estabelecidas por seu Criador?[8] 

Nosso Senhor recomendava que se prestasse atenção aos “sinais dos tempos”. O certo é que dificilmente poder-se-ia imaginar algo de mais radicalmente igualitário do que essa tendência de igualar os sexos, em sentido tão literal e tão ao arrepio da própria natureza. 
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Notas:
[1] Shulamith Firestone, The Dialectic of Sex, Bantam Books, New York, 1970, p. 12, grifos nossos. 
[2] Shulamith Firestone, ibid. grifos nossos . 
[3] Alison Jagger, Political Philosophies of Women’s Liberation, Feminism and Philosophy, Littlefield, Adams & Co., Totowa, New Jersey, 1977, p. 14. 
[4] ibid. 
[5] Católicas pelo direito de escolher. 
[6] Heidi Harmann, The Unhappy Marriage of Marxism and Feminism, Women and Revolution, South End Press, Boston, 1981, p. 16. 
[7] “La Repubblica”, sexta-feira, 5 de novembro de 1999. 
[8] Muitos dados deste tópico foram extraídos de um documentadíssimo relatório da Conferência Episcopal Peruana, intitulado “La ideología de género, sus peligros y alcances”.

23 de novembro de 2012

“Educação” nos colégios acelera desagregação da família

Convite para conferência Dom Mathias Tolentino Braga, abade do Mosteiro de São Bento, a respeito de graves problemas na educação ministrada nos colégios brasileiros. Dom Mathias alertará aos pais e mães de família preocupados com seus filhos em idade escolar e discorrerá sobre a grave crise que atravessa o Ensino Fundamental e Médio. 


Texto do site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (www.ipco.org.br) sobre a importante conferência:

Infelizmente muitos de nossos filhos e netos saem “deseducados” da escola, sem respeito pelos mais velhos, com ensinamentos torpes na ponta da língua, muitas vezes ocasionado pelas aulas imorais de educação sexual. 

Tudo o que você lhes ensinou dentro de casa corre o risco de ir pelo ralo quando as crianças saem para “estudar”. 

Preocupado com esta terrível atualidade, o abade Dom Mathias Tolentino Braga, com larga experiência no próprio Colégio São Bento, na capital paulista, aceitou nosso convite para ministrar a conferência: 
• Alerta vermelho — Crise no Ensino Fundamental e Médio põe em risco a educação que você dá para seus filhos. • Saiba como se proteger desse sistema de ensino equivocado que está sendo implantado nas escolas.  
Data: 29 de novembro de 2012
Horário: 19h (recepção) 19h30 (início da conferência)
Local: Clube Homs – Av. Paulista, 735
(a 100 metros do metrô Brigadeiro – há estacionamento pago no local)

Para se inscrever gratuitamente click aqui:

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A propósito do importante tema da mencionada conferência, para se apalpar até que descalabro chegou nossas escolas e como muitas delas corrompem nossas crianças, leiam a mensagem abaixo que recebi recentemente: 

“Um amigo me enviou uma matéria por e-mail que me deixou de cabelo em pé. 
“Imagine você que uma professora da 4ª série do Ensino Fundamental de uma escola pública de Contagem – MG, passou um trabalho com conteúdo imoral e vergonhoso a seus alunos de apenas 10 anos de idade. 
“Ao tomar conhecimento do conteúdo do trabalho os pais ficaram tão indignados, que alguns até fizeram boletim de ocorrência na delegacia.
“Desculpe entrar nesse tema, mas não tenho outro jeito de lhe contar a coisa: O trabalho consistia em perguntas sobre posições sexuais, sexo grupal, sodomia (com outro nome indizível) e homossexualismo. 
“É inadmissível uma coisa assim. Expor crianças — sim crianças! — a este tipo de situação que envergonha e que está totalmente fora dos padrões morais.
“E sabe o pior disso tudo, Paulo? 
“Segundo a professora, o Ministério da Educação (MEC) não só é conivente com isso como apoia totalmente o ensino sexual nas escolas da rede pública”.


Para assistir a conferência de Dom Mathias, inscreva-se sem nenhum custo:  click aqui:

13 de outubro de 2011

“IDEOLOGIA DE GÊNERO” — nova arma psicológica contra a Família

Desejamos estender aos leitores do Blog da Família o convite que atualmente está fazendo o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira para uma importante conferência: “Ideologia de gênero, arma psicológica contra a Família”. 


Trata-se de uma subversiva (e muito obtusa) teoria que nega o evidente: a diferença, estabelecida por Deus, entre os sexos. Nega o que é normal, e que qualquer criança entende, a desigualdade natural entre um homem e uma mulher. A “Ideologia de gênero” começou a ser difundida no mundo inteiro após a Conferência Mundial das Mulheres em Pequim – 1995. O movimento feminista (fanático) rejeita o fundamento biológico dos sexos e pressiona os governos para impor o ensino, desde as escolas primárias, de que cada um deve escolher a sua “opção sexual”. Não “apenas” masculino ou feminino, mas homossexual, heterossexual, bissexual, transexual etc. 


No Brasil, lamentavelmente, o MEC (Ministério da Educação e Cultura) já adotou em seu programa tal extravagante ensinamento, pretende torná-lo obrigatório e fazer larga distribuição de cartilhas a respeito. Ou seja, forçar meninos e meninas a fazer uma outra “opção sexual”. E a classificação das pessoas por novos “gêneros” aguarda votação no Congresso Nacional, segundo o novo PNDH (Programa Nacional dos Direitos Humanos). Mais uma vez, é o Estado totalitário procurando impingir conceitos relativistas, insensatos e pérfidos (além de ridículos) para favorecer a homossexualidade e perverter nossas crianças, que poderiam escolher ser de um (inexistente) “terceiro sexo”. 


Tal absurdo (uma aberração contrária à natureza) acontecerá? — Sim, se não reagirmos enquanto é tempo!


A esta reação, sempre pacífica e dentro das leis, nos convida o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Veja a matéria em: http://www.ipco.org.br/home/ e inscreva-se garantindo seu lugar na conferência.


Ideologia de gênero
O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira está promovendo uma palestra que tratará desta que talvez seja a maior ameaça da História à família tradicional brasileira.
Saiba como se defender dessa arma psicológica contra a Família
Data: 18 de outubro de 2011
Horário: 19h00 (recepção) 19h30 (início da palestra)
Local: Auditório do Colégio São Bento, s/n° (no centro da capital paulista)
Referência: Ao lado do Mosteiro São Bento – (há estacionamento exclusivo no próprio local) 
Palestrante: Cel. Jairo Paes de Lira 
Coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo. Ex-Comandante do Policiamento Metropolitano. Ex-Deputado Federal (53ª Legislatura). Indômito defensor da vida, da família e do direito de legítima defesa. Além de um palestrante claro e incisivo em suas análises.

Na ocasião, a Editora Katechesis fará o lançamento do livro de Jorge Scala — conhecido autor de outras obras em defesa da vida — “La ideologia de Género o El Género como Herramienta de Poder”, traduzido para o português. 
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PS: Àqueles que desejarem melhor conhecer o que propugna essa obtusa “Ideologia de gênero”, recomendo leitura do artigo publicado mais abaixo. Click no seguinte link:

“Ideologia de gênero” — ideologia relativista para extinguir a noção de família e favorecer perversões sexuais

21 de fevereiro de 2011

O pai e a mãe são os melhores mestres — O lar, a melhor sala de aula

O pai e a mãe são os melhores mestres — O lar, a melhor sala de aula

Paulo Roberto Campos
A fim de dar continuidade ao que temos tratado (graves danos causados às crianças pela pseudo “educação sexual” nas escolas), um amigo sugeriu-me que expusesse como tal educação deveria ser posta em prática. Isto porque há pais, até de famílias católicas, que, devido à vida moderna e ao caos doutrinário de nossos dias, encontram-se numa “orfandade religiosa” — segundo expressão do amigo —, e “não conhecem o ensinamento católico sobre educação sexual”.


Respondi-lhe com a mesma frase que empreguei tempos atrás, quando leitores deste blog pediram-me para tratar do problema da “educação sexual”: “Sou incompetente para expor a respeito de tema tão delicado”. Mas, neste final de semana, andei escarafunchando o tema, dei uma espiada em alguns documentos concernentes à doutrina social da Igreja e encontrei um livro que li quase num só fôlego: “L´Église et l´Education Sexuelle” (Editado pela Association du Mariage Chrétien). O livro é bem antigo (1929), o que me agrada especialmente em se tratando de matéria religiosa, pois muito anterior ao período em que “a fumaça de Satanás entrou no templo de Deus” — conforme expressão de Paulo VI.


(Entre parêntesis, antes de entrar no nosso tema, não resisto a comentar uma curiosidade. Em tal livro, adquirido num sebo, há uma dedicatória. Sua data? “Natal de 1961”. Pelas palavras usadas, percebe-se a delicadeza que se deve ter ao tratar com os filhos de questões relacionadas à “educação sexual”. Eis a dedicatória: “À Luciana, ofereço este pequeno livro que eu achei precioso como um conselheiro sábio e consciencioso para quando chegar o momento oportuno de observar, falar e agir junto aos nossos pequeninos”).


Tendo feito a leitura desse livro, resolvi aventurar-me a escrever algo a respeito, sem pretender entrar em detalhes, mas apenas sobre algumas considerações de ordem geral. Peço aos leitores que me retifiquem ou enviem complementações para eventual publicação em nosso blog, o que poderia servir para ajudar outros pais de família — outros “órfãos” de religião...


Então vamos lá. Para início de conversa, tal “educação sexual” não compete ao Estado nem aos colégios. Estes devem respeitar o princípio da subsidiariedade. Ou seja, não podem interferir na instituição familiar naquilo que compete aos pais. Poderiam, isto sim, auxiliar na formação religiosa e moral dos estudantes, mas cabe em primeiríssimo lugar aos pais a educação da prole, particularmente nesta delicada questão. Afinal de contas os filhos pertencem ao Estado ou aos pais? O Estado, que fracassa em tantas coisas que lhe são próprias, como ousa se intrometer no sagrado recinto de um lar? Pior ainda quando se mete a tratar de “educação sexual”, segundo um programa que nada tem de verdadeira educação, mas sim de uma “iniciação sexual” — em muitos colégios, ensinando até perversões sexuais — e feita coletivamente numa classe com alunos de ambos os sexos, cada um deles com diferentes capacidades de entendimento e maturidade.


Antes de tudo, os pais devem ajudar seus pequenos não propriamente na “educação sexual”, mas na “educação para a pureza”. Segundo São Francisco de Sales, “A castidade é o lírio das virtudes, e torna o homem quase iguais aos anjos; nada é belo senão pela pureza, e a pureza dos homens chama-se castidade”. Assim, para citar alguns exemplos, os pais devem atuar incentivando nobres e elevados sentimentos nos filhos, mostrando-lhes a beleza da virtude da virgindade e da castidade e incutindo-lhes o horror ao pecado. Mais tarde, falar da finalidade do casamento, que é a formação da família e a procriação tendo em vista a glória de Deus, Criador de todas as coisas. Depois, calmamente, de modo simples e sem entrar em detalhes inúteis — em muitos casos, basta meia-palavra, pois o próprio instinto humano percebe o resto —, falar que as relações sexuais apenas são lícitas em função da conservação e perpetuação da espécie humana; que fora do matrimônio, monogâmico e indissolúvel, tais relações constituem ofensa a Deus, um grave pecado etc.


Mas para fazer tal abordagem, os pais, observando atentamente seus filhos, devem saber esperar o momento oportuno. Antecipar a hora poderia surtir um efeito contrário: poderia despertar a curiosidade infantil, levando a imaginar o que não se deve, a tirar conclusões nefastas, ou mesmo incitar ao pecado. Um momento que alguns pais já comprovaram ser muito adequado é na época do aprendizado do catecismo, por exemplo, quando se explicar os 10 Mandamentos da Lei de Deus. Também por ocasião da Primeira Confissão ou da Primeira Comunhão.


Com que idade? Não sei precisar — pois depende muito de cada criança, que têm seu grau próprio de precocidade —, mas geralmente na idade da puberdade. Entretanto, melhor que ninguém — por um desígnio e uma graça de Deus — os pais conhecem as necessidades dos filhos, e têm o bom senso para discernir exatamente em que idade, quando e em que circunstâncias levantar o assunto. Por vezes, por um discernimento especial, conseguem inclusive descobrir que tipo de pergunta ronda pelas cabecinhas infantis.


Especialistas em moral familiar recomendam não tratar com meninos ou meninas explicitamente sobre questões sexuais sem levar em consideração os princípios morais. E, mesmo assim, nunca em conjunto — preferencialmente, cabe ao pai tratar com o filho e a mãe com a filha —, sempre com a devida prudência e com toda discrição, tendo em vista a modéstia e o pudor natural das crianças. Para tudo há seu tempo e os pais precisam respeitar e esperar a ocasião propícia para abordar tão delicada questão, levando em consideração o temperamento e a maturação de cada um dos filhos.


Contudo — como bem disse o Padre Antonio Vieira: “Palavras sem exemplo, são tiros sem balas” — mais que tratar de modo teórico, são os bons exemplos e os bons costumes que os pequeninos observam dentro do lar que os levam a amar a pureza: as boas conversas entre os pais; as boas maneiras; a compostura nos modos e a modéstia dos trajes; o ambiente aconchegante da residência; nunca com TV e computador nos quartos das crianças — bons livros podem perfeitamente ocupar esses espaços em seus quartos, que devem estar sempre limpos, arejados, com suas camas bem arrumadas etc. Em vez de videogames, por que não um jogo de xadrez? Em vez de televisão durante as refeições, por que não uma boa conversa em família? É uma ótima ocasião para contar notícias domésticas e procurar se informar como foi o dia dos filhos, no colégio, por exemplo. Neste convívio doméstico, os pais devem aproveitar para ir ensinando o que é certo ou errado; o que é devido e o que é proibido segundo a Lei de Deus.
Nesse sentido, afirmou o Papa Leão XIII: “Persuadam-se todos bem de que, para a boa educação dos meninos, tem a máxima importância a educação doméstica. Se a juventude encontra no lar doméstico as regras da vida virtuosa e uma como que escola prática das virtudes cristãs, segura está em grande parte a salvação da sociedade” (Sapientiae Christianae, Documentos Pontifícios, nº 10, Vozes, Petrópolis, 1946, p. 28).


Além de tudo isso, os pais não podem esquecer igualmente a necessidade da formação nos filhos de um caráter bem temperado e de uma vontade vigorosa. Como sabemos, a inteligência deve governar a vontade e esta a sensibilidade. Estando eles assim educados, ainda que não se tenha tratado de todos os pontos acima, eles próprios, quando chegar o momento em que as paixões humanas desregradas, os apetites da sensualidade, se manifestarem, terão domínio de si e força de vontade suficiente para domar as más inclinações, para recusar as tentações, as más companhias, as amizades perigosas, os convites para o mundo das drogas etc.


Para essa formação da personalidade dos filhos, exige-se dos pais uma obra de longo fôlego — que se deve iniciar deste a mais tenra infância —, dando o bom exemplo e incutindo nos pequenos o apreço pelos princípios morais e religiosos. É difícil? Sim, mas nada de grande se faz sem dificuldade. Os pais sempre serão auxiliados com graças sobrenaturais se pedirem a Deus e à Sua Mãe Santíssima. Ela, que tão bem cuidou do Menino Jesus, não cuidará especialmente dos filhos de seu Divino Filho?
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Encerro com uma possível objeção que alguém poderia levantar: “Casa não é convento para se ficar o tempo inteiro tratando de religião”.

— Claro que não. Estes ensinamentos devem ser ministrados pouco a pouco, de acordo com a capacidade de assimilação das crianças. Entre um casinho doméstico e outro, ir tirando lições de vida com base em questões morais. É melhor fazer isso em casa, do que deixar para outros (por ex. as más companhias) fazerem com base em questões imorais. “É melhor prevenir que remediar”... Ademais, tem-se tanto cuidado com a saúde física dos filhos — o que é indispensável —, mas por que não cuidar também da saúde moral deles? (“Mens sana in corpore sano”"uma mente sã num corpo são" — preceitua a lapidar expressão latina). Neste esforço dos pais, aplicado à uma primorosa educação de suas crianças, tenho certeza que eles terão grande satisfação e serão imensamente recompensados cumprindo a missão para a qual Deus os destinou — sobretudo a de preservar a inocência dos filhos, preparando-os, assim, para vencerem as dificuldades da vida, para no futuro serem grandes e heróicos homens, outros bons pais, outras boas mães de família, outros melhores mestres de outros pequeninos.

13 de fevereiro de 2011

Em defesa da inocência infantil, uma mãe foi presa!

Correlacionado com o post abaixo (Lar, Doce Escola), um amigo traduziu do alemão e enviou-me recente notícia sobre uma admirável mãe de 12 filhos que foi encarcerada na Alemanha por defender a inocência de suas crianças. Seu “crime”? Pasmem! Ela não permitiu que algumas delas assistissem aulas com perversão sexual na escola.


Eu não acreditaria se não conferisse a própria notícia, datada de 9-2-11. Trata-se de um muito conceituado órgão de divulgação no mundo germânico: "Katholisches” — uma revista digital independente para assuntos da Igreja e da Cultura, que informa sobre acontecimentos na Igreja e analisa fatos políticos e sociais sob o ponto de vista católico. Quem desejar conferir, abaixo segue a tradução, no final o fac-símile e aqui o link: www.katholisches.info


Hoje este absurdo acontece na Alemanha. Amanhã não ocorrerá no Brasil?


— Tenho certeza que sim, se não reagirmos a tais procedimentos arbitrários por parte do Estado, que obriga “educação sexual” nas escolas e distribui cartilhas-pornográficas às nossas crianças. Tal “pornocultura”, além de matar a inocência, tem causado verdadeiros traumas nas cabecinhas infantis, naturalmente voltadas para o amor à pureza e aos bons costumes.

Perseguição aos cristãos na Alemanha: mãe pega seis semanas de cadeia por recusar ensino de sexo e abuso dos filhos

Revista “Katholisches”, 9 de fevereiro de 2011

Salzkoten – Uma mãe de 12 filhos foi condenada no dia 3 de fevereiro de 2011 a 43 dias de prisão forçada, porque ela e seu marido não permitiram que três de seus filhos participassem por razões de convicção religiosa e de consciência, das aulas de educação sexual do ensino oficial.

Os pais invocaram perante a escola seus direitos paternos e humanos, pelos quais a escola está obrigada a garantir o respeito pelas convicções religiosas dos pais. O fundamento para isso se acha no artigo 2 do 1º Protocolo de aditamento da Convenção européia sobre direitos humanos:
“O Estado, no uso de suas prerrogativas nos campos da educação e do ensino, tem o particular dever de respeitar os direitos dos pais, assegurando educação e ensino de acordo com as convicções pessoais deles sobre a religião e o mundo”.

Desde 2005 a Escola Liborius ignora esse direito paterno, ao estabelecer o ensino sexual a alunos de todos os níveis. Os pais cristãos entram por causa disso sempre em conflito com ela, pois não podem renunciar às suas convicções religiosas em benefício de uma educação estatal emancipada.

Os tribunais apóiam esse desprezo dos direitos humanos dos pais à educação, de tal modo que se tem a impressão de tratar-se aqui de uma ação concertada da escola com os tribunais para afastar da instituição de ensino os direitos paternos à educação.

Uma outra mãe de nove filhos — o mais velho com 14 anos e o mais novo com 10 meses — é igualmente ameaçada de prisão forçada de 21 dias, como sucedera previamente a seu marido, porque também ela, pelas mesmas razões de fé e convicções religiosas, insiste na observância dos seus direitos paternos de educação. (LS)