Várias centenas de pessoas reuniram-se em WASHINGTON, no dia 8 de julho, em frente ao Capitólio dos Estados Unidos para participar da March for Marriage (Marcha pelo Casamento). Um ano após a infausta legalização do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo em todo o país, o evento teve como objetivo a defesa do matrimônio monogâmico estabelecido entre um homem e uma mulher. Os manifestantes, entre os quais membros da American Society for the Defense of Tradition, Family and Property (a TFP norte-americana), jovens e famílias, marcharam em vários blocos para a Suprema Corte, onde se depararam com um punhado de pessoas favoráveis à agenda LGBT. As fotos que ilustram esta página são dessa recente March for Marriage/2016 — admirável exemplo para as famílias brasileiras.
Cancelaram-se voos e diversas atividades, fecharam-se metrôs, estradas e estabelecimentos públicos, mas a March For Life seguiu corajosamente em frente, em defesa do nascituro e da família tradicional. A nevasca de proporções históricas que atingiu Washington — uma das maiores já registradas na região, qualificada como um fenômeno “apocalíptico” — não foi capaz de arrefecer o ânimo dos manifestantes.
Assim, na gélida 6ª. feira (dia 22) da capital norte-americana, essa grandiosa “Marcha pela Vida” desafiou não só a mídia esquerdista, que sugeria o cancelamento do evento, mas também o clima tremendamente hostil.
Com muito êxito e obtendo um crescente número de jovens, a Marcha vem sendo repetida anualmente desde 1973 — ano em que foi aprovada, por decisão da Suprema Corte, a lei do aborto nos Estados Unidos — e seus organizadores prometem que ela continuará até a revogação da “decisão Roe x Wade”, a lei assassina que já permitiu a morte de milhões de bebês em gestação no ventre materno. Essa revogação, os organizadores esperam que ocorra no próximo ano, com a eleição de um presidente inequivocamente anti-abortista.
Muitos pensavam que neste ano, devido às históricas nevascas e às naturais dificuldades de transporte para se chegar a Washington, o evento seria cancelado. Contudo, enquanto abundante caía a neve, dezenas de milhares de manifestantes marchavam. O intenso frio, longe de congelar os ânimos, contribuiu para que eles desfilassem com redobrado entusiasmo, bradando slogans e ostentando faixas em defesa da instituição familiar. Muitos cartazes faziam alusão ao recente escândalo descoberto na Planned Parenthood, uma organização internacional transformada numa macabra indústria que comercializa fetos abortados em suas clínicas. (A respeito, para conhecer mais click aqui).
Como nos anos anteriores, mais de 100 membros da Sociedade Americana de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) participaram da Marcha. Participação que contribuiu para dotar o evento de um charme grandioso, conferido pelas capas vermelhas com o leão heráldico, pelos estandartes auri-rubros e a fanfarra, que tocando hinos americanos auxiliou a aquecer o ânimo dos presentes.
Na ocasião, a TFP americana distribuiu um comunicado intitulado “Combatendo o aborto em seu núcleo: Um apelo à restauração da Ordem”, segundo o qual combater o aborto importa também impedir a expansão de todos os germes destruidores da família e da sociedade em geral, como o divórcio, o controle artificial da natalidade, o “casamento” homossexual, a eutanásia etc. E, assim, lutar pela restauração dos valores morais e culturais da civilização cristã, fundada nos princípios da lei natural e dos Dez Mandamentos da Lei de Deus. [O documento pode ser obtido (em inglês) clicando aqui].
A seguir, fotos da recente March For Life. Elas me foram encaminhadas por um amigo brasileiro que, tremendo de frio, teve a ventura de participar do evento contra a hedionda “matança de inocentes”. Mas suas fotografias não saíram tremidas... Pelo contrário, ele fez excelentes fotos. [Click na primeira imagem para percorrer a "galeria"]. No final, assista ao vídeo dessa colossal manifestação que, para variar, a grande mídia brasileira “não viu”...
Essa
organização internacional transformou a prática do aborto em larga escala num
lucrativo “negócio”. Gravações revelaram um verdadeiro genocídio!
Paulo Roberto Campos
O
que muitos já desconfiavam agora ficou comprovado: a Planned Parenthood
Federation of America trafica órgãos de bebês.
Como
é público e notório, essa multinacional aborteira, que detém a maior cadeia de
clínicas de aborto dos Estados Unidos, é financiada pelo governo americano — do
qual recebe 528 milhões de dólares/anuais de impostos dos contribuintes. Também
recebe doações de grandes instituições, como a Fundação Ford e a Fundação
Bill Gates & Melinda. Com esses financiamentos — concedidos à sombra do
subterfúgio de ajuda para o “planejamento familiar” e a “paternidade
responsável” — os agentes da Planned Parenthood, além de praticarem
aborto em larga escala nas cidades americanas, promovem essa prática assassina
nos cinco continentes. Consta que essa organização internacional é responsável
por aproximadamente 300 mil abortos por ano!
Representantes
da empresa de biotecnologia Center for Medical Progress – CMP (Centro
para o Progresso Médico), simulando interesse pela compra de órgãos de bebês
abortados em clínicas da Planned Parenthood, marcaram entrevistas com
dirigentes da multinacional em restaurantes, e com câmaras escondidas, gravaram
o negócio macabro. Seis vídeos, divulgados recentemente e que documentam a
comercialização de tecidos fetais, causaram horror nos Estados Unidos e em
incontáveis pessoas do mundo inteiro.
Verdadeira “fábrica de abortos” para venda de órgãos
No primeiro vídeo, divulgado pelo CMP em 14 de
julho, a Dra. Deborah Nucatola [foto ao lado], diretora de Pesquisa Médica da Planned
Parenthood, durante um almoço, enquanto come algo e toma uma taça de vinho,
negocia o preço “razoável” para a venda de órgãos de bebês abortados, e
assegura: “Nós somos muito competentes em obter corações, pulmões e fígados”...
Com aparente naturalidade, ela conta como os médicos, durante o aborto,
trabalham para preservar intactos órgãos vitais e membros inteiros dos corpos
dos nascituros. Entre outros horrores, essa diretora afirma friamente: “Muita
gente quer o fígado. Então, por isso alguns profissionais usam o ultrassom,
para se guiarem e saberem exatamente onde estão colocando seus instrumentos
cirúrgicos”.
Em
matéria divulgada em 22-7-15, a “ACI/EWTN Noticias” explica que tal prática
(denominada partial-birth – “nascimentos parciais”) constitui delito
federal nos Estados Unidos, com penas que podem chegar a “10 anos de prisão
ou uma multa de até meio milhão de dólares”. Mas a Dra. Nucatola disse na
gravação que “leis são sujeitas a interpretações”...
Pode-se
deduzir das gravações — e o Center for Medical Progress o afirma — que
os nascituros estão perfeitamente formados, portanto em estágios finais da
gestação, uma vez que os “abutres” precisam abortar preservando os órgãos
intactos.
Em
outro vídeo, este difundido no dia 21 de julho, a presidente do Conselho de
Diretores Médicos da Planned Parenthood, Dra. Mary Gatter [foto], durante outra
lucrativa e macabra negociação de pedaços de bebês, tratando dos valores,
pergunta inicialmente: “Por que não começam me dizendo quanto estão
acostumados a pagar?”... E acrescenta: “Nas negociações, o primeiro a
lançar um preço fica em desvantagem?”. Em tom de piada, a Dra. Gatter
acrescenta que precisa cobrar, pois “quero comprar um Lamborghini”. E
sugerindo o preço de 75 dólares para cada órgão, propõe o valor de 100 dólares “por
órgãos que estejam em condições ótimas”. Elaconclui que “a
compra tem que ser suficientemente grande para que valha a pena para mim”... Outras
gravações registram tráfico de órgãos de nascituros
Em
comunicado divulgado em 16 de julho, a mencionada agência de notícias ACI
informa que Eric Ferrero, vice-presidente de comunicações da Planned
Parenthood, assegurou que essa organização não recebe “benefício
econômico pela doação de tecidos fetais’”.
Entretanto,as entrevistas gravadas não deixam dúvidas de que o tráfico de inocentes seres
humanos é habitual nas clínicas de abortamento da Planned Parenthood, inclusive
para utilização de fetos em cosméticos! Por isso diversos movimentos
anti-aborto dos EUA estão se manifestando, exigindo o cancelamento de todo
financiamento para a organização, a abertura de uma investigação criminal e o
fechamento de suas clínicas infanticidas. [Ao lado, foto de uma das manifestações]
Num terceiro vídeo, divulgado em 28-7-15, a gravação corrobora a mesma denúncia de
tráfico de órgãos por parte da Planned Parenthood. Nele aparece a chefe
de Planejamento Familiar da organização internacional pró-aborto discutindo
valores para órgãos de bebês abortados. Há também uma conversa da Dra. Savita
Ginde — vice-presidente e diretora médica da Planned Parenthood das
Montanhas Rochosas [foto acima] — com um representante do CMP que simula ser comprador de
tecidos para experiências, na qual são avaliados os valores de pedaços de um
feto filmados numa bandeja.
Além
disso, o vídeo contém depoimento de uma ex-funcionária da Planned Parenthood,
Holly O'Donnell [foto abaixo], que confirma o tráfico de órgãos de inocentes abortados e
conta que, na primeira vez que ela teve de separar os elementos fetais, chegou
a desmaiar.
As imagens são, no mínimo, chocantes e indignantes, aparecendo
inclusive funcionários com pinças separando partes de um bebê retalhado para
venda! Essas gravações de “negócios” macabros, que comprovam as denúncias do
CMP, encontram- se disponíveis no final deste post.
Sangue inocente
não pode correr em vão
Apesar
de tal escândalo envolvendo a Planned Parenthood, o Partido Democrata,
ao qual pertence o presidente Obama, em vez de exigir uma investigação dessa
organização, pediu que se investigue o CMP, por fazer gravações clandestinas...
Não sabem os membros desse partido de esquerda que as leis americanas garantem
esse tipo de gravação nos trabalhos de jornalismo investigativo?
“‘O
Congresso [americano] deve – e vai – investigar e colocar
um fim nessas práticas bárbaras’, afirmou o deputado Chris Smith, no que foi
seguido por vários colegas, incluindo o presidente da Casa, John Boehner. Os
governadores do Texas e da Louisiana anunciaram ações semelhantes”, informa
matéria publicada na “Gazeta do Povo” (20-7-15), de Curitiba.
Evidentemente,
trata-se de um delito perante as leis humanas. E perante as leis divinas? Sem
dúvida, essa monstruosidade constitui um pecado que “clama aos Céus e brada a
Deus por vingança”.
Desse
“comércio” pode-se concluir que tamanha infâmia é resultado da mentalidade
abortista largamente propagada por governos esquerdistas e movimentos
feministas que, abusando de eufemismos, defendem o “direito reprodutivo da mulher”, ou o “direito da mulher sobre seu corpo”... Mas, pergunto: é “direito da
mulher” executar o próprio filho? E o que pensar de uma “civilização” na qual,
enquanto os animais são contemplados com direitos próprios a seres racionais,
os bebês podem ser abortados, esquartejados e vendidos em pedaços para
experiências laboratoriais ou como ingredientes para cremes faciais?
O que pensar de uma época que se deixa influenciar por certa mídia que procura inocentar o crime do aborto e promover — como o fez recentemente — espalhafatoso estrondo publicitário tendente a provocar uma revolta mundial devido ao abate de um leão no Zimbábue? Resultado dessa ação midiática: num clima de histeria, muitos chegaram a usar luto pela morte do leão africano! Mas certamente não se indignaram contra os açougueiros de bebês. Estamos assistindo, assim, à mais completa inversão de valores. Contudo, para Deus o sangue inocente dessas crianças não pode correr em vão!