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23 de janeiro de 2017

Ideologia de Gênero para crianças


Jurandir Dias

Está causando polêmica um livro publicado recentemente no Reino Unido que propõe ensinar Ideologia de Gênero para crianças a partir dos sete anos de idade. Escrito por C J Atkinson, ele se intitula Can I Tell You About Gender Diversity? (Posso lhe falar sobre a diversidade de gênero?) [capa abaixo] e foi aprovado pelo Departamento de Educação daquele país.[i] 

Sua distribuição está a cargo de Educate & Celebrate, uma entidade financiada pelo governo do Reino Unido que trabalha para “transformar escolas e organizações em LGBT + lugares amigáveis (sic)”.[ii]

A empresa Jessica Kingsley Publishers, com sede em Londres, disse que esse é “o primeiro livro para explicar a transição médica para crianças com sete anos ou mais”. Exemplares da obra serão enviados a 120 escolas com as quais a empresa trabalha, e esta espera que algumas centenas de exemplares sejam adquiridas por outros professores. 

O porta-voz da Editora disse que “este livro vai desencadear discussão na sala de aula e em casa, respondendo a perguntas difíceis que as crianças podem ter sobre a diversidade de gênero.” Ele observou ainda que a introdução de banheiros mistos e sem pronomes binários (ele e ela) é um importante passo para a Ideologia de Gênero.

Termos como “senhoras” e “senhores”, “meninos” e “meninas” são condenados no livro, para que os estudantes transgêneros não sejam discriminados. 

A obra começa com uma historinha: 

“Meu nome é Kit e tenho 12 anos. Eu moro em uma casa com minha mãe e meu pai, e nosso cachorro, Pickle. Quando eu nasci, os médicos disseram a minha mãe e meu pai que eles tinham uma menina, e assim, durante os primeiros anos da minha vida, foi como meus pais me criaram. [...] Eu não estava muito feliz assim.” 

Kit então começa a vestir roupas de meninos, usar pronomes masculinos, e tem seu nome mudado para Christopher pelos pais. A personagem discute a possibilidade de cirurgia para a mudança de sexo e, aos 16 anos, toma hormônios masculinos para que seu corpo tenha as mudanças que ocorrem na puberdade dos meninos. 

"Daily Mail" regitrou que o livro é “um conjunto desconcertante de termos alternativos” como “cisgender” empregado para “crianças que pensam em si mesmas como sendo o gênero que nasceram”, e outros mais absurdos ainda, como: “panromânticos”, “intersex” e “xe”. 

Líderes religiosos e alguns políticos do Reino Unido dizem que o livro é prejudicial às crianças. Seu autor retrucou, dizendo: “Nós chamamos isso de ‘trans-pânico’”, ou seja, um pânico contra essa ideologia absurda e nociva. “O mundo está mudando; um livro como esse é necessário”, acentuou. 

A jornalista Sarah Vine criticou o livro em sua coluna no "Daily Mail": “Ao tentar melhorar a vida de uma pequena minoria, nós estamos ameaçando a sanidade das crianças normais — e sim, vou dizer — crianças normais. É hora de acabar com essa tolice.”[iii] 

*       *       * 
Já comentamos o estudo “Sexualidade e Gênero: achados das Ciências Biológicas, Psicológica e Social”, publicado na revista “The New Atlantis” por dois dos principais estudiosos sobre saúde mental e sexualidade da atualidade, os Drs. Lawrence Mayer e Paul McHugh [respectivamente à direita e à esquerda na foto]. Nesse trabalho, eles constataram que “apenas uma minoria de crianças que sofrem de identificação com o gênero continuará a ter o mesmo problema na adolescência ou na idade adulta.” 

Os Drs. Lawrence e McHugh demonstram também preocupação com a intervenção médica proposta para crianças: “Estamos preocupados com a crescente tendência a incentivar as crianças com problemas de identidade de gênero para a transição ao seu gênero preferido através de procedimentos médicos e, em seguida, cirúrgicos. Há pouca evidência científica sobre o valor terapêutico das intervenções, como atrasar a puberdade ou modificar as características sexuais secundárias dos adolescentes.” Os membros da população transgênero também estão em alto rico de sofrer problemas de saúde mental. 

Apesar desses abalizados estudos, continua a existir um forte lobby da agenda homossexual para propagar a famigerada Ideologia de Gênero no mundo inteiro. Por quê? Qual o interesse disso? 

Só pode ser uma revolta contra Deus, que fez o homem à Sua imagem e semelhança. Nesse sentido, tal ideologia parece ter sido inventada pelo próprio demônio, que tenta destruir a todo custo a obra do Criador. 

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Bibliografia:
[i] https://www.lifesitenews.com/news/uk-children-starting-at-age-7-will-study-reading-writing-gender-transitioni 
[ii] http://www.educateandcelebrate.org/ 
[iii] http://www.dailymail.co.uk/debate/article-4031432/Gender-children-death-common-sense-SARAH-VINE-vocal-transgender-lobby-threaten-sanity-normal-youngsters.html

16 de outubro de 2016

A “Revolução Cultural” investe impetuosamente contra a Família

A desagregação da Família em nossos dias avança implacavelmente devido a uma “Revolução Cultural” que promove os piores costumes. Para citar apenas um exemplo: a absurda e antinatural “Ideologia de Gênero” que vem sendo imposta apesar das reações surgidas de norte a sul do Brasil.

Para auxiliar os pais e mães a se defenderem e a melhor protegerem suas crianças, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira convidou o Desembargador Ricardo Henry Marques Dip [foto] para uma exposição aos interessados. 

Dr. Ricardo Dip é um dos maiores especialistas do sistema de Notas e Registros Públicos, Presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Click no link para fazer sua inscrição a fim de participar gratuitamente do evento:

Local: Club Homs 
Endereço: Av Paulista, 735 — São Paulo (SP) 
Horário: 19:00 hs.

27 de agosto de 2016

10 razões pelas quais a “Ideologia de Gênero” é a pior inimiga da família


John Ritchie

Aquilo que a revolução trans-gênero deseja é auto-destrutiva, tirânica, anticientífica, imoral, abusiva e nociva à saúde.


1 — A ideologia trans-gênero é tirânica

No dia 13 de maio de 2016, nos Estados Unidos o governo Obama emitiu um decreto ditatorial ordenando que todas as escolas públicas permitam aos membros pertencentes biologicamente a um dos sexos de usar os chuveiros, vestiários e banheiros do sexo oposto. Com uma simples canetada, o governo federal impôs banheiros transexuais em todas as escolas públicas do país. Os estados que se opuseram à medida têm sido ameaçados com penas severas, tais como a perda de fundos federais. 

As legítimas preocupações dos pais com relação a seus filhos foram postas de lado. O direito à privacidade e a importância de proteger a inocência das nossos filhos foram também pisoteados. Como o islamismo, o movimento trans-gênero só se dá por satisfeito quando obtém submissão completa. Sob esta nova tirania, escolas, universidades, empresas e até mesmo igrejas não são mais livres de seguir seus princípios morais. A moral cristã não é tolerada.

2 — Ela promove o abuso de crianças 

O transgenerismo é especialmente prejudicial para as crianças. De acordo com o American College of Pediatricians (Faculdade Americana de Pediatria), a promoção pública de transgenderismo constitui uma forma de abuso infantil: 

“O fato de condicionar uma criança a ter que viver a vida toda fazendo uso de químicos e cirurgias para fazer o papel do sexo oposto é abuso infantil. O endosso do sistema de educação pública e de políticas governamentais da discordância de gêneros como sendo confundirá crianças e pais, levando mais crianças a apresentar-se em ‘clínicas de gênero’ onde receberão medicamentos bloqueadores da puberdade. Por sua vez, isto praticamente garante que eles 'escolherão' tomar a vida inteira hormônios cancerígenos e tóxicos do sexo oposto, e provavelmente acharão desnecessária a mutilação cirúrgica de seus órgãos saudáveis de jovens adultos”. 

Esta forma de abuso de crianças deve ser vigorosamente combatida. 

3 — Ela contradiz a biologia e a ciência 

A Ideologia de Gênero contradiz a biologia básica. O mesmo movimento progressista que costumava adorar a ciência laica, excluindo Deus e a metafísica, virou-se agora contra o seu próprio dogma de que a ciência é tudo. Agora, toda prova científica que contradiz a narrativa da Ideologia de Gênero é descartada. 

No entanto, o Colégio Americano de Pediatria é taxativo: “A sexualidade humana é uma característica biológica binária objetiva: os marcadores genéticos ‘XY’ e ‘xx’ são marcadores de saúde, e não de desordem. O ser humano, como norma, foi projetado para ser ou masculino, ou feminino. A sexualidade humana foi criada com a finalidade óbvia de que nossa espécie se reproduza e floresça. Este princípio é óbvio. Os indivíduos afetados por DSDs [distúrbios do desenvolvimento sexual] não constituem um terceiro sexo”.

4 — O sexo biológico não pode ser alterado 

As pessoas que aderem à Ideologia de Gênero fingem que os homens podem se transformar em mulheres ou que as mulheres podem se transformar em homens. Mas esta alegação é falsa. 

“É fisiologicamente impossível mudar o sexo de uma pessoa, pois o sexo de cada indivíduo está codificado nos genes XX, se for do sexo feminino, e XY se for do sexo masculino. A cirurgia só cria a aparência do outro sexo”, explicam o Dr. Richard P. Fitzgibbons, Philip M. Sutton, Ph.D., e Dale O’Leary em um estudo bem documentado. Eles afirmam que a identidade sexual “está escrita em cada célula do corpo e pode ser determinada através de testes de DNA. Ela não pode ser alterada.” 

5 — Ela deforma a masculinidade e a feminilidade 

A Ideologia de Gênero afirma que a realidade biológica não determina o sexo da pessoa, mas a maneira como ela se sente. Portanto, as diferenças entre homem e mulher, bem como as roupas que vestimos nada tem a ver com nossa identidade e estão em constante mutação. Masculinidade e feminilidade são meras etiquetas utilizadas para descrever o que vemos, mas não se baseiam em nada substancial.

A ideóloga feminista lésbica e escritora Simone de Beauvoir afirmou que “não se nasce mulher, torna-se mulher”. O ponto central do feminismo não é tanto eliminar a chamada classe “opressora” masculina, mas abolir todas as diferenças entre os sexos. 

Aqui se vê como os movimentos homossexuais, transgêneros e feministas são aliados. Eles compartilham o mesmo objetivo final: a destruição de macho e fêmea, da masculinidade e feminilidade. 

6 — Ela destrói a razão 

Uma parte fundamental da lógica e da razão é a ideia de que as coisas têm um propósito. O objetivo dos nossos olhos, por exemplo, é nos fornecer visão. As asas de uma águia existem para permitir-lhe voar. Nossos pulmões existem para que possamos respirar e absorver oxigênio, e nossos ouvidos existem para ouvir. Da mesma forma, o objetivo principal da sexualidade humana é a procriação. 

No entanto, como a homossexualidade e o feminismo, a Ideologia de Gênero nega este princípio e portanto ataca a própria razão humana, o que é uma forma deliberada de loucura. 

7 — A ideologia de gênero é auto-destrutiva 

O movimento homossexual destrói vidas. Arrependimento, desespero e suicídio são comuns entre os que adotam a letra “T” do estilo de vida LGBT. 

Walt Heyer, um homem que se arrepende de ter vivido como uma mulher por muitos anos, disse: “Eu sabia que não era uma mulher de verdade embora meus documentos de identidade afirmassem que eu tinha tomado medidas extremas para resolver o meu conflito de gênero; porém, a mudança de sexo não funcionou. Era obviamente uma farsa”

“Os transgêneros não apenas liquidam a identidade com que nasceram”, explica Heyer, mas “destroem tudo e todos em seu caminho: família, esposa, filhos, irmãos ou irmãs, e a carreira. Isso certamente indica um comportamento de pessoa que teima em se auto-destruir e auto-mutilar completamente”.

O stress produzido por um estilo de vida que viola a natureza torna-se aparente. De acordo com a American Foundation for Suicide Prevention (Fundação Americana para a Prevenção do Suicídio), 41% das pessoas que se identificam como transgêneros nos EUA tentaram cometer suicídio, vinte e cinco vezes mais que a média nacional. 

8 — A trans-espécie, produto final da Ideologia de Gênero 

Se um homem pode fingir ser mulher, por que não pode também afirmar não ser humano? Lamentavelmente, aqui está a conclusão relativista: ele é chamado ‘trans-espécie’, também conhecido como ‘furries’ ou ‘otherkins’ (outrotipo). Pessoas com transtorno identitário de espécie consideram-se não-humanas e se apresentam em desfiles homossexuais. Os argumentos empregados pelo movimento trans-espécie para questionar o sua condição humana são essencialmente os mesmos do movimento transgênero. 

Quando sentimentos substituem a realidade, a lógica fenece. O intelecto, parte mais nobre do homem, é degradado. O aspecto animal domina. E nossa cultura ateia pressiona para que aceitemos estas fantasias depravadas.

Uma vez que tais distúrbios passam a ser considerados normais, o que impediria que as paixões desenfreadas produzissem formas ainda mais escabrosas de depravação? Que proteção terá a razão humana para evitar maior destruição?

9 — Ideologia de gênero e perseguição religiosa

Favorecida pelo laicismo, a Ideologia de Gênero pode desencadear o pior tipo de perseguição religiosa uma vez que impõe a perversão das mentes, começando com crianças pequenas. Os que a ela se opõem são visados por esta nova religião da igualdade que obriga crianças a participarem em ‘treino de sensibilidade’ e doutrinação em Ideologia de Gênero. Na verdade, saibam ou não, aqueles que aplaudem o movimento homossexual nada mais são que súditos de fato de uma nova religião. 

Sua doutrina: a ideologia transgênero. Seu falso deus: igualdade radical e esquerdismo desenfreado. Seu clero: os líderes do movimento homossexual. Seus acólitos: a mídia esquerdista, políticos imorais e, infelizmente, membros dissidentes do clero católico. Sua “inquisição”: as leis anti-discriminação, que ameaçam a ordem e a paz. Sua “excomunhão”: Qualquer um que diga a verdade é rotulado de “homofóbico” ou “transfóbico”. 

10 — Ela ofende a Deus 

O desejo de mudar de sexo biológico não só nega a realidade, mas também ofende a Deus. Ninguém nasce homem ou mulher por acaso, mas de acordo com um plano da Divina Providência: “Antes que no seio fosses formado, eu já te conhecia; antes de teu nascimento, eu já te havia consagrado, e te havia designado profeta das nações” (Jer. 1,5). Deus os criou homem e mulher (Gn 1,27) Portanto, contradizer intencionalmente a natureza biológica da humanidade é um ato de revolta contra o Criador.

A caridade nos chama a ajudar os aflitos ou confusos sobre seu próprio sexo, mas não aumentando sua confusão e lhes oferecendo uma falsa solução. A caridade “não se alegra com a injustiça, mas se rejubila com a verdade” (1 Cor 13,6). Portanto, a misericórdia nunca pode opor-se à verdade, pois só a verdade liberta (Jo 8,32). 

O que podemos fazer para salvar a família? 

Devemos seguir o exemplo angélico de São Miguel Arcanjo.

“Revesti-vos da armadura de Deus, para que possais resistir às ciladas do demônio. Pois não é contra homens de carne e sangue que temos de lutar, mas contra os principados e potestades, contra os príncipes deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal espalhadas nos ares. Tomai, por tanto, a armadura de Deus, para que possais resistir nos dias maus e manter-vos inabaláveis no cumprimento do vosso dever” (Ef 6,11-13).

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21 de agosto de 2016

COLÔMBIA: Governo e as FARC promovem “Ideologia de Gênero”

Em Bucaramanga, cidade no interior da Colômbia, uma pequena faixa, aparentemente insignificante no meio da multidão, denunciou outra grande verdade que está sendo escondida pelos principais meios de comunicação, e silenciada por certos líderes civis e religiosos pró-família: “As FARC também negociam a destruição da família”.(1) 


Gonzalo Guimaraens – Destaque Internacional (*) 

No último dia 10 de agosto, em toda a Colômbia, milhares de pessoas saíram às ruas para protestar contra o governo do presidente José Manuel Santos, devido à tentativa da Ministra da Educação de impor nas escolas um manual promovendo a chamada “Ideologia de Gênero”, que representa uma revolução interna no seio das famílias. 

No dia seguinte, o presidente Santos se viu obrigado a desmentir que seu governo estivesse promovendo “Ideologia de Gênero”. Entretanto, o Procurador Geral da Colômbia, Alejandro Ordóñez, declarou de modo respeitoso, mas documentado e firme, que o Presidente não estava dizendo a verdade, pois na realidade o governo está, sim, promovendo tal nefasta ideologia.


Em Bucaramanga, cidade no interior da Colômbia, uma pequena faixa, aparentemente insignificante no meio da multidão, denunciou outra grande verdade que está sendo escondida pelos principais meios de comunicação, e silenciada por certos líderes civis e religiosos pró-família: “As FARC também negociam a destruição da família”

Com efeito, essa simbólica faixa denuncia que as FARC e o governo estão promovendo a “Ideologia de Gênero” no assim chamado “Acordo de paz” costurado em Havana, fato que o presidente Santos havia negado. Desde 2014 funciona na capital cubana uma “Subcomissão de Gênero”, encarregada da redação do item 82 do “Acordo de paz”. Esse ponto chave contempla que “homens, mulheres, homossexuais, heterossexuais e pessoas com identidades diversas participem e se beneficiem em igualdade de condições” (Cfr. “Governo e FARC anunciam a política de gênero que marcará o período pós-conflito”. Esta notícia foi publicada pela revista pró-governo “Semana”, de Bogotá, em 24 de julho, que voltou ao tema em sua edição de 17 de agosto de 2016). 

Para se medir a gravidade dessa referência no “Acordo de paz”, é o caso de relembrar que tal “acordo” será elevado à categoria de norma supraconstitucional, ou seja, será inamovível. 


Se ele for assinado em Havana, haverá um plebiscito na Colômbia para referendá-lo ou rejeitá-lo. Recentes pesquisas mostram que a maioria da população não confia nem no governo nem nas FARC, e menos ainda no chamado “Acordo de paz”. 

É importante que o público “pró-família” e “pró-vida” tenha sempre presente que existe uma sinistra unidade no atual processo revolucionário em curso na Colômbia, motivo pelo qual o pensamento revolucionário das FARC aplica-se não somente ao campo econômico e social, mas também ao da família e da moral. É o que lembrou a mencionada pequena-grande faixa de Bucaramanga, portada por um grupo de jovens colombianos com os dizeres: “As FARC também negociam a destruição da família”.

Uma pequena faixa contendo uma grande verdade que deve ser difundida na Colômbia e em movimentos “pró-família” e “pró-vida” das Américas e do mundo inteiro. 

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1. FARC (Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia). 
(*) Notas de “Destaque Internacional”. Documento de trabalho, em 20 de agosto de 2016. Este texto, traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser divulgado livremente.

14 de julho de 2016

Brasil: pais e mães de família lutam para “despetetizar” a educação


Gonzalo Guimaraens – Destaque Internacional (*)

No Brasil, o Partido dos Trabalhadores (PT), nascido em ambientes da “Teologia da Libertação” e defensor da revolução cubana, aproveitou-se de uma longa década no Poder para assegurar que o sistema educacional permanecesse em suas mãos, mesmo na eventualidade de perder o governo.

Em direção oposta, pais e mães de família de todo o País estão se organizando para conseguir o apoio de deputados federais e estaduais, e proclamam que chegou a hora de uma profunda “despetetização” da educação no Brasil, ou seja, que é necessário desmontar essa máquina de proselitismo criada pelo PT. 

Quem destampou a panela desse drama, e mostrou os descontentamentos subterrâneos existentes em todo o território brasileiro, não foi nenhum meio de comunicação nacional, mas sim o diário “El País”, de Madrid (edição para o Brasil), com uma série de artigos e reportagens referidos nos links no final desta matéria, cuja leitura recomendamos. 


“O professor de minha filha comparou Che Guevara com São Francisco de Assis”, lembra com indignação o advogado Miguel Nagib.[foto“As pessoas desejam deformar as cabeças das crianças, associando as duas coisas, levando-as a dizer que Che Guevara é um santo”, afirmou o entrevistado. O episódio foi o suficiente para que o advogado Nagib criasse em 2004, junto com outros pais de família, a ONG “Escola Sem Partido”, que atualmente tem uma presença ativa na Câmara dos Deputados em Brasília, e em Câmaras Estaduais da Federação. Suas ideias, análises e propostas encontram-se no site: www.escolasempartido.org. 


A tarefa não é fácil, mas o ânimo e a dedicação desses pais de família no Brasil são notáveis, como se pode constatar na reportagem do “El País”. Em direção contrária, sindicatos de professores de orientação esquerdista estão exercendo pressão muito forte para que nada seja “despetetizado”. Trata-se de uma árdua luta contra a “hegemonia” anticultural das esquerdas, e de um exemplo não apenas para o Brasil, mas para toda a América Latina. 

Na educação, as esquerdas brasileiras fundamentam sua ação de deformação principalmente em dois pilares ideológicos: a ideologia marxista gramsciana e a chamada “Ideologia de Gênero”, que ensina aos jovens e às crianças a ideia de que eles podem escolher livremente seu gênero, independentemente do sexo masculino ou feminino. 

Segundo esses pais e mães, isso é algo oposto aos princípios cristãos, contunde o senso comum e contraria a ordem natural. Ademais, programas escolares que defendem a “Ideologia de Gênero”, do ponto de vista jurídico “transgridem princípios constitucionais” e acordos interamericanos de direitos humanos, os quais afirmam que “os pais têm o direito de que seus filhos recebam educação religiosa e moral de acordo com suas respectivas convicções”, esclarece Nagib.


Esses pais e mães de família no Brasil vêm travando há anos uma luta moral e de princípios, mas os grandes meios de comunicação praticamente os ignoram. Pareceu-nos necessário contribuir para torná-los conhecidos também nos países de língua espanhola, bem como nas comunidades hispânicas dos Estados Unidos, onde existem movimentos semelhantes ao da “Escola Sem Partido”, propiciando compartilhar assim as interessantes informações contidas nas reportagens do “El País”.

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Links do “El País” (edição brasileira): 
> “A educação brasileira no centro de una guerra ideológica” http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/22/politica/1466631380_123983.html
> “O professor de minha filha comparou Che Guevara com São Francisco de Assis” http://brasil.elpais.com/brasil/2016/06/23/politica/1466654550_367696.html 
> “Católicos e evangélicos em cruzada contra a palavra gênero” http://brasil.elpais.com/brasil/2015/06/11/politica/1434059650_940148.html 
Sobre o tema, alguns sites recomendados
Escola Sem Partido: www.escolasempartido.org
Instituto Plinio Corrêa de Oliveira: www.ipco.org.br 

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(*) Notas de “Destaque Internacional” — uma visão “politicamente incorreta” feita a partir da América do Sul. Documento de trabalho (11 de julho de 2016). Este texto, traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser divulgado livremente.

13 de março de 2016

MENSAGEM AOS EVENTUAIS SUCESSORES DO GOVERNO PT

Manifesto do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira 

Caso venha a ocorrer o impeachment, o governo que suceder o PT, ou respeita os pontos abaixo descritos, decorrentes da ordem natural das coisas, ou aprofundará inexoravelmente o fosso entre governo e população, levando a novas crises, quiçá à ingovernabilidade.


O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, unindo sua voz aos milhões de brasileiros que ora protestam contra a demolição do País, levada a cabo por 13 anos de governo do PT, deseja exprimir seu anseio de que, de uma vez por todas, essa demolição tenha fim. 

Um dos caminhos legais para cessar tal demolição é o impeachment, cujo processo iniciou-se em 2 de dezembro último. Caso esse processo chegue vitoriosamente a seu termo, a mudança de situação colocará os sucessores do atual governo diante de uma conjuntura que vai muito além do impasse meramente político. 

Trata-se da própria convivência harmônica e proficiente entre o Estado e a Nação, entre o Governo e o País. Convivência essa que não existe quando o Estado é aparelhado por um partido. 

Trata-se da identidade do Brasil, com vistas a sua grandiosa missão, que lhe está reservada nos desígnios da Divina Providência. 

Diante disso, constatamos que o divórcio entre o Estado e a Nação vem ocorrendo paulatinamente, à medida que o governo, nos últimos anos, contrariamente aos anseios da opinião nacional, veio levando o Brasil rumo a um mal disfarçado socialismo. Tal fratura entre Brasil oficial e Brasil real emite uma eloquente mensagem aos eventuais sucessores do atual governo: o Brasil ordeiro e pacato quer continuar fiel aos princípios que o nortearam desde seu nascimento, às margens do Ipiranga, como nação independente. Dentre esses princípios, hoje postos em xeque, convém ressaltar:
  • O instituto da família como união entre um homem e uma mulher, a celula-mater da sociedade, que tem direito à proteção do Estado e à não-interferência deste naquilo que cabe aos pais decidir; 
  • O sagrado direito de propriedade particular, amparado pelo 7º e 10º Mandamentos da Lei de Deus, sem os quais o indivíduo passa a ser mero agente do Estado; 
  • O respeito às instituições, ao estado de direito e à soberania nacional, em contraposição à insegurança jurídica causada pelos desmandos de cunho socialista, pelas agitações sociais e invasões de propriedades, incluindo as que se efetuam utilizando como massa de manobra indígenas ou pretensos silvícolas; 
  • O incentivo à livre iniciativa;
  • O devido respeito ao papel desempenhado pela Polícia e pelas Forças Armadas, sempre dentro de suas próprias atribuições; 
  • O distanciamento em relação a governos de tendência marxista que oprimem suas populações, marcadamente o cubano; 
  • O convívio fraterno e harmonioso entre as classes sociais, evitando promover igualitarismos demagógicos e antinaturais que a todos prejudicam, especialmente aos mais pobres;
  • O direito à vida, desde a fecundação até a morte natural;
  • A rejeição à absurda Ideologia de Gênero. 

Voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira na Manifestação do dia 13 de dezembro de 2015

Caso venha a ocorrer o impeachment, o governo que suceder o PT, ou respeita os pontos acima descritos, decorrentes da ordem natural das coisas, ou aprofundará inexoravelmente o fosso entre governo e população, levando a novas crises, quiçá à ingovernabilidade. 

É o que já em 1987 previra Plinio Corrêa de Oliveira, ao descrever, com lucidez a bem dizer profética, as calamidades que decorreriam do processo de esquerdização do País:

"É de encontro a todas essas incertezas e riscos que estará exposto a naufragar o Estado brasileiro, desde que a Nação se constitua mansamente, jeitosamente, irremediavelmente à margem de um edifício legal no qual o povo não reconheça qualquer identidade consigo mesmo. 

Que será então do Estado? Como um barco fendido, ele se deixará penetrar pelas águas e se fragmentará em destroços. O que possa acontecer com estes é imprevisível”. (Projeto de Constituição Angustia o País, Editora Vera Cruz, São Paulo, 1987) 

Já anteriormente, em 12 de setembro de 1968, em célebre conferência pronunciada em São Paulo, no auditório superlotado da Casa de Portugal, o mesmo intelectual e homem de ação brasileiro afirmava:

“Nosso País é um País cordato, um País que ama a mansidão, um País cuja história tem fugido às lutas. Mas se algum dia alguém de nós se aproximar e disser: És ainda o Brasil cristão? Não aceitas a pressão que se deseja fazer contra ti? Eu tenho a certeza que essa nação responderá com uma força que ainda ninguém lhe conhece, mas que está nascendo nas tormentas do momento atual, responderá como Nosso Senhor: Ego sum. E os povos todos da Terra e todos os agitadores serão obrigados a se prostrar. E os agitadores cairão por terra porque conhecerão isso que existe entre outras coisas de autenticamente novo no Brasil novo: é a decisão de progredir fiel a si mesmo e fiel à tradição cristã; fiel à família, fiel à propriedade e de lutar com uma força que impressionará o mundo contra quem quer que imagine que sua mansidão é moleza e que contra ele pressões possam trazer resultado”. 

Aproveitamos o ensejo para declarar que, como católicos, apostólicos e romanos, os membros e colaboradores do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira têm a consciência tranquila e ufana ao tomar esta posição. Pois que não é ela outra coisa senão o respeito, em termos de vida civil, aos princípios da doutrina social da Igreja, conforme sempre a ensinou o Magistério Pontifício, independente do que agora possam dizer em sentido contrário membros ditos “engajados” ou “atualizados”, do clero ou do laicato, altamente qualificados ou não, de modo individual ou incorporado.

Peçamos à Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, que ampare com Sua maternal proteção nossa Pátria, na difícil encruzilhada em que se encontra.

2 de dezembro de 2015

Firme pronunciamento contra a “Ideologia de Gênero”

Em audiência pública na Câmara dos Deputados (Comissão de Educação), no dia 10 de novembro último, o Prof. Hermes Rodrigues Nery denunciou com excelentes argumentos o plano de se implantar nas escolas, por meio do Ministério da Educação, a “Ideologia de Gênero”.

O Prof. Hermes, que é presidente da Associação Nacional Pró-Vida e Pró-Família e coordenador do Movimento Legislação e Vida, corajosamente tem participado de debates em defesa da instituição familiar em diversas regiões do Brasil, mostrando que por trás do ensinamento da “Ideologia de Gênero” nas escolas há uma meta de roubar a inocência das crianças, levando-as a se acostumarem com as piores depravações. 

Ele aponta muito bem como a doutrina marxista e do feminismo radical visam retirar dos pais a autoridade e o dever de educar seus filhos, transferindo para as mãos totalitárias do Estado tal responsabilidade. E que, para que se concretize essa subversão na educação, o atual governo petista está disposto a passar por cima de todas as reações conservadoras que estão crescendo de norte a sul do País.

Devido à importância do tema, aconselho a audição do vídeo que segue com o referido pronunciamento.

6 de setembro de 2015

A ideologia de gênero no banco dos réus


Miguel Nagib (*) 

Confesso minha ignorância: até ontem, nunca tinha ouvido falar de Judith Butler, uma filósofa americana, feminista radical, que veio ao Brasil para participar de um megaevento sobre sexualidade, feminismo e questões de gênero na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em Salvador, de 4 a 7 de setembro. O 2.º Seminário Internacional “Desfazendo Gênero”. “Em quatro dias”, promete o coordenador do evento, “iremos produzir muitas reflexões, babados, gritarias, confusões, afetos, laços e rupturas”. Tudo com o nosso dinheiro, claro.

A temática desse evento vem sendo repetida ad nauseam em milhares de congressos, seminários, encontros, simpósios, mesas-redondas etc. realizados todos os anos pelas universidades e secretarias estaduais e municipais de Educação. O público-alvo quase sempre é formado por professores da educação básica (infantil, fundamental e médio); e o objetivo – que está sendo plenamente alcançado — não podia ser mais claro: martelar esses assuntos nas cabeças dos professores para que eles os martelem nas cabeças dos alunos. 

A obsessão dessa turma, como se sabe, é a chamada teoria (ou ideologia) de gênero. Indiferente às decisões soberanas do Congresso Nacional e da imensa maioria das Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores — que se negaram a incluir a ideologia de gênero nos seus respectivos planos de educação —, a burocracia do ensino continua utilizando a máquina do Estado para promover suas próprias convicções, induzindo professores desavisados a violar o direito dos pais dos alunos sobre a educação moral dos seus filhos.

Ao cair nessa conversa e tratar seus alunos como cobaias da teoria de gênero, esses professores estão correndo um altíssimo risco. Refiro-me à possibilidade de os pais dos seus alunos entenderem que essa prática pedagógica implica algum tipo de dano aos seus filhos ou ao seu direito de dar a eles a educação moral que esteja de acordo com suas próprias convicções — direito previsto no artigo 12, IV, da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. 

Se isso acontecer, os professores poderão vir a ser processados por danos morais pelos pais dos seus alunos. Ser réu numa única ação judicial já é motivo de dor de cabeça. Imagine figurar como réu em dezenas de processos ajuizados por dezenas de pais de alunos! 

A lei facilita enormemente a propositura dessas ações de reparação de dano. As causas cujo valor não exceda 40 salários mínimos podem ser ajuizadas perante os juizados especiais cíveis; nessas ações, nem sequer é necessário estar assistido por advogado (se o valor da indenização pleiteada for igual ou inferior a 20 salários mínimos, atualmente R$ 15.760). Além disso, não há cobrança de custas judiciais nem se a demanda for julgada improcedente, bem como condenação ao pagamento de honorários ao advogado da parte contrária (a não ser que o juiz reconheça a litigância de má-fé). Caso haja recurso da sentença, aí, sim, a parte vencida será condenada a pagar custas e honorários advocatícios. 

O professor é pessoalmente responsável pelos danos que causar no exercício das suas funções. Por isso, é melhor ficar esperto e pensar duas vezes antes de seguir as recomendações do MEC. Na dúvida, vale consultar um advogado. 
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(*) Miguel Nagib, advogado, é coordenador do Escola sem Partido.
Fonte: "Gazeta do Povo", 6-9-2015:
http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/a-ideologia-de-genero-no-banco-dos-reus-2jbsz8k92cse5z6f5721cc8f0

26 de agosto de 2015

Vitória! PME é aprovado definitivamente em São Paulo sem a nefasta "Ideologia de Gênero"

Na Câmara Municipal de São Paulo, os vereadores, por maioria absoluta, aprovaram o “Plano Municipal de Educação” no último dia 25. A absurda “Ideologia de Gênero” não foi inserida no PME (Foto: Roney Domingos/G1).

Edson Carlos de Oliveira

Neste dia 25 de agosto, as famílias paulistanas obtiveram uma grande vitória em defesa do futuro moral de nossas crianças. O plenário da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em maioria absoluta, um substitutivo no qual os termos da Ideologia de Gênero não foram inseridos.

Todas as emendas apresentadas pela Vereadora Juliana Cardoso (PT) — que procurava reintroduzir termos como “Identidade de Gênero”, “nome social ” [para os LGBT, é claro], entre outros — foram reprovadas em bloco junto com outras emendas de diversos vereadores. Depois a Vereador Juliana Cardoso reclamou que a Ideologia de Gênero se tratava de “uma mentira” de grupos católicos que na época da ditadura falavam que “comunista comia criancinhas“. 

Toninho Vespoli (PSOL) afirmou em seu discurso final que tem certeza que professores da rede pública irão ensinar a questão de “gênero”, mesmo que o termo não tenha sido contemplado na redação final. 

Logo após o presidente do plenário ter confirmado o resultado da votação, Marcio Coutinho, representante do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira no local, junto com outros membros da Ação Jovem do Instituto, puxou o brado: “O Brasil é… Terra de Santa Cruz!”. O estandarte do Instituto era facilmente observado ao lado do painel eletrônico de votação (foto acima). Alegramo-nos de ter participado desta batalha e desta vitória, junto a diversas entidades católicas beneméritas, que desde o início da tramitação estiveram mobilizadas e alertas. 

O PME segue agora para aprovação do prefeito Haddad. 

A campanha de envio de e-mails aos vereadores de São Paulo, que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu, contou com 48.174 mensagens enviadas. Parabéns a todos que colaboraram. 

Plano Estadual de Educação (PEE) – Vigilância! 

Mesmo conseguindo retirar definitivamente o “Gênero” do Plano Municipal da capital não podemos permitir que ele seja incluído no Plano Estadual de São Paulo que está em tramitação! 

Enquanto toda a atenção estava voltada para as votações do Plano Municipal de Educação (PME) de São Paulo a nefasta Ideologia de Gênero foi incluída também no Plano Estadual de Educação (PEE). 

Voluntários da Ação Jovem do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira estiveram presentes em uma audiência pública convocada pela bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo no último dia 12/08 e viram o projeto que eles estão querendo impor para nossas crianças! 

Por este motivo estamos lançando uma nova campanha de envio de e-mails pedindo, desta vez aos Deputados Estaduais que retirem toda e qualquer menção na redação final do PEE à Ideologia de Gênero

“Gênero”, “identidade de gênero”, “transsexualidade”, “orientação sexual”, e “diversidade sexual”, são exemplos destes termos e mesmo a “educação sexual” a qual é reservada à família e não à escola.

Mande agora mesmo, em apenas dois clicks, sua mensagem aos 94 deputados e não permita o ensino da Ideologia de Gênero nas escolas públicas e privadas do estado de São Paulo! [click aqui]
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Com essa ameaça, saiba como proteger seu filho contra o ensino da Ideologia de Gênero nas escolas. 

Mais de 90% dos municípios brasileiros rejeitaram inserir termos da Ideologia de Gênero no texto final dos Programas Municipais de Educação (PME). Mesmo assim, os militantes de gênero afirmam que irão ministrar aulas com o tema para seus alunos. 

Diversos parlamentares já alertaram que não basta ganhar a batalha nas Câmaras, os pais devem estar atentos sobre as matérias que seus filhos recebem nas escolas. 

Para auxiliar os pais, Guilherme Schelb, mestre em Direito Constitucional e Procurador da República, ensina como fazer uma notificação extra-judicial aos diretores de escolas, tanto públicas quanto as particulares, e apresenta um modelo do documento: 

Link para fazer o download do "Modelo de notificação extra-judicial":
www.bit.ly/protegerfamilias



15 de agosto de 2015

“Teoria de Gênero” e bafo de Satanás

Revista Catolicismo, nº 776, agosto/2015

Como é possível que se tenha chegado ao absurdo ululante, ao disparate total, à negação da natureza, afrontando despudoradamente as evidências mais claras e objetivas, como essa perniciosa invencionice chamada “Teoria de Gênero”? 

Então a criança que nasce com todas as características próprias de um menino, ancoradas na natureza, poderia ser considerada menina? E a menina viria a ser um menino? E haveria ainda diversos outros gêneros! 

Estupidez ou má fé? 

Por mais que haja gente asnática e imbecilizada, e a espécie não é tão rara, entretanto não foi dado ao ser humano levar a estupidez tão longe a ponto de achar que a Mariazinha pode ser um menino e que o Chiquinho possa ser menina. A imbecilidade humana não comporta tal extremo. 

A maldade humana, esta sim, pode chegar a radicalismos insuspeitados, sobretudo quando se deixa inspirar pelo demônio e adere a ele. 

Ora, ao que a “Teoria de Gênero” conduz, antes de qualquer modificação física, é a uma mudança mental nas pessoas. É a alma que deve mudar. Uma mudança tão medular e desmedida que dela resulte uma espécie de infra-homem, do qual a lógica tenha sido totalmente extirpada, os conceitos mais elementares abolidos, e extintas as evidências mais palpáveis. Fabrica-se assim um ser ex-humano que não seja mais capaz de pensar, analisar ou julgar. Robô perfeito para ser conduzido pela propaganda e por manobras parapsicológicas.

Atingido esse patamar infra-humano, espera-se, talvez, nesses mesmos laboratórios psicológicos nos quais a “Teoria de Gênero” foi urdida, ter desconstruído a própria ideia de ser humano, e a partir de então criar o “homem novo”, já anteriormente esboçado pelas correntes comunistas, nazistas e por certos veios ecologistas. 

A obra do Deus criador teria sido vulnerada em seu âmago, nem homem nem mulher, e em seu lugar uma nova “criação”, diferente e oposta àquela que nos é revelada no Livro do Gênesis. 

O demônio odeia a Deus, mas como é totalmente impotente para O atingir, volta seu ódio contra a natureza humana, feita à imagem e semelhança do Criador, para conspurcá-la e infeccioná-la com sua baba imunda. Como alguém que, odiando muito determinada pessoa, mas não podendo alcançá-la pelo fato de ela residir em outro continente, atira-se contra sua fotografia, cobre-a de imundícies e depois a rasga em pedaços.

Essa face religiosa da “Teoria de Gênero” é o seu aspecto mais sinistro e profundo, e explica por que seus arautos põem tanto empenho em que as crianças em idade escolar sejam nela doutrinadas, a fim de (de)formar os futuros adultos segundo os novos parâmetros. 

E explica também por que tantas reações nobres e boas se levantaram indignadas contra esse atentado às mentes infantis, pois muitas pessoas, mesmo quando não chegam a uma explicitação cabal dos males aí contidos, têm a consciência de sua própria natureza conspurcada, sentem no ar o nauseabundo bafo de Satanás e o repelem. É um embate digno dos Últimos Tempos. 

Nossa Senhora, de um lado, chora ao presenciar tão grande pecado contra a natureza humana criada por Deus. Mas, de outro lado, Ela dá lucidez, força e coragem a seus filhos e seguidores para lutarem sem esmorecer e até o fim. 

Ipsa conteret. Ela esmagará!

10 de agosto de 2015

Conferência sobre Ideologia de Gênero

Em evento promovido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, os participantes debateram a respeito dos preceitos antinaturais dessa absurda ideologia 


Nilo Fujimoto

Realizou-se no dia 6 de agosto no Clube Homs, na capital paulista, a exposição de um tema que tem despertado enorme interesse: “Por que devemos ser contra a Ideologia de Gênero”


Expuseram-no com clareza, segurança e vivacidade próprias de especialistas na matéria, a Dra. Isabella Mantovani de Oliveira [na foto, à esquerda] e a Profª. Fernanda Takitani [à direita], atraindo muito a atenção do público.

Os demais componentes da mesa foram S.A.I.R. Dom Bertrand de Orleans de Bragança; Dr. Adolpho Lindenberg, presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira; Dr. Caio Vidigal Xavier da Silveira, presidente da Federação Pró-Europa Cristiana; e o Dr. Mario Navarro da Costa, diretor do Bureau da TFP norte-americana em Washington. 


A sessão foi aberta pelo Dr. Adolpho Lindenberg [foto], que destacou a atualidade do tema, tendo em vista particularmente incentivar a reação ao procedimento do Ministério de Educação e Cultura, que tenta implantar tal ideologia nas escolas de ensino fundamental, através do Plano Nacional de Educação (PNE).



A Dra. Isabella Mantovani de Oliveira ressaltou a armadilha montada pelos “ideólogos de gênero” para tentar introduzir essa antinatural teoria em nosso País. 

O Ministério da Educação tem a atribuição de formular em cada década o Plano Nacional de Educação, “que dá todo o direcionamento da educação das crianças. [...] Uma geração está sendo formada, forjada dentro de uma ideologia”, explicou ela. 

Em seguida, destacou a palestrante a atuação de pessoas que começaram a reagir contra essa imposição, “para espanto dos ideólogos de gênero”. Tal ação se levantou “com força, com argumentos; foi ao Congresso Nacional”. E o resultado foi que os “parlamentares se assustaram de ver como a nossa sociedade estava atenta aos acontecimentos”. Então, no Congresso Nacional “O PNE foi votado sem a Ideologia de Gênero”.


“Foi a primeira vez na História, em todo mundo, que a Ideologia de Gênero foi derrotada em um país. [...] Mas como os ideólogos de gênero têm uma agenda a cumprir”, acentuou a Dra. Isabella. Agiram eles através do Conselho Nacional de Educação, impondo a inclusão do tema no currículo escolar dos estados e dos municípios, ignorando a derrota na votação no Congresso: uma armadilha para tentar a inoculação do veneno pelas capilaridades. 

Entretanto, a surpresa aumentou quando, em mais de 90% dos municípios que já votaram o PNE, a inclusão da Ideologia de Gênero foi rejeitada. Os estados ainda devem votar os respectivos Planos Estaduais de Educação.

A expositora também destacou a argumentação irretorquível que tem sido apresentada aos que se utilizam da falsa justificativa do preconceito para introduzir a Ideologia de Gênero, cuja essência consiste na destruição da família e da sociedade. Observou ainda que “as pessoas estão atentas e sensíveis ao bem e à verdade. Embora muitos queiram nos fazer crer que tudo está perdido, não está.”

E indicou um programa de ação: “Nosso trabalho agora é formar a opinião pública. Entender e esclarecer as pessoas. Por isso, parabenizo todo o trabalho do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira que batalha incansavelmente para conscientizar a opinião pública”



A Profª. Fernanda Takitani [à direita], expôs o conteúdo da Ideologia de Gênero, visando esclarecer também quem são e o que desejam os que a propagam. 

Segundo a definição que consta de documento da Conferência Episcopal de Portugal, a qual elaborou estudo sobre a matéria, “essa teoria ultrapassa a distinção entre sexo e gênero, forçando a oposição entre natureza e cultura”. Ou seja, ninguém nasceria homem ou mulher, sendo esta distinção produto da cultura, negando-se assim a biologia e a ordem natural do ser humano. 

A palestrante demonstrou ainda que a família é o alvo da Ideologia de Gênero, sendo a maternidade o fator intransponível de diferenciação entre homem e mulher; por isso, tal ideologia ataca. Classificou a identidade sexual autodefinida como revolta contra a realidade, em oposição ao sexo biológico.


Ilustrando sua exposição com slides, a Profª. Fernanda apontou como origem da Ideologia de Gênero o movimento feminista que visa acabar com a família e nega a complementaridade entre o homem e a mulher. Revelou que as feministas mais ideologizadas adotam a doutrina marxista sobre as relações entre os dois sexos, cuja complementariedade atacam porque, segundo elas, de tais relações é que se origina a família.


Ela observou que o feminismo foi se basear em Marx, para o qual a família constitui o grande entrave ao processo revolucionário, princípio olvidado pelo leninismo, foi retomado pelo feminismo na década de 60. 

Em determinado momento, as feministas se dividiram, surgindo então um novo feminismo, o qual afirma que nem mesmo a distinção de sexos deveria existir, conforme seguinte texto do livro da autora Shulamith Firestone: “E como o objetivo final da revolução socialista não era a eliminação do privilégio da classe econômica, mas a distinção de classe, em si, do mesmo modo o objetivo final da revolução feminista, ao contrário do primeiro movimento feminista, não é só a remoção do privilégio masculino, mas a própria distinção de sexo.” 


A expositora explicou como a partir da aplicação dos princípios marxistas e hegelianos na concepção do feminismo, atingiu-se o abismo da aceitação do aborto, da pedofilia e do incesto.

A propaganda de gênero utiliza palavras-talismãs, pregando o direito à autonomia das crianças (pedofilia) e a liberação sexual delas. A erotização de tudo resulta na extinção da própria família. 

A Profª. Fernanda alertou ainda para o perigo que representa a presença cada vez maior do Estado na educação, visando igualmente a destruição da instituição da família.

O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança [foto] encerrou a sessão, que foi muito apoiada pelo numeroso público. Após citar ensinamentos do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, salientou motivos de esperança para a obtenção da vitória sobre a Ideologia de Gênero, pois Nossa Senhora prometeu o triunfo de seu Coração Imaculado àqueles que combatem sob sua proteção.


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