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6 de março de 2017

CONVITE

Palestra: 

UTOPIA IGUALITÁRIA — Aviltamento da dignidade humana 


Adolpho Lindenberg irá expor em sua conferência no Club Homs, no próximo dia 16 (quinta-feira), que a ditadura do igualitarismo constitui violento atentado à ordem natural das coisas e discorrerá a respeito do papel e da extensão da utopia igualitária moderna, na vida do homem do século XXI. 

O expositor — que é presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, Arquiteto, Fundador da Construtora Adolpho Lindenberg — demonstrará que a hierarquia social não é uma “cascata de desprezos”, mas sim um fator de harmonia e concórdia entre classes sociais distintas. 

A manifestação de superioridade de um homem em relação a outro é sempre chocante, ofensiva, revoltante? A superioridade gera necessariamente uma opressão do superior sobre o inferior, como afirmam os marxistas? A libertação desse jugo não requer a eliminação progressiva de todas as superioridades? 

Os contrastes entre os muito ricos e os muito pobres não são de molde a nos afrontar e despertar vontade de alterar o atual establishment? Não somos todos filhos de Deus, não partilhamos da mesma natureza, não temos os mesmos direitos? Deus, que é Pai e é bom, amando todos os seus filhos, pode aprovar a existência de desigualdades de classes, de fortuna, de saúde, e tantas outras? O aforismo segundo o qual se dois seres forem totalmente iguais um deles é supérfluo, é verdadeiro ou falso? 

Tais perguntas — que ouvimos com frequência e indicam o quanto a utopia igualitária influencia a mentalidade do homem moderno — serão respondidas por Adolpho Lindenberg, que recentemente lançou a obra com o título em epígrafe. Ele sustenta que a ditadura do igualitarismo constitui um violento atentado contra a liberdade e a própria dignidade da pessoa humana.

Para se inscrever, gratuitamente, a fim de assistir tal conferência, click no seguinte link: 





Data:   16 de março de 2017
Horário:   19h
Local:   Clube Homs (Av. Paulista, 735)
São Paulo – Capital






25 de janeiro de 2017

PETIÇÃO PARA GARANTIR A VIDA DO NASCITURO

Contra a decisão do STF, que permitiu o aborto até o 3º mês de gestação, uma das faixas ostentadas na manifestação na Av. Paulista no dia 4 de dezembro de 2016

Inciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promove abaixo-assinado a fim de se obter um Projeto de Emenda Constitucional (PEC) para garantir a vida do nascituro desde a concepção 


Na tripartição dos poderes, proposta por Montesquieu e aplicada por aqui, cabe ao parlamento legislar, incorporando as demandas da sociedade às leis do país. Ao judiciário, cabe julgar os fatos, aplicando as leis que foram votadas pelo parlamento. 

Não cabe ao judiciário criar leis segundo critérios de seus integrantes, muitos deles influenciados pela onda do “politicamente correto”. A função de criar leis é do legislativo, cujos integrantes foram votados em eleições e recebem, com isso, um mandato para representar a vontade de seus eleitores. Ao menos, assim deveria ser em uma democracia. 

Infelizmente, não é isso que temos visto no Brasil. 

Uma recente decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) cria jurisprudência — uma decisão que pode ser citada por outros juízes e tribunais como um precedente — para possibilitar que o aborto seja permitido em todo o território nacional até os três meses de vida do bebê.

Já a legislação nacional, votada pelo Parlamento, é taxativa ao considerar o aborto como crime em qualquer momento da gestação. Mas aqueles que deveriam velar pelo cumprimento estrito da lei, interpretando-a segundo a intenção de quem a promulgou, consideraram-na inadequada para o contexto social em que vivemos. 

Tratou-se, então, de interpretá-la segundo os critérios mais amplos da Constituição. Tão amplos como amplos são os conceitos de “direitos humanos”, “igualdade” etc. 

Se a interpretação pode ir contra a vontade do legislador e até mesmo contra a própria letra da lei, de que importa a lei? Torna-se um mero dispositivo que será usado pelo seu intérprete para impor uma nova concepção de sociedade, mesmo que em oposição à esmagadora maioria da população a quem ambos, em uma democracia, devem servir, tanto o legislador e sua lei, como o juiz, que é o seu intérprete. 

O voto vencedor foi proferido pelo Min. Luís Roberto Barroso, o mesmo que, em algumas ocasiões, disse que caberia ao STF o papel de uma vanguarda iluminista. Sobre isso, caberia perguntar: a quem serve essa vanguarda iluminista? 

Participe do abaixo-assinado 

Jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, empregando seus dias de férias escolares, em Caravanas percorrem regiões do Brasil para coletar assinaturas para a mencionada PEC. Mas você também pode participar por meio do link abaixo. Preencha o formulário, coloque seu nome e compartilhe essa petição. Vamos fazer algo para barrar a tal “vanguarda da morte” e, assim, garantir a vida do inocente no ventre materno! 


[texto do abaixo-assinado] 

SENHORES CONGRESSISTAS, 
tendo em vista as inúmeras tentativas de liberar ou de ampliar o aborto no Brasil, seja através de decisões judiciais ou de projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional; 
tendo em vista que o aborto voluntário constitui um assassinato de uma criança inocente, uma grave violação da Lei Natural e da Lei de Deus, sendo contrário ao desejo da imensa maioria de nossa população.
Nós, abaixo-assinados, solicitamos que seja aprovada uma emenda constitucional que proteja a vida das crianças que ainda estão no ventre materno. 
Nesse sentido, pedimos que o aborto continue proibido em nosso País para garantir a vida do nascituro, sem permitir que sejam ampliados os casos em que o aborto, pela legislação atual, não é punido. 
Senhores Congressistas, nascer também é um direito, um direito fundamental, e precisa ser defendido em nossa Constituição de forma clara, para que não se torne mais um dos direitos negligenciados e para que, em nosso Brasil, seja a defesa da vida dos indefesos uma das estrelas que brilham, em nosso firmamento, ao lado do Cruzeiro do Sul. 

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Não deixe de assinar. Click aqui:

11 de novembro de 2016

Como ser fiel apesar da infidelidade?


Paulo Roberto Campos

Abaixo, algumas fotos da excelente conferência pública proferida ontem por José Antonio Ureta, membro da TFP francesa, no Club Homs da capital paulista. 

Como o tema é muito profundo e delicado, envolvendo numerosos pormenores, apenas en passant digo uma palavra sobre o conteúdo da conferência, que, certamente em breve, estará disponível no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, que promoveu o evento. 

O conferencista [foto] iniciou fazendo uma correlação “picante”, do tema que desenvolveria, com o livro do Padre Nicola Bux (2010) cujo título é provocador: “Como ir a missa e não perder a fé”. Ele disse que o leitmotiv de sua palestra — para se expressar de modo não “politicamente correto” — poderia ser: “Como assistir ao Pontificado do Papa Francisco sem perder a fé”. 

Apesar da crise atual na Igreja — na linha do “misterioso processo de autodemolição”, segundo o Papa Paulo VI — Ureta fundamentou bem a assistência do Espírito Santo à Igreja, o que garante sua perenidade. 

Entretanto, nem a indefectibilidade e a infalibilidade da Igreja, impedem que a Hierarquia católica possa acabar por favorecer o erro e até mesmo a heresia. O que não justifica nenhuma infidelidade do católico, mesmo estando muito perplexo com o que tem assistido nesses últimos tempos. Disso, apenas dois exemplos recentíssimos: as homenagens no Vaticano e em Lund (Suécia) ao heresiarca Lutero e o incentivo à luta de classes marxista aos movimentos de esquerda, como o MST, também no recinto do Vaticano. 

Na exposição, o membro da TFP francesa lembrou o lema de Paris: “Fluctuat nec mergitur” (“Sou batido pelas ondas, mas não afundo”) — referência ao barco que figura no brasão da Cidade Luz. Aplicando à Igreja, se poderia dizer como Santo Agostinho: “Esta é a Igreja santa, Igreja una, Igreja verdadeira, Igreja católica que combatendo sempre contra todas as heresias, tem que lutar, mas não poderá jamais ser vencida”. 

Simplificando muito, a seguir, apenas os títulos, por assim dizer, das cinco partes desenvolvidas na importante conferência: 
1 — O marco teológico que fundamenta as considerações expostas; 2 — Rápida resenha de alguns exemplos históricos de graves crises na Igreja em seu passado; 3 — Descrição do “caos” que se agravou na Igreja a partir do atual Pontificado; 4 — Algumas iniciativas de resistência a esse caos por parte de prelados e leigos; 5 — Orientações práticas de sobrevivência para os católicos perplexos. 
*       *       * 
Insisto que as breves linhas deste post visam apenas oferecer um avant-goût para nossos leitores não deixarem de assistir, dentro de alguns dias, a própria conferência no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Com certeza, ela auxiliará os católicos perplexos com a atual situação, pois ao mesmo tempo em que contamos com a garantia de que as “portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, ficamos aflitos com tal situação de crise. Apesar de tudo, temos que permanecer firmes na Fé Católica quando vemos a “barca de Pedro” num mar encapelado, à noite e em meio à tempestade. Ela não submergirá!

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[Para percorrer a "galeria de fotos", 
click na primeira imagem]






Coube ao Dr. Eduardo de Barros Brotero a abertura do evento

Da esq. p/a direita: José Antonio Ureta, Padre David Francisquini, Eduardo de Barros Brotero, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Luis Eduardo Dufaur, Anselmo de Barcelos Coura (da TFP italiana).

 






  
 
 
Dom Bertrand de Orleans e Bragança, que pronunciou as palavras de encerramento do evento



Os presentes assinaram uma carta que será enviada a Dom Raymundo Damasceno, Arcebispo de Aparecida, pedindo-lhe não permitir a presença da Imagem de Nossa Senhora Aparecida numa escola de samba no próximo carnaval, o que caracterizaria uma profanação da Sagrada Imagem.
 









8 de novembro de 2016

CONVITE PARA CONFERÊNCIA — Sobreviver na atual crise da Igreja


A respeito das calamidades na fase pós-conciliar da Igreja, é de fundamental importância o depoimento histórico do Papa Paulo VI na Alocução Resistite fortes in fide (29 de junho de 1972). Referindo-se à crise em consequência de “um processo de autodemolição” da Igreja, o Papa afirmou que “por alguma fissura tenha entrado a fumaça de Satanás no templo de Deus [...]. Também na Igreja reina este estado de incerteza. Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia ensolarado para a História da Igreja. Veio, pelo contrário, um dia cheio de nuvens, de tempestade, de escuridão, de indagação, de incerteza” (cfr. Insegnamenti di Paolo VI, Tipografia Poliglotta Vaticana, vol. X, pp. 707-709). 

Tal crise parece estar chegando ao auge, especialmente com confusões que afloraram após os dois recentes Sínodos sobre a Família e a publicação da exortação apostólica Amoris laetitia. Isso deixou milhões de católicos perplexos, por exemplo, diante da perspectiva da concessão de absolvição sacramental e da comunhão a casais divorciados em “segunda união”. 

Quando Nosso Senhor Jesus Cristo instituiu a Santa Igreja Ele prometeu: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16, 18). Após dois mil anos de História da Igreja, constata-se que foi em vão que sucessivos inimigos tentaram destruí-la com ataques externos. Hoje, porém, crises internas, prevaricações, divisões etc. são de molde a fazê-la soçobrar nos seus fundamentos.

Entretanto, temos a certeza de que Nosso Senhor vela pela Santa Igreja e que os atuais auto-demolidores nos diversos graus da Hierarquia não prevalecerão. Apoiada na fé inquebrantável dos católicos fiéis nas fileiras do Clero e do laicato, sobranceira a Igreja seguirá seu curso como que afirmando o que Plinio Corrêa de Oliveira escreveu em sua obra “Revolução e Contra-Revolução”:

“Alios ego vidi ventos; alias prospexi animo procellas, poderia ela dizer ufana e tranquila em meio às tormentas por que passa hoje. A Igreja já lutou em outras terras, com adversários oriundos de outras gentes, e por certo enfrentará ainda, até o fim dos tempos, problemas e inimigos bem diversos dos de hoje”.(*)

Por iniciativa do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, virá à capital paulista para proferir conferência um especialista que acompanha meticulosamente o que ocorre no cerne da Igreja. Ele fará uma palestra no próximo dia 10 (Quinta-Feira). Trata-se de José Antonio Ureta, chileno, pesquisador e conferencista, que reside atualmente na França e é membro da comissão de estudos da TFP Francesa. 

Não perca esta importante conferência na cidade de São Paulo:

Data: 10 de novembro de 2016 
Horário: 19:00 hs  
Local: Clube Homs (Av. Paulista, 735) 

Inscreva-se já, gratuitamente, para a Conferência promovida pelo 
Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
por meio do seguinte link:


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(*) "Alios ego vidi ventos; alias prospexi animo procellas” (“Eu vi outros ventos, e contemplei outras tempestades”, in Cícero, 159-190 a.C).

16 de outubro de 2016

A “Revolução Cultural” investe impetuosamente contra a Família

A desagregação da Família em nossos dias avança implacavelmente devido a uma “Revolução Cultural” que promove os piores costumes. Para citar apenas um exemplo: a absurda e antinatural “Ideologia de Gênero” que vem sendo imposta apesar das reações surgidas de norte a sul do Brasil.

Para auxiliar os pais e mães a se defenderem e a melhor protegerem suas crianças, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira convidou o Desembargador Ricardo Henry Marques Dip [foto] para uma exposição aos interessados. 

Dr. Ricardo Dip é um dos maiores especialistas do sistema de Notas e Registros Públicos, Presidente da Seção de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).

Click no link para fazer sua inscrição a fim de participar gratuitamente do evento:

Local: Club Homs 
Endereço: Av Paulista, 735 — São Paulo (SP) 
Horário: 19:00 hs.

16 de julho de 2016

A Amoris laetitia abre os braços da Igreja e da sociedade para a demolição programada do casamento e da família

PRONUNCIAMENTO DO 
INSTITUTO PLINIO CORRÊA DE OLIVEIRA 

A Amoris laetitia abre os braços da Igreja e da sociedade para a demolição programada do casamento e da família 



Apelo aos Prelados e aos movimentos leigos silenciosos 


Papa Francisco assinando a Amoris Laetitia
Face às sérias reservas e objeções apresentadas por personalidades da Igreja e do laicato católico à Exortação Apostólica Amoris Laetitia (AL) [foto ao lado], e dada a crescente confusão que esse documento vem semeando nos espíritos em temas de moral familiar, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira julgou seu dever se pronunciar publicamente a respeito. No dia 16 de julho, festa de Nossa Senhora do Carmo, ele emitiu uma declaração pública sob o título acima. 

Integrado por leigos católicos, o Instituto tem-se empenhado desde sua fundação na defesa da instituição da família, alvo central da ofensiva revolucionária no século XXI.

O documento lembra os quase 900 mil fiéis do mundo todo, incluindo Cardeais, Arcebispos e Bispos, que enviaram ao Papa Francisco uma “Filial Súplica”, na qual Lhe pediam respeitosamente que não permitisse “a relativização do próprio ensinamento de Jesus Cristo” no tocante à família. Após a publicação de Amoris laetitia esse escol da população católica mundial só experimentou o gosto amargo da decepção. O Papa Francisco, tão pródigo em receber e afagar acatólicos e até anticatólicos do mundo todo, não teve uma palavra para esses fiéis. 

Grave ruptura com o ensinamento de Igreja – Relativização do Decálogo 

Caberia esperar que um documento pontifício dedicado à família advertisse sobre essa gravíssima ameaça. Mas, pelo contrário, na AL se encontra uma indissimulada mudança fundamental na prática pastoral relativa aos chamados “casais irregulares”, e em particular os divorciados ditos “recasados”, permitindo que sejam absolvidos na confissão e recebam a Sagrada Comunhão, com a única ressalva de que seja “caso a caso”, conforme o “discernimento” do sacerdote. 

Autorizadas figuras da Igreja e do laicato têm denunciado que tal mudança não é apenas disciplinar, mas implica grave ruptura com o ensinamento tradicional da Igreja. E pedem, portanto, a revogação da AL, pedido com o qual o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira se solidariza fundamentadamente. Isso se dá enquanto eclesiásticos progressistas aplaudem calorosamente a AL. O cardeal Cristoph Schönborn, ao apresentar oficialmente o texto, regozijou-se porque este “supera” a divisão — que ele julga “artificial”— entre uniões ditas regulares e irregulares, ou seja, lícitas e pecaminosas. 

De fato, conforme às circunstâncias, o concubinato e o adultério (a AL evita as palavras, mas o sentido é claro) poderiam até constituir para a AL uma “doação” a Deus!; e nessas situações de pecado haveria inclusive “sinais de amor” que “refletem de algum modo o amor de Deus”. Com essa linguagem insidiosa, não apenas perdem sua validade prática o 6° e o 9° Mandamentos (“Não cometerás adultério” e “Não desejarás a mulher do teu próximo”), mas é toda a ordem natural e divina sintetizada no Decálogo que fica relativizada, em nome de uma apreciação subjetiva das circunstâncias.

Um novo modelo familiar anti-hierárquico

Gravemente questionável é também o modelo “comunitário” de família proposto pela AL, que abunda em alusões negativistas e depreciativas à família tradicional baseada na autoridade paterna, enquanto apresenta a figura idílica de um modelo familiar igualitário, que despoja o marido de sua função de chefe de família e dilui o princípio de autoridade.

Ademais, desvaloriza o preceito de São Paulo, “as mulheres sejam submissas a seus maridos” (Ef. 5: 22), aduzindo ser uma mera “roupagem cultural” da época. E nisto se contrapõe à doutrina católica magistralmente exposta na Encíclica Casti Connubi de Pio XI [quadro ao lado], que ensina ser imutável a ordem hierárquica na família. 
A instituição da família é um dos fundamentos da civilização cristã.
“Em nenhum tempo e lugar é lícito subverter ou prejudicar a estrutura essencial da própria família e a sua lei firmemente estabelecida por Deus” (Papa Pio XI)

Evolucionismo antropológico – inversão da ordem nas finalidades do casamento 

Tanto a relativização do adultério quanto o novo paradigma familiar preconizado pela AL se justificariam por uma suposta “mudança antropológica” que estaria a requerer “soluções mais inculturadas”, conforme o grau evolutivo dessa mudança em cada lugar. O cardeal Kasper, principal inspirador da AL, traz exemplos dessa “inculturação”, nos quais o sentimentalismo e o subjetivismo erigem-se em critério para admitir divorciados “recasados” aos Sacramentos. 

Afastando-se do modelo tradicional e institucional do matrimônio e aproximando-se do modelo individualista contemporâneo, no qual o vínculo matrimonial fica reduzido a um mero reconhecimento social e legal do afeto mútuo do casal, a AL consagra uma radical inversão na hierarquia dos fins do matrimônio, ao sustentar que este seria “em primeiro lugar”, uma “comunidade da vida e do amor conjugal”. Esta afirmação contradiz frontalmente o ensinamento magisterial da Igreja compendiado na Casti Connubi, de que o casamento “tem por fim primeiro e íntimo, não o aperfeiçoamento pessoal dos esposos, mas sim a procriação e a educação da nova vida. Os outros fins, embora sendo igualmente queridos pela natureza, [...] lhe são essencialmente subordinados”.

Nesse sentido, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira faz notar que, ao se rebaixar a finalidade procriativa do casamento a um segundo lugar e dar a primazia ao “compromisso público de amor”, até os indivíduos LGBT poderão alegar que eles também se “amam”, e reclamar assim um status matrimonial!

Legítima e respeitosa resistência – Apelo aos Prelados silenciosos 

São Pedro ensina que é preciso 
“obedecer a Deus antes que aos homens” (At. 5, 29)
Em conclusão de sua pormenorizada e documentada análise, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira assinala que, ante um texto tão próprio a desorientar os fiéis e a diluir neles a adesão aos ensinamentos morais da Igreja, “por um dever de consciência e com todo o respeito que merecem a investidura e a pessoa do Sumo Pontífice, vemo-nos obrigados a externar publicamente os graves reparos que o documento suscita em nós”, e “dizer lealmente ao Papa Francisco que não podemos em consciência aceitar os enunciados, a disciplina sacramental e as propostas pastorais da Amoris laetitia que vimos questionando aqui”.

Ao dar este passo de “legítima e respeitosa resistência” aos pontos da AL conflitantes com a doutrina da Igreja, os membros do Instituto em seu documento afirmam que se sentem amparados no ensinamento de São Pedro, de que é preciso “obedecer a Deus antes que aos homens” (At. 5, 29); bem como no exemplo de São Paulo, que “resistiu em face” ao mesmo São Pedro (Gal. 2, 11), precisamente a propósito de erros disciplinares que este propunha; e também pelo Direito Canônico, que no cânon 212 § 3 consagra o direito, e por vezes o até dever, de expor respeitosamente a discordância da Autoridade eclesiástica. E acrescenta o documento: “Pela similitude de situações, adotamos aqui a afirmação do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira na conclusão de seu famoso manifesto de Resistência à política de distensão do Vaticano com os governos comunistas: ‘Esta explicação se impunha. Ela tem o caráter de uma legítima defesa de nossas consciências de católicos’”

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira conclui instando aos Prelados e movimentos até aqui silenciosos a “dissipar a confusão doutrinária reinante”, e reafirmar “publicamente e por todos os meios ao seu alcance, os ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Santa Igreja” sobre a natureza divina e irreformável do matrimônio, seu caráter indissolúvel, a primazia da procriação sobre as demais finalidades do casamento, a estrutura hierárquica da família, e “a impossibilidade de se dar a absolvição sacramental e a Sagrada Comunhão aos que se obstinam em viver publicamente numa situação objetiva de pecado”

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Recomentamos a leitura da íntegra do documento em: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

8 de maio de 2016

Zika vírus: jogo para a legalização do aborto?


Nelson Ramos Barretto 

No dia 28 de abril último o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu no Club Homs, situado na Avenida Paulista, a conferência “O zika vírus na berlinda”, a cargo da Dra. Elizabeth Kippman, ginecologista obstetra, e do jurista Dr. Paulo Leão, os quais demonstraram que a infecção causada pelo zika não tem relação provada com o surto da microcefalia no Brasil.

Antes da conferência muitos pareciam céticos quanto à afirmação de que o mosquito aedes aegypti e o zika não fossem de fato os vilões da microcefalia. Com tanta publicidade na mídia, imaginava-se que tudo estivesse comprovado. Inclusive, muitas grávidas já estavam viajando ao exterior para dar à luz com mais segurança. Falava-se até em ampliar as causas não penalizadas de aborto! 


O presidente do Instituto, Dr. Adolpho Lindenberg [foto], abriu a sessão saudando os palestrantes e os presentes, e manifestando sua alegria pelo fato de um determinado grupo de pessoas constituir um público constante nos eventos realizados no Club Homs. 

À medida que a primeira conferencista, a Dra. Elizabeth Kippman [foto abaixo], desenvolvia com segurança e conhecimento o tema, expondo gráficos e mapas, o ceticismo ia sendo substituído por uma indignação diante da manipulação do noticiário e dos corifeus abortistas. 


Numa exposição muita didática, a Dra. Elizabeth explicou primeiramente as várias causas da microcefalia, mostrando que não há prova de que ela seja provocada pelo zika vírus; e depois as doenças transmitidas pelo aedes aegypti, como a dengue, a chikungunya e o zika. Assim, no mapa do Brasil com incidência de zika, o Mato Grosso aparece em primeiro lugar e o Nordeste em último. Pelo contrário, no mapa com ocorrência da microcefalia, o Nordeste está disparado na frente, especialmente Pernambuco, enquanto Mato Grosso nem sequer aparece... 

Então, qual seria a causa da ocorrência de microcefalia em Pernambuco? 


A provável resposta veio com a eloquente exposição do Dr. Paulo Leão [foto]. Ele levantou a questão da tríplice vacina utilizada para sarampo, coqueluche e rubéola, a qual não poderia ter sido aplicada em gestantes, ou, pelo menos, três meses antes da gestação. Tal restrição consta dos avisos do laboratório fabricante da vacina. Parece que não houve essa cautela na campanha de vacinação. 

O Dr. Paulo citou a opinião abalizada do Dr. Plinio Bezerra dos Santos Filho, com PhD nos Estados Unidos, que realizou estudos e assinou denúncia junto ao Ministério Público. Uma denúncia de crime praticado contra a população brasileira por uma sequência de erros e procedimentos grosseiros do Ministério da Saúde, do SUS, de seus institutos associados e autoridades constituídas, que provocaram e continuam provocando a atual crise de microcefalia em todo o Brasil. Uma análise mais detalhada e específica de dados e fatos referentes ao estado de Pernambuco acompanha a denúncia, segundo a qual a crise de microcefalia que surgiu nessa unidade da Federação, com um pico máximo de casos em novembro de 2015, não se deve ao vírus zika e nem é uma epidemia. Ademais, existem quatro fatos-causa principais que explicam claramente os dados, números de casos e períodos das notificações.

Outro fato curioso: embora os Estados Unidos fossem há alguns anos o país com o maior índice de microcefalia, lá entretanto não havia surto de aedes aegypti, nem tampouco de zika. Este vírus mais recentemente foi objeto, no Suriname, de um estudo por uma equipe internacional, a qual constatou que não obstante a zika vírus ter tomado uma proporção endêmica nesse país, não houve incidência de microcefalia.

Entretanto, os corifeus do aborto e a mídia internacional insistem em relacionar o aedes aegypti com o zika e a microcefalia. De onde a pergunta que teima em não se calar: A quem aproveita o delito? 

Ante a onda criada, aparece a tropa de choque dos cientistas que começam a defender o aborto dos bebês com microcefalia. E que dão como certo que a causa é o zika e o aedes aegypti.

Em seguida, a busca desenfreada de um caso, pelo menos, que prove que a mãe contraiu o zika vírus e o nascituro está com microcefalia. Se encontrarem esse caso, terão a prova de que a causa da microcefalia foi o zika, e que, portanto, é necessário abortar todas as crianças em fase de gestação em que a mãe esteja com esse vírus. 

Alguém dirá que esta argumentação é muito rocambolesca e que não se pode levá-la a sério. Mas os fatos estão aí para provar que é a justificativa dos abortistas para legitimar o aborto de microcéfalos — assim como ocorreu anteriormente no caso de bebês portadores de anencefalia.

Assim, os corifeus pró-aborto pensam e manipulam a doença para difundir o infanticídio pré-natal. Nesse sentido, o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, chegou a declarar no dia 26 de abril p.p. que o zika era uma “oportunidade” para o que ele chama “igualar os direitos” (sic).



Na segunda parte do evento o Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança [foto abaixo] discorreu sobre as manifestações pelo impeachment da presidente petista.


Ele começou mostrando como o noticiário apresenta praticamente só a rejeição à corrupção do PT, e não o aspecto ideológico da reação ao comunismo e ao socialismo. E lembrou que, ao assumir o poder, o PT — cujos dirigentes foram em grande parte formados pela esquerda católica, ou seja, pela Igreja da Teologia da Libertação — declarou, pela boca de José Dirceu, que seu projeto de poder era de 30 anos.

Dom Bertrand mostrou ainda como a corrupção foi disseminada e utilizada pelo governo petista para a manutenção do poder e a difusão da revolução socialista na América Latina e África; como ele desperdiçou a bonança econômica com o populismo e a corrupção; e como contribuiu para a destruição da família e da juventude através da Ideologia de Gênero.

Prosseguindo, o príncipe relatou como o PT promoveu a corrosão da propriedade pelo incentivo às invasões do MST e do MTST, bem como pela demarcação de territórios para falsos indígenas e quilombolas. E ainda favoreceu a criminalidade com o desarmamento dos homens honestos.

Afirmou que à medida que o PT foi maquinando para implantar o socialismo, as reações foram crescendo e criando uma distância entre o Brasil cristão, latente, e o Brasil governista patente. Lembrou o ensinamento de Pio XI de que “socialismo e catolicismo são termos contraditórios” e comentou que nas manifestações de rua havia um clima ordeiro e de bom humor com o “Tchau querida”, o qual só fez crescer com a aprovação inicial do impeachment pela Câmara, cujo anúncio causou uma sensação de alívio e de exorcismo de um demônio que pesava sobre a Nação. 

Ao finalizar, Dom Bertrand disse que o nosso futuro deve estar na trilha bendita da civilização cristã segundo o lema “Instaurare omnia in Christo” de São Pio X — para quem a civilização não está para ser inventada, devendo apenas ser restaurada em Cristo. E lembrou as palavras de Plinio Corrêa de Oliveira no discurso do Congresso Eucarístico de 1942, diante de cerca de um milhão de pessoas reunidas no Vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo: “É mais fácil arrancar o Cruzeiro do Sul do céu, do que a Fé e a soberania de nosso povo!”.
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Para visualizar uma "galeria" de fotos desse concorrido evento, click na primeira imagem e a percorra com a setinha de seu teclado.