Paulo Roberto Campos
Abaixo, algumas fotos da excelente conferência pública proferida ontem por José Antonio Ureta, membro da TFP francesa, no Club Homs da capital paulista.
Como o tema é muito profundo e delicado, envolvendo numerosos pormenores, apenas en passant digo uma palavra sobre o conteúdo da conferência, que, certamente em breve, estará disponível no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, que promoveu o evento.
O conferencista [foto] iniciou fazendo uma correlação “picante”, do tema que desenvolveria, com o livro do Padre Nicola Bux (2010) cujo título é provocador: “Como ir a missa e não perder a fé”. Ele disse que o leitmotiv de sua palestra — para se expressar de modo não “politicamente correto” — poderia ser: “Como assistir ao Pontificado do Papa Francisco sem perder a fé”.
Apesar da crise atual na Igreja — na linha do “misterioso processo de autodemolição”, segundo o Papa Paulo VI — Ureta fundamentou bem a assistência do Espírito Santo à Igreja, o que garante sua perenidade.
Entretanto, nem a indefectibilidade e a infalibilidade da Igreja, impedem que a Hierarquia católica possa acabar por favorecer o erro e até mesmo a heresia. O que não justifica nenhuma infidelidade do católico, mesmo estando muito perplexo com o que tem assistido nesses últimos tempos. Disso, apenas dois exemplos recentíssimos: as homenagens no Vaticano e em Lund (Suécia) ao heresiarca Lutero e o incentivo à luta de classes marxista aos movimentos de esquerda, como o MST, também no recinto do Vaticano.
Na exposição, o membro da TFP francesa lembrou o lema de Paris: “Fluctuat nec mergitur” (“Sou batido pelas ondas, mas não afundo”) — referência ao barco que figura no brasão da Cidade Luz. Aplicando à Igreja, se poderia dizer como Santo Agostinho: “Esta é a Igreja santa, Igreja una, Igreja verdadeira, Igreja católica que combatendo sempre contra todas as heresias, tem que lutar, mas não poderá jamais ser vencida”.
Simplificando muito, a seguir, apenas os títulos, por assim dizer, das cinco partes desenvolvidas na importante conferência:
1 — O marco teológico que fundamenta as considerações expostas; 2 — Rápida resenha de alguns exemplos históricos de graves crises na Igreja em seu passado; 3 — Descrição do “caos” que se agravou na Igreja a partir do atual Pontificado; 4 — Algumas iniciativas de resistência a esse caos por parte de prelados e leigos; 5 — Orientações práticas de sobrevivência para os católicos perplexos.
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Insisto que as breves linhas deste post visam apenas oferecer um avant-goût para nossos leitores não deixarem de assistir, dentro de alguns dias, a própria conferência no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Com certeza, ela auxiliará os católicos perplexos com a atual situação, pois ao mesmo tempo em que contamos com a garantia de que as “portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja”, ficamos aflitos com tal situação de crise. Apesar de tudo, temos que permanecer firmes na Fé Católica quando vemos a “barca de Pedro” num mar encapelado, à noite e em meio à tempestade. Ela não submergirá!
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| Coube ao Dr. Eduardo de Barros Brotero a abertura do evento |
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| Da esq. p/a direita: José Antonio Ureta, Padre David Francisquini, Eduardo de Barros Brotero, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, Luis Eduardo Dufaur, Anselmo de Barcelos Coura (da TFP italiana). |
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| Dom Bertrand de Orleans e Bragança, que pronunciou as palavras de encerramento do evento |
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| Os presentes assinaram uma carta que será enviada a Dom Raymundo Damasceno, Arcebispo de Aparecida, pedindo-lhe não permitir a presença da Imagem de Nossa Senhora Aparecida numa escola de samba no próximo carnaval, o que caracterizaria uma profanação da Sagrada Imagem. |