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1 de fevereiro de 2012

Esforços lícitos para neutralizar a atuação dos promotores do homossexualismo

Em continuidade ao post anterior, hoje publico para nossos leitores a introdução redigida pelo Padre David Francisquini [foto ao lado] para o seu novo livro “Homem e mulher Deus os criou (Gen. 1,27). As relações homossexuais à luz da doutrina católica, da Lei natural e da ciência médica”. 





INTRODUÇÃO

Existe hoje um enorme esforço publicitário no mundo todo — através da imprensa, cinema, televisão, Internet e vários outros meios de divulgação — a fim de tornar aceito pela sociedade o homossexualismo.(*) Muitos católicos, embora sabendo que se trata de uma ação antinatural condenável, desconhecem a enorme gravidade do pecado que assim se comete, sempre classificado pela Igreja como pecado que brada aos céus.

Este opúsculo é um estudo destinado a relembrar aos fiéis católicos a doutrina e as normas da Igreja sobre o pecado contra a natureza denominado homossexualismo. Fundamentado no Supremo Magistério da Igreja, nos escritos de santos e de teólogos universalmente aceitos pela Igreja como fidedignos, utiliza também informações contidas em conceituadas publicações.

Moveu-nos a redigi-lo e publicá-lo o zelo pela salvação das almas, pois os fiéis católicos têm hoje dificuldade em obter orientação segura para os problemas morais com que se defrontam diariamente. Seja para a orientação pessoal, seja visando a educação e formação dos filhos, seja ainda na ação de esclarecer os parentes e amigos, nada melhor do que basear-se no que a Santa Igreja ensina desde todo o sempre. A desorientação atual é grande, e devemos aderir em tudo à palavra do Divino Mestre, pois stat crux dum volvitur orbis — enquanto o mundo gira, a cruz permanece inabalável. 

Lamentavelmente, o governo e o poder judiciário de diversos países, como o nosso, vêm facilitando e colaborando com a aceitação do homossexualismo. Conivências inimagináveis e apoios inaceitáveis, inclusive apoio financeiro proporcionado com o dinheiro dos contribuintes, conseguiram introduzir graves alterações no ordenamento jurídico do País. Além de ser injusto e imoral em si mesmo, contraria frontalmente o nosso sentir religioso, que é invariavelmente expresso pela população quando consultada em estatísticas e levantamentos de opinião pública.

Mais censuráveis ainda são as não poucas manifestações de alguns sacerdotes e escritores católicos de índole esquerdista ou progressista, que reinterpretam e deturpam a própria Sagrada Escritura, alegando encontrar atenuantes para a gravidade do pecado contra a natureza, de fato inexistentes. Abrem com isso caminho, mesmo quando não seja esta sua intenção, para justificar esse terrível pecado. Enfraquecem também nos fiéis a noção da ameaça da punição divina contida nas Sagradas Escrituras, fazendo com que muitos sejam levados a cometer esses pecados ou aceitá-los como práticas normais. É de se recear que alguns autores dessas deturpações acabem mesmo sentindo-se livres para cometer essa abominação, representando funesto exemplo tão contrário aos votos assumidos por eles diante de Deus.
*       *       *
Ao divulgar esses ensinamentos, nossa atitude exprime uma característica fundamental da Igreja, que por sua própria natureza é militante. Militante significa uma pessoa ou um conjunto de pessoas que lutam. Lutaremos, portanto.

Faremos todos os esforços lícitos ao nosso alcance para neutralizar a atuação dos promotores do homossexualismo, que se empenham em conseguir o reconhecimento social e legal desse procedimento desregrado. Tais ativistas contrariam o sentir dos católicos, a grande maioria neste País que já se chamou Terra de Santa Cruz, e para o qual desejamos que volte a merecer plenamente essa honrosa denominação.

Mas, se estamos dispostos a fazer tudo de lícito e honesto para contrariar o avanço dos homossexuais militantes, nós também rezaremos por eles. Sim, rezaremos pelos ativistas radicais que levam avante a propaganda homossexual, rogando que Deus lhes conceda, pela intercessão de Maria Santíssima, a graça que concedeu a São Paulo no caminho de Damasco, convencendo-os de que promovem o erro. E uma vez convencidos de seus erros, que os rejeitem sinceramente, convertendo-se a Deus e juntando-se a nós. De acordo com a famosa expressão atribuída a Santo Agostinho, “nós odiamos o pecado, mas amamos o pecador”. Amar o pecador consiste em desejar para ele o melhor que podemos desejar para nós mesmos, ou seja, que abandone o pecado e “ame a Deus com amor perfeito”. 

Queremos ainda ressaltar que a divulgação do presente trabalho não tem como objetivo difamar ou injuriar ninguém. Não nos move o ódio pessoal contra quem quer que seja. Nossa oposição às pessoas e organizações promotoras do movimento homossexual visa defender o matrimônio, a família e as preciosas instituições e normas da civilização cristã na sociedade.
*       *       *
Os católicos são convidados e vivamente estimulados a participar da luta contra a ofensiva homossexual. Por menor que seja o seu tempo disponível para esta boa causa católica, sua participação esclarecida e consciente pode fazer-se através de vários caminhos. Não deixe de atuar, conhecendo essas possibilidades no site www.ipco.org.br

Os textos aqui apresentados foram em grande parte colhidos no livro Defending a Higher Law, editado pela TFP norte-americana. Para detalhes mais pormenorizados e outras informações, o leitor pode consultar a tradução portuguesa, que se encontra no site www.ipco.org.br sob o título Em defesa de uma lei suprema (http://www.ipco.org.br/home/ livros/11).
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(*) Nos documentos oficiais da Santa Sé, em seu texto em português, as palavras “homossexualismo” e “homossexualidade” são empregadas usualmente como sinônimas.
Porém, ao longo deste trabalho, e seguindo um costume que se vai tornando cada vez mais frequente entre os que escrevem sobre esse tema (v. por exemplo, Mons. José Luiz Villac, A Palavra do Sacerdote, Catolicismo n° 553, janeiro de 1997, pp. 7-8), far-se-á sistematicamente a seguinte distinção:
— a palavra “homossexualismo” será empregada exclusivamente para referir-se à prática pecaminosa de relações homossexuais e à promoção de ditas relações;
— a palavra “homossexualidade” será empregada exclusivamente para referir-se à atração sexual por pessoas do mesmo sexo — ou tendência homossexual — pela qual a pessoa que a sente pode não ser responsável.
Analogamente, ao usarmos os substantivos “homossexual” e “homossexuais” num contexto condenatório referimo-nos sempre e exclusivamente a pessoas que praticam e endossam o homossexualismo. Ficam por isso absolutamente excluídas dessa condenação aquelas pessoas que, embora sentindo em si uma tendência homossexual, esforçam-se por não lhe dar curso, a fim de salvaguardar a virtude da castidade, merecendo desse modo todo o nosso apoio e respeito.

30 de janeiro de 2012

Defendendo uma Lei Superior

Do livro do Padre David Francisquini, “Homem e mulher Deus os criou (Gen. 1,27). As relações homossexuais à luz da doutrina católica, da Lei natural e da ciência médica”, transcrevo a carta de apresentação enviada ao autor pelo Arcebispo Metropolitano da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto. Uma muito elucidativa carta que merece todo louvor. Abaixo, em "comentários", se o leitor desejar, deixe registrado seu apoio ao ilustre Arcebispo da Paraíba. 



Como filho e arcebispo da Santa Mãe Igreja, apreciei sobremodo o conteúdo e a dinâmica do opúsculo “Homem e mulher Deus os criou”, obra que, em grande parte, foi exarada do livro “Defending a Higher Law”, editada pela TFP dos Estados Unidos da América. A obra era esperada e por isso obteve uma exitosa repercussão, como certamente obterá entre nós o mencionado livro, pois, o nosso país nasceu aos pés da Santa Cruz. 


O Revmo. Padre David Francisquini inspirado pela Providência Divina, redesenhou a presente obra que eu vivamente recomendo a todas as pessoas interessadas em compreender o que a Doutrina Católica diz com objetividade e clareza a respeito da delicada e complexa temática. 


Frequentemente todos nos deparamos com protestos de exaltação e propagação do homossexualismo, pelos pequenos e grandes grupos de pressão, sempre muito bem organizados e patrocinados. Esse fenômeno cria um fato social visando alcançar o pleno foro de cidadania, adquirindo e legitimando a prática do homossexualismo como se fosse um direito humano fundamental, entre outros mais. 


O mérito da presente obra é a distinção e a integração de um binômio, ou de preciosa simbiose: a ética proveniente da lei natural e a moral cristã. Esta complementa aquela, pela divina Revelação, contida na Palavra de Deus e no Magistério da Santa Igreja. A Palavra e a Tradição da Igreja condensam e corroboram com os princípios e os valores éticos que, por sua vez, regem as leis e a ordem social com justiça e equidade. 


Ao arrepio da Constituição Federal de 1988, o STF reconheceu as uniões de duas pessoas homossexuais, denominando-as de “uniões homo afetivas”, aos 5 de maio de 2011. Na verdade, a Constituição Federal [Cap. VII; Art. 226 § 3º] reconhece a proteção do Estado à união estável entre homem e mulher como entidade familiar. A Lei deve facilitar sua conversão em casamento. O § 5º reza que os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e mulher. 


O Código Civil [Livro IV; Art. 1511] reza que o casamento estabelece comunhão plena de vida com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. O Art. 1514 reza que o casamento realiza-se no momento em que o homem e a mulher manifestam a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal perante o juiz, que os declara casados. 


O Direito da Igreja Católica estabelece pelo Código de Direito Canônico [Cânon 1055 § 1] que o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio de toda a vida, por sua índole natural, é ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, entre batizados, foi por Cristo Senhor elevado à dignidade de sacramento. 


Sobre as uniões homo-afetivas, tanto o Estado quanto a Igreja, não reconhecem sua validade e legitimidade, equiparável à formação de uma Família, porquanto claudicam as condições essenciais para a sua finalidade, ou seja, a união fecunda do homem e da mulher, tal que sejam gerados filhos, seguidamente educados e adequadamente formados em ambiente familiar. 


A respeito de pessoas de condições homo-afetivas, a Igreja entende a complexidade da fenomenologia, que se reveste de inúmeras formas ao longo dos séculos e das civilizações, em contextos culturais variáveis. Apoiada nas Sagradas Escrituras e na Tradição, a Igreja sempre declarou que atos de homossexualismo são intrinsecamente desordenados, porquanto contrariam a lei e a ordem da natureza, pelo fato de fechar o ato afetivo-sexual à transmissão da vida; não procedendo, pois, à complementaridade efetiva e sexual verdadeira, e por isso em caso algum podem ser aprovados. 


Um certo número de homens e de mulheres apresentam tendências homossexuais inatas, pois não são eles que escolhem essa condição. Para a maioria, essa condição constitui uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza, evitando-se para com eles todo sinal de discriminação injusta (Cfr. Catecismo da Igreja Católica, NN. 2357 e 2358). 


Doutrinadores da causa homossexual com ufanismo exacerbado, no entanto projetam na bandeira da homofobia seus próprios medos e suas ambiguidades. O mecanismo habitual da fobia é usado como bandeira homossexual, projetando sobre os heterossexuais e sobre toda a sociedade a angústia de suas pulsões interiores não resolvidas. Ao absorver o desapontamento ou desaprovação do mundo exterior contrário ao comportamento homossexual, vive-se uma contradição interior angustiante. 


Dessa forma, o movimento homossexual mobiliza-se, através de siglas, abrigando grupos de pressão, visualizando o fantasma de seus perseguidores por todo canto. Comparam-se às minorias excluídas da sociedade, tais como vítimas do racismo e dos preconceitos. Sua mobilização defende uma bandeira política, criando o delito da homofobia como crime de repressão que deva ser penalizada. 


A bandeira do movimento homossexual ganha foro de direitos em várias instâncias jurídicas de alguns países e se constitui com reivindicações jurídicas, elevando sua causa à proteção legal e à promoção ostensiva de homossexualismo com todos os direitos civis garantidos. Já não se trata dos direitos que toda pessoa possui e sim a causa do homossexualismo. Ora, não obstante as condições heterossexuais ou homossexuais, todos, como cidadãos e cidadãs, somos possuidores de direitos e também de deveres perante o Estado.


Pela Constituição Federal, quaisquer pessoas, independentemente de sua vida particular referente às questões afetivas e sexuais, possuem direitos de estabelecer os meios para sua sobrevivência digna, em particular ou em parceria. O que está em causa com o movimento homossexual é a imposição da união homo-afetiva equiparável à estabilidade da instituição da Família. 


Segue-se daí a estratégia das uniões homo-afetivas, corroborando para a relativização da instituição familiar. A Igreja considera isso como suicídio da lei natural e dos vínculos sociais que a família estabelece como célula-mãe da sociedade. 


Grupos de pressão privilegiam o subjetivismo de sua opção sexual escudando-se na égide dos direitos humanos, impondo-se à sociedade e ao Estado, exigindo o que é irreformável, a lei natural e positiva, estabelecida pelo Criador.


A vocação para o matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram das mãos do Criador. “Um homem deixa seu pai e sua mãe, une-se à sua mulher e eles se tornam uma só carne” (Cfr. Gen. 2,24), de modo que “já não são dois, mas, uma só carne” (Mt. 19,6).  


João Pessoa (PB), 7 de outubro de 2011
Memória litúrgica de Nossa Senhora do Rosário. 
In Jesu et Maria, 

 + Aldo di Cillo Pagotto, 
Por mercê de Deus e da Santa Igreja 
Arcebispo Metropolitano da Paraíba 

26 de janeiro de 2012

CRUZADA PELA FAMÍLIA — contra o aborto e a ditadura homossexual

Paulo Roberto Campos


Uma “Cruzada pela Família” percorre cidades brasileiras. Seu objetivo: proclamar alto e bom som a doutrina católica contra o homossexualismo e contra o aborto; mostrar altaneiramente que não são normais as práticas antinaturais. Em suma, uma Cruzada não para reconquistar o Santo Sepulcro de Nosso Senhor Jesus Cristo, como no século XI, mas para, neste início do século XXI, reconquistar o direito de proclamar o que Ele nos ensinou e condenar o que Ele condenou, resgatando assim os valores familiares para nossa sociedade tão desvirtuada pela corrupção moral generalizada. 


Trata-se de uma épica Caravana formada por 36 jovens, os quais abrindo mão do merecido descanso proporcionado pelas férias, percorrem o Brasil a fim de mobilizar nossos contemporâneos e incentivá-los a não se deixarem intimidar pelo movimento homossexual quando este, por exemplo, ameaça os brasileiros com a tal “lei da homofobia”. Os jovens caravanistas difundem duas esplêndidas obras: uma sobre os malefícios do homossexualismo, intitulada Homem e mulher, Deus os criou, e a outra — Catecismo contra o aborto — a respeito dos malefícios da prática abortiva. Ambas de autoria do Pe. David Francisquini.


No contato direto com o público, os caravanistas têm podido constatar que os brasileiros estão reagindo e não querem transigir diante da minoria (barulhenta) do lobby homossexual, que tenta impor “goela abaixo”, por meio de órgãos da mídia, a ideologia homossexual à imensa maioria (silenciosa) dos brasileiros.


Você também, dileto leitor, pode fazer parte dessa nova e verdadeira Cruzada. Este bom combate tornou-se em nossos dias urgente e necessário, se desejamos salvar a Família e o futuro moral de nossos filhos, que se sentem ameaçados por tantos fatores de corrupção (por exemplo, pela maré de livros imorais e até pornográficos distribuídos em colégios, muitos dos quais fazem apologia do “casamento” homossexual, afirmando ser “normal” o casamento de mulher com mulher e de homem com homem). BASTA! Não podemos aceitar calados tais absurdos! 


Como ajudar ou participar dessa Cruzada contra a imoralidade visando impedir a desintegração da família? 


Veja as matérias a respeito da “Cruzada pela Família” — inclusive vídeos e fotos — disponíveis no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (www.ipco.org.br) e aliste-se nesta Cruzada e/ou apoie esta heroica epopeia.

19 de janeiro de 2012

O termo “homofóbico” e burrice

Nereu Augusto Tadeu de Ganter Peplow 

Peço perdão, inicialmente, pela extensão do texto, mas não saberia expressar com menos palavras o que penso a respeito e, então, trata-se do seguinte: Quando alguém está errado, pouco irá se importar com a existência da verdade.

Para simplificar, o erro é a verdade. Um erro sustentado com veemência acaba se institucionalizando. E assim nascem os fanáticos. Fanático vem do latim “fanum” — templo – e designava aqueles que entravam no templo, ao contrário dos profanos ("pre fanum"), que eram os que ficavam à entrada do templo.

Assim foram chamados, em certa época, os sacerdotes da deusa grega Belona (origem dos termos “bélico”, “belicoso”, “beligerante”, guerreiro), a versão feminina do deus da guerra Marte. Esses sacerdotes percorriam a cidade vestidos de preto e armados de machados de dupla lâmina, tocando trombetas, dançando nus e se lacerando com punhais.

Com o passar do tempo, o termo fanático passou a ser aplicado aos que demonstram exagerado ardor religioso ou que se mostre entusiasmado demais por uma idéia.

Dessa forma, em nossa civilização, nasceram e foram se desenvolvendo comportamentos que, por seu ineditismo e oportunidade, passaram a requerer qualificação própria e, gerados por um sistema político-social dominante, foram sendo batizados a bel prazer, segundo as regras da orwelliana novilíngua.

Por traz de tudo isso reside, impávido colosso, a tirania. A tirania do fanatismo. Expressão que me parece uma tautologia, um “bis in idem”; enfim, uma redundância. Indo direto ao ponto, a tirania impôs a idéia de que o homossexualismo, ou seja, a prática de sexo entre indivíduos de sexo — ou gênero — semelhante, isto é, um homem com um homem e uma mulher com uma mulher, deverá ser considerado como uma atividade corriqueira e tão integrante da natureza humana quanto um sujeito sair de casa de manhã para ir trabalhar.

A despeito da consuetudinária e legal verdade no sentido de que um casal é composto de indivíduos de sexos diversos. Do contrário não teremos um casal, mas sim um par. Um “par de dois”, voltando à tautologia.

Determinou-se, então, de modo artificial, como de costume, que aquele que se indispuser contra tal convenção social fosse chamado de “homofóbico” e, mais que chamado, criminalizado, penalizado, tipificado, punido e sentenciado.

Mas, se existe algo que me incomoda em particular, é a burrice, especialmente quando é crônica. Homofóbico, ao que me consta, é algo que não existe. Mas foi criado e teve que passar a existir, pelos poderes de outra tirania, a semântica.

Se não, vejamos: Etimologicamente falando, o termo homofobia (que não existe, foi construído) é constituído de um radical e um sufixo gregos: “homos”, que significa “semelhante” e “phóbos” que significa terror, medo, horror, ou medo mórbido de algo, sejam atos ou situações.

Em suma, homofóbico seria aquele que tem terror, medo, horror, do que lhe é semelhante. Até aqui, portanto, não se vê conotação sexual na coisa toda. Pode ser que signifique alguém ter medo do próprio vizinho, ou do gênero humano de um modo geral. Existe, no entanto, uma palavra consagrada pelo uso (uso antigo, é claro, porque hoje é ignorada pela própria existência da “ignorantzia”), que é “homogamia”. Homogamia sim, posso entender, que tem origem no grego “homógamos” que define aquele que está casado com alguém da mesma condição sexual, seria um termo que eu aceitaria que entrasse em discussão. Mas, homofobia? Como e com quem eu posso discutir algo que não existe? E, embora inexistente, céus, quanto incômodo!

O correto seria a mídia (incluindo professores de gramática) difundir que a forma correta de expressar o sentimento contrário à união entre pessoas do mesmo sexo seria "anti homogâmico" e não "homofóbico", cuja etimologia não leva a nada... mas, como a burrice impera...

10 de dezembro de 2011

Resultado da sessão na CDH do Senado — Uma vitória e um recuo estratégico: adiamento da votação da “Lei da homofobia”

Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal adia votação do PLC 122/2006 (a “Lei da Homofobia” ou “Lei do Zipper”). A senadora petista Marta Suplicy (à esq. de costas), percebendo que não obteria maioria, pediu reexame do projeto — que bem merece o 1º lugar... na lata de lixo. 
Fotógrafo: Lia de Paula / Agência Senado 08/12/2011

Mais uma batalha vencida: votação do PLC 122 é adiada 


Daniel F. S. Martins


Após uma verdadeira chuva de e-mails que os participantes do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira enviaram entre ontem e hoje aos senadores contra o PLC 122, a senadora Marta Suplicy, relatora e principal defensora do projeto, viu-se obrigada a adiar a discussão para “tentar conseguir um acordo para retomar a tramitação da proposta” (Agência Senado, 8/12).

O projeto está completando 10 anos (sic!) e não consegue ser aprovado… Será que os defensores da lei querem uma evidência maior de que seu projeto é contrário ao sentimento da população, majoritariamente cristã e oposta à agenda homossexual?

Por que não arquivam de uma vez por todas? Simplesmente por que eles querem passar por cima de quem lhes é contrário. E se recuam, é para daqui a pouco conseguirem seus objetivos.

Veja o que, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, disse a senadora Marta Suplicy sobre o recuo feito em seu último texto: “A senadora reconhece que não se trata da proposta ideal, mas sim, de ‘um passo importante para avançar na matéria’”.

Portanto, não nos enganemos: em breve eles voltarão à carga, com este e outros projetos, cada vez mais radicais e persecutórios.

Mas que eles não se enganem: voltaremos nós também, com o auxílio de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja festa se comemora justamente hoje!

P.S.: Detalhe importante que está passando desapercebido: na mesma sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado, tentaram aprovar um outro projeto abominável: a legalização do aborto de anencéfalos, o PLC 50/2011. A votação também foi adiada. Vamos rezar e agir para que também esse projeto, daqui a dez anos, ainda esteja engasgando…

8 de dezembro de 2011

O “desmentido” que não desmente

Em 2-6-11, gigantesca manifestação na Capital Federal contra a "Lei da homofobia" (PL 122)
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom  ABr 

Paulo Roberto Campos

No post abaixo, afirmei que a notícia do “acordo” entre a CNBB e a senadora Marta Suplicy para a aprovação da “Lei da homofobia”, divulgada pela mídia, exigia — caso não tivesse havido acordo algum — um desmentido “urgente e taxativo” por parte daquele órgão eclesiástico. 


Hoje pela manhã recebi um e-mail de meu amigo Flávio Matihara, encaminhando-me o “esclarecimento” que, à guisa de desmentido, fez a CNBB. Ele se encontra no site da entidade (http://www.cnbb.org.br/site/) e intitula-se: “Nota de esclarecimento sobre projeto de criminalização da homofobia”. Vejam a nota [click na imagem no final]  e observem que ela não esclarece por que a CNBB não aproveitou a “audiência, no dia 1º de dezembro de 2011”, para então pedir à senadora que desistisse definitivamente de seu infame “Projeto de Lei 122/2006”, por ser ele tão contrário às Leis de Deus e até mesmo restringir a liberdade religiosa e de expressão.


Afirma a nota: “A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto”. Mas não diz que observações e que sugestões teria feito à senadora petista... No entanto, Marta Suplicy saiu bem contente do encontro, a tal ponto que falou do fechamento de um “acordo” com a CNBB. Sobretudo — o que também causa MUITA ESTRANHEZA — a nota não manifesta NENHUMA REPULSA à aberrante “Lei da homofobia”, como se o projeto fosse um outro qualquer, que não atentasse profundamente contra a moral católica. 


A nota termina manifestando a disposição da Igreja em “combater todo tipo de discriminação”. Ora, para isso não precisa da “Lei da homofobia”. Além de persecutória, seria uma lei completamente inútil, pois nosso Código Penal já protege TODOS os cidadãos contra discriminações, defendendo-os de qualquer agressão. 


Para fundamentar o que afirmo, eis o que, em artigo no “Jornal do Advogado” (edição Março/2011), diz a Dra. Helena Lobo da Costa, advogada e professora de Direito Processual Penal na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo: 

  • “Ofender a dignidade ou o decoro de outra pessoa, pratica crime de injúria, previsto em nosso Código Penal no artigo 140. Se, na prática de injúria, for empregada violência, configura-se a denominada injúria real, infração com pena mais alta do que a injúria simples... Se for ainda mais grave [uma agressão], consistindo na prática de lesões corporais, aplica-se o artigo 129 do Código Penal... [no caso de] lesão corporal de natureza grave ou de natureza gravíssima... sofrer ferimentos que a impeçam de trabalhar por mais de 30 dias, o agressor ficará sujeito a uma pena de 1 a 5 anos de reclusão. Da mesma forma, se a vítima sofrer perda de alguma função corporal em decorrência dos ferimentos, a pena será de 2 a 8 anos. Também é preciso mencionar que, em todas as hipóteses até aqui mencionadas, o juiz poderá aplicar uma causa de aumento de pena em razão da motivação torpe do agente... [no caso de] homicídio doloso, qualificado por motivo torpe... [pena de 12 a 30 anos de reclusão]. Não é portanto a falta de tipos penais em nossa legislação... Acrescentar novas figuras típicas não apenas seria desnecessário como também acabaria por criar dificuldades interpretativas e espaços de sobreposição de tipos penais que, muitas vezes, resultam em empecilhos à aplicação da lei... A criação de novos tipos penais [“Lei da homofobia”] apenas causará confusão interpretativa e dificuldades na aplicação”.

Logo, não há qualquer necessidade de uma lei exclusivista para proteger e privilegiar só uma determinada classe — no caso, para conceder privilégios a uma classe de pessoas que praticam uma perversão sexual antinatural, um pecado que — por ser contra a natureza — “brada aos Céus e clama a Deus por vingança”, segundo a enérgica linguagem do Catecismo. Linguagem que está de acordo com o recomendado por Nosso Senhor Jesus Cristo no Evangelho: “Seja a vossa linguagem sim, sim; não não” (Mt. 5,37) — bem diferente da empregada na referida nota... 


Mas deixando de lado o bla-bla-blá da nota da CNBB, continuemos em nossa importante campanha de protesto contra a aprovação da abjeta “lei da homofobia”. Aqueles que ainda não registraram o seu protesto, poderão fazê-lo agora mesmo no seguinte link: 


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Click na imagem abaixo para ler a "NOTA DE ESCLARECIMENTO" da CNBB. Para voltar ao blog tecle "esc".

7 de dezembro de 2011

Não posso acreditar: “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”?!


Segundo notícia postada ontem no portal de “O Globo” (link abaixo), intitulada “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”, amanhã, 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tentará aprovar na CDH (Comissão de Direitos Humanos do Senado) a “Lei da homofobia” (projeto de lei PLC 122) — aquela famigerada lei que pretende criminalizar todos os que venham a se opor às pecaminosas e antinaturais práticas homossexuais.

Que a senadora petista tente tal aprovação na “calada da noite” (nesta ocasião em que todos estamos com as atenções postas nos preparativos para o Natal e Ano Novo), não causa estranheza, pois só mesmo por meio de um “golpe” assim articulado aquela inaceitável lei poderia eventualmente passar na CDH. Mas o que causa estranheza — E MUITA — é o mencionado “acordo” que ela fez com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Segundo Marta Suplicy, o “acordo” foi no sentido de uma “flexibilização” da lei. Mas trata-se de um outro “golpe” para nos enganar. Como os leitores poderão conferir no seguinte link:

Reaja agora contra a “lei da homofobia”, o PLC 122, que pode ser votado nesta semana



Espero que não tenha havido acordo nenhum, mas, neste caso, a CNBB tem obrigação de fazer um urgente e taxativo desmentido. Se não o fizer, poderá ser responsabilizada pela aprovação no Brasil de uma lei diametralmente oposta às Leis de Deus e à própria Lei Natural. Responsabilizada pela aprovação de algo que SEMPRE foi condenado pela Igreja Católica e rejeitado pela imensa maioria da população.

Em qualquer caso, seja ou não publicado o esperado desmentido, de nossa parte é urgente protestar contra a “Lei da homofobia” — também conhecida como “Lei do Zipper”, pois colocará um psy-zipper na boca de todos os brasileiros, ou seja, não poderão mais, sem qualquer restrição, manifestar suas opiniões contrárias ao homossexualismo.

Para esse protesto, por favor, não deixem de acessar o link a seguir e registrar sua reclamação:

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Link para a notícia, acima referida, de “O Globo”: 

23 de agosto de 2011

Alguém ainda acredita na “lenda da homofobia”?

Acreditar na lenda do Saci-Pererê é mais fácil do que na mal contada fábula da “homofobia” — mais uma embusteirice do lobby homossexual

O Saci-Pererê e o conto da “homofobia”

Alejandro Ezcurra Naón
Artigo publicado no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira em 21-8-2011


Certa propaganda — insistente e irracional — pretende dar status de “matrimônio” às uniões homossexuais. Para tal apela a um arsenal de sofismas, entre os quais o mito romântico de que “casais” do mesmo sexo seriam “monogâmicos”, estáveis, perfeitos e amorosos, e quem os rejeitarem incorreria em “homofobia”.

Mas por pouco que se investigue o assunto, emerge-se em uma trágica realidade de violência, fraude e traumas psicofísicos que deita por terra esses mitos. Vamos aos exemplos:

Na Holanda, uma união homossexual dura em média 12 a 18 meses. Mas paralelamente esses homossexuais “casados” têm em média mais oito cúmplices sexuais por ano. Por todas partes a promiscuidade extrema marca o chamado “estilo de vida” homossexual: pesquisa realizada nos Estados Unidos revelou que cada homossexual doente de AIDS manteve “uma média de 1.100 parceiros durante sua vida, e alguns tiveram muitos mais” [1].

Essa promiscuidade gera doenças de transmissão sexual (DTS), em proporção muito maior do que no resto da sociedade: é cem vezes mais para o caso da sífilis, moléstia que vem diminuindo na população em geral[2], mas não cessa de aumentar entre os homossexuais[3].

Também 60% dos contágios de AIDS se dá por contato de homem com homem, e 7% adicional ocorre entre homossexuais que se injetam drogas. Um relatório do“International Journal of STD & AIDS” de fevereiro de 2007, revela que a probabilidade de contrair câncer anal é 90 vezes maior em um homossexual do que em um heterossexual. Isto se deve, sublinha o Dr. James W. Holsinger Jr. no estudo A patofisiologia da homossexualidade masculina, a que os atos homossexuais vulneram a “estrutura naturalmente complementária dos órgãos reprodutores masculino e feminino” , ocasionando um elenco “diversificado e expandido de doenças sexualmente transmissíveis e traumas associados” [4].

Além das DTS, outras doenças espreitam aos homossexuais. Por exemplo a média de lésbicas que sofrem de obesidade — com sua sequela de doenças derivadas — é mais de duas vezes superior (2.47) à das demais mulheres.

Igualmente a droga devasta aos sodomitas. Nos Estados Unidos, 80% deles consomem maconha, 60% cocaína, 30% anfetaminas, e 20% LSD. No Canadá, estudos mostram que 76,3 de homens homossexuais ingerem regularmente álcool, e 45,6% consumem drogas. Para as mulheres o quadro é ainda pior: 83% de lésbicas tomam álcool regularmente, e 47% se drogam.


Com isso, a expectativa de vida de um homossexual naturalmente se encurta, ficando uns 25 anos menos que o resto da população. Enquanto os homens heterossexuais casados falecem em média aos 74 anos na Dinamarca e aos 77 na Noruega, nos homossexuais “casados” essa cifra desce a 51 e 52 anos respectivamente. E nas lésbicas cai de 78 a 56 anos. As estatísticas para o Canadá são idênticas.

Em matéria de suicídio, 62,5% das tentativas registradas nos Estados Unidos corresponde a homens homossexuais ou bissexuais. O risco de suicídio nesse setor é 14 vezes maior do que no resto da sociedade. E se estende às crianças adotadas por “casais” do mesmo sexo: segundo assinala pesquisa da Universidade de Carolina do Sul, “ao procurar ocultar a seus amigos e conhecidos a homossexualidade de seus pais”, os meninos sofrem de “maiores níveis de stress” e “traumas e desordens de conduta…”, geradores potenciais de “tendências e tentativas suicidas” [5].

O espaço não permite mencionar dados de violência doméstica, também consideráveis em “casais” de homossexuais ou lésbicas. Não raro acabam em crimes horrendos.

Como se pode ver, é inerente ao mundo do homossexualismo um aspeto degradante e aterrador, que a publicidade esconde. Sendo assim, quem ousará qualificar de “homofobia” o legitimo desejo de evitar a propagação desses males na sociedade? A fobia é uma doença mental bem rara, uma obsessão patológica perante um mal puramente imaginário (claustrofobia, por exemplo). Será que a imensa maioria da população, que a justo título reprova o pecado homossexual, é de doentes mentais, e que os que praticam esse pecado são os únicos mentalmente sãos?

Na verdade, lendas infantis como a do bicho-papão ou saci-pererê estão menos distantes da realidade do que o conto da “homofobia”.
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Notas
[1] Robert T. Michael et al., Sex in America: A Definitive Survey, Boston: Little, Brown and Co., 1994, p. 209.
[2] A Community Manifesto: A New Response to HIV and STDs, www.metrokc.gov/health/apu/taskforce/manifesto.htm. Destaque do original
[3] Ver http://www.lifesite.net/ldn/2007/apr/07042604.html.
[4] Bush’s Choice for Surgeon Gen. Said Homosexual Practices “Unnatural and Unhealthy”, Life Site News, 8-6-2007.
[5] http://www.catholicnewsagency.com/news/children_with_same-sex_parents_prone_to_suicide_study_reveals/.
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ASSINE A CARTA DE PROTESTO AO SENADO FEDERAL CONTRA A “LEI DA HOMOFOBIA”.
Para isto, basta um click em:

18 de julho de 2011

“Ideologia de gênero” — ideologia relativista para extinguir a noção de família e favorecer perversões sexuais


Paulo Roberto Campos

“Abolir a família” era meta defendida por Marx, que reputava a “família” como uma concepção “burguesa” oposta ao “proletariado”. E a “ideologia de gênero” não é senão a atual versão para apresentar a “jurássica” doutrina marxista com nova maquiagem.


Trata-se de mais uma farsa revolucionária feminista e antifamília visando abolir a classificação por “sexos” (masculino e feminino) e impor no seu lugar uma nova classificação por “gêneros”: heterossexual (masculino e feminino), homossexual, lésbica e bissexual). Cogita-se “fabricar” novas classificações...


Os propagadores da “ideologia de gênero” chegam ao extremo de pleitear a eliminação dos termos homem e mulher, masculino e feminino, menino e menina, pai e mãe, senhor e senhora; e também de qualquer noção de desigualdade natural existente entre os sexos, para permitir todo tipo de aberração contrária à natureza, como, por exemplo, o “casamento” entre pessoas do mesmo sexo.


Alegando a “não-discriminação”, os agentes de tal ideologia marxista discriminam no fundo a própria noção de família. Querem ainda perverter meninos e meninas, ensinando-lhes nas escolas que cada criança deve fazer a sua “opção sexual” — como, aliás, consta no programa do Ministério da Educação e Cultura do governo petista. E estigmatizam de “homófobos” ou “preconceituosos” aqueles que acatam as desigualdades naturais estabelecidas por Deus.


Uma matéria de autoria do Revmo. Padre Lodi, publicada no dia 15 p.p. em seu site (http://www.providaanapolis.org.br), esclarece muito lucidamente esta questão. Transcrevemo-la abaixo. Com muita objetividade, o sacerdote faz um aperçu do livro "O gênero como ferramenta de poder", dissecando o embuste contido na “ideologia de gênero”.

A linguagem de gênero
(uma perigosa terminologia que se está disseminando)

Está para ser lançada no Brasil no fim deste ano a versão portuguesa do livro do advogado argentino Jorge Scala [foto] “El género como herramienta de poder” sobre a perigosa e destrutiva “ideologia de gênero”.

Em nossa língua poucos são os que compreendem a origem, o significado e o perigo de tal ideologia. Não tivemos ainda, por parte do episcopado brasileiro, um documento semelhante ao produzido pela Conferência Episcopal Peruana “La ideología de género: sus peligros y alcances” (1998)[1]. Ao contrário, não são poucas as vezes em que membros da hierarquia católica em nosso país fazem uso — inadvertidamente, é claro — de termos emprestados àquela ideologia. Falar de desigualdade de gênero, opor-se à homofobia, não aceitar discriminações contra os homossexuais, dividir as pessoas em homossexuais e heterossexuais, tudo isso se encontra em escritos de zelosos pastores de almas, inocentes úteis nas mãos de uma doutrina tão perniciosa.

O autor, em sua monumental obra “IPPF: a multinacional da morte” [foto], que tive a honra de traduzir para o português[2], já fazia questão de advertir os leitores contra o emprego de termos cunhados pela cultura da morte. Entre eles estava a expressão “planejamento familiar”[3], sistematicamente evitada pelo Santo Padre e pela Cúria Romana, mas amplamente usada por sacerdotes, bispos e até por Conferências Episcopais. Em vez de “planejamento familiar” (que inclui aborto, esterilização e anticoncepção), os católicos devem falar em paternidade responsável, um termo caro ao Magistério da Igreja, que significa não só o espaçamento dos filhos (por razões graves e com respeito à lei moral), mas também a abertura à bênção de uma família numerosa[4]
Em seu livro sobre “gênero” a ser lançado no Brasil, Jorge Scala alerta mais uma vez que o jogo de palavras dessa ideologia não é inocente. Segundo a “ideologia de gênero”, não existe um homem natural nem uma mulher natural. O ser humano nasce sexualmente neutro. A sociedade é que constrói os papéis masculinos ou femininos. “Gêneros” são papéis socialmente construídos. Como não existe uma masculinidade e feminilidade naturais, cada um pode “desconstruir” o papel que lhe foi imposto por convenção social. Surge assim a liberdade de “casar-se” com uma pessoa do mesmo sexo e a exigência de o Estado reconhecer essa forma de “família”. Se não existe uma vocação da mulher à maternidade, pode-se falar no direito a “interromper a gravidez”, colocado entre os “direitos sexuais e reprodutivos”. Homossexualismo, transexualismo, travestismo, adoção de crianças por duplas homossexuais, prostituição, pedofilia e aborto são algumas das tristes consequências dessa ideologia.

Além da palavra “gênero”, Jorge Scala faz uma lista de locuções habilmente usadas para manipular a linguagem: opção sexual, igualdade sexual, direitos sexuais e reprodutivos, saúde sexual e reprodutiva, igualdade e desigualdade de gênero, “empoderamento” da mulher, “patriarcado”, “sexismo”, cidadania, “direito ao aborto”, gravidez não desejada, “tipos” de família, “androcentrismo”, “casamento homossexual”, sexualidade polifórmica, “parentalidade”, “heterossexualidade obrigatória” e “homofobia”. “Como se pode ver — prossegue o autor — trata-se de uma nova linguagem, de características esotéricas, cuja função é assegurar a confusão”. É digno de nota como ele adverte-nos sobre o perigo de usar a palavra “heterossexual”:

Devo confessar ao leitor que não sou “heterossexual”. Na realidade os “heterossexuais” não existem. Explico-me: sou apenas homem, sem nenhum acréscimo porque qualquer um deles é desnecessário. Todos nós, seres humanos, podemos ser apenas homens ou mulheres, em relação à sexualidade. Não existe nenhum “terceiro sexo”. É verdade que existem pessoas com anomalias sexuais de diversos tipos. Isto é verdade. Entre tais anomalias, existem algumas de origem biológica, como o hermafroditismo; e outras de origem psíquica, como a homossexualidade, o lesbianismo, o travestismo etc.. Portanto, quem utiliza o termo “heterossexual” para contrapô-lo a “homossexual”, está afirmando, implicitamente, que ambas as categorias são igualmente válidas e opcionais; por isso, alguns escolheriam ser “heterossexuais” e outros “homossexuais”. A realidade é o contrário: a normalidade física e psíquica em matéria de sexualidade tem apenas duas versões: mulher e homem. Então, a “heterossexualidade” não existe. Do mesmo modo que ninguém pensa em chamar uma pessoa de “não leproso” ou “não diabético”, por contraposição a um “leproso” ou a um “diabético”. É tão absurdo quanto incorreto falar de “heterossexuais”. Esse vocábulo não é inocente, ainda quando a maioria das pessoas utiliza o termo sem perceber que está sendo manipulada semanticamente.

É preocupante ver como no Brasil os cristãos têm-se deixado cair nas armadilhas da linguagem de “gênero”. Diz-se, sem mais, que a Igreja é contrária à “discriminação” aos homossexuais. Ora, isso não é exato. O Catecismo da Igreja Católica teve o cuidado de distinguir: “evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta” (n.º 2358). O texto supõe, portanto, que a Igreja admite discriminações justas para com os homossexuais. E de fato admite. Uma delas é a proibição de receberem a Sagrada Comunhão, enquanto não abandonarem seu pecado (o que vale também para qualquer outro pecado grave). Outra é a impossibilidade de serem admitidos em seminários e casas religiosas.

De modo semelhante, um cristão não deve dizer que se opõe à “homofobia”, pois este vocábulo pejorativo foi criado para designar as discriminações justas[5].

Diferenças naturais entre os sexos
Para combater a ideologia de gênero, Jorge Scala mostra as diferenças naturais que existem entre o homem e a mulher, que são “dois modos diferentes de encarnar a humanidade”.

A mulher tem uma capacidade inata de dar atenção, o que a torna mais predisposta a dar aulas a crianças pequenas. Esse dom inato permite que várias mulheres falem simultaneamente, prestem atenção e respondam a cada uma das interlocutoras. Um homem submetido a essa “pressão” em pouco tempo começa com enxaqueca.

O homem tem maior capacidade de concentração, o que torna para ele muitas vezes mais fácil a demonstração de um difícil teorema matemático.

Com relação à percepção visual, a mulher capta os detalhes; o homem tem uma visão de conjunto. A visão estratégica, a capacidade de síntese, o amor a toda a humanidade — desconsiderando em parte o próximo —, a paixão pela coisa pública são atitudes varonis. Ao contrário, a percepção sensível e amorosa de um dos detalhes, o interesse autêntico pelo próximo e o tornar acolhedores os espaços físicos que ocupa são modos femininos de se relacionar com o ambiente.

Diante de um fato externo — qualquer que seja ele — a mulher reage de forma integrada, isto é, capta-o simultaneamente com sua inteligência, sua vontade e seus afetos. O homem reage primeiramente de forma racional, colocando os sentimentos e a vontade como que entre parênteses. Isso lhe possibilita analisar com frieza fatos comoventes, sem que signifique insensibilidade.

O que é ser homem e o que é ser mulher?
Identificar o ser mulher com a maternidade é algo execrado pelas feministas de gênero. Em 31/01/2000, o Comitê sobre e Eliminação da Discriminação contra a Mulher criticou a Bielo-Rússia (ou Belarus) por ter reintroduzido símbolos como o “Dia das Mães” e o “Prêmio das Mães”, o que foi visto como “um encorajamento aos papéis tradicionais das mulheres”. O mesmo Comitê propôs a “introdução da educação de direitos humanos e de gênero” como remédio para essa “estereotipação”[6]. No entanto, Jorge Scala afirma que o que define cada um dos sexos é justamente sua vocação procriadora:

Em definitivo, ser mulher é a maternidade e ser homem é a paternidade. Ora, isto deve ser entendido em um sentido antropológico. É, portanto, independente do fato de terem sido mãe ou pai biológicos.

E o que é a maternidade ou — o que dá no mesmo — o que é a mulher? A maternidade é a qualidade inata pela qual as mulheres sempre acolhem outros seres humanos — especialmente os entes queridos. E isto implica duas coisas: 1º) que elas estão sempre presentes — transcendendo até a distância física da separação; e 2º) que essa presença significa incondicionalidade absoluta em relação ao outro — em especial ao filho.
[...]
E o que é a paternidade ou — o que é equivalente — o que é o homem? A paternidade é a missão masculina que consiste em encarnar a autoridade. Para isso deve dar — sempre e sem exceções — o bom exemplo, fazendo o que deve ser feito em cada situação, ainda que isso signifique, muitas vezes, sofrer um prejuízo ou padecer uma injustiça.

Essa lição é particularmente oportuna neste momento em que o Supremo Tribunal Federal, seguindo a ideologia de gênero, reconheceu como “família” as uniões de pessoas do mesmo sexo, totalmente fechadas à procriação e à complementação homem-mulher.

Anápolis, 15 de julho de 2011.
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz.
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[1] CONFERENCIA EPISCOPAL PERUANA. Comisión Episcopal de Apostolado Laical. Comisión ad–hoc de la mujer. La ideología de género: sus peligros y alcances. Lima, abr. 1998. Disponível em http://www.vidahumana.org/vidafam/iglesia/genero.html.
[2] SCALA, Jorge. IPPF: a multinacional de morte. Anápolis: Múltipla Gráfica, 2004.
[3] Cf. SCALA, Jorge. IPPF: a multinacional de morte. Introdução (p. 11-12).
[4] Cf. PAULO VI. Humanae Vitae, 1968, n. 10.
[5] É intenção do PLC 122/2006, cuja atual relatora é a senadora Marta Suplicy (PT/SP), tornar crime qualquer conduta “homofóbica”.
[6] Concluding Observations of the Committee on the Elimination of Discrimination Against Women: Belarus. 31/01/2000.

29 de junho de 2011

“Não se mofa de Deus impunemente”


Paulo Roberto Campos

Por uma semana, infelizmente, tive que ficar distante de nosso blog. Trabalhos inadiáveis impediram-me de tratar aqui de recentes assuntos muito importantes e atentatórios à instituição familiar. Um deles foi o novo absurdo aprovado pelo Supremo Tribunal Federal: a “Marcha da Maconha”.

Creio que todos já devem estar bem cientes desse atentado contra a família, uma vez que a apologia da droga influencia evidentemente crianças e adolescentes, para que passem a considerar como normal experimentar algum tipo de droga e, assim, acabarem viciados. Tantos pais e mães se esforçando ao máximo para manterem seus filhos distantes da maconha, outros “fazendo das tripas coração” para livrar seus filhos da droga, e o STF prestando mais este desserviço às famílias e ao Brasil inteiro!
Hoje, alegando “liberdade de expressão”, aquele alto tribunal autoriza uma marcha que faz apologia da droga — portanto, do crime. E amanhã? Em nome da mesma “liberdade” não autorizará outras marchas absurdas? — A “Marcha do crack”; a “Marcha da cocaína”; “Marcha do oxi”; a “Marcha da pedofilia”; “a Marcha do estupro”, e tantas outras marchas-aberração. Não é crível que os Excelentíssimos Senhores Ministros não sejam doutos sabedores de que isso equivale ao abuso da liberdade e que esta é limitada pelos direitos do próximo.
Mas vamos falar ainda de outra “marcha”: a “Marcha homossexual”. A tal “parada” homossexual que dilapidando vultosas verbas públicas e apoiada até pela Petrobrás percorreu, neste último domingo, a Avenida Paulista com exibição de pessoas G.L.B.T.P.X.Y.Z. Sobre o número — 4 milhões, segundo os organizadores, é mero “chutômetro” —, que dispensa comentário, pois ninguém mais acredita nesses números-elásticos que esticam a cada ano, sendo aquela avenida a mesmíssima de sempre, e não uma “sanfona”...

O tema, além de ter sido uma completa deturpação das palavras evangélicas, foi blasfemo: “AMAI-VOS UNS AOS OUTROS”. Sim, devemos amar o próximo, somos irmãos, pois temos o mesmo Pai; mas amá-lo porque ele é filho de Deus; devemos fazer-lhe todo o bem possível, tirá-lo do mau caminho, JAMAIS usá-lo para o mal ou fazer-lhe qualquer mal.

Os organizadores da “parada” inverteram o sentido das palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois, no fundo, o lema escolhido visou insinuar que essa passagem do Evangelho recomenda o pecado, e dos piores pecados que é o de homossexualismo, que por sua grave afronta a Deus e grave transgressão da ordem natural das coisas, “clama aos Céus e brada a Deus por vingança!”.

Como se ousa falar em amor ao próximo, se não se ama a Deus sobre todas as coisas? Este é o primeiro mandamento! E, para lembrar, houve também uma clara transgressão do segundo mandamento da Lei de Deus: “Não tomar o santo nome de Deus em vão”. Não apenas faltaram com o respeito às palavras evangélicas, como escarneceram de Deus.

Pesquisando advertências concernentes aos I e II Mandamento do Decálogo, encontrei várias. Mas cito apenas três. A primeira de São Pedro, a segunda de São Paulo e a terceira de São João Crisóstomo:
“Blasfemando das coisas que ignoram, perecerão por sua própria corrupção, recebendo a paga de sua iniqüidade, eles que fazem consistir a sua felicidade nas delícias de cada dia” (II Ped. 2, 12-13).


“Não se mofa de Deus impunemente” (Gal. VI, 7).


“Se o delito de ofensa ao chefe de Estado merece uma pena, com mais razão o delito de ofensa ao soberano Senhor” (SJC).

Além de tudo disso, o movimento homossexual, não satisfeito em debochar e profanar aquelas palavras do Divino Mestre exibiu na Avenida Paulista cartazes de santos semi-despidos — como se homossexuais fossem — propagando o uso de preservativos, com o lema: “Nem Santo Te Protege — Use Camisinha”. [fotos acima e ao lado] Ademais, tais imagens estampam invólucros de preservativos distribuídos por tal movimento.

De modo sacrílego, hoje levam imagens de santos, ultrajando-os e escarnecendo da religião católica. Amanhã, por exemplo, não levarão fotos de criancinhas, reivindicando a provação da pedofilia?
E vejam só como o movimento homossexual é “tolerante”: blasfemam e evocam em vão as palavras do Divino Mestre; profanam as imagens de santos; gritam contra a denominada (e inexistente) “homofobia”. Entretanto, revelaram-se fanaticamente “católicofóbicos”. Eles são tão “tolerantes” que exigem uma lei para botar na cadeia quem simplesmente criticar a prática homossexual! E ai daqueles pais de família que, para proteger seus filhos, venham a dispensar uma babá lésbica, ou um empregado por ser homossexual. CADEIA! Quanta tolerância, hein?
*          *          *
PS: A propósito de tudo isso, pergunto: Afinal, para que mesmo existe a CNBB? Sempre atuante em temas alheios aos reais interesses católicos (como o problema da água e do pseudo-aquecimento do planeta), não faz nada para levar os meios católicos à boa reação; e, quando o faz, procede de modo pior: dá um miadinho, quando necessitamos de rugidos — a emenda saindo pior que o soneto!
Deus está sendo ultrajado e escarnecido em suas palavras e em seus santos, e nós católicos devemos ficar caladinhos? Não! Isso atenta diretamente contra nossa Fé, e não podemos permanecer indiferentes. Devemos descruzar os braços e fazer tudo o que estiver a nosso alcance. Agindo sempre dentro das leis, é claro.

11 de junho de 2011

A obstinação em aprovar uma lei desnecessária

Segue a transcrição de um artigo que bem elucida o porquê da doentia insistência do lobby homossexual em aprovar a chamada Lei da homofobia. “Lei inútil e ameaçadora”, pois se é — como pretextam — para defender homossexuais de eventuais agressões, já existe o Código Penal vigente no Brasil. Então para quê uma nova lei protegendo e privilegiando um determinado grupo? Leiam a resposta no artigo abaixo, publicado na revista Catolicismo (edição de maio/2011).

Lei inútil e ameaçadora
Gregorio Vivanco Lopes

Em artigo publicado na edição de março de 2011 do “Jornal do Advogado”, órgão da Ordem dos Advogados do Brasil, seção de São Paulo, a Dra. Helena Lobo da Costa [foto] mostra documentadamente que uma lei contra a homofobia é totalmente inútil do ponto de vista jurídico. Advogada e professora de Direito Processual Penal na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), a articulista se exprime com clareza e objetividade.

Tudo quanto poderia ser considerado “crime” contra um homossexual já está previsto no Código Penal e vale para todos os cidadãos. Nada justifica a criação de um estatuto privilegiado instituindo uma casta.

Assim — explica a ilustre professora —, aquele que “ofende a dignidade ou o decoro de outra pessoa, pratica crime de injúria, previsto em nosso Código Penal no artigo 140. Se, na prática de injúria, for empregada violência, configura-se a denominada injúria real, infração com pena mais alta do que a injúria simples”.

Se a agressão “for ainda mais grave, consistindo na prática de lesões corporais, aplica-se o artigo 129 do Código Penal”. Há ainda as figuras penais de “lesão corporal de natureza grave ou de natureza gravíssima”.

Desse modo, se uma vítima de agressão violenta “sofrer ferimentos que a impeçam de trabalhar por mais de 30 dias, o agressor ficará sujeito a uma pena de 1 a 5 anos de reclusão. Da mesma forma, se a vítima sofrer perda de alguma função corporal em decorrência dos ferimentos, a pena será de 2 a 8 anos. Também é preciso mencionar que, em todas as hipóteses até aqui mencionadas, o juiz poderá aplicar uma causa de aumento de pena em razão da motivação torpe do agente”.

A legislação brasileira ainda prevê, para o caso de “homicídio doloso, qualificado por motivo torpe”, a pena de 12 a 30 anos de reclusão.

“Não é portanto a falta de tipos penais em nossa legislação” que pode levar a agressões contra quem quer que seja, mesmo que se trate de homossexuais. “Acrescentar novas figuras típicas não apenas seria desnecessário como também acabaria por criar dificuldades interpretativas e espaços de sobreposição de tipos penais que, muitas vezes, resultam em empecilhos à aplicação da lei”, explica a Dra. Helena.

Aprovar uma lei específica contra a homofobia seria ademais contraproducente, pois redundaria “na criação de tipos penais em matéria nas quais eles não são necessários. [...] A criação de novos tipos penais apenas causará confusão interpretativa e dificuldades na aplicação”.

Diante da inutilidade demonstrada de uma lei de homofobia, salta a pergunta: por que então tanta pressão das esquerdas para aprovar um dispositivo legal desse tipo?

É que persiste no povo brasileiro um horror salutar às práticas homossexuais, especialmente quando exibidas despudoradamente de público. E mais do que defender o homossexual contra possíveis discriminações, o objetivo da referida lei de homofobia é criminalizar o povo brasileiro pelas suas legítimas e salutares discordâncias em relação a essas práticas, sobretudo quando tais discordâncias se baseiam em convicções religiosas.

Trata-se de uma lei de perseguição religiosa disfarçada que se quer introduzir no Brasil. Cadeia para o sacerdote que propagar as condenações bíblicas às práticas antinaturais; cadeia para os pais que defenderem seus filhos das pregações homossexuais de certos professores ou de certos livros; cadeia para a mãe de família que não aceitar uma empregada ostensivamente lésbica; cadeia, enfim, para todo brasileiro que defender a livre manifestação de opiniões no caso de passeatas ou outras exibições homossexuais.

Se quisermos consolar Nossa Senhora por suas lágrimas, lutemos denodadamente contra a aprovação de lei tão inútil quanto ameaçadora.

E-mail para o autor: catolicismo@terra.com.br

4 de junho de 2011

MARCHA PELA FAMÍLIA — imensa manifestação de rejeição à “Lei da Homofobia”

Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / ABr

Paulo Roberto Campos

Ocorrida anteontem na capital federal, a Marcha Pela Família contou com a participação de aproximadamente 40 mil pessoas em manifestação contra o PL 122, que foi desenterrado em fevereiro último pela senadora petista Marta Suplicy. Só para recordar, tal projeto de lei visa criminalizar aqueles que se mostrem contra a prática homossexual e é conhecido como “lei da homofobia” — a lei do zipper para fechar a boca daqueles que devem falar contra tal prática anti-natural; a lei inconstitucional, uma vez que fere a liberdade de religião e de expressão.
Um só exemplo: Se aprovada tal absurda lei, poderemos ser penalizados simplesmente por discordar de algum professor que procure inculcar nas crianças que o relacionamento homossexual é normal, ou por não aceitarmos que dêem às crianças “Kits” que fazem apologia da homossexualismo, como o tão falado “Kit” projetado pelo Ministério da Educação.


Para se manifestar em oposição à Marcha pela Família, um movimento homossexual convocou pela internet seus adeptos. Conseguiu reunir apenas 20 ativistas... Estes, para chamar a atenção e atrair os holofotes da mídia, tentaram provocar os ordeiros e pacíficos participantes da Marcha, exibindo insultantes cartazes e gritando: "nazistas", "fascistas" — palavras “mantra”, típicas de quem não tem razão. (Fotos abaixo, Fabio Rodrigues Pozzebom/ABr)
Curioso, mas não surpreende, que jornais de grande circulação deram mais destaque aos 20 “gatos pingados” do que aos 40 mil manifestantes em defesa da família. Uma exceção foi o site da revista “Veja” (foto abaixo) — vamos ver se a revista impressa confirmará a regra... Outros órgãos midiáticos colocaram no mesmo pé de igualdade os dois lados... Para se comprovar essa grotesca adulteração da realidade, basta ver as fotos aqui postadas. Como “contra fatos (e fotos) não há argumentos”, mais uma vez podemos constatar que o movimento homossexual é mais midiático do que popular. Imagine o contrário, caro leitor, que tal movimento conseguisse naquele mesmo evento reunir 40 mil pessoas... Certamente a mídia publicaria grandes manchetes noticiando que foram 400 mil, ou mais...
Pena que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil não se empenhou em convocar os católicos para a manifestação em Brasília. Se o fizesse, não seriam 40 mil, mas incomparavelmente mais! Entretanto, a CNBB, como já disse e repito, tornou-se a tal “voz que apaga e a mão que adormece”... as boas reações.


PS: Para saber mais a respeito dessa importantíssima manifestação, aconselho o site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira: http://www.ipco.org.br/home/
Por meio desse site, já foram enviados mais de 2 milhões de e-mails aos senadores pedindo que a “Lei da Homofobia” volte para o arquivo. Se o amigo ainda não enviou seu e-mail com tal pedido, basta um click no seguinte link:

http://www.ipco.org.br/home/assine-a-carta-de-protesto-ao-senado-federal-contra-a-lei-da-homofobia?origem=8