4 de fevereiro de 2009

CONCEPÇÃO HEDONISTA DA VIDA

Um artigo de autoria do Dr. Ogeni Dal Cin — advogado e filósofo, Membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB-SP — recebi por e-mail e o transcrevo a seguir, pois, creio eu, poderá ser de grande proveito para os leitores deste blog em seus debates em defesa da vida do nascituro inocente e para suas eventuais contentas com abortistas.

Como se verá, o Dr. Ogeni bem explicita a mentalidade hedonista dos partidários do aborto. Mentalidade esta muito em voga na sociedade relativista, que recusa os valores morais e religiosos. O que leva as pessoas, divorciadas de tais valores, a se tornarem egoístas, vivendo somente à busca de prazeres. Como conseqüência: a limitação da natalidade por meio do aborto, pois, ter que cuidar dos filhos tira-lhes o tempo para os prazeres num “paraíso” — bem distante do Paraíso Celeste...

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O ABORTO NO PARAÍSO TERRESTRE

Ogeni Luiz Dal Cin

Reduzido o ser humano a “produtor” e “consumidor”, segundo as exigências do “sistema econômico-financeiro”, a produção representa o princípio da realidade e o consumo, o princípio do prazer. Todo o bem consiste em não perder de vista que viver é produzir e consumir, podendo, esse binômio, ser traduzido juridicamente em deveres (e obrigações) e direitos. Assim, a única e verdadeira crise é a crise de ordem econômico-financeira, a crise ontológica por excelência, pois as demais, apenas epifenomênicas, atingem somente valores que são meros sentimentos subjetivos, de ordem cultural ou religiosa, pouco importando na efetiva conquista do bem-estar.

Neste contexto existencial, perde o sentido maior a discussão a respeito do valor da vida humana como bem ontológico de todos. Com efeito, o sistema internacional, acima do bem e do mal, controla o planeta Terra com a finalidade de propiciar o máximo de produção e de consumo. Ele é o senhor que financia os meios e impõe limitações ao direito de existir de certos seres humanos, sob o sofisma de que é para o bem de todos. Por isso, tem o direito de controlar, livremente e sem constrangimento, o consumo de todos os seres humanos, estabelecendo os que devem ser descartados, antes ou depois de nascer. Nada nem nunca houve algo de tão típico da chamada “consciência burguesa”, hoje também uma das mais altas bandeiras das esquerdas, “filhotas” do marxismo.

Os “abortistas” têm verdadeira ojeriza ao livro da Bíblia, principalmente à concepção de Deus pessoal, Deus da vida, e pela transcendência do paraíso prometido a todos enquanto conquistado na efetiva ação histórica concreta de promoção de toda vida humana. Em nome do empenho de conquistar o paraíso terrestre, sinônimo da felicidade individual e coletiva, fechado exclusivamente no tempo e só para o tempo, os “abortistas” seguem, pregam e impõem a “religião atéia” dos que comandam o “Sistema da Terra”. Apresentam, por isso, como inevitável e normal a doutrina que autoriza a matar os nascituros indesejados, podendo, contudo, chegar aos nascidos improdutivos. Tudo como exigência inquestionável da “Mãe-Terra” que condiciona, assim, a entrada na habitação do paraíso terrestre, sem culpa, sem dor, sem miséria, manifestando o grande poder representado pelos senhores da morte, quer no Brasil, quer no exterior. Esta, a nova consciência humana a ser pregada e difundida pelos “abortistas”. Mesmo não sendo explícita, no início, a ordem é a de cortar qualquer ligação com Deus transcendente, com a consciência moral natural que daí decorre, para relativizar todos os valores fundamentais insertos na ordem jurídica. É que o direito à vida, em última instância, acabará, logicamente, a se reduzir, para os “abortistas”, a uma questão meramente religiosa, isto é, de uma religião de teísmo transcendente, já que a defesa última dos que propugnam pelo aborto, a rigor, também é religiosa em seus pressupostos ontológicos e em sua pregação salvífica. Esta a maior irracionalidade da pretensa racionalidade dos “abortistas”.

O aborto é um sofisma. Não é o direito à vida inerente ao valor do ser humano. Para os “abortistas”, o direito à vida, fora do binômio produtor/consumidor — que por si é garantia de vida —, reduz-se às ligações afetivas entre as pessoas, donde nasce a dor da perda, a única que subjetivamente importa. Assim, o nascituro ainda não é conhecido para possibilitar ligações afetivas mais completas e complexas, tornando menos aguda a sua destruição e destinação para o lixo. A mãe, aconselhada e induzida a matar seu filho nascituro por agentes especializados, e que, com isso, decide pelo abortamento, não verá nada. E, no entanto, ainda que este não deixe vestígio algum de que existia de fato, que era alguém, um ser humano, esta mãe dificilmente conseguirá livrar-se da culpa. Se o nascituro sofre ao ser assassinado, pouco importa, pois ninguém vê sua dor e seu instinto de viver, porque tudo é feito por um profissional da morte a serviço do sistema envolvente — e as ligações afetivas ainda não são tão profundas e amplas. Além disso, outros profissionais da morte se encarregam da limpeza psicológica na mãe e familiares. Tudo no mais absoluto silêncio, na maquinação sigilosa entre quatro paredes, bem longe da mídia. E o Governo brasileiro, como já se manifestou favorável ao direito de matar crianças não nascidas, não só endossa esse modelo de sociedade, mas promete recursos financeiros necessários para as mães executarem seus filhos nascituros, mesmo não existindo, atualmente, verbas para atender a um padrão mínimo da saúde. Espera apenas a autorização legislativa.

Tudo isso porque o direito à vida não é mais um direito do ser, mas é apenas o conjunto das ligações afetivas do ser com a mãe, com seus familiares e seus amigos. Um bom apagador, químico ou psíquico, das ligações afetivas resolve o problema da vida e da morte, viabilizando definitivamente o paraíso terrestre movido pelo impulso do Sistema da Produção e do Consumo, não mais existindo, então, pobres, culpa, dor, angústia, pois nem Deus será mais necessário. E, finalmente, ninguém mais ousará discutir a necessidade da prática do aborto, pois tudo estará sob os olhares bondosos do Estado provedor da felicidade.

19 de janeiro de 2009

Ótimos argumentos contra abortistas

Presidente da associação Pró-Vida de Anápolis, o Padre Luiz Carlos Lodi da Cruz (foto), ordenado sacerdote em 31 de maio de 1992 (Anápolis -- GO), além de formado engenheiro eletrônico pela UFRJ em 1985, é bacharel em Teologia pelo Institutum Sapientiae (Anápolis), em 1992, e professor de Bioética na Faculdade de Filosofia São Miguel Arcanjo (FAFISMA).
Do site do Padre Lodi (
http://www.providaanapolis.org.br/) copiei o artigo abaixo, de sua autoria, que contém ótima argumentação anti-abortista.


"Cadeia para as mulheres que fazem aborto?"
[a armadilha dos abortistas]

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz - Presidente do Pró-Vida de Anápolis

Durante a campanha eleitoral de 2008, uma candidata a vereadora ofereceu um folheto a uma senhora que passava por uma praça do Rio de Janeiro. A transeunte era Mônica Torres Lopes Sanches, intrépida defensora da vida, mãe de Giovanna, uma menina anencéfala nascida em 25/03/2005. Ao perceber pelo folheto que a candidata defendia o aborto, Mônica deu meia volta e foi manifestar sua discordância. A candidata replicou: "O que pretendemos é apenas descriminar o aborto. Queremos que as pessoas que praticam aborto não sejam mais penalizadas". Quando o assunto da conversa se tornou a morte de (supostamente) muitas gestantes por causa do aborto clandestino, praticado em condições "inseguras", Mônica relatou o caso de uma mulher que, apesar de ter praticado aborto com um "excelente" médico, sofreu terrivelmente com a curetagem e passou muitos anos sem conseguir dar à luz.

A candidata então preparou uma armadilha em forma de pergunta: "Você acha que essa mulher tinha que ser presa?". Mônica respondeu prontamente: "É claro! Ela matou o filho dela!".

Decepcionada porque Mônica não mordera a isca, a candidata recebeu de volta o folheto juntamente com a garantia de que não ganharia o voto daquela eleitora.

O medo de falar em "pena" para o aborto
A estratégia abortista de concentrar a atenção na pena para as mulheres que abortam têm-se mostrado eficiente, sobretudo diante de pessoas pró-vida incautas. Evita-se falar (pelo menos em um primeiro momento) em um direito ao aborto. Fala-se, em vez disso, em evitar o sofrimento imposto pela lei àquelas que praticam esse crime. Apela-se para o sentimento de misericórdia e pede-se que a pena seja excluída da legislação. Em vez de "legalizar" o aborto, fala-se em "descriminar" ou "despenalizar" o aborto.

Essa estratégia funcionou em Portugal. No referendo de 11 de fevereiro de 2007 (dia de Nossa Senhora de Lourdes!), os portugueses foram chamados a decidir sobre o aborto. Na pergunta, em vez de "legalização", falou-se em "despenalização"[1]. Dos portugueses que votaram (menos da metade do eleitorado), a maioria (59,5%) respondeu "sim" ao aborto.

Na Itália, o aborto foi legalizado graças ao Partido Radical (semelhante ao PT no Brasil) em 1978. A horrenda lei 194, promulgada em 22 de maio daquele ano, permite que o aborto seja praticado pelas mais estranhas razões e pretextos, sempre com o financiamento do Estado. O "Movimento per la vita" italiano mordeu a isca dos abortistas. Tem evitado sistematicamente falar em uma "pena" para o aborto. Pretende, "de um lado, um reconhecimento claro e firme do direito à vida; de outro lado, a renúncia, em linha de princípio, ao direito penal para a sua defesa"[2]. Não ousa propor uma revogação da lei. Propõe uma "reforma" que dê à lei instrumentos aptos a garantir o direito à vida do concebido, mas "sem a ameaça penal"[3].

Ora, pretender combater o aborto sem considerá-lo crime e sem punir quem o pratica é algo quase inócuo. Essa atitude não leva em conta a doutrina da Igreja Católica sobre a função da pena.

Para que serve a pena?
"É direito e dever da autoridade pública legítima infligir penas proporcionadas à gravidade do delito. A pena tem como primeiro objetivo reparar a desordem introduzida pela culpa. Quando esta pena é voluntariamente aceita pelo culpado, adquire valor de expiação. A pena tem ainda como objetivo, para além da defesa da ordem pública e da proteção da segurança das pessoas, uma finalidade medicinal, posto que deve, na medida do possível, contribuir para a emenda do culpado" (Catecismo da Igreja Católica, n. 2266. Destaque nosso).

Do texto citado acima, verificamos que:

a) a aplicação de penas aos delitos não é somente um direito, mas um dever do Estado;

b) a pena deve ser proporcional à gravidade do delito (o aborto foi qualificado pelo Concílio Vaticano II como crime "nefando"[4] e pelo Papa João Paulo II como crime "abominável"[5]);

c) o objetivo principal da pena não é prevenir que se cometam novos crimes, mas reparar a desordem introduzida pela culpa.

Essa função retributiva da pena – que é a principal, embora não seja a única – tem sido transcurada por muitos penalistas modernos. Quanto ao aborto, o Catecismo fala explicitamente do dever do Estado de prever sanções penais:

"Como conseqüência do respeito e da proteção que devem ser garantidos ao nascituro, desde o momento da sua concepção, a lei deve prever sanções penais apropriadas para toda a violação deliberada dos seus direitos" (Catecismo, n. 2273).

A gravidade objetiva do crime do aborto
Objetivamente falando, o aborto é o mais covarde de todos os assassinatos. Em relação ao homicídio simples, punido com 6 a 20 anos de reclusão (art. 121, CP), ele tem vários agravantes. Os meios empregados são insidiosos ou cruéis, incluindo envenenamento, tortura ou asfixia (art. 121, §2º, III, CP). O ofendido sempre é absolutamente indefeso (art. 121, §2º, IV, CP). É praticado contra um descendente (art. 61, II, e, CP), contra uma criança (art. 61, II, h, CP), e muitas vezes por um médico que tem por ofício o dever de defender a vida (art. 61, II, g, CP).

No entanto, a pena é extremamente pequena: 1 a 3 anos de detenção para a gestante (art. 124, CP) e 1 a 4 anos de reclusão para o terceiro que provoca aborto nela com o seu consentimento (art. 126, CP). Com uma pena mínima de apenas um ano, quem pratica o crime pode beneficiar-se da suspensão condicional do processo prevista no artigo 89 da Lei dos Juizados Especiais (Lei 9099/1995). Foi o que aconteceu com várias mulheres acusadas de praticarem aborto em Campo Grande (MS), na clínica da Dra. Neide Mota Machado. Aceitando proposta do Ministério Público, o processo ficou suspenso por dois anos, com as seguintes condições: "a) comparecimento pessoal em juízo a cada trinta dias para comprovar endereço ou trabalho; b) comparecimento numa creche durante o primeiro ano para prestar serviços à comunidade, por quatro horas, um dia na semana, cujos trabalhos serão definidos de acordo com sua aptidão; c) não se ausentar da comarca por mais de quinze dias, sem comunicação ao juízo"[6]. Mesmo assim as feministas não se deram por satisfeitas. Invocando a Convenção Internacional contra a Tortura, elas chegaram ao cúmulo de dizer que "a prestação de serviços comunitários em creches pode ser equipara à condição de tortura psicológica (!)"[7].

O deputado Pompeu de Mattos (PDT/RS), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, que havia pedido ao juiz Aluízio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Júri de Campo Grande, que as mulheres não fossem indiciadas, resolveu agora apresentar um proposta legislativa para reduzir ainda mais a pena do aborto. É o Projeto de Lei 3673/2008, que pretende reduzir para dois anos de detenção (em vez de três) a pena máxima para a gestante que pratica um aborto. Se convertido em lei, o aborto passará a ser um crime "de menor potencial ofensivo" (!), dispensando até mesmo a realização de um inquérito policial. A proposta de Pompeu serve de preparativo para a descriminalização do aborto.

O aborto do ponto de vista subjetivo
A Igreja pune o crime do aborto com a pena canônica da excomunhão automática (cânon 1398), que atinge os que intervêm materialmente (médicos, enfermeiras, parteiras...) ou moralmente (como o marido ou o pai que ameaçam a gestante, constrangendo-a a abortar). "A Igreja não pretende, deste modo, restringir o campo da misericórdia. Simplesmente, manifesta a gravidade do crime cometido, o prejuízo irreparável causado ao inocente que foi morto, aos seus pais e a toda a sociedade" (Catecismo, n. 2272). No entanto, segundo o canonista Pe. Jesus Hortal, "a mulher, não raramente, não incorrerá na excomunhão por encontrar-se dentro das circunstâncias atenuantes do cân. 1324 § 1º, 3º e 5º"[8]. Tais circunstâncias são: a posse imperfeita do uso da razão, o forte ímpeto da paixão ou a coação por medo grave. A culpa maior cabe ao aborteiro, que lucra com a morte da criança e o desespero da mãe que o procura.

Uma coisa, porém, é reconhecer a existência de circunstâncias subjetivas que diminuam a culpa e, portanto, a pena a ser aplicada. Outra coisa é excluir da lei qualquer pena para o crime, como pretendem os abortistas. Isso é muito bem explicado em um documento do Pontifício Conselho para a Família, de 13 de maio de 2006:

"Hoje se pretende de qualquer modo banalizar o aborto com o pretexto de que a autoridade não deve penalizar este delito abominável. Estar nessa linha significa reduzir ou negar que o delito, pelo próprio fato de ser delito, requer uma pena. Não é concebível que um delito possa restar impune. Um outro aspecto se refere à seguinte questão: o juiz, quando examina os casos, tem a possibilidade, isto sim, de ver quais são os aspectos agravantes ou atenuantes e dispor conseqüentemente. Banalizar assim o aborto transformaria o delito em direito"[9].

Como não cair na armadilha abortista
Diante de um interlocutor de age com má-fé, convém fazer como fez Jesus muitas vezes com os fariseus: devolver-lhe a pergunta. Essa atitude deixa patente a insensatez da posição abortista e transforma o acusador em acusado.

ARMADILHA ABORTISTA

Você acha que as mulheres que fazem aborto devem ser punidas?


RESPOSTA PRÓ-VIDA

ERRADA: Não, eu não quero que elas sejam punidas. Quero apenas que os abortos não sejam praticados.

CERTA: Pelo que entendi, você quer saber se eu defendo a impunidade de quem mata o próprio filho. É essa a sua pergunta?

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[1] A pergunta foi a seguinte: "Concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez, se realizada, por opção da mulher, nas dez primeiras semanas, em estabelecimento de saúde legalmente autorizado?".
[2] CASINI, Carlo. Prospettive di riforma dell'attuale legislazione sull'aborto: il dibattito italiano ed europeo. 2º suppl. al mensile "La Speranza" n. 1 gennaio 1995, Firenze, p. 13.
[3] Cf. CASINI, Carlo. Chiudiamo l'era della 194. Si alla vita, n. 1, gennaio 2008, Roma, p. 13.
[4] Constituição Pastoral Gaudium et Spes, n. 51.
[5] Discurso no II Encontro Mundial do Papa com as Famílias, Rio de Janeiro, 04 out.1997.
[6] FERREIRA, Marta. Em MS 25 mulheres já foram denunciadas por aborto. Campo Grande News. 14 maio 2008, 18h42min. Disponível em: com.br/canais/view/?canal=8&id=227054>.

[7] VINCENSI, Cheline. CDDH oferece assistência jurídica para mulheres indiciadas na clínica de aborto. Correio do Estado. 20 maio 2008, 17h50min. Disponível em: com.br/?conteudo=noticia_detalhe&idNoticia=8786>.
[8] CÓDIGO de Direito Canônico: promulgado por João Paulo II, Papa. São Paulo, Loyola, 1983. p. 609.
[9] Família e Procriação Humana, n. 23. Destaques do original

15 de janeiro de 2009

Lei iníqua: aborto em casos de estupro — sentença iníqua condena à morte o inocente!

Como é de conhecimento geral, no Brasil o crime do aborto é legal em duas situações: em casos de estupro e quando a gravidez implica risco para a gestante. Mas não é porque não se infringe a lei do País que se deixa de infringir a Lei de Deus. E não é porque uma lei permite o aborto que deixará de ser um assassinato tirar a vida de um inocente. Nem o estuprador é condenado à morte pelo crime que cometeu; entretanto o inocente é punido com a pena capital. Uma aberração, evidentemente, mas própria de uma legislação que “legaliza” o “crime”! Uma legislação manchada de sangue inocente!


A jovem norte-americana Rebecca Kiessling (foto), concebida devido a um estupro, narra de modo impressionante sua situação num relato que acabei de receber por e-mail e apresso-me a transcrevê-lo neste Blog para torná-lo disponível também aos nossos leitores.

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A história de Rebecca Kiessling
(resumo)

Extraído do site: http://www.rebeccakiessling.com/

“Eu fui adotada assim que nasci. Aos 18 anos soube que fui concebida a partir de um estupro brutal sob ameaça de faca por um estuprador em série. Assim como a maior parte das pessoas, eu nunca pensei que o assunto aborto estivesse relacionado à minha vida, mas assim que recebi esta notícia percebi que não só está relacionado à minha vida, mas está ligado à minha própria existência. Era como se eu pudesse ouvir os ecos de todas as pessoas que, da forma mais simpática possível, dizem: “Bem, exceto nos caso de estupro...” ou que dizem com veemência e repulsa: “Especialmente nos casos de estupro!!!”. Existem muitas pessoas assim por aí. Elas sequer me conhecem, mas julgam a minha vida e tão prontamente a descartam só pela forma como fui concebida. Eu senti como se a partir daquele momento tivesse que justificar minha própria existência, tivesse que provar ao mundo que não deveria ter sido abortada e que eu era digna de viver. Também me lembro de me sentir como lixo por causa das pessoas que diziam que minha vida era um lixo, que eu era descartável.

Por favor, entenda que quando você se declara “a favor da livre escolha” ou quando abre a exceção para o estupro, o que isso realmente significa é que você pode olhar nos meus olhos e me dizer “eu acho que sua mãe deveria ter tido a opção de abortar você”. Esta é uma afirmação muito forte. Jamais diria a alguém: “Se eu tivesse tido a chance, você estaria morta agora”. Mas essa é a realidade com a qual eu vivo. Desafio qualquer um a dizer que não é. Não é como se as pessoas dissessem: “Bom, eu sou a favor da livre escolha, menos naquela pequena fresta de oportunidade em 1968/69, para que você, Rebecca, pudesse ter nascido”. Não. Esta é a realidade mais cruel desse tipo de opinião e eu posso afirmar que isso machuca e que é uma maldade. Mas sei que muita gente não quer se comprometer sobre esse assunto. Para eles, é apenas um conceito, um clichê que eles varrem para debaixo do tapete e esquecem. Eu realmente espero que, como filha de um estupro, eu possa ajudar a dar um rosto e uma voz a esta questão.

Diversas vezes me deparei com pessoas que me confrontaram e tentaram se desvencilhar dizendo coisas do tipo: “Bem, você teve sorte!”. Tenha certeza de que minha sobrevivência não tem nada a ver com sorte. O fato de eu estar viva hoje tem a ver com as escolhas feitas pela nossa sociedade: pessoas que lutaram para que o aborto fosse ilegal em Michigan naquela época ─ mesmo em casos de estupro ─, pessoas que brigaram para proteger a minha vida e pessoas que votaram a favor da vida. Eu não tive sorte. Fui protegida. E vocês realmente acham que nossos irmãos e irmãs que estão sendo abortados todos os dias simplesmente são “azarados”?

Apesar de minha mãe biológica ter ficado feliz em me conhecer, ela me contou que foi a duas clínicas de aborto clandestinas e que eu quase fui abortada. Depois do estupro, a polícia indicou um conselheiro que simplesmente disse a ela que a melhor opção era abortar. Minha mãe biológica disse que naquela época não havia centros de apoio a grávidas em risco, mas me garantiu que, se houvesse, ela teria ido até lá pelo menos para receber um pouco mais de orientação. O conselheiro foi quem estabeleceu o contato entre ela e os abortistas clandestinos. Ela disse que a clínica tinha a típica aparência de fundo de quintal, como a gente escuta por aí, e lá “ela poderia ter me abortado de forma segura e legal”: sangue e sujeira na mesa e por todo o chão. Essas condições precárias e o fato de ser ilegal levaram-na a recuar, como acontece com a maioria das mulheres.

Depois ela entrou em contato com um abortista mais caro. Desta vez, se encontraria com alguém à noite no Instituto de Arte de Detroit. Alguém iria se aproximar dela, dizer seu nome, vendá-la, colocá-la no banco de trás de um carro, levá-la e então me abortar... Depois vendá-la novamente e levá-la de volta. E sabe o que eu acho mais lamentável? É que eu sei que existe um monte de gente por aí que me ouviria contar esses detalhes e que responderia com uma balançada de cabeça em desaprovação: “Seria terrível que sua mãe biológica tivesse tido que passar por tudo isso para conseguir abortar você!”. Isso é compaixão?!!! Eu entendo que eles pensem que estão sendo compassivos, mas para mim parece muita frieza de coração, não acha? É sobre a minha vida que eles estão falando de forma tão indiferente e não há nada de compaixão neste tipo de opinião. Minha mãe biológica está bem, a vida dela continuou e ela está se saindo muito bem, mas eu teria morrido e minha vida estaria acabada. A minha aparência não é a mesma de quando eu tinha quatro anos de idade ou quatro dias de vida, ainda no útero da minha mãe, mas ainda assim era inegavelmente eu e eu teria sido morta em um aborto brutal.

De acordo com a pesquisa do Dr. David Reardon, diretor do Instituto Elliot, co-editor do livro Vítimas e vitimados: falando sobre gravidez, aborto e crianças frutos de agressões sexuais, e autor do artigo “Estupro, incesto e aborto: olhando além dos mitos”, a maioria das mulheres que engravidam após uma agressão sexual não querem abortar e de fato ficam em pior estado depois de um aborto. http://www.afterabortion.org/. Sendo assim, a opinião da maioria das pessoas sobre aborto em casos de estupro é fundamentada em falsas premissas: 1) a vítima de estupro quer abortar; 2) ela vai se sentir melhor depois do aborto; e 3) a vida daquela criança não vale o trabalho que dá para suportar uma gravidez. Eu espero que a minha história e as outras postadas neste site ajudem a acabar com este último mito.

Eu queria poder dizer que minha mãe biológica não queria me abortar, mas de fato ela foi convencida a não fazê-lo. Porém, o aspecto nojento e o palavreado sujo deste segundo abortista clandestino, além do receio por sua própria segurança, levaram-na a recuar. Quando ela lhe contou por telefone que não estava interessada neste acordo arriscado, este homem a insultou e a xingou. Para sua surpresa, ele ligou novamente no dia seguinte para tentar convencê-la a me abortar, e mais uma vez ela não quis prosseguir com o plano e ouviu mais uma série de insultos. Depois disso, ela simplesmente não podia mais prosseguir com essa idéia. Minha mãe biológica já estava entrando no segundo trimestre da gestação, quando seria muito mais perigoso e muito mais caro me abortar.

Sou muito grata por minha vida ter sido poupada, mas muitos cristãos bem intencionados me diziam coisas como “olha, Deus realmente quis que você nascesse!” e outros podem dizer “era mesmo pra você estar aqui”. Mas eu sei que Deus quer que toda criança tenha a mesma oportunidade de nascer e não posso me conformar e simplesmente dizer “bem, pelo menos a minha vida foi poupada”. Ou “eu mereci, veja o que eu fiz com a minha vida”. E as outras milhões de crianças não mereciam? Eu não consigo fazer isso. Você consegue? Você consegue simplesmente ficar aí e dizer “pelo menos eu fui desejado... pelo menos estou vivo...” ou simplesmente “sei lá”? Esse é realmente o tipo de pessoa que você quer ser? De coração frio? Uma aparência de compaixão por fora e coração de pedra e vazio por dentro? Você diz que se importa com os direitos das mulheres, mas não está nem aí pra mim porque eu sou um lembrete de algo que você prefere não encarar e que você detesta que outros se importem? Eu não me encaixo na sua agenda?

Na faculdade de direito eu tinha colegas que me diziam coisas como “se você tivesse sido abortada, não estaria aqui hoje e de qualquer forma não saberia a diferença, então por que se importa?”. Acredite ou não, alguns dos principais filósofos pró-aborto usam esse mesmo tipo de argumento: “O feto não sabe o que o atingiu, então não percebe que perdeu a vida”. Sendo assim, acho que se você esfaquear alguém pelas costas enquanto ele estiver dormindo, tudo bem, porque ele não sabe o que o atingiu?! Eu explicava aos meus colegas como a mesma lógica deles justificaria que eu “matasse você hoje, porque você não estaria aqui amanhã e não saberia a diferença de qualquer forma. Então, por que se importa?”. E eles ficavam com o queixo caído. É incrível o que um pouco de lógica pode fazer, quando você pára para pensar – que é o que devemos fazer numa faculdade de direito – e considera o que nós realmente estamos falando: há vidas que não estão aqui hoje porque foram abortadas. É como o velho ditado: “Se uma árvore cai na floresta e não há ninguém por perto para ouvir, será que faz barulho?”. Bem, sim! E se um bebê é abortado e ninguém fica sabendo, tem importância? A resposta é SIM! A vida dele importa. A minha vida importa. A sua vida importa e não deixe ninguém te dizer o contrário!

O mundo é um lugar diferente porque naquela época era ilegal a minha mãe me abortar. A sua vida é diferente porque ela não pôde me abortar legalmente e porque você está sentado aqui lendo as minhas palavras hoje! Mas você não tem que atrair platéias pra que a sua vida tenha importância. Há coisas que fazem falta a todos nós aqui hoje por causa das gerações que foram abortadas e isso importa.

Umas das melhores coisas que eu aprendi é que o estuprador NÃO é meu criador, como algumas pessoas queriam que eu acreditasse. Meu valor e identidade não são determinados por eu ser o “resultado de um estupro”, mas por ser uma filha de Deus. O Salmo 68, 5-6 declara: “Pai dos órfãos... no seu templo santo Deus habita. Dá o Senhor um lar ao sem-família”. E o Salmo 27, 10 nos diz: “Mesmo se pai e mãe me abandonassem, o Senhor me acolheria”. Eu sei que não há nenhum estigma em ser adotado. O Novo Testamento nos diz que é no espírito de adoção que nós somos chamados a ser filhos de Deus por Jesus Cristo nosso Senhor. Sendo assim, Ele deve ter pensado na adoção como símbolo do amor dEle por nós!

E o mais importante é que eu aprendi, poderei ensinar aos meus filhos e ensino aos outros que o seu valor não é medido pelas circunstâncias da sua concepção, seus pais, seus irmãos, seu parceiro, sua casa, suas roupas, sua aparência, seu QI, suas notas, seus índices, seu dinheiro, sua profissão, seus sucessos e fracassos ou pelas suas habilidades ou dificuldades. Essas são as mentiras que são perpetuadas na sociedade. De fato, muitos palestrantes motivacionais falam para suas platéias que se elas fizerem algo importante e atingirem certos padrões sociais, então elas também poderão “ser alguém”. Mas o fato é que ninguém conseguiria atingir todos esses padrões ridículos e muitas pessoas falhariam. Isso significa que elas não são “alguém” ou que elas são “ninguém”? A verdade é que você não tem que provar o seu valor a ninguém e se você quiser realmente saber qual é o seu valor, tudo o que precisa fazer é olhar para a Cruz, pois este é o preço que foi pago pela sua vida! Esse é o valor infinito que Deus colocou na sua vida! Para Ele você vale muito e para mim também. Que tal se juntar a mim para também proclamar o valor dos outros com palavras e ações?

Para aqueles que dizem “bem, eu não acredito em Deus e não acredito na Bíblia, então sou a favor da livre escolha de abortar ou não”, por favor, leia meu artigo “O direito da criança de não ser injustamente morta – uma abordagem da filosofia do direito”. Eu garanto que valerá o seu tempo”.

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Pela vida,
Rebecca
http://www.rebeccakiessling.com/

25 de dezembro de 2008

É Natal: a magna festa da Cristandade — a mais importante celebração familiar

Diletos Amigos!


É Natal! Nasceu Jesus, nosso Redentor! Cumpriu-se o prognóstico do profeta Isaías:

“O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; sobre aqueles que habitavam uma região tenebrosa resplandeceu uma luz. Vós suscitais um grande regozijo, provocais uma imensa alegria; rejubilam-se diante de vós como na alegria da colheita”. (Isaías, 9, 1-2)


Desejando que a Sagrada Família — o Menino Jesus, sua Mãe Santíssima e São José — esteja sempre presente em seus lares, protegendo todos de sua querida família, envio-lhes de coração meus melhores votos de um Abençoado e Feliz Natal e de Ano Novo repleto de graças, alegrias e realizações.

Em 2009, nuvens pesadas e escuras poderão nos causar terror e aflição, mas tenhamos confiança, sabemos que por detrás das ameaçadoras nuvens brilha o sol. Não apenas o astro, mas o Sol de Justiça e Misericórdia que há 2008 anos, na fria gruta de Belém e em meio a uma noite escura, nasceu para nos salvar — nascido numa simples manjedoura, mas com o Poder Supremo, a ponto de afirmar:

“Referi-vos essas coisas para que tenhais a paz em mim. No mundo haveis de ter aflições. Coragem! Eu venci o mundo!”. (São João, 16, 33)

Natal é a festa magna da Cristandade. Natal é também a mais importante celebração familiar. Nos lares, todos se reúnem para relembrar a alegria com o nascimento de nosso Divino Redentor. — Pelo menos deveria ser com esta intenção... e não para mera diversão...

Natal, não nego, é também ocasião de presentes, sobretudo para as crianças, mas eles são oferecidos para relembrar os presentes que os pastorinhos e os Três Reis Magos ofertaram ao Divino Infante na primeira noite de Natal. — Pelo menos deveria ser com esta finalidade... e não para alimentar a ganância do comércio...

Com a sincera vontade de auxiliar na impregnação da atmosfera natalina nos lares dos leitores deste Blog da Família, ofereço-lhes um singelo presente: uma breve história da origem da canção de Natal por excelência — o “STILLE NACHT” (“Noite Feliz”), uma canção composta por Franz Gruber, mas inspirada pelo Céu!

Desejando a todos um jubiloso Natal, envio-lhes cordial abraço,

Paulo Roberto Campos



A NOITE DE NATAL

“Sabia você que, quando você canta “Noite feliz, noite feliz”, sentado ao pé da árvore de Natal, muitas e muitas crianças, no mundo inteiro, estão cantando a mesma canção? Pois é verdade. Meninos e meninas do México, da Inglaterra, do Canadá, da China, entoam a mesma melodia.

São esquimós, nas suas casas de neve, junto das quais os ursos brancos escutam, à beira d’água; são meninos das cidades e dos campos; são os das mais diferentes terras e raças. Todos cantam a mesma música. É verdade que, conforme a língua de cada país, as palavras são diferentes. Noite feliz, em português; Douce nuit, em francês; Notte felice, em italiano; Stille nacht, em alemão; Silent night, em inglês; Noche feliz, em espanhol... Mas, em qualquer dessas línguas, as palavras dizem a mesma coisa e despertam o mesmo suave contentamento.

Pois bem. Saiba agora que muitas canções não representam apenas palavras postas em música. Passaram elas por tantos lábios e alegraram tantos corações, que, com o tempo, como que ganharam vida própria e uma alma. Elas têm a sua história. Como você e eu, nasceram e cresceram. Lutaram e sofreram. Viajaram por terra e pelos mares. De algumas dessas canções, conhecemos tudo. De outras, apenas sabemos que já existiam quando nossos avós eram crianças. A estas últimas chamamos de canções populares, quer dizer, canções do povo, de todos e de ninguém.

“Noite feliz” é uma dessas cantigas que têm vida, que têm alma. Muita gente pensa que ela é uma das canções criadas pelo povo. Mas não é, não. Ela tem a sua história própria. Perdida durante certo tempo, essa história foi mais tarde encontrada e restabelecida por um rei. Assim aconteceu porque não se trata de uma canção qualquer, mas de uma verdadeira canção de Natal, ou mesmo, como foi chamada, de uma “Canção do Céu”.
(Trecho extraído do livro “História de uma canção de Natal”, de Hertha Pauli).

PS-1: A seguir, os inspirados versos de “Noite Feliz”. Primeiro na língua originária, o alemão, depois no nosso bom português. Reunir as crianças de nossas famílias para cantar o “Noite Feliz”, é um dos inesquecíveis presentes de Natal, que será recebido com uma alegria indizível. Se desejarem, ouvir essa sublime canção, click em:
http://www.youtube.com/watch?v=oUb8ySdERKs&feature=related

Ou click em:
http://br.youtube.com/watch?v=4puLybRGSAw&feature=related


PS-2: Os leitores que também desejarem conhecer um pouco mais da encantadora origem da Árvore de Natal, leiam em:
http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/2007/12/tradio-familiar-da-rvore-de-natal.html


STILLE NACHT, HEILIGE NACHT

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Alles Schlaeft, einsam wacht
Nur das traute, hochheilige Paar.
Holder Knabe im lockigen Haar,
Schlaf in himmlischer Ruh' -
Schlaf in himmlischer Ruh'!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Hirten erst kundgemacht,
Durch der Engel Halleluja
Toent es laut von fern und nah':
Christ, der Retter, ist da, -
Christ, der Retter, ist da!

Stille Nacht! Heilige Nacht!
Gottes Sohn, o, wie lacht
Lieb' aus deinem goettlichen Mund,
Da uns schlaegt die rettende Stund',
Christ, in deiner Geburt, -
Christ, in deiner Geburt!

NOITE FELIZ!


Noite feliz! Noite feliz!
O Senhor, Deus de amor,
Pobrezinho nasceu em Belém,
Eis na lapa Jesus, nosso bem,
Dorme em paz, ó Jesus!
Dorme em paz, ó Jesus!

Noite feliz! Noite feliz!
Eis que no ar vêm cantar
Aos pastores os anjos dos céus
Anunciando a chegada de Deus,
De Jesus Salvador,
De Jesus Salvador.

Noite feliz! Noite feliz!
Ó Jesus, Deus da luz,
Quão afável é teu coração
Que quiseste nascer nosso irmão,
E a nós todos salvar,
E a nós todos salvar.

10 de dezembro de 2008

Corajoso e belo gesto do Grão-Duque de Luxemburgo

Eutanásia é um eufemismo para morte dita “assistida”, suicídio, assassinato de idosos e/ou doentes, ou mesmo de enfermos de qualquer idade, mesmo de crianças. Entretanto ninguém tem o direito de tirar a vida de um ser humano inocente, seja ele um feto, bebê, criança, adolescente, adulto ou idoso. Seja doente incurável ou não. Ademais ninguém pode tirar a própria vida, ou pedir que se a elimine. Isto seria um ato contrário a Lei de Deus e a Lei natural, além de ser um crime contra a vida humana. Portanto, a eutanásia consiste num gravíssimo pecado.


Contra a eutanásia, recentemente tivemos um bom exemplo vindo do Luxemburgo! Que tal exemplo sirva de lição para todos os nossos governantes. Vejamos:

Escudo do Luxemburgo

O Parlamento do Luxemburgo, por iniciativa de deputados socialistas, aprovou a prática da eutanásia! Como pode um Parlamento aprovar a morte ou o suicídio?!

Felizmente o Grão-Duque Henrique I (foto), que é católico, não sancionou tal ignóbil lei. Direito que lhe compete enquanto Chefe de Estado. Por razões de consciência, no dia 2 de dezembro ele declarou que não assinará a legalização da eutanásia.

O Grão-Duque, por sua corajosa posição em consonância com a doutrina católica e em defesa da vida, merece todo nosso apoio! Entretanto o Primeiro-Ministro luxemburguês, Jean-Claude Juncker, pretende alterar a Constituição eliminando o direito de veto que cabe ao Chefe de Estado.

Não podemos permitir que essa manobra — praticamente um golpe de Estado constitucional — prospere. Mas o que nós, brasileiros, podemos fazer? Agir para impedir tal manobra não é da competência dos luxemburgueses?

Sim, a decisão é deles, mas podemos apoiar a posição do Monarca enviando-lhe mensagens de encorajamento. Isso poderá influenciar a opinião pública daquela pequena e simpática nação — de 480 mil habitantes, sendo que 86% são católicos — e, assim, se obter o rechaço à lei da eutanásia.


Henrique I, Grão Duque de Luxemburgo, e a Gran Duquesa Maria Teresa (têm 5 filhos)

Primeiro se aprova a eutanásia em outros países e logo mais parlamentares de esquerda no Brasil vão querer imitar, elaborando projetos de lei a favor da morte pela eutanásia.

Assim sendo, proponho aos leitores deste blog, que enviem mensagens de felicitações, via e-mail, pela bela atitude do Grão-Duque Henrique I. Neste momento crucial, muito lhe ajudará o nosso apoio. Para isso, basta um clik no seguinte link:

http://www.tfp-deutschland.de/lp/support-hvl-3.html


Sua Alteza Real o Grão Duque Henrique I de Luxemburgo

Seu nome completo: Henri Albért Gabriel Félix Marie Guillaume von Nassau-Weilburg y Bourbon-Parma

3 de dezembro de 2008

“O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o Aborto”

Diletos Amigos

Recebi o e-mail abaixo, informando o novo endereço do site “Tamar-Matar”. Trata-se de uma das mais marcantes polêmicas em torno da questão da despenalização do aborto e da criminalização de quem venha a destruir um ovinho de tartaruga (Lei 9.605/98). Uma das idéias mais obscurantistas e intolerantes nascidas de mentes abortistas: a liberdade de se matar um ser humano e a severa punição devido à destruição de um simples ovo de tartaruga!!!
No cerne de tal polêmica, o Dr. Cícero Harada defendeu brilhantemente o direito à vida inocente e apontou a gritante incoerência da referida lei. Esse debate deu-se no site da OAB-SP e iniciou-se com seu artigo “O Projeto Matar e o Projeto Tamar: o Aborto”, mas que teve diversos desdobramentos, todos agora reunidos num só endereço:


http://tamarmatar.wordpress.com/

Site realmente muito interessante. Vale a pena conhecê-lo e recomendá-lo a seus Amigos.
Abs
Paulo
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Tamar ou Matar: o debate

Há tempos atrás, o Dr. Cicero Harada, Procurador do Estado de São Paulo escreveu um artigo demonstrando o absurdo de que, no Brasil, a destruição de ovos de tartaruga é crime inafiançável enquanto há muita gente desejosa de que a destruição de bebês ainda no ventre de suas mães seja permitida.

Este artigo de Dr. Harada causou frisson no meio feminista. Heleieth Saffioti, bam-bam-bam feminista, subiu nas tamancas e lançou também um artigo respondendo ao Procurador. Só que "deu com os burros n´água", esquivando-se completamente de contra-argumentar.

Bem... A história é interessantíssima e vale a pena mostrá-la. Ela tem outros desdobramentos.

Para não deixar isto cair no esquecimento, produzi uma página na qual há todo o histórico do debate, além de inúmeras outras informações.

Creio que vale a pena se inteirar do assunto. Principalmente porque é demonstrada a completa falta de argumentos dos favoráveis ao aborto. Isto é tão dramático que a apelação rasteira tornou-se a tônica dos pró-aborto, como ficou exaustivamente demonstrado.

Quem tiver curiosidade, é só acessar o site "Tamar-Matar: o debate". http://tamarmatar.wordpress.com/

William Murat

29 de novembro de 2008

No oba! oba! Obama venceu... Mas nem tudo está perdido — "God bless America!"

Paulo Roberto Campos

Há quase um mês da vitória de Barack Hussein Obama, pode-se ficar com a impressão de que ele obteve uma vitória “avassaladora”, tal o bombardeio midiático a seu favor. Com essa impressão ficará quem tenha acompanhado as eleições americanas sem restrições à avalanche de informações veiculadas. Aquele que fizer uma análise fria dos resultados constatará que não foi uma vitória “consagradora”.

O resultado: 53% X 46%. Ou seja, quase metade do eleitorado não foi na onda do “oba-oba” e, apesar de tudo, votou em John McCain. Se apenas 3% dos eleitores de Obama depositassem seu voto em McCain, teríamos um empate.

O suspeitíssimo momento em que o tsunami econômico atingiu os EUA

Por que afirmei “apesar de tudo”? Entre diversos fatores, cito dois:

Muitos analistas acreditam que se não fosse a crise econômica, eclodida praticamente às vésperas das eleições, Obama não ocuparia a Casa Branca em hipótese alguma. Alguns chegam a levantar suspeita sobre o momento da eclosão da crise econômica.

Kenneth Serbin, professor de História na Universidade de San Diego e autor de várias obras, afirma em seu artigo “Uma visão realista do vencedor”, publicado em “O Estado de S. Paulo” de 9-11-08:

“Mais importante do que a cor de Obama, é como ele ganhou. Uma análise do Instituto Gallup afirmou que a disputa entre Barack Obama e John McCain ‘foi extremamente competitiva durante boa parte do ano’, e Obama esteve freqüentemente em ligeira vantagem. McCain passou à sua frente no início de setembro e pareceu ganhar impulso, mas depois da maciça crise do crédito e do colapso das Bolsas, Obama abriu uma vantagem substancial.

O que chamou a atenção foi o relacionamento de Obama com entidades que ajudaram a provocar o pânico financeiro. Nos últimos dez anos, ele foi o segundo maior beneficiário de doações da Fannie Mae e do Freddie Mac, as corporações de crédito financeiro imobiliário que o governo encampou no início da crise. Obama recebeu US$ 126.349 em contribuições de campanha (McCain foi o 62º da lista, com US$ 21.550). O ex-presidente da Fannie Mae foi assessor de Obama até ser obrigado a renunciar ao cargo, em junho.

O deputado Rahm Emanuel, que será o chefe de gabinete de Obama, recebeu US$ 51.750 da Fannie e do Freddie. Emanuel, funcionário do governo do presidente Bill Clinton, com fama de ser democrata da linha-dura, ganhou US$ 16 milhões como executivo de bancos de investimentos que cuidavam de fusões e de aquisições. O próprio New York Times, que é pró-Obama, observou que Emanuel ‘é criticado por ter se mostrado demasiadamente aliado de Wall Street, lembrando que não é absolutamente essa a imagem que os democratas querem cultivar hoje em dia’.”

A suspeitíssima parcialidade da mídia

Sobre o segundo fator não há necessidade de estender-me muito, pois ele ficou evidenciado aos olhos de todos: a hegemonia da mídia “obamalatra”. Sinteticamente, Diogo Mainardi, em sua famosa coluna na “Veja” do dia 5 p.p., escreve:

“O ritmo de samba contaminou até mesmo a imprensa americana. Nas primeiras páginas dos jornais, Barack Obama recebeu 45% de cobertura positiva. John McCain, 6%. O New York Times comportou-se como o jornal de um senador maranhense, aderindo à campanha de seu candidato. Um jornal pode aderir à campanha do candidato que quiser. O que está errado é o empenho em abafar todos os fatos que possam criar-lhe algum tipo de constrangimento. Foi o que ocorreu neste ano nos Estados Unidos. Qualquer pergunta sobre Barack Obama foi caracterizada como uma forma de racismo, ou de asnice, ou de caipirice.”

Se a esses dois fatores somarmos a bilionária campanha democrata e a cerrada exploração da impopularidade do atual governo republicano, poderíamos imaginar que Obama obteria uma vitória esmagadora. Não foi o que aconteceu.

Oba! Oba! Obama salvará os EUA... salvará o planeta...

O mote de campanha do presidente eleito foi “mudança”... Para onde? Para melhor? Para pior? Havia um clima oposto a quem levantasse tal pergunta. Este seria acusado de ser “um estraga festas”. Estragaria aquela empolgação emocional, veiculada “ad nauseam” pela mídia.

Obama arrebatava as massas no momento de seus discursos. Entretanto, quem analisasse serenamente suas palavras, percebia a verborragia, o lengalenga de suas afirmações. Tudo vago, propostas inconsistentes e insípidas. Grande e inédito plano de governo? Grandes idéias? Nada! Mas a grande mídia se encarregava de interpretar tudo favoravelmente ao seu “eleito”, o “escolhido” pelos meios de comunicação esquerdistas para ser o novo “messias”, vindo da África para salvar a América.

Que passado teve esse “redentor” para nele se depositar tamanha esperança? Baseado em que motivos? Em sua carreira, que feitos extraordinários ele realizou para justificar essa auréola messiânica? Que planos prodigiosos revelou ele para o futuro dos Estados Unidos? Quais suas propostas regeneradoras? Nada! Absolutamente nada! Mera propaganda. Bilionária propaganda!


Vitória dos valores familiares na Califórnia, Arizona e Flórida

Nem tudo está perdido! Afinal, apesar da “obamalatria”, não se pode dizer que a maioria dos norte-americanos votou segundo as idéias marxistas e anti-família manifestadas pelo ex-senador Obama, como a de empenhar-se em facilitar ainda mais a prática do aborto nos Estados Unidos, favorecer o “casamento” homossexual, aprovar a manipulação de células-tronco embrionárias.

No mesmo dia 4 de novembro, em que os americanos escolheram seu novo presidente, ocorreram plebiscitos sobre a definição de matrimônio segundo a Constituição, na Califórnia, Arizona e Flórida. Nos três Estados, venceram as emendas constitucionais definindo o casamento como sendo unicamente entre um homem e uma mulher. O mesmo já havia ocorrido em 27 Estados — todos rejeitaram o pseudo-casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aliás, uma questão tão óbvia que não se imaginaria que precisasse ser plebiscitada!

Em todo caso, a definição evidente venceu. Na Califórnia por 52,5% dos votos, no Arizona por 56% e na Florida por 62%. Essas vitórias dos valores da instituição familiar comprovam que há uma sadia parcela da opinião pública americana que não abre mão desses valores. Boa parte dela, mesmo tendo votado em Obama — pelas razões expostas —, não é favorável aos projetos defendidos por ele no Senado.

O tão repetido slogan “a mudança chegou” não obteve consentimento da maioria dos norte-americanos. Pelo contrário, ela como que afirmou: “não queremos mudanças que afetem os valores da família tradicionalmente constituída”.

A respeito, transcrevo notícia do “La Gaceta” (Espanha), intitulada “Ganhou o 'Não' ao “matrimônio” homossexual na Califórnia”, do dia 18 p.p.:

“O lobby homossexual sofreu um duro revés nas últimas eleições americanas. A eleição presidencial, com a vitória de Barack Obama, eclipsou as outras votações que se realizaram no mesmo dia. Entre outras, uma das mais importantes, a ocorrida no estado da Califórnia, ‘A Proposição 8’.” Trata-se do referendo a respeito da supressão do direito de pessoas do mesmo sexo contraírem matrimônio.

"Assim foi inserida na Constituição do estado uma nova cláusula na qual se estabelece que 'somente o matrimonio entre um homem e uma mulher é válido e reconhecido na Califórnia'.”

No mesmo sentido noticiou o “La Repubblica” da Itália, no dia 6 p.p., com o seguinte título: “Choque na Califórnia, adeus ao matrimônio homossexual”. O articulista, Arturo Zammpaglione afirma: “malgrado a vitória de Barack Obama e de suas posições reformistas, uma boa parte dos Estados Unidos permanece ancorada nos valores conservadores.”

Perguntar não ofende

Encerro com uma questão que me deixa perplexo. Obama teria sido o eleito se a hierarquia eclesiástica tivesse se empenhado muito mais em pregar os valores morais ensinados pela Igreja Católica? Ou seja, se os bispos e sacerdotes tivessem alertado todos os eleitores católicos, pregando claramente que não se pode votar em candidato que defenda o aborto e/ou o “casamento” homossexual, Obama teria galgado o Poder na nação mais poderosa do Planeta? Uma vez que pergunta não ofende, registro aqui minha indagação.

Deus salve a América!
PS: Antes de postar este artigo, fiz uma releitura e fiquei com certa impressão de que poderia surgir alguém objetando que notou traços de racismo neste texto. Assim sendo, reafirmo que em minha posição não entra nenhuma gota de racismo. Se McCain fosse negro (continuando com seus princípios anti-marxistas) teria meu apoio; se Obama fosse branco (continuando com suas idéias marxistas), não teria meu apoio. Não é a cor da pele que orienta minha opinião, mas a “cor” da ideologia.

4 de novembro de 2008

4 de novembro de 2008: será um dia de glória, ou um dia de luto para os Estados Unidos?

Encontrei hoje dois artigos muito interessantes sobre assuntos relacionados às eleições que ocorrerão amanhã nos Estados Unidos. Esses artigos encontram-se no boletim desta semana do “Population Research Institute” — uma organização anti-aborto, dedicada a desfazer as falsidades acerca de notícias sobre a chamada “explosão demográfica”, que visam favorecer o planejamento familiar. O primeiro artigo é de autoria de Steven W. Mosher (Presidente do “Population Research Institute”) e de Colin Mason (Diretor do mesmo instituto). O segundo é apenas da autoria de Steven Mosher.

A seguir, a tradução de trechos de ambos artigos, pois, no Brasil, a mídia esquerdista (um pleonasmo...) não os publicará — não tenho dúvida disso —, porque só sabem enaltecer o candidato Barack
Hussein Obama. Aliás, tal mídia esconde este segundo nome... Por que?

Se amanhã este candidato (de formação ideológica marxista, pró-aborto e pró-“casamento” homossexual) vencer as eleições, poder-se-á dizer, lamentavelmente, que o dia 4 de novembro de 2008 é um dia de luto para os Estados Unidos.

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Obama apóia o infanticídio

Steven Mosher e Colin Mason

“I think that whether you're looking at it from a theological perspective or a scientific perspective, answering that question with specificity is above my pay grade”. (“Acredito que se o considerar de uma perspectiva teológica ou de uma perspectiva científica, em ambos os casos, responder a essa pergunta com precisão está por cima de meu nível”).

Esta foi a resposta de Barack Obama à pergunta que lhe fez o Rick Warren realizada no Saddleback Fórum na Califórnia: “Desde que momento os bebês têm direitos humanos?”. Todos os assistentes puderam notar o terrível desconforto e tom evasivo da resposta.

A resposta frívola de Obama deveria ter provocado risadinhas no Simpósio de Harvard, mas no auditório de Saddleback não lhes fez nenhuma graça. Sabiam que Warren estava realizando uma pergunta séria, que merecia uma resposta séria. Um homem que provavelmente vai ocupar a Casa Branca, deve ser capaz de responder esse tipo de pergunta. Nenhum Presidentes anterior considerou uma pergunta como sendo “a cima de seu nível”. É por isso que Truman, por exemplo, mantinha uma placa sobre sua escrivaninha que dizia: “A responsabilidade é minha”. Se Obama conseguir a presidência, teria que colocar uma placa na sua escrivaninha com os dizeres: “A resposta à sua pergunta poderia estar por cima de meu nível”.

Mas nós acreditamos que existe mais do que apenas indecisão ou confusão perante a atitude evasiva de Obama. Não é que o Senador de Illinois não possa responder em que momento os bebês têm direitos humanos; é que ele não os dará. Fundamentalmente, porque Obama já votou como Senador para negar alguns direitos a alguns recém-nascidos. O que queremos dizer é que, dado que na Assembléia Legislativa de Illinois já votou contra uma lei que protegia bebês que sobrevivem ao procedimento do aborto. Portanto, é impossível não entender isto como um voto a favor do infanticídio.

A Lei de Proteção para o Bebê que nasce vivo (Born Alive Infant Protection Act-BAIPA) foi necessária porque nos abortos tardios, alguns daqueles bebes destinados à execução, sobreviviam. De outra maneira, estes sobreviventes ao aborto seguiriam sendo jogados no lixo para que morram sem nenhuma compaixão. Nancy Creger, uma antiga enfermeira de Atlanta e amiga de muitos anos do Population Research Institute, foi primeira em colocar luz nesta prática em começos dos anos 80. Ela descobriu que 14 bebês tinham nascido vivos e posteriormente “lhes foi permitido” morrer no Hospital Midtown — famoso, porque não realiza outra coisa mais do que abortos. Creger estava horrorizada com esta informação. Ela escreveu mais tarde que “os funcionários encarregados de ´Vital Records´ e alguns outros estavam ansiosos de publicar esta informação. Proporcionaram-me muitas cópias dos certificados de falecimento. Levei-os à minha casa e pulverizei 14 deles no chão de meu dormitório, então comecei a chorar, chorei com raiva e com dor”.
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Jill Stanek (foto) lutou bravamente para que as crianças nascidas vivas em abortos fracassados fossem protegidas por uma Lei. Porém, enfrentou a oposição tenaz de um legislador de nome Barack Obama. Este votou contra a aprovação da lei e o projeto foi arquivado.


Anos depois, a enfermeira Jill Stanek descobriu uma prática similar no Hospital Christ em Oak Lawn, Illinois. Os bebês que nasciam vivos, literalmente, eram jogados no lixo para morrer. Ela trabalhou pela lei de Proteção a Sobreviventes do aborto em Illinois. Porém, enfrentou a oposição tenaz de um legislador de nome Barack Obama. Este votou contra a aprovação da lei e o projeto foi arquivado.

Em 2000, um projeto de lei similar foi apresentado à Câmara e Senado dos Estados Unidos. A Lei de Proteção para estes bebês sobreviventes ao aborto. Cedendo à pressão pública, quase todos os membros pró-abortistas da Câmara votaram a favor do Projeto. Nenhum — nem aqueles que tinham apoiado o aborto incondicionalmente durante anos — queriam estar registrados como favoráveis a infanticídios. O projeto foi aprovado na Câmara com uma margem de 380 x15. Mas depois morreu no Senado.

Quando se conheceu publicamente o voto de Obama na Assembléia Legislativa de Illinois, este começou a “fabricar” uma versão mais aceitável do que na realidade tinha acontecido. Ele insistiu que a única razão pela qual votou contra a versão inicial do “Projeto de lei de Proteção para o Bebê que nasce vivo” foi porque o projeto carecia da “cláusula de neutralidade”. Infelizmente para Barack Obama, isto resultou não ser verdade. De fato, o registro oficial mostra que antes de emitir seu voto, já a “cláusula de neutralidade” tinha sido incorporada ao projeto de lei. O pior é que, ainda com a inclusão da cláusula, Obama votou contra esse Projeto em qualquer modo. Sua “versão”, de que seu voto se apoiou na falta da “cláusula de neutralidade”, provavelmente, foi a falta de memória, mas poderia muito bem ser uma mentira completa.

Todos estes detalhes foram documentados exaustivamente pelo “Comitê Nacional do Direito à Vida” e posteriormente verificado pelo FactCheck.org. Os detalhes completos estão disponíveis em: http://www.nrlc.org/ObamaBAIPA/Obamacoveruponbornalive.htm

Para piorar o assunto, quando Obama forjou a informação de seu próprio registro, que foi tornado público pelo “Comitê Nacional do Direito à Vida”, ele procurou desviar a atenção sobre os fatos e a atacar: “O “Comitê Nacional do Direito à Vida” não disse a verdade”, gritava em uma entrevista à CNN. “Detesto dizer que as pessoas estão mentindo, mas aqui há uma situação onde estão mentindo”.

Ao que o “Comitê Nacional do Direito à Vida” respondeu: “Ou nos acusa de falsificar documentos ou deve admitir que mentiu sobre seu registro de voto”. Até hoje, Obama não respondeu, possivelmente esperando que o assunto simplesmente caia no esquecimento.

O movimento pró-vida não deveria permitir que isto aconteça.

Que Obama seja tão condescendente com o lobby pró-aborto, como para não mexer nem um dedo para ajudar às pequenas vitimas do aborto que estão lutando por sobreviver, o torna o mais radical político a favor do aborto — mais do que qualquer outro senador, incluindo a Hillary Clinton. Isto explicaria o porque não votou simplesmente “presente” no projeto do Lei de Proteção para o Bebê que nasce vivo, tal como o fez em muitas outras leis polêmicas. Estava muito ocupado tratando de congraçar-se com a indústria do aborto, possivelmente com a idéia de postular-se para o Senado de Illinois que mas tarde ganhou.

Confiar a direção da maior nação do planeta, junto com o controle do FBI e o Departamento de Tesouraria dos Estados Unidos, a alguém que não acredita que os norte-americanos são dignos de proteção e persegue a seus caluniadores, é motivo de séria reflexão...

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Sarah Palin, uma autêntica norte-americana

Steven W. Mosher

Na esquina da Euclid e Foothill Boulevards em Upland, Califórnia, EUA, levanta-se a estátua de uma mulher pioneira (foto abaixo). Ela avançando firme, com um bebê em seu braço esquerdo, tem rifle no direito. Também se vê um menino agarrado à barra de sua saia, para sentir-se protegido.
Com uma altura aproximada de 3 metros, levantada sobre uma base de dois metros e meio, a imponente estatua de granito representa a formidável tenacidade que se assentou nas grandes planícies e na Costa Oeste. Mas é o caráter expresso na face da mulher o que verdadeiramente chama a atenção. É a face bondosa e sincera de uma mulher que assume suas responsabilidades e as enfrenta, confiando em Deus.

A “Dama do Caminho” (Madonna of the Trail) é o nome da estátua. E pensava nela enquanto lia todos os gritos e insultos que lançavam os democratas e seus aliados à candidata Sarah Palin nos meios de comunicação. As tergiversações em seu histórico, caçoando e colocando de forma ridícula a sua formação e os ataques descarados à sua família, alcançaram proporções incríveis. As diferenças entre a gestão e o orçamento de sua gestão de comissionada de segurança as comparam com o escândalo do Watergate. Bill Maner, comentarista esquerdista ridiculariza seu filho que tem síndrome de down. O próprio senador Obama insinuou que a Governadora Palin é uma “porca”. Ele nega, é obvio.

O que tem esta valente mulher que faz com que a esquerda a considere tão perigosa, a ponto de tentar destruí-la a qualquer custo? Assim é a política — poder-se-ia repetir pela enésima vez. Estou seguro que a campanha de Obama e o Partido Democrata, apoiados por seus amigos dos meios de comunicação esquerdistas, acreditam que se pode destruir a reputação desta popular governadora, e assim atingir John McCain.

Mas ainda há mais. Parece que as feministas radicais estão muito complexadas com o sucesso da Governadora Palin. O mais sintomático são as reações de duas de suas estrelas midiáticas, as apresentadoras de “talk shows”, Ophra Winfrey e Whoopi Goldberg. Oprah detesta tanto a Palin que finge que ela não existe. A posição de Whoopi de "The View” é simplesmente desconcertante. Por um lado, não deixa de falar de Palin dizendo coisas como “fez um discurso realmente assombroso, muito enérgico! É uma garota corajosa e linda, e é uma mãe e todas aquelas coisas maravilhosas que deveríamos estar festejando, penso que celebramos todas estas coisas em uma mulher”. Mas por outro lado, descreve a Palin de forma muito sinistra como “uma mulher muito perigosa”.

Perigosa? Que ameaça representa Sarah Palin? Para quem?

Em primeiro lugar, Palin ameaça a imagem que as feministas radicais têm de si mesmas. As feministas dizem que as mulheres jovens poderiam ter tudo: profissão, matrimônio e família, no momento e nos termos que desejarem. Entretanto, a realidade as contradiz. Tarde, muito tarde, elas se dão conta que a dedicação completa a uma carreira profissional que se supõe as tornariam independentes, finalmente as escraviza. Ou que a convivência com um namorado com quem se deveriam casar, terminou quando este as abandona por outra mais jovem. Muito tarde também se deram conta que os corpos de seus pequenos bebês foram destruídos em clínicas de aborto.

Neste contexto de desilusão e para piorar as coisas, aparece a bela e brilhante governadora de Alaska, que conta com uma carreira política bem-sucedida, um marido fiel e uma família grande e formosa. Ela parece ser a concretização viva do sonho feminista: é possível ter tudo. Quase desesperadamente olham através do espelho de sua alma, com a esperança de alcançar a ver algo delas mesmas, só para descobrir com horror que Sarah Palin não é uma delas. Palin, pelo contrário, é uma genuína criadora da “Cultura de Vida”, que entre outras coisas evitou um aborto para dar a luz um menino com síndrome de down. É uma defensora do matrimônio tradicional, uma conservadora, que acredita no governo local, e é membro ativo da “National Rifle Association” (Associação Nacional do Rifle.)

Não estranha que as feministas se sintam furiosas e traídas.

Mas Sarah Palin não somente é uma ameaça para a imagem das feministas radicais. Ela também é uma grave ameaça para todo o movimento pró aborto e principalmente para o futuro do Partido Democrata. depois de tudo, se for escolhida como Vice-Presidente, converter-se-á em um modelo para a geração de mulheres jovens. Poderia ser o maior desgosto para um movimento que já está encontrando dificuldades para atrair aderentes jovens. Ela ameaça também um partido político que conta com feministas como tropa de infantaria. Precisamente, é “perigosa” porque redefine o significado da feminilidade longe do tipo feminista radical.

Era muito usual a existência de muitas mulheres assim na América do Norte. A classe de mulheres que cruzaram as grandes planícies levando um bebê em uma mão e um rifle na outra. Estas foram as mulheres que cresceram na fronteira para converter-se em adultas fortes, capazes de disparar em um veado com a mesma facilidade com a que trocavam uma fralda. Mulheres que colocaram em primeiro lugar à família e sabiam que pelo contrário seriam sempre as primeiras nos corações de seus maridos e filhos. Mulheres que se empenharam na construção de Igrejas e colégios tanto como em abrir associações benéficas e hospitais.

Mas vocês dirão que hoje não temos este tipo de fronteira, que faz mais de cem anos se colonizou os Estados Unidos de um extremo a outro da América do Norte, do Atlântico até o Pacífico. Aquele capítulo da história norte-americana é um livro fechado, e poderia dizer-se que as maravilhosas e resistentes mulheres que a povoaram não são mais do que pó e lembranças.

Bom, agora com Sarah Palin, não totalmente.

Resulta que atualmente existe ainda uma fronteira a mais desde 1948, para o norte e noroeste. Onde mais poderia uma mocinha chamada Sarah acordar às 3h para acompanhar a seu pai a caçar alces, desenvolvendo um gosto pelos hamburguês de alce ou viajar de trenó através dos agrestes nevados? Do Alaska, a fronteira final da América do Norte, chega uma mulher valente e determinada, que parece ter tanto um espírito absolutamente pioneiro, e muita coragem, tanta como a dos nossos antepassados.

Doze estátuas da “Dama do Caminho” adornam os povos dos caminhos que levaram nossos ancestrais ao oeste. Mas sugiro que podemos acrescentar mais uma. A praça municipal de Wasilla, Alaska, parece-me seria o lugar perfeito.

21 de outubro de 2008

MANIFESTO DE ITU — documento contrário à aprovação do aborto em casos de anencefalia

Aproximadamente 200 pessoas participaram das palestras sobre o aborto em casos de anencefalia, no dia 17 último, em Itu (interior de São Paulo). Na ocasião ocorreu também o lançamento da campanha anti-aborto, denominada Brasil Pela Vida.

Alguns jornais locais e a
TVConvenção, divulgaram notícias a respeito do evento, que foi realizado no Espaço Fabrica São Luiz.O primeiro palestrante, o Dr. Rodrigo R. Pedroso, da OAB/SP, apontou questões jurídicas da ADPF 54 (Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental), que visa despenalizar o aborto de nascituros anencéfalos. Por sua vez, o Dr. José Haddad Jr, presidente da campanha Brasil Pela Vida, ressaltou os absurdos defendidos pelos protagonistas do aborto.

Atraiu muito a atenção de todos, a menininha Letícia (nas duas fotos abaixo). Com apenas 4 anos, a sorridente Letícia foi levada ao evento por sua avó, Da. Gina. A criança padece de hidrocefalia. Se for legalizado o aborto de anencéfalos, incontáveis outras Letícias poderão receber a “pena de morte” antes mesmo de nascer. Presente também a mãe da menina Mariana Franco — criança nascida com anencefalia — , Da. Luciana Franco Costa da Silva (foto). Ela foi pressionada de todos os modos para abortar sua filha, pois, diziam, nasceria morta. Entretanto, pode conviver e dispensar seu carinho materno a Mariana por 2 anos e 4 meses. Os presentes assinaram um documento — "Manifesto de Itu" — endereçado à Frente Parlamentar pela Vida, apontando os graves malefícios da aprovação do aborto de anencéfalos pelo STF.Convido os diletos leitores deste blog, que não puderam comparecer em Itu, a também assinarem o referido Manifesto. Para isto, basta clicar no seguinte link:

http://www.brasilpelavida.org/bpv/acao/camp.php?Camp=26