29 de setembro de 2009

MUITO URGENTE: Precisamos reagir à vergonhosa indicação para o STF

O boletim eletrônico “A SITUAÇÃO DA DEFESA DA VIDA” (SDV) — um serviço de pesquisas relativas à defesa da vida no Brasil — distribuído hoje, 28-IX-09, apresenta uma resenha do “curriculum” do advogado José Antonio Dias Toffoli (na foto à esquerda), que foi indicado pelo Pres. Lula para a vaga aberta no STF com o recente falecimento do Ministro Carlos Alberto Menezes Direito.

O Dr. Toffoli é um petista de carteirinha, alinhadíssimo com o programa do PT para implantar em nossa Pátria a “pena de morte” — por meio da prática abortiva — aos inocentes ainda em gestação no seio materno. Bem como alinhado a outras reivindicações do PT contrárias ao instituto da família — como, por exemplo, o pseudo casamento homossexual. Além do mais, o Dr. Toffoli sequer tem pós-graduação em direito — inclusive fora reprovado em concursos para a magistratura... —, e responde por dois processos por malversação de verbas públicas. Entretanto, a Constituição estabelece que o Ministro do STF deve possuir notável saber jurídico e reputação ilibada...

PORTANTO, o presidente Lula indicou a pessoa mais inadequada possível para preencher a honrosa vaga no Supremo Tribunal Federal.

É fácil concluir que o Dr. Toffoli foi indicado por causa de sua militância no PT, e não por seu preparo profissional, por seu mérito e por sua competência para ser o novo Ministro do STF. Mas o Supremo não pode servir de “cabide” para colocar “us cumpanheiro”(sic) do atual governo.

Sendo assim, convido a todos leitores desse Blog — os estimados Amigos que lutam em defesa da Família — a protestar energicamente junto aos Senadores (listagem abaixo) contra a infeliz (e vergonhosa) indicação do Dr. Toffoli. Precisamos protestar usando todos meios a nosso alcance — e-mails, telefonemas, FAX, encaminhando esta matéria a seus amigos, etc. Para isso, rogo a atenta leitura do que segue.

Diante da gravidade para as questões da defesa da vida que a indicação do nome do Sr. José Antonio Dias Toffoli, Advogado Geral da União, apresenta para preencher o cargo de Ministro do Supremo Tribunal de Justiça, pedimos não apenas a leitura, mas também o posicionamento dos que receberem esta mensagem junto aos Senadores brasileiros que irão votar a indicação.

O Sr. Toffoli será sabatinado pelo Senado Federal nesta quarta feira dia 30 de setembro de 2009.

De acordo com o art. 101, parágrafo único, da Constituição Federal, os ministros do Supremo Tribunal Federal são nomeados, para exercício vitalício, pelo presidente da República, depois de aprovada a escolha pela maioria absoluta dos membros do Senado Federal.

Na história do Brasil, poucas vezes o Senado recusou o nome indicado pelo presidente da República. Uma delas foi quando o presidente Floriano Peixoto indicou o médico Cândido Barata Ribeiro para o cargo. Na votação, prevaleceu o entendimento dos senadores João Barbalho, Campos Sales e Rui Barbosa de que a pessoa indicada não tinha o "notável saber jurídico" exigido para o cargo pela Constituição.

O Sr. Toffoli não preenche os requisitos para ocupar o cargo de Ministro do STF. Não possui notório saber jurídico, não tem cursos de pós graduação, não tem livros publicados, foi duas vezes reprovado em concursos para a magistratura de primeira instância, não tem reputação ilibada, e possui duas condenações na Justiça.

Os leitores poderão examinar, mais adiante, a este respeito, um e-mail sobre o Sr. Toffoli enviado pelo Senador Álvaro Dias a um professor universitário, um discurso do mesmo Senador Álvaro Dias sobre a indicação do Sr. Toffoli, e algumas considerações do jornalista Reinaldo Azevedo sobre os motivos da presidência para indicá-lo ao STF. A nomeação de Toffoli é resultado apenas de sua militância partidária no Partido dos Trabalhadores, por ter sido durante muitos anos advogado do PT e assessor jurídico nas campanhas do Lula. Ainda jovem, em outra atipicidade da indicação, Toffoli, se confirmado, deverá permanecer por cerca de 30 anos como Ministro do Supremo Tribunal Federal, antes que venha a aposentar-se.

Soma-se a tudo isto ser notório que, devido à dificuldade de obter a legalização do aborto através da via legislativa, o Supremo Tribunal Federal está sendo utilizado para obter-se o mesmo objetivo. Durante o julgamento sobre a constitucionalidade a experimentação com embriões, o Ministro Relator, Carlos Ayres de Brito, já preparou a jurisprudência para a eventualidade da casa debruçar-se sobre q questão do aborto, defendendo em seu voto que

“A constituição, sobre o início da vida humana, é de um silêncio de morte. A nossa magna carta, quando fala da dignidade da pessoa humana, é sempre de um ser humano já nascido”.

O Ministro Marco Aurélio, durante o mesmo julgamento, afirmou também que já estava maduro o tempo em que o STF poderia examinar não somente o aborto em casos de anencefalia, mas a própria constitucionalidade da proibição do aborto em si, e que ele esperava não aposentar-se do cargo sem que isto se tivesse realizado.

José Antonio Dias Toffoli, agora indicado pela Presidência da República para ocupar a vaga do Ministro Meneses Direito, é claramente a favor da legalização do aborto e dos chamados "direitos reprodutivos":

“Defendo a idéia de que o estado ofereça uma política de saúde pública que procure evitar o aborto, mas que também dê condições dignas e seguras às mulheres que decidam abortar”.
( http://veja.abril.com.br/060509/entrevista.shtml )

Como advogado geral da União, Toffoli também defendeu o “casamento” homossexual:

“Ao ser questionado sobre o tema, Toffoli disse: ‘Essa é uma posição da interpretação das leis do Brasil. está clara na constituição a proibição de discriminação de qualquer espécie’. O advogado continua dizendo que ‘A constituição atende também à realidade do homossexualismo’. Ele ressalta que ‘O Estado e a AGU têm de se pautar pela Constituição, que proíbe discriminação de qualquer espécie’, finaliza o advogado".
( http://www.ahaza.com.br/modules/news/article.php?storyid=40 )

Aqui o entendimento do sr. Toffoli é produto de uma distorção ideológica. A Constituição proíbe qualquer discriminação em relação aos direitos fundamentais, de modo que, v.g., o direito de propriedade ou à educação, garantido aos heterossexuais, não pode ser negado aos homossexuais. Mas em lugar algum da Constituição está escrito que seja direito fundamental uma pessoa casar-se com outra do mesmo sexo. Pelo contrário, a Constituição implicitamente veda este tipo de união. a Constituição Federal dispõe que

“para efeito da proteção do Estado, é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher como entidade familiar, devendo a lei facilitar sua conversão em casamento”.

Quanto a isso, não há discriminação: tanto os homossexuais, quanto os heterossexuais, estão proibidos de casar-se com pessoas de seu mesmo sexo — a proibição do “casamento” homossexual vale para todas as pessoas, independentemente de seus gostos sexuais.

A sabatina que deverá subsidiar a confirmação da indicação do Sr. Toffoli ao STF será realizada esta quarta feira dia 30 de setembro pela Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal. Em seguida, o plenário da casa votará a indicação.

O Senador Francisco Dornelles apresentou, na quarta feira dia 23 de setembro de 2009, à Comissão de Constitucionalidade e Justiça do Senado, relatório favorável à indicação do Sr.
Toffoli.

Pedimos aos leitores que possam manifestar-se em tempo junto aos Senadores brasileiros, por telefone, fax e correio eletrônico.

MENSAGEM ENCAMINHADA PELO SEN. ALVARO DIAS EM 22 DE SETEMBRO DE 2009:

O Dr. Toffoli não reúne condições de chegar ao Supremo. Já me manifestei da tribuna do Senado contra essa indicação.

Participei, também, de um debate na Radio CBN quando observei que o indicado por Lula para o Supremo Tribunal Federal — José Antonio Dias Toffoli — não tem notório saber jurídico e nem conduta ilibada. Do seu currículo não consta nenhum mestrado e muito menos doutorado. Não escreveu nenhum livro e tem duas condenações na Justiça. Portanto, não reúne as condições previstas na Constituição para exercer a elevada função de ministro da nossa maior Corte de Justiça.

Foi indicado pela sua militância partidária, como advogado do PT e assessor jurídico nas campanhas do Lula. Entendo que é preciso evitar a invasão da política partidária na mais alta corte do país.

O Supremo Tribunal Federal exige escolhas adequadas. Há no país nomes mais apropriados para o cargo. Cito o exemplo do Paraná. O Estado fechou em torno do nome do jurista Edson Luiz Fachin, este sim, de notório saber jurídico e reputação ilibada. Mas o Lula preferiu indicar o advogado do PT.

Creio que dessa vez a sabatina será realmente de questionamentos. Diferentemente do que acontecia quando o presidente indicava por mérito e notório saber jurídico. Vou levar na devida consideração a sua manifestação por ocasião da sabatina na Comissão de Constituição e Justiça e da votação em plenário.

A Agência Senado repercutiu o meu pronunciamento contra a indicação de Toffoli na noticia que se encontra abaixo.

Cordialmente, Alvaro Dias
____________________

DISCURSO DO SENADOR ÁLVARO DIAS NO SENADO BRASILEIRO SOBRE A INDICAÇÃO DO SR.TOFFOLI

No epicentro de uma crise que atinge as instituições públicas brasileiras, semeando o descrédito que se generaliza e provoca o inconformismo nacional, o Presidente da República assumiu o risco de indicar alguém que poderá, inclusive, contribuir para o desgaste do Poder Judiciário.

Nessa escolha ficou patente que Sua Excelência preferiu fugir do rol de nomes que o mundo jurídico celebra com satisfação. Ao invés de pinçar um reconhecido doutrinador ou um promotor de notória atuação, enfim, um magistrado vocacionado para a posição, sua opção foi atender aos reclames da esfera político-partidária.

O Supremo Tribunal Federal não pode ser menosprezado. A Corte suprema não se presta a abrigar aqueles que se alinham, eventualmente, ao governo da hora. Ademais, notório saber jurídico, a meu ver, é o pressuposto básico indispensável para a indicação. Se fosse uma espécie de vestibular, seria a matéria eliminatória.

O itinerário jurídico do aspirante à Suprema Corte é objeto de muitos questionamentos. Reprovações consecutivas como as que ocorreram com Toffoli em concursos para a magistratura no Estado de São Paulo já motivaram o Tribunal de Justiça daquele Estado a vetar nomes sugeridos pela OAB para integrar aquela Corte. Seu currículo não figura na plataforma Lattes, na qual juristas detalham seus cursos e obras. Não possui mestrado nem doutorado e não é autor de nenhum livro. Portanto, não posso aplaudir. Sua escolha é infeliz.

O Brasil possui renomados juristas. A dificuldade, nesse caso, seria escolher qual deles é o mais preparado e talentoso para exercer a função. A escolha deve eleger e premiar o talento, o preparo, a probidade e não o companheirismo.

Não basta desfrutar de prestígio e reconhecimento nas hostes governamentais para estar credenciado a integrar a mais alta Corte do País.

Não é suficiente ser um bom advogado, tem que ser o melhor.

( http://www.senadoralvarodias.com/artigo/visualizar/185 )


POSIÇÃO DO JORNALISTA REINALDO AZEVEDO
NA REVISTA "VEJA"

É um fato intrinsecamente escandaloso que Lula o indique para uma vaga no Supremo. Porque, como é NOTÓRIO, falta-lhe o notório saber — ao menos para o cargo em questão. Os motivos já são conhecidos.

A "reputação ilibada" já vinha esfolada pelo fato de Toffoli ter sido o advogado do PT e de Lula quando o partido pagou Duda Mendonça com dólares clandestinos depositados no exterior. Não há "talvez" nesta história. Isso é fato. A tramóia do que se conhece como mensalão, como se sabe, começou na campanha eleitoral. Basta recuperar os eventos. Toffoli deixou a Casa Civil quando José Dirceu caiu. E voltou a advogar para o PT e para Lula.

Reeleito o presidente, foi recompensado com o cargo de advogado geral da União. Sua contribuição até ali para assumir aquele posto? Fidelidade ao PT.

A condenação, em primeira instância, pela Justiça do Amapá não ajuda a desenhar o perfil de alguém apto para o cargo. É claro que conto com a possibilidade de que Toffoli tenha sido injustiçado e de que a sentença seja produto de erro ou coisa pior.

Mas também existe a possibilidade inversa: a de que o juiz do Amapá esteja certo.

Sendo assim, considerando que estamos falando de um posto privilegiado a que apenas 11 brasileiros podem chegar, o primeiro direito que tem de ser protegido aí é o de os brasileiros terem um ministro apto para o cargo e digno da distinção.

Ou será que inexiste outro nome que consiga conciliar rigor intelectual e ficha absolutamente limpa?

É evidente que existe. Se a escolha recai sobre Toffoli, a despeito desses óbices todos, então é forçoso reconhecer, sem escapatória, que ele está sendo indicado por causa de seus vínculos políticos.


( http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/alo-senado-alguns-considerandos-e-perguntas-para-toffoli/ )


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LÚCIA VÂNIA

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DEMAIS SENADORES VOTANTES

Adelmir Santana

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Arthur Virgílio

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Augusto Botelho

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César Borges

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Cícero Lucena

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Cristovam Buarque

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Delcídio do Amaral Gomez

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3303-1926

Eduardo Azeredo

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Efraim Morais

Tel.:(61) 3303-2425 a 2429 Fax: (61)
3303-1841

Eliseu Resende

Tel.:(61) 3303.4621 / 4791 Fax: (61)
3303.2746

Epitácio Cafeteira Afonso Pereira

Tel.:(61) 3303.1402 /(61) 3303.4073 Fax:
(61) 3303.1946

Fátima Cleide Rodrigues da Silva

Tel.:(61) 3303-2391 a 2397 Fax: (61)
3303-1882

Fernando Collor

Tel.:3303-5783/5786 Fax: 3303-5789

Flávio Arns

Tel.:(61) 3303-2401 a 3303-2407 Fax: (61)
3303-1935

Flávio Torres

Tel.:(61) 3303 - 2301 ou 2302 / (85) 3468
- 2500

Flexa Ribeiro

Tel.:3303-2342 Fax: 3303-2731

Garibaldi Alves Filho

Tel.:(61) 3303-2371 a 2377 Fax: (61)
3303-1813

Geraldo Mesquita Júnior

Tel.:(61) 3303-1078/1278/1279 Fax: (61)
3303-3029

Gerson Camata

Tel.:(61) 3303-3204/3235 Fax: (61)
3303-3613

Gilberto Goellner

Tel.:(61) 3303.2271 Fax: (61) 3303.1647

Gim Argello

Tel.:3303-1161, 3303-1547 Fax:
3303-1650

Heráclito Fortes

Tel.:(61) 3303-2131 a 2134 Fax: (61)
3303-2975

Inácio Arruda

Tel.:(61)3303-5791 / (61)3303-5793 Fax:
(61)3303-5798

Jarbas Vasconcelos

Tel.:(61) 3303-3245 Fax: (61) 3303- 1977

Jefferson Praia

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3303.2737

João Durval

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João Pedro

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João Ribeiro

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João Tenório

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João Vicente Claudino

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José Agripino

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José Nery

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José Sarney

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Lobão Filho

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Magno Malta

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Mão Santa

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Marcelo Crivella

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Marconi Perillo

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Maria do Carmo Alves

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Marina Silva

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Mário Couto

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Mauro Fecury

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Mozarildo Cavalcanti

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Neuto De Conto

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Papaléo Paes

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3303-1695

Roberto Cavalcanti

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Romero Jucá

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Rosalba Ciarlini

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Sadi Cassol

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61-3303.2078

Sérgio Zambiasi

Tel.:(61) 3303-1207/1607 Fax: (61)
3303-2944

Tião Viana

Tel.:(61) 3303-4546/2953/2954 Fax: (61)
3303-2955

Valdir Raupp

Tel.:(61) 3303-2252/2253 Fax: (61)
3303-2853

7 de setembro de 2009

“Assassinato a sangue frio, qualificado e doloso”

A propósito da notícia abaixo BRASÍLIA: MARCHA CONTRA O ABORTO , chegaram-me duas ótimas críticas — elas são sempre bem-vindas — por não ter mencionado duas importantes participações na 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida. Assim, apresso-me a reparar minha omissão. A primeira: A presença do Dep. Paes de Lira (foto abaixo) que sempre tem apoiado a luta contra o aborto. O destemido deputado dirigiu-se ao público conclamando-o a sempre participar das manifestações contra a prática abortiva, que ele bem classificou como “assassinato a sangue frio, assassinato qualificado e doloso”. Concluiu pedindo que todos protestem com firmeza a qualquer tentativa de aprovação de leis que favoreçam o aborto: “Trata-se de um dever cristão de lutar pela vida e não permitir que indefesos sejam chacinados no ventre materno”.
Também eu não poderia deixar de mencionar a participação na Marcha de jovens da Associação “Nascer é um Direito” (foto abaixo) que, sacrificando horas de estudo, trabalho e lazer, não poupam esforços em defesa da vida inocente que vem sendo eliminada, e que aumentará incomparavelmente caso se aprove no Brasil o execrável Projeto de Lei 1135/91, dos ex-deputados Eduardo Jorge e Sandra Starling — petistas, evidentemente —, que descriminaliza o aborto em nossa Pátria.
Esses dedicados jovens, ainda recentemente — em julho último — sacrificaram suas férias para participar de uma caravana que percorreu 4 mil km, fazendo campanha contra o aborto nas seguintes cidades:
Araxá – MG
Campos – RJ
Cardoso Moreira – RJ
Casa Branca – SP
Congonhas – MG
Coromandel – MG
Cristalina – GO
Franca – SP
Jacareí – SP
Leopoldina – MG
Mococa – SP
Mogi-Guaçu – SP
Paracatu – MG
Piraúba – MG

Tal caravana de férias, composta de 23 jovens, divulgou um excelente livro, "Catecismo Contra o Aborto – Por que devo defender a Vida Humana" (*), lançado há apenas dois meses, de autoria do Pe. David Francisquini.

Ademais, os caravanistas distribuíram 10 mil exemplares de um folheto que, numa narrativa em quadrinhos e de modo muito didático, denuncia a tática para em etapas transformar em lei o que é crime (o aborto).

O mesmo folheto foi também distribuído na na 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida (fotos abaixo. Para ler o folheto click sobre as ilustrações).
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(*) Aqueles que desejarem adquirir o referido “Catecismo Contra o Aborto”, podem fazê-lo por meio do seguinte site:
http://www.fundadores.org.br/abortonao/acao/290609/catecismocontraaborto.htm

31 de agosto de 2009

BRASÍLIA: MARCHA CONTRA O ABORTO


Ontem (30-8-09) realizou-se na Capital Federal a 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida. Por iniciativa do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil Sem Aborto, a marcha visou mobilizar o público contra a possibilidade de mudanças na legislação para descriminalizar a prática do aborto no Brasil — um tal absurdo que até parece coisa de mentecapto: descriminalizar o crime!

Como se sabe, o Projeto de Lei 1135/91, apesar de já ter sido derrotado em duas votações — por manobras regimentais de parlamentares abortistas —, ainda se encontra em discussão no Congresso Nacional e no STF (Supremo Tribunal Federal). Que Deus não permita, mas se tal projeto for aprovado poderá ser legal no Brasil matar a vida inocente no seio materno, e em qualquer fase da gestação, mesmo no 9º mês! (Para saber mais a respeito: No “Sumário” (coluna azul à direita) click em PL 1135/91).

A seguir algumas fotos da passeata, que se iniciou no “Eixão Sul” e seguiu até a Esplanada dos Ministérios. [Fotos de José Cruz/Abr]. O evento contou com aproximadamente 9.000 manifestantes bradando slogans contra o aborto e portando cartazes e faixas com dizeres como:


Você gostaria de ter sido abortado?

ABORTAR é assassinar inocentes!

Como legalizar a morte, se queremos a vida?

ABORTAR é pecado que brada ao Céu!

Para o aborto só existe uma palavra: NÃO

ABORTAR É CRIME CONTRA A FAMÍLIA E A SOCIEDADE

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Link para um vídeo da 3ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida:
http://www.youtube.com/watch?v=v-HF4A-iiww








26 de agosto de 2009

CONVITE: Manifestação Anti-Aborto

Foto da Marcha de 10 mil manifestantes contrários ao aborto, realizada em Brasília no ano passado

A“Marcha Nacional da Cidadania pela Vida” ocorrerá em Brasília no próximo domingo, dia 30 de agosto.

A Marcha Anti-Aborto começará às 15 hs. no “Eixão Sul” (na altura da Quadra 208) e será encerrada na Esplanada dos Ministérios.

Convido os leitores deste blog a participar dessa importante manifestação contra a legalização do aborto no Brasil. Aqueles que não puderem estar na Capital Federal, no dia 30 próximo, poderiam enviar este convite a algum Amigo(a) que lá resida. Peça-lhe que leve a família e estenda o convite a seus conhecidos.
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Para saber mais a respeito da Marcha ocorrida no ano passado em Brasília, click em:
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Post Scriptum: A propósito do convite acima, um Amigo enviou-me o link abaixo que dá acesso para um vídeo (3 minutos de duração) sobre a manifestação contra o aborto realizada em Brasília no ano passado. Foi a "2ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida”. A marcha do próximo domingo (30-8-09) será sua 3a. edição.

http://www.youtube.com/watch?v=de9mI6U26rE

24 de agosto de 2009

“EM DEFESA DA FAMÍLIA CRISTÔ

Recebi da “Associação Cristo Rei de Cultura e Civismo”, sediada na cidade de Toledo (PR), um formidável documento que vem sendo largamente distribuído pelos seus membros. Trata-se da campanha “Em Defesa da Família Cristã”.

O documento apresenta sólidos argumentos contra a chamada “Lei da Homofobia” (PLC 122/06) e contra o “Novo Estatuto da Família” ((PL 2.285/07).

Como é de conhecimento público, a tal “Lei da Homofobia” pretende criminalizar qualquer pessoa que considere anormal aquilo que é uma aberração contrária à própria natureza: a prática homossexual. Uma lei que, se aprovada no Senado (na Câmara dos Deputados já obteve aprovação), representará uma cruel perseguição (dois a cinco anos de prisão) a todos os que agirem em consonância com a moral católica, que, evidentemente, condena o homossexualismo. Ademais, representa uma censura à liberdade de expressão daqueles que se manifestarem contra o vício antinatural.

Vide a tal respeito duas matérias neste blog:
Atenção Senhores Senadores: "De Deus não se zomba" (Gal. 6,7)

Uma nova inquisição — desta vez, sobretudo, contra os católicos

Milhares de exemplares do documento “Em Defesa da Família Cristã” já foram entregues às autoridades e ao público em geral, tendo produzido esplêndido resultado em Toledo: barrou um projeto de lei do Vereador Paulo dos Santos (PT) visando instituir naquela importante cidade o “Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia”.

Para se obter uma cópia no formato PDF do documento da “Associação Cristo Rei”, basta enviar o pedido em e-mail para
prccampos@terra.com.br

19 de julho de 2009

Ditadura homossexual

No último dia 3, o jornal carioca “O Globo”, sob o título “Debate sobre união entre homossexuais vai ao STF”, noticiou que a Procuradora Geral Interina da República, Deborah Duprat, enviou ao STF (Supremo Tribunal Federal) parecer favorável ao “casamento” homossexual. Segundo ela, “que torne obrigatório o reconhecimento da união civil entre homossexuais”. Ou seja, pretende-se equiparar o matrimônio tradicional à aberrante união antinatural — uma clara violação da Lei de Deus e da Lei Natural, e também violação da lei civil vigente no Brasil, que só reconhece o casamento entre um homem e uma mulher.

O parecer pede ainda que o STF promova audiência sobre o tema e reconheça liminarmente a união entre homossexuais. Pede tal reconhecimento antes mesmo que o Congresso vote regulamento a respeito.

Em vista dessa nefanda possibilidade, precisamos estar bem atentos e esclarecer nossos conhecidos. Com essa finalidade, transcrevo abaixo a íntegra de um pronunciamento contra o homossexualismo, que bem relembra a doutrina tradicional da Igreja.

Trata-se da nota oficial de Dom Aldo di Cillo Pagotto, Arcebispo da Paraíba (foto abaixo), publicada no dia 19-9-2008 no “Paraíba Online” (* link no final deste post).

Convido os leitores deste blog a divulgar ao máximo esse importante documento da Arquidiocese da Paraíba, pois — apesar de ele ter sido enviado à imprensa — a grande mídia não abriu espaço para o Arcebispo, que saiu a público em defesa da instituição familiar, ameaçada pela ditadura homossexual que pretende impor seus abjetos costumes a toda a sociedade.

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Arquidiocese da Paraíba divulga nota oficial com sua posição sobre união homo-afetivas


Tomei conhecimento, através de repórteres, que me questionaram sobre a realização de uma união homo-afetiva (o imaginário popular chama de “casamento gay”) no auditório do Curso de Direito da UFPB. A provocação dos jornalistas obriga-me, oportunamente, a esclarecer a posição da Igreja Católica a respeito de tal expediente:



1. A Constituição Federal [Cap. VII; Art. 226 § 3º.] reconhece a proteção do Estado à união estável entre homem e mulher como entidade familiar. A Lei deve facilitar sua conversão em casamento. O § 5º. reza: os direitos e deveres referentes à sociedade conjugal são exercidos igualmente pelo homem e mulher.

2. O Código Civil [Livro IV; Art. 1511] reza: o casamento estabelece comunhão plena de vida com base na igualdade de direitos e deveres dos cônjuges. O Art. 1514 reza que o casamento realiza-se no momento em que o homem e a mulher manifestam a sua vontade de estabelecer vínculo conjugal, perante o juiz, que os declara casados.

3. O Direito da Igreja Católica estabelece pelo Código de Direito Canônico [Cânon 1055 § 1] que o pacto matrimonial, pelo qual o homem e a mulher constituem entre si o consórcio de toda a vida, por sua índole natural, é ordenado ao bem dos cônjuges e à geração e educação da prole, entre batizados — foi por Cristo Senhor elevado à dignidade de sacramento.

4. Sobre as uniões homo-afetivas, tanto o Estado quanto a Igreja, não reconhecem sua validade e legitimidade, equiparável à formação de uma Família, porquanto claudicam as condições essenciais para a sua finalidade, ou seja, a união fecunda do homem e da mulher, tal que sejam gerados filhos, seguidamente educados e adequadamente formados em ambiente familiar.

5. A respeito de pessoas de condições homo-afetivas, a Igreja entende a complexidade da fenomenologia, que se reveste de inúmeras formas ao longo dos séculos e das civilizações, em contextos culturais variáveis. Apoiando-se nas Sagradas Escrituras, pela Tradição, a Igreja sempre declarou que atos de homossexualismo são intrinsecamente desordenados, porquanto contrariam a lei e a ordem da natureza, pelo fato de fechar o ato afetivo-sexual à transmissão da vida. Não procedem, pois, à complementaridade efetiva e sexual verdadeira, e por isso em caso algum podem ser aprovados.

6. Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais inatas, pois não são eles que escolhem essa condição. Para a maioria essa condição constitui-se uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza, evitando-se para com eles todo sinal de discriminação injusta. (Cf. Catecismo da Igreja Católica, NN. 2357 e 2358).

7. Doutrinadores missionários da causa homossexual projetam seu próprio medo e suas ambigüidades na bandeira da homofobia. O mecanismo habitual da fobia é usado como bandeira homossexual, projetando sobre os heterossexuais e sobre toda a sociedade a angústia de suas pulsões interiores não resolvidas. Ao absorver o desapontamento ou desaprovação do mundo exterior contrário ao comportamento homossexual, vive-se uma contradição interior angustiante.

8. Dessa forma, a diversidade sexual mobiliza-se, através de siglas, abrigando grupos de pressão, visualizando o fantasma de seus perseguidores por todo canto. Comparam-se às minorias excluídas da sociedade, tais como vítimas do racismo e dos preconceitos. Sua mobilização defende uma bandeira política, criando o delito da homofobia como crime de repressão que deva ser penalizada.

9. A bandeira “gay” ganha foro de direitos em várias instâncias jurídicas de alguns países e se constitui com reivindicações jurídicas, elevando sua causa à proteção legal e à promoção ostensiva do homossexualismo com todos os direitos civis garantidos. Já não se trata dos direitos que toda pessoa possui e sim a causa do homossexualismo. Ora, não obstante as condições heterossexuais ou homossexuais, todos, como cidadãos e cidadãs, somos possuidores de direitos e também de deveres perante o Estado.

10. Pela Constituição Federal, quaisquer pessoas, independentemente de sua vida particular referente às questões afetivas e sexuais, possuem direitos de estabelecer os meios para sua sobrevivência digna, em particular ou em parceria. O que está em jogo na causa de gênero e da diversidade sexual é a imposição da união homo-afetiva equiparável à estabilidade da instituição da Família.

11. Segue-se daí a estratégia das uniões homo-afetivas, corroborando para a relativização da instituição familiar. A Igreja considera isso como suicídio da lei natural e dos vínculos sociais que a família estabelece como célula-mãe da sociedade.

12. Grupos de pressão privilegiam o subjetivismo de sua opção sexual escudando-a na égide dos direitos humanos, impondo-se à sociedade e ao Estado, exigindo o que é irreformável, a lei natural e positiva, estabelecida pelo Criador.

13. A vocação para o matrimônio está inscrita na própria natureza do homem e da mulher, conforme saíram das mãos do Criador. “Um homem deixa seu pai e sua mãe, une-se à sua mulher e eles se tornam uma só carne” [Cf. Gen. 2,24], de modo que já não são dois, mas, uma só carne (Mt. 19,6).

João Pessoa (PB), 19 de setembro de 2008.
+ Aldo di Cillo Pagotto, sss
Arcebispo Metropolitano da Paraíba

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(*)
http://www.paraiba1.com.br/noticia_aberta?id=12008

http://www.paraibaonline.com.br/noticia.php?id=601593&ano=

27 de junho de 2009

“FAMILIAFOBIA": Miss Califórnia perde a coroa por não ser favorável ao “casamento” homossexual

Na semana passada, conversando com meu amigo Roger Luís Vargas sobre o horror que representa para a cidade de São Paulo sediar na Avenida Paulista a tal “Parada homossexual” (vide post abaixo), ele contou-me um fato recente que me deixou assombrado. Trata-se do caso de uma candidata a Miss Estados Unidos 2009. Embora fosse a que tinha mais chances de vencer, perdeu. Perdeu a coroa, simplesmente por dizer que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher.

Essa atitude, óbvia para nós que consideramos o homossexualismo um gravíssimo pecado que viola as Leis de Deus e a própria natureza, é odiada por defensores do pseudo-casamento homossexual, que pretendem impor uma verdadeira ditadura na qual devem ser varridos do mapa quem não pensar como eles. Fanática discriminação de quem tanto fala contra a “discriminação”!
Fanática intolerância de quem tanto fala em “tolerância”!

Tais defensores do vício anti-natural são radicalmente intolerantes e querem obrigar a todos a achar normal o que é aberrante. Exigem a aprovação da “lei da homofobia” — para punir quem tiver aversão ao homossexualismo —, entretanto estão carregados de fobia (aversão) à família. Instigam uma repugnância à família (familiafobia).

Portanto, poderíamos dizer que são “familiafóbicos”, têm repulsa à família bem constituída, ou seja, entre um homem e uma mulher, conforme estabelecido por Deus, que criou Adão e Eva, e não Adão e Evo.

Em vista do caso da jovem que sequer teve a liberdade de expressar sua opinião, pedi ao Roger Luís que escrevesse um artigo a respeito para ser publicado no “Blog da Família”. Ele prontamente atendeu ao meu pedido, e aqui o transcrevo.
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Ainda que o preço seja a “coroa”...

Roger Luís Vargas

Não tenho como meta analisar aqui o fato da realização de um concurso de beleza, que sabemos constituir um incentivo, como é natural, ao vício da sensualidade.

Feita essa ressalva, pareceu-me interessante apresentar aos leitores dois episódios acontecidos em concursos de beleza nos Estados Unidos. Eles revelam que, apesar do acentuado permissivismo e relativismo morais reinantes hoje em dia, mesmo em candidatas à “coroa” da beleza ainda podem residir resíduos da moralidade cristã.


Após ter vencido o concurso de Miss América de 1951, Yolande Betbeze (foto) recusou-se a posar de biquíni (quão diferente era a modéstia naquele tempo...). Como conseqüência, a companhia Catalina Swinwear retirou seu patrocínio de dita competição, e no ano seguinte deu-se início ao concurso de Miss Universo.

O tempo passou e 58 anos mais tarde, precisamente em 2009, ninguém imaginaria que o concurso de Miss Universo seria alvo de tanta controvérsia. Deu-se ela na pré-seleção de âmbito nacional, na escolha da Miss Estados Unidos.

Entre as candidatas escolhidas dos vários estados figurava Carrie Prejean, Miss Califórnia, considerada a principal favorita. Sua situação, entretanto, mudou em face da contundente pergunta do jurado Perez Hilton, homossexual declarado,: “Recentemente Vermont tornou-se o quarto estado a legalizar o ‘casamento homossexual’. Você acha que todos os estados deveriam imitá-lo? Por que sim ou por que não?”

Ela respondeu: “No meu estado, na minha família, creio que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Sem ofender a ninguém, mas eu fui assim criada e esta é a maneira que eu penso que deve ser: entre homem e mulher.”

Carrie Prejean não venceu o concurso, tendo sido derrotada pela Miss Carolina do Sul, Kristen Dalton.

Porém o caso teve maior repercussão do que o esperado e, dentre os milhares de comentários e publicações, destaco a entrevista à rede de televisão americana NBC, na qual o apresentador Matt Lauer (foto) entrevistou Perez Hilton e Carrie Prejean. (foto)

Em tom irado, Perez — que já havia comentado em entrevista, após o término do concurso, que “se ela houvesse obtido o título eu subiria no palco e tiraria pessoalmente a sua coroa...” — lançou novamente imprecações contra a Miss Califórnia: “Ela deu a pior das respostas em toda a história da competição [...] e ela é uma estúpida! Uma #%&%!#&$%#!” [censurado].

Logo após, contrastando com a atitude de Perez, Carrie respondeu ao apresentador Matt Lauer: “Depois que respondi àquela pergunta, sabia que eu não venceria o concurso por causa da minha resposta. Porque falei seguindo meu coração, em favor daquilo que, creio, é de meu Deus!”
Matt Lauer: “Se eu perguntasse – eu não o farei – imaginando que você tivesse uma segunda chance, e pela intensidade do desejo de obter o título, você responderia de modo diferente?”

Carrie: “Não! Eu não responderia de maneira diferente”. E acrescentou: “Como disse Cláudia Jordan, [uma das juradas do concurso] que eu deveria estar mais no meio, eu não deveria ter dado uma resposta tão específica; entretanto, essa atitude contraria aquilo que defendo. Quando me perguntam uma questão específica, darei uma resposta específica. Não vou ficar no meio. Vou tomar um lado ou outro.”

Matt Lauer: “Carrie, você chegou muito perto...”

Carrie: “Sim, eu cheguei. E estou muito orgulhosa quanto à minha posição, e sei que há muita gente que também está orgulhosa em relação à minha atitude. Vencer não era o que Deus queria para mim naquela noite. [...] Não mudaria em nada. [...] Se fosse eleita Miss Estados Unidos, provavelmente não estaria aqui. [...] Não retiro o que disse. [...] Fui sincera comigo mesma, e agora eu compreendo que posso sair e dizer a pessoas jovens que se mantenham firmes naquilo que elas acreditam, e nunca façam concessões, para ninguém e para nada, mesmo que isso represente a perda da coroa de Miss USA”.

Diante de tais fatos, haveria muito que comentar. Atenho-me apenas a uma consideração, que considero fundamental: diante da intransigência absurda daqueles que propagam a agenda homossexual, a única atitude certa deve ser nossa inabalável rejeição à prática do homossexualismo, condenado pela Lei divina e pela Lei natural.
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(fonte: http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/

19 de junho de 2009

Parada do vício impuro e antinatural em São Paulo

Na repugnante “Parada Homossexual de São Paulo”, realizada no último domingo, 14-6-09, além da exibição do vício e de aberrações contrárias à natureza, o que mais chamou a atenção foram as ocorrências policiais: agressões, atropelamentos, garrafadas, facadas, 68 pessoas feridas, bêbados caídos pelas calçadas, gente se drogando ostensivamente, prática pública de atos libidinosos, mais de 100 casos de roubo e furto (principalmente de celulares, câmaras fotográficas e carteiras. “Apenas em três locais, 120 carteiras foram encontradas”, “O Estado de S. Paulo, 15-6-09), 412 atendimentos médicos, muita sujeira e mau cheiro. Emporcalharam a Avenida Paulista e as ruas por onde desfilaram suas depravações. Houve até uma morte, por traumatismo craniano, decorrente de uma briga entre os próprios homossexuais.


Saldo final: faltaram macas, devido a tanto tumulto, e sobraram destroços, devido tanto vandalismo.

A estudante paulistana Marinna Gonzalves, 25 anos, foi uma das vítimas de assalto. “Neste ano a violência está pior do que nos outros. Levaram meu celular a minha máquina fotográfica. Havia dois policiais ao lado que nem chegaram a ver o furto. Acho que não volto mais”. (Cfr. “Folha Online”).

Até mesmo um movimento homossexual (o denominado “MixBrasil”) teve que reconhecer: “neste ano, marcado pela violência entre os participantes da parada, as famílias desapareceram”. Ufa! Ainda bem!

É incompreensível como ainda há famílias que, mesmo sem serem adeptas de tais aberrações, vão à Paulista “assistir o desfile”. Desfile de pessoas que, além de afrontarem a Deus, desonram seus próprios corpos com o pecado da homossexualidade.

Incompreensível também como as autoridades não proíbem essa “Parada” que mancha de tal modo a cidade de São Paulo e a imagem do Brasil no Exterior.

Pior. Incompreensível como o Poder público apóia esses eventos. Sem falar do patrocínio de órgãos públicos — como a Petrobrás e a Caixa Econômica Federal —, só a Prefeitura de São Paulo gastou 550 mil reais nesta “parada” de ignomínias. (Cfr. “O Estado de S. Paulo, 15-6-09).

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A propósito do problema da perversão sexual, recomendo vivamente a leitura de uma entrevista com o Cardeal Janis Pujats (Arcebispo de Riga, capital da Letônia, reproduzida abaixo). Ela foi publicada na revista “Catolicismo” de março deste ano. O Cardeal, baluarte na luta contra a difusão do homossexualismo, é conhecido por sua eficaz atuação pela proibição de tais “paradas homossexuais”.

Perversões sexuais não são direitos humanos



O Cardeal Janis Pujats (foto), em 1984, quando ainda simples sacerdote, foi declarado pela KGB persona non grata e transferido para uma paróquia do interior de sua pátria, a Letônia, então dominada pelo regime comunista. Basta este fato para nos revelar o quanto ele é sumamente persona grata para os católicos.
Nascido em Navireni, no ano de 1930, foi ordenado sacerdote em 1951. Lecionou História da Arte e Liturgia no seminário da capital da Letônia. De 1979 a 1984 foi vigário-geral da arquidiocese de Riga. Em 1988 recebeu o título de prelado honorário do Papa, tendo sido nomeado arcebispo em 1991. Sete anos depois foi designado por João Paulo II Cardeal de Riga –– primeiramente “in pectore”, e três anos mais tarde tal nomeação foi dada a público.




Catolicismo — O que favorece a expansão do homossexualismo?
Cardeal Pujats
— De um lado, o homossexualismo é favorecido pelo enorme culto do sexo, que se propaga através dos meios modernos de comunicação de massa, e também pelo fato de que esse vício tem sido até oficialmente promovido em alguns países, em nome dos mal-entendidos “direitos do homem”. De outro lado, o caminho para o homossexualismo é aberto pela falta de fé e pelo enpedernimento moral de grande parte da sociedade.


Catolicismo — Por que tantas pessoas são indiferentes diante da expansão do homossexualismo?
Cardeal Pujats — Sobretudo são indiferentes a esse problema os que não crêem em Deus, como também os cristãos que não consideram a sua fé como algo importante.
Por que procedem assim? Exemplico com a situação em meu país. No governo, todo um grupo de pessoas depende financeira ou administrativamente de um só indivíduo. Sentindo-se elas pressionadas, ou ficam do lado do superior ou — no melhor dos casos — calam-se e manifestam indiferença, embora no fundo da alma não concordem com esse indivíduo. No aparelho estatal, mesmo um pequeno grupo de funcionários homossexuais pode facilmente obter o objetivo desejado. Essa questão apresenta-se de modo pior no âmbito judiciário. O regime de opressão da União Soviética era mantido pela recíproca dependência dos funcionários.
Entretanto, aos que crêem em Deus de todo o coração, mas não exercem uma real influência na sociedade, só resta organizar-se e corajosamente dar testemunho de Cristo pelo exemplo de suas vidas, baseadas no cumprimento dos mandamentos divinos. Os diversos sistemas mudam e caem, mas “a verdade divina permanece pelos séculos”, como diz o Livro dos Salmos (Sl. 116,2).

Catolicismo — Muitos autores conceituados, apoiando-se nas Sagradas Escrituras e no Magistério eclesiástico, em seus escritos sobre o homossexualismo condenam categoricamente essa prática pecaminosa. São eles entretanto raramente citados, e como conseqüência muitos católicos assumem posição de tolerância em relação ao problema. De que modo se pode proteger os fiéis em face desse perigo?
Cardeal Pujats
— O clero tem a obrigação de, citando a Bíblia, lembrar aos fiéis que a Sagrada Escritura condena toda sorte de impurezas. Apoiando-se na Bíblia, podem-se tirar conclusões preliminares para que os fiéis se orientem melhor sobre o que pode e o que não pode ser tolerado.
Devemos pregar que o Direito divino e a Lei natural são estáveis e imutáveis. O que muda é a posição das pessoas e dos parlamentos e o direito que eles criam. Por isso, nenhum legislativo pode eliminar o Decálogo, porque ele se apóia no Direito natural, garantindo a existência da sociedade. Devemos falar que não é permitido extirpar o limite entre o bem e o mal, entre o que é permitido e o que é proibido, claramente estabelecido pela Lei divina. Finalmente, devemos asseverar que o homossexualismo é um vício que se contrai, podendo ser comparado com a dependência de drogas, o alcoolismo, o fumo, etc., razão pela qual os que o praticam não podem pretender serem tratados como uma “minoria”. Devemos dizer que a perversão sexual não pode ser tolerada na esfera pública, para que tal desordem não se transforme em um mau exemplo para toda a sociedade. Se alguém tem inclinações para o vício, este deve ser disciplinado e tratado. Não se pode legalizá-lo ou protegê-lo, invocando a noção erroneamente aplicada de direitos humanos. O homossexualismo não é uma orientação sexual, mas uma perversão sexual.

Catolicismo — Cada vez que a Igreja protesta contra leis que favorecem o homossexualismo, surge a objeção de que ela se imiscui em política. O que V. Emcia. diria sobre tal acusação?
Cardeal Pujats
— A Igreja tem o direito de protestar, se o Estado impõe o homossexualismo. A Religião e a moral constituem uma específica esfera de sua competência. Condenando o homossexualismo, a Igreja não ultrapassa pois o limite de sua competência. Ao contrário, são os governos e parlamentos que extrapolam suas competências, tentando alterar os mandamentos divinos e o conceito de virtude e de vício.
Além disso, os acordos realizados pela Santa Sé com os governos de muitos países garantem à Igreja a liberdade de expressão. E também concedem aos fiéis “a possibilidade de livre criação e divulgação de iniciativas sociais, culturais e educacionais, que têm origem nos princípios da fé cristã” (Concordata da Santa Sé com a Letônia, item 9).
O princípio da separação entre o Estado e a Igreja indica unicamente as competências de ambas as partes. Em alguns países, os membros da Igreja católica constituem a maioria dos cidadãos. Poderá o Estado existir, se tais cidadãos forem separados dele de modo artificial? Tanto os fiéis em geral como os bispos são cidadãos de seu respectivo país, com todos os direitos que disso derivam. E também desfrutam o direito de protestar contra leis imorais.

Manifestações contra o “casamento” homosexual em Massachussets – EUA


Catolicismo — Como reação contra pressões do lobby homossexual do exterior, na Letônia foi votada uma lei estabelecendo que o casamento é a união exclusiva entre um homem e uma mulher. De que modo os letões protestam contra a pressão da União Européia a favor da propagação do homossexualismo?


Cardeal Pujats — Diante da crescente pressão da propaganda homossexual, o parlamento da Letônia estatuiu em 2005 uma emenda à lei, que estabelece: o Estado “protege o casamento — união entre um homem e uma mulher”, excluindo assim o reconhecimento legal da coabitação homossexual. Um fator importante na luta contra essa perversão sexual na Letônia é a voz comum de todos nessas questões morais. Justamente por isso, no dia 13 de fevereiro de 2007 o primeiro-ministro abrogou o projeto de lei apresentado ao parlamento pelos homossexuais.
Praticamente desapareceram as iniciativas de organizar em Riga “paradas homossexuais”. Em seu lugar, os cristãos organizam no verão a Festa da Família, através de uma solene marcha pelas ruas da capital. Há também um concerto e entrega de prêmios às famílias que se destacam. Os cristãos utilizam-se também da televisão, rádio e imprensa leiga, que é simpática à Igreja.
Quando os homossexuais prepararam e apresentaram ao parlamento seu projeto, os professores de 200 escolas encaminharam ao primeiro-ministro uma carta de protesto. Durante um mês os fiéis das paróquias recolheram mais de 17.000 assinaturas pedindo que o parlamento rejeitasse os projetos de lei que favorecem os homossexuais.

Catolicismo — Nos meios de informação apareceram artigos favoráveis aos homossexuais, mas nada se escreveu sobre esta parte da sociedade que decididamente se opõe ao homossexualismo. V. Emcia. pode explicar isso?
Cardeal Pujats
— A afirmação de que a maioria absoluta da sociedade se manifesta pela família normal não é nenhuma novidade. Donde também a posição da maioria não despertar o interesse da imprensa. Como o homossexualismo se liga a escândalo, é pretexto para, de tempos em tempos, aparecer no centro das atenções dos meios de informação.
Nesse assunto, é curioso o seguinte: analisando essa questão, não se procura a essência, mas a priori se anuncia que os homossexuais constituem uma “minoria” discriminada. Neste caso, a condição de “minoria”, com leis especiais, justificaria automaticamente serem recebidas em todos os ambientes pessoas que praticam algum vício, tais como o uso de drogas e o alcoolismo.

Catolicismo — Há alguns meses a imprensa liberal polonesa criticou V. Emcia. pelo modo de combater o homossexualismo. Aparecem também opiniões no sentido de que é melhor silenciar, pois com o silêncio evita-se popularidade para os meios homossexuais. Como V. Emcia. julga isso?
Cardeal Pujats
— Em cada país a situação é diferente. O fato é que o silêncio foi um erro nos países onde o homossexualismo já obtivera direitos. Igualmente na Letônia, a tática do silêncio não foi apropriada. O homossexualismo não teve aqui sucesso porque encontrou resistência, como já mencionei anteriormente. É claro, a Igreja condena a violência, mas não é responsável pelo que se passa nas ruas, quando os organizadores de paradas se encontram com opositores. Garantir a ordem nas ruas é competência da polícia.

Catolicismo — Nos Estados Unidos surgiu um movimento que, como resposta à expansão de doenças como a AIDS, promove a castidade, sobretudo entre os jovens. Nas universidades atuam grupos que propagam a abstenção de relações antes do casamento. Infelizmente, por diretrizes da UE, a Europa é “forçada” à promoção da imoralidade. Como lutar contra isso?
Cardeal Pujats
— Para debelar as trevas, é necessário a luz. Sobretudo é preciso seguir este ideal: “Bem-aventurados os puros de coração, pois eles verão a Deus” (S. Mateus 5,8). É necessário viver de acordo com os ditames da fé, praticando-a pelo menos um dia. Então a luz se acende. Depois um segundo dia..., um terceiro, e assim por diante. O maior bem que se pode oferecer aos cônjuges é a guarda da castidade. Muito importante é também que na sociedade seja dominante a convicção de que as relações antes do casamento são um mal, da mesma forma como não é preciso hoje convencer ninguém de que o roubo é um ato a ser repudiado.
Deus reservou o prazer sexual aos cônjuges para que criem seus filhos e fortaleçam sua família. As pessoas que coabitam antes de se casarem são simples ladrões do prazer sexual. Aproveitam daquilo que Deus destinou exclusivamente aos cônjuges. Com isso, prejudicam a si mesmos e à sua família, pois nenhum pecado fica sem conseqüências negativas. Este pecado traz prejuízos também para a sociedade. Se alguém o comete antes do casamento, revela que depois poderá transgredir a lei do matrimônio. É preciso lutar pela pureza antes do casamento, em cada país, pois isso é do interesse da sociedade inteira.

“Bem-aventurados os puros de coração, pois eles verão a Deus” (S. Mateus 5,8)

Catolicismo — Na maioria dos casos a prática do homossexualismo tende para uma escalada cada vez maior do desregramento e de uma obsessiva procura de novas sensações, o que constitui a negação das relações existentes no casamento normal. Por que então os homossexuais desejam que suas uniões obtenham o status de casamento, uma vez que elas estão em oposição à essência do mesmo?
Cardeal Pujats
— Nessa tendência para a legalização do homossexualismo, na verdade tem-se em vista exclusivamente o reconhecimento da libertinagem pela lei. Quanto às relações homossexuais, é difícil imaginar uma vida feliz onde esse pecado é praticado. Por que então os homossexuais fazem tanta questão de legalizar o pseudo-casamento? Pode-se dizer que o inferno é o lugar de um sofrimento sem limites, mas infelizmente não faltam candidatos que queiram ir para lá.


12 de junho de 2009

FAMÍLIA EXEMPLAR



Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança
(1983 — 2009)
Desaparecido no trágico vôo da Air France.
O nome completo do jovem Príncipe:
Dom Pedro Luiz Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Ligne


"Deus sabe o que faz e confiamos nele. Ele nos deu esse filho maravilhoso e nós o devolvemos. Ele era um rapaz bom e religioso. Temos certeza de que ele está muito melhor com Deus do que aqui conosco. Quando recebi a notícia, senti ciúmes de Deus, que está com meu filho querido. A dor é muito forte, mas mantenho a fé”.
Afirmou o pai do jovem Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, desaparecido no trágico vôo 447 da Air France — que caiu no Oceano Atlântico, quando fazia a rota Rio-Paris, no dia 31 de maio p.p., com 228 passageiros.

Uma afirmação difícil para um pai que perde seu dileto filho, mas de um pai conformado com a vontade de Deus. Um admirável exemplo para todos os pais de família.

Missa de 7º Dia em memória de Dom Pedro Luiz
A missa solene celebrada na Igreja Nossa Senhora do Brasil (capital paulista), no dia 8 p.p., foi encomendada pelos tios de Dom Pedro Luiz, Dom Luiz de Orleans e Bragança (Chefe da Casa Imperial do Brasil) e por Dom Bertrand (Príncipe Imperial do Brasil).

Os pais do jovem Príncipe vitimado na recente tragédia, Dom Antonio e Dona Christine (princesa de Ligne), e o irmão Dom Rafael, vieram a São Paulo especialmente para assistir a Missa de 7º Dia pelo filho. Mais de 200 amigos e simpatizantes da Família Imperial Brasileira compareceram à cerimônia litúrgica, rezada no estilo tradicional e em latim.(fotos abaixo)
Na primeira fileira na Igreja Na. Sra. do Brasil: Dom Luiz de Orleans e Bragança, Dom Antonio, Dona Christine e Dom Rafael




As irmãs de Dom Pedro Luiz, as Princesas Dona Amélia e Dona Maria Gabriela, na Igreja do Carmo (no centro do Rio de Janeiro) rezam pela alma de seu querido irmão


* * *

Aproveito a ocasião para transcrever a nota de pesar que Dom Luiz de Orleans e Bragança, como Chefe da Casa Imperial do Brasil, mandou distribuir após a missa de 7º Dia celebrada pelo descanso eterno de Dom Pedro Luiz. Ao mesmo tempo que manifesta sua dor pela perda de seu sobrinho, o Príncipe Dom Luiz uni-se ao luto que cobre tantos lares brasileiros e do exterior.


Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança

Transido de pesar, cabe-me o dever de registrar, enquanto Chefe da Casa Imperial do Brasil, o desaparecimento de meu querido e já saudoso sobrinho, D. Pedro Luiz de Orleans e Bragança, no fatídico acidente do vôo da Air France (Rio-Paris), ocorrido no dia 31 de maio, em pleno Oceano.

Diante da pungente dor de seus pais, D. Antonio e D. Christine, de seus irmãos, D. Amélia, D. Rafael e D. Maria Gabriela, e de minha querida Mãe, D. Maria, volto para eles minha especial solicitude e meu particular afeto. Solicitude e afeto que volto igualmente — e, junto comigo, toda a Família Imperial — para aqueles que perderam seus entes queridos no referido acidente aéreo. A todas estas famílias — de modo muito especial às brasileiras — a Família Imperial estende seus sentimentos e roga a Deus pelo descanso eterno de cada vítima.

Nestes dias, de todo o Brasil e até do exterior, chegaram aos pais de D. Pedro Luiz, bem como a mim e a toda a Família Imperial, numerosas e sinceras manifestações de pesar por tão trágico sucesso. Não posso deixar de ver nessas sentidas manifestações a expressão viva e autêntica do sentimento familiar e dos laços de afeto que sempre uniram a Família Imperial e os brasileiros, monarquistas ou não.

D. Pedro Luiz — até então, 4º na linha de sucessão dinástica — era um jovem Príncipe que despontava na sua geração como uma promessa, suscitando o interesse e a atenção de muitos, por seu modo aprazível, por suas inegáveis qualidades e pela tradição que representava.

Como fruto da exímia formação e do senso do dever, incutidos por seus pais, após se ter formado em Administração de Empresas pelo IBMEC do Rio de Janeiro, e se pós-graduado pela FGV, dava ele os passos iniciais de uma promissora carreira profissional, no BNP Paribas, no Luxemburgo, tendo a preocupação e o empenho de fazer ver aos estrangeiros as grandes potencialidades de nosso País.

Mas sua presença era especialmente querida entre aqueles que acreditam ser o regime monárquico uma solução adequada para o Brasil hodierno.

Foi D. Pedro Luiz presidente de honra da Juventude Monárquica e participou de ações e eventos de relevo em prol dos ideais monárquicos — muitas vezes na companhia de seus pais — chegando até a representar a Casa Imperial, em mais de uma ocasião, sendo-me especialmente grato recordar sua presença, em Portugal, em comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Se o momento é de apreensão e de tristeza, não pode ele ser desprovido de esperança. Esperança que se volta, de modo particular, para D. Rafael — irmão do desaparecido — a quem auguro ânimo e determinação diante do infortúnio, e exorto a que seja, na sua geração, um exemplo de verdadeiro Príncipe, voltado para o bem do Brasil e exemplo de virtudes cristãs.

Ao encerrar esta dolorosa comunicação, volto meu olhar a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a quem suplico confiante que acolha na eternidade a D. Pedro Luiz. E rogo especiais orações por ele, bem como por seus pais, irmãos e por minha querida Mãe, a todos aqueles que, com espírito de fé, acompanham a Família Imperial neste momento de luto.

São Paulo, 8 de junho de 2009

Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

31 de maio de 2009

A intolerância dos partidários do aborto!

No tocante ao post abaixo -- sobre a escandalosa decisão da reitoria da Universidade Notre Dame de conceder a Obama o título "Honoris Causa" em Direito, e de conceder-lhe o privilégio de proferir o discurso de abertura do ano letivo daquela instituição de ensino superior --, tratamos da arbitrária prisão de manifestantes anti-aborto, sobretudo da prisão o Padre Norman Weslin (foto acima e abaixo). Sacerdote católico, que, na avançada idade de 80 anos, foi brutalmente hostilizado, algemado e levado preso por ter cometido o "crime"... de manifestar sua opinião contra a matança de inocentes por meio do aborto.

Tal prisão está documentada num vídeo postado no YouTube e um benemérito teve o louvável trabalho de legendá-lo em português. Recebi por e-mail e aqui transcrevo o link, como convite para nossos leitores assistirem tal vídeo e recomendarem a seus amigos -- há certas coisas tão arbitrárias que precisamos ver para crer... Na terra da "liberdade de expressão" (direito considerado "sagrado" e garantido pela "Primeira Emenda da Constituição Americana") um sacerdote é preso por fazer uso desse direito, protestando contra o aborto.

É a intolerância dos partidários do aborto!

É o fanatismo abortista que amordaça aqueles que desejam proteger a vida do inocente por nascer!

É a completa inversão de valores: quem defende a moral (defendendo o "direito de nascer") é mandado para a prisão; quem defende a execução de inocentes (por meio do aborto) tem plena liberdade!


http://www.youtube.com/watch?v=FoRT3Rmpq_Q