18 de agosto de 2010

Apelo a todos os brasileiros

Recebi por e-mail o “Apelo” abaixo, e o transcrevo integralmente. Não sem antes deixar consignado que sempre manifestei aqui em nosso blog restrições à CNBB. Por exemplo, quanto ao plebiscito que os bispos da ala esquerda-católica-progressista (alinhada com a dita “Teologia da Libertação), estão propondo, com a finalidade de impor uma distribuição igualitária da terra e limitar o tamanho da propriedade particular no Brasil — o mesmo que fez Fidel Castro em Cuba... e esta fazendo Hugo Chávez na Venezuela...

Apenas mais um exemplo de restrição à CNBB: o fato de terem “censurado” o artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini (bispo de Guarulhos) que recomendava os fiéis a não votar em candidatos abortistas.
(A respeito, vide post mais abaixo Censura: Artigo de Bispo, condenando a posição abortista do PT, retirado do site da CNBB

Mas o mencionado “Apelo” anti-aborto merece ser elogiado e divulgado, sobretudo na atual encruzilhada, na qual se encontra o Brasil às vésperas das eleições. Numa de suas colaborações para a “Folha de São Paulo, Plinio Corrêa de Oliveira escreveu um artigo intitulado “ELOGIAR — ESSA ALEGRIA”, publicado em 18-6-72. (a integra desse artigo encontra-se disponível no site http://www.pliniocorreadeoliveira.info/

Nele, o Prof. Plinio, após fazer um elogio a uma alocução do Cardeal Antonio Caggiano, já falecido, escreveu:
“Ainda que em um ou outro ponto eu tenha — quanto a mim — algumas poucas reservas a fazer ao texto do ilustre Arcebispo de Buenos Aires, tenho por certo que, com sua alocução ele prestou um insigne serviço a sua pátria e a toda a América Latina.
“Dizendo-o, experimento uma verdadeira alegria, É a deliciosa alegria de elogiar. Passo — entre os que não me conhecem na intimidade — por homem batalhador e afeito à polêmica. A verdade é precisamente o contrário. Sou cordato a ponto de chegar quase ao fleumático. Alegro-me em concordar e elogiar. Se entro em tantas controvérsias, não é por gosto, mas pelo senso do dever. De fato, nos dias em que vivemos, são muito mais numerosos os temas que obrigam à crítica, do que os que convidam ao elogio. A ocasião de fazer um elogio sério e sincero raras vezes se apresenta. Isso torna tanto mais preciosa a alegria de o fazer quando se da azo a tal”.
Assim, fazendo minhas as palavras do Prof. Plinio, e sendo nos dias atuais tão raras as atitudes “elogiáveis”, apresso-me em transcrever o “Apelo” — que deixa claro que um católico não pode votar em candidato abortista.

Como o leitor poderá ver, o documento não representa a totalidade da CNBB, ele é da responsabilidade da "Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB", e encontra-se no site desse "Regional Sul 1". Por que não no site da própria CNBB? Esperamos seja colocado... Fica a incógnita, enquanto esperamos novas atitudes firmes e condenações dos erros, de forma não ambígua, conforme ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo no Evangelho: “Seja a vossa linguagem sim, sim; não, não” (Mt. 5, 37).

APELO a TODOS os BRASILEIROS e BRASILEIRAS

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,


CONSIDERANDO que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto,

CONSIDERANDO que, em agosto de 2005, o governo Lula entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

CONSIDERANDO que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o governo Lula apresentou ao Congresso o PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,


CONSIDERANDO que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do Presidente Lula, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,


CONSIDERANDO que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,


CONSIDERANDO que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,


CONSIDERANDO como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o governo Lula tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial pelas Fundações Norte–americanas, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,


CONSIDERANDO que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), decreto nº 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo Presidente Lula e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,


CONSIDERANDO que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,


CONSIDERANDO enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto


RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, dêem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto e se, no segundo turno, a escolha for entre dois candidatos favoráveis ao aborto, que escolham o que mais defenda a vida desde a concepção até à morte natural.


CONVIDAMOS, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A contextualização da Defesa da Vida no Brasil”, elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
Representação da "Matança dos Inocentes", ordenada por Herodes em Belém.
Hoje movimentos abortistas ordenam a mesma matança de inocentes, não apenas na pequenina Belém de outrora, mas de um massacre em massa, e no mundo inteiro, dos inocentes ainda no ventre materno.

12 de agosto de 2010

Ainda sobre o “Consenso de Brasília” — incoerente e inconsensual



Novamente, um post a respeito do pseudo “Consenso de Brasília”. O Deputado Federal Paes de Lira, no Plenário da Câmara do dia 5 p.p., manifestou seu repúdio pela atitude dos Ministros Celso Amorim e Nilcéia Freire, que assinaram a resolução do tal “Consenso de Brasília”. Este, unido a propósitos abortistas da ONU, pretende apressar e promover a legalização do aborto em larga escala. (No vídeo acima, assista a referida manifestação).

A seguir, transcrevo o documento apresentado pelo Dep. Paes de Lira (Projeto de Decreto Legislativo — PDC 2840/2010), que susta as resoluções do “Consenso de Brasília” — muito incoerente e nada consensual.

PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO


(Do Deputado Paes de Lira)


Susta os efeitos gerados pelo ato do Poder Executivo na participação da elaboração do Documento "Consenso de Brasília”, originado por Conferência organizada por Órgão da Organização das Nações Unidas em conjunto com a Secretaria de Política para as Mulheres do Brasil.
  
O CONGRESSO NACIONAL DECRETA:
Art. 1º Ficam sustados os efeitos gerados pelo Documento “Consenso de Brasília”, originado pela XI Conferência Regional Sobre a Mulher da América latina e do Caribe, realizada pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL) do Conselho Econômico e Social da Organização das Nações Unidas, em conjunto com a Secretaria de Política para as Mulheres do Brasil, entre os dias 13 e 16 de julho de 2010.
Art. 2º Este decreto legislativo entra em vigor na data de sua publicação.
JUSTIFICAÇÃO
A presente proposição visa, precípuamente, sustar os efeitos gerados pelo Documento “Consenso de Brasília”, gerado pela XI Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e do Caribe, ocorrida entre 13 e 16 de julho de 2010.

Enfatizando que este documento promoveu, através da participação sem ressalvas do Ministro das Relações Exteriores Celso Amorim e da Secretária de Políticas para as Mulheres Nilcéia Freire, o apoio do Governo Brasileiro à irrestrita prática do aborto.

Ocorre que a Constituição Federal ampara como direito fundamental e indisponível a vida. Vida que inquestionavelmente, ainda que no ventre materno é distinta da vida da mãe.

Tanto é que esta casa aprovou recentemente na Comissão competente para apreciação do mérito, a qual seja a Comissão de Seguridade Social e Família, o Projeto de Lei 478 de 2007, instituindo o Estatuto do Nascituro.

Se assim não o fosse a vida gerada no ventre seria equiparada à vida de um parasita, um verme descartável cuja morte seja tão desejável que implicaria até mesmo na desconsideração do risco de sua retirada para a vida e a saúde da gestante.

Insta ponderar que o processo de crescimento e formação da criança, sabidamente, prossegue após o parto repercutindo até a chegada da vida adulta do indivíduo.

Assim, pouco importa se a discussão incide sobre a interrupção da vida de um nascituro, recém-nascido, criança ou adolescente. Em todos os casos haverá interrupção da vida.

O consenso apontado no texto é o das organizações que promovem o aborto, em nada se integrando ao pensamento do povo brasileiro, nem da maioria dos países latino-americanos, majoritariamente contrários tanto ao aborto, como também à legalização do aborto.

Nitidamente, o documento fere a legalidade, isso porque o Brasil, além de nos diplomas legais pátrios, dentre eles a Constituição federal, está comprometido em virtude de vários tratados internacionais, a reconhecer a personalidade jurídica desde a concepção e a defender a vida humana desde antes do nascimento.

A Declaração Universal de Direitos Humanos da ONU, assinada pelo Brasil, afirma, desde 1948, em sés artigos 3 e 6, que “todo indivíduo tem direito à vida, à liberdade e à segurança de sua pessoa. Todo ser humano tem direito, em todas as partes, ao reconhecimento de sua personalidade jurídica”.

Dez anos depois, em 1958, a Convenção sobre os Direitos da Criança da ONU, da qual o Brasil é signatário, foi além e afirma que “a criança, em virtude de sua falta de maturidade física e mental, necessita proteção e cuidados especiais, inclusive a devida proteção legal, tanto antes quanto após seu nascimento”.

Passados mais de dez anos, em 1969, o Pacto de São José da Costa Rica, do qual o Brasil também é signatário, afirma em seus artigos 1, 3 e 4 que “para efeitos desta convenção, pessoa é todo ser humano. Toda pessoa tem direito ao reconhecimento de sua personalidade jurídica. Toda pessoa tem o direito de que se respeite a sua vida. Esse direito deve ser protegido pela lei e, em geral, desde o momento da concepção.”

Em nosso ordenamento jurídico o Código Penal de 1940 já reconhecia o nascituro como pessoa ao tipificar o crime de aborto sob o título de “Crimes Contra a Pessoa” em seus artigos 124 a 128.
A mesma inteligência é encontrada no Código Civil Brasileiro de 2002, em seu artigo 1.798, que ao tratar do direito de herança, menciona como pessoas tanto “as nascidas como as já concebidas” ao afirmar:
  • “Legitimam-se a suceder as pessoas nascidas ou já concebidas no momento da abertura da sucessão”.  
  • Diz a Constituição Federal em seu artigo 5º: Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade [...]
  • No mesmo diapasão, o Código Civil já em seu artigo 2º garante:  
  • Art. 2º A personalidade civil da pessoa começa do nascimento com vida; mas a lei põe a salvo, desde a concepção, os direitos do nascituro.
Deste modo, impossível não asseverar que a própria lei deixa claro haver vida desde o momento da concepção, e que o Brasil já está comprometido, por meio de tratados internacionais de direitos humanos de caráter vinculante, a defender “o direito à vida, em geral, desde o momento da concepção”, o que configura, inclusive, a ilegalidade do Consenso de Brasília. Portanto, falar-se em aborto importa em flagrante violação ao texto constitucional e ao direito internacional, ferindo garantia fundamental e portanto direito indisponível.

Ponderadas as considerações ventiladas, resta claro ser inadmissível o Governo Brasileiro, sem respaldo constitucional manifestar à comunidade internacional qualquer inclinação às políticas de liberação irrestrita do aborto.

Aos representantes do Estado não é permitido, ainda que por instrumento não formal aderir ou prolatar pelo Poder Executivo atos que atentem contra a Constituição Federal e Tratados de Direitos Internacionais já sancionados pelo legislativo.

O ato dos dois Ministros de Estado aqui mencionados incorre em violação a tais fundamentos e princípios. Por esses motivos, pugnamos pela aprovação do presente Projeto de Decreto Legislativo.
Sala das Sessões, agosto de 2010
PAES DE LIRA
Deputado Federal PTC/SP

10 de agosto de 2010

Brasil numa linha de legalização ampla, geral e irrestrita do aborto

Concernente ao post abaixo ("Consenso de Brasília": oposto à opinião da maioria..."), o Deputado Federal Paes de Lira -- em seu programa "Conversando Francamente" (dia 6 p.p.) -- comunica que apresentou uma "Moção de Repúdio" aos Ministros Celso Amorim e Nilcéia Freire (fotos acima) por terem participado da "11ª Conferência Regional Sobre a Mulher da América Latina e do Caribe", realizada pela ONU, na qual os mencionados ministros assinaram o documento intitulado "Consenso de Brasília", que, entre outras coisas, coloca o Brasil numa linha de legalização ampla, geral e irrestrita do aborto.

Essa "Moção de Repúdio" visa tornar sem efeito o ato administrativo praticado -- um ato repugnante!

Vale a pena assistir o vídeo abaixo, sobretudo porque a única voz -- não consensual -- no Congresso Nacional que se levantou para alertar contra o tal "Consenso de Brasília" foi a do Dep. Paes de Lira. No vídeo, este importante comunicado encontra-se na 2ª parte (no 1º bloco o deputado trata da "PEC-300", que não se relaciona com o nosso tema).

4 de agosto de 2010

O “Consenso de Brasília” — oposto à opinião da maioria...

Na 11ª Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, algumas dirigentes aplaudem elas mesmas pela “resolução” do “Consenso de Brasília”. À direita, a ministra Nilcéa Freire. [fotos: Elza Fiúza / Abr – 11-7-10]

Ontem postamos a matéria abaixo sobre o documento denominado — indevidamente e sarcasticamente — “Consenso de Brasília”. A respeito, hoje recebi uma tradução feita pelo amigo Hélio Dias Viana de um artigo (segue abaixo) publicado no prestigioso site Life Site News. Nele o correspondente para a América Latina, Matthew Cullinan Hoffman, desenvolve a questão “resolvida” (entre quatro paredes) apenas entre os participantes da XI Conferência Regional sobre as Mulheres da América Latina e do Caribe (CEPAL), mas que desejam fazer crer que se trata de um “consenso”... Um “consenso” que não tem o consentimento da maioria... Uma ironia?

Cabe outra pergunta: Será que o governo petista imagina que o povo brasileiro é tolo? Pois, de um lado, dizem que retirariam do “Programa Nacional de Direitos Humanos” o projeto que visa a despenalização do aborto, e, de outro lado e oficialmente, a própria ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, Nilcéa Freire, propugna na CEPAL (realizada em Brasília) a dita despenalização!

Governo brasileiro une-se à ONU para impulsionar nações latino-americanas a despenalizar o aborto
ONU deveria rechaçar aborto e não impô-lo aos pobres, afirmam líderes pró-vida.

  • Matthew Cullinan Hoffman

BRASILIA, 29 de julho de 2010 (LifeSiteNews.com) – O governo brasileiro assinou um documento patrocinado pela ONU endossando a despenalização do aborto em toda a América Latina.
Intitulado “Consenso de Brasília” e legalmente não vinculante, o documento foi publicado pela XI Conferência Regional sobre as Mulheres da América Latina e do Caribe (CEPAL), reunida na capital do Brasil. Ele contém numerosas referências, algumas oblíquas e outras explícitas, a medidas favoráveis ao aborto, ao homossexualismo, à contracepção e a outras políticas atentatórias à vida e à família.

Na sua seção sobre “direitos sexuais e reprodutivos”, termo usado freqüentemente como eufemismo para a legalização do aborto, o “Consenso” apela aos governos para “rever as leis que punem as mulheres que praticaram abortos”, e cita o Comitê contra a Tortura das Nações Unidas, querendo dizer que proibir o aborto equivale a “tortura” na lei internacional.

A mesma seção também pede aos governos para “garantir as condições e os recursos para a proteção e o exercício dos direitos sexuais reprodutivos das mulheres através do ciclo vital e dos grupos populacionais, livres de todas as normas discriminatórias”, e “assegurar às mulheres, na sua diversidade, acesso universal a serviço de saúde sexual e reprodutivo abrangente e de alta qualidade”.

O jornal brasileiro ‘O Globo’ noticia que o documento, que caracteriza um chamado à despenalização do aborto, foi endossado e assinado pela representante oficial do Brasil, Nilcéa Freire [foto], ministra do Secretariado Especial de Políticas para as Mulheres.

O jornal observa que, após o recuo do governo na despenalização do aborto no seu Programa Nacional de Direitos Humanos, “a descriminalização do aborto foi defendida novamente, de modo oficial, pelo governo brasileiro”.

“O Globo” também comenta que três países se recusaram a assinar o documento: Estados Unidos, Chile e Costa Rica. Todos os outros governos, 33 no total, deram seu assentimento.

O “consenso”, que ironicamente contradiz os sentimentos da maioria dos latino-americanos, também contém declarações de apoio ao homossexualismo, inclusive uma condenação da “lesbofobia”, e promove a distribuição de contraceptivos para adolescentes.

A conferência foi organizada pela Comissão Econômica das Nações Unidas para a América Latina e o Caribe (ECLAC).

2 de agosto de 2010

O “Consenso de Brasília” não representa o consenso dos brasileiros, cuja maioria é contrária ao aborto

A ministra da Secretaria Especial de Políticas para Mulheres (SPM), Nilcéa Freire, fala no encerramento da 11ª Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe. [foto: Elza Fiúza / Abr – 11-7-10]

É intenção do governo petista promover a descriminalização do aborto em larga escala, não apenas no Brasil, mas em toda a América Latina. É a denúncia feita pelo “Movimento Brasileiro de Defesa da Vida” (MDV): “Com um documento denominado ‘Consenso de Brasília’ e no mais completo silêncio midiático, o governo brasileiro, em conjunto com a ONU, acaba de desfechar um novo e duro golpe contra o direito fundamental à vida”.

A respeito, eis a notícia da ACI do dia 26-7-10:

“Através da Secretaria de Políticas para as Mulheres, encabeçada pela Ministra Nilcéa Freire, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva acaba de assinar um documento, no âmbito do direito internacional, que propõe para todos os governos da América Latina, inclusive o Brasil, a completa legalização do aborto.

“O documento foi aprovado no dia 16 de julho de 2010, em Brasília, por ocasião da conclusão da 11ª Conferência Regional sobre a Mulher da América Latina e Caribe, promovida pela CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU) em conjunto com a Secretaria de Políticas para as Mulheres do governo Lula, e realizada na capital federal de 12 a 16 de julho de 2010.

“Assim sendo, instituições pró-vida criticaram o fato de o documento chamar-se Consenso de Brasília, pois o texto não representa nenhum consenso ‘a não ser o das organizações que promovem o aborto e que dominaram completamente o desenrolar do evento, graças a um trabalho cuidadosamente planejado e patrocinado pela ‘Fundação Ford’ (de Nova York), iniciado nos anos 90. O MDV recordou que a maioria dos brasileiros, assim como os países da América Latina, são contrários à legalização do aborto'.

“O Consenso da Brasília é também ilegal porque o Brasil, assim como diversos outros países latino-americanos, estão comprometidos em virtude de vários tratados internacionais, de caráter vinculante, a reconhecer a personalidade jurídica desde a concepção e a defender a vida humana mesmo antes do nascimento”.

Antônio Prado, secretário executivo adjunto da CEPAL (Comissão Econômica para América Latina e Caribe da ONU), participa da 11ª Conferência.
[foto: Elza Fiúza / Abr – 11-7-10]

28 de julho de 2010

Dom Luiz Gonzaga Bergonzini não recua, mas reafirma sua posição contrária aos candidatos abortistas

Catedral de Guarulhos, consagrada a Na. Sra. da Conceição

Muitos leitores ficaram agradavelmente surpresos com o artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, bispo de Guarulhos, recomendando aos fiéis não votar em candidatos abortistas. E outros, desagradavelmente surpresos pela “censura” às suas firmes palavras — pelo fato de terem retirado seu artigo do site da CNBB. (vide post abaixo: Censura: Artigo de Bispo, condenando a posição abortista do PT, retirado do site da CNBB )

A candidata petista, Dilma Rousseff, chegou a condenar a recomendação do bispo, dizendo que não era a posição da CNBB. Em entrevista à rádio de Garanhuns (onde se encontrava para um comício) declarou: “O artigo [de Dom Bergonzini] parte do pressuposto incorreto. Tanto eu quanto o presidente Lula não defendemos o aborto. Defendemos o cumprimento estrito da lei”. Ora, e se a lei permite a prática abortiva?! No fundo, ela está defendendo um princípio contaminado por graves erros: se é lei, deve-se aplicar, mesmo que contrária à Lei Natural ou à Lei Divina. Então para ela, em tese, poder-se-ia matar um ser humano no ventre materno, desde que o aborto esteja prescrito em lei.

Dona Dilma afirmou ainda que “o tema [do aborto] não deve ser tratado de forma religiosa”. Como não tratá-lo de forma também religiosa, se afronta o 5º mandamento da Lei de Deus, que ordena não matar?

Receávamos que com essas "censuras" Dom Bergonzini atenuasse sua firme posição. Graças a Deus, ele não recuou. Pelo contrário, além de manter o referido artigo no site da Diocese de Guarulhos, ele a reafirmou em entrevista à “Folha de S. Paulo”.


Bispo de Guarulhos diz que não recuará em mobilização contra Dilma 
FÁBIO ZAMBELI
DE BRASÍLIA
23/07/2010
Altar principal da Catedral
Pivô da polêmica mobilização contra Dilma Rousseff, o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini afirma que não recuará e levará sua manifestação de veto à presidenciável às missas e celebrações das 37 paróquias da cidade.

Ele considera o PT favorável à descriminalização do aborto e divulgou artigo recomendando aos católicos que boicotem a petista.

Governado desde 2001 pelo PT, o município é o segundo colégio eleitoral do Estado, com 788 mil votantes. A campanha informal alicerçada na diocese desagradou o prefeito Sebastião Almeida.

“Sou católico e respeito a posição do religioso. Mas não posso concordar com a transformação de uma posição doutrinária da Igreja Católica em apoio ou rejeição a qualquer candidato”.

Em entrevista à Folha, d. Luiz Gonzaga, 74 anos, diz não ter nada pessoal contra a candidata, mas é irredutível, mesmo após as recorrentes negativas da ex-ministra da Casa Civil.

“Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não”.


Leia os principais trechos da entrevista concedida pelo bispo

Folha — Mesmo com a recomendação da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) pela neutralidade na campanha, o senhor decidiu explicitar sua posição contrária à candidata Dilma Rousseff. Por quê?

D. Luiz Gonzaga Bergonzini — Em primeiro ligar, que recomendação é essa? A CNBB não tem autoridade nenhuma sobre os bispos. Eu segui a voz da minha consciência. Sou cristão de verdade e defendo o mandamento “não matarás”. Não tem esse negócio de “meio termo”.

Folha — A candidata afirma que não defende a descriminalização do aborto. Mesmo assim, o senhor cita o nome dela no artigo.

D. Luiz Gonzaga Bergonzini — Ela [Dilma] segue o partido, ela é a candidata. Então eu vou matar a cobra na cabeça. Pessoalmente não tenho nada contra ela. Mas o direito à vida é o maior direito humano. O aborto é atitude covarde e criminosa. Eu não arredo o pé, não.

Folha — Como o senhor concluiu que ela tem essa posição? Isso nunca ficou claro e ela nega.

D. Luiz Gonzaga Bergonzini — É o terceiro plano de governo que ela adota. Como percebeu que havia reação, foi mudando. Não vou recuar.

Folha — O senhor pretende levar ao conhecimento dos fiéis da diocese essa recomendação de não votar na candidata Dilma?

D. Luiz Gonzaga Bergonzini — Os padres devem notificar ao povo a orientação do bispo. Eu não vou arredar o pé, não importa as consequências que eu venha sofrer, mas o que importa é minha consciência e seguir o Evangelho. Eu não tenho medo. O que pode acontecer? Deus saberá.

Folha — Inclusive nas missas, os padres vão tratar do tema? Vão citar o nome da candidata?

D. Luiz Gonzaga Bergonzini — Tratar do tema, não. Podem citar o nome dela, porque vou mandar uma carta para os padres notificarem as pessoas da minha recomendação nas missas. Como cidadão, tenho direito de expressar minha opinião e, como bispo, tenho a obrigação de orientar os fiéis.

Folha — O senhor teme algum tipo de retaliação ou reação negativa, seja por parte da CNBB ou de partidários da candidata Dilma?

D. Luiz Gonzaga Bergonzini — Sempre tem alguma coisa. Tenho recebido muitos e-mails. Não sei se são ameaças, mas contestando. Mas posso te dizer que muitos de apoio. As pessoas dizem: “finalmente alguém que usa calça comprida resolveu reagir”.
_____________
( http://www1.folha.uol.com.br/poder/771435-bispo-de-guarulhos-diz-que-nao-recuara-em-mobilizacao-contra-dilma.shtml )

24 de julho de 2010

Censura: Artigo de Bispo, condenando a posição abortista do PT, retirado do site da CNBB

Jantando hoje (23-7-10) com alguns amigos, um deles contou que havia lido um excelente artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini (Bispo de Guarulhos – SP [foto]) no site da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil). Nesse artigo o prelado condenava firmemente o programa “liberar geral” do PT relativo ao aborto. Mas que ontem, entrando novamente no mesmo site, o artigo não estava mais lá.

— Sabe o que aconteceu? — perguntou o amigo — Vocês não vão acreditar! O artigo tinha sumido, não estava mais on-line. A CNBB deletou o artigo do site!

A natural curiosidade desse amigo se viu logo satisfeita: procurando na Internet, encontrou o referido artigo no site da Diocese de Guarulhos. Enviou-o, então, para sua lista de e-mails, através do qual ele chega agora ao conhecimento dos leitores deste blog.

Intrigado ainda com o “sumiço”, chegando em casa, liguei o computador e fui fazer uma verificação da surpreende “censura”. A partir do “Google” encontrei um link ( http://www.cnbb.org.br/site/dom-luiz-gonzaga-bergonzini ) para o mencionado artigo, justamente no site da CNBB. Cliquei... Sabe que mensagem aparece?

[[ 404 - Recurso não encontrado ]]

Constatei que o artigo já havia sido jogado em algum "buraco negro". Mas continuei a pesquisa. Acabei encontrando um blog que teve a felicidade de publicar a imagem do texto (armazenada na memória do computador) quando este ainda se encontrava no site da CNBB. Eis o documento:

Por que o artigo de Dom Bergonzini teria sido tirado do ar? Uma “nova inquisiçao” de “patrulhamento ideológico”? Teria sido uma ordem do PT? Afinal quem manda na CNBB?

Dileto leitor, antes que “censurem” também este blog, leia o formidável artigo e tire suas conclusões...

“Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus”

Com esta frase Jesus definiu bem a autonomia e o respeito, que deve haver entre a política (César) e a religião (Deus). Por isto a Igreja não se posiciona nem faz campanha a favor de nenhum partido ou candidato, mas faz parte da sua missão zelar para que o que é de “Deus” não seja manipulado ou usurpado por “César” e vice-versa.

Quando acontece essa usurpação ou manipulação é dever da Igreja intervir convidando a não votar em partido ou candidato que torne perigosa a liberdade religiosa e de consciência ou desrespeito à vida humana e aos valores da família, pois tudo isso é de Deus e não de César. Vice-versa extrapola da missão da Igreja querer dominar ou substituir-se ao estado, pois neste caso ela estaria usurpando o que é de César e não de Deus.

Já na campanha eleitoral de 1996, denunciei um candidato que ofendeu pública e comprovadamente a Igreja, pois esta atitude foi uma usurpação por parte de César daquilo que é de Deus, ou seja o respeito à liberdade religiosa.

Na atual conjuntura política o Partido dos Trabalhadores (PT) através de seu IIIº e IVº Congressos Nacionais (2007 e 2010 respectivamente), ratificando o 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3) através da punição dos deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso, por serem defensores da vida, se posicionou pública e abertamente a favor da legalização do aborto, contra os valores da família e contra a liberdade de consciência.

Na condição de Bispo Diocesano, como r e s p o n s á v e l pela defesa da fé, da moral e dos princípios fundamentais da lei natural que — por serem naturais procedem do próprio Deus e por isso atingem a todos os homens —, denunciamos e condenamos como contrárias às leis de Deus todas as formas de atentado contra a vida, dom de Deus, como o suicídio, o homicídio assim como o aborto pelo qual, criminosa e covardemente, tira-se a vida de um ser humano, completamente incapaz de se defender. A liberação do aborto que vem sendo discutida e aprovada por alguns políticos não pode ser aceita por quem se diz cristão ou católico. Já afirmamos muitas vezes e agora repetimos: não temos partido político, mas não podemos deixar de condenar a legalização do aborto. (confira-se Ex. 20,13; MT 5,21).

Isto posto, recomendamos a todos verdadeiros cristãos e verdadeiros católicos a que não dêem seu voto à Senhora Dilma Rousseff e demais candidatos que aprovam tais “liberações”, independentemente do partido a que pertençam.

Evangelizar é nossa responsabilidade, o que implica anunciar a verdade e denunciar o erro, procurando, dentro desses princípios, o melhor para o Brasil e nossos irmãos brasileiros e não é contrariando o Evangelho que podemos contar com as bênçãos de Deus e proteção de nossa Mãe e Padroeira, a Imaculada Conceição.

D. Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos


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(*) http://www.diocesedeguarulhos.org.br/miolo.asp?fs=menu&seq=690&gid=950

17 de julho de 2010

“Importa obedecer antes a Deus do que aos homens”

A respeito da recente aprovação da nova (radical) lei do aborto na Espanha (vide post abaixo: Autorização para matar: 16 anos de idade!), o Arcebispo de Burgos, Dom Gil Hellín [foto], lançou uma declaração condenando a abominável lei. Ele conclama os fiéis a não respeitá-la, uma vez que ela é contrária às Leis de Deus. Tudo conforme ao ensinamento do Evangelho: “Importa obedecer antes a Deus do que aos homens” (At 5, 29).

Abaixo segue a transcrição dessa firme condenação, que merece ser amplamente divulgada. Como desejaríamos ouvir, também dos prelados brasileiros, palavras ditas com a mesma firmeza condenando o programa tão anticristão do PT — com tantos projetos contrários aos Preceitos Divinos, como a legalização do aborto, do “casamento” homossexual, da prostituição etc. Oxalá em breve tenhamos a alegria de ouvir também aqui palavras severas como as do Arcebispo de Burgos.


Arcebispo espanhol conclama a desobedecer à lei do aborto!

Não é lei e não obriga, porque ninguém tem direito de matar um inocente!

MADRI, 13 Julho 10 / 11:13 am (ACI). — O Arcebispo de Burgos, Dom Francisco Gil Hellín, advertiu que não existe o direito a matar um inocente e, portanto, não existe a obrigação de obedecer a nova lei do aborto; deve haver porém "uma oposição frontal e sem restrições".

"Digamo-lo com total clareza: esta lei não é lei, embora se apresente assim por algumas instâncias políticas e legislativas. E não o é, porque ninguém tem direito de eliminar um inocente. Por isso, ela não obriga. Mais ainda, reclama uma oposição frontal e sem restrições", expressou o Prelado numa Carta Pastoral.

Dom Gil Hellín instou a impedir a tirania, porque a reta razão não admite o aborto como um direito, já que se trata de matar "uma pessoa que não tem nenhuma culpa".

O Prelado assinalou que o "direito a existir de uma pessoa já concebida, embora ainda não tenha nascido, não é uma crença desta ou daquela religião. Não é preciso ser um fiel religioso para afirmar que um inocente tem direito de ser defendido e respeitado em sua integridade".

O bom senso se rebela ante o intento de eliminar uma pessoa por uma responsabilidade alheia ou para "ganhar dinheiro ou votos", acrescentou.

O Arcebispo indicou também que "é uma falácia afirmar que esta lei tenha sido passada pela maioria do Parlamento e que este representa a maioria dos cidadãos; ou dizer que se o Tribunal Constitucional opinar dessa forma, seria uma desobediência opor-se, e mereceria uma sanção".

"A falácia consiste em atribuir a políticos, juízes ou cidadãos um direito que eles não têm. E ninguém tem direito a legislar que se possa matar um inocente", expressou Dom Gil Hellín. Ele conclamou os espanhóis a ajudar "todas as mães que se encontram em dificuldades e a facilitar sua maternidade com todos os meios que dispomos", para assim "parar esta seqüela do aborto que, só na Espanha, destruiu já mais pessoas que o número de habitantes das cidades de Zaragoza, Córdoba e Burgos".
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Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=19479


Uma das manifestações contra o aborto em Madrid

PS: A enquête promovida pela “Folha de S. Paulo”, sobre a nova lei do aborto na Espanha, desde a última postagem neste blog, subiu de 49% a 54% os que são contrários à tal lei. Os leitores que já votaram, favor incentivar seus amigos a fazerem o mesmo — marcando mais um “gol” neste “campeonato” contra a nova lei do aborto na Espanha.

Para emitir seu voto, basta um click no seguinte link:

http://polls.folha.com.br/poll/1018601/

12 de julho de 2010

Autorização para matar: 16 anos de idade!

A Espanha venceu a copa do mundo, mas está perdendo o que tem de melhor para a grandeza de uma nação: seus filhos. Uma nação que mata seus filhos não atrai evidentemente as bênçãos de Deus.

Apesar de a maioria do povo espanhol ser anti-abortista, a nova Lei do Aborto imposta pelo governo Zapatero (socialista, é claro) permite que as adolescentes com apenas 16 anos possam matar os bebês em seus ventres já com 14 semanas. Sem precisarem sequer de informar seus pais!

Essa lei herodiana entrou em vigor no dia 5 deste mês, fazendo com que aquilo que antes de tal data era considerado crime — matar inocentes — passasse a ser um “direito da mulher”. Lei, portanto, contrária ao prório Direito Natural e à própria Constituição que preceitua o direito à vida. Além de violar as leis humanas, o mais grave é a sua violação das Leis do Criador de todas as coisas.

A respeito dessa ultra-radical Lei do Aborto, a “Folha de S. Paulo” está promovendo uma enquête com as questões abaixo, para sondar a opinião dos brasileiros. Até o momento em que emiti meu voto, as porcentagens eram as seguintes:

 Sou a favor da lei = 34%
 Sou favorável, mas a idade deveria ser aumentada para 18 anos = 5%
 Sou favorável, mas a autorização dos pais deveria ser exigida = 5%
 É válida, mas pode se tornar incentivo para o sexo sem proteção = 7%
 Sou contra a lei = 49%
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Total de votos: 2.088 votos

Diletos Amigos: Embora estejamos vencendo, vamos aumentar ainda muito mais o placar daqueles que somos contrários à aprovação da “Pena de Morte” na Espanha por vil conveniência egoística da mãe que concebeu seu filho, mas rejeita criá-lo.

Para emitir seu voto, basta um click no seguinte link:

http://polls.folha.com.br/poll/1018601/

7 de julho de 2010

O lobo apressado e o cordeiro de mentirinha

Um programa (petista) sem máscara e outro mascarado

O prazo estava vencendo. Na pressa, para entregar no Tribunal Superior Eleitoral o programa de um eventual governo Dilma Rousseff, o lobo saiu correndo. Claro, saiu com a roupa com a qual se vestia no momento: a própria pele. Depois que retornou à sua toca, percebendo o susto que certamente causara em muita gente, o lobo voltou correndo ao TSE, mas, desta vez, vestido de cordeiro...






Utilizo esta breve metáfora para explicar uma “confusão”. Esta foi noticiada pelo “Estado de S. Paulo” (5-7-10) com o título “Dilma apresenta ao TSE programa de governo radical e depois recua” (transcrição abaixo *) e se refere ao fato (gravíssimo!) de o PT primeiramente ter entregado na Justiça Eleitoral um programa de governo e, horas depois, um segundo programa para substituir o primeiro.

Por quê? Foi mesmo uma mera “confusão”? Não será que, se eleita, a candidata do PT aplicará o primeiro programa (original-radical) e não o programa substituto (maquiado-moderado)? Depois, se instalado um novo governo petista, se alguém perguntar: Por que se está aplicando o primeiro programa (retirado do TSE) e não o segundo? Poderão responder:
Ora bolas, foi uma mera “confusão”...

Tanto o primeiro quanto o segundo programa correspondem a um saco cheio de idéias realmente muito confusas. Mas o programa original é sem dúvida de extrema-esquerda — tipo chavista.

Chávez também costuma “se confundir”. Entre milhares de outros absurdos, ele “se confunde” e chama de “defesa da soberania” o fechamento de jornais, a prisão de seus proprietários, o confisco de propriedades daqueles que criticam seu (des)governo etc.

No caso da “confusão” do PT, tudo leva a crer que tal substituição de programas foi um mero recuo tático, para não assustar os incautos (numerosíssimos, infelizmente) e, assim, não perder seus votos.

Afinal, com que “cara” a candidata petista governará? Com a “cara” maquiada por seus marqueteiros, ou com “cara” original do primeiro programa? Com essa “cara”, sem a máscara, já podemos conhecer sua verdadeira fisionomia. Seu retrato está na versão original e não nesta nova versão “cosmética” (ligth, tipo “dilminha paz e amor”) para enganar os bobos.

Só falta ela dizer: “eu não sabia de nada”... E eu penso com meus botões: “eu já vi este filme”...


Dilma apresenta ao TSE programa de governo radical e depois recua

Advogado do PT foi ao TSE para substituir documento por outro sem propostas polêmicas, como controle externo da mídia, taxação de grandes fortunas e revogação do dispositivo que torna propriedades invadidas indisponíveis para reforma agrária


05 de julho de 2010
Marcelo de Moraes / BRASÍLIA - O Estado de S.Paulo


Uma confusão da equipe de apoio da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, fez com que fosse registrado nesta segunda-feira, 5, no Tribunal Superior Eleitoral, um resumo errado de seu programa de governo. O documento entregue originalmente trazia a defesa de propostas polêmicas, como controle de mídia, taxação de grandes fortunas e a revogação do dispositivo que torna indisponível para reforma agrária qualquer propriedade que tenha sido invadida. No início da noite, o advogado da campanha, Sidnei Neves, foi ao TSE para trocar o documento, substituindo-o por outro sem as idéias controvertidas.

A proposta foi apresentada ao TSE para cumprir uma exigência da Justiça Eleitoral que cobra dos candidatos à Presidência um resumo do programa de governo. A campanha de Dilma enviou ao tribunal um documento com diretrizes básicas, aprovado em fevereiro pelo PT, quando foi lançada sua pré-candidatura.

O problema é que esse texto estava repleto de idéias defendidas pelos grupos mais radicais do partido e que foram aceitas durante essa reunião. Como seria homologado junto ao TSE, funcionaria como documento oficial e público sobre as principais linhas de atuação que seu eventual governo seguiria.

No caso da proposta sobre o controle de mídia, o primeiro documento repetia os pontos pregados pela Conferência Nacional de Comunicação (Confecom) e defendia controle de produção de conteúdo.

“Para isso, deve-se levar em conta as resoluções aprovadas pela 1.ª Confecom, promovida por iniciativa do governo federal, e que prevêem, entre outras medidas, o estabelecimento de um novo parâmetro legal para as telecomunicações no País; a reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social; o fim da propriedade cruzada; exigência de urna porcentagem de produção regional, de acordo com a Constituição Federal; proibição da sublocação de emissoras e horários; e direito de resposta coletivo”, pregava o documento.

O conceito desapareceu na nova versão, embora tenha sido mantida a crítica à existência de “monopólio e concentração dos meios de comunicação”.

Outras polêmicas. O texto original também abria brecha para a interpretação de uma suposta defesa da legalização do aborto. De forma velada, o documento citava que "o Estado brasileiro reafirmará o direito das mulheres de tomarem suas próprias decisões em assuntos que afetam o seu corpo e a sua saúde". E reforçava a referência logo em seguida, citando que “o governo do PT desenvolverá ações que assegurem autonomia das mulheres sobre seu corpo, qualidade de vida e de saúde em todas as fases de sua vida”. Ambas as citações sumiram no papel entregue à noite ao tribunal, sendo substituídas pela afirmação de que “o Estado brasileiro reafirmará o direito das mulheres ao aborto nos casos já estabelecidos pela legislação vigente, dentro de um conceito de saúde pública”.

O resumo do programa de governo manteve, porém, críticas feitas pelo PT ao governo tucano de Fernando Henrique Cardoso, sucedido pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2003. “Ao contrário daquela que Lula recebeu, a herança a ser transmitida à próxima presidenta será bendita. Essa herança oferece as bases para a formulação das propostas do Programa de Governo 2010. O que até agora foi feito dá credibilidade e garantia às Diretrizes que agora apresentamos”.
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Trechos


“Ao contrário daquela que Lula recebeu, a herança a ser transmitida à próxima presidenta será bendita”.

“Continuar, intensificar e aprimorar a reforma agrária de modo a dar centralidade ao programa na estratégia de desenvolvimento sustentável do País, com a garantia do cumprimento integral da função social da propriedade, da atualização dos índices de produtividade, do controle do acesso à terra por estrangeiros, da revogação dos atos do governo FHC que criminalizaram os movimentos sociais e com a eliminação dos juros compensatórios nas desapropriações e das políticas complementares de acesso à terra, entre outras medidas, implementação de medida prevista no PNDH-3, de realização de audiência pública prévia ao julgamento de liminar de reintegração de posse”.

“Compromisso com a defesa da jornada de trabalho de 40 horas semanais, sem redução de salários”.

“Promover a saúde da mulher, os direitos sexuais e direitos reprodutivos: O Estado brasileiro reafirmará o direito das mulheres de tomarem suas próprias decisões em assuntos que afetam o seu corpo e a sua saúde."

“Medidas que promovam a democratização da comunicação social no País, em particular aquelas voltadas para combater o monopólio dos meios eletrônicos de informação, cultura e entretenimento. Para isso, deve-se levar em conta as resoluções aprovadas pela 1.ª Confecom, promovida por iniciativa do governo federal, e que prevêem, entre outras medidas, o estabelecimento de um novo parâmetro legal para as telecomunicações no País; a reativação do Conselho Nacional de Comunicação Social”.
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(*) http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20100706/not_imp576896,0.php

3 de julho de 2010

“Seja a vossa linguagem sim, sim; não, não”

É tão raro — nos dias atuais, raríssimo até — ver alguma declaração de altos prelados da Igreja Católica usando a linguagem firme, conforme ensinada no Evangelho por Nosso Senhor Jesus Cristo (“Seja a vossa linguagem sim, sim; não, não” — São Mateus 5, 37), que me apresso a transcrevê-la. Trata-se de um breve artigo, publicado ontem no “Jornal de Uberaba (2-7-10), que me causou muita admiração e surpresa. Admiração, pela firmeza de seu autor, Dom Aloísio Roque Oppermann; e surpresa por ver tal artigo reproduzido no site... acreditem... da CNBB... Mirabile dictu!!!

Se todos os bispos da CNBB tivessem feito uso da linguagem do “sim, sim; não, não”, daqueles que verdadeiramente desejam seguir o exemplo do Divino Mestre, e não a linguagem ambígua -- que mais confunde os conceitos, não afirmando categoricamente que o erro é erro --, no Brasil, certamente, sequer teria sido aprovada a iníqua lei que permite o aborto em casos de estupro e quando há risco à vida da mãe.

Segue o admirável artigo de Dom Aloísio Roque Oppermann, SCJ (Congregatio Sacerdotum a Sacro Corde Iesu), Arcebispo Metropolitano de Uberaba (MG).

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Uma questão de saúde pública?

Joga-se muito com a desatenção do povo, ou até com sua suposta ignorância. O presidente Lula, em que pese sua promessa nebulosa aos Bispos em 2005, é decididamente a favor do aborto. Acompanham-no nesta sua postura, o ministro da saúde, e é claro, sua presumida sucessora Dilma. Esta, para encantar o eleitorado católico, chegou a visitar oficialmente o Papa (sem ter convicção pessoal). O efeito foi conquistar os votos de clérigos, invadindo até seu primeiro escalão.

A vitória se delineia fácil, e por isso não se vê necessidade de ocultar coisa nenhuma. Tudo é dito às claras. A resistência ao secularismo governamental é nula. É uma submissão geral. Os princípios cristãos que ainda vigem em nossa vida pública, deverão se retirar para a diáspora das consciências. Na frente de ouvintes qualificados Lula afirmou que a introdução da lei do aborto, “é uma questão de saúde pública em nosso país”. Lembramos o salmo: “Lembra-te do povo que redimiste como tua herança” (Sl 74,2).

É bom saber que existe muita manipulação de estatísticas, ao se falar sobre a taxa anual de abortos. Sobretudo são falsas as notícias sobre o número de mulheres mortas em decorrência de “abortos inseguros”. Segundo informações do DATASUS (2006), o número de mortes maternas em decorrência dessa prática, nunca passou de 163 por ano. (Ver “Faça alguma coisa pela vida” N. 96). Por isso diz-se falsamente que a legalização, “evitaria milhões de mortes maternas”.

Uma vez que o governo faz apologia da interrupção da gravidez, por qualquer motivo, as grandes redes de TV precisam entrar nessa linha. Caso contrário perdem as ricas inserções de propaganda do poder público. Sem as benesses do governo até a Globo fecha. Por isso, mais do que rapidamente, foi introduzida a novela “Passione”, que procura fazer a cabeça do povo, a mando do governo.

Vamos supor, por um exagero de fantasia, que o governo declarasse que o assalto às residências deve ser assunto de “saúde pública”. Para tal efeito se publicariam estatísticas incrementadas de mortes de assaltantes, cujas investidas estariam sendo feitas em condições inseguras. Para completar a hílare situação, o governo proporia legalizar o assalto, para que todo cidadão, rico ou pobre, pudesse realizar um assalto seguro. Essa é a conversa que os líderes da nação fazem ao falar de aborto.
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Dom Aloísio Roque Oppermann
www.jornaldeuberaba.com.br/?MENU=CadernoA&SUBMENU=Opiniao&CODIGO=37723


26 de junho de 2010

POLÔNIA: Em defesa da família, marcha contra o aborto



  • Leonardo Przybysz
Com a participação de mais de 6.000 pessoas, realizou-se no dia 30 de maio nas ruas centrais da Varsóvia, por iniciativa da Associação pela Cultura Cristã Padre Piotr Skarga, a V Marcha pela Vida e pela Família. Acorreram também muitas organizações anti-aborto provenientes de cidades do interior da Polônia, com jovens portando cartazes contra o “casamento” homossexual. [fotos no final]

Participaram da marcha delegações da TFP dos Estados Unidos e de outras organizações como Acção Família (Portugal), Droit de Naître (França), Ação SOS Leben (Alemanha), Associação dos Fundadores (Brasil). Entre os presentes, dois candidatos à presidência da Polônia, deputados e vários religiosos.

Slawomir Olejniczak, presidente da Associação Pe. Piotr Skarga, ressaltou em discurso aos presentes: “Não tenhamos a ilusão de que a Polônia perdurará como nação, se o Estado continuar com sua ação de solapamento desse verdadeiro fundamento da sociedade, que é a família, atualmente ameaçada pela cultura da morte, que é o aborto”.

“Sex-educação é depravação!” — foi um dos slogans mais repetidos pela multidão, opondo-se à famigerada educação sexual nas escolas, inclusive para crianças a partir de seis anos.

Em nome dos participantes da marcha, foi encaminhada uma carta aos candidatos à presidência do país, pedindo que se definam em relação a um projeto de lei anti-família, que acabaria por privar a família da sua autonomia e independência, que no entanto são necessárias à missão que lhe é própria na sociedade.










15 de junho de 2010

Crítica às mães que abortaram seus bebês

No post abaixo, publicamos uma notícia sobre um vídeo do famoso cantor italiano, Andrea Bocelli (52 anos), a respeito do risco que ele correu de não nascer — uma vez que os médicos de sua mãe aconselharam o aborto. Graças a Deus, ela tomou a resolução de uma verdadeira mãe: não deu consentimento àqueles inescrupulosos que sugeriram executar seu filho.

Recebi o vídeo, agora legendado em português, no qual o cantor erudito de sucesso internacional faz uma homenagem em agradecimento à mãe e narra sua coragem por ter discordado dos médicos abortistas, dando assim um belíssimo exemplo às mães do mundo inteiro. Não deixe de assistir e comente com seus amigos para, assim, ajudar a “furar” o bloqueio da mídia (muito pró-aborto) que “abafou” este assunto.

9 de junho de 2010

Andrea Bocelli elogia a escolha de sua mãe de não abortá-lo

Hoje a “Agência Católica de Informações” (ACI) estampa em seu site uma notícia que vale muito a pena ser divulgada por todos os movimentos que lutam contra a implantação do aborto no Brasil e alhures. Tal divulgação poderia ajudar a evitar o aborto de milhares e milhares de outros "Bocellis".

Passo diretamente à transcrição da notícia, pois ela fala por si e o protagonista dispensa maiores apresentações — trata-se do celebérrimo tenor e compositor italiano Andrea Bocelli.

A respeito, um vídeo, produzido pela www.IamWholeLife.com, em italiano com legendas em inglês, pode ser visto em:

http://www.youtube.com/watch?v=6QfKCGTfn3o&feature=player_embedded
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Andrea Bocelli:
crítica às mães que abortaram seus bebês

08 Jun.10 / 04:35 pm (ACI). — O cantor italiano Andrea Bocelli contou a história da gravidez de sua mãe, durante a qual os médicos sugeriram que ela abortasse porque ele podia nascer com uma deficiência. Em um novo vídeo, ele elogia a sua mãe por ter feito a escolha certa, dizendo que outras mães devem ter o incentivo desta história.

Em um vídeo no site YouTube intitulado “Andrea Bocelli conta uma ‘historinha’ sobre o aborto”, o cantor senta-se diante de um piano e conta ao público uma história sobre uma jovem esposa grávida internada por “um ataque de apendicite simples”.

“Os médicos tiveram de aplicar gelo em seu estômago e quando terminaram os tratamentos eles sugeriram que ela abortasse a criança. Eles disseram que era a melhor solução, porque o bebê nasceria com alguma deficiência”.

“Mas a jovem mulher corajosa decidiu não abortar, e a criança nasceu”. Bocelli concluiu:

“Essa mulher era minha mãe, e eu era a criança. Talvez eu tenha parte no assunto, mas posso dizer que aquela foi a escolha certa”.

Ele disse esperar que a história pode incentivar muitas mães em “situações difíceis”, que desejam salvar a vida de seus bebês.

Bocelli possui glaucoma congênito e perdeu a visão completamente aos 12 anos de idade, após ser atingido na cabeça durante um jogo de futebol.


4 de junho de 2010

Auxílio às mães para que desistam de abortar seus bebês

Em artigo recentemente publicado (post abaixo: Os brasileiros desejam um Brasil velho ou jovem?), comentei um louvável exemplo que nos deu o governo do Chile. Sebastián Piñera, o novo presidente chileno — para fortalecer a instituição da família e diminuir o número de abortos —, propôs incentivos tributários às famílias que tenham mais de dois filhos e também aos casais que completarem as “Bodas de Ouro”. Agora nos chega outro bom exemplo, desta vez proveniente da Itália.
Infelizmente, assim como outras nações européias, a Itália está envelhecendo rapidamente e a população diminuindo. Uma vez que o número de nascimentos é menor que o de falecimentos, não há taxa de reposição mínima necessária (que segundo os demógrafos é de 2,1 filhos por mulher) para manter estável a população.

Também no Brasil — devido à suicida política governamental para a diminuição da natalidade, promovendo métodos contraceptivos, a legalização do aborto etc. — a tendência é para o declinio de nossa população.

Em salutar direção contrária, o governo da Lombardia (norte da Itália) pretende reverter o quadro de declínio demográfico e impedir o crime do aborto, auxiliando as mulheres para que não prossigam no intento de abortar seus bebês. Eis a notícia que ontem (2-6-10) apareceu no site da BBC:

“O presidente da região da Lombardia, Roberto Formigoni [foto], anunciou que o governo local pretende oferecer US$ 5,5 mil (o equivalente a cerca de R$ 10 mil) a mulheres grávidas para que desistam de abortos.

Para receber o dinheiro, que seria pago ao longo de 18 meses, as mulheres terão de provar que enfrentam problemas financeiros.

Formigoni, que é católico e aliado do primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, disse que nenhuma mulher na Lombardia deveria interromper uma gravidez por causa de dificuldades econômicas.

O aborto é permitido por lei na Itália desde 1978. Os dados mais recentes sobre abortos na Itália revelam que em 2008 foram realizados cerca de 120 mil no país”.
(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/06/100602_italia_aborto_aw.shtml)
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PS: Não resisto ficar sem comentar também o último parágrafo.

Quando vemos os cálculos de abortos praticados em diversos países, ficamos horrorizados. Mas também nos causa horror como muitas vezes tais números são apresentados com toda naturalidade.

Para exemplicar com o país, origem da notícia acima, imagine que alguém dissesse:
— “Na Itália houve um tirano que foi responsável pela execução sumária de 120 mil pessoas inocentes, em apenas um ano”.

Creio que todos exclamariam indignados:

— “Que monstro! Este tirano deveria ter sido executado devido a tamanha injustiça cometida contra inocentes. O povo deveria tê-lo derrubado e exigido que ele fossse condenado à pena máxima!”

Nada mais natural essa indignação. Entretanto, em tal notícia lemos esta frase afirmada insensívelmente: “Os dados mais recentes sobre abortos na Itália revelam que em 2008 foram realizados cerca de 120 mil no país”.

O governo italiano, que legalizou o aborto em 1978, não tem também a responsabilidade pela morte desses 120 mil bebês por ano? A quantos outros governos não se poderia fazer a mesma acusação?

Esses inocentes bradam aos Céus e clamam a Deus por vingança!

31 de maio de 2010

Os brasileiros desejam um Brasil velho ou jovem?


Enquanto no Brasil a população envelhece e a taxa de nascimentos diminui (segundo pesquisa do IBGE), do Chile chega-nos um belo exemplo que, se aplicado em nosso País, poderia reverter o deplorável e triste processo de envelhecimento da população brasileira.

Apesar de eu ter sérias restrições ao novo presidente chileno (na foto com sua família) Sebastián Piñera (devido a algumas inaceitáveis declarações feitas durante sua campanha eleitoral), ele promoverá algo que merece louvor: um fortalecimento da instituição da família — muito debilitada no anterior governo socialista — e um rejuvenescimento de seu país (Vide notícia abaixo*).

Pelo contrário, o governo brasileiro, promovendo a diminuição da natalidade, promove o envelhecimento de nossa nação, propagando métodos contraceptivos; facilitando ao máximo o aborto e a esterilização cirúrgica; com a maciça distribuição de preservativos e de pílulas anticoncepcionais por meio do Ministério da Saúde — que mais adequadamente poderíamos designar como “Cemitério da Saúde”, uma vez que propaga o envelhecimento e a morte, e não a vida.
Famílias diminutas + baixa taxa de nascimentos = país velho e decadente.
Para evitar que o Chile tenha o infeliz resultado dessa equação, vejam o que propõe o governo do país andino, conforme alvissareira notícia publicada no dia 22 último pela “Folha de S. Paulo”:

Chile promete prêmio a casais que chegarem aos 50 anos de matrimônio
GUSTAVO HENNEMANN
De Buenos Aires
"Os casais chilenos que completarem 50 anos de matrimônio ganharão um prêmio do governo por fortalecerem a instituição familiar.

O anúncio foi feito ontem pelo presidente do Chile, Sebastián Piñera, católico conservador que integra o partido de centro-direita Renovação Nacional.

O plano foi divulgado durante a primeira prestação de contas ao Congresso do mandatário, que tomou posse no último mês de março.

Em seu discurso, ele citou Deus cinco vezes e disse que o Chile está em dívida com as famílias, o que exige medidas urgentes para 'proteger e fortalecer' os lares do país.

'Estudamos a chance de dar incentivos tributários e prêmios educativos às famílias com mais de dois filhos e premiaremos com um bônus de bodas de ouro os casais que completarem 50 anos de casamento', disse o presidente.

Ele não disse qual será o valor do prêmio nem como pagará a recompensa. Piñera também prometeu aumentar os valores repassados a famílias pobres por meio de programas sociais, com o objetivo de estimular os casais a terem mais filhos.

'Não podemos seguir indiferentes ante a diminuição da natalidade e dos casamentos, nem ao fato de nascerem mais crianças fora do que dentro do matrimônio'.

Ele disse ainda que a família, além de formar cidadãos, é o melhor caminho para fortalecer valores, evitar a droga, a delinquência e o alcoolismo".
(* http://www1.folha.uol.com.br/fsp/mundo/ft2205201011.htm ).
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PS: Uma “curiosidade”:
Diversos jornais castelhanos publicaram trecho integral da declaração do novo mandatário chileno, mas a “Folha de S. Paulo” eliminou a frase abaixo, que assinalei em vermelho. Por que será? Falta de espaço? Censura? Ou o “resumidor” seria uma pessoa favorável ao aborto?...

"Não podemos seguir indiferentes ante a diminuição da natalidade e dos casamentos. Nem ao fato de nascerem mais crianças fora do que dentro do matrimônio. Nem ao drama de que a cada criança nascida viva uma deixa de nascer devido aos abortos”.

Se alguém desejar, poderá conferir minha crítica, por exemplo no site oficial do governo chileno:

http://www.gobiernodechile.cl/especiales/mensaje-presidencial-21-de-mayo/:
“En Chile necesitamos, y con urgencia, proteger y fortalecer a la familia.
La familia es el lugar donde, por esencia, se forman los ciudadanos, reciben y dan amor, acogimiento, formación y es el mejor camino para fortalecer valores, el desarrollo integral y evitar la droga, la delincuencia y el alcoholismo.
No podemos seguir indiferentes frente a la disminución en la natalidad y nupcialidad. Al hecho que nazcan más niños fuera que dentro del matrimonio. Al drama que por cada niño nacido vivo uno deja de nacer debido a los abortos. Al incremento de los embarazos adolescentes no deseados.
Estamos en deuda con nuestras familias.
Para promover la natalidad aumentaremos el Subsidio Único Familiar y aseguraremos a las familias más vulnerables un Ingreso Ético Familiar. Adicionalmente, estudiaremos la factibilidad de entregar incentivos tributarios o bonos educativos a aquellas familias de más de dos hijos y premiaremos con un bono de Bodas de Oro a las parejas que cumplan 50 años de matrimonio”.