17 de outubro de 2010

“Há uma coisa mais terrível que a calúnia: é a verdade”

Foto de Joel Silva (Folhapress) estampada na primeira página da “Folha de S. Paulo” (12-10-10). Dilma Rousseff, durante a missa no Santuário de Aparecida, além de não ter feito o “Pelo Sinal” no momento apropriado, não soube sequer persignar-se — ela o fez da direita para a esquerda, e introduzindo uma novidade: uma cruzinha na ponta do nariz... Aqueles que desejarem ver essa cena, envie-me um e-mail (prccampos@terra.com.br ) com o pedido, pois tenho cópia da filmagem.

     Na 6ª. feira (15-10-10) foi publicada a “carta aberta” aos cristãos, que a candidata do PT havia prometido. Imaginei que se produziria um documento “sólido”, mas saiu “gelatinoso”, muito fraquinho.

Transcrevo alguns trechos do mesmo e, em seguida, analiso os pontos assinalados com letra vermelha. Para aqueles que desejarem a íntegra, abaixo indico o link. (*)

Assinado por Dilma Rousseff, o documento, intitulado “MENSAGEM DA DILMA” (foto), assevera:

1.               “Resolvi pôr um fim definitivo (sic) à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais”. A signatária afirma ser “pessoalmente contra o aborto”.
2.             “O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família”.
3.              “Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil”.
4.             Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião”.
_________
(*)http://www.jb.com.br/eleicoes-2010/noticias/2010/10/15/em-carta-aberta-dilma-tenta-por-fim-as-calunias-e-se-afirma-contra-o-aborto/


1 — Campanha de calúnias e boatos

Ora, não foram “espalhados" nem “calúnias” nem “boatos”, mas sim verdades e fatos concretos.

Charles Maurice, príncipe
de Talleyrand-Périgord (1754-1838),
brilhante diplomata francês do séc. XIX,
considerado como o mais versátil,
habilidoso e influente diplomata
de seu tempo.
Talleyrand (quadro ao lado), o grande diplomata francês do século XIX, legou à História um dito lapidar: “Il y a une chose plus terrible que la calomnie, c'est la vérité”. (Há uma coisa mais terrível que a calúnia, é a verdade). Esse pensamento genial veio-me à mente lendo a “Mensagem da Dilma”.

         Dizer-se vítima de uma “campanha de calúnias e boatos espalhados”... Francamente, Dona Dilma! Porventura relembrar o que alguém tenha dito ao longo de sua vida é “campanha de calúnias?! Não se fez senão relembrar; só isso, nada mais que isso!

         Mas “isso” doeu terrivelmente! Por quê? — Parafraseando Talleyrand, poderíamos afirmar que “há uma coisa mais terrível que as calúnias: são os fatos”.

Capa da VEJA desta semana.
Na parte superior: "Acho que
tem de haver a descriminalização
do aborto. Acho um absurdo
que não haja".
Dilma Rousseff, em 4-10-2007

         Contra fatos concretos, fotos, gravações e registros em filmes, não há argumentos. Neste blog mesmo, os leitores encontrarão vários documentos incontestes sobre afirmações passadas, feitas por Dilma Rousseff e por petistas da sua entourage. Entretanto, ela — sem execrar nem pedir perdão pelo seu passado — começou a dizer coisas contrárias ao que dissera outrora. Por exemplo, ao reafirmar na carta ser “pessoalmente contra o aborto”. Sim, isso é o mínimo que se pode dizer. Afirma-se se “pessoalmente contra o aborto” e deixa-se a aprovação por conta da bancada do PT no Congresso? E como ficam as anteriores declarações no sentido favorável à legalização da prática abortiva?

A mesma capa, mas invertida:
"Eu, pessoalmente, sou contra.
Não acredito que haja uma
mulher que não considere
o aborto uma violência"
Dilma Rousseff, em 29-09-2010
No noticiário desses últimos dias, os petistas (e a própria candidata deles) insistiram ad nauseam que a Sra. Rousseff só não ganhou as eleições no 1º turno devido a uma “campanha baixa”, “caluniosa”, “baseada na boataria”. Posso assegurar que não passa de campanha difamatória – diria, terrorista – acusar Dilma Rousseff de ‘abortista’ ou contrária aos princípios evangélicos”. Chegou a afirmar o petista e fidelcastrista Frei Beto (“Folha de S. Paulo”, 10-10-10).

         Para se mostrar católica, no dia 11 Dilma chegou a ir à Basílica de Nossa Senhora Aparecida — pela primeira vez em sua vida... e justamente neste período de eleições...

         Evidentemente, a candidata foi instruída por seus marqueteiros a dar marcha-ré a fim de aliciar eleitores. Assim, passou a dizer que é contrária ao aborto, que “valoriza a família”, que recebera “sólida formação moral e religiosa” etc.

         No mesmo noticiário, inúmeros analistas apontam que foi a questão do aborto que levou as eleições para um 2º turno e que o PT, percebendo que questões religiosas e morais impediram a vitória de sua candidata, resolveu fazer uma campanha para tentar convencer o público de que Dilma é contra o aborto e a favor da família bem constituída entre um homem e uma mulher. Quantos acreditarão que isso é verdade? Quantos vão pensar que isso é fingimento?

         Os brasileiros não são tolos, sabem perfeitamente que o PT é o partido do aborto; que estabelece em seu próprio estatuto o objetivo de legalizar a prática abortiva — inteiramente em conformidade com o III Congresso do PT. Por que então tal partido não retira este ponto de seu estatuto?

1 — “Programa Nacional de Direitos Humanos - 3”

         Quanto ao PNDH-3 — plataforma de um eventual novo governo petista —, por que a candidata do PT não manda rasgá-lo e jogá-lo na lata de lixo? Na “MENSAGEM DA DILMA”, o subversivo PNDH-3, de decreto governamental, virou apenas “carta de intenções”. Ela diz não pretender “promover nenhuma iniciativa que afronte a família”. Mas cabe a mesma pergunta acima: e a bancada petista no Congresso?

Como prova de sua “sólida formação moral e religiosa”, Dilma poderia afirmar que mandou arquivar o PNDH-3 porque, entre outras coisas, uma criança concebida tem o direito de nascer. Sobretudo, poderia ela acrescentar que os “direitos de Deus” estão bem acima de qualquer “direito humano”.

Como já denunciamos neste blog, além do aborto o bolivariano PNDH-3 contém outros aberrantes projetos anticristãos: cerceamento da liberdade de expressão, “casamento” homossexual, limitação do direito de propriedade, legalização da prostituição, realização de cirurgias de troca de sexo pelo SUS, permissão de adoção de filhos por “casais” homossexuais etc.

3 — Projeto de Lei 122

Quanto ao famigerado PLC 122, a “MENSAGEM DA DILMA” só seria aceitável se ela dissesse claramente que não o sancionaria em hipótese alguma, pois se aprovado tal Projeto de Lei acabaria servindo de incentivo ao vício antinatural — “um pecado que brada aos céus por vingança”, estabeleceria no Brasil uma espécie de “ditadura homossexual” e faria dos homossexuais uma classe privilegiada.

4 — Quem é que manipulou a fé e a religião?

Sobre o último ponto (“manipular a fé e a religião”), gostaria de transcrever o que o maior jornal parisiense – o insuspeito “Le Monde”, de tendência socialista — publicou em 7-10-10: “Quatro dias antes da votação, Dilma Rousseff organizou um encontro com líderes católicos e evangélicos e ressaltou que ela ‘respeitava a vida’. Dois dias antes da eleição, ela assistiu ao batismo de sua neta em Porto Alegre. Essa filha de comunistas, que antigamente se dizia ‘não-praticante’, ‘meio descrente’, lembrou que ela era católica e que também foi batizada”.

         Neste sentido, disse a ex-candidata presidencial Marina da Silva: “Ela [Dilma] faz discurso de conveniência sobre temas cristãos".

         Encerro com trechos de um excelente post (abaixo, em letra azul) que copiei do Blog do Josias (Folha Online), não sem antes contar o que ouvi há muito tempo, não me lembro de quem: “Não existem ateus dentro de avião em pane”...


Dilma faz campanha no Santuário de Nossa Senhora
 
Em tempos de eleição, a religiosidade aflora. É quando se descobre que a política está infestada de ateus.
Por sorte, é muito fácil identificar os heréticos. Estão todos nas coligações adversárias.
Nesta segunda (11), Dilma Rousseff foi ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida (SP).
Participou da missa das 9h. Percorreu o santuário. Foi ao recanto onde se encontra a imagem da santa padroeira do Brasil.
[...]
Na semana passada, Dilma já havia levado sua candidatura para passear num templo religioso, no Rio.
Parece ter dificuldade para virar a página que escreve a crônica da sucessão de 2010 com caligrafia beata.
O diabo é que o histórico da ex-Dilma desautoriza a pose de vítima da candidata.
            Em matéria de religiosidade, a pupila de Lula vem se revelando uma ginasta sem futuro.
Em 2007, durante sabatina na Folha, perguntou-se à então chefe da Casa Civil se acreditava em Deus.
E Dilma: “Eu me equilibro nesta questão. Será que há? Será que não há?"
Em 2009, numa entrevista à revista “Marie Claire”, Dilma declarou que não praticava religião nenhuma.
Permitiu-se brincar: “Balançou o avião, a gente faz uma rezinha".
Em fevereiro de 2010, já na pele de pré-candidata, Dilma foi inquirida pela “Época”: Uma religião específica, a senhora não tem?
Soou peremptória: "Não, mas respeito".
Decorridos três meses, em maio, já convertida em candidata, Dilma falou à “IstoÉ”. Perguntou-se se era católica.
Dilma deu um salto mortal: “Sou, antes de tudo, cristã. Num segundo momento, católica".
Nesta segunda-feira, a candidata escora a “conversão” no câncer. Agora, é católica de frequentar a missa. Mas não comunga.
O melhor que Dilma tem a fazer é dar um triplo mortal carpado em direção a outro tema.
Primeiro porque a agenda carola não a socorre. Segundo porque o evangelho de uma pessoa que se dispõe a presidir o país deveria ser outro.

Charge do Angeli, estampada na "Folha de S. Paulo" (14-10-10 – p. A-2), dá bem uma idéia do que se passa nesta disputa eleitoral: a guinada à direita. Angeli apresenta Dilma Rousseff "tipo beata", de saia comprida, véu, mãos postas, rezando num altar com velas acesas. E para apresentar José Serra "tipo conservador", não encontrou nada melhor do que representá-lo com o estandarte da TFP...

10 de outubro de 2010

Padre José Augusto — um sacerdote que “não fica em cima do muro”, como a maioria de seus irmãos de vocação

Baiano de Maraú, o Pe. José Augusto Souza Moreira, de 44 anos, estudou no seminário da Congregação Filhos de Maria Imaculada. Atualmente é responsável pela formação de sacerdotes e faz parte do Conselho da Comunidade Canção Nova.
Por diversas fontes, ouvi os maiores elogios ao vídeo com a pregação do Padre José Augusto, feita no dia 5 deste mês, transmitida pela “TV Canção Nova”. Mas também ouvi muitas críticas à nova e estranha posição que tomou tal emissora: censurou o sacerdote e retirou o vídeo do ar — inclusive mandou retirá-lo do YouTube. Entretanto, outros já tinham gravado a corajosa e oportuna pregação e a postaram novamente em outros links do mesmo YouTube, bem como em outros sites — como este, postado no final desta matéria, que copiei do portal “Gloria.TV”.

Por que tal censura? Certamente, porque o sacerdote pregou numa linguagem firme, sem meias verdades ou ambigüidades. Muito diferente da linguagem neutra, morna, comumente — e infelizmente — utilizada por muitos membros da CNBB. Lembremo-nos das palavras duras do Apocalipse “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te”. (Ap. 3, 15 - 16). “Nem frio nem quente”. Ou seja, alguém que não se revela nem mau, nem bom; fica no meio, no “mais ou menos”, fica “em cima do muro”... de um muro tão vergonhoso como o que separava em duas a cidade de Berlim, durante a vigência do comunismo. O Padre José Augusto, pelo contrário, fez uso da linguagem “quente”, e por isso foi censurado. Para ele uma glória, pois está sendo perseguido por ter pregado o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Também os petistas ficaram tiririca com o sermão do Padre José Augusto e exigem “direito de resposta”. Por quê? O padre por acaso não tem “direito de expressão”, não tem o direito de alertar seus fiéis para não apoiarem pessoas que defendem práticas contrárias à moral católica, como o aborto e o “casamento” homossexual? Ele apenas relembrou aos fiéis a doutrina católica. Simplesmente! Repreendê-lo poderia caracterizar uma verdadeira “perseguição religiosa” — aliás, como decreta o novo "Programa Nacional de Direitos Humanos”.

Portanto, não há razão nenhuma para “direito de resposta”  — da qual, seja dito de passagem, o tiro poderá sair pela culatra. Assisti duas vezes ao vídeo e não ouvi nenhuma inverdade. Àqueles que ainda não escutaram a gravação do sermão do Padre José Augusto, recomendo que o façam. Click abaixo:
Parte I



Parte II

2 de outubro de 2010

DILMA x DILMA — Qual delas prevalecerá?

É público e notório o quanto Dilma Rousseff já se manifestou a favor da legalização do aborto. Entretanto, nestes últimos dias a candidata do PT procurou ocultar sua posição abortista.

— Por que?
— Claro, devido à enorme reação anti-aborto por parte da opinião pública brasileira, Dona Dilma quer conquistar votos até mesmo daqueles que são contrários ao aborto. Pelo menos, conquistar os votos dos incautos anti-abortistas, que, ingenuamente, poderiam acreditar em sua “conversão” — sem antes ter ela passado pelo “Caminho de Damasco”... (a respeito, vide post mais abaixo).

Sobre esta “mudança”, o jornal “O Estado de São Paulo” de anteontem (30-9-10) publicou uma interessante análise, assinada pela jornalista Vera Rosa. Seguem alguns trechos:

Polêmica do aborto leva Dilma a igrejas



  • Vera Rosa


BRASÍLIA — Preocupada com a perda de votos entre cristãos, atribuída por sua campanha à polêmica sobre o aborto, Dilma Rousseff reuniu ontem padres e pastores, em Brasília, para negar já ter defendido a interrupção da gravidez.

A polêmica é alimentada por declarações dadas por Dilma em outras ocasiões, antes da reta final da campanha. Na tarde de ontem, porém, a petista disse que é contrária até mesmo a um plebiscito sobre o tema, como prega Marina Silva. “Plebiscito divide o País e vai todo mundo perder, seja qual for o resultado”, insistiu a candidata.

Diante de 27 líderes de denominações cristãs — católicas e evangélicas —, Dilma desmentiu categoricamente que algum dia tenha afirmado que “nem Jesus Cristo” tiraria a vitória dela no primeiro turno, marcado para domingo.

Há um mês, a candidata divulgou manifesto batizado de Carta ao Povo de Deus, no qual pedia “oração” e “voto”. O documento dizia que cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o “ponto de equilíbrio” nas posições que envolvem valores éticos, como aborto e uniões entre pessoas do mesmo sexo.

No encontro de ontem, Dilma foi além: garantiu que, se for eleita presidente, não enviará ao Congresso qualquer projeto de lei com o objetivo de ampliar a cobertura do Estado para casos de aborto. “Do jeito que está, está pacificado”, comentou. “Eu, pessoalmente, sou contra o aborto e considero a questão como de saúde pública.”

Em discurso sob medida para agradar aos cristãos, Dilma afirmou que é “a favor da vida” e pregou a liberdade de credo. Disse, ainda, que é católica. Em 2007, durante sabatina do jornal Folha de S. Paulo, ela disse ter ficado muito tempo “meio descrente”.

O que Dilma já disse
  • “Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos.” (À revista Marie Claire, edição 217, abril de 2009)
  • “O que nós defendemos é o cumprimento estrito da lei, que prevê casos em que o aborto deve ser feito e provido pelo Estado.” (Em 22 de junho de 2010, em entrevista reproduzida pela Agência Estado) 
  • “Não se deve tratar a questão como religiosa, mas de saúde pública.” (idem)
  • “Se houver conflito entre as legislações quem tem de fazer essa solução é a Justiça. A lei é clara e tem de ser cumprida.” (No debate Folha/UOL, em 18 de agosto de 2010)
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Como perguntar não ofende, encerro este post com algumas perguntas que não querem calar: Se a candidata petista for eleita, qual das duas Dilmas governará? Aquela anterior às disputas eleitorais, ou aquela que emergiu só recentemente?


Como acreditar em alguém que diz uma coisa (ser favorável à legalização do aborto — como declarou à revista Marie Claire, em abril/2009), e depois outra (“sou a favor da vida” — como declarou anteontem).


Como acreditar em alguém que disse “Acho que não é cabível vestir o boné do MST. Governo é governo, movimento é movimento. Não concordo que alguém do governo assuma a bandeira do MST”.


Entretanto esta mesma pessoa está na foto abaixo... usando o boné do MST... Sem comentários...
Dilma Rousseff, com o boné do MST, na convenção estadual do PT-SE em 24-6-10. Tal convenção não divulgaria esta cena (cômica?), mas foi flagrada por uma emissora de TV de Sergipe...
PS: Relembrando: Também Lula quando candidato em 2002, para conquistar votos, prometeu que se fosse eleito presidente não promoveria o aborto e o “casamento” homossexual... Entretanto ele abraçou por inteiro essas duas causas anti-família. Causas, aliás, defendidas fanaticamente pelo Partido dos Trabalhadores. Se alguém duvidar, aconselho assistir o vídeo no post mais abaixo: Sob pretexto de “saúde pública”, pretende-se legalizar crime hediondo: o aborto.


E por falar nesse partido, mais uma recordação: José Dirceu afirmou peremptoriamente que a eleição de Dilma é um projeto do PT... Como sabemos ela tem um outro cabo-eleitoral também “polêmico”: Hugo Chávez. Este afirmou: “Dilma Rousseff é minha candidata”. Também neste caso, se alguém precisar ver para crer, eis um vídeo:

30 de setembro de 2010

OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA — “Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens”

O Exército colombiano deu recentemente ao mundo um bom exemplo de reação sadia. Após rastrear durante quatro anos os esconderijos de narco-terroristas nas selvas, ele conseguiu por fim executar Jorge Briceño, alcunhado de Mono Jojoy (foto), o sanguinário chefe militar das FARC que vinha tentando tomar o poder pela força para implantar na Colômbia um regime marxista.


Desse simpático país vizinho chega-nos agora outra boa reação. O principal jornal de Bogotá, “El Tiempo” (27-9-10) noticiou que o Procurador Geral da Nação, Alejandro Ordóñez Maldonado [foto], em sua luta contra o aborto, apresentará projeto de lei justificando o direito de médicos, bem como de parteiras, enfermeiras e de todo pessoal de centros de saúde, à objeção de consciência para não praticar o aborto. Isto porque, atualmente na Colômbia — como no Brasil — vigora o direito (sic) ao aborto em casos de estupro, malformação do feto e risco de vida para a mãe.

Porquanto muitos que lidam com a saúde se recusam, com base no direito à objeção de consciência, a praticar o aborto, por considerá-lo prática criminosa e pecaminosa, a Corte Constitucional da Colômbia emitiu em 2006 uma sentença restringindo o direito a tal objeção, obrigando à realização de abortos nas mulheres desejosas de matar seus filhos.

Ora, todo homem tem direito à objeção de consciência, à liberdade religiosa e de pensamento. Ninguém pode ser obrigado a fazer algo contrário à sua consciência, que transgrida a ordem moral ou as Leis de Deus. O contrário poderia ser caracterizado como perseguição religiosa, próprio de um regime tirânico.

Portanto, nenhuma lei humana pode suprimir os mencionados direitos. Leis humanas que se oponham às Leis de Deus não têm qualquer validade jurídica. Afirma-o João Paulo II na encíclica Evangelium vitae: “O aborto e a eutanásia são, portanto, crimes que nenhuma lei humana pode pretender legitimar. Leis deste tipo não só não criam obrigação alguma para a consciência, como, ao contrário, geram uma grave e precisa obrigação de opor-se a elas através da objeção de consciência”. (nº 87: AAS 87, 1995, 486).

*      *      *
No Brasil, o novo Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) — o “presente” dado pelo presidente Lula aos brasileiros às vésperas do último Natal — decreta uma série de questões contrárias às Leis Divinas. Para mencionar apenas algumas que atingem diretamente a família, citemos o aborto, o “casamento” homossexual, a adoção de crianças por “casais homo-afetivos”, a educação sexual obrigatória, a singular proteção privilegiada a lésbicas, homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais, etc.

O PNDH-3 deixa a entender que não poderá ser desrespeitado sob a justificação de objeção de consciência e/ou de violação das Leis de Deus.

Em sentido contrário, o Catecismo da Igreja Católica estabelece muito bem: “O cidadão é obrigado, em consciência, a não seguir as prescrições das autoridades civis, quando tais prescrições forem contrárias às exigências de ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho. A recusa de obediência às autoridades civis, quando as suas exigências forem contrárias às da reta consciência, tem a sua justificação na distinção entre o serviço de Deus e o serviço da comunidade política. ‘Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus’ (Mt 22, 21). ‘Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens’ (At 5, 29)”.

Em tal contexto, esta sadia reação que nos chega da Colômbia com o projeto do Dr. Alejandro Ordóñez (matéria abaixo), constitui um bom exemplo para todos os brasileiros, ameaçados pela implantação de uma nova religião, laica, intolerante e sem qualquer consciência moral.


“Ninguém pode ser obrigado a aceitar o aborto”, assegura o Procurador

“El Tiempo”, Bogotá, 27/09/2010
Redação Justiça

Seria entregue esta semana projeto de lei visando à aplicação da objeção de consciência para as instituições educativas, o corpo médico e os funcionários.

O procurador Alejandro Ordóñez continua firme na sua cruzada contra a chamada cátedra do aborto e várias das decisões da Corte Constitucional sobre este procedimento médico.

O chefe do Ministério Público entregará no Congresso um projeto de lei para que “ninguém” possa ser obrigado a cumprir uma ordem que considere contrária às suas convicções no tocante ao aborto.

Mas o que sem dúvida vai gerar mais discussão se relaciona com a objeção de consciência que, no caso de a idéia de Ordóñez prosperar, professores e reitores de colégios poderiam interpor para não ensinarem a polêmica matéria ordenada pela Corte Constitucional.

Ordóñez também pede que os argumentos do corpo médico sanitário e dos funcionários “sejam sempre procedentes” quando se neguem a contribuir com a prática abortiva que, segundo a Corte, pode ser aplicada quando a gravidez decorra de uma violação, quando existam malformações e quando a mãe corra perigo.

“Então, um funcionário com convicções a respeito da vida ou do casamento, não poderia aceder à função pública porque teria que agir contra suas idéias”, questionou o procurador Ordóñez durante um fórum na Universidade Nova Granada.

Isto significa que juízes, autoridades disciplinares e policiais, bem como tabeliães, poderiam se negar a participar de decisões relacionadas com o aborto.

“Por mais poderoso que ele seja, um juiz não pode mudar a natureza das coisas. Mudaram a natureza do delito: o aborto passou de delito a direito e, portanto, as conseqüências jurídicas diante da consciência daqueles que tenham que decidir dentro de suas funções públicas são gigantescas”, disse.

Na sua última sentença, a Corte deixou claro que os médicos podem se negar a praticar abortos legais, mas não as instituições. E no caso de funcionários, disse que esse direito tem limites, já que eles estão obrigados a cumprir a lei por cima de qualquer convicção moral, política ou religiosa.

Ordóñez qualifica de “totalitária” esta posição e afirma que num prazo de oito dias os funcionários poderão se negar a decidir sobre o tema.

26 de setembro de 2010

PRIVILÉGIO BRUTAL: Bichos não podem ser maltratados — bebês podem ser torturados e executados!


Infelizmente, notícias que revelam loucuras do mundo moderno abundam em nossos dias. Julgo que uma das mais insensatas é o fanatismo na briga pelos “direitos dos animais” e a insensibilidade diante do crime do aborto e da eutanásia. Geralmente, os mais fanáticos na defesa dos “direitos dos animais” são os que mais desprezam o mais fundamental dos “direitos humanos”: o direito à vida desde a concepção até à morte natural.


Um exemplo dessas notícias malucas: Há pouco tempo, o Parlamento da Catalunha (Espanha) proibiu as tradicionais touradas. A desculpa esfarrapada foi... “Defender o bem-estar dos animais” — escusa de uma intelijumência monumental! Ainda bem que um deputado conservador, Juan Bertolomeu, reagiu a esta asneira. Vejamos.


Parlamento pró-aborto da Catalunha acusado de hipocrisia por colocar tourada fora da lei

Por Matthew Cullinan Hoffman

Bebês abortados, jogados num saco de
lixo hospitalar 
BARCELONA, 23 de setembro (LifeSiteNews.com) – O Parlamento da Catalunha, dominado pelos socialistas, foi acusado ontem de hipocrisia por um de seus membros por se preocupar mais com os animais  que com os seres humanos, em resposta à proibição da prática da tourada.

Juan Bertolomeu, deputado eleito pelo Partido Popular, mais conservador, observou que enquanto um touro morre a cada três dias numa tourada, 57 crianças são assassinadas diariamente pelo aborto naquela região, uma prática que é considerada legal e apoiada pelos socialistas no poder.

Bertolomeu fez esses comentários após a decisão tomada em julho pelo Parlamento de eximir da proibição o ritual do “correbous” (foto abaixo), durante o qual são colocadas tochas nos chifres do touro, que passa então a investir contra as pessoas. O animal, contudo, não é morto.

A deputada "eco-socialista" Laia Ortiz disse no seu Twitter que foi insultada pelas palavras de Bertolomeu.

21 de setembro de 2010

Sob pretexto de “saúde pública”, pretende-se legalizar crime hediondo: o aborto.

Recomendo aos nossos leitores assistirem o vídeo abaixo. Serão 14 minutos bem empregados para a luta contra o aborto.

A exposição comprova documentadamente quanto o PT está empenhado e comprometido na descriminalização de tal prática infanticida.

Com a velhaca alegação de “saúde pública”, o PT pretende legalizar um crime hediondo: o trucidamento do nascituro
por diversos métodos, cada um mais torturante que o outro no próprio ventre materno.


12 de setembro de 2010

Uma “convertida”, mas que não passou pelo “Caminho de Damasco”... e nem “caiu do cavalo”.

Pintura de Pedro Rubiales representando a Conversão do Apóstolo São Paulo no caminho de Damasco. Após uma aparição de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Apóstolo, de perseguidor implacável dos cristãos, converteu-se num dos maiores defensores deles e sustentáculo da Igreja Católica nascente.

Anteontem foi publicado na seção “Tendências e Debates” da “Folha de S. Paulo” (9-9-10) um interessantíssimo artigo intitulado “Dilma e o Senhor Jesus Cristo”, de Francesco Scavolini (doutor em jurisprudência pela Universidade de Urbino – Itália, especialista em direito canônico). O douto articulista diz ter pesquisado para saber em que ponto do “Caminho de Damasco” deu-se a “conversão” da Dona Dilma Rousseff — antes atéia, mas agora devota de bíblia na mão; antes favorável à legalização do aborto, mas agora camuflando tal posição; antes durona totalitária, mas agora se derretendo, com seu recém-nascido netinho no colo, em fotografias para “eleitor ver”...

Como o artigo é muito relacionado com o que vimos tratando ultimamente neste blog , transcrevo-o para que nossos leitores tirem suas conclusões...

DILMA
E O SENHOR JESUS CRISTO



  • FRANCESCO SCAVOLINI


Depois de saber que a então ministra Dilma Rousseff, há pouco tempo, havia participado da missa do padre Marcelo Rossi, abrindo inclusive a celebração com a leitura da Bíblia, procurei descobrir onde poderia ficar a “estrada de Damasco” da conversão da ex-guerrilheira comunista; dessa mulher que, aliás, há dois anos, questionada sobre a existência de Deus, respondera: “Eu me equilibro nessa questão. Será que há? Será que não há?”.

Mas voltemos a "Damasco".

Eu estava ainda procurando, sem muita esperança, a tal estrada, quando, de repente, no último dia 19 de agosto, fui “transportado em espírito” para Brasília e eis que apareceu na sede da CNBB a própria Dilma, com uma voz fulgurante como o sol do meio-dia: “Você me desculpe, mas eu não sou de outra religião para ser convertida. Eu sou de origem cristã e católica, fui batizada”, respondeu a agora candidata petista ao jornalista que ousara perguntar se ela havia se convertido. E eis que apareceram nas mãos de Dilma dois documentos que ela brandia como armas vitoriosas: a carta-compromisso intitulada “Carta Aberta ao Povo de Deus” e a cartilha Treze Motivos para o Cristão Votar em Dilma Rousseff”.

Nesses dois documentos, pude ler que Dilma “tem feito a opção de governar olhando pelos pobres e menos favorecidos, a mesma do evangelho do Senhor Jesus Cristo”.

 Tudo realmente deslumbrante.

 Eu ainda estava “em êxtase” quando tocou o meu telefone. Do outro lado estava um caro amigo, um padre muito engajado na pastoral das crianças, especialmente as mais pobres.

 Quando lhe falei que eu estava encantado com as ideias da candidata petista, ele me levou de volta à realidade, bradando: “Você está louco, meu irmão? Leia com atenção o programa político do partido de Dilma, o PT, e volte a me ligar!”.

 Desconfiado, comecei a pesquisar na internet:
  • “PT pune dois deputados por serem contrários ao aborto”;
  • “PT quer implementar a descriminalização do aborto”;
  • “PT quer aprovar a lei da homofobia (padres e pastores poderão ser presos se falarem contra o homossexualismo)”;
  • “PT é a favor do casamento homossexual”;
  • “Dilma critica a greve de fome dos presos políticos cubanos”;
  • “Dilma afirma que preso político em Cuba tem acesso mais fácil a mídia”.
Essas foram algumas das manchetes que encontrei. Confesso que fiquei horrorizado.

 Pegando o telefone, liguei para o meu amigo e disse:

Padre, que absurdo! Como é possível? As cartilhas da Dilma dizem uma coisa. Falam de opção pelos pobres e menos favorecidos, mas a realidade dos seus projetos é totalmente outra.”
“Para o partido da Dilma, os mais indefesos, as criancinhas no ventre materno, os presos políticos, não valem nada, como também as ideias e opiniões diferentes devem ser menosprezadas e reprimidas”.

— Meu filho, disse meu amigo ao telefone, nunca esqueça aquelas palavras do Senhor Jesus:
“Cuidado, porque muitos virão em Meu nome. Vós, porém, não os sigais, pois são lobos vestidos de cordeiros; pelos frutos os conhecereis. Não pode árvore má dar frutos bons nem árvore boa dar maus frutos”.

7 de setembro de 2010

7 de Setembro: Por um Brasil independente de qualquer regime socialista!

Há algum tempo publiquei em nosso Blog da Família excelente matéria de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, Bispo de Guarulhos, intitulada “Dai a César o que é de César”. Nela o Prelado demonstra que um católico não pode em hipótese alguma votar em candidatos do PT. Seria uma grave ofensa a Deus, pois um dos objetivos do bloco petista é implantar no Brasil o aborto total e irrestrito. A matéria foi, contudo, retirada sorrateiramente do site da CNBB. Que mãos maliciosas fizeram uso da “tesoura ideológica” para cortar o ótimo texto do Bispo de Guarulhos? (Vide o post:
http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/2010/07/censura-artigo-de-bispo-condenando.html )

Em nova matéria postada no site da Diocese de Guarulhos (*) no último dia 3, Dom Bergonzini — através de Carta Circular aos seus diocesanos —, ratifica sua firme posição, que não é outra senão a boa doutrina católica contrária ao aborto.



Nesta “Semana da Pátria” em que o País completa 188 anos de sua Independência, vamos divulgar a referida Carta, para que o Brasil autenticamente cristão não se torne dependente de qualquer regime socialista, comunista, chavista, fidelcastrista, irãnista ou de qualquer outro “ista”... Para isso, segue a transcrição da oportuna Carta Circular.



“Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10)
(03-08-2010 - 12:47)

Aos meus diocesanos

Sob o título “Dai a César o que é de César”, na edição do mês de julho da Folha Diocesana, na coluna “A Voz do Pastor”, nós recomendávamos aos verdadeiros cristãos e católicos a não votarem em todo e qualquer partido e candidato que fossem contrários aos princípios cristãos e católicos, mormente aqueles que dizem respeito à lei Natural que é lei de Deus positiva.

Acrescentávamos que não deviam dar o seu voto à Sra. Dilma Rousseff, pois o partido a que a mesma pertence, o PT, é francamente favorável à liberação total do aborto. Senão, vejamos:

01 — Aos 11 de abril de 2005, o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto no Brasil, assinando o Segundo Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) e, em agosto do mesmo ano, entregou ao Comitê da ONU para a eliminação de todas as formas de descriminalização contra mulher (CEDAW), documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher.

02 — Em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso Nacional, o PT assumiu a “descriminalização do aborto e a regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público, como programa de partido. E no dia 20 de fevereiro de 2010, no seu IVº Congresso Nacional, o PT manifestou “apoio incondicional” ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo Presidente Lula, no final de 2009. O programa inclui entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto.

03 — O PT puniu os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por se recusarem a assinar o PL (projeto de lei) que tornava livre a prática do aborto...

04 — Mais recentemente, em 16 de julho de 2010 (no mês passado!!!), a Ministra Nilceia Freire, na linha da política do Senhor Presidente da República, propôs a liberação total do aborto em toda América Latina através do “Consenso de Brasília”.

05 — Chamam a nossa atenção as propostas de governo da candidata à Presidência, que alteram a linguagem mas não alteram o conteúdo. Já apresentou três propostas de Governo, sendo que a segunda “maquia” a primeira, e a terceira “maquia” a segunda retirando tudo que pudesse deixar “transparecer” os objetivos de liberar o aborto, para não “prejudicar” sua candidatura. Há rumores de que, no próximo mês será anunciada uma “quarta” proposta...

06 — Para evitar desgastes na campanha de sua candidata, o Sr. Presidente “engaveta decisões sobre temas polêmicos” (Cf. Estado de São Paulo – 06/08/2010 – A7). Contrariamente a todos estes “ajustes” que tentam mascarar a verdade, o Evangelho nos manda: “O seu Sim, seja Sim. O seu Não, seja Não”.(MT 5,37). Sem subterfúgios, sem máscaras, para não esconder a verdade...

07 — Sendo coerente com nossa profissão de Fé (o que, é evidente, não ocorre nesses “Planos de Governo”), reafirmamos tudo quanto já dissemos. Não temos receio de reafirmar, assinar e confirmar tudo quanto temos escrito. Não precisamos de “reformulações”...

08 — Apesar de 70% dos brasileiros e cristãos terem se manifestado contra a descriminalização do aborto, em pesquisa CNT/Sensus do início deste ano, os delegados do PT chegaram ao entendimento de que o partido deve dar “apoio incondicional ao programa PNDH-3 por considerar que ele é “fruto de intenso processo de participação social”. Ou seja, o PT está levando o país na contra mão da democracia reconquistada há pouco e com fadiga.

09 — Houve quem nos criticasse por termos tomado essa atitude, alegando que não tínhamos o direito de nos “intrometer” na política. A esses queremos lembrar que, num país democrático, como cidadão temos o direito de nos manifestar, a favor ou contra as pretensões de políticos.

10 — Como Bispo, temos a obrigação de alertar os fiéis para que escolham bem os partidos, os candidatos e suas propostas, para não votarem naqueles que sejam contra as Sagradas Escrituras, em especial em relação à vida: “Não Matarás” (Ex. 20,13; Dt. 5,17; Mt. 5,21).

11 — Agora é a hora da defesa da vida. Não podemos nos omitir. Repetindo Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Diocese de Aracaju: “É nosso dever de cristãos e de cidadãos procurar votar de modo consciente e esclarecido, pensando unicamente no bem comum...afinal, um voto pode nos mandar para o inferno: aqui, por quatro anos e, após a morte, por toda a eternidade!”

Encerrando os esclarecimentos, pedimos a Deus, por intercessão da Santíssima Virgem Imaculada Conceição, Padroeira de nossa Cidade de Guarulhos, que proteja nossa Diocese assim como todo nosso País, concedendo-nos governantes que sejam respeitadores da Lei de Deus e das Leis Naturais que têm sua fonte no próprio Deus.

+ Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos
Fachada principal da Catedral Na. Sra. da Conceição, em Guarulhos

2 de setembro de 2010

“NÃO MATAR” — um artigo que o leitor não encontrará na grande mídia


É tão pouco frequente encontrar declarações enérgicas (sem blablablás) de dignitários eclesiásticos, que, quando raramente encontro, faço questão de ajudar na divulgação — sobretudo porque eles não têm voz nem vez na mídia, geralmente abortista.

Da pequena, mas muito simpática, cidade de Oliveira (no Oeste de Minas Gerais), encontrei no site da Diocese um artigo do bispo, Dom Miguel Ângelo Freitas Ribeiro [foto], que já pelo título atraiu-me: “NÃO MATAR”. Certamente, o leitor não encontrará tal artigo na grande imprensa.  Assim, aqui o transcrevo.


Eleições: NÃO MATAR

São quatro os direitos fundamentais da pessoa humana: direito à vida; direito à propriedade; direito à liberdade e direito à honra. “Quando se denota a ausência de um deles, a pessoa desaparece: sem vida não existe, sem propriedade não subsiste, sem liberdade, principalmente a religiosa, não se desenvolve, e sem honra não se relaciona”. (Dom Dadeus Grings, Arcebispo de Porto Alegre: Os sem. Comunicador, junho 2010, p 1). Entre os quatro direitos, o primeiro é o mais importante porque é a base de todos os outros.

Os Dez Mandamentos da Lei de Deus expressam em sua totalidade esses direitos fundamentais e seus desdobramentos. O direito à vida ocupa um lugar especial no quinto mandamento: Não matar; que nos obriga à defesa da vida humana desde a sua concepção no ventre materno até sua natural consumação na morte. Aborto e eutanásia, assim como tudo que fere a vida humana, são pois, condenados por Deus. A Didaché, catecismo cristão do século II, afirma: “Não matarás o embrião por aborto e não farás perecer o recém nascido”. Por ser gravíssima desordem moral, a Igreja penaliza com a excomunhão não somente aqueles que provocam o aborto mas quem colabora de algum modo com a sua execução. “Quem provoca aborto, seguindo-se o efeito, incorre em excomunhão latae sentenciae”, isto é automática, afirma o Canon 1314, do Código de Direito Canônico. A excomunhão significa o estado objetivo de pecado grave e a separação da Igreja, corpo místico de Cristo, com a consequente chamada do pecador à penitência e reconciliação.

Estamos em ano eleitoral no qual vamos eleger o Presidente da República e seu vice, senadores e deputados federais e estaduais. Entre os candidatos não são poucos, de diversos partidos, que defendem o aborto, como já declararam em entrevistas à imprensa ou reduzem sua aprovação a um eventual plebiscito como se a objetividade do bem se definisse pela opinião da maioria ou pela estatística e não pela objetividade da Lei de Deus e da lei natural impressa no coração de todos os homens.

Entre os partidos, o Partido dos Trabalhadores inclui o aborto em seu programa partidário. O PT em seu 3º Congresso ocorrido em setembro de 2007 afirma-se “por um Brasil de mulheres e homens livres e iguais” que inclui “a defesa da autodeterminação das mulheres, da descriminalização do aborto e regulamentação do atendimento a todos os casos no serviço público” (Resoluções do Congresso do PT, p. 80 in site do PT). A Igreja Católica, afirma a Constituição Pastoral Lumen Gentium do Concílio Vaticano II “não se confunde de modo algum com a comunidade política (GS no 76)” e respeita os cidadãos em suas “opiniões legítimas, mas discordantes entre si, sobre a organização da realidade temporal (GS no 75)”. Mas também afirma que “faz parte da missão da Igreja emitir um juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política,quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas (Catecismo, no 2246 citando GS, 76)”.

Diante da grave situação em que estamos, cada eleitor católico tem a gravíssima obrigação de ao escolher seus candidatos, observar também seus compromissos com a defesa da vida e com aqueles pontos “que não admitem abdicações, exceções ou compromissos de qualquer espécie” como o caso das leis civis do aborto; da eutanásia; de proteção do embrião humano; da tutela da família como consórcio natural e monogâmico de um homem e uma mulher, portanto contra o reconhecimento da união civil de homossexuais e a adoção de crianças pelos mesmos; da liberdade de educação dos filhos pelos pais; da liberdade religiosa e de uma economia a serviço da vida.

Cada um examine diante de Deus e de sua consciência para bem escolher nossos governantes de modo a escolher o melhor pelo Brasil. Não podemos nos furtar diante da verdade e da justa defesa da vida e da Lei de Deus.
Dom Miguel Angelo Freitas Ribeiro,
Bispo Diocesano de Oliveira
______________
(*) http://www.dioceseoliveira.org.br/index.php?id=13&item=exibePastor

29 de agosto de 2010

Um falso bispo, o verdadeiro PT e infanticídio


Uma matéria de autoria do Reinaldo Azevedo, publicada ontem (27-8-10) em seu blog, chamou-me bastante a atenção. Ele transcreve declarações — estarrecedoras! — do pseudo bispo Edir Macedo “pregando” a prática abortiva. Segundo tal “pregador aborteiro”, a solução para diminuir a violência e o número de mortes é... [pasmem] aumentar o número de abortos!!!

Uai! Aborto não é uma violência?! Aborto não é matar?!


Além do mais, esse “bispo” — que de cristão não tem nada e de charlatão tem tudo — “prega” o aborto para diminuir a mendicância!!! Pela “lógica” dele, só se deve deixar nascer o bebê que será rico. Como é que ele advinha se o nascituro será pobre, bandido, sábio, músico, milionário ou charlatão!? Ele não conhece os inúmeros casos de crianças que nasceram pobres e se tornaram riquíssimas? E, ainda que vivessem toda existência na pobreza, é pecado ser pobre!?

Na mesma matéria, Reinaldo Azevedo aponta traços de semelhança entre o PT e Edir Macedo, por exemplo na defesa do aborto e do controle da natalidade com o objetivo de reduzir a pobreza. Lembrei-me o que, há não muito tempo, disse um amigo: “A analogia entre PT e Igreja Universal é que os dois obrigam seus fiéis a pagar o dízimo e ambos são falsos moralistas...”. Poder-se-ia acrescentar que, pelo jeito, o PT segue a mesma bíblia do charlatão que se diz bispo — uma bíblica bem diferente da Católica.


Eis o post do Reinaldo de Azevedo:


PARA LER, VER E OUVIR COM UM CRUCIFIXO NA MÃO

Vocês sabem que os petistas, liderados pelo camarada Franklin Martins — aquele que ri quando aborda a execução de um inocente seqüestrado — querem acabar com o que chamam poder da imprensa tradicional. O PT gosta de poderes não-tradicionais, como o de Edir Macedo, por exemplo, o auto-intitulado “bispo” da igreja que ele próprio criou, a Universal do Reino de Deus. Macedo também é o dono da Rede Record, que o PT considera exemplo de bom jornalismo.

A frase é minha: “O PT é a Igreja Universal da política, e a Igreja Universal é o PT da religião”. Esses dois “entes” têm uma maneira muito parecida de conquistar os seus “fiéis”, além da identidade de pontos de vista. O que vocês verão abaixo é absolutamente chocante, mas poderia servir de norte moral para as “feministas” do PT, que defendem o aborto. Aliás, Dilma também defende. Deu entrevistas expressando o seu ponto de vista. Na campanha, está escondendo a sua posição. Vejam trecho de uma palestra de Macedo.(*) É assustador. Se não quiserem ver tudo, transcrevo trechos de sua fala.

0s-3s — “Eu ADORO (sic) falar sobre aborto, planejamento familiar”
Bem, alguém que diz “adorar” falar sobre aborto se define, não? Mais: aborto não é considerado uma forma de planejamento familiar em nenhum lugar do mundo. Ao contrário: ele decorre justamente da falta de planejamento.

Macedo desenvolverá a tese, que certa vigarice economicista andou abraçando, segundo a qual a legalização do aborto eleva a qualidade de vida das sociedades, diminui a violência etc. Ainda que fosse verdade, é o caso de considerar que há um monte de idéias imorais que “funcionam”. Que tal eliminar, por exemplo, todos os portadores de uma doença infecto-contagiosa? Não duvidem de que o “problema” estará resolvido. Que tal suspender o tratamento de doenças crônicas de pessoas que já não são mais economicamente ativas? Vamos economizar bastante — e alguém ainda poderá dizer que investir nos jovens é muito mais “produtivo”. Esse raciocínio — de Macedo, de certos indecorosos que falam “enquanto economistas” e, no caso, dos abortistas de maneira geral — nada mais é do que a justificação do mal. Na defesa de sua tese, afirma este homem de Deus entre 10s e 20s que o aborto nos conduz a uma sociedade com
“(…) menos violência (!!!), menos morte (!!!), menos mortalidade infantil (!!!), menos doenças (!!!), menos, enfim, todo o mal (!!!) que nós temos visto em nossa sociedade”

Impecável! Se a gente mata os fetos, é certo que haverá menos mortalidade infantil, não é mesmo? Macedo defende o aborto porque ele quer “menos violência” — logo, aborto não é violência. Ele quer “menos morte” — logo, o aborto não é “morte”… Como aborto também não é vida, então ele não é nada! Para este pastor de almas, não deve haver diferença entre um feto e gases intestinais.

2min25 — Quando você casa, você tem um empreendimento. Quando você tem um filho, você entra em outro empreendimento(!)
Não faltará pensador vagabundo no Brasil que verá nessa fala de Macedo, que chama filho de “empreendimento”, ecos de Max Weber e do “espírito protestante e a ética do capitalismo”. Não! Isso não é Weber, não! Trata-se de algo bem mais antigo…

4min — Eu pergunto: “O que é melhor? Um aborto ou uma criança mendigando, vivendo num lixão?” O que é melhor? A Bíblia fala que é melhor a pessoa não ter nascido do que ter nascido e viver o inferno. Eu sou a favor do aborto, sim. E digo isso alto e bom som, com toda a fé do meu coração”. E não tenho medo nenhum de pecar. E, se estou pecando, eu comento este pecado consciente. Se, eu não acredito nisso. É uma questão de inteligência, nem de fé. Lá em Nova York, depois que foi promovida a lei sobre o aborto, a criminalidade diminuiu assustadoramente. Por quê? Porque deixou de nascer criança revoltada criminalidade diminuiu (…)

Vamos lá:
— Vamos à primeira indagação: qualquer ser humano decente tem apenas uma resposta: melhor é a vida! Como ela é remediável, será sempre superior às coisas sem remédio, como a morte — em especial a morte de quem não pode se defender. A defesa do aborto é um absurdo lógico, derivado de uma imoralidade essencial: só um vivo pode fazê-la, se que é me entendem.

— É mentira! A Bíblia não endossa o aborto coisa nenhuma. Macedo tem em mente este trecho:

“Se o homem gerar cem filhos, e viver muitos anos, e os dias dos seus anos forem muitos, e se a sua alma não se fartar do bem, e além disso não tiver sepultura, digo que um aborto é melhor do que ele”.
O “bispo” faz uma alusão estúpida, bucéfala, ignorante e rasteira ao Eclesiastes (6,3). É no que dá uma teologia mais jovem do que o uísque que eu bebo. Afirmar que há, no trecho, endosso ao aborto é pura delinqüência teológica e bíblica. O aborto é empregado apenas como um extremo da fealdade. Não há endosso. É o exato oposto, Macedo!!!. Aprenda a ler, sujeito!!! Apela-se ao extremo, ao nefando, só para encarecer as dificuldades de uma vida sem Deus.

Essa história da queda do crime em Nova York por causa da legalização do aborto é uma das bobagens do livro “Freakonomics”, de Steven Levitt e Stephen J. Dubner. Já se provou que o erro da tese se sustenta também num erro de conta. Pesquisem a respeito. Boa parte das afirmações desses dois, diga-se, se sustenta numa falha lógica já apontada pelos escolásticos, cuja síntese é esta, em latim: “Post hoc, ergo propter hoc” - ou seja: “Depois disso; logo, por causa disso”. Como a queda na criminalidade se seguiu à legalização do aborto, então ela aconteceu POR CAUSA da legalização. A verdadeira revolução da política de segurança da cidade não deve ter tido nenhuma influência, não é mesmo? Ora, seria o caso de tentar explicar por que, por exemplo, imigrantes que chegam de países que vivem numa verdadeira anomia social se tornam respeitadores da lei em Nova York… Não deve ser por causa do aborto. Deve ser porque as leis funcionam.

Macedo, de todo modo, é mesmo um revolucionário da religião. Num livro aí que escreveu, chamou os antigos hebreus de “cristãos”. No dia 13 de outubro de 2007, ele concedeu uma entrevista à Folha. Leiam uma pergunta e uma resposta:


FOLHA — Alguns políticos então da base da Igreja Universal, como o bispo Rodrigues, foram atingidos em cheio pelos escândalos do primeiro mandato de Lula. A corrupção não é um pecado imperdoável?
MACEDO — Jesus ensina que o único pecado imperdoável é a blasfêmia contra o Espírito Santo. Para os demais, há perdão se houver arrependimento.

— O Deus de Macedo pode perdoar os culpados, mas não perdoa os fetos inocentes.

— O Deus de Macedo pode perdoar alguém que já pecou, mas é favorável à eliminação prévia de alguém que, segundo ele, corre o risco de pecar.

— Assim, para que possa continuar a perdoar os pecadores, o Deus de Macedo prega a eliminação dos puros.

Macedo se tornou a grande referência dos petistas em duas áreas: a verdadeira Lula News é a TV Record. A de Franklin dá traço; a de Macedo tem alguns telespectadores. E ele é também um guia espiritual do partido, especialmente do seu “coletivo de mulheres”, ou algo assim, que se mobilizou há dias para defender, junto à candidatura Dilma, uma vez mais, a legalização do aborto. Legalização a que ela já se disse favorável.

Uma outra revolução já está sendo gestada, esta na cultura: Tiririca tem tudo para ser o norte estético do poder caso Dilma se eleja. Afinal, na arte da representação, ele é tão requintado quanto é Macedo nos mistérios da teologia.

Por Reinaldo Azevedo

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(*) Refere-se a um vídeo, que, entretanto, não postei, pois não quero que ocorra com os leitores de nosso Blog da Família o que se passou comigo: fiquei nauseado ao ouvir tantas coisas nojentas em tão pouco tempo, proferidas pela boca de um ente tão repugnante.


PS: Só desejo, e de todo coração, que os "fiéis" enganados, que embarcaram na falácia desse bispo-falso-profeta, pulem fora de seu barco furado o quanto antes — antes que se percam irremediavelmente.

24 de agosto de 2010

Para bom entendedor...

Hoje, inesperadamente, deparei-me com outro artigo de Dom Aloísio Roque Oppermann, SCJ — Arcebispo Metropolitano de Uberaba [foto]. Seu ponto de vista surpreendeu-me agradavelmente e o submeto à avaliação dos leitores deste blog.
Segue, sem maiores comentários, a transcrição do breve artigo, pois, para bom entendedor...


— E a fonte de tal artigo?

— Fico até com receio de citá-la... Tenho medo de que a "fonte" o retire de seu site — como já o fez com outros artigos, postos off-line (leia-se “excomungados”) porque não estavam em sintonia “ideológica” com a generalidade dos membros da CNBB... Ihhh! acabei citando a "fonte"... Sim, é difícil acreditar, mas lá ainda se encontra.(*)


Cegueira plúmbea



  • Dom Aloísio Roque Oppermann, SCJ


O fascismo chauvinista alemão se estabeleceu, entrando pela porta da frente. Hitler manipulou a alma alemã, com recursos de encantamento irresistível. Seu nome estourou nas urnas. Estava tão certo da vitória que não ocultou nenhum de seus tenebrosos pensamentos. Todos conheciam suas pregações imperialistas, seu gosto pelo uso da força, sua arrogância diante dos judeus, sua presunção de superioridade da raça ariana. Um observador, colocado a certa distância, poderia prever a colisão inexorável que aconteceria entre o bem do povo alemão, e o programa foguetório do regime político, que deveria arrostar todas as conquistas civilizatórias. É a história do passarinho encantado, que fica à disposição da cobra que o engole sem escrúpulos.

Não sou daqueles que consideram a Revolução de 31 de março [1964], como um mal absoluto. As intenções foram boas, tendo recebido o firme apoio da opinião pública. Os nobres ideais foram obumbrados, progressivamente, pelo uso abusivo do cerceamento das liberdades. Com o correr do tempo, as lideranças socialistas, em vez de se converterem, entraram na clandestinidade. Mas posteriormente retornaram, entre aplausos, e ocuparam tranquilamente quase todos os escalões da República cripto-socialista. Certíssimos do sucesso, já se tem como garantida a execução de alguns programas antiqüíssimos: a interrupção violenta da gravidez; o enfraquecimento da vida familiar, pelo apoio a outros tipos de “família”; a redução à obediência de veículos de comunicação através de prêmios e castigos; a insegurança dos direitos constitucionais; a subserviência do poder judiciário; a impossibilidade de manifestação religiosa em público; a descaracterização do país de qualquer sinal cristão, depois de termos passado ao povo, durante séculos, os ensinamentos de Cristo...

Será que se avizinha o tempo em que precisamos ocultar que somos católicos? A vitória desse programa “moderno” parece ser tão evidente como o pôr do sol antes da noite escura. O nosso veículo tem freio e tem direção. Enxergamos o perigo que se avizinha? “Eis agora o dia da salvação” (2 Cor 6, 2 ). Ainda podemos evitar o grande mal.
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(*) http://www.cnbb.org.br/site/articulistas/dom-aloisio-roque-oppermann/4370-cegueira-plumbea

18 de agosto de 2010

Apelo a todos os brasileiros

Recebi por e-mail o “Apelo” abaixo, e o transcrevo integralmente. Não sem antes deixar consignado que sempre manifestei aqui em nosso blog restrições à CNBB. Por exemplo, quanto ao plebiscito que os bispos da ala esquerda-católica-progressista (alinhada com a dita “Teologia da Libertação), estão propondo, com a finalidade de impor uma distribuição igualitária da terra e limitar o tamanho da propriedade particular no Brasil — o mesmo que fez Fidel Castro em Cuba... e esta fazendo Hugo Chávez na Venezuela...

Apenas mais um exemplo de restrição à CNBB: o fato de terem “censurado” o artigo de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini (bispo de Guarulhos) que recomendava os fiéis a não votar em candidatos abortistas.
(A respeito, vide post mais abaixo Censura: Artigo de Bispo, condenando a posição abortista do PT, retirado do site da CNBB

Mas o mencionado “Apelo” anti-aborto merece ser elogiado e divulgado, sobretudo na atual encruzilhada, na qual se encontra o Brasil às vésperas das eleições. Numa de suas colaborações para a “Folha de São Paulo, Plinio Corrêa de Oliveira escreveu um artigo intitulado “ELOGIAR — ESSA ALEGRIA”, publicado em 18-6-72. (a integra desse artigo encontra-se disponível no site http://www.pliniocorreadeoliveira.info/

Nele, o Prof. Plinio, após fazer um elogio a uma alocução do Cardeal Antonio Caggiano, já falecido, escreveu:
“Ainda que em um ou outro ponto eu tenha — quanto a mim — algumas poucas reservas a fazer ao texto do ilustre Arcebispo de Buenos Aires, tenho por certo que, com sua alocução ele prestou um insigne serviço a sua pátria e a toda a América Latina.
“Dizendo-o, experimento uma verdadeira alegria, É a deliciosa alegria de elogiar. Passo — entre os que não me conhecem na intimidade — por homem batalhador e afeito à polêmica. A verdade é precisamente o contrário. Sou cordato a ponto de chegar quase ao fleumático. Alegro-me em concordar e elogiar. Se entro em tantas controvérsias, não é por gosto, mas pelo senso do dever. De fato, nos dias em que vivemos, são muito mais numerosos os temas que obrigam à crítica, do que os que convidam ao elogio. A ocasião de fazer um elogio sério e sincero raras vezes se apresenta. Isso torna tanto mais preciosa a alegria de o fazer quando se da azo a tal”.
Assim, fazendo minhas as palavras do Prof. Plinio, e sendo nos dias atuais tão raras as atitudes “elogiáveis”, apresso-me em transcrever o “Apelo” — que deixa claro que um católico não pode votar em candidato abortista.

Como o leitor poderá ver, o documento não representa a totalidade da CNBB, ele é da responsabilidade da "Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB", e encontra-se no site desse "Regional Sul 1". Por que não no site da própria CNBB? Esperamos seja colocado... Fica a incógnita, enquanto esperamos novas atitudes firmes e condenações dos erros, de forma não ambígua, conforme ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo no Evangelho: “Seja a vossa linguagem sim, sim; não, não” (Mt. 5, 37).

APELO a TODOS os BRASILEIROS e BRASILEIRAS

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,


CONSIDERANDO que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto,

CONSIDERANDO que, em agosto de 2005, o governo Lula entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

CONSIDERANDO que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Política das Mulheres, o governo Lula apresentou ao Congresso o PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,


CONSIDERANDO que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do Presidente Lula, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,


CONSIDERANDO que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,


CONSIDERANDO que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,


CONSIDERANDO como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o governo Lula tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial pelas Fundações Norte–americanas, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,


CONSIDERANDO que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), decreto nº 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo Presidente Lula e pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,


CONSIDERANDO que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,


CONSIDERANDO enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto


RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, dêem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalização do aborto e se, no segundo turno, a escolha for entre dois candidatos favoráveis ao aborto, que escolham o que mais defenda a vida desde a concepção até à morte natural.


CONVIDAMOS, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A contextualização da Defesa da Vida no Brasil”, elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.
Representação da "Matança dos Inocentes", ordenada por Herodes em Belém.
Hoje movimentos abortistas ordenam a mesma matança de inocentes, não apenas na pequenina Belém de outrora, mas de um massacre em massa, e no mundo inteiro, dos inocentes ainda no ventre materno.