28 de outubro de 2010

Papa aos Bispos brasileiros: “Os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas”

Durante a visita “Ad Limina” de 15 bispos do Maranhão (Regional Nordeste 5) ao Papa Bento XVI tratou-se de importantes questões relacionadas com o novo Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) — como projetos de legalização do aborto, da eutanásia e da abolição dos símbolos religiosos em lugares públicos.

O Pontífice relembrou a norma da Igreja sobre a obrigatoriedade de os Prelados alertarem os fiéis sobre esses problemas dizendo:
“Os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas. [...] não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo”.
A seguir — tendo em vista as eleições no próximo domingo — transcrevo a íntegra do oportuno pronunciamento feito pelo Papa na manhã desta quinta-feira. Apenas assinalei em negrito alguns trechos que poderiam servir de incentivo para que os “bispos silenciosos” agora também falem (até o momento apenas alguns o fizeram com coragem), alertando seus fiéis para o iminente perigo que corre nosso País.


“Amados Irmãos no Episcopado,

‘Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo’ (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Lendo os vossos relatórios, pude dar-me conta dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente má e incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, conseqüência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38).

Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático — que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana – é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vitæ, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida ‘não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambigüidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo’ (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sócio-político de um modo unitário e coerente, é ‘necessária — como vos disse em Aparecida — uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o Compêndio da Doutrina Social da Igreja’ (Discurso inaugural da V Conferência Geral do Episcopado Latino-Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. ‘Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambigüidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana’ (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve ‘encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política’ (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baía da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade.

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Benção Apostólica”.
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http://press.catholica.va/news_services/bulletin/news/26281.php?index=26281&lang=po

25 de outubro de 2010

“Entre dois males, o menor"

A doutrina católica sobre o “duplo efeito de ato humano” — ou “teoria do mal menor”

Paulo Roberto Campos
Em razão das várias matérias que ultimamente tenho postado em nosso Blog da Família (por exemplo, esta: “Há uma coisa mais terrível que a calúnia: é a verdade”), recebi diversos e-mails com severas criticas. Até mesmo de pessoas que estão “do nosso lado” — “fogo amigo?”. Elas afirmam que nestas eleições os dois lados não são bons. Portanto, eu não poderia favorecer nenhum deles. A todos respondi com os cinco itens que seguem. Deixo-os aqui registrados, pois talvez possam fazer cessar as críticas. Além disso, poderão ser úteis aos Amigos e ajudar a elucidar dúvidas que alguns manifestaram.

1) Não peço votos nem para X nem para Y;
2) Cada um é livre de votar em quem bem entender, respondendo pelas conseqüências de seus atos;
3) Não sou “serrista” nem “dilmista” — nenhum dos dois é santo de minha devoção... (um dos e-mails afirmava “que não há santos nestas eleições...”);
4) Apenas procuro informar, baseado em documentos sérios, que, se aplicado, o programa do PT acarretará graves malefícios para a Igreja, o País e as famílias;
5) Sei perfeitamente que o "outro lado" não é o ideal para o Brasil, mas, entre o “mal maior” e o “mal menor”, não podemos favorecer o pior. É claro que também não podemos ser cúmplices do mal menor, mas evitemos primeiro o mal maior e depois cuidaremos do menor. Como bem se expressou o Bispo de Guarulhos, Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, “de dois males, o menor”. O Prelado deixou claro que não se pode escolher um candidato de partido que tenha em seu programa, por exemplo, o objetivo de legalizar o aborto.

Assim, penso que nestas eleições, à falta do “candidato ideal”, do “político ótimo”, devemos escolher o "menos pior". Julgue o leitor quem seria ele e vote. E que Deus nos ajude! Ajude o Brasil a cumprir sua grandiosa vocação numa Civilização verdadeiramente Cristã.

Estes foram os itens contidos em minhas respostas. Entretanto, mesmo assim, recebi três críticas afirmando que eu estaria assentindo com a “moral maquiavélica” (“os fins justificam os meios”). Para dirimir o problema, um deles aconselhava o “voto nulo” ou “em branco”.

Com tais objeções fiquei num aperto e até mesmo com um problema de consciência, pois se de um lado a “moral maquiavélica” é de fato totalmente inaceitável, não se estaria, de outro lado, favorecendo com o voto nulo ou branco o candidato pior para o Brasil?

Procurei então estudar a doutrina da moral católica sobre a “teoria do mal menor”. Não foi fácil encontrar bons autores, mas um reputado Professor recomendou-me a leitura do “Compêndio da Moral Católica”, de autoria do capuchinho P. Heriberto Jone O.M.Cap. — traduzido e adaptado às prescrições do Concílio Plenário, bem como ao Código Civil Brasileiro, pelo sacerdote jesuíta P. Roberto Fox. De tal obra, transcrevo abaixo um trecho (ponto 14) que me pareceu magistral. [em letra verde entre colchetes insiro breves comentários meus].

Pesquisando um pouco mais, encontrei outros autores que também resolveram nosso problema, tirando-me do aperto. Com a intenção de ajudar os Amigos a também se desembaraçarem dessa situação delicada, no final transcrevo mais dois trechos.

Como se verá, não só a tal “moral maquiavélica” não se aplica ao problema exposto, como escolher o “mal menor” pode ser a boa opção. Exemplo clássico: Cortar o braço é um mal? Claro que sim! Mas poderá ser um bem caso, para salvar a vida, se tenha que amputar o braço gangrenado. Assim, o eleitor católico não apenas pode votar no “mal menor”, mas tem obrigação moral de fazê-lo, a fim de evitar o mais perigoso, o pior para a Santa Igreja, o País e as famílias.

COMPÊNDIO DA MORAL CATÓLICA

Pe. Heriberto Jone O.M.Cap.
Doutor em Direito Canônico e professor de Teologia
Traduzido da 10ª edição original e adaptado às prescrições do Concílio Plenário
bem como ao Código Civil Brasileiro, pelo Pe. Roberto Fox S.J.
Edições A NAÇÃO – Porto Alegre, Tip. do Centro, 1943.



14. Quando de uma ação se podem seguir dois efeitos, um bom e outro mau, é lícito praticar a ação, contanto que se verifiquem as seguintes quatro condições:

a) A própria ação deve ser boa ou pelo menos moralmente indiferente. [Comento: a ação de votar, por exemplo].
b) O efeito bom e o efeito mau, que se seguem da ação, devem ser igualmente imediatos. [Comento: evitar um mal maior para o País].
Se o efeito bom se seguisse do efeito mau, este seria diretamente intencionado como meio ilícito, o que nunca é permitido, nem ainda em vista de um fim bom.
c) A intenção só pode visar o efeito bom. [Comento: eleger o menos mau].
Portanto se o efeito bom se pode obter por meios que não acarretam consequências más, devem-se escolher estes meios.
d) Deve haver causa suficiente para se permitir o efeito mau. [Comento: defender a Igreja e sua doutrina autêntica das perseguições religiosas e de deformações doutrinárias, por exemplo].
Esta causa deve ser de peso tanto maior quanto pior, mais certo e mais imediato for o efeito mau e quanto maiores forem as obrigações pessoais (piedade, contrato) de impedi-lo e quanto maior for a probabilidade de que o efeito mau não se siga, omitida a ação. (p. 21 – 22)

“A eleição de um candidato menos mau tem razão de bem”

O moralista católico Gury-Ferreres S.J. expõe a seguinte tese sobre eleições:
“Se é lícito dar alguma vez o voto a um candidato menos indigno ou também indigno? [...] Se não há esperança da eleição de um candidato digno, e o indigno concorre unicamente com outro mais indigno, então a eleição de um candidato menos mau tem razão de bem” (Casus Conscientiae, IV praecepto decalogi, cas. 9º).

“Dar o sufrágio para que seja excluído outro candidato pior, não é pecado e pode ser um bem"

É do mesmo parecer o conceituado moralista Lehmkühl:
“Dar o sufrágio a um candidato mau com a intenção de que saia vencedor, sempre é um pecado grave; porque isto é dar formalmente o sufrágio a um candidato mau. Mas dar o sufrágio para que seja excluído outro candidato pior, não é pecado e pode ser um bem, contanto que não se aprove nada de mal no candidato indigno, porque isto não é outra coisa senão dar materialmente o sufrágio ao candidato mau” (Casus conscientiae, cas. 139).

17 de outubro de 2010

“Há uma coisa mais terrível que a calúnia: é a verdade”

Foto de Joel Silva (Folhapress) estampada na primeira página da “Folha de S. Paulo” (12-10-10). Dilma Rousseff, durante a missa no Santuário de Aparecida, além de não ter feito o “Pelo Sinal” no momento apropriado, não soube sequer persignar-se — ela o fez da direita para a esquerda, e introduzindo uma novidade: uma cruzinha na ponta do nariz... Aqueles que desejarem ver essa cena, envie-me um e-mail (prccampos@terra.com.br ) com o pedido, pois tenho cópia da filmagem.

     Na 6ª. feira (15-10-10) foi publicada a “carta aberta” aos cristãos, que a candidata do PT havia prometido. Imaginei que se produziria um documento “sólido”, mas saiu “gelatinoso”, muito fraquinho.

Transcrevo alguns trechos do mesmo e, em seguida, analiso os pontos assinalados com letra vermelha. Para aqueles que desejarem a íntegra, abaixo indico o link. (*)

Assinado por Dilma Rousseff, o documento, intitulado “MENSAGEM DA DILMA” (foto), assevera:

1.               “Resolvi pôr um fim definitivo (sic) à campanha de calúnias e boatos espalhados por meus adversários eleitorais”. A signatária afirma ser “pessoalmente contra o aborto”.
2.             “O PNDH3 é uma ampla carta de intenções, que incorporou itens do programa anterior. Está sendo revisto e, se eleita, não pretendo promover nenhuma iniciativa que afronte a família”.
3.              “Com relação ao PLC 122, caso aprovado no Senado, onde tramita atualmente, será sancionado em meu futuro governo nos artigos que não violem a liberdade de crença, culto e expressão e demais garantias constitucionais individuais existentes no Brasil”.
4.             Não podemos permitir que a mentira se converta em fonte de benefícios eleitorais para aqueles que não têm escrúpulos de manipular a fé e a religião”.
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(*)http://www.jb.com.br/eleicoes-2010/noticias/2010/10/15/em-carta-aberta-dilma-tenta-por-fim-as-calunias-e-se-afirma-contra-o-aborto/


1 — Campanha de calúnias e boatos

Ora, não foram “espalhados" nem “calúnias” nem “boatos”, mas sim verdades e fatos concretos.

Charles Maurice, príncipe
de Talleyrand-Périgord (1754-1838),
brilhante diplomata francês do séc. XIX,
considerado como o mais versátil,
habilidoso e influente diplomata
de seu tempo.
Talleyrand (quadro ao lado), o grande diplomata francês do século XIX, legou à História um dito lapidar: “Il y a une chose plus terrible que la calomnie, c'est la vérité”. (Há uma coisa mais terrível que a calúnia, é a verdade). Esse pensamento genial veio-me à mente lendo a “Mensagem da Dilma”.

         Dizer-se vítima de uma “campanha de calúnias e boatos espalhados”... Francamente, Dona Dilma! Porventura relembrar o que alguém tenha dito ao longo de sua vida é “campanha de calúnias?! Não se fez senão relembrar; só isso, nada mais que isso!

         Mas “isso” doeu terrivelmente! Por quê? — Parafraseando Talleyrand, poderíamos afirmar que “há uma coisa mais terrível que as calúnias: são os fatos”.

Capa da VEJA desta semana.
Na parte superior: "Acho que
tem de haver a descriminalização
do aborto. Acho um absurdo
que não haja".
Dilma Rousseff, em 4-10-2007

         Contra fatos concretos, fotos, gravações e registros em filmes, não há argumentos. Neste blog mesmo, os leitores encontrarão vários documentos incontestes sobre afirmações passadas, feitas por Dilma Rousseff e por petistas da sua entourage. Entretanto, ela — sem execrar nem pedir perdão pelo seu passado — começou a dizer coisas contrárias ao que dissera outrora. Por exemplo, ao reafirmar na carta ser “pessoalmente contra o aborto”. Sim, isso é o mínimo que se pode dizer. Afirma-se se “pessoalmente contra o aborto” e deixa-se a aprovação por conta da bancada do PT no Congresso? E como ficam as anteriores declarações no sentido favorável à legalização da prática abortiva?

A mesma capa, mas invertida:
"Eu, pessoalmente, sou contra.
Não acredito que haja uma
mulher que não considere
o aborto uma violência"
Dilma Rousseff, em 29-09-2010
No noticiário desses últimos dias, os petistas (e a própria candidata deles) insistiram ad nauseam que a Sra. Rousseff só não ganhou as eleições no 1º turno devido a uma “campanha baixa”, “caluniosa”, “baseada na boataria”. Posso assegurar que não passa de campanha difamatória – diria, terrorista – acusar Dilma Rousseff de ‘abortista’ ou contrária aos princípios evangélicos”. Chegou a afirmar o petista e fidelcastrista Frei Beto (“Folha de S. Paulo”, 10-10-10).

         Para se mostrar católica, no dia 11 Dilma chegou a ir à Basílica de Nossa Senhora Aparecida — pela primeira vez em sua vida... e justamente neste período de eleições...

         Evidentemente, a candidata foi instruída por seus marqueteiros a dar marcha-ré a fim de aliciar eleitores. Assim, passou a dizer que é contrária ao aborto, que “valoriza a família”, que recebera “sólida formação moral e religiosa” etc.

         No mesmo noticiário, inúmeros analistas apontam que foi a questão do aborto que levou as eleições para um 2º turno e que o PT, percebendo que questões religiosas e morais impediram a vitória de sua candidata, resolveu fazer uma campanha para tentar convencer o público de que Dilma é contra o aborto e a favor da família bem constituída entre um homem e uma mulher. Quantos acreditarão que isso é verdade? Quantos vão pensar que isso é fingimento?

         Os brasileiros não são tolos, sabem perfeitamente que o PT é o partido do aborto; que estabelece em seu próprio estatuto o objetivo de legalizar a prática abortiva — inteiramente em conformidade com o III Congresso do PT. Por que então tal partido não retira este ponto de seu estatuto?

1 — “Programa Nacional de Direitos Humanos - 3”

         Quanto ao PNDH-3 — plataforma de um eventual novo governo petista —, por que a candidata do PT não manda rasgá-lo e jogá-lo na lata de lixo? Na “MENSAGEM DA DILMA”, o subversivo PNDH-3, de decreto governamental, virou apenas “carta de intenções”. Ela diz não pretender “promover nenhuma iniciativa que afronte a família”. Mas cabe a mesma pergunta acima: e a bancada petista no Congresso?

Como prova de sua “sólida formação moral e religiosa”, Dilma poderia afirmar que mandou arquivar o PNDH-3 porque, entre outras coisas, uma criança concebida tem o direito de nascer. Sobretudo, poderia ela acrescentar que os “direitos de Deus” estão bem acima de qualquer “direito humano”.

Como já denunciamos neste blog, além do aborto o bolivariano PNDH-3 contém outros aberrantes projetos anticristãos: cerceamento da liberdade de expressão, “casamento” homossexual, limitação do direito de propriedade, legalização da prostituição, realização de cirurgias de troca de sexo pelo SUS, permissão de adoção de filhos por “casais” homossexuais etc.

3 — Projeto de Lei 122

Quanto ao famigerado PLC 122, a “MENSAGEM DA DILMA” só seria aceitável se ela dissesse claramente que não o sancionaria em hipótese alguma, pois se aprovado tal Projeto de Lei acabaria servindo de incentivo ao vício antinatural — “um pecado que brada aos céus por vingança”, estabeleceria no Brasil uma espécie de “ditadura homossexual” e faria dos homossexuais uma classe privilegiada.

4 — Quem é que manipulou a fé e a religião?

Sobre o último ponto (“manipular a fé e a religião”), gostaria de transcrever o que o maior jornal parisiense – o insuspeito “Le Monde”, de tendência socialista — publicou em 7-10-10: “Quatro dias antes da votação, Dilma Rousseff organizou um encontro com líderes católicos e evangélicos e ressaltou que ela ‘respeitava a vida’. Dois dias antes da eleição, ela assistiu ao batismo de sua neta em Porto Alegre. Essa filha de comunistas, que antigamente se dizia ‘não-praticante’, ‘meio descrente’, lembrou que ela era católica e que também foi batizada”.

         Neste sentido, disse a ex-candidata presidencial Marina da Silva: “Ela [Dilma] faz discurso de conveniência sobre temas cristãos".

         Encerro com trechos de um excelente post (abaixo, em letra azul) que copiei do Blog do Josias (Folha Online), não sem antes contar o que ouvi há muito tempo, não me lembro de quem: “Não existem ateus dentro de avião em pane”...


Dilma faz campanha no Santuário de Nossa Senhora
 
Em tempos de eleição, a religiosidade aflora. É quando se descobre que a política está infestada de ateus.
Por sorte, é muito fácil identificar os heréticos. Estão todos nas coligações adversárias.
Nesta segunda (11), Dilma Rousseff foi ao Santuário Nacional de Nossa Senhora Aparecida, na cidade de Aparecida (SP).
Participou da missa das 9h. Percorreu o santuário. Foi ao recanto onde se encontra a imagem da santa padroeira do Brasil.
[...]
Na semana passada, Dilma já havia levado sua candidatura para passear num templo religioso, no Rio.
Parece ter dificuldade para virar a página que escreve a crônica da sucessão de 2010 com caligrafia beata.
O diabo é que o histórico da ex-Dilma desautoriza a pose de vítima da candidata.
            Em matéria de religiosidade, a pupila de Lula vem se revelando uma ginasta sem futuro.
Em 2007, durante sabatina na Folha, perguntou-se à então chefe da Casa Civil se acreditava em Deus.
E Dilma: “Eu me equilibro nesta questão. Será que há? Será que não há?"
Em 2009, numa entrevista à revista “Marie Claire”, Dilma declarou que não praticava religião nenhuma.
Permitiu-se brincar: “Balançou o avião, a gente faz uma rezinha".
Em fevereiro de 2010, já na pele de pré-candidata, Dilma foi inquirida pela “Época”: Uma religião específica, a senhora não tem?
Soou peremptória: "Não, mas respeito".
Decorridos três meses, em maio, já convertida em candidata, Dilma falou à “IstoÉ”. Perguntou-se se era católica.
Dilma deu um salto mortal: “Sou, antes de tudo, cristã. Num segundo momento, católica".
Nesta segunda-feira, a candidata escora a “conversão” no câncer. Agora, é católica de frequentar a missa. Mas não comunga.
O melhor que Dilma tem a fazer é dar um triplo mortal carpado em direção a outro tema.
Primeiro porque a agenda carola não a socorre. Segundo porque o evangelho de uma pessoa que se dispõe a presidir o país deveria ser outro.

Charge do Angeli, estampada na "Folha de S. Paulo" (14-10-10 – p. A-2), dá bem uma idéia do que se passa nesta disputa eleitoral: a guinada à direita. Angeli apresenta Dilma Rousseff "tipo beata", de saia comprida, véu, mãos postas, rezando num altar com velas acesas. E para apresentar José Serra "tipo conservador", não encontrou nada melhor do que representá-lo com o estandarte da TFP...

10 de outubro de 2010

Padre José Augusto — um sacerdote que “não fica em cima do muro”, como a maioria de seus irmãos de vocação

Baiano de Maraú, o Pe. José Augusto Souza Moreira, de 44 anos, estudou no seminário da Congregação Filhos de Maria Imaculada. Atualmente é responsável pela formação de sacerdotes e faz parte do Conselho da Comunidade Canção Nova.
Por diversas fontes, ouvi os maiores elogios ao vídeo com a pregação do Padre José Augusto, feita no dia 5 deste mês, transmitida pela “TV Canção Nova”. Mas também ouvi muitas críticas à nova e estranha posição que tomou tal emissora: censurou o sacerdote e retirou o vídeo do ar — inclusive mandou retirá-lo do YouTube. Entretanto, outros já tinham gravado a corajosa e oportuna pregação e a postaram novamente em outros links do mesmo YouTube, bem como em outros sites — como este, postado no final desta matéria, que copiei do portal “Gloria.TV”.

Por que tal censura? Certamente, porque o sacerdote pregou numa linguagem firme, sem meias verdades ou ambigüidades. Muito diferente da linguagem neutra, morna, comumente — e infelizmente — utilizada por muitos membros da CNBB. Lembremo-nos das palavras duras do Apocalipse “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te”. (Ap. 3, 15 - 16). “Nem frio nem quente”. Ou seja, alguém que não se revela nem mau, nem bom; fica no meio, no “mais ou menos”, fica “em cima do muro”... de um muro tão vergonhoso como o que separava em duas a cidade de Berlim, durante a vigência do comunismo. O Padre José Augusto, pelo contrário, fez uso da linguagem “quente”, e por isso foi censurado. Para ele uma glória, pois está sendo perseguido por ter pregado o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Também os petistas ficaram tiririca com o sermão do Padre José Augusto e exigem “direito de resposta”. Por quê? O padre por acaso não tem “direito de expressão”, não tem o direito de alertar seus fiéis para não apoiarem pessoas que defendem práticas contrárias à moral católica, como o aborto e o “casamento” homossexual? Ele apenas relembrou aos fiéis a doutrina católica. Simplesmente! Repreendê-lo poderia caracterizar uma verdadeira “perseguição religiosa” — aliás, como decreta o novo "Programa Nacional de Direitos Humanos”.

Portanto, não há razão nenhuma para “direito de resposta”  — da qual, seja dito de passagem, o tiro poderá sair pela culatra. Assisti duas vezes ao vídeo e não ouvi nenhuma inverdade. Àqueles que ainda não escutaram a gravação do sermão do Padre José Augusto, recomendo que o façam. Click abaixo:
Parte I



Parte II

2 de outubro de 2010

DILMA x DILMA — Qual delas prevalecerá?

É público e notório o quanto Dilma Rousseff já se manifestou a favor da legalização do aborto. Entretanto, nestes últimos dias a candidata do PT procurou ocultar sua posição abortista.

— Por que?
— Claro, devido à enorme reação anti-aborto por parte da opinião pública brasileira, Dona Dilma quer conquistar votos até mesmo daqueles que são contrários ao aborto. Pelo menos, conquistar os votos dos incautos anti-abortistas, que, ingenuamente, poderiam acreditar em sua “conversão” — sem antes ter ela passado pelo “Caminho de Damasco”... (a respeito, vide post mais abaixo).

Sobre esta “mudança”, o jornal “O Estado de São Paulo” de anteontem (30-9-10) publicou uma interessante análise, assinada pela jornalista Vera Rosa. Seguem alguns trechos:

Polêmica do aborto leva Dilma a igrejas



  • Vera Rosa


BRASÍLIA — Preocupada com a perda de votos entre cristãos, atribuída por sua campanha à polêmica sobre o aborto, Dilma Rousseff reuniu ontem padres e pastores, em Brasília, para negar já ter defendido a interrupção da gravidez.

A polêmica é alimentada por declarações dadas por Dilma em outras ocasiões, antes da reta final da campanha. Na tarde de ontem, porém, a petista disse que é contrária até mesmo a um plebiscito sobre o tema, como prega Marina Silva. “Plebiscito divide o País e vai todo mundo perder, seja qual for o resultado”, insistiu a candidata.

Diante de 27 líderes de denominações cristãs — católicas e evangélicas —, Dilma desmentiu categoricamente que algum dia tenha afirmado que “nem Jesus Cristo” tiraria a vitória dela no primeiro turno, marcado para domingo.

Há um mês, a candidata divulgou manifesto batizado de Carta ao Povo de Deus, no qual pedia “oração” e “voto”. O documento dizia que cabe ao Congresso Nacional a função básica de encontrar o “ponto de equilíbrio” nas posições que envolvem valores éticos, como aborto e uniões entre pessoas do mesmo sexo.

No encontro de ontem, Dilma foi além: garantiu que, se for eleita presidente, não enviará ao Congresso qualquer projeto de lei com o objetivo de ampliar a cobertura do Estado para casos de aborto. “Do jeito que está, está pacificado”, comentou. “Eu, pessoalmente, sou contra o aborto e considero a questão como de saúde pública.”

Em discurso sob medida para agradar aos cristãos, Dilma afirmou que é “a favor da vida” e pregou a liberdade de credo. Disse, ainda, que é católica. Em 2007, durante sabatina do jornal Folha de S. Paulo, ela disse ter ficado muito tempo “meio descrente”.

O que Dilma já disse
  • “Duvido que alguém se sinta confortável em fazer um aborto. Agora, isso não pode ser justificativa para que não haja a legalização. O aborto é uma questão de saúde pública. Há uma quantidade enorme de mulheres brasileiras que morre porque tenta abortar em condições precárias. Se a gente tratar o assunto de forma séria e respeitosa, evitará toda sorte de preconceitos. Essa é uma questão grave que causa muitos mal-entendidos.” (À revista Marie Claire, edição 217, abril de 2009)
  • “O que nós defendemos é o cumprimento estrito da lei, que prevê casos em que o aborto deve ser feito e provido pelo Estado.” (Em 22 de junho de 2010, em entrevista reproduzida pela Agência Estado) 
  • “Não se deve tratar a questão como religiosa, mas de saúde pública.” (idem)
  • “Se houver conflito entre as legislações quem tem de fazer essa solução é a Justiça. A lei é clara e tem de ser cumprida.” (No debate Folha/UOL, em 18 de agosto de 2010)
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Como perguntar não ofende, encerro este post com algumas perguntas que não querem calar: Se a candidata petista for eleita, qual das duas Dilmas governará? Aquela anterior às disputas eleitorais, ou aquela que emergiu só recentemente?


Como acreditar em alguém que diz uma coisa (ser favorável à legalização do aborto — como declarou à revista Marie Claire, em abril/2009), e depois outra (“sou a favor da vida” — como declarou anteontem).


Como acreditar em alguém que disse “Acho que não é cabível vestir o boné do MST. Governo é governo, movimento é movimento. Não concordo que alguém do governo assuma a bandeira do MST”.


Entretanto esta mesma pessoa está na foto abaixo... usando o boné do MST... Sem comentários...
Dilma Rousseff, com o boné do MST, na convenção estadual do PT-SE em 24-6-10. Tal convenção não divulgaria esta cena (cômica?), mas foi flagrada por uma emissora de TV de Sergipe...
PS: Relembrando: Também Lula quando candidato em 2002, para conquistar votos, prometeu que se fosse eleito presidente não promoveria o aborto e o “casamento” homossexual... Entretanto ele abraçou por inteiro essas duas causas anti-família. Causas, aliás, defendidas fanaticamente pelo Partido dos Trabalhadores. Se alguém duvidar, aconselho assistir o vídeo no post mais abaixo: Sob pretexto de “saúde pública”, pretende-se legalizar crime hediondo: o aborto.


E por falar nesse partido, mais uma recordação: José Dirceu afirmou peremptoriamente que a eleição de Dilma é um projeto do PT... Como sabemos ela tem um outro cabo-eleitoral também “polêmico”: Hugo Chávez. Este afirmou: “Dilma Rousseff é minha candidata”. Também neste caso, se alguém precisar ver para crer, eis um vídeo:

30 de setembro de 2010

OBJEÇÃO DE CONSCIÊNCIA — “Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens”

O Exército colombiano deu recentemente ao mundo um bom exemplo de reação sadia. Após rastrear durante quatro anos os esconderijos de narco-terroristas nas selvas, ele conseguiu por fim executar Jorge Briceño, alcunhado de Mono Jojoy (foto), o sanguinário chefe militar das FARC que vinha tentando tomar o poder pela força para implantar na Colômbia um regime marxista.


Desse simpático país vizinho chega-nos agora outra boa reação. O principal jornal de Bogotá, “El Tiempo” (27-9-10) noticiou que o Procurador Geral da Nação, Alejandro Ordóñez Maldonado [foto], em sua luta contra o aborto, apresentará projeto de lei justificando o direito de médicos, bem como de parteiras, enfermeiras e de todo pessoal de centros de saúde, à objeção de consciência para não praticar o aborto. Isto porque, atualmente na Colômbia — como no Brasil — vigora o direito (sic) ao aborto em casos de estupro, malformação do feto e risco de vida para a mãe.

Porquanto muitos que lidam com a saúde se recusam, com base no direito à objeção de consciência, a praticar o aborto, por considerá-lo prática criminosa e pecaminosa, a Corte Constitucional da Colômbia emitiu em 2006 uma sentença restringindo o direito a tal objeção, obrigando à realização de abortos nas mulheres desejosas de matar seus filhos.

Ora, todo homem tem direito à objeção de consciência, à liberdade religiosa e de pensamento. Ninguém pode ser obrigado a fazer algo contrário à sua consciência, que transgrida a ordem moral ou as Leis de Deus. O contrário poderia ser caracterizado como perseguição religiosa, próprio de um regime tirânico.

Portanto, nenhuma lei humana pode suprimir os mencionados direitos. Leis humanas que se oponham às Leis de Deus não têm qualquer validade jurídica. Afirma-o João Paulo II na encíclica Evangelium vitae: “O aborto e a eutanásia são, portanto, crimes que nenhuma lei humana pode pretender legitimar. Leis deste tipo não só não criam obrigação alguma para a consciência, como, ao contrário, geram uma grave e precisa obrigação de opor-se a elas através da objeção de consciência”. (nº 87: AAS 87, 1995, 486).

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No Brasil, o novo Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) — o “presente” dado pelo presidente Lula aos brasileiros às vésperas do último Natal — decreta uma série de questões contrárias às Leis Divinas. Para mencionar apenas algumas que atingem diretamente a família, citemos o aborto, o “casamento” homossexual, a adoção de crianças por “casais homo-afetivos”, a educação sexual obrigatória, a singular proteção privilegiada a lésbicas, homossexuais, bissexuais, travestis e transexuais, etc.

O PNDH-3 deixa a entender que não poderá ser desrespeitado sob a justificação de objeção de consciência e/ou de violação das Leis de Deus.

Em sentido contrário, o Catecismo da Igreja Católica estabelece muito bem: “O cidadão é obrigado, em consciência, a não seguir as prescrições das autoridades civis, quando tais prescrições forem contrárias às exigências de ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho. A recusa de obediência às autoridades civis, quando as suas exigências forem contrárias às da reta consciência, tem a sua justificação na distinção entre o serviço de Deus e o serviço da comunidade política. ‘Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus’ (Mt 22, 21). ‘Deve-se obedecer antes a Deus que aos homens’ (At 5, 29)”.

Em tal contexto, esta sadia reação que nos chega da Colômbia com o projeto do Dr. Alejandro Ordóñez (matéria abaixo), constitui um bom exemplo para todos os brasileiros, ameaçados pela implantação de uma nova religião, laica, intolerante e sem qualquer consciência moral.


“Ninguém pode ser obrigado a aceitar o aborto”, assegura o Procurador

“El Tiempo”, Bogotá, 27/09/2010
Redação Justiça

Seria entregue esta semana projeto de lei visando à aplicação da objeção de consciência para as instituições educativas, o corpo médico e os funcionários.

O procurador Alejandro Ordóñez continua firme na sua cruzada contra a chamada cátedra do aborto e várias das decisões da Corte Constitucional sobre este procedimento médico.

O chefe do Ministério Público entregará no Congresso um projeto de lei para que “ninguém” possa ser obrigado a cumprir uma ordem que considere contrária às suas convicções no tocante ao aborto.

Mas o que sem dúvida vai gerar mais discussão se relaciona com a objeção de consciência que, no caso de a idéia de Ordóñez prosperar, professores e reitores de colégios poderiam interpor para não ensinarem a polêmica matéria ordenada pela Corte Constitucional.

Ordóñez também pede que os argumentos do corpo médico sanitário e dos funcionários “sejam sempre procedentes” quando se neguem a contribuir com a prática abortiva que, segundo a Corte, pode ser aplicada quando a gravidez decorra de uma violação, quando existam malformações e quando a mãe corra perigo.

“Então, um funcionário com convicções a respeito da vida ou do casamento, não poderia aceder à função pública porque teria que agir contra suas idéias”, questionou o procurador Ordóñez durante um fórum na Universidade Nova Granada.

Isto significa que juízes, autoridades disciplinares e policiais, bem como tabeliães, poderiam se negar a participar de decisões relacionadas com o aborto.

“Por mais poderoso que ele seja, um juiz não pode mudar a natureza das coisas. Mudaram a natureza do delito: o aborto passou de delito a direito e, portanto, as conseqüências jurídicas diante da consciência daqueles que tenham que decidir dentro de suas funções públicas são gigantescas”, disse.

Na sua última sentença, a Corte deixou claro que os médicos podem se negar a praticar abortos legais, mas não as instituições. E no caso de funcionários, disse que esse direito tem limites, já que eles estão obrigados a cumprir a lei por cima de qualquer convicção moral, política ou religiosa.

Ordóñez qualifica de “totalitária” esta posição e afirma que num prazo de oito dias os funcionários poderão se negar a decidir sobre o tema.

26 de setembro de 2010

PRIVILÉGIO BRUTAL: Bichos não podem ser maltratados — bebês podem ser torturados e executados!


Infelizmente, notícias que revelam loucuras do mundo moderno abundam em nossos dias. Julgo que uma das mais insensatas é o fanatismo na briga pelos “direitos dos animais” e a insensibilidade diante do crime do aborto e da eutanásia. Geralmente, os mais fanáticos na defesa dos “direitos dos animais” são os que mais desprezam o mais fundamental dos “direitos humanos”: o direito à vida desde a concepção até à morte natural.


Um exemplo dessas notícias malucas: Há pouco tempo, o Parlamento da Catalunha (Espanha) proibiu as tradicionais touradas. A desculpa esfarrapada foi... “Defender o bem-estar dos animais” — escusa de uma intelijumência monumental! Ainda bem que um deputado conservador, Juan Bertolomeu, reagiu a esta asneira. Vejamos.


Parlamento pró-aborto da Catalunha acusado de hipocrisia por colocar tourada fora da lei

Por Matthew Cullinan Hoffman

Bebês abortados, jogados num saco de
lixo hospitalar 
BARCELONA, 23 de setembro (LifeSiteNews.com) – O Parlamento da Catalunha, dominado pelos socialistas, foi acusado ontem de hipocrisia por um de seus membros por se preocupar mais com os animais  que com os seres humanos, em resposta à proibição da prática da tourada.

Juan Bertolomeu, deputado eleito pelo Partido Popular, mais conservador, observou que enquanto um touro morre a cada três dias numa tourada, 57 crianças são assassinadas diariamente pelo aborto naquela região, uma prática que é considerada legal e apoiada pelos socialistas no poder.

Bertolomeu fez esses comentários após a decisão tomada em julho pelo Parlamento de eximir da proibição o ritual do “correbous” (foto abaixo), durante o qual são colocadas tochas nos chifres do touro, que passa então a investir contra as pessoas. O animal, contudo, não é morto.

A deputada "eco-socialista" Laia Ortiz disse no seu Twitter que foi insultada pelas palavras de Bertolomeu.

21 de setembro de 2010

Sob pretexto de “saúde pública”, pretende-se legalizar crime hediondo: o aborto.

Recomendo aos nossos leitores assistirem o vídeo abaixo. Serão 14 minutos bem empregados para a luta contra o aborto.

A exposição comprova documentadamente quanto o PT está empenhado e comprometido na descriminalização de tal prática infanticida.

Com a velhaca alegação de “saúde pública”, o PT pretende legalizar um crime hediondo: o trucidamento do nascituro
por diversos métodos, cada um mais torturante que o outro no próprio ventre materno.