20 de janeiro de 2012

Conselhos e Lembranças

Hoje recebi um e-mail do Dr. Nereu Peplow com ótimas e oportunas recomendações e aqui as transcrevo pois, certamente, serão de utilidade para todos pais e mães com filhos pequenos. Ele acrescentou por sua conta e risco uma recomendação, a última, que considero a mais importante para os dias atuais.
Nunca será demais também insistir em ensinar aos filhos desde cedo a devoção à Santíssima Virgem e fazer orações em família, por exemplo, recitando o Santo Rosário junto com seus pequeninos.
 *       *      *
Certa feita copiei de um jornal os seguintes conselhos para as famílias. Não sei se o assunto vai interessar para seu blog, mas em todo caso vamos lá.


Cuidados que os pais devem tomar com os filhos menores de 12 anos:


  1. Acompanhá-los na escola, na ida e na volta e avisar o responsável da escola sobre quem irá buscá-los na saída; 
  2. fazer com que os vizinhos conheçam as crianças e saibam onde elas moram e quem são os responsáveis; 
  3. não permitir que brinquem sozinhos na rua nem que fiquem sem alguém em casa; 
  4. orientá-los a não aceitar presentes e doces de estranhos; 
  5. conhecer as pessoas que convivem com as crianças em todos os ambientes; 
  6. não as deixar com pessoas desconhecidas, nem por pouco tempo; 
  7. ensinar a chamar uma viatura policial quando houver dificuldades; 
  8. colocar sempre bilhetes de identificação dos pais dentro da roupa dos filhos; 
  9. fazer a carteira de identidade e deixar o documento sempre com eles; 
  10. conversar com eles todos os dias, observar a roupa que vestem e se tiveram alguma alteração de comportamento; 
  11. não descuidar em passeios; 
  12. orientar as crianças a não se afastar dos pais. 

 _________________
E eu acrescentaria, por minha conta, a todos esses cuidados paternos, ensinar aos filhos, desde o início, o Catecismo, orientando as crianças na prática das orações, sacramentos e mandamentos ali contidos. Respeitosamente, Nereu A. T. G. Peplow - Curitiba

19 de janeiro de 2012

O termo “homofóbico” e burrice

Nereu Augusto Tadeu de Ganter Peplow 

Peço perdão, inicialmente, pela extensão do texto, mas não saberia expressar com menos palavras o que penso a respeito e, então, trata-se do seguinte: Quando alguém está errado, pouco irá se importar com a existência da verdade.

Para simplificar, o erro é a verdade. Um erro sustentado com veemência acaba se institucionalizando. E assim nascem os fanáticos. Fanático vem do latim “fanum” — templo – e designava aqueles que entravam no templo, ao contrário dos profanos ("pre fanum"), que eram os que ficavam à entrada do templo.

Assim foram chamados, em certa época, os sacerdotes da deusa grega Belona (origem dos termos “bélico”, “belicoso”, “beligerante”, guerreiro), a versão feminina do deus da guerra Marte. Esses sacerdotes percorriam a cidade vestidos de preto e armados de machados de dupla lâmina, tocando trombetas, dançando nus e se lacerando com punhais.

Com o passar do tempo, o termo fanático passou a ser aplicado aos que demonstram exagerado ardor religioso ou que se mostre entusiasmado demais por uma idéia.

Dessa forma, em nossa civilização, nasceram e foram se desenvolvendo comportamentos que, por seu ineditismo e oportunidade, passaram a requerer qualificação própria e, gerados por um sistema político-social dominante, foram sendo batizados a bel prazer, segundo as regras da orwelliana novilíngua.

Por traz de tudo isso reside, impávido colosso, a tirania. A tirania do fanatismo. Expressão que me parece uma tautologia, um “bis in idem”; enfim, uma redundância. Indo direto ao ponto, a tirania impôs a idéia de que o homossexualismo, ou seja, a prática de sexo entre indivíduos de sexo — ou gênero — semelhante, isto é, um homem com um homem e uma mulher com uma mulher, deverá ser considerado como uma atividade corriqueira e tão integrante da natureza humana quanto um sujeito sair de casa de manhã para ir trabalhar.

A despeito da consuetudinária e legal verdade no sentido de que um casal é composto de indivíduos de sexos diversos. Do contrário não teremos um casal, mas sim um par. Um “par de dois”, voltando à tautologia.

Determinou-se, então, de modo artificial, como de costume, que aquele que se indispuser contra tal convenção social fosse chamado de “homofóbico” e, mais que chamado, criminalizado, penalizado, tipificado, punido e sentenciado.

Mas, se existe algo que me incomoda em particular, é a burrice, especialmente quando é crônica. Homofóbico, ao que me consta, é algo que não existe. Mas foi criado e teve que passar a existir, pelos poderes de outra tirania, a semântica.

Se não, vejamos: Etimologicamente falando, o termo homofobia (que não existe, foi construído) é constituído de um radical e um sufixo gregos: “homos”, que significa “semelhante” e “phóbos” que significa terror, medo, horror, ou medo mórbido de algo, sejam atos ou situações.

Em suma, homofóbico seria aquele que tem terror, medo, horror, do que lhe é semelhante. Até aqui, portanto, não se vê conotação sexual na coisa toda. Pode ser que signifique alguém ter medo do próprio vizinho, ou do gênero humano de um modo geral. Existe, no entanto, uma palavra consagrada pelo uso (uso antigo, é claro, porque hoje é ignorada pela própria existência da “ignorantzia”), que é “homogamia”. Homogamia sim, posso entender, que tem origem no grego “homógamos” que define aquele que está casado com alguém da mesma condição sexual, seria um termo que eu aceitaria que entrasse em discussão. Mas, homofobia? Como e com quem eu posso discutir algo que não existe? E, embora inexistente, céus, quanto incômodo!

O correto seria a mídia (incluindo professores de gramática) difundir que a forma correta de expressar o sentimento contrário à união entre pessoas do mesmo sexo seria "anti homogâmico" e não "homofóbico", cuja etimologia não leva a nada... mas, como a burrice impera...

16 de janeiro de 2012

Padre Lodi: "Discriminações justas e até mesmo necessárias".

Ainda sobre a polêmica questão do "acordo" que a senadora petista Marta Suplicy teria feito com a CNBB — para se conseguir aprovação do execrável PLC 122/2006 (a "lei da homofobia") , deparei-me hoje com um interessantíssimo artigo do Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, que abaixo transcrevo para apreciação de nossos leitores. O artigo segue integralmente, apenas assinalei em amarelo alguns pontos. 

O pecado tem direitos? 
(o PLC 122/2006 pretende dar direitos ao pecado do homossexualismo) 

No dia 06/12/2011, o jornal O Globo publicou “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”[1]. A notícia causou perplexidade na comunidade católica. Como poderia uma Conferência Episcopal fazer algum acordo sobre um projeto que pretende exaltar o homossexualismo e punir como criminosos os que se opõem a ele? Rapidamente a CNBB publicou uma nota oficial desmentindo o suposto “acordo”. Eis o seu inteiro teor:

______________________________ 



NOTA DE ESCLARECIMENTO
Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Brasília, 
07 de dezembro de 2011



A presidência da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), por fidelidade a Cristo e à Igreja, no firme propósito de ser instrumento da verdade, vem esclarecer que, atendendo à solicitação da senadora Marta Suplicy, a recebeu em audiência, no dia 1º de dezembro de 2011, e ouviu sua apresentação sobre o texto substitutivo para o PL 122/2006. 

A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto. Reiterou, ainda, a posição da Igreja de combater todo tipo de discriminação e manifestou, por fim, sua fraterna e permanente disposição para o diálogo e colaboração em tudo o que diz respeito ao bem da pessoa humana. 
Cardeal Raymundo Damasceno Assis 
Arcebispo de Aparecida 
 Presidente da CNBB [2] 

______________________________ 

A nota gerou alívio e apreensão. Alívio por esclarecer que não houve acordo. Apreensão porque a CNBB não disse que repudiava o projeto. Ao contrário, segundo a nota, a CNBB recebeu a senadora, “fez recomendações” e “deu sugestões”, dando a entender que o projeto em si poderia ser aproveitado com emendas. Por fim, afirmou que a Igreja está disposta a “combater todo tipo de discriminação”, sem distinguir a discriminação justa da injusta.

Parece, portanto, haver um perigo real de o projeto anti-“homofobia” ser aprovado com a complacência ou ao menos com a tolerância de nosso episcopado.

Existem discriminações justas 
A nota de esclarecimento da presidência da CNBB diz que a Igreja combate “todo tipo de discriminação”. Supõe, portanto, que uma “discriminação” seja sempre injusta. Mas, objetivamente, não é assim. Na verdade, existem discriminações justas e até mesmo necessárias. A discriminação é, de fato, uma das práticas mais normais da vida social. Todos nós a praticamos dia a dia. Ao aplicar uma prova, o professor discrimina os alunos que tiraram notas altas daqueles que tiraram notas baixas. Aqueles são aprovados. Estes são reprovados. Ao escolher o futuro cônjuge, as pessoas geralmente fazem uma discriminação rigorosa, baseadas em diversos critérios: qualidades morais, inteligência, aparência física, timbre de voz, formação religiosa etc. Entre centenas ou milhares de candidatos, somente um é escolhido. Os outros são discriminados. Ao selecionar seus empregados, as empresas fazem uma série de exigências, que podem incluir: sexo, escolaridade, experiência profissional, conhecimentos específicos, capacidade de relacionar-se com o público etc. Certos concursos para policiais ou bombeiros exigem, entre outras coisas, que os candidatos tenham uma determinada altura mínima, que não ultrapassem uma certa idade e que gozem de boa saúde. Todos esses são exemplos de discriminações justas e necessárias.

Outros poderiam ser dados. O ladrão que é apanhado em flagrante é preso. A ele, como punição pelo furto ou roubo, é negada a liberdade de locomoção, que é concedida aos demais cidadãos. A prisão é um lugar onde, por algum tempo, são discriminados (com justiça) aqueles que praticaram atos dignos de discriminação. 

Existem discriminações injustas 
Se é justo privar da liberdade um criminoso (que perdeu o direito a ela pela prática de seu crime), não é justo negar a liberdade a alguém em virtude de sua cor. A escravidão dos negros, abolida no Brasil em 1888, é um exemplo de discriminação injusta. Também não é justo privar uma criança do direito à vida por causa de uma doença incurável, como querem os defensores do aborto eugênico. Um bebê deficiente tem o mesmo direito de nascer que um bebê sadio. Lamentavelmente, a senadora Marta Suplicy (PT/SP), quando era deputada federal, em 1996, foi autora de um projeto de lei (o PL 1956/96) que pretendia legalizar tal discriminação injusta.

Não é justo que a Igreja prive alguém da Santa Missa ou dos sacramentos por causa de sua pobreza ou condição social. Mas é justo (e necessário) que aqueles que estão em pecado grave abstenham-se da Comunhão Eucarística, sob pena de cometerem um sacrilégio.

Por isso, o Catecismo da Igreja Católica teve o cuidado de distinguir: “evitar-se-á para com eles [os homossexuais] todo sinal de discriminação injusta” (n.º 2358). O texto supõe, portanto, que a Igreja admite discriminações justas para com os homossexuais. E de fato admite. Uma delas é a proibição de receberem a Sagrada Comunhão, enquanto não abandonarem seu pecado (o que vale também para qualquer outro pecado grave). Outra é a impossibilidade de serem admitidos em seminários e casas religiosas.

Os homossexuais têm direitos? 
Na sua primeira carta aos coríntios, São Paulo enumera alguns dos que não herdarão o Reino de Deus: “Não vos iludais! Nem os impudicos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os depravados, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus” (1Cor 6,9-10). Nesta passagem o Apóstolo usa duas palavras para designar os homossexuais: malakói (efeminados) e arsenokóitai (sodomitas).

Será que nenhum dos que foram enumerados acima têm direitos? Certamente que têm. O empregado que trabalhou para mim durante um mês tem direito a receber seu salário, mesmo que lamentavelmente se tenha embriagado. O ladrão que furtou meu dinheiro conserva seu direito à vida (e por isso eu não posso matá-lo).

Mas o ladrão não tem direito à vida como ladrão, e sim como pessoa. Da mesma forma, o bêbado não tem direito ao salário como bêbado, e sim como pessoa que trabalhou.

Assim, se o homossexual tem algum direito  e o tem de fato , não o tem como homossexual, mas como pessoa. E assim como não faz sentido elaborar uma Carta dos Direitos dos Ladrões ou uma Declaração dos Direitos dos Bêbados, é absurdo uma lei que defenda os “Direitos dos Homossexuais”. 

Sendo um pecado (e um pecado contra a natureza!), o homossexualismo não acrescenta direitos à pessoa. Ao contrário, priva-a de direitos, a começar pelo direito ao Reino de Deus. 

O que pretende o PLC 122/2006?
Os defensores dos supostos direitos dos homossexuais apregoam que estes são continuamente vítimas de violência. Segundo os homossexualistas, haveria até mesmo “esquadrões da morte” para exterminar homossexuais.

Ora, os que investem contra a família não têm compromisso com a verdade. Vamos, porém, apenas por hipótese, supor que haja muitos homicídios contra pederastas e lésbicas. Esse crime já está enquadrado no artigo 121 do Código Penal: “matar alguém”. Pena: “reclusão, de seis a vinte anos”. Note-se que o homossexual não pode ser morto porque ele é alguém, ou seja, uma pessoa humana, não porque ele é praticante do homossexualismo.

Imaginemos agora que um homossexual seja assassinado por um suposto “esquadrão da morte”. Esse delito está previsto na Lei 8072/80, que considera crime hediondo “o homicídio (art. 121), quando praticado em atividade típica de grupo de extermínio” (art. 1º, I).

Que pretende então a senadora Marta Suplicy, relatora do PLC 122/2006? Que nos casos acima, o autor do crime receba um aumento de pena pelo fato de a vítima ser homossexual. Ora, isso é um absurdo! Significa acrescentar direitos a alguém pelo fato de este alguém ter cometido um pecado. Esta é a essência do projeto anti-“homofobia”: dar direitos ao pecado.

Por ser essencialmente mau, o PLC 122/2006 não pode ser “emendado”. Não adianta, como tentou fazer a senadora, acrescentar um artigo tolerando a “manifestação pacífica de pensamento” contra o homossexualismo.

É verdade que se o PLC 122/2006 for aprovado, ocorrerá no Brasil o que já está ocorrendo em outros países que fizeram leis semelhantes: uma perseguição aos cristãos e a instauração da tirania homossexual.

Mas ainda que, por hipótese, esses nefastos efeitos não ocorressem, o projeto seria inaceitável. O motivo é simples: a pessoa não tem direitos especiais pelo fato de cometer uma determinada falta moral. É isso que se espera que os Bispos expliquem aos fiéis. 

Anápolis, 9 de janeiro de 2012
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz 
Presidente do Pró-Vida de Anápolis 
_____________________ 
[1] http://oglobo.globo.com/pais/cnbb-marta-fazem-acordo-sobre-projeto-que-criminaliza-homofobia-3395127 
[2] http://www.cnbb.org.br/site/imprensa/noticias/8262-nota-de-esclarecimento-sobre-projeto-de-criminalizacao-da-homofobia

4 de janeiro de 2012

Santos Inocentes — Padroeiros das Famílias

"O Massacre dos Inocentes" (detalhe). Hans Memling (1480)
Plinio Corrêa de Oliveira 

Santo Estêvão quis ser mártir e foi. São João quis ser mártir e não foi. Os bem-aventurados Inocentes — as crianças mortas por Herodes, em sua tentativa de, junto com elas, matar também o Messias que há poucos dias nascera — não quiseram ser mártires e foram. Porque elas não tinham vontade e entendimento, mas foram mártires sem querer. A respeito, D. Guéranger escreve o seguinte: 


“Mas quem duvidará da coroa obtida por estas crianças? Perguntareis: onde estão os méritos para esta coroa? A bondade de Cristo seria vencida pela crueldade de Herodes? Este rei ímpio pode mandar matar crianças inocentes, e Cristo não poderia coroar aqueles que morreram por sua causa?”. 


Assim sendo, temos uma legião de inocentes que estão no Céu e que rezam continuamente por nós. Compreendemos melhor de que maneira o mundo realiza o plano salvador de Deus. Quando se pensa profundamente no enorme número de crianças que morreram batizadas — sem culpa nenhuma, que vão, portanto, diretamente para o Céu —, compreende-se que são também santos inocentes. 


Se tivéssemos um santo canonizado em nossas famílias, nós seríamos muito devotos dele. Ora, certamente, na família de todos existem como que santos canonizados. Isto porque nas famílias de todos, ou de quase todos — se não entre os irmãos, pelo menos entre primos ou parentes mais afastados —, existem crianças que morreram batizadas. Logo, estão no Céu, onde elas têm toda a lucidez de uma alma que está convivendo com Deus face-a-face. Podemos então rezar, recomendando-nos às orações delas, que são padroeiras naturais da família. 
_______ 
Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 28 de dezembro de 1965. Sem revisão do autor.

22 de dezembro de 2011

“TRÉGUA DE NATAL”


Paulo Roberto Campos

No Natal de 1914 — portanto, durante a Primeira Guerra Mundial —, exércitos inimigos digladiavam-se ferozmente. Mas, no entardecer daquele magno dia da Cristandade, afundados em suas trincheiras, os soldados alemães começaram a cantar o “Stille Nacht, Heilige Nacht” (Noite Feliz). 

Ao ouvirem aquela tão doce melodia — uma canção vinda do Céu —, os inimigos encostaram suas armas. Os sons dos fuzis e as explosões das bombas foram substituídos pelos cânticos natalinos, pelas gaitas-de-fole dos ingleses e pelos sinos de uma Igreja a repicar alegremente celebrando o Nascimento do Menino Jesus. Era a “Trégua de Natal”! As tropas passaram aquela evocativa noite, iluminada pelas estrelas e pelas velas acesas, em serena e santa paz... 

Analogamente nosso blog — cujas matérias em 2011, pela ajuda e graça de Deus, talvez algumas tenham tido o efeito de “bombas” contra os adversários da instituição familiar na Terra de Santa Cruz — também fará a sua “Trégua de Natal”. Contudo, o nosso “cessar-fogo” terá uma condição: se ocorrer alguma traição, cessa o “cessar-fogo” e voltaremos ao campo de batalha da polêmica em defesa dos valores da família!

Celebraremos o Santo Natal, mas estaremos vigilantes, pois nossos adversários são velhacos em aproveitar a “calada da noite” para fazer espúrios “acordos” e investidas contra a instituição familiar e “apunhalar” assim a moral católica. Como aconteceu recentemente, aliás, com a tentativa de aprovação da perversa “Lei da homofobia” (persecutória à família) e com a aprovação da “Lei da palmada”, a qual equivaleu a um tapa na cara dos pais de família. “Aprovação” velhaca, diga-se de passagem, pois não se deu no Plenário da Câmara dos Deputados, mas numa simples comissão, praticamente no “apagar das luzes” de 2011.

Revivamos então, diletos Amigos, na “Santa Trégua de Deus”, o verdadeiro espírito e as alegrias de Natal. Faz-se para isso muito conveniente uma adequada decoração natalina que destaque o Presépio junto à árvore de Natal e não “divinize” a figura — caricata e comercial — do “Papai Noel” que, em muitos lares, tem “sequestrado” o Divino Menino Jesus... ou ocupado o Seu lugar!

De todo coração, agradecendo o apoio aos nossos embates, assim como as críticas construtivas que ao longo desse caótico 2011 recebemos, desejo a todos os seguidores e leitores do Blog da Família um Santo e Feliz Natal e um Ano Novo especialmente abençoado e de grandes realizações. 

Que a Sagrada Família, Jesus, Maria e José, reinem sempre em vossos lares.

18 de dezembro de 2011

Para São Pio X um “acordo” com opositores da Igreja seria impossível

A propósito do post abaixo ( O “desmentido” que não desmente ), recebi um texto que considerei como um presente de Natal. Agradecendo o “regalo”, aqui desejo compartilhá-lo com nossos leitores. 


Refere-se a um trecho extraído da “Encíclica Communium Rerum”, do grande Papa São Pio X [foto acima]. Tendo feito a leitura, suponho que se poderia tirar uma conclusão e fazer uma analogia com o tema do mencionado post. Como seria diferente (para muito melhor, é claro) a situação da Igreja e do Brasil, bem como a força dos católicos, se o clero brasileiro seguisse o magnífico exemplo de São Pio X. Como utilizando, em defesa da moral católica, a linguagem firme e clara daquele Santo Pontífice. Entretanto, muitos preferem não empregar a linguagem d“sim, sim; não, não” — preferem ceder para não perder... Em vez de lutar para vencer!


Um escritor afirmou: “O Brasil e o mundo não precisam de grandes sábios, precisam de grandes santos”... 


Dileto leitor, leia o trecho abaixo e tire suas conclusões. Se desejar, deixe sua apreciação, clicando no item “comentários” no final. 


"Estão muito equivocados os que acreditam possível e esperam para a Igreja um estado permanente de plena tranquilidade; porém, é pior, e mais grave, o erro daqueles que se iludem pensando que alcançarão essa paz efêmera mediante a dissimulação dos direitos e interesses da Igreja, sacrificando-os aos interesses privados, diminuindo-os injustamente, comprazendo ao mundo, ‘no qual domina inteiramente o demônio’ (I Jo V,19), com o pretexto de captar a simpatia dos fautores de novidade e atraí-los à Igreja, como se fora possível a harmonia entre a luz e as trevas, entre Cristo e o demônio. Trata-se de sonhos doentios, de alucinações que sempre ocorreram e ocorrerão enquanto houver soldados covardes que deponham as armas à simples presença do inimigo, ou traidores que pretendam a todo custo fazer as pazes com os opositores, a saber, com o inimigo irreconciliável de Deus e dos homens”. (Encíclica Communium Rerum, de 21 de abril de 1909).

10 de dezembro de 2011

Resultado da sessão na CDH do Senado — Uma vitória e um recuo estratégico: adiamento da votação da “Lei da homofobia”

Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal adia votação do PLC 122/2006 (a “Lei da Homofobia” ou “Lei do Zipper”). A senadora petista Marta Suplicy (à esq. de costas), percebendo que não obteria maioria, pediu reexame do projeto — que bem merece o 1º lugar... na lata de lixo. 
Fotógrafo: Lia de Paula / Agência Senado 08/12/2011

Mais uma batalha vencida: votação do PLC 122 é adiada 


Daniel F. S. Martins


Após uma verdadeira chuva de e-mails que os participantes do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira enviaram entre ontem e hoje aos senadores contra o PLC 122, a senadora Marta Suplicy, relatora e principal defensora do projeto, viu-se obrigada a adiar a discussão para “tentar conseguir um acordo para retomar a tramitação da proposta” (Agência Senado, 8/12).

O projeto está completando 10 anos (sic!) e não consegue ser aprovado… Será que os defensores da lei querem uma evidência maior de que seu projeto é contrário ao sentimento da população, majoritariamente cristã e oposta à agenda homossexual?

Por que não arquivam de uma vez por todas? Simplesmente por que eles querem passar por cima de quem lhes é contrário. E se recuam, é para daqui a pouco conseguirem seus objetivos.

Veja o que, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”, disse a senadora Marta Suplicy sobre o recuo feito em seu último texto: “A senadora reconhece que não se trata da proposta ideal, mas sim, de ‘um passo importante para avançar na matéria’”.

Portanto, não nos enganemos: em breve eles voltarão à carga, com este e outros projetos, cada vez mais radicais e persecutórios.

Mas que eles não se enganem: voltaremos nós também, com o auxílio de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, cuja festa se comemora justamente hoje!

P.S.: Detalhe importante que está passando desapercebido: na mesma sessão da Comissão de Direitos Humanos do Senado, tentaram aprovar um outro projeto abominável: a legalização do aborto de anencéfalos, o PLC 50/2011. A votação também foi adiada. Vamos rezar e agir para que também esse projeto, daqui a dez anos, ainda esteja engasgando…

8 de dezembro de 2011

O “desmentido” que não desmente

Em 2-6-11, gigantesca manifestação na Capital Federal contra a "Lei da homofobia" (PL 122)
Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom  ABr 

Paulo Roberto Campos

No post abaixo, afirmei que a notícia do “acordo” entre a CNBB e a senadora Marta Suplicy para a aprovação da “Lei da homofobia”, divulgada pela mídia, exigia — caso não tivesse havido acordo algum — um desmentido “urgente e taxativo” por parte daquele órgão eclesiástico. 


Hoje pela manhã recebi um e-mail de meu amigo Flávio Matihara, encaminhando-me o “esclarecimento” que, à guisa de desmentido, fez a CNBB. Ele se encontra no site da entidade (http://www.cnbb.org.br/site/) e intitula-se: “Nota de esclarecimento sobre projeto de criminalização da homofobia”. Vejam a nota [click na imagem no final]  e observem que ela não esclarece por que a CNBB não aproveitou a “audiência, no dia 1º de dezembro de 2011”, para então pedir à senadora que desistisse definitivamente de seu infame “Projeto de Lei 122/2006”, por ser ele tão contrário às Leis de Deus e até mesmo restringir a liberdade religiosa e de expressão.


Afirma a nota: “A presidência da CNBB não fez acordo com a senadora, conforme noticiou parte da imprensa. Na ocasião, fez observações, deu sugestões e se comprometeu com a senadora a continuar acompanhando o desenrolar da discussão sobre o projeto”. Mas não diz que observações e que sugestões teria feito à senadora petista... No entanto, Marta Suplicy saiu bem contente do encontro, a tal ponto que falou do fechamento de um “acordo” com a CNBB. Sobretudo — o que também causa MUITA ESTRANHEZA — a nota não manifesta NENHUMA REPULSA à aberrante “Lei da homofobia”, como se o projeto fosse um outro qualquer, que não atentasse profundamente contra a moral católica. 


A nota termina manifestando a disposição da Igreja em “combater todo tipo de discriminação”. Ora, para isso não precisa da “Lei da homofobia”. Além de persecutória, seria uma lei completamente inútil, pois nosso Código Penal já protege TODOS os cidadãos contra discriminações, defendendo-os de qualquer agressão. 


Para fundamentar o que afirmo, eis o que, em artigo no “Jornal do Advogado” (edição Março/2011), diz a Dra. Helena Lobo da Costa, advogada e professora de Direito Processual Penal na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo: 

  • “Ofender a dignidade ou o decoro de outra pessoa, pratica crime de injúria, previsto em nosso Código Penal no artigo 140. Se, na prática de injúria, for empregada violência, configura-se a denominada injúria real, infração com pena mais alta do que a injúria simples... Se for ainda mais grave [uma agressão], consistindo na prática de lesões corporais, aplica-se o artigo 129 do Código Penal... [no caso de] lesão corporal de natureza grave ou de natureza gravíssima... sofrer ferimentos que a impeçam de trabalhar por mais de 30 dias, o agressor ficará sujeito a uma pena de 1 a 5 anos de reclusão. Da mesma forma, se a vítima sofrer perda de alguma função corporal em decorrência dos ferimentos, a pena será de 2 a 8 anos. Também é preciso mencionar que, em todas as hipóteses até aqui mencionadas, o juiz poderá aplicar uma causa de aumento de pena em razão da motivação torpe do agente... [no caso de] homicídio doloso, qualificado por motivo torpe... [pena de 12 a 30 anos de reclusão]. Não é portanto a falta de tipos penais em nossa legislação... Acrescentar novas figuras típicas não apenas seria desnecessário como também acabaria por criar dificuldades interpretativas e espaços de sobreposição de tipos penais que, muitas vezes, resultam em empecilhos à aplicação da lei... A criação de novos tipos penais [“Lei da homofobia”] apenas causará confusão interpretativa e dificuldades na aplicação”.

Logo, não há qualquer necessidade de uma lei exclusivista para proteger e privilegiar só uma determinada classe — no caso, para conceder privilégios a uma classe de pessoas que praticam uma perversão sexual antinatural, um pecado que — por ser contra a natureza — “brada aos Céus e clama a Deus por vingança”, segundo a enérgica linguagem do Catecismo. Linguagem que está de acordo com o recomendado por Nosso Senhor Jesus Cristo no Evangelho: “Seja a vossa linguagem sim, sim; não não” (Mt. 5,37) — bem diferente da empregada na referida nota... 


Mas deixando de lado o bla-bla-blá da nota da CNBB, continuemos em nossa importante campanha de protesto contra a aprovação da abjeta “lei da homofobia”. Aqueles que ainda não registraram o seu protesto, poderão fazê-lo agora mesmo no seguinte link: 


__________________
Click na imagem abaixo para ler a "NOTA DE ESCLARECIMENTO" da CNBB. Para voltar ao blog tecle "esc".

7 de dezembro de 2011

Não posso acreditar: “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”?!


Segundo notícia postada ontem no portal de “O Globo” (link abaixo), intitulada “CNBB e Marta fazem acordo sobre projeto que criminaliza homofobia”, amanhã, 8 de dezembro, festa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, a senadora Marta Suplicy (PT-SP) tentará aprovar na CDH (Comissão de Direitos Humanos do Senado) a “Lei da homofobia” (projeto de lei PLC 122) — aquela famigerada lei que pretende criminalizar todos os que venham a se opor às pecaminosas e antinaturais práticas homossexuais.

Que a senadora petista tente tal aprovação na “calada da noite” (nesta ocasião em que todos estamos com as atenções postas nos preparativos para o Natal e Ano Novo), não causa estranheza, pois só mesmo por meio de um “golpe” assim articulado aquela inaceitável lei poderia eventualmente passar na CDH. Mas o que causa estranheza — E MUITA — é o mencionado “acordo” que ela fez com a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).

Segundo Marta Suplicy, o “acordo” foi no sentido de uma “flexibilização” da lei. Mas trata-se de um outro “golpe” para nos enganar. Como os leitores poderão conferir no seguinte link:

Reaja agora contra a “lei da homofobia”, o PLC 122, que pode ser votado nesta semana



Espero que não tenha havido acordo nenhum, mas, neste caso, a CNBB tem obrigação de fazer um urgente e taxativo desmentido. Se não o fizer, poderá ser responsabilizada pela aprovação no Brasil de uma lei diametralmente oposta às Leis de Deus e à própria Lei Natural. Responsabilizada pela aprovação de algo que SEMPRE foi condenado pela Igreja Católica e rejeitado pela imensa maioria da população.

Em qualquer caso, seja ou não publicado o esperado desmentido, de nossa parte é urgente protestar contra a “Lei da homofobia” — também conhecida como “Lei do Zipper”, pois colocará um psy-zipper na boca de todos os brasileiros, ou seja, não poderão mais, sem qualquer restrição, manifestar suas opiniões contrárias ao homossexualismo.

Para esse protesto, por favor, não deixem de acessar o link a seguir e registrar sua reclamação:

_______ 
Link para a notícia, acima referida, de “O Globo”: 

5 de dezembro de 2011

Facilidade de divórcio — facilidade de destruição da família

Com o denominado “divórcio instantâneo”, aumenta o número de separações, aumenta o número de famílias dissolvidas “instantaneamente”, aumenta o número de filhos com perturbações psíquicas

Paulo Roberto Campos


A conclusão recentemente divulgada pelo IBGE — com base nas “Estatísticas do Registro Civil 2010” — sobre o aumento do número de divórcios no Brasil é assombrosa: em 2010, o crescimento de 36,8% em relação ao ano anterior (vide notícia abaixo). 


Entretanto, apesar de espantosa, tal alarmante conclusão não me surpreendeu. Por quê? — A dissolução dos costumes que há muito vem minando a instituição da família em nosso País (por meio, por exemplo, das imoralíssimas novelas televisas) só poderia gerar este efeito desastroso. Mas, a este fator, devemos também atribuir a culpa à nova legislação (Emenda Constitucional 66, publicada em julho de 2009), que facilitou as separações ao extinguir as exigências legais e até mesmo os prazos, com o chamado “divórcio instantâneo”. 


Assim sendo, podemos afirmar que aqueles que comemoraram a simplificação na “Lei do divórcio” (melhor seria dizer “Lei do concubinato”) comemoraram, no fundo, a simplificação para se destruir “instantaneamente” a família. 


Com efeito, segundo um muito competente estudo da psicóloga e pesquisadora social norte-americana, Judith Wallerstein [foto], o aumento do número crianças com problemas psicológicos e psíquicos, bem como de adolescentes que entram no mundo do álcool e das drogas, é devido à separação dos pais. Ademais, ela demonstra, num segundo livro sobre a questão, fundamentado em centenas de entrevistas, que o divórcio gera um tal trauma nas crianças e adolescentes, que produz gerações de adultos com problemas mentais. Nesse livro, que obteve muito reconhecimento nos Estados Unidos, a autora analisa um grupo de filhos de divorciados rondando pelos 40 anos. Destes, apenas 30% se casaram. E daqueles que o fizeram, 50% já se divorciaram. Esses dados estatísticos se repetem em estudos semelhantes de outros autores, como Vangyseghem e Appelboom (2004) e Marquardt (2005). 

Aviso aos navegantes: aqueles que “sonham” com o divórcio, saibam que estarão embarcando num "navio-fantasma", numa grande ilusão povoada de pesadelos, com filhos depressivos, com problemas na escola e com propensão a se afundarem no mundo das drogas. Portanto, para salvarem suas famílias do naufrágio, não permitam que elas sejam atingidas pela bomba divorcista. 

 *        *        * 
Após mudança na lei, nº de divórcios cresce 36,8% e bate recorde no País 

“O Estado de S. Paulo”, quinta-feira, 1º de dezembro de 2011 
Clarissa Thomé 

O número de divórcios no País bateu recorde no ano passado. Em 2010, foram registrados 243.224 divórcios, entre processos judiciais e escrituras públicas  36,8% mais que em 2009. Significa que 1,8 em cada mil pessoas com 20 anos ou mais dissolveu o casamento legalmente. Os dados são das Estatísticas do Registro Civil 2010, divulgadas ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para o gerente da coordenadoria da População e Indicadores Sociais do IBGE, Cláudio Dutra Crespo, o aumento foi impulsionado pela mudança na legislação, no ano passado, com a promulgação da Emenda Constitucional 66, que acabou com a necessidade de separação judicial prévia e com os prazos para o divórcio.

27 de novembro de 2011

Uma grande dama brasileira

A Princesa Isabel e o Conde d´Eu com seus três filhos
Diletos Amigos 
Recebi o convite (segue abaixo) para um painel sobre uma grande dama brasileira, a Princesa Isabel, a propósito do aniversário de 90 anos de seu falecimento, e, com prazer, estendo tal convite aos leitores de nosso Blog. Evento que espero não perder de jeito nenhum, pois a “Princesa Redentora” — infelizmente desfigurada por nossos livros escolares — foi realmente uma grande personalidade de nossa Pátria, exemplo de vida para todas famílias brasileiras.

*        *        * 

CONVITE PARA O PAINEL


A catolicidade da Princesa Isabel vista por um bisneto

Expositores: 
D. Bertrand de Orleans e Bragança 
Prof. Hermes Rodrigues Nery 
Dr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca 

Data: 29 de novembro de 2011, terça-feira, 19h00 (recepção) 
Local: Hotel Golden Tulip / Alameda Santos, 85 - São Paulo - SP 

A Princesa D. Isabel passou à História sobretudo pela promulgação, como Regente do Império, da histórica "Lei Áurea" de redenção dos escravos no Brasil.

Imbuída de certeza de que não era mais dado demorar a inteira emancipação dos escravos — cujo primeiro passo fora ela mesmo a empreender com a Lei do Ventre Livre em 1871, na sua primeira Regência — e dando mostras de grande tino político, a Princesa despediu em março de 1888 o Gabinete Barão de Cotegipe, um convicto antiabolicionista, e convocou para a chefia do Governo o Conselheiro João Alfredo Corrêa de Oliveira, ilustre pernambucano simpático à causa abolicionista, o qual, com empenho e habilidade, em menos de dois meses obteve na Câmara e no Senado ampla maioria para a aprovação da Lei que seria por ela afinal promulgada em 13 de maio.

Por relevante entretanto que tenha sido este gesto de determinação e magnanimidade da Princesa Isabel — que lhe valeu o cognome de "Redentora" e a outorga da "Rosa de Ouro", mais alto galardão da Igreja Católica, pelo Papa Leão XIII — ele não esgota as razões de benemerência que a ornam aos olhos dos brasileiros, os católicos especialmente.

Devotados estudiosos vinham pesquisando documentação acerca da religiosidade da Princesa e do fundamento espiritual que animava suas aspirações, seu proceder pessoal, sua conduta na investidura regencial. Esse trabalho resultou na compilação de vasto repertório de fatos reveladores de uma personalidade marcada a fundo pelo espírito sobrenatural, pelo amor de Deus e do próximo e o propósito de buscar a realização de Sua vontade, tanto nas ações privadas quanto nos gestos públicos.

Essa fundada constatação conduziu ao desejo de obter para a Princesa o reconhecimento, por parte da Santa Igreja, de sua assinalada virtude, não só por uma questão de justiça mas também pelo grande bem que a divulgação desse destacado exemplo poderia fazer aos brasileiros.

Incumbiu-se de materializar este anseio o historiador Prof. Hermes Nery, o qual, em audiência com Sua Excia. Revma. o Arcebispo do Rio de Janeiro D. Orani Tempesta, no último dia 19 de outubro, apresentou formalmente o pedido da abertura de um processo canônico de beatificação da Princesa Isabel. Nesse solene ato o peticionário contou com a honrosa companhia de S.A.R. o Príncipe D. Antônio de Orleans e Bragança, em representação da Família Imperial brasileira.

Reveste-se assim da maior oportunidade o Painel que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promove sobre a "Redentora" para assinalar o aniversário de 90 anos de sua morte, ocorrido no dia 14 do corrente. Nele serão expositores S.A.I.R. o Príncipe D. Bertrand de Orleans e Bragança, que falará ex abundantia cordis sobre sua Bisavó; o já mencionado Prof. Hermes Nery, que detalhará fatos e razões embasadores do pedido do processo de beatificação da Princesa; e o Sr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca, que tratará da instituição da nobreza e das elites a ela análogas enquanto formadoras da boa ordem social e sustentáculo da realeza.

A Pró Monarquia, associando-se a esta feliz iniciativa e fazendo eco a manifesto desejo de S.A.I.R. o Príncipe D. Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, renova o convite já feito, encarecendo a todos os monarquistas e amigos da Família Imperial que prestigiem com sua presença o relevante ato.

Dia 29 de novembro, terça-feira, às 19h00
Hotel Golden Tulip - Alameda Santos, 85 - São Paulo - SP 

Para inscrição, não indispensável mas conveniente para facilitar a acomodação, clique aqui
E para conhecer a íntegra da belíssima carta do Santo Padre Leão XIII à Princesa Isabel, que acompanhou a "Rosa de Ouro", clique  letras apostólicas
Atenciosamente,
Pró Monarquia

26 de novembro de 2011

Para certas feridas não basta apenas band-aid


Paulo Roberto Campos


Teve bom resultado a campanha de católicos espalhados por todo País contra certos programas da rede “Canção Nova”. Isto porque tais programas televisivos eram ancorados por pessoas (p. ex., o deputado federal Gabriel Chalita e seu colega estadual Edinho Silva) que publicamente defendem posições opostas à doutrina católica — o que deixou os fiéis católicos muito perplexos e até mesmo indignados. (Vide artigo abaixo). 


A “Folha de S. Paulo” (21-11-11) noticiou que “A rede Canção Nova, emissora de TV e rádio ligada ao movimento católico Renovação Carismática, resolveu tirar do ar os programas comandados pelos deputados federais Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), pelos estaduais Edinho Silva (PT-SP), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ)”. 


A “gota d’água”, que fez transbordar o copo da indignação católica, foi o programa “Justiça e Paz” comandado pelo deputado petista Edinho Silva, conhecido por seu vínculo com a condenada “teologia da libertação” do ex-frei Leonardo Boff. É inacreditável, mas o petista-esquerda-católica estreou seu programa, no dia 3 de novembro último, com uma entrevista ao Sr. Gilberto Carvalho — principal mentor político de Sr. Edinho, secretário-geral da Presidência, articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a “Canção Nova”, a fim de obter apoio ao PT no segundo turno da eleição presidencial.
*       *        *
Ainda bem que “Canção Nova” tirou do ar aqueles péssimos programas. Deo Gratias! Entretanto, não sei dizer se a decisão tomada foi porque tais programas tinham um teor anti-católico ou porque estava a emissora perdendo audiência dos católicos justamente indignados. Também não tive notícias de alguma retratação pública emitida pelos responsáveis da rede que contrataram aqueles esquerdistas. Se alguém tiver conhecimento disso, seria um favor informar-me. 


O normal seria — pelo menos — um pedido de desculpas formal e um firme propósito de difundir somente programas AUTENTICAMENTE CATÓLICOS, portanto, diametralmente opostos aos programas ancorados pelos esquerdistas, agora defenestrados. A ferida aberta na emissora foi “braba”, profunda e grave demais; e para certas feridas não basta apenas um merthiolatizinho, um bandeidizinho, um soprinho. 


Uma vendetta?
Logo em seguida à campanha do mundo católico contra esquerdistas dirigindo programas na “Canção Nova”, o Ministério Público Federal entrou com uma ação pedindo a anulação das concessões das emissoras de TV “Canção Nova” e “Aparecida”, alegando irregularidades. 


Vingança? Ou será que o PT imitará a inábil, louca e tirânica política adotada por Hugo Chaves que — também alegando “irregularidades” — fechou emissoras e jornais que não se prestavam a fazer propaganda do ridículo mandatário venezuelano? 


Quem viver verá...

18 de novembro de 2011

CANÇÃO NOVA — Já ouvi esta canção... velha favorecedora de posições anticatólicas



Canção Nova tem apresentador a favor da Revolução Homossexual 

Luís Felipe Escocard  



Folheto afirma que católicos
não podem votar em abortistas.
Coletiva do Sr. Edinho Silva
discordando.
A rede de TV Canção Nova estreou um novo programa denominado Justiça e Paz, apresentado pelo Sr. Edinho Silva, com o intuito de falar sobre a doutrina social da Igreja Católica.

O novo apresentador é deputado pelo PT em São Paulo. É sempre bom lembrar que a atuação anticatólica desse partido não se restringe ao campo político, ao defender o MST e o socialismo, mas também moral.

Por exemplo, para o segundo mandato do presidente Lula, o PT estabeleceu diversas diretrizes, entre elas, a de que “o governo federal se empenhará na agenda legislativa que contemple a descriminalização do aborto.”(1)

Além disso lançou o malfadado PNDH-3, – que vem sendo valorosamente combatido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – que contém o incentivo à legalização do aborto, ao “casamento” homossexual, à retirada de crucifixos de locais públicos e outras aberrações.

Os deputados contrários ao aborto que pertenciam ao partido ou foram expulsos ou foram pressionados a se desfiliarem. O “católico” Sr. Edinho Silva lá permaneceu…

A então candidata Dilma Roussef, conhecida por ser favorável ao aborto, viu seriamente ameaçada sua candidatura até que houve uma série de censuras aos esclarecimentos que se fazia com relação a ela.

O leitor deve se lembrar dos folhetos da Regional Sul I da CNBB, impulsionado por D. Bergonzini, bispo de Guarulhos. Uma grande encomenda de folhetos foi apreendida pela justiça eleitoral (que mais tarde verificou a legalidade destes) a pedido do PT.

Já adivinhou quem era na época, e ainda é, o presidente do PT paulista, não?

O mesmo que a Canção Nova contratou, e que, à época, afirmou que “os advogados da campanha irão à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão.”(2). Isto porque o documento dos bispos, segundo ele, estaria “abrindo um precedente, criando uma cultura política nociva que nenhum de nós sabemos onde pode chegar. Se resultado eleitoral pode ser alcançado com esse tipo de prática, com mentiras, calúnias, difamações, boatos, efetivamente, a democracia está em risco.”(3)

Além disso, no site do Sr. Edinho encontra-se a notícia (4) de um encontro homossexual na cidade de Araraquara promovido pelo PT “para enfrentar o conservadorismo religioso” nas cidades pequenas. O que diz a notícia sobre o “fervoroso” Sr. Edinho? “O presidente do Diretório Estadual, Edinho Silva, enviou uma saudação aos presentes e reiterou o apoio do Partido nos debates envolvendo o movimento.” 

Na biografia descrita em seu website, afirma-se que “como cristão engajou-se nas pastorais da Igreja Católica e, seguindo os passos da Teologia da Libertação, orientou-se politicamente para o Partido dos Trabalhadores, no qual se filiou em 1985.”

Ou seja, além de tudo, um membro da velha Teologia da Libertação (esta que há anos esperneia por comunismo e que foi condenada pelo Vaticano).

A Canção Nova faz parte da Renovação Carismática Católica, movimento que, segundo alguns, teria surgido e existiria em contraposição à Teologia da Libertação, porque veria nesta muita ação político-social em detrimento da prática religiosa.

A ser assim, seria inexplicável que uma pessoa como o Sr. Edinho Silva tenha um programa televisivo na Canção Nova. Ou então a sobredita rede de TV também simpatizaria com suas ideias? Ou, ainda, quer abrir espaço para “novas ideias”, bem diversas da Doutrina Católica de sempre?

O fato é que já se percebe, especialmente na internet, uma grande perplexidade e apreensão no público que geralmente assiste à Canção Nova ou que achava ser esta um pólo de oposição à Teologia da Libertação.
_________________ 
Notas: 
1- http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=43228 
2- http://www1.folha.uol.com.br/poder/815617-grafica-recebe-encomenda-de-bispo-para-imprimir-21-mi-de-panfletos-anti-dilma.shtml 
3- http://edinhopt.com.br/noticias/socia-da-grafica-dos-panfletos-ilegais-antidilma-e-filiada-ao-psdb 
4- http://edinhosilva.com.br/2011/08/pt-realiza-1%C2%BA-encontro-lgbt-em-araraquara/

16 de novembro de 2011

Aborto favorece a depressão


Benno Hofschulte 

Segundo ACI/Europa Press, 80% das mulheres que se submeteram a um aborto sofrem de sintomas depressivos, enquanto que 40% pensou em suicidar-se. Estes são os resultados apresentados numa primeira nota técnica de um grupo de trabalho que se dispôs a estudar os aspectos médicos do aborto. Esse grupo estava integrado no Comitê de Especialistas do movimento espanhol “Derecho a Vivir” (DAV).

O resultado da pesquisa, realizada pela psiquiatra da Universidad de Navarra (UNAV) Carmen Gómez-Lavín [foto acima], revela outros sintomas relativamente frequentes entre mulheres com Síndrome Post-Aborto como transtornos da sexualidade (40%), abuso de drogas, particularmente entre adolescentes (30%), alterações de conduta (60%) ou irritabilidade (70%).

Os resultados da pesquisa mostram que, em mulheres que se submeteram a um aborto a mortalidade é entre 3,5 a 6 vezes maior durante o período imediatamente posterior à intervenção e no ano que se segue, do que entre as que dão a luz, principalmente por causa de suicídios, acidentes e homicídios. “A incidência de suicídio é entre 6 a 7 vezes maior do que em mulheres que dão a luz”, indica.

Esses resultados científicos põem em dúvida, na opinião da comissão de especialista do DAV, que a proposta legal do “perigo para a saúde física ou psíquica da mãe”, que atualmente é responsável por 90 por cento dos mais ou menos 113.000 abortos praticados anualmente na Espanha, de acordo com os dados de Ministério da Saúde, “ajude realmente a proteger a saúde da mulher”. Pelo contrário, a comissão do DAV pergunta “se (esta determinação legal) realmente diminui o risco para a saúde psíquica da mãe”. 

Concluindo, o DAV considera que “a evidência científica demonstra que submeter-se a um aborto, longe de melhorar a saúde psíquica da mulher, ocasiona na maioria delas graves transtornos psíquicos”.

12 de novembro de 2011

II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida

Edson Carlos de Oliveira


A Human Life International (HLI) promoveu em São Paulo, de 3 a 6 de novembro, no auditório do Colégio de São Bento, o II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida, que reuniu oradores pró-vida de diversas partes do mundo.


Após a abertura, feita pelo Prof. Felipe Néri, do Colégio São Bento, o Pe. Shenan Boquet [foto abaixo], presidente da HLI, alertou os participantes do evento para o fato de que a questão-chave por detrás da “cultura da morte” é a rejeição de Deus e a falta de prática dos Mandamentos. Numa clara referência ao aborto de anencefálicos e à eutanásia, disse que muitas pessoas não são militantes conscientes dessa cultura anti-vida, mas de alguma forma participam dela ao utilizar métodos anticoncepcionais ou ter uma falsa compaixão ao pensar que se pode tirar a vida de quem sofre. 



 O Pe. Shenan destacou que o controle de natalidade é contrário ao sacramento do matrimônio, tema este que outro conferencista, Matthew Hoffman, correspondente para a América Latina da agência de notícias LifeSiteNews, tratou com mais detalhes. Para Hoffman, a origem do movimento homossexual se encontra no estilo de vida promíscuo entre aqueles que não o são e que excluem da prática sexual a procriação como finalidade primeira. Esse desregramento facilitou o êxito da propaganda homossexual.


A palestra de Mons. Dr. Juan Carlos Sanahuja [foto ao lado], formado em jornalismo pela Universidade de Navarra e doutor em Teologia, versou sobre a nova “Religião Universal”, de fundo ecológico, a qual tenta impor uma uniformização política e um mesmo regime de pensamento para todas as nações. “A ética judeu-cristã não poderá ser aplicada no futuro”, diz um documento da OMS (Organização Mundial da Saúde) aludido por Mons. Sanahuja, que surpreendeu o público presente com diversas outras citações extraídas de textos oficiais de órgãos ligados à ONU.


O conhecido Pe. Luis Carlos Lodi, presidente da associação Pró-Vida, de Anápolis (GO), pronunciou excelente conferência sobre os principais erros a serem evitados por aqueles que lutam contra o aborto. Destacou a importância do uso de uma linguagem correta, não utilizando termos próprios aos abortistas. Ele se referiu também às principais armas que devemos utilizar nesse apostolado em defesa da família.

A exiguidade de espaço não permite infelizmente dar o merecido destaque aos demais ilustres oradores. O Dr. Jorge Scala abordou a “ideologia de gênero”; o Dr. Piero Tozzi ressaltou que o termo aborto nunca foi citado em Tratados Internacionais; o Pe. Paulo Ricardo explicou como o marxismo cultural se infiltrou na Igreja; o Sr. Raymond de Souza discorreu sobre os três pontos fundamentais de combate à “cultura da morte”: “rezar, estudar e agir”; e finalmente o Dr. Mario Rojas alertou para a assustadora queda demográfica mundial.

O II Congresso Internacional pela Verdade e Pela Vida atingiu assim seus objetivos de apresentar um panorama completo da “cultura da morte”, salientando como tal “cultura” está ao nosso lado em muitos aspectos e esclarecendo como combatê-la eficazmente.

____________________

A seguir, um vídeo no qual o Cel. Jairo Paes de Lira faz um “aperçu” do congresso anti-aborto promovido pela Human Life International

 

29 de outubro de 2011

Embrião humano não é “peça de reposição”

A campanha anti-aborto “A Voz do Brasil pela Vida” divulgou uma gravação do Cel. Jairo Paes de Lira comentando a auspiciosa resolução do principal tribunal da União Europeia, a Corte Europeia de Justiça (ECJ), que vetou o patenteamento de embriões. Se não fosse vetado, alegando-se a finalidade de se obter células-tronco-embrionárias (CTEH), embriões humanos poderiam ser destruídos.


A ECJ declarou, no dia 18 p.p., que tal resolução reflete a lei europeia que protege embriões — ou seja, seres humanos — e o franqueamento equivaleria a atentar "o respeito pela dignidade humana”. "[...] Um processo que envolva a retirada de uma célula tronco de um embrião humano no estágio de blastocisto, levando à destruição desse embrião, não pode ser patenteado". 


Bem que o Supremo Tribunal Federal brasileiro poderia seguir o exemplo dessa resolução e reconhecer o direito à vida desde a concepção, fechando assim as portas para a legalização do aborto em qualquer circunstância.


A decisão da ECJ é uma resolução óbvia: não se pode comercializar embriões humanos — vender seres humanos (ainda quando no estado inicial de vida), é evidente que é uma monstruosidade! Mas nestes dias de loucura e caos em que vivemos, quando lemos uma notícia com uma decisão lógica nos alegramos e é motivo de comemoração... Por isso, aconselho aos Amigos assistirem e a recomendarem o vídeo no seguinte link:
http://www.youtube.com/user/AvozdoBrasilpelaVida