24 de outubro de 2018

Só mulheres sem estudo têm muitos filhos?

Dra. Catherine Pakaluk, professora de Investigação social e Economia na Universidade Católica da América, com seis de seus oito filhos
➤  Plinio Maria Solimeo

O atual presidente francês Emannuel Macron foi membro do Partido Socialista de 2006 a 2009, com o qual voltou a colaborar de 2012 a 2016, como secretário-geral adjunto da Presidência e ministro da Economia, ambos no governo de François Hollande. 

Em 2007 juntou-se com BrigitteTrogneux, sua ex-professora no Colégio La Providence, dos jesuítas de Amiens, onde ele a conheceu quando tinha 15 anos e ela quase 40. Essa diferença de idade pode ser uma das razões pelas quais eles não têm filhos. Outra seria que o mandatário francês é partidário das famílias sem filhos, ou pelo menos com poucos filhos. 

Para ser politicamente correto, Macron expressou essa opinião no evento “Goalkeepers”, sobre a fertilidade na África, promovido pela Fundação Gates em Nova York de 25 a 26 de setembro último. Na ocasião, ele afirmou que, quando são bem educadas, as mulheres não têm muitos filhos. 

Eis suas palavras: “Sempre digo: ‘Apresente-me a mulher que decidiu, sendo educada perfeitamente, ter sete, oito ou nove filhos’”. E acrescentou, sobre esse costume na África: “Por favor, apresente-me a menina que decidiu abandonar a escola aos 10 anos para casar-se aos 12. Isso se deve a que muitas meninas não receberam a educação adequada, às vezes porque esses países decidiram que os direitos dessas meninas não eram exatamente os mesmos dos meninos.” 

Essas afirmações sem fundamento do mandatário francês suscitaram reações em muitas partes do mundo. Algumas provieram do próprio país da modernidade, os Estados Unidos. 

Por exemplo, a Dra. Catherine R. Pakaluk [foto acima], professora de Investigação social e Economia na Universidade Católica da América, fez uso do hashtag “#PostcardsForMacron” para refutar o presidente francês, compartilhando uma foto em que ela aparece com seis de seus oito filhos. Explicou que possui mestrado e doutorado na famosa Universidade de Harvard e tem “oito filhos por opção”

Seu exemplo foi seguido por outras mães que possuem muitos filhos, como Beth Hockel, [foto acima] graduada em Engenharia elétrica pela Universidade de Stanford e mãe de 11 filhos. 

Também a escritora católica Elizabeth Foss, da Universidade de Virginia, enviou sua foto com seus nove filhos [foto acima], dizendo: “Sim, todos são meus. E este é o meu título.” 

Várias pessoas assinalaram que a filósofa irlandesa Elizabeth Anscombe (1919-2001) [foto acima] foi mãe de sete filhos e ensinou em Oxford e Cambridge. 

Alguns homens também se manifestaram contra a absurda afirmação do presidente francês, como o escritor Josh Canning, que disse: “Lance um olhar sobre minha educada e inspiradora esposa e mãe de sete filhos” [foto abaixo].

A reação dessas mulheres e de alguns homens serviu não apenas para mostrar a falácia politicamente correta do presidente francês, como também a coragem de enfrentar o ambiente atual, hostil às grandes famílias. 

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Cfr. https://www.aciprensa.com/noticias/macron-dijo-que-una-mujer-educada-no-puede-tener-muchos-hijos-y-asi-le-respondieron-23649?utm_source=boletin&utm_medium=email&utm_campaign=noticias_del_dia

22 de outubro de 2018

Digamos um NÃO definitivo ao lulopetismo

Reproduzimos a seguir o comunicado do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, publicado em seu site neste domingo (21-10-18) e, no mesmo dia, distribuído na manifestação realizada na Av. Paulista 


Grandes manifestações populares tomaram as ruas do Brasil nos últimos anos, resultantes de uma profunda inconformidade com os 13 anos de governo petista. 

Com efeito, os brasileiros sentiram-se agredidos por uma ideologia anticristã, o comunismo, condenado reiteradas vezes pelos Papas. Hoje está patente que a Seita Vermelha, mascarada de petismo e com promessas enganadoras, levou-nos à beira do precipício. Não fosse a alma profundamente cristã e o imenso potencial do Brasil, teríamos sido arrastados para a mesma situação em que gemem nossos irmãos venezuelanos. 

Não permitamos que o PT volte ao poder e consuma sua obra nefasta. O ex-ministro José Dirceu, em entrevista ao jornal El País, declarou que “é uma questão de tempo para o PT tomar o poder”.* 

No dia 28 de outubro os brasileiros irão novamente às urnas para escolher o seu chefe de Estado. 

O resultado desta eleição decidirá se o Brasil resvalará ou não para o comunismo, pois: 

• O PT pretende impor a “ideologia de gênero” nos colégios e corromper nossas crianças; 

• O PT pretende impor o dito casamento homossexual, discriminando e acusando de “homofobia” todos que se lhe opuserem; 

• O PT pretende implementar a prática criminosa do aborto; 

• O PT pretende cercear a liberdade de imprensa e perseguir seus desafetos na mídia e nas redes sociais; 

• O PT pretende promover invasões de terras e de prédios, no campo e nas cidades; 

• O PT pretende aplicar a Reforma Agrária socialista e confiscatória, incitar invasões indígenas e “quilombolas”, e usar a arma do “trabalho escravo” para novas expropriações de terras; 

• O PT pretende perseguir a propriedade privada — que é um Direito Natural e que antecede o Estado, além de estar garantida pelo 7º e 10º Mandamentos da Lei de Deus — com novas leis e mais impostos escorchantes; 

• O PT pretende implantar uma “política racial” que gerará, no melhor estilo marxista, a luta racial no Brasil, lançando uns contra os outros; 

• O PT pretende continuar ajudando as ditaduras “bolivarianas” da Venezuela, da Bolívia e de Cuba, além de outras, em grave detrimento de nossa já combalida economia; 

• O PT contará com o apoio da nefasta “esquerda católica” (religiosas, sacerdotes, e até bispos progressistas, que aplicam dentro da Igreja os mesmos erros que o comunismo impõe na sociedade civil). “O PT não existiria sem a ajuda de milhares de padres e comunidades cristãs do Brasil. [Ele] deve muito ao trabalho da Igreja, à teologia da libertação, aos sacerdotes progressistas. Tudo isso contribuiu para minha formação política, a construção do PT e minha chegada ao poder”. Declaração do ex-presidente Lula ao jornal “El País” em 9-5-10. 

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, associação cívica continuadora da obra do insigne pensador e homem de ação cujo nome ostenta, apela a todos os brasileiros para que repudiem definitivamente o PT e toda sua ideologia marxista. E fiquem vigilantes porque é da natureza dessa seita filosófica, ateia e anticristã não se dar por vencida. Ela não somente “aparelhou” em larga medida nosso País, detendo ainda numerosos cargos de influência, como está à espreita da primeira ocasião para tentar recuperar o Poder — como o confessou José Dirceu —, se não prestarmos atenção. “Vigiai e orai”, recomendou o Divino Mestre. 

Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, nos cubra com o seu manto sagrado e afaste definitivamente de nosso País os malefícios da seita comunista. 

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira 
São Paulo, 21 de outubro de 2018 

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Notas * https://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,e-questao-de-tempo-para-tomar-o-poder-diz-dirceu,70002522942 


Cruzeiro do Sul, símbolo da Redenção 


Transcrevemos as palavras de fogo pronunciadas pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira sobre o futuro glorioso que nos está reservado nos planos da Providencia Divina: 


“Folheie o Brasil as páginas de sua própria história. Indague de Anchieta qual o fundamento de sua admirável abnegação apostólica; pergunte a Vieira qual a chama que acendeu em prol das mais nobres causas o talento de sua inexcedível eloquência; interrogue o Duque de Caxias sobre o segredo que tornou gloriosa a sua espada no Paraguai; investigue as razões que levaram a Princesa Isabel a abolir o cativeiro, com o sacrifício do próprio trono. E todos, a uma voz, apontarão para nosso céu estrelado, mostrando o Cruzeiro do Sul, símbolo bendito da Redenção, que a Providência desenhou em nosso firmamento.”

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(Trecho do discurso pronunciado no dia 1 de setembro de 1932, nos microfones da Sociedade Rádio Educadora Paulista e Rádio Cruzeiro do Sul). 


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Para percorrer a "galeria" de fotos da manifestação contra o PT, na Av. Paulista, no dia 21-10-18, click na primeira imagem e use a setinha do teclado.


















Uma imensa fila se formou na Av. Paulista para cumprimentos aos policiais 








Verde e amarelo, sem foice nem martelo










17 de outubro de 2018

Contradições do movimento feminista

Simone de Beauvoir

As feministas alegam defender os interesses das mulheres, mas os fatos as desmentem 

➤  Paulo Henrique Américo de Araújo 

Uma das iniciativas mais funestas, na tarefa em que se empenham os destruidores da Civilização Cristã, é o chamado feminismo. As raízes relativistas, hegelianas e marxistas desse movimento se encontram, em boa medida, nas ideias de Simone de Beauvoir, “companheira” de Jean Paul Sartre, o criador da escola existencialista.[1] Beauvoir baseou-se no princípio da luta de classes, arma que Marx inventou contra a “opressão” dos ricos sobre os pobres, e estendeu o conceito à “opressão” do homem sobre a mulher. Assim, deve ser combatido qualquer aspecto da convivência humana que não seja regido pela igualdade entre os sexos, mesmo em questões cujas diferenças biológicas são flagrantes.

Em conferência promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, a Profª. Fernanda Takitani afirmou que “a origem das atuais discussões sobre ‘gênero’ pode ser buscada no movimento feminista, que nega a complementaridade entre o homem e a mulher”.[2] Tanto o feminismo quanto a ideologia de gênero negam essa complementaridade, portanto são parceiros na guerra infame que movem contra a concepção católica de família; no fundo, contra a Civilização Cristã.

Atualmente, o viés mais radical do feminismo chega inclusive a promover rituais místicos dos mais bizarros, segundo observou Julio Loredo em recente estudo.[3] Todas essas tendências não conseguem, no entanto, esconder as contradições e falsidades em que se baseiam. Para demonstrá-lo, convido o leitor a acompanhar o raciocínio a seguir, que possibilita reconhecer os reais fundamentos do feminismo.

Incoerência feminista 

Se o feminismo fosse coerente com seus princípios, não faria acepção ideológica em relação às mulheres. Entretanto, nem sempre essa alegada “defesa das mulheres” se apresenta no currículo feminista. Vejamos um exemplo. 

No último mês de maio, correu como rastilho de pólvora na imprensa brasileira a ação da policial Katia Sastre, que evitou um assalto em frente à escola de sua filha em São Paulo.[4] Vestida à paisana, por estar fora do seu horário de trabalho, com rapidez e perícia ela atirou no assaltante, que ameaçava com uma pistola as crianças e seus pais, e o imobilizou no meio da rua. Pouco depois ele veio a falecer no hospital. 

Katia Sastre, policial que evitou um assalto 
em frente à escola de sua filha em São Paulo
Muitos especialistas atribuíram principalmente ao treinamento e profissionalismo a eficácia da policial, e algumas vozes apontaram riscos e agressividade na sua atitude. De qualquer modo, é estranho não se ter conhecimento de nenhuma manifestação de apoio proveniente dos arraiais feministas,[5] mesmo diante dessa patente vitória de uma mulher contra um homem criminoso que intimidava impunemente mulheres e crianças. Por que o movimento feminista silenciou a respeito? Afinal, a policial Sastre demonstrou agilidade e “sangue frio”, tornando-se uma verdadeira heroína na defesa da sociedade. Por que não é ela um modelo para as feministas?

Uma das muitas hipóteses sobre as razões desse silêncio seria a de que as feministas são contra qualquer tipo de violência, mas tal hipótese não se coaduna com a realidade dos fatos, como veremos.

Um peso, duas medidas 

Em dezembro de 2016, o então presidente da França, François Hollande, concedeu liberdade a uma mulher que havia assassinado o próprio marido com três tiros nas costas.[6] Ela sofrera abusos dele durante décadas, havia sido condenada pelos tribunais, e cumpria pena desde 2012. No imenso alarido midiático desse fato, as ONGs feministas comemoraram a libertação.

Nesse caso, as feministas consideraram que a violência da mulher estaria justificada por ter sido praticada contra a “opressão” em um casamento abusivo. Mas a atitude da heróica policial brasileira, enfrentando a “opressão” do bandido, recebeu apenas o silêncio dessas mesmas feministas. Endossaram a ação violenta da mulher francesa, mas não a da policial brasileira. Como desvendar esse enigma? 

A resposta só pode estar em outro fator, e não na simples questão da violência. No fundo, o feminismo não visa defender as mulheres contra a “opressão da sociedade patriarcal”. Tendo sua origem na Revolução gnóstica e igualitária, na realidade ele pretende subverter o que resta da boa ordem desejada por Deus no convívio humano. 

Não interessa às feministas defender uma mulher policial que mata um bandido numa ação legítima. Tal ação se apresenta aos olhos do público como uma vitória contra a criminalidade e o caos moderno, expressões uma e outro da Revolução que visa destruir os restos da Civilização Cristã. E o feminismo é parte dessa Revolução. 

Além disso, a policial paulista agiu para defender sua filha e os filhos de outras mães, que corriam risco em frente à mencionada escola. Ora, as feministas, nas suas correntes mais extremadas, repudiam até a maternidade, daí o seu invariável apoio ao aborto. Nada mais natural, portanto, que elas tenham se calado quando uma mãe policial saiu vencedora. 

Por outro lado, quando uma esposa mata o próprio marido e é libertada antes de cumprir toda a pena estabelecida pela justiça, as feministas aplaudem e festejam, pois isso representa, em tese, uma rejeição aos ideais do casamento e da família. Estes são restos da Cristandade, ainda presentes na sociedade, que a vertente feminista detesta. 

Muçulmanos poupados pelo feminismo 

A
Feminista protesta nos EUA
s feministas são sempre contrárias a agressões sexuais contra mulheres? Seria normal elas sempre levantarem protestos indignados diante de qualquer fato desse gênero. No entanto, vejamos o que aconteceu em Colônia (Alemanha), no final de 2015.[7] Centenas de mulheres alemãs relataram assédio sexual ou agressões físicas por homens de origem árabe, na celebração de Ano Novo no centro da cidade. Em dois meses, 73 suspeitos foram identificados como imigrantes do norte da África. 


Dias depois, em resposta aos ataques, a prefeita de Colônia, Henriette Reker, tida como feminista, simplesmente instruiu as mulheres alemãs a se manterem “a um braço de distância de desconhecidos, para evitar agressões”.[8] A declaração foi muito criticada, bem como todo o movimento feminista, pois não se ouviu dele nenhuma manifestação relevante repudiando os ataques. 

Por cima do cinismo escancarado da prefeita alemã, e do silêncio das feministas, fica a marca de sua indiferença — para dizer o mínimo — quanto aos perigos que representam para a Civilização Cristã as atuais ondas de imigração na Europa. Aparentemente, para o feminismo vale mais a conivência com a multidão desenfreada de imigrantes do que a proteção das mulheres europeias.

Em resumo, o feminismo é sinônimo de subversão, de Revolução anticristã, não de verdadeira defesa das mulheres.  

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Notas 
1. Cfr. Catolicismo, novembro/2005. A Revolução Sexual destrói a família. 
2. Cfr. https://ipco.org.br/conferencia-sobre-ideologia-de-genero/#.Wz-GuNJKiUk 
3. Teologia da Libertação – Um salva-vidas de chumbo para os pobres, p. 407. 
4. Cfr. https://brasil.elpais.com/brasil/2018/05/16/politica/1526422216_815525.html 
5. Cfr. https://www.noticiasagricolas.com.br/noticias/politica-economia/214032-a-mulher-que-matou-o-bandido-por-jr-guzzo-na-veja.html#.Wz-bX9JKiUk 
6. Cfr. http://br.rfi.fr/franca/20161229-feministas-comemoram-perdao-de-hollande-mulher-que-matou-marido 
7. Cfr. https://www.theguardian.com/world/2016/jan/05/germany-crisis-cologne-new-years-eve-sex-attacks 
8. Cfr. https://www.theguardian.com/world/2016/jan/06/cologne-attacks-mayor-women-keep-men-arms-length-germany