2 de dezembro de 2018

Na Av. Paulista, manifestação contra o crime do aborto

A pedido de amigos, seguem algumas fotos que fiz da manifestação que transcorreu hoje à tarde na Avenida Paulista. Dela participou um numeroso e seleto público, como se pode notar nas imagens. 

Do alto de um carro de som, ilustres oradores dirigiram-se aos presentes encorajando-os ao bom combate em defesa da vida inocente, desde a concepção até a morte natural. 

Vários deles destacaram a importância de tal combate nestes dias em que ainda vemos no Congresso Nacional parlamentares que promovem projetos que favorecem a execução do nascituro no ventre materno. 

Outros aborteiros, por via legislativa ou judiciária, ainda pretendem descriminalizar a prática abortiva até a 12ª semana de gestação. Trata-se da ADPF 442, atualmente em curso no Supremo Tribunal Federal. Outros, ainda mais extremados, atuam para se obter que a lei permita o aborto até mesmo no 9º mês de gestação! 

Para barrar tais projetos que atendam contra as Leis de Deus, cooperadores do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira participaram da manifestação e distribuíram folhetos sobre um abaixo-assinado a favor de uma Emenda Constitucional a fim de se garantir a vida dos nascituros desde a concepção.

[Click na primeira imagem para percorrer a "galeria" de fotos, usando a setinha do teclado]






















O Príncipe Dom Bertrand de Orleans e Bragança dirige palavras animando os manifestantes ao bom combate contra o aborto






















Feminismo, o defensor das mulheres. – Será mesmo?

➤  Ítalo Nóbrega

O feminismo, enquanto corrente ideológica, tem suas raízes no Iluminismo, com a proclamação dos ideais revolucionários de liberdade, igualdade e fraternidade. Entretanto, somente após a Revolução Francesa é que o vemos sair do campo meramente teórico para abarcar também o campo político. 

Baseado em uma errônea interpretação dos significados de igualdade e liberdade, ele se empenha na luta contra os valores chamados de patriarcais, fundamentados nas diferenças entre os sexos. 

A luta contra tais valores implica, de um lado, a destruição de costumes, tradições e instituições seculares fundamentais para a sociedade, muitas delas remanescentes da Cristandade medieval. De outro lado, essa luta consiste na proclamação de pérfidos ideais cujo estandarte tem como lema “empoderamento feminino”

Entre as reivindicações do referido movimento, sempre a pretexto de advogar pelas mulheres, estão o tratamento equânime para ambos os sexos em todas as esferas da sociedade, a emancipação das mulheres em todos os campos em que predominam os chamados preconceitos patriarcais, uma maior participação da mulher em cargos de mando ou poder, direitos reprodutivos (leia-se: “direito” de assassinar um ente inocente que ainda não nasceu), entre outros. 

Entretanto, ao confrontarmos as ideias feministas com algumas de suas atitudes, encontramos uma gritante contradição: enquanto se auto proclamam defensoras das mulheres e valorizadoras do sexo feminino, vemos concomitantemente suas atitudes caminharem em sentido radicalmente contrário. 

Provemos.


Nas últimas décadas, as manifestações feministas de grande porte ora reivindicavam direitos sociais equânimes, ora pediam o fim da violência contra as mulheres ou a descriminalização do aborto. Entretanto, denominadores comuns entre todas elas — as manifestações — inclusive as mais recentes, põem em xeque a legitimidade das mesmas: a omissão de um combate direto e explícito contra a sharia, por exemplo. 

A sharia poderia ser considerada a lei anti-feminina por excelência. Além de tratar as mulheres como impuras, incapacitadas mentais, escravas sexuais de seus maridos, entre outras abominações, ainda torna meninas pré-púberes objeto de espancamentos e de pedofilia. 

Por que as feministas se omitem ante tão crítica situação da mulher nos países islâmicos? 

As contradições são se limitam apenas aos casos negativos; elas estão por toda parte, até mesmo onde se faz mister elogiar. 


Os elogios do movimento feminista se restringem àquelas figuras femininas que servem de cavalo-de-batalha para suas militantes. Algumas de suas principais expoentes servem-nos de ilustração: Mary Wollstonecraft, escritora e “educadora” inglesa, considerada “avó” do feminismo, e Simone Lucie-Ernestine-Marie Bertrand de Beauvoir [foto à direita], uma francesa filha de aristocratas,mais conhecida como Simone de Beauvoir, que além da bandeira feminista defendia a pedofilia. 

Porém, quantas mulheres honradas que fizeram história e deixaram sua marca são ignoradas pelas feministas? 


Branca de Castela [sua estátua na foto abaixo], mãe de São Luís IX de França, foi uma rainha medieval que assumiu a regência do reino enquanto seu filho ainda não podia fazê-lo. Além de ter sido uma excelente governante, é cultuada como santa. 

Isabel de Castela, esposa de Fernando de Castela — os dois passaram para a História como os Reis Católicos — tinha autoridade política maior que a do seu marido e a usou para o bem de Castela e do catolicismo ali reinante. 

Querem exemplos ignorados mais recentes? 


Santa Gianna Beretta Molla [foto ao lado] preferiu morrer a ter que abortar seu filho. Realizou um gesto heróico. 

Kátia Sastre, policial paulista, neutralizou definitivamente um bandido que ameaçava mães e crianças na porta de uma escola. 

Bem, por que limitar tanto nossa lista? Façamos menção às mães de família que com tanto esforço e em meio às ameaças do mundo moderno — como a ideologia de gênero, por exemplo — lutam para criar e bem educar seus filhos, manter seus lares e servir de apoio a seus maridos. 

Por que tamanha omissão em relação a essas grandes mulheres do passado e do presente? Existe um motivo?

Sim, ele existe. Ei-lo: uma personagem só serve ao feminismo na medida em que é possível usar ou distorcer sua personalidade ou seus atos para desfigurar a imagem da mulher. E este, aliás, é o verdadeiro objetivo do feminismo. 

Vemos que o denominador comum, implícito ou explícito, nos atos ou reivindicações do feminismo, é essa deformação da figura feminina. Desfiguração feita seja pelo aviltamento das qualidades da mulher, seja por uma falsa atribuição de características masculinas a ela. 

Se o feminismo se preocupasse de fato com as mulheres, ele defenderia a verdadeira imagem destas. Imagem que não só completa e adorna a imagem do homem, como tem um papel fundamental na vida da família e da sociedade. 


É a imagem da mãe, da companheira, da conselheira, da protetora, da educadora; é a imagem daquela que sabe combinar esplendidamente a força e a delicadeza, a bondade e a firmeza; é a imagem daquela que, em uma palavra, sabe ser mulher. 

Vemos essa verdadeira imagem nos exemplos históricos que citei. Vemo-la diariamente nas mães de família, nas senhoras da sociedade, em moças respeitáveis, em meninas que transbordam de inocência e graça. Vemo-la resplandecer ao longo da História nas santas canonizadas pela Igreja. 

Vemo-la, por fim, de modo perfeitíssimo em Nossa Senhora, que soube ser Filha e Mãe, Virgem e Esposa, e que possui em altíssimo grau todas as qualidades femininas. Para Ela devemos olhar e contemplar o ideal da mulher. Ela, sim, é um exemplo a ser seguido.

1 de dezembro de 2018

IMPORTANTE CONVITE

Amanhã, domingo 2-12-18, será realizada uma Marcha contra o aborto na Capital Paulista. O ponto de encontro é no MASP (Museu de Arte de São Paulo), localizado na Avenida Paulista, 1578 (Metrô Trianon-MASP). A Marcha será iniciada às 14 hs. 

➽ Vamos relembrar que a prática do aborto é um crime, análogo ao infanticídio, um grave pecado, que transgride a Lei de Deus NÃO MATARÁS. 

➽ Vamos relembrar que combatendo o aborto estamos colaborando para a salvação de duas vidas: a da mãe e do nascituro inocente. 

➽ Vamos relembrar que a vida existe desde a concepção e ela precisa ser protegida até à morte natural. 

➽ Vamos relembrar que se pretende descriminalizar a prática abortiva até os três meses de gestação. E que se planeja projetos a fim de descriminalizá-la em qualquer tempo, até mesmo quando o nascituro conta com nove meses! 

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira está promovendo um abaixo-assinado pedindo o fim da ADPF 442 e uma emenda constitucional que garanta a vida humana inocente desde a concepção. 

A legislação atual não é satisfatória, porque reconhece que o aborto é um crime, mas não o pune em duas situações específicas. Pior ainda seria permitir, por via legislativa ou judiciária, a ampliação de tal delito. 

Para evitar mais esse passo rumo ao aborto livre, o abaixo-assinado do Instituto (que já conta com mais de 40 mil assinaturas) exigi que o direito à vida seja efetivamente protegido, sem que se permita a ampliação do aborto no Brasil. 

Assine agora mesmo esse protesto e defenda as duas vidas: 

Click aqui:

21 de novembro de 2018

Na França, crescente oposição ao aborto

De algum tempo para cá, no entanto, esse trabalho infame dos abortistas tem encontrado fortes reações. Com número de participantes crescendo sem cessar, sobretudo entre os jovens, a Marcha pela Vida realiza-se anualmente em Paris, pedindo a abolição da lei Veil.
➤  Antony Burckhardt

A França foi um dos primeiros países europeus a legalizar o aborto. Em 1975, o governo de centro-direita de Jacques Chirac, com o apoio da esquerda, votou a legalização da interruption volontaire de grossesse (interrupção voluntária da gravidez) — um circunlóquio com o qual se nega à criança o direito de nascer. Simone Veil, ministra da saúde, apresentou esse projeto justificando-o como um mal menor em relação aos problemas causados pelos abortos clandestinos. A fim de tornar aceitável a sua proposta, ela se absteve de declarar o aborto um “direito”, preferindo caracterizá-lo como um ato dramático que deveria permanecer inesquecível. Os propugnadores dessa proposta exibiam números exageradamente aumentados, procurando dar a impressão de crise, tanto na saúde quanto no cumprimento da lei. 

Passo a passo, a liberação de um crime 

Como era de esperar, a aprovação da lei de Simone Veil [foto ao lado] marcou o início de uma cascata de desastres e de crescentes imposições legislativas. Em 1982, o governo começou a subsidiar parcialmente o aborto, associando assim a população francesa a esse crime, por meio dos impostos. Em janeiro de 1993, tornou-se crime qualquer obstrução ao aborto, sujeitando-se, quem tentar impedi-lo, a dois anos de prisão e multa de 30 mil euros (cerca de 135 mil reais). Em 1999, foi autorizada a venda nas farmácias da pílula abortiva, chamada “pílula do dia seguinte”, a qual passou a ser distribuída gratuitamente aos menores a partir de 2002. O prazo legal para abortar foi estendido de 10 para 12 semanas em 2001, e os menores adquiriram autonomia para abortar sem a autorização dos pais. Embora o aborto seja muito mais caro do que um parto normal, em 2013 ele passou a ser reembolsado integralmente pelo Estado (impostos). Em 2014 foram abolidos o prazo legal para reflexão antes de um aborto e a necessidade de declarar situação de risco de morte. Em 2017, o crime de obstrução ao aborto se estendeu também aos que tentam, através da internet, dissuadir as mulheres de abortar. 

O resultado dessa política infame são 210.000 crianças abortadas anualmente na França, média de um aborto a cada três minutos. Mas esses crimes legalizados ainda não bastam para o lobby abortista. Agora ele exige, de um lado, que seja incluído na Constituição o “direito” ao aborto, e de outro, que seja retirada a cláusula da objeção de consciência, mediante a qual os médicos podem se recusar atualmente a praticar o aborto. 

Pífia reação do episcopado – Boa reação posterior da opinião pública 

No momento da adoção dessa lei, em 1975, a reação da opinião pública, e de modo especial a do episcopado, foi infelizmente muito limitada. Simone Veil declarou nas suas memórias: “Com a Igreja, as coisas se passaram muito melhor do que eu poderia temer [...]. Conversei com o prelado encarregado desses problemas na Igreja Católica, e ele não tentou me dissuadir”. 

De algum tempo para cá, no entanto, esse trabalho infame dos abortistas tem encontrado fortes reações. Com um número de participantes crescendo sem cessar, sobretudo entre os jovens, a Marcha pela Vida realiza-se anualmente em Paris, pedindo a abolição da lei Veil. Os movimentos feministas vêm minguando, mostrando-se incapazes de recrutar novos aderentes. São cada vez mais numerosos os médicos que se recusam a fazer o aborto. Em janeiro de 2018, pela primeira vez, um hospital público cessou de praticar aborto, pois três de seus quatro ginecologistas se recusaram a se tornar assassinos. 

Os defensores do aborto já estão acusando o golpe recebido. A presidente do Planned Parenthood, Véronique Séhier, declarou sua inquietação na revista “Obs” de junho de 2017: “Os oponentes [ao aborto] ganharam no terreno midiático. Eles são jovens, eficazes, estão ativos nas redes sociais”. Nesse incontornável campo de batalha de nossos dias, o movimento pró-vida cresceu, superando seus adversários. 

Após décadas em que milhões de bebês foram legalmente assassinados, a França começa assim a ver uma luz no fim do túnel. “Os homens combatem e Deus lhes dá a vitória” — disse Santa Joana d’Arc. 

13 de novembro de 2018

Ideologia de gênero e lavagem cerebral

➤  Jurandir Dias

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (Gênesis 1: 26). A ideologia de gênero é uma revolução que visa destruir essa imagem e transformar totalmente o gênero humano. Por isso se diz com profundidade e acerto que ela é uma revolução diabólica, pois não podendo o demônio destruir o próprio Criador, quer destruir a sua imagem nos homens. 

Segundo essa ideologia, ninguém nasce homem ou mulher. É o cérebro que com o tempo determina o sexo que se vai escolher. Neste sentido, a criança quando nasce não deve ser registrada no cartório com o sexo masculino ou feminino, mas indefinido! 

Depois de serem desmascarados por inúmeros estudos científicos, os propulsores dessa farsa querem agora abstrair do problema da “identidade” sexual com os hormônios masculinos e femininos, como afirmavam antes. Segundo o Prof. Joshua D. Safer, endocrinologista do Mount Sinai Health System de Nova York, “o que nós não conhecemos são todos os fatores biológicos em jogo que explicam a identidade de gênero. Pelo que nós, da comunidade médico-biológica tradicional, sabemos em 2018, é programado, é biológico, não é inteiramente hormonal, e nós não identificamos os genes, de modo que não podemos dizer especificamente que ele é genético”.[1] 

Segundo o Dr. Safer, “ser transgênero não é uma questão de escolha. É uma percepção esmagadora de que o seu gênero não é o que consta na certidão de nascimento”

Inúmeros estudos de renomados cientistas — por exemplo, o do Dr. Paul R. McHugh [foto ao lado], ex-chefe da ala de psiquiatria do famoso Hospital Johns Hopkins, em Baltimore, Maryland — afirmam que a mudança de sexo é biologicamente impossível: “A cirurgia não transforma o homem em mulher ou vice-versa.  Pelo contrário, eles se transformam em homens feminizados e mulheres masculinizadas”. O médico disse ainda que as pessoas que promovem tal cirurgia estão colaborando e promovendo uma desordem mental. [2] 

Estima-se que 41% das pessoas que fazem a cirurgia de mudança de sexo cometem suicídio. É o que revela um importante estudo publicado por The New Atlantis, intitulado “Sexualidade e Gênero: achados das Ciências Biológica, Psicológica e Social”. Seus autores, os Drs. Lawrence Mayer e Paul McHugh, são dois dos principais estudiosos sobre saúde mental e sexualidade de nossos dias.[3] 

Os atuais defensores da ideologia de gênero, entretanto, querem provar o contrário. Eles negam que o motivo dos suicídios seja consequência da terapia aplicada na mudança de sexo, mas antes “a aflição em razão desta discrepância pode tornar-se particularmente intensa na época da puberdade, e o risco de suicídios aumenta consideravelmente entre os jovens que se encontram nesta situação” segundo a jornalista Denise Grady ("The New York Times", reproduzido pelo jornal "O Estado de S. Paulo").

Após o fracasso dessas cirurgias, como o caso dos gêmeos Reimer, agora eles reconhecem que estavam “equivocados”. Afirma a jornalista: “Estavam equivocados. À medida que cresceram e se tornavam adultas, muitas tinham a clara sensação de serem homens. De acordo com um estudo realizado com 16 delas, mais da metade acabou se identificando como homem.” [4] 

O próprio Dr. Safer reconhece que se tratava de uma “limpeza”, ou seja, de lavagem cerebral: “Considerando o fato de que é possível fazer uma limpeza cerebral em algumas pessoas no que se refere a qualquer coisa, falhar com tantas é catastrófico”. Com efeito, como a ideologia de gênero não tem base científica, ela quer se impor através de um processo parecido com o que se diz de "lavagem cerebral". Conta para isso com o apoio de certos governos, e do ativismo judiciário nos países onde não consegue aprovar leis como o Estatuto da Diversidade Sexual[5] proposto pela senadora Marta Suplicy, do fracassado PT. 

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Referências: 
[1] https://internacional.estadao.com.br/noticias/nytiw,pesquisadores-afirmam-que-identidade-de-genero-vem-do-cerebro-nao-do-corpo,70002566247 
[2] https://ipco.org.br/mudanca-de-sexo-e-desordem-mental-diz-psiquiatra/  
[4] https://ipco.org.br/a-ideologia-que-nasceu-morta/#.W9spk5NKjIU 
[5] https://ipco.org.br/descricao-pls1342018/#.W9sxTpNKjIU