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12 de junho de 2018

A radical intolerância dos “tolerantes”

Momento de uma das várias agressões físicas. A polícia, presente o tempo todo, teve temor de intervir
Julio Loredo 

Fui convidado pela Fundação Civitas Christiana (TFP holandesa) para fazer algumas conferências em Nijmegen, uma das mais tradicionais cidades da Holanda. O programa previa um dia dedicado a um pequeno grupo de rapazes, sobre o tema A santidade da civilização cristã; e meio dia de palestras para cerca de 60 simpatizantes, ávidos por informações sobre Plinio Corrêa de Oliveira, o cruzado do século XX. O interesse pelo pensamento e a ação desse eminente líder católico contra-revolucionário brasileiro vem crescendo cada vez mais no país. 

Chamam a atenção as imagens de “Che” Guevara
portadas pelos agitadores LGBT. Afinidades ideológicas
com o comunismo, cada vez mais claras
No sábado à tarde, como parte do programa juvenil, fomos ao centro de Nijmegen para protestar contra um cartaz imoral divulgado na cidade, o qual mostra dois homossexuais se beijando. Hugo Bos, diretor da TFP dos Países Baixos, definiu corretamente o cartaz como “altamente impróprio para a moral pública, especialmente para as crianças”. A manifestação consistia na distribuição, de forma pacífica e legal, de um folheto exortando as pessoas a assinar uma petição on-line de protesto contra esse cartaz. 

Poucos minutos após o início da campanha, apresentou-se um magote com cerca de 100 militantes LGBT, claramente preparados para um ato de guerrilha urbana. Alguns tinham o rosto coberto por lenços, outros usavam capacetes que lhes cobriam toda a cabeça. Revoltados, atacaram-nos fisicamente, de forma bastante violenta; atingiram nossos olhos com balões contendo pó de pimenta e purpurina; arrebataram com força os folhetos das nossas mãos, para em seguida rasgá-los; e tentaram apossar-se dos nossos banners, sem o conseguir. 

Começamos a rezar o Santo Rosário, mas os hooligans LGBT ignoraram o caráter estritamente religioso deste ato, e passaram a arrancar os terços de nossas mãos, arrebentá-los e zombar de nós. O ódio à Fé era óbvio. Mas nossa calma, coadjuvada por indiscutível superioridade moral, impediu que a situação se degradasse. A Polícia, muito favorável ao nosso trabalho, só nos protegeu em parte, pois temia ser erroneamente censurada como favorecedora de “atos homofóbicos”. 

Não foi esta a primeira vez que estive na rua, lidando com agitadores LGBT. Mas neste caso tão característico de intolerância, algumas conclusões eram evidentes. 

Um dos hooligans LGBT
1. A Holanda é considerada um país liberal e tolerante. Mas a tolerância parece ter mão e não ter contra-mão. Basta mencionar que quatro gráficas se recusaram a imprimir os nossos folhetos, por temerem represálias do movimento homossexual. Conseguimos que uma pequena tipografia aceitasse o encargo, mas só depois de nos comprometermos a manter sigilo. Como pode ser considerado liberal um país onde a liberdade de imprensa é coibida? Até onde nos consta, o controle da imprensa é um elemento típico das ditaduras. Outro elemento é o clima de terror ideológico imposto pelo lobby LGBT. Liberdade em teoria, mas intolerância na prática. 

2. A Polícia afirmou que só podia nos proteger até certo ponto, pois deveria ter muito cuidado para não ser acusada de “crime de homofobia”, o qual poderia implicar em expulsão e processo penal. É um direito do cidadão ser protegido pelas forças da ordem, mas outro elemento típico das ditaduras é esse controle da Polícia. 

3. Além de ordeiro e pacífico, nosso protesto estava firmemente motivado, tanto do ponto de vista intelectual quanto moral. Apresentávamos de forma serena um ponto de vista: o da moral católica e do direito natural. Porém a intolerância da ditadura LGBT é radical, total, absoluta. Ninguém tem o direito de manifestar um ponto de vista contrário ao dela. Quem o faz, literalmente põe em risco a própria pele. Eis um terceiro elemento da ditadura: o controle do pensamento por meio da força bruta. 

4. A fúria dos elementos LGBT atingiu seu paroxismo quando começamos a rezar o Santo Rosário. Não só arrancaram o terço das nossas mãos, mas também praticaram atos lascivos em nossa presença, chegando mesmo a colocar as mãos sobre nós. Não reagimos com desforço físico, pois seríamos imediatamente acusados de praticar “violência de gênero”. Mais um elemento da ditadura: virtual proibição de praticar a própria religião, inclusive no domínio moral. 

Estamos caminhando com celeridade para aquela “ditadura do relativismo” denunciada pelo Papa Bento XVI. Na Holanda, já conseguiram criar um clima de terror ideológico. Fatos como esses, frequentes também em outros países, devem abrir os olhos das pessoas sobre o perigo de uma ditadura LGBT em franca expansão. 

Nestas páginas, algumas fotos da campanha em Nijmegen não dão bem a ideia do ódio e da violência dos hooligans LGBT. A imprensa holandesa evitou difundir as cenas mais violentas, mas filmamos tudo e nos reservamos o direito de publicar o vídeo integral, caso julguemos necessário.

17 de março de 2018

HOLANDA — integrantes do movimento LGBT agridem jovens católicos


Santiago Laia 


No país conhecido por ser o primeiro da União Europeia a legalizar o “casamento” homossexual, a empresa Suitsupply tem divulgado, durante anos, cartazes públicos com conteúdo explicitamente homossexual, ignorando totalmente a onda de protestos daqueles que consideram esses cartazes uma agressão à inocência das crianças e um atentado à instituição da família.

Criada em 2014 para defender a civilização cristã na Holanda, a Associação Civitas Christiana [fotos] realizou, no ultimo sábado, 11 de março, um protesto na cidade de Nijmegen (Holanda) contra os cartazes da Suitsupply.

Portando seus terços, voluntários da associação exibiam cartazes com as frases: “PARE Suitsupply” e “Casamento estabelecido por Deus = 1 Homem e 1 Mulher”.

Integrantes do movimento homossexual, insastifeitos com o protesto, reagiram com intimidação, insultos e agressões.

Veja [abaixo] o vídeo da agressão sofrida pelos jovens da Civitas Christiana.

Ajude-nos a divulga-lo ao máximo, para que seja conhecida a verdadeira face desses que, em nome da tolerância e do “casamento” homossexual, perseguem violentamente os que defendem a doutrina católica a respeito da família.

31 de agosto de 2016

EXPOFLORA — flores, doces, músicas, danças infantis, culinária e trajes típicos da Holanda



Paulo Roberto Campos
As palavras que compõem o título poderiam ser resumidas numa só: HOLAMBRA. 

Conhecida como “capital das flores”, essa pequena cidade do interior de São Paulo conta com apenas 12 mil habitantes, mas é a maior produtora de flores do Brasil. Anualmente, num imenso parque próximo a ela, tem lugar a EXPOFLORA — o maior evento de flores e plantas ornamentais da América Latina. 

Holambra (junção de Holanda + Brasil) tem sua origem numa antiga colônia de holandeses católicos. Estes — devido às grandes dificuldades causadas pela Segunda Guerra Mundial e o temor de que seu país fosse invadido e dominado pelo regime comunista — escolheram imigrar para o Brasil, aonde chegaram em 1948. 

Apesar da grande diferença linguística, deram um “jeitinho” para se comunicarem no Brasil. Os filhos estudavam o português e serviam de intérpretes para os pais. Um exemplo do “jeitinho”: o Sr. Johannes Wilhelmus Hyacinthus Eltink teve seu nome abrasileirado para “Seu João” — simplesmente —, como é conhecido o atual diretor do Museu local. Neste, podemos apreciar muito da cultura e aspectos da arquitetura tradicional dos Países Baixos.


A fim de me espairecer um pouco da cinzenta capital paulista — uma megalópole tão rica e tão pobre de cores e perfumes —, fui visitar a EXPOFLORA e voltei encantado.(*) Em meio ao maravilhoso das cores deslumbrantes, sente-se, un peu partout, os mais variados aromas dos mais diversos tipos de flores. Por exemplo, a violeta, muito conhecida em nosso País, conta com 18 espécies e seis mil variedades. A respeito, uma curiosidade: esta foto acima é da “Violeta Saintpaulia”. Recebeu este nome em homenagem ao barão Walter von Saint Paul-Illaire, que em 1892 a descobriu na Tanzânia e enviou sementes para seu pai, um botânico amador na Alemanha.


Para seu deleite, como uma abelha ou um colibri, o visitante da EXPOFLORA pode percorrer a feira à vontade de flor-em-flor, onde encontrará flores para todos os gostos e olfatos, desde soberbas orquídeas até minúsculas florezinhas superdelicadas e numerosas plantas ornamentais. No “Jardim das Rosas” ele poderá apreciar 15 variedades da flor da roseira. Há também exposição de buquês e arranjos florais maravilhosos, assim como de ambientes internos com sugestivas decorações florais. No conjunto, o colorido é feérico. Tudo fornecido por mais de 400 produtores da própria cidade de Holambra.

Atenção! Na EXPOFLORA “chove” às sextas-feiras, sábados e domingos... Sim, uma “chuva de pétalas” coloridas cai sobre os visitantes. Aproximadamente 150 quilos de pétalas (o equivalente a 800 dúzias ou 18 mil botões despetalados um a um) são lançados por um equipamento numa uma grande área livre do parque (fotos abaixo).

Na “cidade das flores” o perfume delas se harmoniza com o bom aroma da gastronomia típica da Holanda, proveniente de restaurantes, lanchonetes e confeitarias. Doces e pratos muito conhecidos naquele país podem ser degustados na exposição, deixando o visitante apenas com o
embarras du choix (o embaraço da escolha). Como em tudo a primazia é das flores, há até bolachinhas em forma de pétalas de rosas (deliciosas!) e doces que parecem botões de rosas. Um deles, batizado de Bloem Berry Roos (na tradução do holandês, “uma flor de rosa feita com frutas vermelhas” — num trocadilho proposital com o blueberry), do chef Pablo Schoenmaker, faz o maior sucesso e tem o formato de um botão aberto.[foto ao lado] No final desta reportagem, veja as fotos para “saborear” (com os olhos) alguns dos doces holandeses típicos e fique com água na boca... 


Lá encontramos também muitas lojinhas de souvenir da Holanda, por exemplo, os tradicionais tamancos de madeira, bem como um shopping de floriculturas vendendo flores, mudas, sementes, vasos etc. À disposição dos apreciadores, mais de 3.500 variedades de mais de 300 espécies de flores e plantas ornamentais.

Chamou-me muito a atenção o quanto o público fica maravilhado com as danças tradicionais da Holanda — quão diferentes de certos pula-pula sem arte e sem graça das danças ditas modernas, num balanço que “não é flor que se cheire”... Grupos infantis de danças típicas fazem apresentações de coreografias populares de algumas regiões holandesas (fotos no final), graças às pesquisas do professor Piet Schoemaker. 

Há diversos outros aspectos interessantes na exposição, mas encerro com uma consideração de São João Crisóstomo sobre as belezas que contemplamos na natureza: “A criação, admirável e harmoniosa, Deus não a fez senão para o homem, e se a fez tão maravilhosa, tão grande, diversificada, rica, útil, benéfica, para alimentar o corpo e conduzir a alma a Deus, é por causa do homem”.

_______ 

(*) Numa área de 250 mil metros quadrados, 750 metros quadrados só para exposição de flores, a EXPOFLORA, iniciada no último dia 25, estará aberta até 25 de setembro, das 9 às 19 horas, de sexta-feira a domingo. Ingressos a R$ 42,00.


[Click na primeira imagem 
para percorrer a "galeria de fotos" 
que fiz no dia da abertura da EXPOFLORA, 25-6-2016]
Na EXPOFLORA, um oratório à Santíssima Virgem, a rosa das rosas, a flor mais bela e preciosa da Criação.