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27 de janeiro de 2026

Vibrante Marcha pela Vida em Paris Luta contra o Aborto e a Eutanásia


No domingo, 18 de janeiro de 2026, uma multidão entusiasmada e energizada de aproximadamente 10.000 pessoas compareceu à tradicional Marcha Francesa para a vida, em Paris. O evento, realizado na Place Vauban, diretamente em frente ao Hôtel des Invalides, foi um forte sinal para a França e o mundo de que, apesar das derrotas recentes, o movimento pró-vida pela primeira filha da Igreja não está apenas vivo, mas crescendo.

A marcha deste ano foi notável pelo grande número de jovens e pela presença católica muito visível. Grupos de estudantes do ensino médio e universitários vieram de toda a França cantando canções católicas, rezando o terço e entoando slogans pró-vida. O presidente da Marca para a Vida, Guilhaume de Théuilloy, lembrou aos participantes que "manifestações não são a única forma de lutar... A oração é verdadeiramente fundamental, assim como a vigília pela vida que ocorre na noite anterior [à marcha] na Igreja de Saint-Roch. A cultura da morte é o desencadeamento da obra do diabo, que luta ferozmente contra a humanidade." Monsenhor Dominique Rey, bispo emérito de Fréjus-Toulon e o único bispo presente, afirmou em seu discurso: "O respeito pela vida hoje é um chamado do Céu. Está no cerne da missão da Igreja."

Vibrante Marcha pela Vida em Paris Luta contra o Aborto e a Eutanásia

Diversas organizações pró-vida francesas participaram da marcha, incluindo Droit de NaîtreSOS Tout-PetitsLes Éveilleurs e Renaissance Catholique. Pró-vida vieram de outros países europeus, assim como dos Estados Unidos. Tanto no conteúdo quanto no tom, a Marcha para a Vida se inspira muito na Marcha Americana pela Vida anual realizada em todos os meses de janeiro em Washington, D.C. Filiais francesas de organizações pró-vida nos EUA, como 40 Dias pela Vida e Rachel's Vinyard, estavam presentes. Assim como na marcha dos EUA, os pró-vida franceses expressam uma militância e confiança apesar dos retrocessos e batalhas perdidas. Em Paris deste ano, a Marca para a Vida prestou homenagem ao líder conservador americano Charlie Kirk, um ferrenho defensor dos não nascidos, que foi tragicamente assassinado em 10 de setembro de 2025.

A defesa dos não nascidos, idosos e doentes terminais na França não poderia ser mais urgente. Quando a Suprema Corte dos Estados Unidos em 2022 anulou a infame decisão Roe vs. Wade -- permitindo assim que estados isoladamente proibissem o aborto – os progressistas europeus ficaram chocados. O primeiro-ministro britânico Boris Johnson chamou isso de "um grande retrocesso", enquanto a primeira-ministra francesa Elisabeth Borne o chamou de "um dia sombrio para os direitos das mulheres." O presidente Emmanuel Macron prometeu tornar a França o primeiro país a consagrar a "liberdade garantida de acesso ao aborto" na constituição do país, e conseguiu isso em 4 de março de 2024 com maiorias esmagadoras tanto na Assembleia Nacional quanto no Senado francês.

O tema principal da marcha pela vida deste ano foi a luta contra o suicídio assistido.

Vibrante Marcha pela Vida em Paris Luta contra o Aborto e a Eutanásia

Cumprindo uma de suas promessas de campanha de 2017, em 27 de março de 2025, por 305 votos a 199, o governo do presidente Emmanuel Macron aprovou uma lei de eutanásia na Assembleia Nacional. Ainda está aguardando uma votação no Senado, mas se aprovada, a lei seria uma das mais permissivas do mundo sobre eutanásia, colocando a França na mesma categoria que Bélgica e Canadá.

Marie-Lys Pellissier, porta-voz da Marche pour la vie, disse ao Le Figaro: "Não queremos uma sociedade que mate, mas uma que proteja e apoie os mais vulneráveis em todas as fases de suas vidas, independentemente do seu nível de dependência e do custo de sua existência."

Embora o tema do suicídio assistido seja o mais urgente politicamente, a luta pelo aborto ainda não acabou. Por um lado, a taxa de abortos está subindo. Em 2023, 243.300 abortos foram realizados na França, o maior número desde 1990 e um dos maiores já registrados. Ao mesmo tempo, a taxa de natalidade está despencando. Em 2025, a taxa de natalidade na França caiu para 1,56 filhos por mulher, o nível mais baixo desde o fim da Primeira Guerra Mundial. Nesse mesmo ano, o menor número de nascimentos desde 1942 também registrou a primeira vez desde o fim da Segunda Guerra Mundial que o número de mortes (651.000) superou o número de nascimentos (645.000). A população da França, de 69,1 milhões, cresceu ligeiramente apenas devido à imigração. Até 2030, pessoas com 65 anos ou mais serão mais numerosas do que aquelas com menos de 20 anos.

Em janeiro de 2024, no mesmo ano em que aprovou a proteção constitucional do aborto, o presidente Macron reconheceu a crise demográfica na França e fez um discurso em que pediu um "rearmamento demográfico." Ele anunciou a criação de novos programas de assistência governamental para ajudar a aumentar a taxa de natalidade. Essas medidas hipócritas não farão nada para conter a maré do inevitável colapso demográfico graças a 51 anos de aborto legal.

Vibrante Marcha pela Vida em Paris Luta contra o Aborto e a Eutanásia

Progressistas europeus, de fato, estão profundamente preocupados com o fato de um movimento pró-vida crescente na Europa ameaçar o futuro do aborto legal. Em 2025, a Anistia Internacional publicou um estudo chamado Quando os direitos não são reais para todos: a luta pelo acesso ao aborto na Europa. O relatório, embora otimista quanto ao futuro, ainda assim revela um profundo receio de que o futuro dos direitos ao aborto esteja longe de ser certo. O relatório ataca a existência de "um movimento global anti-gênero bem financiado" que está forçando progressistas a defender "conquistas arduamente conquistadas contra a retrocesso prejudicial e retrógrado no acesso existente ao aborto."

Se os progressistas que promovem a cultura da morte estão preocupados, é porque são muito mais fracos do que parecem. Os movimentos de aborto e suicídio assistido dependem do falso "consenso" de apoio universal à sua causa. Como o exemplo americano demonstra, se até mesmo alguns europeus se levantarem e reagirem, podem quebrar esse consenso e forçar a cultura da morte do passo para trás, que não passa de um gigante com pés de argila.

24 de janeiro de 2025

Ore, marche e aja contra o aborto: pró-vidas mobilizados em Paris

 


  Kobus Suttorp 

A Marcha pela Vida anual aconteceu em Paris, um dos maiores eventos pró-vida da Europa Ocidental. A TFP Ação Estudantil Europa esteve na Marcha junto com voluntários.

Cerca de 15.000 pessoas se reuniram na Place du Trocadéro, no último dia 19, com a icônica Torre Eiffel ao fundo, para fazer suas vozes serem ouvidas pela proteção dos nascituros. Em termos de participantes, esta é a maior Marche pour la vie da Europa. 

Cinquenta anos de aborto não penalizado 

A manifestação deste ano foi ainda mais marcada pelo 50º aniversário da introdução da chamada "lei Veil", que legalizou o aborto na França. Desde então, o país afundou ainda mais, ao incluir o aborto na Constituição. 

A multidão consistia em pessoas de todas as idades, mas a presença conspícua de milhares de jovens deu ao evento um tom de esperança. Isso oferece esperança para a nação francesa, que possui o venerável título de Filha Mais Velha da Igreja. 

Minuto de Silêncio: 10 milhões de mortes por aborto 

Na manifestação parisiense contra o aborto,
cartazes com espirituoso dito
do ex-presidente Ronald Reagan:
"Todos aqueles que são a favor do aborto
estão vivos".


O dia começou com discursos de proeminentes oradores e clérigos contrário ao aborto, que pediram à multidão que permanecesse firme em seu compromisso de proteger o feto. Um minuto de silêncio foi feito em memória dos chocantes 10 milhões de abortos realizados na França desde 1975. 

Este momento de reflexão causou emoções intensas entre os participantes, em sua maioria católicos, que expressaram sua convicção de que a vida, desde a concepção, é sagrada. 

Um dos palestrantes enfatizou: "O aborto é a maior causa de mortalidade na França entre a espécie humana". Essa declaração, apoiada por números concretos, trouxe a gravidade da situação para uma perspectiva nítida. 

Um grande ponto de virada na política francesa de aborto ocorreu em 2016 com a reforma da Loi Santé. Esta lei encerrou o período obrigatório de reflexão de sete dias para as mulheres que consideram o aborto. 


Além disso, a pílula abortiva foi amplamente disponibilizada na França. 

Essas medidas pró-aborto também foram tomadas em outros membros da União Europeia, como a Holanda. O sofisticado e generosamente subsidiado lobby do aborto opera internacionalmente. Portanto, nós, contrários à prática do aborto, devemos defender o nascituro internacionalmente. Isso tornou nossa presença em Paris de grande importância. 

Lei Divina e Natural 

Mas "as leis que permitem e promovem o aborto e a eutanásia carecem completamente de validade legal real", um dos oradores citou o Papa João Paulo II em sua encíclica Evangelium Vitae. É imperativo que nós, pró-vida, realinhemos a lei vigente com o direito à vida, que permanece inalterada, a lei divina e natural. 

A presença maciça de jovens na marcha ofereceu uma fonte de esperança para o futuro do movimento pró-vida. Muitos participantes expressaram que se sentem chamados a defender o nascituro em uma sociedade que parece abraçar cada vez mais o individualismo e a complacência. 


Tradição, Família, Propriedade 

Uma delegação especial do movimento leigo Tradição, Família, Propriedade (TFP) de vários países europeus também participou da marcha. 

Eles enfatizaram a necessidade de renovação moral na França com faixas e orações. "Com o aborto, a Europa desaparecerá", alertaram em uma campanha recente. Sua presença sublinhou a natureza internacional da luta pró-vida e a convicção compartilhada de que toda vida humana é preciosa. 

Com milhares de participantes dedicados, uma mensagem forte e uma visão clara de uma sociedade que protege todas as vidas, a Marcha pela Vida mostrou que o movimento pró-vida está vivo e bem na França. Os participantes mostraram um espírito de luta para colocar suas crenças em prática. Com o rosário na mão, eles caminharam pelas ruas de Paris, um verdadeiro reduto da Revolução. É por isso que também pedimos a você: ore e aja para acabar com o pecado do aborto!



21 de fevereiro de 2024

Morto prematuramente o maior opositor de Putin



  Paulo Roberto Campos 

Na Rússia putinista aconteceu o que todos os analistas políticos sérios receavam: a morte de Alexeï Anatolievitch Navalny [foto]. Certamente, não por causas naturais, mas foi morto. Tinha apenas 47 anos. Era o maior opositor do ditador comunista Vladimir Putin.

Ocorrido no último dia 16, o fato indignou boa parte do mundo, mas não surpreende aqueles que acompanham os acontecimentos na Rússia atual. Não é o primeiro caso e nem será o último morto em circunstâncias misteriosas e suspeitas. 

Navalny provavelmente seria eleito no lugar de Putin [foto] caso na Rússia houvesse eleições livres. Como se sabe, lá elas são inteiramente manipuladas pelo Kremlin, que segue com o mesmo histórico das “eleições” durante a triste era soviética. Na época da URSS, os candidatos do Partido Comunista sempre “venciam” as eleições aproximadamente com 90% dos votos... Quem dirá “me engana que eu gosto”? 

O mesmo ocorria com líderes comunistas de outros países, como em Cuba, onde Fidel Castro sempre foi reeleito com quase 100% dos votos. Por mais de 50 anos, ele foi praticamente candidato único... 


Os mesmos métodos tipo KGB 

Assim, sem Navalny como concorrente, nas eleições presidenciais do próximo dia 15 de março, o autocrata Putin, será novamente “reeleito” com os votos — dirá o Kremlin — da “imensa maioria”. Ele se perpetua no Poder com seu 5º mandato, ficando no comando, pelo menos, até 2030! 

Qualquer um que tenha apoio popular na Rússia, com real possibilidade de ser eleito e ousar candidatar-se será tirado do caminho, como ocorreu com Navalny, um mês antes do pleito. Já em 2018, quando se candidatou, fora impedido de concorrer, acusado de organizar manifestações contra o governo e de tentar depor Putin... 

Navalny, além de já ter sido preso algumas vezes por participar de protestos contra o déspota russo, sofrera alguns atentados. Em 2017, enquanto caminhava numa rua, foi atacado por agentes do serviço secreto com um spray que quase o deixou cego. Em 2020, num voo de Tomsk (Sibéria) a Moscou passou mal e teve de ser internado. Havia sido envenenado.

Temendo a morte, conseguiram levá-lo para a Alemanha, onde médicos especialistas do hospital militar de Berlim descobriram o tipo de veneno que usava a KGB, o letal tóxico Novichok. [foto]. Assim, puderam salvá-lo. Laboratórios alemães, franceses e suecos confirmaram o envenenamento por esse neurotóxico colocado na roupa de Navalny. 

É fabricado apenas por laboratórios muito avançados (na Rússia há alguns que forneciam para a KGB), afeta o sistema nervoso e leva a vítima à morte. Outras vítimas de Putin sofreram o mesmo tipo de envenenamento, mas não tiveram a mesma sorte, tiveram mortes atrozes. 


Eliminação dos concorrentes 

Navalny com a esposa Yulia Navalnaya

Depois de ter recuperado a saúde na Alemanha, em 2021 Navalny retornou à Rússia, mas logo ao desembarcar no aeroporto de Moscou foi preso, acusado de não ter respeitado a “liberdade condicional”. É o vale tudo para se eliminar os opositores do novo Tsar russo. Seu recado é claro: se algum outro concorrente surgir para sucedê-lo, terá a mesma sorte... 

Mesmo trancado no presídio, o prestígio de Navalny crescia. Era corajoso, carismático e popular, sobretudo entre os jovens, contava com milhões de seguidores nas redes sociais. Por meio de auxiliares, ele criticava a invasão russa na Ucrânia — o que na Rússia é considerado crime... 

Em 2022, numa das audiências no Tribunal, acusou Putin de iniciar uma “guerra estúpida, sem nenhum propósito ou significado”. Também criticava a enorme corrupção e a podridão do governo russo, por ele caracterizado como sendo composto por “vigaristas e ladrões”. 

Mais recentemente, ele anunciou uma campanha contra a reeleição de Putin nas eleições do próximo mês, mostrando que será uma eleição-farsa. O todo poderoso Putin, sentido seu trono ameaçado, mandou seu rival para bem longe a fim de ficar praticamente incomunicável. 

No final de dezembro passado, desapareceu da prisão de Vladimir (a 250 km de Moscou), e reapareceu dias depois numa prisão na Sibéria (a 2000 km da capital) para cumprir pena de 30 anos! 


Condenado sem ter praticado crime 

A mãe de Navalny, Liudmila Navalnaya [foto], o havia visitado naquele cárcere no dia 12 último e declarou que o filho estava bem de saúde e bem animado, apesar de estar em “Lobo Polar”, uma das prisões mais temidas do mundo, localizada na Sibéria, onde as temperaturas chegam a 42 graus abaixo de zero! Neste mês de fevereiro, o clima está ‘ameno’, mais ou menos 30 graus negativos... 

Conhecida também como IK-3, é uma prisão de segurança máxima na região de Yamalo-Nenets, no Ártico [foto abaixo]. Construída nos anos 60 num antigo campo de concentração da União Soviética, para onde eram mandados os dissidentes do regime comunista. Conta com 1000 detentos, os criminosos mais perigosos da Rússia, como assassinos em série, estupradores e pedófilos contumazes. 

Mas no caso de Navalny foi condenado sem ter praticado nenhum crime, mas suspeito de ter ajudado organizações para depor o ditador russo. Muitos achavam que ele ficaria naquela “colônia penal” pelo resto de sua vida, ou pelo resto da vida de Putin. 

Em isolamento total, lá os presos são proibidos de manter qualquer comunicação sob severas penas. Na primavera os presos sofrem pavorosamente com enxames de mosquitos; no inverno são forçados a ficar imóveis na neve, se um deles se move, todos recebem jatos de água gelada. 

As celas não têm janelas, em algumas o condenado só consegue ficar agachado. Não podem fazer caminhadas, a não ser dentro de uma pequena jaula uma vez por dia durante 90 minutos. Mesmo nestas condições, Navalny estava bem. Na véspera da morte, numa audiência, ele se apresentou saudável, sorrindo e bem humorado brincando com o juiz. 


Mortes não esclarecidas 

Navalny é o 9º opositor de Putin que morre de modo misterioso. Alguns morreram “caindo” das janelas ou sacadas de seus apartamentos... Ou foram defenestrados pelos agentes dos serviços secretos? 

Dezenas de jornalistas e políticos que fizeram oposição a Putin só tiveram uma alternativa para escapar da prisão e possivelmente da morte: fugiram da Rússia. Dos que ficaram alguns foram atropelados ou baleados “acidentalmente”, morreram em seus carros explodidos, envenenados com chá com polônio radioativo, outro teve o avião “implodido” [foto].

É o caso mais famoso do ano passado. O chefe do ‘Grupo Wagner’, Yevgeny Prigozhin, depois de décadas de serviços especiais prestados a Putin, foi acusado de traição e tramar um golpe de Estado. 

Assim são as coisas na Rússia putinista, e Navalny entra para mais um na lista de opositores de Putin que morreram misteriosamente. Lista extensa e negra de assassinatos encomendados pelo Kremlin, que nunca serão esclarecidos. Menos mal que várias autoridades do mundo ocidental responsabilizaram diretamente Putin pela morte de Navalny.

Realmente seria preciso muita ingenuidade para não se colocar a culpa em Putin. Já o presidente brasileiro [na foto com Putin], ao ser indagado, disse que esperará o resultado dos exames antes de se pronunciar. Mas aí não é por ingenuidade, mas para tentar salvar o ditador russo, assim como age em relação aos ditadores, como o de Cuba, Venezuela e Nicarágua.
Forças policiais reprimindo manifestação pró Navalny

Um dia virá, a Rússia será verdadeiramente anticomunista 

No dia seguinte à morte de Navalny, familiares pediram seu corpo para o sepultamento, mas não obtiveram até esta data (21 de fevereiro). A própria mãe retornou à prisão no Ártico para ver o corpo do filho, mas não conseguiu, deram-lhe apenas um documento afirmando que Navalny morreu no dia 16 de fevereiro às 2:17 da tarde. 

No documento não há explicação da causa mortis... Tudo leva a crer que o Kremlin está ganhando tempo para encobrir as provas do assassinato. 

A viúva de Navalny, Yulia Navalnaya [foto com o esposo e filhos], que sequer pôde ver o corpo do marido no necrotério, acusou diretamente Putin de ter mandado envenenar o marido. Ela disse que o governo russo espera os vestígios do veneno ministrado desaparecerem do corpo para só depois entregá-lo à família. 

Em várias cidades russas as ruas foram tomadas por manifestações acusando Putin de ser o culpado por ter calado a principal voz da oposição. Mas elas foram duramente reprimidas pela polícia, que efetuou, até o momento, quase 500 prisões de manifestantes.

Mesmo com proibição policial, centenas de simpatizantes depositaram arranjos florais na “Pedra Solovetsky” — monumento às vítimas da repressão política, que fica em frente ao Kremlin, onde outro líder oposicionista foi morto em 2015. 

Flores vermelhas colocadas na neve bem simbolizam o sangue que se verterá em defesa de uma Rússia verdadeiramente anticomunista. Um dia virá!

9 de fevereiro de 2024

Não se deixem enganar pela “indústria bilionária do aborto”



✅  Paulo Roberto Campos 

Na última Walk for Life — [foto acima e no final] marcha contra o aborto, realizada em São Francisco (EUA) no dia 20 de janeiro —, Chrystal Neria, mais conhecida pelo nome artístico de Kaya Jones [fotos abaixo], ex-cantora, vocalista da banda musical The Pussycat Dolls, fez um comovente depoimento público sobre os abortos que fora obrigada a praticar. 

Profundamente arrependida, ela disse que, quando tinha apenas 16 anos, fez seu primeiro aborto e não contou aos pais, pois não precisava do consentimento deles. “Neste mundo estranho não há necessidade de tal consentimento para se matar um bebê”.

Perante a multidão reunida na manifestação antiaborto, ela prosseguiu: “Isso me prejudicou tanto que senti como se alguém tivesse arrancado uma parte de meu corpo [...]. Lembro-me de acordar e sentir como se eu tivesse perdido minha costela ou meu rim para sempre [...]. Gostaria de chorar junto à sepultura do meu bebê, mas ela não existe”

Três anos depois ela engravidou novamente, e, num período em que sua carreira de cantora decolava, disseram-lhe que deveria livrar-se do bebê se desejasse fazer carreira e ficar famosa. O mesmo aconteceu quando com 30 anos ela gestava o seu terceiro filho.

Por sua vez, Kaya Jones, atualmente com 40 anos, afirmou: “Venho de uma indústria que promove o aborto [...] Se você deseja ter um filho e quer ser uma artista e ter sucesso, eles forçam você a abortar. [...]Tenho um Grammy [2019], mas nada disso trará meus filhos de volta”, afirmou muito arrependida e carregando sua dor, pois “Eu sei que as pessoas desejam amenizar isso, mas sou mãe de crianças que foram mortas”. 

Enquanto foi uma Pussycat Dolls, com milhões de álbuns vendidos, a cantora afastou-se de Deus, mas depois que saiu da célebre e imoralíssima banda, retornou a Ele, começou a propagar sua fé e a declarar que nem a fama que teve apaga a dor por ter-se submetido a abortos. “Não importa quanto dinheiro você tenha, não importa quanta fama você possa ter, não importa quantos discos você possa vender. Nada disso trará meus filhos de volta”. 

A ex-estrela deseja agora usar sua voz a favor dos inocentes que não têm voz: os nascituros nos ventres maternos. E falar para as mães que abortaram que Deus pode perdoá-las se estiverem arrependidas. 

“Tive que passar por depressão grave, ansiedade e coisas que não quero falar. Há traumas mentais que surgem por causa dos abortamentos”. Muitas pesquisas revelam isso claramente, que a maioria das mulheres que fizeram aborto teria preferido dar à luz se tivessem recebido mais apoio de familiares e conhecidos, e que muitas delas foram forçadas a abortar seus bebês, mas nunca se esquecem deles. 


Rezemos para que a coragem dessa cantora ajude outras mães e salve a vida de muitos bebês condenados à morte em tantos e tantos países que, entretanto, têm leis que não permitem a pena de morte. Que as mães não se deixem enganar pela “indústria bilionária do aborto”, não se deixem explorar por inescrupulosos e pela escravização da “Revolução sexual”, que força a mulher a praticar o aborto.

3 de fevereiro de 2024

Fotos: Nikolas Scheureu


Por que o Movimento Pró-Vida não pode e não irá se render 

 ✅ Kevin Romain 

Americanos contrários ao aborto reuniram-se em Washington no dia 19 de janeiro para a Marcha pela Vida, marcando os 51 anos desde que a infame decisão Roe vs. Wade legalizou o aborto provocado nos Estados Unidos. 

Membros da Sociedade Americana para a Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP) participaram desse multitudinário evento anual, exortando os pró-vida a continuarem a batalha para eliminar o aborto nos Estados Unidos e retornar à ordem cristã. 



Pressionando o Ataque 

A participação da TFP americana incluiu a fanfarra Holy Choirs of Angels tocando gaitas de foles, metais, pífanos e tambores. A música era alegre e firme, encorajando os que marchavam a fortalecer a sua determinação de derrotar o aborto definitivamente. 

Membros da campanha América Precisa de Fátima, da TFP, carregavam uma imagem de Nossa Senhora de Fátima, implorando ajuda sobrenatural nesta batalha. A Academia St. Louis de Montfort, também dirigida por aquela TFP, esteve presente com força total. 

A faixa da TFP dizia: “Os abortistas põem em circulação recentes derrotas dos antiabortistas, tentando assim desencorajar os pró-vida. A TFP diz: ‘Continuem lutando com confiança! Com Deus, venceremos!’” 

Apesar do frio intenso e da neve, uma imensa multidão encheu as ruas da capital americana, sendo de se assinalar o grande número de jovens cheios de entusiasmo pela causa dos nascituros e pelo futuro da família. Um verdadeiro mar de faixas e cartazes de grupos antiabortistas de todo o país cobriu o National Mall na abertura da Marcha. 

A multidão incluía não apenas grupos americanos, mas também pessoas contrárias ao aborto de outros países como Canadá, México, Irlanda, Brasil, Equador e outros.

Um destaque da Marcha pela Vida deste ano foi a presença do presidente da Câmara, Mike Johnson, de posição francamente pró-vida e pró-família. Ele pronunciou palavras de encorajamento à multidão reunida no National Mall antes do início da marcha. 

Ao longo das décadas, a Marcha pela Vida uniu o movimento e fez com que todos os participantes se sentissem parte de um impulso único empenhado na batalha pela cultura. Cada pró-vida torna-se assim parte de algo maior, movendo-se sincronizadamente em direção às novas batalhas que se apresentarem durante o ano. 

A visão de centenas de milhares de pessoas marchando todos os anos em Washington não pode deixar de causar medo nos defensores do aborto. A Marcha é muito mais do que uma manifestação ou protesto. Essa força juvenil posta em movimento cria a impressão de invencibilidade. 



Quatro coisas para lembrar enquanto o movimento pró-vida é posto à prova

 Voluntários da TFP americana distribuíram um folheto assinalando “quatro coisas para lembrar enquanto o movimento pró-vida é posto à prova”. 

A mensagem centra-se em quatro conselhos para os contrários ao aborto utilizarem frente às dificuldades futuras. “Devemos sempre lembrar a grande vitória que representou a derrubada de Roe v. Wade. Essa derrubada abalou o mundo e alcançou o impossível… A derrota de Roe serve para provar que uma vitória improvável é possível.” 

A declaração da TFP também enfatizou que o aborto é uma questão moral e não mera questão de direitos das mulheres. Explica que a batalha é religiosa e representa um choque violento de duas mentalidades, uma a favor de Deus e outra contra Ele. 

Presidente da Câmara, Mike Johnson 
“Devemos resistir à tentação de limitar o debate a uma discussão laicista sobre o valor da vida humana. A razão mais importante pela qual o aborto provocado é errado é que ofende um Deus infinitamente justo e misericordioso. Cada criança por nascer sacrificada aos ídolos pós-modernos de hoje elimina um plano de Deus que nunca será realizado. Violar a Lei de Deus é um ato de revolta contra a Sua Bondade.” 

Finalmente, o folheto afirma que o movimento pró-vida deve ter confiança em Deus. “Armados de confiança, marchemos corajosamente contra os espíritos malignos destes tempos sombrios e depravados, mudando o debate pela introdução da realidade sobrenatural da ajuda de Deus.” 



Lutando cheios de confiança 

“O movimento pró-aborto gostaria que esquecêssemos as nossas vitórias e ficássemos desanimados”, disse o líder da Ação Estudantil da TFP, John Ritchie. “No entanto, não o faremos e, confiando em Deus e na Sua Santa Mãe, venceremos a cultura da morte!” 

O sucesso é especialmente evidente no nível estadual. Desde que Roe v. Wade foi derrubado, 14 estados implementaram proibições totais contra o aborto, e vários outros introduziram restrições a ele. 

“Esta marcha exige confiança”, comentou Jon Paul Fabrizio, 20 anos, voluntário da Ação Estudantil da TFP. “Este é o momento de redobrar nossos esforços.” 

O movimento pró-vida deve adaptar as suas táticas com os olhos fixos numa América moralizada e livre do aborto. Os pró-vida americanos não podem descansar até que o aborto provocado se torne impensável e Deus e a Sua Mãe Santíssima sejam amados e obedecidos. 

“Agora é a hora de lutar! Agora não é hora para meias medidas!” afirmou Preston Noell, do Bureau de Tradição, Família e Propriedade de Washington. 

“Os pró-aborto estão cambaleando. Precisamos manter a pressão e fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para conquistar os nossos compatriotas, para que nos ouçam, e não à mídia, que deseja que eles desistam. Mais uma vez, agora é a hora de lutar! Devemos sempre lembrar que sabemos o resto da história, e o resto da história é que Deus vence! Deus vult!” 

22 de agosto de 2023

Quando o bebê retribui à mãe por seu sacrifício


  John Horvat II*

A relação mãe-filho é um maravilhoso vínculo espiritual e físico mais profundo do que se imagina... É uma relação íntima e emocional. A mãe dá tudo ao bebê que se desenvolve em seu ventre em um ato de amor. Tal solicitude e sacrifício tocantes explicam a apreciação universal da maternidade. Também pode explicar a antipatia da esquerda, que odeia todos os elos de dependência e vê a gravidez como uma restrição à liberdade da mulher.

No entanto, o vínculo não é apenas sobre sacrifício. Enquanto a ciência explora o mistério da maternidade, pesquisadores estão fazendo algumas descobertas extraordinárias. Por exemplo, a relação mãe/filho não é uma doação unidirecional da mãe. O vínculo não termina no nascimento. Há momentos em que a criança retribui maravilhosamente à mãe por seu sacrifício. 

Cada descoberta torna cada vez mais evidente que a criança é um ser único e individual, independente da mãe, mas fabulosamente conectado. Incrivelmente, essa relação altamente emocional e espiritual se reflete no funcionamento biológico do vínculo. 

O bebê e a mãe trocam células 

De fato, as células do bebê são diferentes das da mãe desde a concepção. No entanto, como a mãe está constantemente nutrindo e ajudando o desenvolvimento do bebê, suas células encontram seu caminho para o corpo da criança. 

Os cientistas agora dizem que as células do bebê encontram seu caminho para o corpo da mãe e permanecem lá. Até 6% do DNA flutuante na mãe grávida pode ir do bebê, que diminui com o tempo. 

O processo de troca e circulação das células é chamado de microquimerismo. Assim, a presença física da criança na mãe continua bem após o nascimento. As células do bebê deixam uma marca permanente nos tecidos, sangue, ossos, cérebro e pele da mãe — onde podem permanecer por décadas. Essa presença inclui todos os filhos da mãe, mesmo em casos de aborto espontâneo ou aborto de segundo termo. 

Estas células são muitas vezes células-estaminais com incríveis poderes regenerativos e reprodutivos. Um artigo fascinante na Scientific American afirma que uma "conversa constante" acontece entre as células. Após o nascimento, os cientistas acreditam cada vez mais que essa questão genética pode influenciar a saúde da mãe por muitos anos. 

Bebê para o resgate 

Os estudos dessas conversas microquiméricas ainda estão em fase inicial de análise. No entanto, evidências crescentes mostram uma consideração tocante por parte dessas células fetais. Durante a gravidez, algumas doenças maternas desaparecerão porque essas células-tronco fetais correrão para o local da lesão e vão curar o órgão ou o coração danificados da mãe. 

Assim, a mãe protege o bebê do perigo externo, enquanto as células-tronco do bebê detectam riscos internos e reconstroem a mãe para um parto seguro. 

Cuidados naturais de saúde materna 

Após o nascimento, as células do bebê continuam seu trabalho, que diminui com o tempo. Alguns pesquisadores acreditam que as células-tronco fetais reduzem o risco de câncer de mama e outros. As células parecem lutar contra doenças, como a artrite reumatoide. Eles foram encontrados para ajudar as mães com danos na tireoide e fígado, transformando-se em células do órgão. O coração da mãe pode ser o objeto das missões de reparo das células. 

O número de filhos parece não afetar o poder regenerativo das células fetais. O fator importante foi a data do último nascimento. A duração da gravidez deve ser de pelo menos 20 semanas para ter um efeito. O poder regenerativo das células diminui com o tempo e elas se reproduzem menos. 

Uma conclusão antifeminista 

As descobertas são maravilhosas, mas não surpreendentes. Essa assistência mútua é consistente com a forma como Deus criou as coisas com propósito. O sacrifício amoroso e vivificador da maternidade teria de encontrar reciprocidade na natureza. Seria natural que um vínculo físico complementasse o vínculo moral e até mesmo que ele diminuísse à medida que a criança avança em direção a menos dependência na vida adulta. 

Essa relação aponta para a tragédia do aborto, que pode destruir o bem-estar moral e mental da mãe e privá-la também de benefícios físicos. 

Feministas afirmam que a gravidez coloca em risco a saúde da mãe. Pelo contrário, a maternidade contribui para a saúde da mãe. Tanto a mãe quanto o filho se beneficiam física, psicológica e espiritualmente. Os filhos são uma bênção para o bem-estar da mãe em todos os aspectos, não uma maldição para sua liberdade. As feministas fariam bem em seguir a ciência e abraçar a maternidade. 

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Fonte: https://www.tfp.org/when-the-baby-marvelously-repays-the-mother-for-her-sacrifice/

13 de fevereiro de 2023

MARCHA CONTRA O ABORTO — 2023


Celebração e resolução rumo a uma nova Cruzada Pró-Vida
Manifestação contra aborto em Washington: 50 anos da March for Life


  Kevin Roman 

M
ilhares de pessoas se reuniram no dia 20 de janeiro de 2023 em Washington, D.C., para a marcha anual contra o aborto, marcando os 50 anos da infame decisão Roe vs. Wade que legalizou o aborto nos EUA. Trata-se de um ano muito especial, por celebrarmos a revogação desse pesadelo pela Suprema Corte americana. 

Agora, mais do que nunca, devemos avançar nesta luta pacífica e ideológica, sem concessões ou complacências. O caminho para novas vitórias requer uma nova fase na luta pró-vida que rejeite completamente todos os efeitos devastadores da revolução sexual. 

Desfile da vitória prepara a próxima cruzada 


Motivada pela recente derrubada de Roe vs. Wade, a multidão esmagadoramente jovem marchou pela causa pró-vida, demostrando um entusiasmo cada vez maior. A atmosfera estava repleta de um sentimento de celebração e determinação. 

Membros da Sociedade Americana de Defesa da Tradição, Família e Propriedade (TFP), com sua banda “Coros dos Santos Anjos”, tocavam gaita-de-foles, instrumentos de sopro, flautas e tambores [fotos abaixo], junto aos manifestantes. A música, alegre e firme, encorajava-os a se fortalecerem na determinação de derrotar definitivamente o aborto. 

Os membros da TFP levavam uma faixa dizendo “A pureza é a solução! A TFP americana pede à América pós-Roe que rejeite veementemente a Revolução Sexual”



Um verdadeiro mar de faixas e cartazes de grupos de vários estados cobria o National Mall na cerimônia de abertura. Em seguida, uma multidão imensa encheu as ruas, desfilando em direção ao Capitólio. O número de jovens e famílias foram uma prova de que o movimento tem muito futuro. Em lugar algum foram vistos contra-protestos pró-aborto. 

Avançando para a próxima fase na Cruzada Pró-Vida 


Os voluntários da TFP distribuíram às multidões que desfilavam exemplares de seu manifesto “Moving Forward to the Next Phase in the Pro-Life Crusade” [Avançando para a próxima fase na Cruzada pela Vida]. A declaração, embora reconhecendo a derrota de Roe vs. Wade, listou os valores e princípios que é preciso defender e promover para derrotar a causa-raiz do aborto — a revolução sexual. 

O folheto da TFP afirma: “América ‘pós-Roe’ deve rejeitar a revolução sexual por inteiro — da contracepção e divórcio livre até a atual agenda LGBTQ+ em todo seu horror moral [...] uma América ‘pós-Roe’ não deve descansar enquanto não tiver sido revertida toda a destruição moral causada pela revolução sexual”. 

E conclui: “Neste desfile, agradeçamos a Deus pela vitoriosa revogação da Roe vs. Wade”. Que ela nos dê um novo impulso para a próxima fase da cruzada pró-vida”. 


Pureza e moralidade 


“Há quem alegue que a revogação de Roe vs. Wade tornou a Marcha desnecessária”, declarou John Ritchie, líder da Ação Estudantil da TFP. — “Estão completamente enganados. Só deixaremos de marchar quando o aborto provocado for eliminado nos Estados Unidos!” 

Com essa marcha, o país agradece a Deus pela derrocada de Roe vs. Wade e Lhe implora graças para continuar a luta até nos tornarmos uma sociedade pura que rejeite todo o horror da imoralidade. 

Com a ajuda de Deus e a intercessão de Sua Mãe Santíssima, tudo é possível. 

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 • Fonte: Catolicismo, Nº 865, Janeiro/2023