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4 de novembro de 2008

4 de novembro de 2008: será um dia de glória, ou um dia de luto para os Estados Unidos?

Encontrei hoje dois artigos muito interessantes sobre assuntos relacionados às eleições que ocorrerão amanhã nos Estados Unidos. Esses artigos encontram-se no boletim desta semana do “Population Research Institute” — uma organização anti-aborto, dedicada a desfazer as falsidades acerca de notícias sobre a chamada “explosão demográfica”, que visam favorecer o planejamento familiar. O primeiro artigo é de autoria de Steven W. Mosher (Presidente do “Population Research Institute”) e de Colin Mason (Diretor do mesmo instituto). O segundo é apenas da autoria de Steven Mosher.

A seguir, a tradução de trechos de ambos artigos, pois, no Brasil, a mídia esquerdista (um pleonasmo...) não os publicará — não tenho dúvida disso —, porque só sabem enaltecer o candidato Barack
Hussein Obama. Aliás, tal mídia esconde este segundo nome... Por que?

Se amanhã este candidato (de formação ideológica marxista, pró-aborto e pró-“casamento” homossexual) vencer as eleições, poder-se-á dizer, lamentavelmente, que o dia 4 de novembro de 2008 é um dia de luto para os Estados Unidos.

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Obama apóia o infanticídio

Steven Mosher e Colin Mason

“I think that whether you're looking at it from a theological perspective or a scientific perspective, answering that question with specificity is above my pay grade”. (“Acredito que se o considerar de uma perspectiva teológica ou de uma perspectiva científica, em ambos os casos, responder a essa pergunta com precisão está por cima de meu nível”).

Esta foi a resposta de Barack Obama à pergunta que lhe fez o Rick Warren realizada no Saddleback Fórum na Califórnia: “Desde que momento os bebês têm direitos humanos?”. Todos os assistentes puderam notar o terrível desconforto e tom evasivo da resposta.

A resposta frívola de Obama deveria ter provocado risadinhas no Simpósio de Harvard, mas no auditório de Saddleback não lhes fez nenhuma graça. Sabiam que Warren estava realizando uma pergunta séria, que merecia uma resposta séria. Um homem que provavelmente vai ocupar a Casa Branca, deve ser capaz de responder esse tipo de pergunta. Nenhum Presidentes anterior considerou uma pergunta como sendo “a cima de seu nível”. É por isso que Truman, por exemplo, mantinha uma placa sobre sua escrivaninha que dizia: “A responsabilidade é minha”. Se Obama conseguir a presidência, teria que colocar uma placa na sua escrivaninha com os dizeres: “A resposta à sua pergunta poderia estar por cima de meu nível”.

Mas nós acreditamos que existe mais do que apenas indecisão ou confusão perante a atitude evasiva de Obama. Não é que o Senador de Illinois não possa responder em que momento os bebês têm direitos humanos; é que ele não os dará. Fundamentalmente, porque Obama já votou como Senador para negar alguns direitos a alguns recém-nascidos. O que queremos dizer é que, dado que na Assembléia Legislativa de Illinois já votou contra uma lei que protegia bebês que sobrevivem ao procedimento do aborto. Portanto, é impossível não entender isto como um voto a favor do infanticídio.

A Lei de Proteção para o Bebê que nasce vivo (Born Alive Infant Protection Act-BAIPA) foi necessária porque nos abortos tardios, alguns daqueles bebes destinados à execução, sobreviviam. De outra maneira, estes sobreviventes ao aborto seguiriam sendo jogados no lixo para que morram sem nenhuma compaixão. Nancy Creger, uma antiga enfermeira de Atlanta e amiga de muitos anos do Population Research Institute, foi primeira em colocar luz nesta prática em começos dos anos 80. Ela descobriu que 14 bebês tinham nascido vivos e posteriormente “lhes foi permitido” morrer no Hospital Midtown — famoso, porque não realiza outra coisa mais do que abortos. Creger estava horrorizada com esta informação. Ela escreveu mais tarde que “os funcionários encarregados de ´Vital Records´ e alguns outros estavam ansiosos de publicar esta informação. Proporcionaram-me muitas cópias dos certificados de falecimento. Levei-os à minha casa e pulverizei 14 deles no chão de meu dormitório, então comecei a chorar, chorei com raiva e com dor”.
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Jill Stanek (foto) lutou bravamente para que as crianças nascidas vivas em abortos fracassados fossem protegidas por uma Lei. Porém, enfrentou a oposição tenaz de um legislador de nome Barack Obama. Este votou contra a aprovação da lei e o projeto foi arquivado.


Anos depois, a enfermeira Jill Stanek descobriu uma prática similar no Hospital Christ em Oak Lawn, Illinois. Os bebês que nasciam vivos, literalmente, eram jogados no lixo para morrer. Ela trabalhou pela lei de Proteção a Sobreviventes do aborto em Illinois. Porém, enfrentou a oposição tenaz de um legislador de nome Barack Obama. Este votou contra a aprovação da lei e o projeto foi arquivado.

Em 2000, um projeto de lei similar foi apresentado à Câmara e Senado dos Estados Unidos. A Lei de Proteção para estes bebês sobreviventes ao aborto. Cedendo à pressão pública, quase todos os membros pró-abortistas da Câmara votaram a favor do Projeto. Nenhum — nem aqueles que tinham apoiado o aborto incondicionalmente durante anos — queriam estar registrados como favoráveis a infanticídios. O projeto foi aprovado na Câmara com uma margem de 380 x15. Mas depois morreu no Senado.

Quando se conheceu publicamente o voto de Obama na Assembléia Legislativa de Illinois, este começou a “fabricar” uma versão mais aceitável do que na realidade tinha acontecido. Ele insistiu que a única razão pela qual votou contra a versão inicial do “Projeto de lei de Proteção para o Bebê que nasce vivo” foi porque o projeto carecia da “cláusula de neutralidade”. Infelizmente para Barack Obama, isto resultou não ser verdade. De fato, o registro oficial mostra que antes de emitir seu voto, já a “cláusula de neutralidade” tinha sido incorporada ao projeto de lei. O pior é que, ainda com a inclusão da cláusula, Obama votou contra esse Projeto em qualquer modo. Sua “versão”, de que seu voto se apoiou na falta da “cláusula de neutralidade”, provavelmente, foi a falta de memória, mas poderia muito bem ser uma mentira completa.

Todos estes detalhes foram documentados exaustivamente pelo “Comitê Nacional do Direito à Vida” e posteriormente verificado pelo FactCheck.org. Os detalhes completos estão disponíveis em: http://www.nrlc.org/ObamaBAIPA/Obamacoveruponbornalive.htm

Para piorar o assunto, quando Obama forjou a informação de seu próprio registro, que foi tornado público pelo “Comitê Nacional do Direito à Vida”, ele procurou desviar a atenção sobre os fatos e a atacar: “O “Comitê Nacional do Direito à Vida” não disse a verdade”, gritava em uma entrevista à CNN. “Detesto dizer que as pessoas estão mentindo, mas aqui há uma situação onde estão mentindo”.

Ao que o “Comitê Nacional do Direito à Vida” respondeu: “Ou nos acusa de falsificar documentos ou deve admitir que mentiu sobre seu registro de voto”. Até hoje, Obama não respondeu, possivelmente esperando que o assunto simplesmente caia no esquecimento.

O movimento pró-vida não deveria permitir que isto aconteça.

Que Obama seja tão condescendente com o lobby pró-aborto, como para não mexer nem um dedo para ajudar às pequenas vitimas do aborto que estão lutando por sobreviver, o torna o mais radical político a favor do aborto — mais do que qualquer outro senador, incluindo a Hillary Clinton. Isto explicaria o porque não votou simplesmente “presente” no projeto do Lei de Proteção para o Bebê que nasce vivo, tal como o fez em muitas outras leis polêmicas. Estava muito ocupado tratando de congraçar-se com a indústria do aborto, possivelmente com a idéia de postular-se para o Senado de Illinois que mas tarde ganhou.

Confiar a direção da maior nação do planeta, junto com o controle do FBI e o Departamento de Tesouraria dos Estados Unidos, a alguém que não acredita que os norte-americanos são dignos de proteção e persegue a seus caluniadores, é motivo de séria reflexão...

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Sarah Palin, uma autêntica norte-americana

Steven W. Mosher

Na esquina da Euclid e Foothill Boulevards em Upland, Califórnia, EUA, levanta-se a estátua de uma mulher pioneira (foto abaixo). Ela avançando firme, com um bebê em seu braço esquerdo, tem rifle no direito. Também se vê um menino agarrado à barra de sua saia, para sentir-se protegido.
Com uma altura aproximada de 3 metros, levantada sobre uma base de dois metros e meio, a imponente estatua de granito representa a formidável tenacidade que se assentou nas grandes planícies e na Costa Oeste. Mas é o caráter expresso na face da mulher o que verdadeiramente chama a atenção. É a face bondosa e sincera de uma mulher que assume suas responsabilidades e as enfrenta, confiando em Deus.

A “Dama do Caminho” (Madonna of the Trail) é o nome da estátua. E pensava nela enquanto lia todos os gritos e insultos que lançavam os democratas e seus aliados à candidata Sarah Palin nos meios de comunicação. As tergiversações em seu histórico, caçoando e colocando de forma ridícula a sua formação e os ataques descarados à sua família, alcançaram proporções incríveis. As diferenças entre a gestão e o orçamento de sua gestão de comissionada de segurança as comparam com o escândalo do Watergate. Bill Maner, comentarista esquerdista ridiculariza seu filho que tem síndrome de down. O próprio senador Obama insinuou que a Governadora Palin é uma “porca”. Ele nega, é obvio.

O que tem esta valente mulher que faz com que a esquerda a considere tão perigosa, a ponto de tentar destruí-la a qualquer custo? Assim é a política — poder-se-ia repetir pela enésima vez. Estou seguro que a campanha de Obama e o Partido Democrata, apoiados por seus amigos dos meios de comunicação esquerdistas, acreditam que se pode destruir a reputação desta popular governadora, e assim atingir John McCain.

Mas ainda há mais. Parece que as feministas radicais estão muito complexadas com o sucesso da Governadora Palin. O mais sintomático são as reações de duas de suas estrelas midiáticas, as apresentadoras de “talk shows”, Ophra Winfrey e Whoopi Goldberg. Oprah detesta tanto a Palin que finge que ela não existe. A posição de Whoopi de "The View” é simplesmente desconcertante. Por um lado, não deixa de falar de Palin dizendo coisas como “fez um discurso realmente assombroso, muito enérgico! É uma garota corajosa e linda, e é uma mãe e todas aquelas coisas maravilhosas que deveríamos estar festejando, penso que celebramos todas estas coisas em uma mulher”. Mas por outro lado, descreve a Palin de forma muito sinistra como “uma mulher muito perigosa”.

Perigosa? Que ameaça representa Sarah Palin? Para quem?

Em primeiro lugar, Palin ameaça a imagem que as feministas radicais têm de si mesmas. As feministas dizem que as mulheres jovens poderiam ter tudo: profissão, matrimônio e família, no momento e nos termos que desejarem. Entretanto, a realidade as contradiz. Tarde, muito tarde, elas se dão conta que a dedicação completa a uma carreira profissional que se supõe as tornariam independentes, finalmente as escraviza. Ou que a convivência com um namorado com quem se deveriam casar, terminou quando este as abandona por outra mais jovem. Muito tarde também se deram conta que os corpos de seus pequenos bebês foram destruídos em clínicas de aborto.

Neste contexto de desilusão e para piorar as coisas, aparece a bela e brilhante governadora de Alaska, que conta com uma carreira política bem-sucedida, um marido fiel e uma família grande e formosa. Ela parece ser a concretização viva do sonho feminista: é possível ter tudo. Quase desesperadamente olham através do espelho de sua alma, com a esperança de alcançar a ver algo delas mesmas, só para descobrir com horror que Sarah Palin não é uma delas. Palin, pelo contrário, é uma genuína criadora da “Cultura de Vida”, que entre outras coisas evitou um aborto para dar a luz um menino com síndrome de down. É uma defensora do matrimônio tradicional, uma conservadora, que acredita no governo local, e é membro ativo da “National Rifle Association” (Associação Nacional do Rifle.)

Não estranha que as feministas se sintam furiosas e traídas.

Mas Sarah Palin não somente é uma ameaça para a imagem das feministas radicais. Ela também é uma grave ameaça para todo o movimento pró aborto e principalmente para o futuro do Partido Democrata. depois de tudo, se for escolhida como Vice-Presidente, converter-se-á em um modelo para a geração de mulheres jovens. Poderia ser o maior desgosto para um movimento que já está encontrando dificuldades para atrair aderentes jovens. Ela ameaça também um partido político que conta com feministas como tropa de infantaria. Precisamente, é “perigosa” porque redefine o significado da feminilidade longe do tipo feminista radical.

Era muito usual a existência de muitas mulheres assim na América do Norte. A classe de mulheres que cruzaram as grandes planícies levando um bebê em uma mão e um rifle na outra. Estas foram as mulheres que cresceram na fronteira para converter-se em adultas fortes, capazes de disparar em um veado com a mesma facilidade com a que trocavam uma fralda. Mulheres que colocaram em primeiro lugar à família e sabiam que pelo contrário seriam sempre as primeiras nos corações de seus maridos e filhos. Mulheres que se empenharam na construção de Igrejas e colégios tanto como em abrir associações benéficas e hospitais.

Mas vocês dirão que hoje não temos este tipo de fronteira, que faz mais de cem anos se colonizou os Estados Unidos de um extremo a outro da América do Norte, do Atlântico até o Pacífico. Aquele capítulo da história norte-americana é um livro fechado, e poderia dizer-se que as maravilhosas e resistentes mulheres que a povoaram não são mais do que pó e lembranças.

Bom, agora com Sarah Palin, não totalmente.

Resulta que atualmente existe ainda uma fronteira a mais desde 1948, para o norte e noroeste. Onde mais poderia uma mocinha chamada Sarah acordar às 3h para acompanhar a seu pai a caçar alces, desenvolvendo um gosto pelos hamburguês de alce ou viajar de trenó através dos agrestes nevados? Do Alaska, a fronteira final da América do Norte, chega uma mulher valente e determinada, que parece ter tanto um espírito absolutamente pioneiro, e muita coragem, tanta como a dos nossos antepassados.

Doze estátuas da “Dama do Caminho” adornam os povos dos caminhos que levaram nossos ancestrais ao oeste. Mas sugiro que podemos acrescentar mais uma. A praça municipal de Wasilla, Alaska, parece-me seria o lugar perfeito.

7 de outubro de 2008

“Sarah Palin pôs no centro do debate americano a religião, a tradição e a família”



O “fenômeno Sarah Palin”



“Sarah pôs no centro do debate americano a religião, a tradição e a família”.



Apesar da assombrosa crise financeira que se abateu sobre os Estados Unidos — repercutindo no mundo inteiro e que estourou num momento muito propício, e suspeito, para favorecer o candidato esquerdista Barack Obama —, a “América profunda” encontra-se sadiamente interessada em problemas de ordem moral e religiosa.

  • Paulo Roberto Campos

A inusitada escolha da governadora do Alasca, Sarah Palin, para vice de John McCain, com a conseqüente reversão das intenções de votos nas pesquisas, revela a força da opinião pública americana, que deseja uma sociedade baseada nos princípios morais e religiosos. Uma clara manifestação do poder da “América profunda”.




O candidato republicano à presidência dos EUA preferiu para sua chapa uma senhora bem conservadora, mãe de cinco filhos, que recusou abortar o último deles que nasceria com a síndrome de Down. Seu filho mais velho, Track, 19 anos, entrou para o exército em setembro de 2007 e foi recentemente mandado para combater no Iraque.

Palin, 44 anos e casada há 20, opõe-se ao aborto em todos os casos; é contra o “casamento” homossexual; grande defensora de políticas pró-família; a favor da abstinência sexual antes do matrimônio; defende o ensino do criacionismo nas escolas; é favorável à pena de morte e contra o desarmamento da população. Ela é membro da NRA (Associação Nacional do Rifle), entidade que defende o direito ao porte de armas nos EUA. Enfim, ela gosta também de caçadas e de hambúrguer de carne de alce — hábitos abomináveis para os ecologistas...


Resume acertadamente a posição da candidata republicana o diário madrileno “El País”: “Sarah pôs no centro do debate americano a religião, a tradição e a família”. Resultado: por ocasião da indicação da atual governadora do Alasca para vice na chapa republicana, as pesquisas de intenções de voto se inverteram.


O esquerdista Barack Obama, que levava vantagem desde que se lançara como candidato à Casa Branca, foi superado pelo conservador John McCain. Eis aí o que os comentaristas estão classificando de “fenômeno Palin” — o “efeito” que reverteu a vantagem democrata. Segundo diversos institutos, pesquisas realizadas após o anúncio de Sarah Palin mostraram o candidato republicano à frente do democrata. Por exemplo, o Gallup apontava McCain com cinco pontos acima de Obama.

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Com tal reviravolta, até os democratas mais esquerdistas foram obrigados a mudar o foco de sua campanha eleitoral. Em vez de insistirem em questões econômicas, guerra do Iraque e racismo, passaram também a abordar valores da instituição familiar. Eles “caíram na real”. Antes diziam: “O problema maior dos EUA é econômico”. Agora confessam que, apesar da crise financeira, o problema central não é econômico.


Nesse sentido, dois articulistas do “Financial Times”, Andrew Ward e Edward Luce, escreveram: “O benefício trazido por Palin é sua capacidade de ajudar os republicanos a fazer com que a eleição gire em torno de cultura e de valores, e não da economia”.


Confirmando isso, um colunista do “Washington Post”, Tom Shales, concluiu: “Se os republicanos vencerem as eleições em novembro, poderá ser dito que eles a venceram na noite de quarta-feira — a noite em que a brilhante e estranha escolha de John McCain para sua companheira de chapa mudou de alvo”.


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Fica a pergunta: E no Brasil? Se aqui os candidatos defendessem propostas tão conservadoras quanto as de Sarah Palin, não seriam eles os escolhidos pelo eleitorado brasileiro? Certamente. Ao menos a julgar por recentes pesquisas de opinião em nosso País, por exemplo a do Datafolha (vide Catolicismo, edição de setembro/2008, “Juventude conservadora”). Entretanto, nossos candidatos preferem repetir mesmices, temas secundários e apresentar soluções demagógicas ou esquerdistas. Adotando a penúltima moda, estão perdendo o “bonde da História”...

A família de Sarah Palin