7 de fevereiro de 2026

Prisão de Maduro e a Venezuela cubanizada, continua esmagada pela Revolução Bolivariana

Nicolás Maduro no meio de militares e milicianos da Fuerza Armada Nacional Bolivariana. Essa instituição militar tem como missão oficial a de constituir um corpo "essencialmente patriótico popular e anti-imperialista" para defender a independência e a soberania nacionais sob a doutrina militar da Revolução Bolivariana, como concebida por Hugo Chávez. Contando com a cooperação técnico-militar de Cuba, é um dos maiores e mais bem armados exércitos do continente, com aproximadamente 140 mil militares ativos e uma estimativa de 200 mil milicianos (Foto: RS via Fotos Públicas).


Fonte: Editorial da Revista Catolicismo, Nº 901, Fevereiro/2026

Quando Hugo Chávez morreu em 2013, depois de ter passado longo período em Cuba tratando de um câncer, a Venezuela continuou chavista. Substituiu-o Nicolás Maduro, sequaz tão incondicional do déspota, que chegou a blasfemar dizendo que Chávez era “o Cristo redentor da América”. 

Agora a nação vizinha ficou livre também de Maduro, preso no início do ano e levado para Nova York, a fim de ser julgado por seus crimes. Caiu o ditador, mas não o governo comunista. Este permanece de pé, tendo a radical vice-presidente Delcy Rodríguez Gómez assumido interinamente a presidência. 

Ademais, continua no governo a mesma ‘nomenclatura’ chavista, gozando de todas as regalias, com seus salários exorbitantes; continua o mesmo Judiciário, controlado por juízes escolhidos por Maduro. As expropriações e estatizações das grandes empresas permanecem inalteradas; o mesmo acontece com o narcoterrorismo e a corrupção, bem como com o Conselho Nacional Eleitoral (órgão totalmente subjugado pelo governo), que garantirá ‘vitória’ eleitoral só de candidato chavista e a perpetuação da narcoditadura bolivariana. 

Continuam os mesmos órgãos sanguinários de repressão, aterrorizando o sofrido povo, sem condições sequer de protestar. Um só exemplo: o governo ordenou a todos os chavistas espionar e denunciar qualquer um — vizinho, colega de trabalho, de faculdade, na rua, no ônibus, em qualquer lugar — que comemore a prisão de Maduro. O acusado poderá ser condenado, encarcerado como se tivesse praticado algum ato terrorista contra o Estado.

A imensa maioria dos venezuelanos continua oprimida, na miséria quase extrema, não encontrando nos hospitais sequer suprimentos básicos, e nos mercados o necessário para uma vida digna. 

Estas questões são desenvolvidas na matéria de capa da edição deste mês da revista Catolicismo [foto acima], que analisa também as incoerências do governo Trump, as ambições de Xi Jinping e Putin, e a hipótese do estabelecimento de uma espécie de triunvirato global ditando os rumos da política internacional. Também trata da posição do governo lulo-petista frente à atual situação da Venezuela. 

Ainda a propósito da situação de Venezuela, transcrevemos também alguns fatos referentes ao fechamento, em 1984, do pujante grupo venezuelano ligado à TFP. 

Oxalá os males próprios a um regime comunista, que assolam a nação vizinha, não venham a contaminar o Brasil. Devemos rezar e atuar neste sentindo, dileto leitor, especialmente pela “descubanização” da Venezuela.