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26 de novembro de 2011

Para certas feridas não basta apenas band-aid


Paulo Roberto Campos


Teve bom resultado a campanha de católicos espalhados por todo País contra certos programas da rede “Canção Nova”. Isto porque tais programas televisivos eram ancorados por pessoas (p. ex., o deputado federal Gabriel Chalita e seu colega estadual Edinho Silva) que publicamente defendem posições opostas à doutrina católica — o que deixou os fiéis católicos muito perplexos e até mesmo indignados. (Vide artigo abaixo). 


A “Folha de S. Paulo” (21-11-11) noticiou que “A rede Canção Nova, emissora de TV e rádio ligada ao movimento católico Renovação Carismática, resolveu tirar do ar os programas comandados pelos deputados federais Gabriel Chalita (PMDB-SP) e Eros Biondini (PTB-MG), pelos estaduais Edinho Silva (PT-SP), Paulo Barbosa (PSDB-SP) e Myriam Rios (PDT-RJ)”. 


A “gota d’água”, que fez transbordar o copo da indignação católica, foi o programa “Justiça e Paz” comandado pelo deputado petista Edinho Silva, conhecido por seu vínculo com a condenada “teologia da libertação” do ex-frei Leonardo Boff. É inacreditável, mas o petista-esquerda-católica estreou seu programa, no dia 3 de novembro último, com uma entrevista ao Sr. Gilberto Carvalho — principal mentor político de Sr. Edinho, secretário-geral da Presidência, articulador da aproximação entre a campanha de Dilma Rousseff e a “Canção Nova”, a fim de obter apoio ao PT no segundo turno da eleição presidencial.
*       *        *
Ainda bem que “Canção Nova” tirou do ar aqueles péssimos programas. Deo Gratias! Entretanto, não sei dizer se a decisão tomada foi porque tais programas tinham um teor anti-católico ou porque estava a emissora perdendo audiência dos católicos justamente indignados. Também não tive notícias de alguma retratação pública emitida pelos responsáveis da rede que contrataram aqueles esquerdistas. Se alguém tiver conhecimento disso, seria um favor informar-me. 


O normal seria — pelo menos — um pedido de desculpas formal e um firme propósito de difundir somente programas AUTENTICAMENTE CATÓLICOS, portanto, diametralmente opostos aos programas ancorados pelos esquerdistas, agora defenestrados. A ferida aberta na emissora foi “braba”, profunda e grave demais; e para certas feridas não basta apenas um merthiolatizinho, um bandeidizinho, um soprinho. 


Uma vendetta?
Logo em seguida à campanha do mundo católico contra esquerdistas dirigindo programas na “Canção Nova”, o Ministério Público Federal entrou com uma ação pedindo a anulação das concessões das emissoras de TV “Canção Nova” e “Aparecida”, alegando irregularidades. 


Vingança? Ou será que o PT imitará a inábil, louca e tirânica política adotada por Hugo Chaves que — também alegando “irregularidades” — fechou emissoras e jornais que não se prestavam a fazer propaganda do ridículo mandatário venezuelano? 


Quem viver verá...

18 de novembro de 2011

CANÇÃO NOVA — Já ouvi esta canção... velha favorecedora de posições anticatólicas



Canção Nova tem apresentador a favor da Revolução Homossexual 

Luís Felipe Escocard  



Folheto afirma que católicos
não podem votar em abortistas.
Coletiva do Sr. Edinho Silva
discordando.
A rede de TV Canção Nova estreou um novo programa denominado Justiça e Paz, apresentado pelo Sr. Edinho Silva, com o intuito de falar sobre a doutrina social da Igreja Católica.

O novo apresentador é deputado pelo PT em São Paulo. É sempre bom lembrar que a atuação anticatólica desse partido não se restringe ao campo político, ao defender o MST e o socialismo, mas também moral.

Por exemplo, para o segundo mandato do presidente Lula, o PT estabeleceu diversas diretrizes, entre elas, a de que “o governo federal se empenhará na agenda legislativa que contemple a descriminalização do aborto.”(1)

Além disso lançou o malfadado PNDH-3, – que vem sendo valorosamente combatido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira – que contém o incentivo à legalização do aborto, ao “casamento” homossexual, à retirada de crucifixos de locais públicos e outras aberrações.

Os deputados contrários ao aborto que pertenciam ao partido ou foram expulsos ou foram pressionados a se desfiliarem. O “católico” Sr. Edinho Silva lá permaneceu…

A então candidata Dilma Roussef, conhecida por ser favorável ao aborto, viu seriamente ameaçada sua candidatura até que houve uma série de censuras aos esclarecimentos que se fazia com relação a ela.

O leitor deve se lembrar dos folhetos da Regional Sul I da CNBB, impulsionado por D. Bergonzini, bispo de Guarulhos. Uma grande encomenda de folhetos foi apreendida pela justiça eleitoral (que mais tarde verificou a legalidade destes) a pedido do PT.

Já adivinhou quem era na época, e ainda é, o presidente do PT paulista, não?

O mesmo que a Canção Nova contratou, e que, à época, afirmou que “os advogados da campanha irão à Justiça Eleitoral para impedir a continuidade da impressão.”(2). Isto porque o documento dos bispos, segundo ele, estaria “abrindo um precedente, criando uma cultura política nociva que nenhum de nós sabemos onde pode chegar. Se resultado eleitoral pode ser alcançado com esse tipo de prática, com mentiras, calúnias, difamações, boatos, efetivamente, a democracia está em risco.”(3)

Além disso, no site do Sr. Edinho encontra-se a notícia (4) de um encontro homossexual na cidade de Araraquara promovido pelo PT “para enfrentar o conservadorismo religioso” nas cidades pequenas. O que diz a notícia sobre o “fervoroso” Sr. Edinho? “O presidente do Diretório Estadual, Edinho Silva, enviou uma saudação aos presentes e reiterou o apoio do Partido nos debates envolvendo o movimento.” 

Na biografia descrita em seu website, afirma-se que “como cristão engajou-se nas pastorais da Igreja Católica e, seguindo os passos da Teologia da Libertação, orientou-se politicamente para o Partido dos Trabalhadores, no qual se filiou em 1985.”

Ou seja, além de tudo, um membro da velha Teologia da Libertação (esta que há anos esperneia por comunismo e que foi condenada pelo Vaticano).

A Canção Nova faz parte da Renovação Carismática Católica, movimento que, segundo alguns, teria surgido e existiria em contraposição à Teologia da Libertação, porque veria nesta muita ação político-social em detrimento da prática religiosa.

A ser assim, seria inexplicável que uma pessoa como o Sr. Edinho Silva tenha um programa televisivo na Canção Nova. Ou então a sobredita rede de TV também simpatizaria com suas ideias? Ou, ainda, quer abrir espaço para “novas ideias”, bem diversas da Doutrina Católica de sempre?

O fato é que já se percebe, especialmente na internet, uma grande perplexidade e apreensão no público que geralmente assiste à Canção Nova ou que achava ser esta um pólo de oposição à Teologia da Libertação.
_________________ 
Notas: 
1- http://www.pt.org.br/site/noticias/noticias_int.asp?cod=43228 
2- http://www1.folha.uol.com.br/poder/815617-grafica-recebe-encomenda-de-bispo-para-imprimir-21-mi-de-panfletos-anti-dilma.shtml 
3- http://edinhopt.com.br/noticias/socia-da-grafica-dos-panfletos-ilegais-antidilma-e-filiada-ao-psdb 
4- http://edinhosilva.com.br/2011/08/pt-realiza-1%C2%BA-encontro-lgbt-em-araraquara/

10 de outubro de 2010

Padre José Augusto — um sacerdote que “não fica em cima do muro”, como a maioria de seus irmãos de vocação

Baiano de Maraú, o Pe. José Augusto Souza Moreira, de 44 anos, estudou no seminário da Congregação Filhos de Maria Imaculada. Atualmente é responsável pela formação de sacerdotes e faz parte do Conselho da Comunidade Canção Nova.
Por diversas fontes, ouvi os maiores elogios ao vídeo com a pregação do Padre José Augusto, feita no dia 5 deste mês, transmitida pela “TV Canção Nova”. Mas também ouvi muitas críticas à nova e estranha posição que tomou tal emissora: censurou o sacerdote e retirou o vídeo do ar — inclusive mandou retirá-lo do YouTube. Entretanto, outros já tinham gravado a corajosa e oportuna pregação e a postaram novamente em outros links do mesmo YouTube, bem como em outros sites — como este, postado no final desta matéria, que copiei do portal “Gloria.TV”.

Por que tal censura? Certamente, porque o sacerdote pregou numa linguagem firme, sem meias verdades ou ambigüidades. Muito diferente da linguagem neutra, morna, comumente — e infelizmente — utilizada por muitos membros da CNBB. Lembremo-nos das palavras duras do Apocalipse “Conheço as tuas obras: não és nem frio nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, como és morno, nem frio nem quente, vou vomitar-te”. (Ap. 3, 15 - 16). “Nem frio nem quente”. Ou seja, alguém que não se revela nem mau, nem bom; fica no meio, no “mais ou menos”, fica “em cima do muro”... de um muro tão vergonhoso como o que separava em duas a cidade de Berlim, durante a vigência do comunismo. O Padre José Augusto, pelo contrário, fez uso da linguagem “quente”, e por isso foi censurado. Para ele uma glória, pois está sendo perseguido por ter pregado o ensinamento de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Também os petistas ficaram tiririca com o sermão do Padre José Augusto e exigem “direito de resposta”. Por quê? O padre por acaso não tem “direito de expressão”, não tem o direito de alertar seus fiéis para não apoiarem pessoas que defendem práticas contrárias à moral católica, como o aborto e o “casamento” homossexual? Ele apenas relembrou aos fiéis a doutrina católica. Simplesmente! Repreendê-lo poderia caracterizar uma verdadeira “perseguição religiosa” — aliás, como decreta o novo "Programa Nacional de Direitos Humanos”.

Portanto, não há razão nenhuma para “direito de resposta”  — da qual, seja dito de passagem, o tiro poderá sair pela culatra. Assisti duas vezes ao vídeo e não ouvi nenhuma inverdade. Àqueles que ainda não escutaram a gravação do sermão do Padre José Augusto, recomendo que o façam. Click abaixo:
Parte I



Parte II