7 de julho de 2024
Revolução homossexual — infiltrada até dentro da igreja, obriga organismos da Santa Sé a capitular
20 de dezembro de 2023
Declaração da Arquidiocese de Santa Maria em Astana
Sobre a Declaração “Fiducia supplians”, publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa Francisco a 18 de dezembro de 2023
O objetivo declarado do referido documento da Santa Sé é dar “a possibilidade de abençoar casais em situação irregular e ‘casais’ do mesmo sexo”. Ao mesmo tempo, o documento assegura que tais bênçãos far-se-ão “sem validar oficialmente o seu estatuto ou alterar de qualquer forma o ensinamento perene da Igreja sobre o Matrimônio”.
O fato de o documento não permitir o “matrimônio” de casais do mesmo sexo não deve cegar pastores e fiéis para o grande engano e mal contidos na permissão para abençoar casais em situação irregular e do mesmo sexo. Tal bênção contradiz direta e seriamente a Revelação Divina e a ininterrupta e bimilenar doutrina e prática da Igreja Católica. Abençoar casais em situação irregular e “casais” do mesmo sexo é um grave abuso do santíssimo Nome de Deus, uma vez que este Nome é invocado sobre uma união objetivamente pecaminosa de adultério ou atividade homossexual.
Portanto, nem mesmo as mais belas afirmações da citada Declaração da Santa Sé podem minimizar as consequências destrutivas e de longo alcance que derivam deste tipo de bênçãos legitimadas. Com tais bênçãos, a Igreja Católica torna-se, senão em teoria pelo menos na prática, uma propagandista da globalista e ímpia “ideologia de gênero”.
Como sucessores dos Apóstolos e fiéis ao nosso juramento solene, na consagração episcopal, de “preservar o depósito da fé na pureza e na integridade, segundo a tradição sempre e em toda parte observada na Igreja desde o tempo dos Apóstolos”, exortamos e proibimos os sacerdotes e fiéis da Arquidiocese de Santa Maria de Astana de receber ou praticar qualquer forma de bênção de casais em situação irregular e de “casais” do mesmo sexo. É supérfluo dizer que todo o pecador sinceramente arrependido com o firme propósito de não pecar doravante e de pôr fim à sua situação pecaminosa pública (como, por exemplo, coabitação fora de um casamento canonicamente válido, união entre pessoas do mesmo sexo) pode receber uma bênção.
Com sincera caridade fraterna dirigimo-nos com o devido respeito ao Papa Francisco, que — ao permitir a bênção dos casais em situação irregular e dos “casais” do mesmo sexo — “não caminha retamente segundo a verdade do Evangelho” (cf. Gal 2, 14), usando as palavras com que o apóstolo São Paulo advertiu publicamente em Antioquia o primeiro Papa. Portanto, no espírito da colegialidade episcopal, pedimos ao Papa Francisco que revogue a permissão para abençoar casais em situação irregular e “casais” do mesmo sexo, para que a Igreja Católica possa brilhar inequivocamente como “coluna e fundamento da verdade” (1Tim 3,15) para todos aqueles que procuram sinceramente conhecer a vontade de Deus e, cumprindo-a, alcançar a vida eterna.
Astana, 19 de Dezembro de 2023
+ Tomash Peta
Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Santa Maria de Astana (Cazaquistão)
+ Athanasius Schneider
Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria de Astana
26 de fevereiro de 2023
75 % das crianças nascidas hoje na Hungria vêm de pais devidamente casados
![]() |
A instituição familiar está agonizando em quase todo o mundo. O número de divórcios e de uniões efêmeras ou sem vínculo matrimonial cresce assustadoramente em todo o mundo. Mas há algumas salutares exceções: a Hungria, a Estônia e a Letônia, onde as taxas de casamento ainda se mantêm.
Segundo a Marriage Foundation do Reino Unido, “a Hungria agora tem as taxas de casamento mais altas da Europa, resultado de uma década de políticas favoráveis à família, destinadas principalmente a incentivar o aumento da fertilidade”. Explica essa fundação que entre as medidas para isso, “certos empréstimos subsidiados do governo podem ser concedidos ou totalmente dispensados para quem tem até três filhos, mas somente se os pais forem casados”.
A consequência disso é que, enquanto no resto da Europa as taxas de casamento caíram em quase todos os países, na Hungria, como dissemos, o país passou do vigésimo oitavo lugar no número de casamentos em 2010 para o primeiro. É lamentável dizer que as maiores quedas ocorreram exatamente em países de população católica como Irlanda, Itália e Portugal, onde essas taxas caíram mais da metade, inclusive durante o confinamento decorrente da Covid 19.
Numa pesquisa feita na Hungria com mil pessoas, 97% delas afirmaram sua convicção de que o casamento é algo com o qual se trabalha “todos os dias”, e 83% consideram a importância de, para o bom funcionamento do casamento, os esposos compartilharem uma cosmovisão similar.
Ainda nesse país, seis em cada dez húngaros creem que os filhos completam o matrimônio e aumentam a felicidade dos cônjuges. Além do mais, 73% estão convencidos de que o casamento oferece também uma segurança emocional tanto para o homem quanto para a mulher.
Em outras palavras, isso está também expresso em uma investigação recolhida por Hungary Today: “Os húngaros creem que a base de um matrimônio que funcione bem deve ser a aceitação e respeito [mútuo], a boa comunicação, o tempo de qualidade que [os esposos] passam juntos, o afeto, a vontade de compromisso, o amor, o sentido de humor, a divisão do trabalho e um conjunto de valores compartido”. 
Estatísticas
sobre a evolução do casamento
e do divórcio na Hungria e na Inglaterra
(Fonte:
Marriage Foundation).
A consequência da estabilidade no matrimônio reflete-se no fato de que atualmente quase 75% das crianças nascidas na Hungria vêm de pais casados. Há dez anos essa cifra era em torno de 50%. Outra consequência das medidas conservadoras do governo em relação à família está na queda do número de divórcios, chegando à cifra de sessenta anos atrás. Para se ter uma ideia do que isso significa, em Portugal, de cada cem uniões, setenta acabam em divórcio, o que se dá também, um pouco mais um pouco menos, em outros países da Europa, como a Dinamarca (68,5%), o Luxemburgo (67,5%), a República Checa (64%), a Espanha (61,8%), segundo cifras de 2018.
Isso fez com que, segundo a ministra de famílias da Hungria, Katalin Novak [foto], desde 2014 houve um acréscimo de matrimônios em quase 72%, com os divórcios caindo drasticamente, algo análogo se dando com o número de abortos, que caiu para um terço.Segundo Novak, isso se deve sobretudo às bonificações e incentivos introduzidos desde 2015, como o empréstimo sem juros de até 30 mil euros para cada casal em que a mulher tenha entre 18 e 40 anos. A garantia desse empréstimo para os novos casamentos é de 100%, e se um casal tiver três filhos ou mais, o pagamento do empréstimo pode ser adiado ou cancelado.
O “Plano de Ação para a Proteção da Família”, implantado em 2019, dispõe que as mulheres com quatro filhos ou mais ficam isentas de pagar o imposto IRPF, tendo novas facilidades para o acesso à moradia, ajuda para a compra de carro para famílias numerosas, além de o governo incentivar os avós a auxiliarem na criação dos netos. Isso tudo se os pais forem casados, como dissemos.
É preciso também dizer que nesse país conservador os políticos em geral apoiam ativamente o casamento, e que a última reforma constitucional blindou o matrimônio tradicional impedindo a adoção de crianças por pares homossexuais e declarando ser ele uma instituição “entre um homem e uma mulher”.
Esse exemplo, que deveria ser imitado por outros países pelo menos para conter o decréscimo assustador da população, infelizmente não é seguido. Pois o todo-poderoso governo da União Europeia faz o contrário: isto é, ameaça com restrições os países que trabalham nesse sentido, como a Hungria e a Polônia.
____________
Fontes:
-https://www.religionenlibertad.com/vida_familia/760076775/gran-renacimiento-matrimonial-hungria-ninos-disfrutan-padres-unidos.html
-https://www.religionenlibertad.com/vida_familia/9351820/motivos-se-disparan-matrimonios-hungria-tasa-aumenta.html
-https://marriagefoundation.org.uk/research/marriage-we-need-to-talk-about-hungary/
28 de janeiro de 2021
Pai é homem, Mãe é mulher e ponto final.
Com o título “Os nossos filhos moldarão o futuro” — uma afirmação da ministra húngara Katalin Novák [foto] — o site “Dies Irae” (Portugal) publicou no dia 26 p.p. uma excelente entrevista com ela. Julgamos de utilidade para os leitores deste blog as muito pertinentes respostas da ministra em defesa do instituto da família. Assim, aqui reproduzimos o texto, com a grafia do português de Portugal, exatamente como estampado naquele conceituado site.
* * *
![]() |
| Na sessão plenária do Parlamento húngaro, em 21 de setembro de 2020, Katalin Novák fez o juramento |
Como disseram, em primeiro lugar, sou a mulher do meu marido e mãe dos nossos três filhos. Antes da minha nomeação, fui responsável, durante anos, pela política familiar húngara. Com a alteração da nossa Lei Fundamental, registámos coisas que são óbvias para o povo Húngaro. Há uma tendência alarmante em que verdades básicas, que a humanidade considerou óbvias e inquestionáveis, estão, agora, a ser contestadas. A ideologia política parece superar a ciência e a razão. Esta tendência ainda não está presente na Hungria, as pessoas ainda acreditam que homens são homens e mulheres são mulheres, e que não se pode mudar o seu ADN ou fingir que é possível. Aprovámos legislação para fechar brechas legais e determinar quem é que o Estado reconhece como homem ou mulher, com base na biologia e na ciência, e não na ideologia social e política. Em Dezembro, acrescentámos à Constituição que pai é homem, mãe é mulher. Mesmo que isso seja óbvio para nós, actualmente é contestado. Queremos defender os nossos filhos e deixá-los ser crianças sem os usarmos para qualquer base ideológica. Parte central do pensamento do governo Húngaro é que o interesse superior da criança e o seu bem-estar são fundamentais.
![]() |
| Katalin Novák entre o Primeiro Ministro Viktor Orbán (esq.) e o Presidente da República, János Áder, no Salão dos Espelhos do Palácio Sándor |
Há um ditado na Hungria para quem está completamente perdido: nem sabe se ele é menino ou se ela é menina. Daí resulta também que, para uma criança, um dos principais pontos de segurança é o seu sexo. Não existem tais propostas na Hungria como em Portugal, mas esta tendência é, exactamente, porque aprovámos certas medidas legislativas na Hungria. O desenvolvimento mental e físico das crianças é algo muito frágil. Os adolescentes são, de modo especial, vulneráveis à influência – todos os pais podem ser testemunhas disso. Temos leis que tornam os pais responsáveis pelas acções e pelo desenvolvimento dos filhos por um motivo. As crianças têm responsabilidade limitada pelas suas próprias acções por um motivo. Não podem beber álcool, conduzir um carro ou votar nas eleições abaixo de uma certa idade por um motivo. O estado e a sociedade têm a obrigação de defendê-los e também de proteger os seus melhores interesses. Veja-se os regulamentos de escolaridade obrigatória, por exemplo. Não acompanhei esse debate em Portugal, mas a sociedade portuguesa, provavelmente, passou pelos mesmos debates e argumentos. Se foi o que a maioria apoiou, devemos respeitar. Se a opinião da maioria mudar, será possível mudar essa legislação. Acredito que esta é uma boa luta e uma luta que vale a pena travar, mas cada sociedade deve assumir a responsabilidade pelo seu futuro e pelo futuro dos seus filhos.
6 de novembro de 2020
AUTODEMOLIÇÃO DA IGREJA
“Vê-se a entrada de um esforço metódico dentro da Igreja, como nos demais setores da sociedade, não apenas de tolerância, mas de legitimação da homossexualidade, que acabará dando cumprimento aos desejos do Parlamento Europeu, de que se reconheçam à união de pessoas do mesmo sexo os mesmos efeitos jurídicos do casamento.
14 de setembro de 2020
Na Itália, o espectro de uma ditadura LGBTQ
Fonte: Revista Catolicismo, Nº 837, Setembro/2020
O Parlamento italiano está discutindo o projeto de lei Zan (do deputado Alessandro Zan), também conhecido como projeto de lei Zan-Scalfarotto (o deputado Ivan Scalfarotto foi o autor do primeiro rascunho), ambos do Partido Democrático, herdeiro do Partido Comunista. A intenção do projeto de lei é “opor-se à homofobia e transfobia”, modificando o Código Penal com artigos sobre “violência ou discriminação devido a preferências sexuais ou identidade de gênero”. O projeto de lei pretende tratar de uma “emergência de gênero” na Itália, como se a violência contra homossexuais e transgêneros fosse desenfreada.
Tudo no projeto é errado e perigoso.
Para começar, não existe uma “emergência de gênero” na Itália. Muito pelo contrário, pois infelizmente a Itália é considerada um dos países europeus mais “amigos dos homossexuais”, logo abaixo da ultra-permissiva Grã-Bretanha. Mais de 70% dos italianos apoiam direitos iguais para os homossexuais. Um número impressionante de 27% aprovaria a formação de um partido homossexual, e 6,7% votariam a favor. O serviço de estatísticas da União Europeia mostra que a Itália tem uma das menores taxas de violência relacionada ao gênero: apenas 29 casos por ano.
Tivemos dois presidentes regionais abertamente homossexuais: Nichi Vendola, da Puglia, e Rosario Crocetta, da Sicília. Há um deputado transgênero: Vladimir Lussuria. Um comentarista conhecido da TV é travesti: Mauro Coruzzi, também conhecido como Platinette. Números em mãos, podemos concluir firmemente que não há na Itália “emergência de gênero” que exija uma legislação especial.
Em segundo lugar, a legislação atual na Itália já protege a integridade física e a dignidade moral de todos os cidadãos. O Código Penal pune severamente qualquer ofensa — seja física, verbal ou por imagens — motivada por ódio ou desdém (Art. 604 bis). Além disso, penaliza “qualquer propaganda ou instigação à ofensa com base em discriminação racial, étnica ou religiosa”. A pena é agravada se a ofensa for motivada por “motivos fúteis ou desprezíveis” (Art. 61), como orientação sexual. Em outras palavras, homossexuais e transgêneros já estão suficientemente protegidos. Vereditos regionais e federais recentes mostram que, com base no atual Código Penal, os tribunais italianos já usam o conceito de homofobia. Não há absolutamente nenhuma necessidade de nova legislação.
Em terceiro lugar, a teoria jurídica estabelece que não pode haver punição sem uma definição clara do que constitui um ato criminoso. Em outras palavras, os cidadãos não podem ser condenados por crimes que não são definidos como tais. “Homofobia” e “transfobia” não estão definidas em nenhum código legal, seja italiano ou europeu. Nem são definidos em nenhum texto científico, como o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou o CID (Código Internacional de Doenças). Quem decidirá o que constitui um crime de “homofobia” ou de “transfobia”? Uma possibilidade é que os próprios juízes decidam, caso a caso, se um ato constitui ou não um crime de homofobia ou transfobia. Isso levaria diretamente à arbitrariedade judicial.
Se considerarmos que a grande maioria dos juízes italianos está à esquerda no espectro político, podemos imaginar que tipo de decisão seria proferida. Outra maneira de definir esses crimes, ainda mais perigosa, seria pelo conceito de “violência percebida”, que vai ganhando terreno lentamente na teoria jurídica. O crime existiria caso a vítima se julgasse ofendida. Portanto, constituiria crime qualquer ato ou palavra entendidos pela própria vítima como ofensivos.
Ensino do Catecismo poderá ser penalizado
![]() |
Mas aprofundemo-nos no projeto de lei Zan-Scalfarotto. Sem dúvida, é a legislação mais ditatorial, absolutista e fascista já produzida na Itália. Já foi aprovado na Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, e deverá ser apresentado em breve. Apoiado por todos os partidos de esquerda, o projeto foi contestado apenas por Fratelli d'Italia Lega. O Forza Italia de Silvio Berlusconi se absteve, confirmando sua tendência para a esquerda.
Se for aprovado, o projeto punirá qualquer “discriminação baseada em gênero, orientação sexual ou identidade de gênero”. Eis as penalidades:
— de 18 meses a
seis anos de prisão, se o agressor pertencer a uma organização que rejeita a
homossexualidade do transgenerismo;
— revogação da
carteira de identidade nacional;
— revogação do
passaporte;
— revogação da
carteira de motorista;
— toque de
recolher depois das 18 horas;
— perda de
direitos políticos por três anos.
A
sentença de prisão poderá ser comutada mediante “serviços civis” realizados em
centros LGBTQ, onde o infrator será devidamente “reeducado”. Sim, RE-EDUCADO!
Se essa lei for aprovada, um sacerdote que pregar do púlpito o Catecismo
da Igreja Católica, no que se refere aos mandamentos sexto e nono, estará
sujeito à penalidade máxima. E o autor deste artigo poderá tornar-se
presidiário em um cárcere de segurança máxima quando escrever o próximo...
Tal
ataque à liberdade religiosa não ocorreu sem oposição.
É crime expressar a própria opinião católica?
A pandemia do covid
desestruturou o país até as suas raízes, interrompendo a vida política e
cultural especialmente no campo conservador. As reuniões públicas, embora não
totalmente impossíveis, tornaram-se muito difíceis de organizar, devido às
restrições sanitárias. No entanto, à medida que o projeto de lei tramitava no
Parlamento, grupos pró-vida e pró-família começaram a se reunir, formando a
coalizão Restiamo Liberi
(Permanecemos livres). O objetivo da coalizão é muito simples: interromper o
projeto de lei Zan fazendo ouvir a voz do povo.
Em um comunicado à imprensa,
Restiamo Liberi definiu o seu
objetivo: “Dizemos NÃO à instituição de
um novo crime, o da ‘homotransfobia’, não definido pelo legislador, deixando
assim enormes espaços para interpretações e desvios liberticidas, que atingirão
todos aqueles que se expressarem de maneiras não alinhadas com o pensamento
politicamente correto. Numa época em que o poder está cada vez mais concentrado
nas mãos de poucos, a instituição do crime de opinião é mais um passo rumo à
repressão da divergência, de qualquer dissidência. Este é um fato que deve
preocupar a todos”.
No sábado, 11 de julho de 2020, o Restiamo
Liberi organizou 100 manifestações públicas em diversas cidades italianas.
Em Monza participaram mais de 150 pessoas, enquanto em Roma foram quase mil,
evidenciando a penetração popular que o movimento pró-família alcançou. Os
membros da Associazione Tradizione
Famiglia Proprietà, da qual sou presidente, participaram de várias dessas
manifestações.
Massimo Gandolfini, líder do Dia
da Família, declarou: “A liberdade de
expressão e a liberdade de professar a religião estão em risco. Quem se
preocupa com a liberdade e a democracia, independentemente de suas crenças
religiosas ou políticas, é chamado a apoiar a campanha”. E Antonio Brandi,
de Pro Vita & Famiglia,
confirmou: “A homofobia não é uma
emergência e o projeto de lei Zan representa a ditadura do LGBTQ, uma lei que
reduz a liberdade de opinião garantida constitucionalmente”.
O eloquente silêncio do Vaticano
As manifestações foram um sucesso? Irão influenciar o Parlamento? Em um mundo sempre em movimento, como o nosso, é difícil responder. Dadas as atuais circunstâncias, obviamente elas foram um sucesso, pelo menos em termos relativos. Mas é um fato infeliz que a barreira do horror à homossexualidade e ao transgenerismo esteja diminuindo, assim como ocorreu em relação ao controle da natalidade, divórcio e aborto. A opinião pública italiana está se deteriorando gradualmente, tornando cada vez mais difícil reunir apoio a causas pró-vida e pró-família. A menos que algo muito profundo aconteça no campo espiritual — isto é, uma conversão —, esse curso dos acontecimentos não mudará.
Temos
uma dificuldade imediata, que é a liderança. Os católicos italianos
não receberam nenhuma orientação do Vaticano em relação a esse projeto de lei.
O Papa Francisco não pronunciou uma só palavra. Pelo contrário, apoiou
publicamente algumas das políticas adotadas pelo governo de esquerda. Num país
profundamente católico, onde a voz da Igreja poderia ter um efeito retumbante,
esse silêncio é extremamente prejudicial.
A Conferência Episcopal
Italiana (CEI) emitiu um comunicado criticando o Projeto de Lei
Zan-Scalfarotto, mas em termos tão moderados que o tornam praticamente ineficaz.
Ademais, ele não foi seguido por nenhuma ação concreta. Nas manifestações do Restiamo Liberi não havia bispos, mas
apenas um punhado de sacerdotes. As paróquias e associações católicas os
evitaram, de acordo com o tratamento “prudente” adotado pela CEI em relação ao
governo. Isso se traduz em uma atitude de não resistência a qualquer mal
resultante dele. Apenas dois bispos alertaram os católicos sobre as
consequências sinistras que esse projeto de lei teria.
Nem
sequer no âmbito político existe uma figura nacional capaz de coordenar esses
grupos de base e transformá-los em um movimento politicamente eficaz. O ponto
importante, porém, é que na base as pessoas estão dispostas a lutar em defesa
da liberdade de expressão e religião. Enquanto elas não recuarem, tudo é
possível.
3 de agosto de 2018
Assine já! Não ao Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero!
Se aprovado, o "Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero" cercearia a liberdade religiosa e até mesmo o direito dos pais em educar seus filhos contra a Ideologia de Gênero.
Nesse sentido, tornaria o Cristão um cidadão de segunda classe.
Tramita no Senado Federal o PLS 134/2018, elaborado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e pela Comissão Especial de Diversidade de Gênero e Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).
O texto recebeu parecer favorável da relatora, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP).
Ele institui o Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero. O objetivo desse Estatuto, com mais de cem artigos, é impor, de forma draconiana, a Ideologia de Gênero em todos os segmentos da sociedade. Ele cria também uma casta de pessoas com direitos e privilégios específicos: os que têm “identidade de gênero” diferente.
Para ler um resumo comentado dessa proposta de lei, clique aqui.
Apenas a título de exemplo da interferência desse projeto nas escolas:
➤ Art. 56: “Os estabelecimentos públicos e privados de ensino têm o dever de promover a liberdade, a tolerância, a igualdade, a diversidade e o respeito entre as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.”
➤ Em seguida, no art. 58 diz: “Os profissionais da educação têm o dever de abordar os temas relativos à sexualidade, adotando materiais didáticos que não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero.”
➤ No art. 60: “Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, dirigentes e educadores devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas”.
Serão também criadas cotas nas empresas públicas e privadas para os homossexuais e transgêneros:
➤ Art. 70. A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no mercado de trabalho a transgêneros e intersexuais, mediante cotas, atentando ao princípio da proporcionalidade.
Cabe a nós a mobilização contra esta ameaça silenciosa.
Divulgar a campanha e assinar novos cartões vermelhos para os Senadores é uma maneira de alertá-los que somos contra a Ideologia de Gênero e estamos de olho nas ações deles daqui em diante.
Esses cartões serão impressos e uma comitiva do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira irá entrega-los em Brasília.
Imagine mais de 3 milhões de Cartões Vermelhos entrando no Senado Federal e sendo entregues aos Senadores? É uma montanha de advertências do Brasil inteiro contra esse absurdo projeto!
Assine agora seu cartão vermelho e agora seu cartão vermelho e faça parte dessa maioria que ama a Terra da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não permita que essa projeto iníquo seja aprovado e imposto à maioria de um país que deseja ser fiel à Deus e à Sua Lei.
Contamos com a sua mobilização!
Divulgue! Já enviou o seu cartão vermelho? Então ajude-nos a propagar essa campanha!
Você pode:
1 – Convidar 5 amigos no mínimo para se juntar à esta mobilização, através desta página. Você não precisa fazer nada além de incluir o e-mail dessas pessoas (elas receberão um e-mail automático de convite à esta mobilização).
2 – Colocar o abaixo-assinado em seu blog ou site. Dessa forma, os visitantes do seu site poderão ler a descrição e assinar o abaixo-assinado diretamente do seu site! Para isso, basta incluir o código abaixo no seu site:
Ver código
3 – Fazer uma doação – não importa o valor – para nos ajudar a alcançar o maior número de pessoas possível e entregar pessoalmente todos os cartões!
Não temos grandes patrocínios e nem recebemos ajuda de empresas. Só dependemos de você, um brasileiro consciente de seu papel como cidadão e precisamos da sua colaboração para entregar em mãos todas as dezenas de milhares de cartões vermelhos enviados através de nosso site!
29 de julho de 2018
Agenda LGBT contra a Igreja
O artigo Católicos LGBT organizam movimento para reivindicar mais espaço na Igreja, de Anna Virginia Balloussier (folha.uol, 23-7-18), traz declarações de uma ativista homossexual que de tal maneira deixou cair a máscara, que produziu o efeito da pedrinha de sal ao cristalizar todo o líquido de um copo.
A árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos, pelos frutos conhecereis os homens, ensina o divino Salvador (Mt 7, 20). Toda a árvore que não der bom fruto será lançada ao fogo. Portanto, as pessoas que não produzem bons frutos querem transformar o ambiente católico numa atmosfera concessiva ao pecado que clama a Deus por vingança.
Aprendi nas aulas de Catecismo que a Igreja Católica — sociedade visível fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo — tem seus mandamentos, sua doutrina, suas leis, suas regras, seus cânones. Todo esse conjunto fundamentado na Sagrada Escritura e na Tradição constitui um bloco do qual não se pode aceitar apenas uma parte.
Mais ainda, pelos estudos feitos no Seminário, aprendi também que os princípios da Religião católica são inegociáveis. Assim, entre o ensinamento da Igreja e o homossexualismo, por exemplo, não existe aproximação possível; são irreconciliáveis como a luz e as trevas, a verdade e o erro, a virtude e o vício; há entre eles uma incompatibilidade total, pois são excludentes.
Se a Igreja abrisse mão deste ponto, deixaria de ser a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois está no livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua posteridade e a posteridade dela. Ela te esmagará a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar” (Gen. 3, 15). E essa inimizade é eterna.
Vejamos as palavras da ativista homossexual que se insurge contra a autoridade eclesiástica: “Questionamos muito a atitude de esperar que o Papa mude alguma coisa, como se tivéssemos de aguardar algum tipo de autorização vinda do alto da Hierarquia para podermos ser Igreja. Isso nós já somos”. Seria bom se essa ativista que diz “ser Igreja” soubesse que, conforme afirma São Paulo na segunda epístola a Timóteo, autoridade alguma na face da Terra pode mudar a doutrina de Cristo.
O Apóstolo ainda aconselha: “Prega a palavra, insiste, quer agrade, quer desagrade; repreende, suplica, admoesta com toda a paciência e doutrina. Porque, virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, e contratarão para si mestres conforme os seus desejos, levados pela curiosidade de ouvir, e afastarão os ouvidos da verdade para os abrir às fábulas” (Tim. 4,1-8).
Afirmar ser igreja revela uma total deformação do conceito de Igreja. São Pio X [foto ao lado] ensina que a Igreja é uma sociedade visível composta de eclesiásticos e de leigos. Os primeiros pertencem à Igreja docente, ou seja, têm o poder de ensinar, governar e santificar; os leigos são da Igreja discente, isto é, devem ser ensinados, governados e santificados pelos seus pastores. Para ser cristão é indispensável ser batizado, crer e professar a doutrina e a lei ensinadas por Jesus Cristo e contida no magistério da Igreja.
O ensinamento de Nosso Senhor na parábola do Bom Pastor e do filho pródigo que volta à casa paterna ressalta o Seu amor para com as almas afastadas da graça e da amizade divina. Ele faz de tudo para que elas voltem ao redil, pois há mais júbilo no Céu por um pecador que faça penitência do que por noventa e nove justos que não precisam dela.
Há mais alegria no Céu por um só pecador que se emenda e faz penitência, do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se (Lc 15,7). A pior tragédia de uma alma é quando ela quer justificar sua má conduta impondo-a aos demais. Ao reivindicar cidadania para o erro, o seu coração endurece, dificultando a sua conversão.
Toda sociedade civilizada tem suas leis, seus princípios, seus códigos. Seus membros devem aderir a esse conjunto normativo, pois são afins com ele e existem para o bem comum. Assim, a Igreja como sociedade visível de caráter espiritual não pode transigir em relação aos ensinamentos do seu Fundador, o Filho de Deus encarnado.
O próprio Nosso Senhor nos alerta sobre os falsos profetas que vêm a nós com pele de ovelhas e por dentro são lobos vorazes. Porventura se colhem uvas de espinhos ou figos de cardos? São Paulo Apóstolo, na epístola aos Romanos, afirma que quando somos livres do pecado e feitos servos de Deus, temos por fruto a santidade e por fim a vida eterna.
A mencionada ativista homossexual, pelo contrário, se considera acima dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja a ponto de querer impor condições à autoridade eclesiástica: “Questionamos muito a atitude de esperar que o Papa mude alguma coisa”... É bom lembrá-la da lição divina de que nem todo aquele que diz “Senhor, Senhor” entrará no reino do Céu, mas quem faz a vontade de meu Pai que está no Céu, e a vontade de Deus está contida nos Mandamentos.
A ativista vai mais longe. Para ela, “essa linguagem progressista do papa não é precisa, ‘não faz sentido’ a Igreja excluir e ferir. ‘Cristo andava com os piores pecadores, os maiores párias da sociedade”. Os apóstolos e discípulos seriam pecadores péssimos, párias da sociedade? Da mesma forma que Lázaro, José de Arimateia e Nicodemos, que comprou 100 libras de mirra e aloés para os funerais do Homem-Deus? (Jo 19-33).
Qual o conselho do Divino Mestre à mulher adúltera? “Vai e não peques mais”. [representação ao lado] Se nas palavras de uma ativista homossexual não faz sentido a Igreja excluir e ferir, então o Papa Leão X deveria ter “incluído” os erros de Lutero no Magistério da Igreja? A Igreja deveria ter aceitado o divórcio e “incluído” Henrique VIII e todo o anglicanismo como enriquecimento do magistério? São Pio X deveria ter aprovado e “incluído” os erros modernistas, em vez de condená-los?
A Igreja deveria acatar e “incluir” Frei Boff e os “teólogos” da Teologia da Libertação em seu seio? Talvez essa ativista inclua na sua agenda a reabilitação de Lúcifer e sua “inclusão” no reino celeste, um verdadeiro absurdo, mas é a conclusão que se pode tirar de seu ‘princípio inclusivo’. Na verdade, ela nega o princípio metafísico da contradição, a incompatibilidade do vício com a virtude.
Convém lembrar o que diz São Pio X no Catecismo Maior: “A sodomia está classificada em gravidade logo depois do homicídio voluntário, entre os pecados que clamam a Deus por vingança. Desses pecados se diz que clamam a Deus por vingança, porque o Espírito Santo assim o diz, e porque a sua iniquidade é tão grave e evidente, que provoca a punição de Deus com os castigos mais severos.”
Por sua vez, São Pedro Damião afirma: “Este vício não pode jamais ser comparado a nenhum outro, pois ultrapassa a enormidade de todos os vícios. Ele corrompe tudo, mancha tudo, polui tudo. Por sua própria natureza, não deixa nada puro, nada limpo, nada que não seja imundície. A carne miserável arde com o calor da luxúria; a mente fria treme com o rancor da suspeita; no coração do homem miserável o caos ferve como o inferno.”
E prossegue: “Depois que essa serpente venenosa introduz suas presas na infeliz alma, o senso é retirado, a memória se desgarra, a clareza da mente é obscurecida. Ele não se lembra mais de Deus, até se esquece de si mesmo. Essa praga solapa os fundamentos da fé, enfraquece a força da esperança, destrói o laço da caridade; afasta a justiça subverte a fortaleza, expulsa a temperança, entorpece a perspicácia da prudência” (Homem e Mulher Deus os Criou, Artpress, S. Paulo, 2011, p. 26).
Protestemos contra essa rebeldia, que é também uma ingerência e um insulto à Santa Igreja de Deus. Aconselharia a tal ativista que lesse meu livro Homem e Mulher Deus os Criou — As relações homossexuais à luz da doutrina católica, da Lei natural e da ciência médica.
12 de junho de 2018
A radical intolerância dos “tolerantes”
![]() |
| Momento de uma das várias agressões físicas. A polícia, presente o tempo todo, teve temor de intervir |
![]() |
| Chamam a atenção as imagens
de “Che” Guevara
portadas pelos agitadores LGBT. Afinidades ideológicas com o comunismo, cada vez mais claras |
Poucos minutos após o início da campanha, apresentou-se um magote com cerca de 100 militantes LGBT, claramente preparados para um ato de guerrilha urbana. Alguns tinham o rosto coberto por lenços, outros usavam capacetes que lhes cobriam toda a cabeça. Revoltados, atacaram-nos fisicamente, de forma bastante violenta; atingiram nossos olhos com balões contendo pó de pimenta e purpurina; arrebataram com força os folhetos das nossas mãos, para em seguida rasgá-los; e tentaram apossar-se dos nossos banners, sem o conseguir.
Começamos a rezar o Santo Rosário, mas os hooligans LGBT ignoraram o caráter estritamente religioso deste ato, e passaram a arrancar os terços de nossas mãos, arrebentá-los e zombar de nós. O ódio à Fé era óbvio. Mas nossa calma, coadjuvada por indiscutível superioridade moral, impediu que a situação se degradasse. A Polícia, muito favorável ao nosso trabalho, só nos protegeu em parte, pois temia ser erroneamente censurada como favorecedora de “atos homofóbicos”.
Não foi esta a primeira vez que estive na rua, lidando com agitadores LGBT. Mas neste caso tão característico de intolerância, algumas conclusões eram evidentes.
![]() |
| Um dos hooligans LGBT |
2. A Polícia afirmou que só podia nos proteger até certo ponto, pois deveria ter muito cuidado para não ser acusada de “crime de homofobia”, o qual poderia implicar em expulsão e processo penal. É um direito do cidadão ser protegido pelas forças da ordem, mas outro elemento típico das ditaduras é esse controle da Polícia.
3. Além de ordeiro e pacífico, nosso protesto estava firmemente motivado, tanto do ponto de vista intelectual quanto moral. Apresentávamos de forma serena um ponto de vista: o da moral católica e do direito natural. Porém a intolerância da ditadura LGBT é radical, total, absoluta. Ninguém tem o direito de manifestar um ponto de vista contrário ao dela. Quem o faz, literalmente põe em risco a própria pele. Eis um terceiro elemento da ditadura: o controle do pensamento por meio da força bruta.
4. A fúria dos elementos LGBT atingiu seu paroxismo quando começamos a rezar o Santo Rosário. Não só arrancaram o terço das nossas mãos, mas também praticaram atos lascivos em nossa presença, chegando mesmo a colocar as mãos sobre nós. Não reagimos com desforço físico, pois seríamos imediatamente acusados de praticar “violência de gênero”. Mais um elemento da ditadura: virtual proibição de praticar a própria religião, inclusive no domínio moral.
Estamos caminhando com celeridade para aquela “ditadura do relativismo” denunciada pelo Papa Bento XVI. Na Holanda, já conseguiram criar um clima de terror ideológico. Fatos como esses, frequentes também em outros países, devem abrir os olhos das pessoas sobre o perigo de uma ditadura LGBT em franca expansão.
Nestas páginas, algumas fotos da campanha em Nijmegen não dão bem a ideia do ódio e da violência dos hooligans LGBT. A imprensa holandesa evitou difundir as cenas mais violentas, mas filmamos tudo e nos reservamos o direito de publicar o vídeo integral, caso julguemos necessário.























