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7 de julho de 2024

Revolução homossexual — infiltrada até dentro da igreja, obriga organismos da Santa Sé a capitular

Capa alusiva ao recém-lançado livro Uma brecha na barragem — Fiducia Supplicans sucumbe à pressão do lobby homossexual. Obra que denuncia a infiltração da “homoheresia” nos meios católicos, visando forçar a Santa Sé a aprovar as reivindicações do movimento homossexual, como a mudança da doutrina da Igreja relativa à moral católica.

Brecha na barragem — com a recusa do ensinamento tradicional da Igreja Católica, uma pergunta se impõe: o Vaticano continuará a se submeter ao lobby homossexual? 

✅ Fonte: Revista Catolicismo, Nº 883, Julho/2023 

Impressiona como, através de um processo verdadeiramente diabólico — utilizando o método da gradualidade como artimanha para avançar passo a passo sem assustar a opinião pública —, a que extremo está chegando a revolução homossexual. 

No início, os ativistas de tal revolução “apenas” reivindicavam o direito de existir; depois, de serem aceitos; mais tarde, de serem aplaudidos; e, nos presentes dias, de que não somente suas condutas sejam ensinadas até nas escolas primárias, mas se tornem leis, como o projeto de “casamento” entre duplas do mesmo sexo. 

Nesse processo gradual, uma parte da opinião pública que antes rejeitava o comportamento homossexual, passou a aceitá-lo e a não aceitar que a outra parte o rejeite, e até mesmo a defender as piores ignomínias contra a lei divina e a lei natural. Há inclusive radicais que propugnam as relações homossexuais de adultos com crianças e até mesmo relações zoofílicas. 

Assim, gradativamente, ao longo das décadas, a barragem que representava a moral foi sendo forçada, a ponto de a vermos hoje com uma enorme brecha. A partir daí — se não houver forte reação e intervenção divina nos acontecimentos —, estamos a um passo de vermos toda a barragem da moralidade ir por água abaixo. Seria o fim, por exemplo, da instituição familiar como estabelecida por Deus.

Chegou-se a essa anomalia graças à infiltração de ativistas da agenda homossexual em toda a sociedade e até dentro da Igreja Católica, agindo junto a eclesiásticos “modernistas”, inclusive no Vaticano, com vista a obter a aprovação da Igreja para a perversão homossexual e alteração de sua milenar doutrina, que sempre condenou essa perversão como ato “intrinsecamente desordenado”. 

Pressionados pelo lobby homossexual, alguns organismos da Santa Sé foram relativizando esta questão moral, ora avançando dois passos, ora recuando um, mas sempre capitulando, favorecendo assim essas relações pecaminosas. 

Um marco na citada revolução foi a Declaração Fiducia Supplicans, publicada pelo Cardeal Fernández com aprovação do Papa Francisco, recomendando bênçãos sacerdotais para casais que vivem em situação irregular e duplas do mesmo sexo. 

Denunciando essa infiltração, a “homoheresia” e a capitulação do Vaticano, José Antonio Ureta e Julio Loredo — os mesmos autores do best-seller O Processo Sinodal: uma Caixa de Pandora (2023) — acabam de lançar outro livro: Uma brecha na barragem — Fiducia Supplicans sucumbe à pressão do lobby homossexual. 

A matéria de capa da presente edição versa sobre este tema, que está causando muito impacto, polêmicas e reações, inclusive de membros eminentes da sagrada hierarquia. Aconselhamos vivamente aos nossos leitores um estudo aprofundado sobre ele, para que saibam resistir eficazmente segundo a moral católica.

20 de dezembro de 2023

Declaração da Arquidiocese de Santa Maria em Astana



Sobre a Declaração “Fiducia supplians”, publicada pelo Dicastério para a Doutrina da Fé e aprovada pelo Papa Francisco a 18 de dezembro de 2023 


O objetivo declarado do referido documento da Santa Sé é dar “a possibilidade de abençoar casais em situação irregular e ‘casais’ do mesmo sexo”. Ao mesmo tempo, o documento assegura que tais bênçãos far-se-ão “sem validar oficialmente o seu estatuto ou alterar de qualquer forma o ensinamento perene da Igreja sobre o Matrimônio”

O fato de o documento não permitir o “matrimônio” de casais do mesmo sexo não deve cegar pastores e fiéis para o grande engano e mal contidos na permissão para abençoar casais em situação irregular e do mesmo sexo. Tal bênção contradiz direta e seriamente a Revelação Divina e a ininterrupta e bimilenar doutrina e prática da Igreja Católica. Abençoar casais em situação irregular e “casais” do mesmo sexo é um grave abuso do santíssimo Nome de Deus, uma vez que este Nome é invocado sobre uma união objetivamente pecaminosa de adultério ou atividade homossexual. 

Portanto, nem mesmo as mais belas afirmações da citada Declaração da Santa Sé podem minimizar as consequências destrutivas e de longo alcance que derivam deste tipo de bênçãos legitimadas. Com tais bênçãos, a Igreja Católica torna-se, senão em teoria pelo menos na prática, uma propagandista da globalista e ímpia “ideologia de gênero”.

Como sucessores dos Apóstolos e fiéis ao nosso juramento solene, na consagração episcopal, de “preservar o depósito da fé na pureza e na integridade, segundo a tradição sempre e em toda parte observada na Igreja desde o tempo dos Apóstolos”, exortamos e proibimos os sacerdotes e fiéis da Arquidiocese de Santa Maria de Astana de receber ou praticar qualquer forma de bênção de casais em situação irregular e de “casais” do mesmo sexo. É supérfluo dizer que todo o pecador sinceramente arrependido com o firme propósito de não pecar doravante e de pôr fim à sua situação pecaminosa pública (como, por exemplo, coabitação fora de um casamento canonicamente válido, união entre pessoas do mesmo sexo) pode receber uma bênção. 

Com sincera caridade fraterna dirigimo-nos com o devido respeito ao Papa Francisco, que — ao permitir a bênção dos casais em situação irregular e dos “casais” do mesmo sexo — “não caminha retamente segundo a verdade do Evangelho” (cf. Gal 2, 14), usando as palavras com que o apóstolo São Paulo advertiu publicamente em Antioquia o primeiro Papa. Portanto, no espírito da colegialidade episcopal, pedimos ao Papa Francisco que revogue a permissão para abençoar casais em situação irregular e “casais” do mesmo sexo, para que a Igreja Católica possa brilhar inequivocamente como “coluna e fundamento da verdade” (1Tim 3,15) para todos aqueles que procuram sinceramente conhecer a vontade de Deus e, cumprindo-a, alcançar a vida eterna. 

Astana, 19 de Dezembro de 2023 

+ Tomash Peta

 Arcebispo Metropolitano da Arquidiocese de Santa Maria de Astana (Cazaquistão) 

+ Athanasius Schneider

Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Santa Maria de Astana

26 de fevereiro de 2023

75 % das crianças nascidas hoje na Hungria vêm de pais devidamente casados

  Plinio Maria Solimeo 

A instituição familiar está agonizando em quase todo o mundo. O número de divórcios e de uniões efêmeras ou sem vínculo matrimonial cresce assustadoramente em todo o mundo. Mas há algumas salutares exceções: a Hungria, a Estônia e a Letônia, onde as taxas de casamento ainda se mantêm. 

Segundo a Marriage Foundation do Reino Unido, “a Hungria agora tem as taxas de casamento mais altas da Europa, resultado de uma década de políticas favoráveis à família, destinadas principalmente a incentivar o aumento da fertilidade”. Explica essa fundação que entre as medidas para isso, “certos empréstimos subsidiados do governo podem ser concedidos ou totalmente dispensados para quem tem até três filhos, mas somente se os pais forem casados”

A consequência disso é que, enquanto no resto da Europa as taxas de casamento caíram em quase todos os países, na Hungria, como dissemos, o país passou do vigésimo oitavo lugar no número de casamentos em 2010 para o primeiro. É lamentável dizer que as maiores quedas ocorreram exatamente em países de população católica como Irlanda, Itália e Portugal, onde essas taxas caíram mais da metade, inclusive durante o confinamento decorrente da Covid 19. 

Numa pesquisa feita na Hungria com mil pessoas, 97% delas afirmaram sua convicção de que o casamento é algo com o qual se trabalha “todos os dias”, e 83% consideram a importância de, para o bom funcionamento do casamento, os esposos compartilharem uma cosmovisão similar.

Ainda nesse país, seis em cada dez húngaros creem que os filhos completam o matrimônio e aumentam a felicidade dos cônjuges. Além do mais, 73% estão convencidos de que o casamento oferece também uma segurança emocional tanto para o homem quanto para a mulher. 

Estatísticas sobre a evolução do casamento
e do divórcio na Hungria e na Inglaterra
(Fonte: Marriage Foundation)
.
Em outras palavras, isso está também expresso em uma investigação recolhida por Hungary Today: “Os húngaros creem que a base de um matrimônio que funcione bem deve ser a aceitação e respeito [mútuo], a boa comunicação, o tempo de qualidade que [os esposos] passam juntos, o afeto, a vontade de compromisso, o amor, o sentido de humor, a divisão do trabalho e um conjunto de valores compartido”


A consequência da estabilidade no matrimônio reflete-se no fato de que atualmente quase 75% das crianças nascidas na Hungria vêm de pais casados. Há dez anos essa cifra era em torno de 50%. Outra consequência das medidas conservadoras do governo em relação à família está na queda do número de divórcios, chegando à cifra de sessenta anos atrás. Para se ter uma ideia do que isso significa, em Portugal, de cada cem uniões, setenta acabam em divórcio, o que se dá também, um pouco mais um pouco menos, em outros países da Europa, como a Dinamarca (68,5%), o Luxemburgo (67,5%), a República Checa (64%), a Espanha (61,8%), segundo cifras de 2018. 

Isso fez com que, segundo a ministra de famílias da Hungria, Katalin Novak [foto], desde 2014 houve um acréscimo de matrimônios em quase 72%, com os divórcios caindo drasticamente, algo análogo se dando com o número de abortos, que caiu para um terço. 

Segundo Novak, isso se deve sobretudo às bonificações e incentivos introduzidos desde 2015, como o empréstimo sem juros de até 30 mil euros para cada casal em que a mulher tenha entre 18 e 40 anos. A garantia desse empréstimo para os novos casamentos é de 100%, e se um casal tiver três filhos ou mais, o pagamento do empréstimo pode ser adiado ou cancelado.

O “Plano de Ação para a Proteção da Família”, implantado em 2019, dispõe que as mulheres com quatro filhos ou mais ficam isentas de pagar o imposto IRPF, tendo novas facilidades para o acesso à moradia, ajuda para a compra de carro para famílias numerosas, além de o governo incentivar os avós a auxiliarem na criação dos netos. Isso tudo se os pais forem casados, como dissemos. 

É preciso também dizer que nesse país conservador os políticos em geral apoiam ativamente o casamento, e que a última reforma constitucional blindou o matrimônio tradicional impedindo a adoção de crianças por pares homossexuais e declarando ser ele uma instituição “entre um homem e uma mulher”

Esse exemplo, que deveria ser imitado por outros países pelo menos para conter o decréscimo assustador da população, infelizmente não é seguido. Pois o todo-poderoso governo da União Europeia faz o contrário: isto é, ameaça com restrições os países que trabalham nesse sentido, como a Hungria e a Polônia. 

____________ 

Fontes: 

-https://www.religionenlibertad.com/vida_familia/760076775/gran-renacimiento-matrimonial-hungria-ninos-disfrutan-padres-unidos.html 

-https://www.religionenlibertad.com/vida_familia/9351820/motivos-se-disparan-matrimonios-hungria-tasa-aumenta.html 

-https://marriagefoundation.org.uk/research/marriage-we-need-to-talk-about-hungary/

28 de janeiro de 2021

Pai é homem, Mãe é mulher e ponto final.


C
om o título “Os nossos filhos moldarão o futuro” — uma afirmação da ministra húngara Katalin Novák [foto] — o site “Dies Irae” (Portugal) publicou no dia 26 p.p. uma excelente entrevista com ela. Julgamos de utilidade para os leitores deste blog as muito pertinentes respostas da ministra em defesa do instituto da família. Assim, aqui reproduzimos o texto, com a grafia do português de Portugal, exatamente como estampado naquele conceituado site.

*   *   * 

O portal Dies Iræ teve o privilégio de entrevistar, em exclusivo, a Ministra para os Assuntos Familiares da Hungria, Katalin Novák, no seguimento das alterações realizadas à Constituição e dos inúmeros ataques da Europa ao Governo de Orbán que, ao longo dos seus mandatos, tem introduzido legislação absolutamente fundamental para a defesa dos valores da Família e da Vida. Possa esta entrevista inspirar todos aqueles que, principalmente em Portugal, se empenham nas mais diversificadas acções e campanhas pró-Vida e pró-Família. 


1. Senhora Ministra, começamos por lhe agradecer por nos conceder esta tão importante entrevista e desejamos que este novo ano possa ser repleto das bênçãos de Deus e de Santo Estêvão para a Hungria, para o Governo Húngaro e, claro, para a senhora Ministra. Esperamos, em breve, poder recebê-la no nosso País. Brevemente, que balanço faz de 2020, ano marcado pelo COVID-19, a nível nacional e internacional? 

Assistimos a um ano como nenhum outro. É a primeira vez, em mais de um século, que uma pandemia coloca o Mundo de joelhos. Forçou os decisores, líderes políticos e económicos, bem como os cidadãos, a reavaliar as suas prioridades e a pensar sobre o que realmente importa. Também podemos concluir que, entre os efeitos negativos da globalização, não podemos falar apenas das alterações climáticas ou da migração ilegal, mas devemos também dirigir a nossa atenção para os riscos relacionados com a saúde pública. Cada crise internacional mostrou que os estados-nação continuam a ser os actores mais capazes e poderosos para defender os interesses dos seus cidadãos. Isto foi verdade depois da crise económica de 2008, igualmente depois da crise migratória, em 2015, e também é verdade agora. Não importa o potencial das organizações internacionais em ajudar os países a coordenar e mitigar os efeitos das crises, têm sido incapazes de prever, preparar e aconselhar os governos nacionais. Os governos nacionais puderam tomar decisões responsáveis e arriscar, e tomar medidas quando se tratou de limitar as viagens, ajudar sectores, limitar a liberdade de movimento, adquirir, urgentemente, equipamentos médicos e de protecção meses antes da UE ou outros. 
Na verdade, devo observar, com tristeza, que, no caso da Hungria, organizações internacionais e adversários políticos tentaram impedir os nossos esforços de protecção, rotulando a nossa lei de emergência, aprovada nesta Primavera, como um retrocesso autoritário – até mentiram sobre o Parlamento, dizendo que a questão não esteve na sessão, quando, na verdade, esteve.


2. É Ministra para os Assuntos Familiares, do Governo de Viktor Orbán, desde Outubro de 2020. Todavia, há já longos anos que conhece de perto a política húngara. Para além disso, é casada e tem três filhos. O que a levou a defender tão convictamente a Nona Emenda à Constituição da Hungria, aprovada, a 15 de Dezembro, por grande maioria parlamentar? 

Na sessão plenária do Parlamento húngaro, 
em 21 de setembro de 2020,
Katalin Novák fez o juramento



Como disseram, em primeiro lugar, sou a mulher do meu marido e mãe dos nossos três filhos. Antes da minha nomeação, fui responsável, durante anos, pela política familiar húngara. Com a alteração da nossa Lei Fundamental, registámos coisas que são óbvias para o povo Húngaro. Há uma tendência alarmante em que verdades básicas, que a humanidade considerou óbvias e inquestionáveis, estão, agora, a ser contestadas. A ideologia política parece superar a ciência e a razão. Esta tendência ainda não está presente na Hungria, as pessoas ainda acreditam que homens são homens e mulheres são mulheres, e que não se pode mudar o seu ADN ou fingir que é possível. Aprovámos legislação para fechar brechas legais e determinar quem é que o Estado reconhece como homem ou mulher, com base na biologia e na ciência, e não na ideologia social e política. Em Dezembro, acrescentámos à Constituição que pai é homem, mãe é mulher. Mesmo que isso seja óbvio para nós, actualmente é contestado. Queremos defender os nossos filhos e deixá-los ser crianças sem os usarmos para qualquer base ideológica. Parte central do pensamento do governo Húngaro é que o interesse superior da criança e o seu bem-estar são fundamentais. 


3. Um pouco por todo o Mundo, fazendo-se notar particularmente na Europa, assistimos a uma rejeição da Cultura Cristã enquanto garante da unidade e da coesão dos Estados. Ao invés disso, a Hungria, através do seu Governo, opta por vincar e reforçar esta importância do Cristianismo como valor essencial para a preservação da identidade húngara. O que move o Governo? 

O estado Húngaro está profundamente entrelaçado com o Cristianismo. Tribos húngaras chegaram, no século VIII, à Europa e os líderes Húngaros foram aceites pelos líderes na Europa quando nos convertemos ao Cristianismo, e o Papa enviou uma coroa para o nosso primeiro rei. Ao longo dos séculos, o Rei Santo Estêvão I da Hungria, bem como outros reis Húngaros, foram canonizados. A Hungria travou muitas guerras para defender o Cristianismo Húngaro e Europeu. Estamos na fronteira do Cristianismo Oriental e Ocidental, estivemos na fronteira entre os mundos Cristão e Muçulmano durante séculos, e estivemos na fronteira da Guerra Fria, infelizmente, no lado Oriental, onde o império Soviético tentou erradicar a Cristandade. A nossa história é uma história de sobrevivência para os Húngaros, mas também uma história de sobrevivência do Cristianismo. Mesmo os Húngaros que não acreditam em Deus entendem e reconhecem a profunda ligação entre a identidade Cristã, a identidade Húngara e a condição do estado Húngaro. 


4. Ainda no seguimento da questão anterior, mas abordando o assunto da Família natural, isto é, constituída por um homem, uma mulher e os eventuais filhos, qual lhe parece ser a centralidade que a Família deve ter numa sociedade? E porquê? 

As famílias são as unidades básicas de qualquer sociedade, a menor e mais próxima comunidade de todas as comunidades. São o tecido da nossa sociedade. Se desfizermos esse tecido, as nossas sociedades desintegrar-se-ão como um todo. É onde as crianças experimentam e aprendem o amor, a solidariedade, mas também a responsabilidade e o valor da comunidade. Nem todas as crianças têm a sorte de crescer numa família feliz, mas é do interesse da sociedade e, portanto, dever do Estado ajudar e defender as famílias. Uma sociedade onde as pessoas não querem ter filhos, não acreditam que vale a pena reproduzir-se, está condenada à morte. O facto de a taxa de natalidade em todos os países Europeus não corresponder à fecundidade de reposição diz muito sobre os nossos valores e o nosso modelo socioeconómico. Por alguma razão, os líderes Europeus não querem reconhecer esta situação. Preocupamo-nos com as mudanças climáticas e com o futuro do nosso planeta, mas não nos importamos com o facto de que é preciso haver novas gerações para lhes darmos o nosso planeta. É por isso que queremos dar oportunidade aos Húngaros de terem quantos filhos quiserem. 


5. Em 2017, um partido de extrema-esquerda português, que actualmente apoia o Governo, defendeu que os menores de idade, a partir dos 16 anos, devem poder processar os pais caso não lhes concedam a permissão para a mudança de sexo. Já o Governo, contra um parecer técnico e ético, aprovou a possibilidade de mudança de sexo a partir dos 16 anos, ainda que com a autorização dos representantes legais dos menores de idade. Assiste-se, assim, a uma desconstrução da identidade com que cada um nasce e a uma completa rejeição e banalização do poder de influência que a Família, e bem, pode e deve exercer sobre os seus filhos, mormente quando menores. Que comentários que lhe merecem medidas como estas? Há quem as proponha também na Hungria? 

Katalin Novák entre o Primeiro Ministro Viktor Orbán (esq.)
e o Presidente da República, János Áder,
no Salão dos Espelhos do Palácio Sándor


Há um ditado na Hungria para quem está completamente perdido: nem sabe se ele é menino ou se ela é menina. Daí resulta também que, para uma criança, um dos principais pontos de segurança é o seu sexo. Não existem tais propostas na Hungria como em Portugal, mas esta tendência é, exactamente, porque aprovámos certas medidas legislativas na Hungria. O desenvolvimento mental e físico das crianças é algo muito frágil. Os adolescentes são, de modo especial, vulneráveis à influência – todos os pais podem ser testemunhas disso. Temos leis que tornam os pais responsáveis pelas acções e pelo desenvolvimento dos filhos por um motivo. As crianças têm responsabilidade limitada pelas suas próprias acções por um motivo. Não podem beber álcool, conduzir um carro ou votar nas eleições abaixo de uma certa idade por um motivo. O estado e a sociedade têm a obrigação de defendê-los e também de proteger os seus melhores interesses. Veja-se os regulamentos de escolaridade obrigatória, por exemplo. Não acompanhei esse debate em Portugal, mas a sociedade portuguesa, provavelmente, passou pelos mesmos debates e argumentos. Se foi o que a maioria apoiou, devemos respeitar. Se a opinião da maioria mudar, será possível mudar essa legislação. Acredito que esta é uma boa luta e uma luta que vale a pena travar, mas cada sociedade deve assumir a responsabilidade pelo seu futuro e pelo futuro dos seus filhos.


6. Perante o actual quadro político europeu, os constantes ataques que a Hungria sofre, um pouco a par da Polónia, podem ser vistos como uma confirmação de que estão no caminho certo?

Se somos atacados pela esquerda, deve isso significar que não estamos a procurar ideologias de esquerda, mas valores conservadores. É para isso que fomos eleitos. Há alguns anos, um comunista português liderou esse esforço, no Parlamento Europeu, contra a Hungria. Fomos reeleitos duas vezes desde então. Essas são questões que cada pessoa deve decidir por si mesma. A Hungria testemunhou quatro décadas de imposição do modelo comunista e socialista. As pessoas que viveram num país socialista nunca compreendem por que motivo o socialismo ainda possa ser um sonho romântico para muitos na Europa Ocidental. Na Hungria, os governos socialistas destruíram o país, com consequências duradouras, em 1919, 1989 e 2009. Sentimos o efeito e sofremos as consequências de todos os três até hoje. 


7. Em Portugal, temos acompanhado com muito interesse toda a acção do Governo Orbán, sobretudo em matérias que dizem respeito à liberdade religiosa, à Família e à imigração. A invasão muçulmana à Europa, com os seus milhares de migrantes ilegais, é um dos factores que, a seu ver, levam à adopção de políticas absolutamente anti-Família natural e anti-Matrimónio? Que resposta deu a Hungria perante tal cenário? E, em concreto, o seu Ministério? 

A esquerda não acredita no papel das nações e dos estados-nação ou da identidade. Desejam substituir os valores e a identidade tradicionais por uma nova identidade despojada de herança. Vimos várias tentativas disso na história. 

Rejeitar os valores familiares e promover a imigração andam de mão dada. Se a família, a maternidade e o património comum não têm valor, os imigrantes ilegais não representam nenhum risco e a imigração em massa é apenas uma questão de números exigidos no mercado de trabalho. As famílias saudáveis já não são necessárias porque a reprodução não tem importância e a imigração pode resolver a demografia. É uma visão muito materialista e não a partilhamos. Se as famílias e a reprodução já não estão ligadas, então família, casamento e sexualidade podem ser o que se quiser e não passam de uma questão de moda e ideologia. Na Hungria, acreditamos que vale a pena proteger e transmitir a nossa cultura e herança às gerações futuras, por isso concentramo-nos na construção de uma sociedade onde o casamento é definido como uma união entre um homem e uma mulher, onde as famílias são definidas pelo casamento ou pela relação progenitor-filho, e a sociedade valoriza as crianças e recompensa a procriação. É por isso que temos construído um país amigo da família desde 2010. O objectivo é permitir que os jovens casais realizem os seus objectivos familiares, por um lado, e, por outro, fortalecer famílias que já criam filhos. Construímos o mais amplo sistema de benefícios familiares do Mundo Ocidental. O orçamento central alocado para apoiar as famílias é duas vezes e meia maior do que em 2010 e representa 5% do PIB total. Temos um sistema tributário favorável à família, o que significa que menos impostos se paga quantos mais filhos se tiver. Mães com, pelo menos, quatro filhos, estão isentas do pagamento dos impostos para o resto das suas vidas. Estamos a construir novas creches para facilitar o equilíbrio entre vida profissional e familiar, a ajudar as famílias por meio de subsídios para a habitação e a garantir a liberdade de escolha para as mulheres. Na Hungria, as mães ou os pais podem optar por ficar em casa e receber uma prestação até a criança atingir os 3 anos de idade. Também receberão benefícios caso regressem ao mercado de trabalho. Graças a uma nova lei, as mulheres ganharão, imediatamente, mais do que o seu ordenado líquido após o parto. A boa notícia é que os resultados são encorajadores: a taxa de fertilidade aumentou em mais de 20%, o número de casamentos atingiu o máximo em quarenta anos, o número de divórcios atingiu o mínimo em seis décadas.


8. Comummente ouvimos dizer, por parte de líderes europeus, que a Hungria, ao adoptar medidas como as já referidas, não cumpre o “estado de direito”. Que resposta lhe merece uma Europa que, aos poucos, se tem vindo a tornar refém dos lobbies defensores das mais abjectas concepções de Estado, de Direito, de Família e de Liberdade? 

A Europa está, lentamente, a despertar para a ideia de que a sua visão sobre dados demográficos, famílias e imigração falhou. Em 2019, pela primeira vez, foi nomeado um Comissário Europeu para a Demografia. A crise da imigração de 2015 destacou as tensões sociais e o custo social da imigração. Ataques terroristas e jovens a partir para a Síria, para lutar pelo ISIS, provaram os fracassos da integração. As políticas a nível europeu mudarão se os eleitores exigirem mudanças a nível nacional. Nesse ínterim, defenderemos os nossos valores e os interesses. Fomos escolhidos, pelos Húngaros, para fazê-lo pelo terceiro mandato consecutivo no governo. 


9. Para terminar, gostaríamos de lhe pedir que deixasse uma mensagem aos portugueses, principalmente àqueles que, através dos diversos meios, lutam pela defesa da Família natural, pela inviolabilidade da Vida desde a concepção até à morte natural, pela conservação da identidade nacional e pelo aprofundamento de saudáveis relações entre os diversos Estados, sem que isso interfira na vida interna de cada País, algo que a actual União Europeia, lamentavelmente, não sabe, aliás, não quer fazer. 

A minha mensagem é que devem defender a verdade e que esta é uma luta que vale a pena travar. Ninguém o fará por vós. Estamos a travar esta luta há 10 anos. Foi muito difícil, mas também gratificante. Estamos prontos para partilhar as nossas experiências sobre o que funciona e o que não funciona. Mas, no final, cada pessoa e cada país são donos do seu próprio destino. Os nossos filhos moldarão o futuro. A questão é de quem serão os nossos filhos.

6 de novembro de 2020

AUTODEMOLIÇÃO DA IGREJA

 


✅ 
Plinio Corrêa de Oliveira


As recentes declarações do Papa Francisco — propondo “uma legislação para a união” de pessoas do mesmo sexo, e afirmando que “os homossexuais têm direito a uma família” — deixaram perplexos inúmeros católicos em todo o mundo. Veem a propósito os comentários de Plinio Corrêa de Oliveira, em 6-9-94,* analisando um artigo do Pe. Jim Galluzzo no “The Wanderer” de 24-3-94.


“V
ê-se a entrada de um esforço metódico dentro da Igreja, como nos demais setores da sociedade, não apenas de tolerância, mas de legitimação da homossexualidade, que acabará dando cumprimento aos desejos do Parlamento Europeu, de que se reconheçam à união de pessoas do mesmo sexo os mesmos efeitos jurídicos do casamento.

“Considerando-se as heresias mais perigosas, mais carregadas de ódio, mais profundamente dissonantes da doutrina católica, não se encontra nada que destoe mais profundamente dela do que essa legitimação da homossexualidade. Ela está entrando, mas veja-se o modo como penetra. Não é um panfleto apresentado por protestantes, mas por sacerdotes católicos. Há no artigo uma referência a um documento de bispos de 1976, já bem antigo, que convida a uma espécie de mistura entre homossexuais e não homossexuais.

“É um trabalho feito de cima para baixo, por autoridades eclesiásticas, no sentido de fazer esquecer a doutrina tradicional e dar à homossexualidade direito de cidadania na Santa Igreja de Deus. Haverá em determinado momento, dentro da Igreja Católica, uma manifestação de completa inconformidade contra esse trabalho de legitimação. E teremos então uma divisão dentro da Igreja, de caráter oficial. 

“Poder-se-ia objetar: ‘Se a grande maioria dos bispos estiver de acordo com isso, não haveria divisão’. Não existe grande maioria para mudar a doutrina católica! É indiscutível, e está claramente nas Escrituras, em todos os documentos do Magistério da Igreja e nos tratados de todos os moralistas, que este é um pecado que brada ao Céu e clama a Deus por vingança. Não pode haver entendimento — ponto final! 

“As fronteiras estão cortadas, as barreiras estão erguidas. Então haverá um choque interno dentro da Igreja, e esse choque interno produzirá uma das maiores convulsões da História”. ____________ 
* Trecho extraído do livro “Plinio Corrêa de Oliveira — Profeta do Reino de Maria”, do Prof. Roberto de Mattei – Artpress, São Paulo, 2015, pp. 359-360.

14 de setembro de 2020

Na Itália, o espectro de uma ditadura LGBTQ

 

OrganizOrganizações Pró-Família exigem que ela seja protegida na Itália

✅Julio Loredo

Fonte: Revista Catolicismo, Nº 837, Setembro/2020

 

    O Parlamento italiano está discutindo o projeto de lei Zan (do deputado Alessandro Zan), também conhecido como projeto de lei Zan-Scalfarotto (o deputado Ivan Scalfarotto foi o autor do primeiro rascunho), ambos do Partido Democrático, herdeiro do Partido Comunista. A intenção do projeto de lei é “opor-se à homofobia e transfobia”, modificando o Código Penal com artigos sobre “violência ou discriminação devido a preferências sexuais ou identidade de gênero”. O projeto de lei pretende tratar de uma “emergência de gênero” na Itália, como se a violência contra homossexuais e transgêneros fosse desenfreada.

    Tudo no projeto é errado e perigoso.

    Para começar, não existe uma “emergência de gênero” na Itália. Muito pelo contrário, pois infelizmente a Itália é considerada um dos países europeus mais “amigos dos homossexuais”, logo abaixo da ultra-permissiva Grã-Bretanha. Mais de 70% dos italianos apoiam direitos iguais para os homossexuais. Um número impressionante de 27% aprovaria a formação de um partido homossexual, e 6,7% votariam a favor. O serviço de estatísticas da União Europeia mostra que a Itália tem uma das menores taxas de violência relacionada ao gênero: apenas 29 casos por ano.

    Tivemos dois presidentes regionais abertamente homossexuais: Nichi Vendola, da Puglia, e Rosario Crocetta, da Sicília. Há um deputado transgênero: Vladimir Lussuria. Um comentarista conhecido da TV é travesti: Mauro Coruzzi, também conhecido como Platinette. Números em mãos, podemos concluir firmemente que não há na Itália “emergência de gênero” que exija uma legislação especial.

Em segundo lugar, a legislação atual na Itália já protege a integridade física e a dignidade moral de todos os cidadãos. O Código Penal pune severamente qualquer ofensa — seja física, verbal ou por imagens — motivada por ódio ou desdém (Art. 604 bis). Além disso, penaliza “qualquer propaganda ou instigação à ofensa com base em discriminação racial, étnica ou religiosa”. A pena é agravada se a ofensa for motivada por “motivos fúteis ou desprezíveis” (Art. 61), como orientação sexual. Em outras palavras, homossexuais e transgêneros já estão suficientemente protegidos. Vereditos regionais e federais recentes mostram que, com base no atual Código Penal, os tribunais italianos já usam o conceito de homofobia. Não há absolutamente nenhuma necessidade de nova legislação.

Em terceiro lugar, a teoria jurídica estabelece que não pode haver punição sem uma definição clara do que constitui um ato criminoso. Em outras palavras, os cidadãos não podem ser condenados por crimes que não são definidos como tais. “Homofobia” e “transfobia” não estão definidas em nenhum código legal, seja italiano ou europeu. Nem são definidos em nenhum texto científico, como o DSM (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) ou o CID (Código Internacional de Doenças). Quem decidirá o que constitui um crime de “homofobia” ou de “transfobia”? Uma possibilidade é que os próprios juízes decidam, caso a caso, se um ato constitui ou não um crime de homofobia ou transfobia. Isso levaria diretamente à arbitrariedade judicial.

Se considerarmos que a grande maioria dos juízes italianos está à esquerda no espectro político, podemos imaginar que tipo de decisão seria proferida. Outra maneira de definir esses crimes, ainda mais perigosa, seria pelo conceito de “violência percebida”, que vai ganhando terreno lentamente na teoria jurídica. O crime existiria caso a vítima se julgasse ofendida. Portanto, constituiria crime qualquer ato ou palavra entendidos pela própria vítima como ofensivos.

 Ensino do Catecismo poderá ser penalizado

Se o projeto de lei for aprovado, um sacerdote que pregar do púlpito o Catecismo da Igreja Católica, no que se refere aos mandamentos sexto e nono, estará sujeito à penalidade máxima.




Mas aprofundemo-nos no projeto de lei Zan-Scalfarotto. Sem dúvida, é a legislação mais ditatorial, absolutista e fascista já produzida na Itália. Já foi aprovado na Comissão de Justiça da Câmara dos Deputados, e deverá ser apresentado em breve. Apoiado por todos os partidos de esquerda, o projeto foi contestado apenas por Fratelli d'Italia Lega. O Forza Italia de Silvio Berlusconi se absteve, confirmando sua tendência para a esquerda.

Se for aprovado, o projeto punirá qualquer “discriminação baseada em gênero, orientação sexual ou identidade de gênero”. Eis as penalidades:

— de 18 meses a seis anos de prisão, se o agressor pertencer a uma organização que rejeita a homossexualidade do transgenerismo;

— revogação da carteira de identidade nacional;

— revogação do passaporte;

— revogação da carteira de motorista;

— toque de recolher depois das 18 horas;

— perda de direitos políticos por três anos.

         A sentença de prisão poderá ser comutada mediante “serviços civis” realizados em centros LGBTQ, onde o infrator será devidamente “reeducado”. Sim, RE-EDUCADO!

         Se essa lei for aprovada, um sacerdote que pregar do púlpito o Catecismo da Igreja Católica, no que se refere aos mandamentos sexto e nono, estará sujeito à penalidade máxima. E o autor deste artigo poderá tornar-se presidiário em um cárcere de segurança máxima quando escrever o próximo...

         Tal ataque à liberdade religiosa não ocorreu sem oposição.

 

Câmara dos Deputados Italiana
Se for aprovado, o projeto punirá com as seguintes penalidades:
— de 18 meses a seis anos de prisão, se o agressor pertencer a uma organização que rejeita a
homossexualidade do transgenerismo;
— revogação da carteira de identidade nacional;
— revogação do passaporte;
— revogação da carteira de motorista;
— toque de recolher depois das 18 horas;
— perda de direitos políticos por três anos.

É crime expressar a própria opinião católica?

         A pandemia do covid desestruturou o país até as suas raízes, interrompendo a vida política e cultural especialmente no campo conservador. As reuniões públicas, embora não totalmente impossíveis, tornaram-se muito difíceis de organizar, devido às restrições sanitárias. No entanto, à medida que o projeto de lei tramitava no Parlamento, grupos pró-vida e pró-família começaram a se reunir, formando a coalizão Restiamo Liberi (Permanecemos livres). O objetivo da coalizão é muito simples: interromper o projeto de lei Zan fazendo ouvir a voz do povo.

         Em um comunicado à imprensa, Restiamo Liberi definiu o seu objetivo: “Dizemos NÃO à instituição de um novo crime, o da ‘homotransfobia’, não definido pelo legislador, deixando assim enormes espaços para interpretações e desvios liberticidas, que atingirão todos aqueles que se expressarem de maneiras não alinhadas com o pensamento politicamente correto. Numa época em que o poder está cada vez mais concentrado nas mãos de poucos, a instituição do crime de opinião é mais um passo rumo à repressão da divergência, de qualquer dissidência. Este é um fato que deve preocupar a todos”.

         No sábado, 11 de julho de 2020, o Restiamo Liberi organizou 100 manifestações públicas em diversas cidades italianas. Em Monza participaram mais de 150 pessoas, enquanto em Roma foram quase mil, evidenciando a penetração popular que o movimento pró-família alcançou. Os membros da Associazione Tradizione Famiglia Proprietà, da qual sou presidente, participaram de várias dessas manifestações.

         Massimo Gandolfini, líder do Dia da Família, declarou: “A liberdade de expressão e a liberdade de professar a religião estão em risco. Quem se preocupa com a liberdade e a democracia, independentemente de suas crenças religiosas ou políticas, é chamado a apoiar a campanha”. E Antonio Brandi, de Pro Vita & Famiglia, confirmou: “A homofobia não é uma emergência e o projeto de lei Zan representa a ditadura do LGBTQ, uma lei que reduz a liberdade de opinião garantida constitucionalmente”.

 

O eloquente silêncio do Vaticano

        


As manifestações foram um sucesso? Irão influenciar o Parlamento? Em um mundo sempre em movimento, como o nosso, é difícil responder. Dadas as atuais circunstâncias, obviamente elas foram um sucesso, pelo menos em termos relativos. Mas é um fato infeliz que a barreira do horror à homossexualidade e ao transgenerismo esteja diminuindo, assim como ocorreu em relação ao controle da natalidade, divórcio e aborto. A opinião pública italiana está se deteriorando gradualmente, tornando cada vez mais difícil reunir apoio a causas pró-vida e pró-família. A menos que algo muito profundo aconteça no campo espiritual
isto é, uma conversão —, esse curso dos acontecimentos não mudará.

         Temos uma dificuldade imediata, que é a liderança. Os católicos italianos não receberam nenhuma orientação do Vaticano em relação a esse projeto de lei. O Papa Francisco não pronunciou uma só palavra. Pelo contrário, apoiou publicamente algumas das políticas adotadas pelo governo de esquerda. Num país profundamente católico, onde a voz da Igreja poderia ter um efeito retumbante, esse silêncio é extremamente prejudicial.

         A Conferência Episcopal Italiana (CEI) emitiu um comunicado criticando o Projeto de Lei Zan-Scalfarotto, mas em termos tão moderados que o tornam praticamente ineficaz. Ademais, ele não foi seguido por nenhuma ação concreta. Nas manifestações do Restiamo Liberi não havia bispos, mas apenas um punhado de sacerdotes. As paróquias e associações católicas os evitaram, de acordo com o tratamento “prudente” adotado pela CEI em relação ao governo. Isso se traduz em uma atitude de não resistência a qualquer mal resultante dele. Apenas dois bispos alertaram os católicos sobre as consequências sinistras que esse projeto de lei teria.

         Nem sequer no âmbito político existe uma figura nacional capaz de coordenar esses grupos de base e transformá-los em um movimento politicamente eficaz. O ponto importante, porém, é que na base as pessoas estão dispostas a lutar em defesa da liberdade de expressão e religião. Enquanto elas não recuarem, tudo é possível.

3 de agosto de 2018

Assine já! Não ao Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero!

➤  Fonte: Instituto Plinio Corrêa de Oliveira 
https://ipco.org.br/ 

Em nome da não discriminação, discrimina-se quem não concorda com o homossexualismo. 

Se aprovado, o "Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero" cercearia a liberdade religiosa e até mesmo o direito dos pais em educar seus filhos contra a Ideologia de Gênero

Nesse sentido, tornaria o Cristão um cidadão de segunda classe. 

Tramita no Senado Federal o PLS 134/2018, elaborado pela Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa e pela Comissão Especial de Diversidade de Gênero e Sexual da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). 

O texto recebeu parecer favorável da relatora, senadora Marta Suplicy (PMDB-SP). 

Ele institui o Estatuto da Diversidade Sexual e de Gênero. O objetivo desse Estatuto, com mais de cem artigos, é impor, de forma draconiana, a Ideologia de Gênero em todos os segmentos da sociedade. Ele cria também uma casta de pessoas com direitos e privilégios específicos: os que têm “identidade de gênero” diferente. 

Para ler um resumo comentado dessa proposta de lei, clique aqui. 

Apenas a título de exemplo da interferência desse projeto nas escolas: 

➤ Art. 56: “Os estabelecimentos públicos e privados de ensino têm o dever de promover a liberdade, a tolerância, a igualdade, a diversidade e o respeito entre as pessoas, independentemente de sua orientação sexual ou identidade de gênero.” 

➤ Em seguida, no art. 58 diz: “Os profissionais da educação têm o dever de abordar os temas relativos à sexualidade, adotando materiais didáticos que não reforcem a discriminação com base na orientação sexual ou identidade de gênero.” 

➤ No art. 60: “Ao programarem atividades escolares referentes a datas comemorativas, dirigentes e educadores devem atentar à multiplicidade de formações familiares, de modo a evitar qualquer constrangimento dos alunos filhos de famílias homoafetivas”

Serão também criadas cotas nas empresas públicas e privadas para os homossexuais e transgêneros:

➤ Art. 70. A administração pública assegurará igualdade de oportunidades no mercado de trabalho a transgêneros e intersexuais, mediante cotas, atentando ao princípio da proporcionalidade. 

Cabe a nós a mobilização contra esta ameaça silenciosa. 

Divulgar a campanha e assinar novos cartões vermelhos para os Senadores é uma maneira de alertá-los que somos contra a Ideologia de Gênero e estamos de olho nas ações deles daqui em diante. 



Esses cartões serão impressos e uma comitiva do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira irá entrega-los em Brasília. 

Imagine mais de 3 milhões de Cartões Vermelhos entrando no Senado Federal e sendo entregues aos Senadores? É uma montanha de advertências do Brasil inteiro contra esse absurdo projeto! 

Assine agora seu cartão vermelho e agora seu cartão vermelho e faça parte dessa maioria que ama a Terra da Santa Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo. Não permita que essa projeto iníquo seja aprovado e imposto à maioria de um país que deseja ser fiel à Deus e à Sua Lei. 

Contamos com a sua mobilização! 

Divulgue! Já enviou o seu cartão vermelho? Então ajude-nos a propagar essa campanha! 

Você pode: 

1 – Convidar 5 amigos no mínimo para se juntar à esta mobilização, através desta página. Você não precisa fazer nada além de incluir o e-mail dessas pessoas (elas receberão um e-mail automático de convite à esta mobilização). 

2 – Colocar o abaixo-assinado em seu blog ou site. Dessa forma, os visitantes do seu site poderão ler a descrição e assinar o abaixo-assinado diretamente do seu site! Para isso, basta incluir o código abaixo no seu site: 

Ver código

3 – Fazer uma doação – não importa o valor – para nos ajudar a alcançar o maior número de pessoas possível e entregar pessoalmente todos os cartões! 

Não temos grandes patrocínios e nem recebemos ajuda de empresas. Só dependemos de você, um brasileiro consciente de seu papel como cidadão e precisamos da sua colaboração para entregar em mãos todas as dezenas de milhares de cartões vermelhos enviados através de nosso site! 

29 de julho de 2018

Agenda LGBT contra a Igreja

➤  Pe. David Francisquini

O artigo Católicos LGBT organizam movimento para reivindicar mais espaço na Igreja, de Anna Virginia Balloussier (folha.uol, 23-7-18), traz declarações de uma ativista homossexual que de tal maneira deixou cair a máscara, que produziu o efeito da pedrinha de sal ao cristalizar todo o líquido de um copo.

A árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos, pelos frutos conhecereis os homens, ensina o divino Salvador (Mt 7, 20). Toda a árvore que não der bom fruto será lançada ao fogo. Portanto, as pessoas que não produzem bons frutos querem transformar o ambiente católico numa atmosfera concessiva ao pecado que clama a Deus por vingança. 

Aprendi nas aulas de Catecismo que a Igreja Católica — sociedade visível fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo — tem seus mandamentos, sua doutrina, suas leis, suas regras, seus cânones. Todo esse conjunto fundamentado na Sagrada Escritura e na Tradição constitui um bloco do qual não se pode aceitar apenas uma parte. 

Mais ainda, pelos estudos feitos no Seminário, aprendi também que os princípios da Religião católica são inegociáveis. Assim, entre o ensinamento da Igreja e o homossexualismo, por exemplo, não existe aproximação possível; são irreconciliáveis como a luz e as trevas, a verdade e o erro, a virtude e o vício; há entre eles uma incompatibilidade total, pois são excludentes. 

Se a Igreja abrisse mão deste ponto, deixaria de ser a Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo, pois está no livro do Gênesis: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua posteridade e a posteridade dela. Ela te esmagará a cabeça, e tu armarás traições ao seu calcanhar” (Gen. 3, 15). E essa inimizade é eterna. 

Vejamos as palavras da ativista homossexual que se insurge contra a autoridade eclesiástica: “Questionamos muito a atitude de esperar que o Papa mude alguma coisa, como se tivéssemos de aguardar algum tipo de autorização vinda do alto da Hierarquia para podermos ser Igreja. Isso nós já somos”. Seria bom se essa ativista que diz “ser Igreja” soubesse que, conforme afirma São Paulo na segunda epístola a Timóteo, autoridade alguma na face da Terra pode mudar a doutrina de Cristo. 

O Apóstolo ainda aconselha: “Prega a palavra, insiste, quer agrade, quer desagrade; repreende, suplica, admoesta com toda a paciência e doutrina. Porque, virá tempo em que os homens não suportarão a sã doutrina, e contratarão para si mestres conforme os seus desejos, levados pela curiosidade de ouvir, e afastarão os ouvidos da verdade para os abrir às fábulas” (Tim. 4,1-8). 

Afirmar ser igreja revela uma total deformação do conceito de Igreja. São Pio X [foto ao lado] ensina que a Igreja é uma sociedade visível composta de eclesiásticos e de leigos. Os primeiros pertencem à Igreja docente, ou seja, têm o poder de ensinar, governar e santificar; os leigos são da Igreja discente, isto é, devem ser ensinados, governados e santificados pelos seus pastores. Para ser cristão é indispensável ser batizado, crer e professar a doutrina e a lei ensinadas por Jesus Cristo e contida no magistério da Igreja. 

O ensinamento de Nosso Senhor na parábola do Bom Pastor e do filho pródigo que volta à casa paterna ressalta o Seu amor para com as almas afastadas da graça e da amizade divina. Ele faz de tudo para que elas voltem ao redil, pois há mais júbilo no Céu por um pecador que faça penitência do que por noventa e nove justos que não precisam dela. 

Há mais alegria no Céu por um só pecador que se emenda e faz penitência, do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se (Lc 15,7). A pior tragédia de uma alma é quando ela quer justificar sua má conduta impondo-a aos demais. Ao reivindicar cidadania para o erro, o seu coração endurece, dificultando a sua conversão. 

Toda sociedade civilizada tem suas leis, seus princípios, seus códigos. Seus membros devem aderir a esse conjunto normativo, pois são afins com ele e existem para o bem comum. Assim, a Igreja como sociedade visível de caráter espiritual não pode transigir em relação aos ensinamentos do seu Fundador, o Filho de Deus encarnado. 

O próprio Nosso Senhor nos alerta sobre os falsos profetas que vêm a nós com pele de ovelhas e por dentro são lobos vorazes. Porventura se colhem uvas de espinhos ou figos de cardos? São Paulo Apóstolo, na epístola aos Romanos, afirma que quando somos livres do pecado e feitos servos de Deus, temos por fruto a santidade e por fim a vida eterna. 

A mencionada ativista homossexual, pelo contrário, se considera acima dos ensinamentos de Nosso Senhor Jesus Cristo e da Igreja a ponto de querer impor condições à autoridade eclesiástica: “Questionamos muito a atitude de esperar que o Papa mude alguma coisa”... É bom lembrá-la da lição divina de que nem todo aquele que diz “Senhor, Senhor” entrará no reino do Céu, mas quem faz a vontade de meu Pai que está no Céu, e a vontade de Deus está contida nos Mandamentos. 

A ativista vai mais longe. Para ela, “essa linguagem progressista do papa não é precisa, ‘não faz sentido’ a Igreja excluir e ferir. ‘Cristo andava com os piores pecadores, os maiores párias da sociedade”. Os apóstolos e discípulos seriam pecadores péssimos, párias da sociedade? Da mesma forma que Lázaro, José de Arimateia e Nicodemos, que comprou 100 libras de mirra e aloés para os funerais do Homem-Deus? (Jo 19-33). 

Qual o conselho do Divino Mestre à mulher adúltera? “Vai e não peques mais”. [representação ao lado] Se nas palavras de uma ativista homossexual não faz sentido a Igreja excluir e ferir, então o Papa Leão X deveria ter “incluído” os erros de Lutero no Magistério da Igreja? A Igreja deveria ter aceitado o divórcio e “incluído” Henrique VIII e todo o anglicanismo como enriquecimento do magistério? São Pio X deveria ter aprovado e “incluído” os erros modernistas, em vez de condená-los? 

A Igreja deveria acatar e “incluir” Frei Boff e os “teólogos” da Teologia da Libertação em seu seio? Talvez essa ativista inclua na sua agenda a reabilitação de Lúcifer e sua “inclusão” no reino celeste, um verdadeiro absurdo, mas é a conclusão que se pode tirar de seu ‘princípio inclusivo’. Na verdade, ela nega o princípio metafísico da contradição, a incompatibilidade do vício com a virtude. 

Convém lembrar o que diz São Pio X no Catecismo Maior: “A sodomia está classificada em gravidade logo depois do homicídio voluntário, entre os pecados que clamam a Deus por vingança. Desses pecados se diz que clamam a Deus por vingança, porque o Espírito Santo assim o diz, e porque a sua iniquidade é tão grave e evidente, que provoca a punição de Deus com os castigos mais severos.” 

Por sua vez, São Pedro Damião afirma: “Este vício não pode jamais ser comparado a nenhum outro, pois ultrapassa a enormidade de todos os vícios. Ele corrompe tudo, mancha tudo, polui tudo. Por sua própria natureza, não deixa nada puro, nada limpo, nada que não seja imundície. A carne miserável arde com o calor da luxúria; a mente fria treme com o rancor da suspeita; no coração do homem miserável o caos ferve como o inferno.” 

E prossegue: “Depois que essa serpente venenosa introduz suas presas na infeliz alma, o senso é retirado, a memória se desgarra, a clareza da mente é obscurecida. Ele não se lembra mais de Deus, até se esquece de si mesmo. Essa praga solapa os fundamentos da fé, enfraquece a força da esperança, destrói o laço da caridade; afasta a justiça subverte a fortaleza, expulsa a temperança, entorpece a perspicácia da prudência” (Homem e Mulher Deus os Criou, Artpress, S. Paulo, 2011, p. 26). 

Protestemos contra essa rebeldia, que é também uma ingerência e um insulto à Santa Igreja de Deus. Aconselharia a tal ativista que lesse meu livro Homem e Mulher Deus os Criou — As relações homossexuais à luz da doutrina católica, da Lei natural e da ciência médica.

12 de junho de 2018

A radical intolerância dos “tolerantes”

Momento de uma das várias agressões físicas. A polícia, presente o tempo todo, teve temor de intervir
Julio Loredo 

Fui convidado pela Fundação Civitas Christiana (TFP holandesa) para fazer algumas conferências em Nijmegen, uma das mais tradicionais cidades da Holanda. O programa previa um dia dedicado a um pequeno grupo de rapazes, sobre o tema A santidade da civilização cristã; e meio dia de palestras para cerca de 60 simpatizantes, ávidos por informações sobre Plinio Corrêa de Oliveira, o cruzado do século XX. O interesse pelo pensamento e a ação desse eminente líder católico contra-revolucionário brasileiro vem crescendo cada vez mais no país. 

Chamam a atenção as imagens de “Che” Guevara
portadas pelos agitadores LGBT. Afinidades ideológicas
com o comunismo, cada vez mais claras
No sábado à tarde, como parte do programa juvenil, fomos ao centro de Nijmegen para protestar contra um cartaz imoral divulgado na cidade, o qual mostra dois homossexuais se beijando. Hugo Bos, diretor da TFP dos Países Baixos, definiu corretamente o cartaz como “altamente impróprio para a moral pública, especialmente para as crianças”. A manifestação consistia na distribuição, de forma pacífica e legal, de um folheto exortando as pessoas a assinar uma petição on-line de protesto contra esse cartaz. 

Poucos minutos após o início da campanha, apresentou-se um magote com cerca de 100 militantes LGBT, claramente preparados para um ato de guerrilha urbana. Alguns tinham o rosto coberto por lenços, outros usavam capacetes que lhes cobriam toda a cabeça. Revoltados, atacaram-nos fisicamente, de forma bastante violenta; atingiram nossos olhos com balões contendo pó de pimenta e purpurina; arrebataram com força os folhetos das nossas mãos, para em seguida rasgá-los; e tentaram apossar-se dos nossos banners, sem o conseguir. 

Começamos a rezar o Santo Rosário, mas os hooligans LGBT ignoraram o caráter estritamente religioso deste ato, e passaram a arrancar os terços de nossas mãos, arrebentá-los e zombar de nós. O ódio à Fé era óbvio. Mas nossa calma, coadjuvada por indiscutível superioridade moral, impediu que a situação se degradasse. A Polícia, muito favorável ao nosso trabalho, só nos protegeu em parte, pois temia ser erroneamente censurada como favorecedora de “atos homofóbicos”. 

Não foi esta a primeira vez que estive na rua, lidando com agitadores LGBT. Mas neste caso tão característico de intolerância, algumas conclusões eram evidentes. 

Um dos hooligans LGBT
1. A Holanda é considerada um país liberal e tolerante. Mas a tolerância parece ter mão e não ter contra-mão. Basta mencionar que quatro gráficas se recusaram a imprimir os nossos folhetos, por temerem represálias do movimento homossexual. Conseguimos que uma pequena tipografia aceitasse o encargo, mas só depois de nos comprometermos a manter sigilo. Como pode ser considerado liberal um país onde a liberdade de imprensa é coibida? Até onde nos consta, o controle da imprensa é um elemento típico das ditaduras. Outro elemento é o clima de terror ideológico imposto pelo lobby LGBT. Liberdade em teoria, mas intolerância na prática. 

2. A Polícia afirmou que só podia nos proteger até certo ponto, pois deveria ter muito cuidado para não ser acusada de “crime de homofobia”, o qual poderia implicar em expulsão e processo penal. É um direito do cidadão ser protegido pelas forças da ordem, mas outro elemento típico das ditaduras é esse controle da Polícia. 

3. Além de ordeiro e pacífico, nosso protesto estava firmemente motivado, tanto do ponto de vista intelectual quanto moral. Apresentávamos de forma serena um ponto de vista: o da moral católica e do direito natural. Porém a intolerância da ditadura LGBT é radical, total, absoluta. Ninguém tem o direito de manifestar um ponto de vista contrário ao dela. Quem o faz, literalmente põe em risco a própria pele. Eis um terceiro elemento da ditadura: o controle do pensamento por meio da força bruta. 

4. A fúria dos elementos LGBT atingiu seu paroxismo quando começamos a rezar o Santo Rosário. Não só arrancaram o terço das nossas mãos, mas também praticaram atos lascivos em nossa presença, chegando mesmo a colocar as mãos sobre nós. Não reagimos com desforço físico, pois seríamos imediatamente acusados de praticar “violência de gênero”. Mais um elemento da ditadura: virtual proibição de praticar a própria religião, inclusive no domínio moral. 

Estamos caminhando com celeridade para aquela “ditadura do relativismo” denunciada pelo Papa Bento XVI. Na Holanda, já conseguiram criar um clima de terror ideológico. Fatos como esses, frequentes também em outros países, devem abrir os olhos das pessoas sobre o perigo de uma ditadura LGBT em franca expansão. 

Nestas páginas, algumas fotos da campanha em Nijmegen não dão bem a ideia do ódio e da violência dos hooligans LGBT. A imprensa holandesa evitou difundir as cenas mais violentas, mas filmamos tudo e nos reservamos o direito de publicar o vídeo integral, caso julguemos necessário.