Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança
(1983 — 2009)
Desaparecido no trágico vôo da Air France.
O nome completo do jovem Príncipe:
Dom Pedro Luiz Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Ligne
"Deus sabe o que faz e confiamos nele. Ele nos deu esse filho maravilhoso e nós o devolvemos. Ele era um rapaz bom e religioso. Temos certeza de que ele está muito melhor com Deus do que aqui conosco. Quando recebi a notícia, senti ciúmes de Deus, que está com meu filho querido. A dor é muito forte, mas mantenho a fé”.
Afirmou o pai do jovem Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, desaparecido no trágico vôo 447 da Air France — que caiu no Oceano Atlântico, quando fazia a rota Rio-Paris, no dia 31 de maio p.p., com 228 passageiros.
Uma afirmação difícil para um pai que perde seu dileto filho, mas de um pai conformado com a vontade de Deus. Um admirável exemplo para todos os pais de família.
Missa de 7º Dia em memória de Dom Pedro Luiz
A missa solene celebrada na Igreja Nossa Senhora do Brasil (capital paulista), no dia 8 p.p., foi encomendada pelos tios de Dom Pedro Luiz, Dom Luiz de Orleans e Bragança (Chefe da Casa Imperial do Brasil) e por Dom Bertrand (Príncipe Imperial do Brasil).
Os pais do jovem Príncipe vitimado na recente tragédia, Dom Antonio e Dona Christine (princesa de Ligne), e o irmão Dom Rafael, vieram a São Paulo especialmente para assistir a Missa de 7º Dia pelo filho. Mais de 200 amigos e simpatizantes da Família Imperial Brasileira compareceram à cerimônia litúrgica, rezada no estilo tradicional e em latim.(fotos abaixo)
Na primeira fileira na Igreja Na. Sra. do Brasil: Dom Luiz de Orleans e Bragança, Dom Antonio, Dona Christine e Dom Rafael




As irmãs de Dom Pedro Luiz, as Princesas Dona Amélia e Dona Maria Gabriela, na Igreja do Carmo (no centro do Rio de Janeiro) rezam pela alma de seu querido irmão
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Aproveito a ocasião para transcrever a nota de pesar que Dom Luiz de Orleans e Bragança, como Chefe da Casa Imperial do Brasil, mandou distribuir após a missa de 7º Dia celebrada pelo descanso eterno de Dom Pedro Luiz. Ao mesmo tempo que manifesta sua dor pela perda de seu sobrinho, o Príncipe Dom Luiz uni-se ao luto que cobre tantos lares brasileiros e do exterior.
Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança
Transido de pesar, cabe-me o dever de registrar, enquanto Chefe da Casa Imperial do Brasil, o desaparecimento de meu querido e já saudoso sobrinho, D. Pedro Luiz de Orleans e Bragança, no fatídico acidente do vôo da Air France (Rio-Paris), ocorrido no dia 31 de maio, em pleno Oceano.
Diante da pungente dor de seus pais, D. Antonio e D. Christine, de seus irmãos, D. Amélia, D. Rafael e D. Maria Gabriela, e de minha querida Mãe, D. Maria, volto para eles minha especial solicitude e meu particular afeto. Solicitude e afeto que volto igualmente — e, junto comigo, toda a Família Imperial — para aqueles que perderam seus entes queridos no referido acidente aéreo. A todas estas famílias — de modo muito especial às brasileiras — a Família Imperial estende seus sentimentos e roga a Deus pelo descanso eterno de cada vítima.
Nestes dias, de todo o Brasil e até do exterior, chegaram aos pais de D. Pedro Luiz, bem como a mim e a toda a Família Imperial, numerosas e sinceras manifestações de pesar por tão trágico sucesso. Não posso deixar de ver nessas sentidas manifestações a expressão viva e autêntica do sentimento familiar e dos laços de afeto que sempre uniram a Família Imperial e os brasileiros, monarquistas ou não.
D. Pedro Luiz — até então, 4º na linha de sucessão dinástica — era um jovem Príncipe que despontava na sua geração como uma promessa, suscitando o interesse e a atenção de muitos, por seu modo aprazível, por suas inegáveis qualidades e pela tradição que representava.
Como fruto da exímia formação e do senso do dever, incutidos por seus pais, após se ter formado em Administração de Empresas pelo IBMEC do Rio de Janeiro, e se pós-graduado pela FGV, dava ele os passos iniciais de uma promissora carreira profissional, no BNP Paribas, no Luxemburgo, tendo a preocupação e o empenho de fazer ver aos estrangeiros as grandes potencialidades de nosso País.
Mas sua presença era especialmente querida entre aqueles que acreditam ser o regime monárquico uma solução adequada para o Brasil hodierno.
Foi D. Pedro Luiz presidente de honra da Juventude Monárquica e participou de ações e eventos de relevo em prol dos ideais monárquicos — muitas vezes na companhia de seus pais — chegando até a representar a Casa Imperial, em mais de uma ocasião, sendo-me especialmente grato recordar sua presença, em Portugal, em comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.
Se o momento é de apreensão e de tristeza, não pode ele ser desprovido de esperança. Esperança que se volta, de modo particular, para D. Rafael — irmão do desaparecido — a quem auguro ânimo e determinação diante do infortúnio, e exorto a que seja, na sua geração, um exemplo de verdadeiro Príncipe, voltado para o bem do Brasil e exemplo de virtudes cristãs.
Ao encerrar esta dolorosa comunicação, volto meu olhar a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a quem suplico confiante que acolha na eternidade a D. Pedro Luiz. E rogo especiais orações por ele, bem como por seus pais, irmãos e por minha querida Mãe, a todos aqueles que, com espírito de fé, acompanham a Família Imperial neste momento de luto.
São Paulo, 8 de junho de 2009
Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil