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30 de outubro de 2013

INFANTICÍDIO?

Crianças com síndrome de down 
A respeito de matéria que aqui postamos em 4-9-13, sob o título “Nova fase na luta contra o aborto”, o Cel. Paes de Lira gravou um vídeo [veja-o abaixo] destacando os aspectos mais importantes dessa nova frente de luta contra a legalização do aborto, presentemente não apenas no seio materno, mas uma luta contra a eutanásia de recém-nascidos.

Hoje esse absurdo está em pauta na Holanda, amanhã não estará no Brasil? — Certamente, pois o lobby abortista pressionará nosso Congresso para seguir o (des)caminho da nação holandesa. Ou seja, para aprovação de uma lei que permita “eutanasiar” (para não dizer claramente “executar”) uma criança que venha a nascer com alguma deficiência, como, por exemplo, com síndrome de down.

A denúncia de tal absurdo nos chegou por meio de um colega nosso, o publicista católico Mathias von Gersdorff, diretor da Aktion Kinder in Gefahr (Ação Crianças em Perigo) da Alemanha.

A EUTANÁSIA DE RECÉM-NASCIDOS NA HOLANDA ABRE NOVA FASE NA LUTA CONTRA O ABORTO

 

13 de outubro de 2013

Ainda sobre o evento (esdrúxulo) ocorrido na Faculdade Jesuíta de Belo Horizonte



O Cel. Paes de Lira comenta o simpósio na Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia de Belo Horizonte, no qual pessoas com ideias radicalmente opostas à da Igreja Católica foram convidadas a expor suas ideologias — por exemplo, em matéria de aborto. O oposto, certamente, jamais ocorreria: num simpósio anti-católico os organizadores convidarem católicos autênticos para exporem suas ideias... Por quê dar voz e vez a adversários para denegrirem a Igreja Católica?! 


O ilustre coronel comenta também a estranheza que tem causado nas fileiras católicas certas declarações do Papa Francisco. Comentários que Paes de Lira expõe com todo respeito, mas sem deixar de mostrar o quanto tais declarações, entrevistas etc., estão deixando os próprios católicos muito preocupados e perplexos.

13 de setembro de 2013

Escândalo: Dinheiro público para se obter a descriminalização do aborto no Brasil

Paulo Roberto Campos
Tendo como tema “ESTRATÉGIAS PARA A DESCRIMINALIZAÇÃO DO ABORTO NO BRASIL: Projeto de alteração do Código Penal e experiências de legislação em outros países”, a Defensoria Pública do Estado de São Paulo, programou para o dia 26 de setembro audiência a fim de “ouvir a opinião pública”... [click na foto acima] Entretanto, a parceria com o “Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher” — movimento feminista declaradamente favorável ao aborto — leva a crer que as cartas estão marcadas. Só ouvirão uma opinião: a opinião favorável ao “Direito” da mulher eliminar o bebê no ventre materno. Apenas pretendem dar voz e vez ao "lobby pró-aborto".

O pretexto para tal programação, “ouvir a opinião pública”, é uma mera artimanha, pois só querem ouvir uma parte: a turma do aborto! Só convidam para falar um lado: a mesma turma e pessoas que desejam mostrar os métodos as manobras utilizadas em outras nações para convencer enganar a opinião pública e obter, assim, a legalização do aborto — a legalização do crime! 

No vídeo a seguir, o Cel. Paes de Lira faz a denuncia: a promoção do aborto com o dinheiro público do contribuinte paulista — mesmo daqueles que são contrários a esse crime infame! A Defensoria Pública do Estado de SP servindo-se de instrumento da "Revolução Cultural", desagregadora da família.

Recomendo aos Amigos ampla propagação da denúncia contida nesse vídeo. 
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31 de agosto de 2013

Gêmeos salvos, apesar do conselho médico recomendar o aborto


No vídeo acima, o Cel. Paes de Lira comenta um caso que merece todo destaque e divulgação. Trata-se de dois chilenos, irmãos gêmeos, que escaparam de um grosseiro erro médico.

Em 1984, os médicos de posse do resultado de uma ultrassonografia julgaram que a mãe geraria um ser monstruoso: um bebê com três braços e duas cabeças. Insistiram com a mãe, a Sra. Rosa Silva, que abortasse. Como digna mãe e católica, recusou a infame proposta dizendo que aceitaria “o que Deus lhe mandasse".

Deus não lhe enviou um monstro; nem um só bebê; mas dois bebês perfeitos: Felipe e Paulo — hoje sacerdotes.

Quantos outros bebês nasceriam perfeitamente, mas foram abortados devido a conselhos de inescrupulosos médicos que se equivocaram dizendo que as crianças nasceriam com má-formações?

Quantos outros bebês nasceriam perfeitamente se o belo exemplo da Sra. Rosa Silva, autêntica e heroica mãe, fosse imitado? 

Escutem o Cel. Paes de Lira narrar outro caso análogo que ele testemunhou.

18 de agosto de 2013

Repercute no Congresso Nacional matéria de nosso blog

Em manifestação contra a aprovação de projeto abortista: PLC 03/2013 - LEGALIZAÇÃO DO ABORTO DISFARÇADA DE PROTEÇÃO À MULHER!!!
O Deputado Federal Lael Varella (DEM-MG) fez leitura e registrou nos anais da Câmara dos Deputados artigo (veja clicando aqui) do encarregado do Blog da Família contra o projeto abortista, o abjeto PLC 3/2013. A seguir o texto do discurso pronunciado. E no final deste post, aconselho a audição de um vídeo gravado pelo Cel. Paes de Lira com muito oportunas considerações em torno da aprovação do PLC 03/2013, sancionado pela Presidente Dilma no dia 1º de agosto. 
  • Sessão: 220.3.54.O 
  • Orador: LAEL VARELLA
  • Hora: 15:16

Dep. Lael Varella
Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, apesar de a população brasileira majoritariamente rejeitar a legalização do aborto, um herodiano projeto de lei foi aprovado sorrateiramente no Congresso Nacional. 

Trata-se do PLC 3/2013 que amplia ainda mais os casos de aborto, e agora tragicamente sancionado pela presidente Dilma. Reações pelo veto integral manifestam-se pelo País. A ocasião dá ensejo para que eu dê conhecimento a esta Casa do artigo de meu conterrâneo Paulo Roberto Campos, estampado na revista Catolicismo. 

Notícia trágica para a família eclodiu no mês de julho: o antigo Projeto de Lei 60/1999 — agora renomeado como PLC 3/2013 — foi maquiavelicamente reformulado por um passe de mágica e aprovado pelo Congresso Nacional. 

Com efeito, o PL 60/1999 normatizava uma questão em certos aspectos até louvável: o atendimento nos hospitais à mulher vítima de violência sexual. Mas ele sofreu uma reformulação a fim de poder ampliar ainda mais os casos de abortamento legal (sic) no País, sem empregar a palavra aborto. A pretexto de uma homenagem ao Dia Internacional da Mulher, o Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, pediu ao deputado Henrique Alves (PMDB-RN) que, em regime de urgência, colocasse tal projeto em votação na Câmara dos Deputados. 

Na verdade, um verdadeiro complô montado para aprovar o PLC. Em 5-3-13, devido a uma manobra regimental, a nova redação foi aprovada pelo plenário da Câmara, de forma sub-reptícia para que não houvesse reações. Muitos deputados sequer tomaram conhecimento do texto. Encaminhado ao Senado, ele foi rapidamente aprovado pela Comissão de Direitos Humanos em 10-4-13. 

Repetindo a mesma manobra anterior, ele foi renomeado como PLC 3/2013 e posto em votação no plenário do Senado, sendo aprovado também de modo relâmpago e por unanimidade no dia 4 de julho último. Até mesmo congressistas contrários ao aborto afirmaram ter sido surpreendidos e que votaram sem tempo para conhecer precisamente as reformulações inseridas. No fundo, cochilaram! Caíram na armadilha montada pelo Ministro da Saúde e por alguns deputados petistas. Acabaram aprovando o Projeto de Lei da Câmara, tão contrário à moral e ao sentir da imensa maioria do povo brasileiro que se opõe à prática abortiva. 

Uma vez aprovado, o projeto foi encaminhado à Presidência da República. No momento em que escrevemos este artigo (22-7-13), ele se encontra sobre a mesa da presidente Dilma Rousseff para ser sancionado (ou vetado) atéo final de julho. Se ela o aprovar, todos os hospitais integrantes da rede do SUS serão obrigados a encaminhar a mulher que se disser vítima de violência sexual a um serviço de abortamento a fim de se submeter a uma profilaxia da gravidez — eufemismo de aborto empregado velhacamente para não assustar e evitar possíveis reações. 

Conforme estabelece o projeto, todos os hospitais devem prestar informações às vítimas sobre os direitos legais e sobre todos os serviços sanitários disponíveis e devem oferecer atendimento emergencial e integral decorrentes de violência sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos serviços de assistência social. E por vítima de violência sexual a nova lei entende qualquer mulher que declare uma relação sexual não consentida — ainda que tenha sido com o próprio marido. Não há sequer obrigação de provar, por exemplo, por meio de um laudo do Instituto Médico Legal, ou de apresentar boletim de ocorrência policial. Basta a declaração da gestante... 

Vigorosas reações pelo veto total do PLC se levantaram em todo o Brasil. Logo que a espantosa notícia da aprovação circulou pelos movimentos que lutam contra a legalização do aborto no País, a reação foi imediata e de muita indignação. A primeira foi uma campanha para exigir da presidente Dilma Rousseff que honre a palavra dada por ocasião do segundo turno das últimas eleições, quando, além de dizer que pessoalmente era contra o aborto, ela garantiu que nada faria a favor da prática abortiva durante seu mandato — do que temos uma farta documentação, inclusive gravações em vídeos. 

Assim, o gabinete da presidente foi inundado de mensagens com pedidos para que ela não sancionasse o PLC 3/2013. Com o mesmo objetivo, movimentos antiabortistas moveram outras iniciativas por meio de abaixo-assinados; pedidos à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) para que pressione o governo; contatos em Brasília; telefonemas, envios de e-mails, fax, notícias de sites e blogs; tudo, enfim, com o objetivo de obter que o hediondo projeto seja vetado INTEGRALMENTE.

Vimos com júbilo que logo no início das reações, pelo que tenhamos conhecimento, três eminentes Prelados — o arcebispo da Paraíba, Dom Aldo di Cillo Pagotto, o bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antonio Carlos Rossi Keller e o bispo de Apucarana (PR), Dom Celso Marchiori — ergueram suas vozes para protestar contra a aprovação do projeto abortista e lançaram notas pastorais publicadas em diversos sites e blogs pedindo aos fiéis orações e manifestações dirigidas à presidente Dilma pelo VETO TOTAL do PLC. Foram dignos pastores que saíram a público em defesa da moral católica e de seus rebanhos. Seguem trechos de cada um dos documentos dos mencionados Prelados. 

Da Nota Pastoral de Dom Aldo Pagotto: Manifesto o meu veemente protesto público e pedido de veto ao projeto, junto à Presidente da República Federativa do Brasil, a Sra. Dilma Rousseff. O Senado aprovou recentemente o Projeto de Lei 3/2013, após rapidíssima tramitação, sem quaisquer debates. A estratégia utilizada focou a obrigação de oferecer assistência integral de saúde às vítimas de violência sexual. Passaram batidos os itens que representam a legalização proposital do aborto, apresentado, pois, como profilaxia. O projeto está nas mãos da Sra. Presidente para sua aprovação. 

Da Nota Pastoral de Dom Rossi Keller: Não se encontra, naturalmente no texto [do PLC], a palavra aborto. Mas as intenções são suficientemente claras: proporcionar aos profissionais da Medicina e do Direito a base legal para a realização pura e simples de abortos. Esta é e sempre foi a estratégia usada: fugir dos termos contundentes, mas implantar, de forma disfarçada a devida autorização para que se possa agir de acordo com a ideologia abortista. 

Da Nota Pastoral de Dom Celso Marchiori: A atitude do Governo Federal e dos parlamentares que lhe dão sustentação no Parlamento é criminosa e caminha em direção oposta à defesa da vida. Tenho comigo que a legalização do aborto, mesmo que não às claras, é uma saída mais barata, pois a defesa da vida envolve investimentos na saúde da mulher e da criança. 

Infelizmente, enquanto o Brasil parecia acordar com reações pipocando por todas as partes, a CNBB parecia dormir. Demorou a fazer algo, mesmo depois de inúmeros pedidos de movimentos e de fiéis católicos; e quando o fez, manifestou-se insuficientemente. Apenas lançou, sem destaque e por meio de seu site, uma nota tímida, não para exigir o VETO INTEGRAL, mas apenas PARCIAL do PLC. Será que a CNBB não percebeu que o veto parcial deixará uma brecha através da qual entrará a ampliação de casos de aborto praticados no País?

Com essa reação tão insuficiente, ao mesmo tempo em que cresceu nos movimentos antiabortistas a indignação contra a matança de inocentes, cresceu também a perplexidade em relação à CNBB, por não sair a público manifestando uma justa indignação contra o abjeto Projeto de Lei e conclamando todos os católicos à reação, numa verdadeira cruzada contra um Projeto atentatório ao 5º Mandamento da Lei de Deus: NÃO MATAR. 

Como até o momento (22-7-13) a presidente Dilma não se manifestou e como a CNBB se pronunciou de maneira tão fraca, a solução foi apelar ao Pastor dos Pastores, ou seja, ao Papa.

Assim sendo, o movimento Brasil pela Vida (www.brasilpelavida.org) empreendeu uma campanha de mensagens dirigidas ao Arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, pedindo-lhe que fizesse chegar a Francisco I nosso desejo do VETO TOTAL ao PLC 3/2013, a fim de que o Pontífice o manifestasse à presidente Dilma, exortando-a a vetar INTEGRALMENTE, e não apenas alguns itens. No dia da chegada do Papa, em 22 de julho, as primeiras 2.844 mensagens foram entregues na Cúria do Rio de Janeiro. Pouco depois, tinha-se notícia de que o número de assinaturas já ultrapassava a casa dos 7 mil, e continuou crescendo. 

Sr. Presidente, queira a Sagrada Família — do mesmo modo como livrou o Menino Jesus da sanha do rei Herodes, quando este ordenou a Matança dos Inocentes em Belém — livrar o Brasil de uma nova Matança de Inocentes, que ocorrerá com esse herodiano projeto sancionado pela presidente Dilma. E rezemos para que ela volte atrás e cumpra sua promessa de que nada faria que favorecesse a ampliação do aborto em nossa Pátria. 

Tenho dito. 
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Para obter o Discurso em PDF, click aqui.

Vídeo do Coronel Paes de Lira comentando a aprovação do PLC/3 2013

12 de julho de 2013

Nas mãos da Presidente Dilma a vida de milhões de crianças


Relacionado ao post anterior [Chegou a hora da presidente Dilma Roussef comprovar a sinceridade (ou não) da palavra dada], recebi o link com um vídeo do valente Cel. Paes de Lira (defensor incansável dos valores da instituição familiar) e aqui o disponibilizo aos Amigos do Blog da Família.

O vídeo (acima) contribui muito para melhor compreensão do trágico momento em que esperamos a decisão da presidente Dilma Rousseff: se ela sancionará ou vetará o Projeto de Lei 3/2013 (o antigo PL 60/1999). PL aprovado velhacamente pelos parlamentares que deveriam representar o povo brasileiro, mas que agem contrariamente aos valores cristãos desse sofrido povo  farto de ser enganado...

20 de junho de 2012

Nota de pesar pelo passamento de Dom Bergonzini



In Memoriam de Dom Luiz Gonzaga Bergonzini, o Blog da Família publica o vídeo abaixo, no qual o Cel. Paes de Lira tece pertinentes comentários relativos ao ilustre Prelado, falecido aos 76 anos. O coronel relembra passagens importantes do Bispo de Guarulhos em sua luta contra o aborto, principalmente por sua coragem em denunciar, por ocasião das últimas eleições presidenciais, o projeto abortista do PT. Para ler nossos posts a respeito: click abaixo (na coluna da direita em “Sumário”) na epígrafe “Dom Bergonzini”. 
Requiem Aeternam dona ei, Domine.
Et lux perpetua luceat ei.
Requiescat in pace.
Amen. 
Da esq. à dir.: Dom Bertrand de Orleans e Bragança (Príncipe Imperial do Brasil), Dom Bergonzini (Bispo de Guarulhos), Dr. Adolpho Lindenberg (presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira) e Dom Mathias Tolentino (Abade do Mosteiro de São Bento)

PS: As fotos aqui postadas as tirei exatamente há um ano (no dia 20 de junho de 2011) por ocasião da conferência de Dom Bergonzini, patrocinada pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Na ocasião o Prelado falou de sua luta contra o aborto para um seleto público que lotou o auditório do Colégio São Bento (capital paulista).

 

17 de abril de 2012

12 de abril — DIA DA MORTE DA JUSTIÇA E DO DIREITO

Sessão do STF no lutuoso dia 12 de abril (Foto: José Cruz / ABr)
Achei muito relevante o comentário de Nereu Peplow, leitor de nosso Blog, a respeito do post anterior (“O STF E A “SENTENÇA DE MORTE” — mais um dia negro na História do Brasil: 12 de abril de 2012”).


Ele escreveu: 
“12 de Abril. Já poderá ser lembrando (não comemorado) como o dia universal da MORTE DA JUSTIÇA E DO DIREITO. E, por que não, também, por extensão, o DIA DA MORTE DA OBEDIÊNCIA AOS MANDAMENTOS DA LEI DE DEUS...?” (Nereu Peplow). 


Comento o comentário: 
Sem dúvida, pode-se dizer que foi o dia em que se lavrou um decreto de “Morte da Justiça e do Direito”, pois um dia no qual se passou por cima de direitos constitucionais (como o direito de todos à vida desde a concepção até à morte natural) e no qual se fez tábula rasa dos direitos de Deus. Um dia em que pretenderam legalizar o crime e apagar os Mandamentos divinos! 


 Tudo isso fez lembrar-me de um Salmo "Qui habitat in coelis irridebit eos" (Aquele que habita nos Céus rir-se-á deles, Ps 2,4). Se não se converterem, Deus rirá deles... 
_______ 
Ainda quanto à decisão injusta do STF, no lutuoso dia 12 de abril, dentro de um processo de instauração no Brasil de um sistema nazista de eugenia — iniciado com a legalização do aborto em casos de nascituros com má formação cerebral —, o Cel. Paes de Lira fez uma ótima exposição (vídeo abaixo). Ele mostra que nesse processo abortista, como num jogo de dominó, se começa com o decreto de morte de bebês anencefálicos para, no final do jogo, chegar ao aborto daqueles que não correspondem aos padrões estéticos da sociedade moderna. Nesta macabra cultura eugênica, pretendem chegar ao decreto de morte até do bebê que não seja inteiramente saudável e perfeitamente belo.

7 de abril de 2012

STF não pode aprovar um “Massacre de Inocentes” no Brasil


NUNCA O PERIGO ABORTISTA ESTEVE TÃO PRÓXIMO 

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Presidente do Pró-Vida de Anápolis


Conscientes de que seria quase impossível obter a legalização do aborto pelo Poder Legislativo, os defensores do aborto resolveram usar como "atalho fácil" (nas palavras de Ellen Gracie em 27/04/2005) o Supremo Tribunal Federal.

Composto de onze ministros, nenhum deles eleito pelo povo, todos nomeados pelo Presidente da República, o STF deverá julgar no dia 11 de abril, quarta-feira de oitava da páscoa, a ADPF 54 (Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54).

A ação, que usa como testa de ferro a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde, pretende que a Suprema Corte "reinterpretando" o Código Penal, declare que a "antecipação terapêutica de parto" (para não dizer "aborto") de uma criança anencéfala não se enquadra nas condutas descritas para o crime de aborto.

O argumento usado nessa ação é o de que impedir a mãe de abortar seu bebê em tal caso seria violar a "dignidade humana" dela, seu direito à "liberdade" e seu direito à "saúde". Preservar a vida do deficiente seria, na opinião dos que defendem a ADPF 54, descumprir todos esses preceitos fundamentais da Constituição: dignidade humana, liberdade, saúde. A criança (que nunca é chamada "criança", mas "feto") é sempre desqualificada: é um "monstro", um "peso inútil", sua mãe é um "caixão ambulante" etc.

Embora a anencefalia admita vários graus (de modo que é praticamente impossível uma definição exata da anomalia) e embora os anencéfalos reajam a estímulos nervosos, respirem com os próprios pulmões e tenham uma sobrevida variável (de alguns minutos até um ano e oito meses, como no caso de Marcela de Jesus Ferreira), os defensores de tal aborto frequentemente mentem dizendo: que o bebê tem a vida de um vegetal, que não tem capacidade de sentir nem de ter consciência, e que sua sobrevida além de alguns minutos é totalmente impossível.

Em 27/04/2005, quatro Ministros perceberam a má-fé da ADPF 54 e resolveram não conhecê-la, mas foram vencidos: foram eles Ellen Gracie, Eros Grau, Cezar Peluso e Carlos Veloso. Desses, somente Cezar Peluso pertence atualmente ao Tribunal. Agora, no julgamento do mérito, os defensores do aborto precisam de seis votos. A situação é particularmente grave. Nunca o perigo abortista esteve tão próximo.

Note-se: não é um anteprojeto de reforma do Código Penal (que nem sequer foi ainda encaminhado ao Congresso), não é um projeto de lei (que precisaria ser aprovado pela Câmara e pelo Senado e depois ser sancionado pelo Presidente da República). É uma ação judicial à espera de uma decisão que terá efeito vinculante, como se fosse uma lei, e sem qualquer possibilidade de recurso.

A nação brasileira corre o perigo iminente de sofrer um golpe via STF.

É por esse motivo que recomendamos a presença de todos os que puderem à Vigília pela Vida, cuja programação está abaixo. 

Repito: é a última chance que temos de impedir um desastre comparável ao da decisão Roe versus Wade, que em 1973 declarou "legal" o aborto nos Estados Unidos, a revelia do Poder Legislativo.

"Coração Imaculado de Maria, livrai-nos da maldição do aborto" 
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz 
Presidente do Pró-Vida de Anápolis 
www.providaanapolis.org.br 
naomatar.blogspot.com.br 


Brasileiros vão fazer vigília de oração pela vida em frente ao Supremo Tribunal Federal


BRASILIA, 03 Abr. 12 / 03:40 pm (ACI) Para representar 82% dos brasileiros contrários a novas permissões para aborto no país (Vox Populi/2010), católicos de Brasília promoverão vigília de oração pela vida nascente, na Praça dos Três Poderes, diante do Supremo Tribunal Federal (STF) que em breve deverá votar a despenalização do aborto de fetos diagnosticados com anencefalia.

A vigília visa sensibilizar a sociedade brasileira e, especialmente, cada um dos onze ministros do STF que têm em mãos a arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF n. 54) cujo objeto é a possibilidade do aborto de bebês deficientes anencefálicos e cujo julgamento está marcado para o dia 11 de abril, no período da Páscoa.

Organizada pelos movimentos Legislação e Vida (São Paulo) e Pró-Vida e Família (Brasília), a vigília terá início às 18h do dia 10 de abril.

ADPF-54 
[Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental n. 54] 

Na opinião do coordenador do Movimento Legislação e Vida, o perito em bioética Prof. Hermes Rodrigues Nery, o julgamento da ADPF-54 o STF pratica ativismo judicial, decidindo o que não é da sua competência, mas prerrogativa do Congresso Nacional.

“A vida é um direito inalienável e como tal deve ser reconhecido e respeitado pela sociedade civil e pela autoridade política”, ele defende e continua. “Os direitos do homem não dependem nem dos indivíduos, nem dos pais, e também não representam uma concessão da sociedade e do Estado, pertencem à natureza humana e são inerentes à pessoa em razão do ato criador do qual esta se origina”.

De acordo com padre Pedro Stepien, a ADPF-54 é uma estrategia sofisticada para legalizar o aborto no brasil a partir do aborto de anencefálicos. “Depois serão as crianças com má formação, até chegar ao ponto que aborto seja direito humano, um verdadeiro absurdo. Pela liberdade de expressão e pela liberdade religiosa vamos nos manifestar, não podemos ficar omissos”, ele diz. 
___________
 Agende-se 
> O quê? Vigília de Oração em Defesa da Vida Nascente
> Onde? Praça dos Três Poderes, em frente a STF, em Brasília 
> Quando? Dia 10 de abril, a partir das 18h 
> Organização? Movimento Pró-Vida e Família e Movimento Legislação e Vida http://www.acidigital.com/noticia.php?id=23418
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A respeito do tema deste post, recomendo empenhadamente o vídeo que segue. Nele o Cel. Paes de Lira tece considerações também sobre o sinistro plano de se alterar o Código Penal brasileiro. Depois trata do julgamento, que certamente ocorrerá no dia 11 próximo, no Supremo Tribunal Federal quanto ao aborto de bebês anencéfalos — que, se aprovado, poderá abrir as portas a todo e qualquer tipo de assassinato pré-natal.



20 de março de 2012

Na Inglaterra, bebês para abate


Fonte: site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira 


No vídeo abaixo, da campanha Brasil pela Vida, o Cel. Paes de Lira trata dos seguintes pontos:
 1. Filósofos ingleses defendem o direito de matar crianças com anomalias mesmo depois de nascidas!!
2. Uma senhora defende com coragem o verdadeiro direito das mulheres brasileiras em Comissão de feministas no Congresso.
 3. Parabéns Pe. Lodi, uma vitória em Anápolis – Go.
 

29 de fevereiro de 2012

Contra a opinião pública pretende-se reformar ("na marra") o Código Penal a fim de despenalizar o crime do aborto

No Tribunal de Justiça de São Paulo, durante a audiência pública do 24 último, o Prof. Hermes Rodrigues Nery, rebateu os "argumentos" de feministas abortistas, que defendem mudanças no Código Penal



Hermes Rodrigues Nery
Coordenador do Movimento Legislação e Vida e da Comissão Diocesana em Defesa da Vida da Diocese de Taubaté. Diretor-Executivo do Movimento Nacional da Cidadania pela Vida - Brasil Sem Aborto. Especialista em Bioética, pós-graduado pela PUC-RJ


O nome não podia ser mais sugestivo: Salão dos Passos Perdidos. “Tenebroso”, comentei com José Roberto, que me acompanhou no início da tarde de 24 de fevereiro, até o local aonde começaram a aglomerar pessoas para a audiência pública que iria debater o anteprojeto da reforma do Código Penal, que o relator ministro Gilson Dipp entregará ao Senado Federal, em 31 de maio próximo.

Sentamos na 6ª fileira e ficamos aguardando. Aos poucos, o imponente salão foi se enchendo de advogados, estudantes, profissionais liberais, funcionários públicos, professores, magistrados, autoridades públicas, etc. E as feministas, muitas delas, por toda a parte, contentes com a recente nomeação da ministra Eleonora Menicucci. Próximo de nós, sentaram-se alguns poucos pró-vidas, grupo minoritário que teria de se posicionar em meio às feras dilmistas: Dr. Hugo Barroso Uelze, de São Paulo; Adelice Godoy, de Campinas; Lorena Leandro, de Santos e Cel. Jairo Paes de Lira. E também Maria Célia Silva de Oliveira, Diogo Waki, Fernando Tossunian e Marcos Gregório Borges.

De 100 inscritos, apenas 5 se posicionaram em defesa da vida. Todos os que se pronunciaram – a esmagadora maioria dos presentes – estavam afinados com o discurso abortista. Foi um massacre, uma avalanche implacável. Todos os argumentos abortistas foram discorridos.

Cada inscrito tinha teoricamente 3 minutos para expor seu pensamento. Como a imensa maioria era de representantes de OnGs abortistas, cada uma delas (porque eram sempre as feministas que faziam uso da palavra) falavam três, quatro, cinco, e até dez minutos cada, beneficiadas pela generosidade da mesa condutora da audiência pública. Uma a uma foram avançando, cada vez mais com ousadia. E o tema do aborto prevaleceu.

Mais do que uma impressão, foi uma constatação: a audiência não foi para debater os tantos tópicos da reforma do Código Penal, mas para reunir todas as OnGs abortistas do País, todas juntas num único momento, para em voz uníssona, dizer ao relator do anteprojeto, que elas representavam a sociedade brasileira e queriam a legalização do aborto já.

Depois de 2 horas e meia de eufóricos e inflamados discursos pró-aborto, alguns deles em tom bem agressivo: “Ninguém vai nos impor a maternidade, somos donas do nosso próprio corpo!” E os magistrados presentes corroboravam: “O nosso Código Penal tem que acompanhar os avanços da sociedade!” Em seus impecáveis ternos e cabeleiras brancas, se sentiam gratificados com os aplausos efusivos das feministas. Eram homens bem-sucedidos, bem alinhados com a ideologia dos atuais donos do poder, muitos deles prestadores de serviços e até comissionados na administração pública.

E não foram poucos a lembrar que estamos no século 21, e a lei deve acompanhar a modernização dos tempos. A audiência pública foi uma overdose de apologia ao aborto como direito da mulher. A cada fala de uma delas, ouvia-se ressoar por todo o salão: “bravo! bravo!, viva!”, como num espetáculo de ópera. Uma após outra foi discorrendo: “Queremos que substituam o termo ‘gestante’ por mulher”, pois a hora e a vez agora é da mulher, da sua total emancipação”.

E mais vivas ecoavam pelo plenário. “… a libertação da mulher é o núcleo de toda atividade de libertação. Aqui se ultrapassou, por assim dizer, a teologia da libertação política com uma antropológica. Não se pensa apenas na libertação dos vínculos próprios ao papel da mulher, mas na libertação da condição biológica do ser humano”.(1)

A cada instante, ficava cada vez mais evidente a exiguidade de espaço para a afirmação da cultura da vida. Foi quando então, depois de muitas intervenções, o relator proferiu o meu nome, dando-me o uso da palavra. Afinal, eu estava inscrito e ele mesmo dissera no começo da audiência pública, que todos os que se inscreveram teria o direito de se pronunciar, no tempo de 3 minutos.

Assim que peguei o microfone, disse aos presentes de que depois de tantas exposições, enfim, teria de apresentar um posicionamento divergente. Ao que veio a primeira vaia. “Mas, graças a Deus, estamos numa democracia! Não é assim sr. ministro?”, pois ouvimos todos eles, fiz o apelo para que respeitassem a nossa posição, em nome daquilo que eles tanto dizem apreciar: a liberdade de expressão.

Feito o pequeno preâmbulo e novamente em silêncio o plenário, tirei do meu paletó um bebê de 10 semanas, de gesso, e o ergui para a visão de todos ali presentes, indagando: “Quem defenderá o indefeso?" Emergiu então por todo o salão uma imensa vaia, algumas feministas, em estado de histeria, pediam: “Abaixo o feto!”, e houve um início de tumulto porque elas queriam nos impedir de entregar o bebê de 10 semanas ao relator do anteprojeto do Código Penal. Quando entreguei a pequena imagem em gesso de um feto nas mãos dele, prossegui: “Gostaria que Vossa Excelência visse o rosto dele, como já com 10 semanas o bebê já tem um rosto, uma identidade. Já é um ser humano.” E reforcei dizendo: “A vida deve ser protegida, amada e valorizada desde o seu início, na concepção, para que a proteção da vida seja de modo integral, para o bem de toda pessoa humana!” E destaquei com ênfase: “O direito a vida é o primeiro e o principal de todos os direitos humanos”, pois “colocar o direito ao aborto no catálogo dos direitos humanos seria contradizer o direito natural à vida, que ocupa um dos postos mais importantes em tal catálogo e é um dos direitos fundamentais”.(2)

Ressaltei a constatação científica do início da vida humana com a concepção e a ardilosidade do ministro do Supremo Tribunal Federal, Carlos Ayres Brito, em ter recorrido ao argumento jurídico da teoria natalista (ancorado no positivismo de Hans Kelsen) para justificar a proteção do ser humano somente depois do seu nascimento, por causa do mutismo constitucional sobre o “desde quando” a vida deve ser amparada.

Meu pronunciamento portanto foi a de ser voz aos que não tem voz nem vez, aos que hoje estão sendo inteiramente desprezados e vítimas da pior de todas as violências, por aqueles que deveriam ser os primeiros a tutelá-los. E então, lembrei ao senador Eduardo Suplicy, que estava sentado próximo ao senador Aloysio Nunes, dizendo que no México, 18 estados daquele País incluíram o direito a vida desde a concepção em suas constituições estaduais, cujas iniciativas foram validadas pela Suprema Corte mexicana. “Estamos trabalhando para fazer o mesmo na Constituição do Estado de São Paulo”.

Não foi possível então continuar a minha fala, porque esgotaram-se os três minutos exatos concedidos, enquanto que outras feministas tiveram tempo muito maior para repetir à exaustão de que é preciso descriminalizar o aborto, não aceitando de modo algum o dado científico do início da vida humana com a fecundação, muito menos ainda qualquer recorrência de justificativa religiosa.

“Chega de Deus!”, vociferou uma delas, com os punhos erguidos e olhos esbugalhantes. Por mais de uma hora após a minha fala, outras líderes feministas vieram como rolo compressor para defender o direito ao aborto, o direito da mulher assassinar as crianças em seu ventre, no afã desmesurado pela nova matança dos inocentes.

O ambiente ficou cada vez mais carregado de olhares raivosos e sentimentos hostis à defesa da vida, quando finalmente uma mulher pró-vida pode se manifestar.

De modo sereno e seguro, Lorena Leandro expos as consequências danosas do aborto para a mulher, enquanto iradas, as feministas vaiavam com mais força. Também foram nos poucos três minutos.

Para ela, o que houve naquele Salão dos Passos Perdidos, foi “o triste espetáculo da velha ladainha sobre liberdade feminina. Não que as feministas não possam se superar. Houve indignação porque a mulher grávida é chamada de gestante. Uma mulher, com aparência claramente indígena, incluía-se no grupo ‘pobres e negras’ e reclamava do preconceito. Teve mulher estrangeira dando pitaco na legislação. Houve proposta de criminalizar o preconceito contra as mulheres que abortam (trocando em miúdos: coloquem quem for contra o aborto na prisão). Teve até defesa do infanticídio, e tudo isso temperado pela tão famigerada comparação: se não podemos abortar, então não comamos ovo, que estamos a matar o filho da galinha!” 

De fato, “ovo não é galinha”, foi o que gritou uma das feministas para justificar que o embrião humano nada mais é que um amontoado de células.

Dulce Xavier, a representante das “Católicas pelo Direito de Decidir” estava sorridente e também foi muito aplaudida, bem como outras líderes que se disseram católicas e defensoras dos direitos das lésbicas, da total autonomia das mulheres, “para que ninguém mais tenha que dizer a elas o que devem fazer”. 

Mais duas vozes pró-vida se manifestaram: o Cel. Jairo Paes de Lira, ex-deputado-federal, também vaiado pelas feministas, mas que se manteve firme em sua posição.

E também se pronunciou com ardor pró-vida, o advogado, Dr. Hugo Barroso Uelze, afirmando que “o anteprojeto do Código Penal é inconstitucional no que diz respeito ao aborto, porque a inviolabilidade do direito à vida é um conceito magno [art. 5º, caput e § 2º c./c. art. 60, § 4º, inciso IV da Constituição Federal (CF)] e que, por isso, não pode ser reduzido pelas definições legais – e, dentre elas, aquelas constantes do Código Penal ou de seu respectivo anteprojeto”.

Enfim, tivemos outra voz feminina pró-vida: Adelice Godoy, de Campinas, que ainda em tempo destacou que a maioria do povo brasileiro é pela vida e contra o aborto.

Houve um jovem advogado que chegou a tentar discorrer uma defesa da dignidade do embrião humano a partir do pensamento de Aristóteles, enquanto as feministas riam dele, mesmo assim ele conseguiu desenvolver seu raciocínio, mas assim que acabou sua fala, foi abraçado por uma delas que lhe disse: “Vem cá meu menino, preciso lhe ensinar algumas coisas!” E o levou até Dulce Xavier, e o rapaz ficou lá por algum tempo rodeado por elas, que certamente lhe disseram que ele estava equivocado naquela linha linha de raciocínio, e que se ele quisesse ter sucesso na sua carreira, teria logo que mudar o discurso e assumir a bandeira libertária.

A questão do aborto é ponta do iceberg. A estratégia de
despenalizar o aborto em casos de anencefalia, é apenas o primeiro passo, para depois, num movimento crescente, chegar a sua completa legalização, até o 9º mês.

Numa hora como esta, como cristãos, não podemos nos omitir nem nos calar. É sinal de bem-aventurança defender a causa do Reino até mesmo nos tribunais, diante dos poderosos. “O cristianismo oferecerá, de um modo novo, modelos de vida e apresentar-se-à outra vez, na desolação da existência técnica, como um lugar de uma verdadeira humanidade”.(3)

A história comprova que “é exigente o ideal cristão e, ao mesmo tempo, demonstra de maneira concreta e convincente que tal ideal não pode ser alcançado sem autêntico heroismo”.(4)

Ao sair da audiência pública lembrei-me de que “Herodes foi ardiloso”(5) em sua decisão de massacrar “todas as crianças”.(6) E que os primeiríssimos perseguidos foram os inocentes, como hoje são martirizados os fecundados e não nascidos, na tortura e crueldade mais atroz, no holocausto silencioso, a vitimar milhares de seres humanos, em todo o mundo.

Por isso, por saber a quem defendemos e o que defendemos, continuaremos a militar em favor da vida, sendo voz dos que não tem voz nem vez, dos que estão impedidos do direito à vida, o primeiro e principal de todos os direitos humanos, motivado portanto por quem nos une e nos dá força: “para que todos tenham vida e a tenham em abundância!” (Jo 10, 10).
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Notas: 
1. Joseph Ratzinger, O Sal da terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do terceiro milênio, p. 108, Ed. Imago, 1997. 
2. Alicja Grzeskowiak, Direito ao Aborto, no Lexicon – termos ambiguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, do Pontifício Conselho para a Família, p. 201; Edições CNBB, 2007. 
3. Joseph Ratzinger, O Sal da terra – O Cristianismo e a Igreja Católica no limiar do terceiro milênio, pp. 103-104, Ed. Imago, 1997. 
4. Stefano de Fiores e Tullo Goffi, Dicionário de Espiritualidade, Heroismo, Paulus, 2ª edição, 1993, p. 476. 
5. Anna Catharina Emmerich, Santíssima Virgem Maria, Mir Editora, 2ª edição, 2004, São Paulo, p. 337. 6. Ibidem.

19 de fevereiro de 2012

Recuo na defesa da saúde da gestante e do nascituro

No dia 26 de dezembro de 2011, a Presidente Dilma baixou uma Medida Provisória (MP), pretensamente em defesa da saúde da gestante e do nascituro.


Houve protestos por parte daqueles que são contrários ao aborto — devido à centralização pelo SUS do controle de gestações, que, posteriormente, poderia ser usado para forçar o aborto. Como também protestaram aqueles que são abortistas  como as ditas “Católicas pelo direito de decidir” e outros grupos feministas, exigindo que fosse retirada da MP a referência à proteção do nascituro.


A Presidente cede à pressão abortista e retira da MP um direito que é garantido por Lei. Entenda melhor o que aconteceu no vídeo abaixo, no qual o Coronel Paes de Lira bem explica a questão.


11 de fevereiro de 2012

Fundação Susan G. Komen deixa de contribuir com a maior rede de clínicas de aborto, a IPPF

O Cel. Paes de Lira — pugnaz defensor da instituição familiar no Brasil  faz um pedido de ação imediata e muito conveniente à causa anti-aborto no mundo inteiro. Seu e-mail explica claramente como devemos proceder. Ei-lo: 



Caros amigos,
Depois de muitos anos de incessantes pedidos dos grupos Pela Vida, a Fundação Susan G. Komen, a maior financiadora mundial de pesquisas de câncer de mama, parou de doar dinheiro à infame International Planned Parenthood Foundation (IPPF), conhecida como “multinacional da morte”, a maior rede de clínicas de aborto do mundo ocidental.


Feito o anúncio, passou a ser pressionada pela máquina de propaganda abortista, que lhe remeteu centenas de milhares de mensagens eletrônicas para tentar reverter a decisão de parar de financiar a matança de nenês no ventre materno. É preciso que a Komen receba mensagens de apoio à sua mudança de posição em favor da vida.


Peço-lhe que envie, sem perda de tempo, um “e-mail” para a Fundação Susan G. Komen. Nem precisa de texto no corpo da mensagem. Basta escrever no campo “assunto” o seguinte:
Thanks for defunding IPPF.
O endereço eletrônico é: news@komen.org
A vida agradece.
Abraço do
PAES DE LIRA

29 de outubro de 2011

Embrião humano não é “peça de reposição”

A campanha anti-aborto “A Voz do Brasil pela Vida” divulgou uma gravação do Cel. Jairo Paes de Lira comentando a auspiciosa resolução do principal tribunal da União Europeia, a Corte Europeia de Justiça (ECJ), que vetou o patenteamento de embriões. Se não fosse vetado, alegando-se a finalidade de se obter células-tronco-embrionárias (CTEH), embriões humanos poderiam ser destruídos.


A ECJ declarou, no dia 18 p.p., que tal resolução reflete a lei europeia que protege embriões — ou seja, seres humanos — e o franqueamento equivaleria a atentar "o respeito pela dignidade humana”. "[...] Um processo que envolva a retirada de uma célula tronco de um embrião humano no estágio de blastocisto, levando à destruição desse embrião, não pode ser patenteado". 


Bem que o Supremo Tribunal Federal brasileiro poderia seguir o exemplo dessa resolução e reconhecer o direito à vida desde a concepção, fechando assim as portas para a legalização do aborto em qualquer circunstância.


A decisão da ECJ é uma resolução óbvia: não se pode comercializar embriões humanos — vender seres humanos (ainda quando no estado inicial de vida), é evidente que é uma monstruosidade! Mas nestes dias de loucura e caos em que vivemos, quando lemos uma notícia com uma decisão lógica nos alegramos e é motivo de comemoração... Por isso, aconselho aos Amigos assistirem e a recomendarem o vídeo no seguinte link:
http://www.youtube.com/user/AvozdoBrasilpelaVida

24 de outubro de 2011

“Ideologia de Gênero” — manifestação mais recente da Revolução Cultural


Edson Carlos de Oliveira

No último dia 18 de outubro, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu no auditório do Colégio São Bento, na capital paulista, uma palestra intitulada Ideologia de gênero: Saiba como se defender dessa arma psicológica contra a Família.(*) Essa famigerada ideologia constitui a maior ameaça à família e à sociedade em toda História.

A sessão foi presidida pelo diretor do Instituto, Dr. Plinio Vidigal Xavier da Silveira, que abriu os trabalhos ao lado de outro diretor, Dr. Eduardo de Barros Brotero.

O conferencista foi o ex-deputado federal Cel. Jairo Paes de Lira, coronel da Reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo e ex-Comandante do Policiamento Metropolitano. Durante seu mandato legislativo na Câmara dos Deputados, Paes de Lira participou das Comissões de Direitos Humanos e Minorias, de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado e de Seguridade Social e Família. 

Dispondo de comprovada experiência legislativa na defesa da família contra projetos de lei visando debilitá-la ou eliminá-la, como nos casos do “casamento” homossexual, do aborto e do divórcio, entre outros, Paes de Lira apresentou ao público o livro Ideologia de Gênero  o neo-totalitarismo e a morte da família, do autor argentino Jorge Scala, cuja tradução para o português foi lançada nessa mesma ocasião. Após breve descrição do curriculum vitae do professor de bioética Jorge Scala, o conferencista passou a expor o conteúdo do livro. De início, definiu a palavra gênero que, para os agentes da Revolução Cultural, possui um significado diferente do que normalmente se entende. O sentido comum de gênero: conjunto de seres que possuem a mesma origem ou são ligados pela similitude de uma ou mais peculiaridades. Aplicado à sexualidade, por extensão, pode-se afirmar gênero masculino ou feminino. Mas, para os defensores da Ideologia de Gênero, o termo perde seu conteúdo verdadeiro e adota outro de cunho ideológico. Para eles, gênero significa abstrusamente que o ser humano nasceria sem sexualidade definida.
“Os fundamentos da Ideologia de Gênero estabelecem não existir identidade biológica sexual nos seres humanos e que eles apenas acidentalmente nascem com órgãos sexuais, convencionalmente considerados como masculinos ou femininos”. O palestrante acrescentou não existir também, para tal ideologia, identidade psicológica masculina ou feminina, considerando tal identidade como mera imposição de um modelo educacional de tipo patriarcal.
A conclusão dessa teoria antinatural é que o comportamento sexual também é fruto de mera influência do meio social. Assim, ninguém nasceria menino ou menina, homem ou mulher, mas sim um ser humano sem definição sexual, embora anatomicamente possa ser diferenciado. Trata-se, pois, de um ser genérico que adota um comportamento sexual por força do meio social. E, mais ainda, a Ideologia de Gênero defende que tal ser poderá não só escolher esse comportamento por opção, como mudá-lo quando quiser, segundo seu arbítrio.
“A refutação do primeiro fundamento — que afirma não existir identidade biológica nos seres humanos — reside na análise genética mais essencial da biologia, que demonstra: as células reprodutivas da mulher só contêm cromossomos tipo X, enquanto as do homem possuem tanto cromossomos X quanto Y. Na fecundação, a combinação XX só gera mulheres e a combinação XY só gera homens. É a lição mais básica da biologia”, explicou o conferencista.

Portanto, do ponto de vista genético, cai por terra a Ideologia de Gênero. Mas para seus defensores, a questão anatômica é irrelevante.

O Cel. Paes de Lira expôs, com dados fornecidos pela obra de Jorge Scala, as origens da Ideologia de Gênero a partir do movimento feminista. Citou a feminista francesa Simone Beauvoir, que defendia a teoria segundo a qual ninguém nasce mulher, mas se torna mulher; e que o objetivo final do movimento feminista não consiste na eliminação dos privilégios da “classe” opressora — a “classe” masculina —, mas da própria diferenciação entre os sexos.

O orador observou que tal teoria servia à militância homossexual, que encontrou nessa fórmula a justificação de seu modo de vida. E denunciou ainda a estratégia totalitária da Ideologia de Gênero através da manipulação semântica, no sentido de que o termo gênero perdesse seu significado gramatical, adotando outro de cunho ideológico. Para a difusão desse conceito teve papel primordial a mídia de massa.

No Brasil, tal manipulação pode ser observada especialmente nos Ministérios da Educação e da Saúde. Paes de Lira enfatizou a importância da instrumentalização da educação escolar por ideólogos de gênero.

O conferencista referiu-se ainda à pressão exercida pela ONU que, sob pretexto de Direitos Humanos, está exigindo dos países a aprovação de leis conforme a Ideologia Gênero. “O PNDH-3 quase foi imposto ao Brasil por meio de decreto e, se não tomarmos cuidado, será imposto pelo ‘ativismo judicial’, que substituirá o poder legislativo”. 

“É essa ideologia mais radical da História que impregna o PNDH-3. Da Ideologia de Gênero surgirão crianças sem identidade natural, do “casamento” homossexual resultarão os grupos pseudo-familiares, a criminalização da opinião produzirá a perseguição policial e judicial aos resistentes. É uma conspiração contra a família tradicional que é a base da sociedade. É a fundação do neo-totalitarismo que construirá o “homem novo”, como sonham os teóricos marxistas. Mas que ‘homem novo’ é esse? Será um ser desprovido de espiritualidade. Será massa informe de nervos, ossos e músculos que perambula pela face da Terra. Mas será também desprovido de liberdade”, afirmou o conferencista.

A exposição foi concluída com respostas às perguntas do público presente.


O Príncipe Imperial do Brasil, dom Bertrand de Orleans e Bragança, encerrou o evento com calorosas palavras sobre a luta empreendida pelo Professor Plinio Corrêa de Oliveira contra esse processo revolucionário, cujo escopo é a destruição integral da civilização cristã a partir de uma de suas bases fundamentais que é a família. “É uma obrigação de consciência, da qual responderemos diante de Deus, lutar contra essa conspiração anticristã que é a destruição do homem como Deus o criou, para colocar em seu lugar um anti-homem, resultado do pecado, da abominação e de tudo aquilo que ‘brada aos Céus e clama a Deus por vingança’”, afirmou dom Bertrand. 

Um cocktail foi servido logo após, dando ocasião para conversas sobre o tema entre os que prestigiaram o evento com sua presença. [fotos abaixo — para ampliar, click sobre as imagens]
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 (*) Assista na íntegra da conferência no site do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira