2 de maio de 2026
Ambiente familiar na velha Europa
8 de março de 2026
Dia da Dama: Como as Senhoras Católicas podem opor-se ao "Dia da Mulher" feminista
Em 8 de março feministas ao redor do mundo, em um espírito igualitário, celebrarão o "Dia Internacional da Mulher." Seu objetivo: Um "mundo igualitário de gênero (...) livre de preconceitos e discriminação" para "promover a igualdade de gênero."
Do outro lado da batalha moral, as mulheres católicas respondem a essa postura igualitária celebrando o 8 de março como um dia de virtude cristã e beleza feminina. Por meio do vestuário, dos modos e da moral, elas aspiram ser exemplos brilhantes de pureza – a virtude que define uma verdadeira dama. Entre essas mulheres católicas, nasceu uma graça – o dia da mulher foi batizado e renomeado como "Dia da Senhora". Para as mulheres católicas, 8 de março é um dia para expressar, em um lugar público, com intenção e propósito, a beleza de uma dama verdadeiramente feminina da forma mais plena possível.
Ao manter fiel ao conceito católico de dama, esse movimento, especialmente no Dia da Senhora, realiza quatro objetivos:
Primeiro, diante da cultura revolucionária que promove a vulgaridade e pecado entre as mulheres, Lady Day desafia a narrativa. Como uma estrela brilhante em um céu escuro, ela brilha como prova de que algumas almas permanecem dispostas a se destacar e proclamar com convicção e sem hesitação que toda mulher tem a vocação de sustentar o verdadeiro, o bom e o belo. É uma forma de enfrentar de frente os ataques à verdadeira feminilidade, manter a linha católica, influenciar a opinião pública e fazer reparação a Deus.
Em segundo lugar, a observância do Dia da Senhora é uma afirmação da crença de que todas as mulheres são feitas à imagem e semelhança de Deus e devem se tratar com dignidade. Uma dama se veste, fala e age, tendo diante dos olhos o conhecimento de que é um ser humano com uma alma que exige respeito. Suas qualidades femininas são um dom nobre de Deus para serem tratadas com reverência. Assim, no Dia da Senhora, uma mulher demonstra respeito por si mesma e por sua pureza, abraçando sua vocação dada por Deus.
A terceira razão para apresentar o quadro completo de uma dama em público é elevar a sociedade. Ao agir com elegância e elegância, a dama realiza um "apostolado de presença" que não beneficia apenas a si mesma, mas também à sociedade. Enquanto a cultura igualitária promove a promiscuidade, a senhora católica usa sua influência para defender a moralidade e a pureza. Seu apostolado de presença é refinado, porém firme. É refinado porque ela é uma dama, e firme porque seu modo de ser está enraizado no idealismo. Ela fornece um eixo moral para as famílias e um padrão de virtude pelo qual uma sociedade pode prosperar. Assim, ela atrai Deus para seu lado, e ninguém pode negar que essa união sublime é poderosa para mover as almas daqueles ao seu redor.
Isso nos leva à quarta e mais sublime realização de uma verdadeira dama. Ao agir de acordo com sua natureza feminina, ela honra Aquele que ordenou as funções distintas dos sexos. A cada passo que dá, movimento da mão, olhar dos olhos, a verdadeira dama católica presta homenagem à Lei Natural e honra Deus na ordem que Ele colocou na criação. Suas ações são uma expressão externa desse nobre princípio.
Além de glorificar Deus, sua dignidade e pureza honram a maior de todas as damas: Nossa Senhora. Por meio do cultivo dessa graça feminina concedida apenas às mulheres, ela se torna um reflexo da Bem-Aventurada Virgem e assume um certo aspecto de sua beleza. Nossa Senhora naturalmente se sente satisfeita e cuida dessas filhas especiais enquanto elas se esforçam para incorporar suas virtudes. Assim, vemos uma relação em que os esforços da dama terrena aumentam o esplendor de nossa Rainha Celestial, que por sua vez recompensa suas filhas ao concedê-las sua própria marca.
Em resumo, pode-se dizer que o Dia da Senhora é um "decreto" para o insondável desígnio de Deus e para cultivar aquele aspecto de Nossa Senhora que Deus chama cada mulher a refletir. Além de honrar Nosso Senhor e Nossa Senhora, Lady Day honra a própria senhora como uma criatura feita à imagem e semelhança de Deus. Também beneficia outros; como o Dia da Dama inclui aparecer em público, as mulheres compartilham com os outros, por meio de símbolos, os princípios que a tornam uma dama. E, finalmente, com sua elegância, ela desferir um golpe forte aos inimigos de Deus; com a mesma respiração que diz "fiat" à sua vocação, ela responde "não" a toda afronta a Nossa Senhora, especificamente ao espírito igualitário na raiz do "Dia da Mulher."
Finalmente, nos encontrando no meio de um mundo que exibe impureza e promiscuidade como norma, vamos fazer um apelo à nossa Rainha e Mãe neste próximo 8 de março, 2026 para ser o modelo supremo de damas e dar a coragem necessária para empunhar a espada da pureza e dignidade diante do pecado e da vulgaridade.
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Fonte: Lady Day: How Catholic Ladies Can Oppose the Feminist "Woman's Day"
https://www.returntoorder.org/2026/03/lady-day-how-catholic-ladies-can-oppose-the-feminist-womans-day/22 de setembro de 2022
ADEUS MINHA RAINHA !!
✅ Paulo Roberto Campos
Vendo nesse vídeo (abaixo) o esplendor das cerimônias com o majestoso e último cortejo feito por Elizabeth Alexandra Mary Windsor, assim como o vídeo das exéquias no interior da Abadia Westminster — tudo reflexo do glorioso passado católico da Inglaterra —, fico sem palavras! Só silêncio e lágrimas, tendo como fundo o toque da marcha fúnebre, os passos cadenciados e as solenes badaladas do Big-Ben, para homenagear a Rainha!
12 de fevereiro de 2022
CORTESIA FRUTO DA CIVILIZAÇÃO CRISTÃ
“A cortesia é uma das propriedades de Deus, que dá seu sol e sua chuva aos justos e aos injustos por cortesia, e a cortesia é irmã da caridade, que extingue o ódio e conserva o amor.” (São Francisco de Assis)
“A Revolução Francesa foi satânica porque ela cometeu sacrilégios, entronizou a deusa razão etc. Mas não só por isso. Foi satânica porque representou uma explosão de ódio contra o bem, representado pela pompa, pela graça, pela cortesia, que brilharam naquele tempo.” (Plinio Corrêa de Oliveira)
“A polidez é o ritual da sociedade, assim como a oração o é da Igreja.” (Madame de Staël)
“A corte é como um edifício de mármore, quer dizer, é composta de homens muito duros, mas muito polidos.” (Racine)
“O homem não educado é a caricatura de si próprio.” (Friedrich von Schlegel)
“As raízes da educação são amargas, e os frutos dulcíssimos.” (Aristóteles)
25 de outubro de 2020
Amabilidade: virtude quão necessária hoje!
[1] https://semeandocatequese.wordpress.com/2014/01/23/virtude-da-amabilidade/
[1] https://rumoasantidade.com.br/rumo-felicidade/contentamento/)
[1] Pe. Antônio Royo Marín, O.P., The Theology of Christian Perfection,
The Foundation for a Christian Civilization, New York, 1987, p. 356.
[1] Semeando...
24 de março de 2020
Virgem Maria, Anunciação do Anjo e Cortesia
Em memória do magno dia da Anunciação e da Encarnação do Verbo de Deus, celebrado em 25 de março, segue um belo trecho extraído do livro “Courtoisie chrétienne et dignité humaine” (Cortesia cristã e dignidade humana), de Roger Dupuis, S.J. e Paul Celier.
“A cortesia é até hoje reconhecida como uma das características próprias à nobreza. Lendo o Evangelho sobre a Anunciação [transcrição abaixo], nota-se com que delicadeza sobrenatural Deus propõe a Maria ser a Mãe do Messias.
E a fineza de Maria corresponde perfeitamente à delicadeza divina. Pois a verdadeira humildade não é aquela que se abaixa, mas a que obedece. Naquele mesmo ato sublime, Maria toma conhecimento do favor sobrenatural concedidos a sua prima, Santa Isabel.
Seu primeiro movimento consiste em ir visitá-la. Mais tarde, quando seu Divino Filho disse de si mesmo ‘sou manso e humilde de coração’, revelava a influência de sua Mãe. Jesus quis ter em Maria um modelo perfeito de cortesia”.
"Eis aqui a serva do Senhor"
“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.
Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação.
O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim.
Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível.
Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela” (São Lucas 1, 26-38)”.
25 de janeiro de 2017
CONTOS DE FADAS
Por anos, gerações e gerações de crianças e adolescentes — e por que não dizer, também de pais? — se encantaram com a leitura dos contos de fadas para crianças. Lembro-me ainda com saudades de ler com muito deleite, quando pequeno, por exemplo, a história do “Patinho Feio”, do “Soldadinho de Chumbo”, da “Gata Borralheira” ou “Cinderela”, do “Pinóquio”... e outras tantas histórias que alegravam minha vida de criança.
Por isso é muito benfazejo e formativo alimentar essa boa tendência na alma das crianças, ajudando-as a preservar essa visão primeira.
Porque, em geral, os contos de fadas procuram mostrar o lado bom, belo e deleitável da vida, e por isso ajudam a formar as mentalidades das crianças, incentivando esse lado bom, e servindo de alimento para suas almas.
O eminente líder genuinamente católico, Plinio Corrêa de Oliveira, dizia que as crianças têm seus primeiros contatos com a vida através das histórias e, por meio delas, a inteligência infantil transpõe os limites do ambiente doméstico. Assim, aprende as noções iniciais sobre a sociedade humana. Segundo esse grande pensador, essas primeiras noções sobre esta luta que é a vida, e as impressões mais profundas que recebem em seus primeiros anos de existência, ajudam a criança a tomar posição diante delas. Donde a importância capital, para uma civilização católica, de proporcionar às crianças uma literatura profunda e saudavelmente formativa, que as ajude a manter-se fiéis à inocência, e a empreender o caminho da admiração pelo maravilhoso. Isso poderá constituir o verdadeiro timão de suas vidas . Como estamos longe disso nos nossos tristes dias!
Hans Christian Andersen, o mais célebre escritor infantil
Antônio Giuliano, jornalista de “Il Timone”, da Itália, ao comentar a biografia do maior escritor de narrações infantis de todos os tempos, Hans Christian Andersen (1805-1875) [foto ao lado], comenta: “A miúdo se escrevem mais os contos para os adultos, que para as crianças. E eles [os contos] têm um estranho poder: ajudam-nos a reler nossa existência, projetando-a para horizontes mais amplos e inimagináveis”.Diz o jornalista que “o grande escritor dinamarquês revela, em sua autobiografia, alguns traços ainda pouco notados e paradoxais de sua personalidade. Ele a começa assim: ‘A minha vida tem sido um formoso conto, rica e feliz’, quando, na realidade, sua existência foi tudo, menos um conto”. De família pobre, seu pai, sapateiro, enviuvou quando ele tinha 11 anos, deixando-o “abandonado a seus sonhos e à sua fantasia, alimentados pela leitura de livros infantis, feita com o pai”.
Aos 14 anos Andersen resolveu partir para Copenhague, “abandonado a mim mesmo, sem ninguém mais que o Deus do Céu”.
Depois de várias tentativas frustras, começou a escrever peças e contos. Alguns doadores generosos lhe permitiram satisfazer uma de suas maiores paixões: “viajar”. Fez 30 viagens fora da Dinamarca, sete só na Itália, que muito amava. Nunca teve casa própria nem família, vivia quase sempre em casa de amigos. Só no fim da vida foi-lhe reconhecido o mérito, e começou a gozar a merecida fama.
Quando se dedicou exclusivamente ao conto infantil, “Desaconselharam-me absolutamente, e todos me disseram que me faltava o talento necessário, e que isso não era coisa para nossa época”. Esses pessimistas não mostraram ser profetas...
Giuliano comenta: “Mas, em seus contos, o bem é superior ao mal, e o fazia sobretudo passar a mensagem de que, na vida, nunca se pode dar por vencido. Basta crer, sustentados por essa certeza posta no início de sua autobiografia: ‘A história de minha vida dirá ao mundo o que ela me diz: existe um Deus amoroso, que conduz tudo a melhor fim’”.
“Escola de Princesas”
Qual a menina de antanho que não pensou em ser uma princesa de contos de fada, pelo menos por um dia? Ou qual o menino que não sonhava com um uniforme de soldadinho, com espadinha e tudo?Foi, pois, com prazer que li a reportagem do “Estado de São Paulo”, sobre uma “Escola de Princesas”, fundada em Uberlândia, na qual as meninas de quatro a 15 anos são ensinadas “desde os valores de uma princesa — como humildade, solidariedade e bondade — e como arrumar o cabelo e se maquiar, até regras de etiqueta, de culinária, e como organizar a casa”, tudo isso num ambiente elevado e tradicional. As aulas são ministradas por profissionais, entre os quais cozinheiras, nutricionistas e psicólogos.
É claro que, em nosso mundo tão igualitário, uma escola dessas tinha que ser alvo de críticas. Diz a jornalista Hyndaira Freitas em sua reportagem: “‘O sonho de toda menina é tornar-se uma princesa’: esse é o mote da escola, que recebe críticas por ser, supostamente, um retrocesso, ao ensinar tarefas domésticas apenas para meninas, como se ensinasse que lugar de mulher é na cozinha” . Isso horripila as feministas e os esquerdistas de todos os matizes de nosso tempo.
É preciso dizer que esse título é forçado, e não condiz com a matéria. Pois não se trata de meninas que fazem esse curso, mas de adultos “engajados”, que idearam e tocam avante essa oficina.
A reportagem refere-se — aliás com indisfarçada simpatia —, a uma “Oficina de Desprincesamento”, que uns chilenos estão introduzindo em São Caetano do Sul (SP). Pelo que diz a mãe de uma menina, candidata ao curso, pode-se avaliar o grau de engajamento ideológico que seus idealizadores têm em vista.
Com efeito, explica a mãe da mencionada menina que “no encontro, as garotas terão workshop de autodefesa, e serão apresentadas a personalidades como Clarice Lispector [escritora, conhecida como a “grande bruxa da literatura brasileira”], Patrícia Galvão (a “Pagu”), [“membro do Partido Comunista Brasileiro, trotkista”] , e Violeta Parra [chilena, folclorista, “mãe da canção comprometida com a luta dos oprimidos e explorados, suicida” ]. “Estão planejados ainda um debate sobre auto-imagem, o que é ser princesa [segundo o conceito marxista], e o que pode ser feito para manter um cotidiano mais igualitário entre meninos e meninas”.
Ainda, segundo ela, “entre os assuntos debatidos no treinamento dado pelos chilenos, foram abordados o amor romântico [que soa como o amor entre pessoas do mesmo sexo] e questões de gênero [não podia faltar!]. Explica ela que “o curso é uma forma de ‘plantar uma semente’ nas novas gerações, para minimizar a desigualdade de gênero nas próximas décadas” (grifos do jornal). Não podia ser mais ideologizado!
É trágico verificar como esses radicais não perdem ocasião de pregar e pôr em prática suas mais perversas teorias. E vão matando assim na alma das crianças aquela visão primeira e dourada da vida, apresentadas a elas pelos contos de fadas.
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11 de novembro de 2012
Século XIX — A dama, rainha na sociedade, e o cavalheiro
Em primeiro lugar, sua
superioridade moral e mundana faz da mulher a guardiã natural da polidez e do savoir-vivre. Esse lugar comum foi largamente
e arrastadamente desenvolvido, em 1801, em um poema medíocre, que, no entanto,
gozará de prodigioso sucesso, O mérito das
mulheres, de Gabriel Legouvé. No preâmbulo, o autor explica que só as
mulheres poderão conduzir o povo francês ‘à
genuína urbanidade que quase se perdeu’ [com a Revolução Francesa].
Somente elas, com efeito, ‘aprimoram as
maneiras; promovem o sentimento do decoro; são as verdadeiras preceptoras do
bom-tom e do bom gosto; elas saberão nos devolver [...] a afabilidade, que era
um dos nossos traços distintivos’.(15) É o que continua a repetir, meio
século depois, a primeira edição de uma nova revista feminina, O conselheiro das damas [acima, foto da capa]. ‘As mulheres’, disse em algum lugar madame de
Staël, ‘conduzem a sociedade. É sobretudo na
França que esse axioma espiritual encontra sua justa aplicação. São as damas de
nossos salões que ensinam as regras da verdadeira elegância; somente elas,
nesse tempo de lassidão, têm defendido com sua influência civilizadora os
princípios do bom gosto, as tradições das belas maneiras e a polidez rara,
legada por nossos antepassados’.(16)![]() |
| Uma das gravuras da revista acima mencionada |



















