27 de março de 2011

O tsunami, o japonês e o filho — uma bela e nobre lição de vida

O tsunami, o japonês e o filho — uma bela e nobre lição de vida
Paulo Roberto Campos
E-mail:  prccampos@terra.com.br

Em meio ao tsunami de notícias a respeito da tragédia que se abateu sobre o Japão, “pesquei” uma que me pareceu valer a pena comentar com os amigos. A finalidade é fazermos uma reflexão sobre o amor paterno e o entranhado vínculo natural existente entre pais e filhos. Um vínculo a respeito do qual se poderia certamente dizer que não é apenas natural, mas sagrado, porquanto revela a virtude e a nobreza de alma quando se chega ao momento extremo de os pais darem a vida pelos filhos.
Filmando restos daquele “dilúvio” — a maior catástrofe natural na história da nação japonesa —, um repórter de televisão ficou perplexo e indignado ao ver um senhor atravessando os destroços de casas, carros, barcos etc., mas... sorrindo! O local parecia ter sido bombardeado, não restava pedra sobre pedra — um cenário para chorar e não para rir.


O repórter não agüentou e foi entrevistar o sorridente japonês:


— Escuta aqui, tudo foi destruído, falta comida, falta água, falta luz, falta tudo; o senhor não se abala com isso!?


— Sim, falta tudo. Perdi meu barco, perdi tudo, mas... encontrei meu filho vivo debaixo de minha casa destruída! Estou sem teto, mas posso reconstruir tudo de novo; entretanto não poderia reconstruir a vida de meu filho. Se eu não  conseguisse resgatá-lo, eu é que estaria destruído definitivamente! Eu daria minha vida para salvá-lo!


Vemos que o terremoto abalou tudo, mas não abalou o senso moral de um pai. Uma magnífica lição de vida para todos, até mesmo para os inescrupulosos aborteiros e certas progenitoras que transformam seus ventres em túmulos para os filhos, em nome de um propalado “direito da mulher sobre seu próprio corpo”.


Lembro-me ter ouvido alguém contar que uma mãe, após um aborto, não teve mais sossego na vida. Sua consciência noite e dia a acusava do crime cometido, como que ouvindo uma voz que sempre lhe perguntava: “Mamãe, por que a senhora me rejeitou?”


Apavorada, ela procurou um juiz e confessou o crime. Afirmou que decidiu por abortar a criança por egoísmo, para poder viajar tranquilamente, frequentar festas etc.. E acrescentou:


— “Por isso, peço que o senhor me condene. Preciso pagar pelo meu erro de ter preferido os prazeres fáceis da vida, a ter a alegria de cuidar de um filho que Deus me deu”.


— “Senhora — sentenciou o juiz — não é a mim que deve confessar seu delito. Procure um sacerdote e se confesse a ele, assim, terá paz em sua consciência”.


A pobre mãe, profundamente arrependida de ter praticado aquele crime, cumpriu a exemplar sentença. Ela procurou um bom padre, confessou-se em lágrimas e realmente readquiriu a paz de alma; embora sempre lamentando sua triste decisão. Rezava pela alma de seu bebê e pedia a Deus poder reencontrá-lo no Céu por toda a eternidade.


Não sei se esse conto é real ou não. Mas bem poderia ter acontecido. Em todo caso, histórias semelhantes realmente ocorrem. Contudo, quão diferentes são elas da narrativa do bom e sorridente japonês que salvou seu filho. Que alegria de alma ele levará consigo por toda a vida! E quão grato ser-lhe-á seu japonesinho flagelado pelo tsunami, soterrado pelos escombros, mas salvo pelo amor paternal.

3 comentários:

tanogawa disse...

Excelente artigo, aproveitei para divulgá-lo em outros blogs, espero que não se importe. Citei também a fonte de onde o retirei.
Que Nossa Senhora favoreça sempre este seu apostolado.

Corina disse...

Fiquei comovida com as histórias!
Sobre a história do japonês lembrei-me: "Onde está o seu coração aí está o seu tesouro!"
Nosso maior tesouro, dever ser os vínculos afetivos construídos: os vínculos familiares, como você bem ressalta, os vínculos fraternos e de amizades - o que é material poderá enferrujar, virar pó, acabar! Creio que este fenômeno no Japão é um grande exemplo de que os tesouros materiais acabam... Penso que, viver apenas para adquirir bens materiais pode ser muito, muito pouco e frustante!
Sobre a história do aborto, creio que toda mulher que faz esta opção terá algum tipo de pertubação: da consciência, ou mental!
Parabéns pela matéria, abraços,
Corina Vidal

Gels_mistery disse...

Linda história.Realmente de comover.Fico pensando como Deus é perfeito, pois mesmo em meio a tragédias, suscita em nossos corações a misericórdia pelo irmão.
Parabéns pelo artigo.
Géssika Santos