12 de junho de 2009

FAMÍLIA EXEMPLAR



Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança
(1983 — 2009)
Desaparecido no trágico vôo da Air France.
O nome completo do jovem Príncipe:
Dom Pedro Luiz Maria José Miguel Gabriel Rafael Gonzaga de Orleans e Bragança e Ligne


"Deus sabe o que faz e confiamos nele. Ele nos deu esse filho maravilhoso e nós o devolvemos. Ele era um rapaz bom e religioso. Temos certeza de que ele está muito melhor com Deus do que aqui conosco. Quando recebi a notícia, senti ciúmes de Deus, que está com meu filho querido. A dor é muito forte, mas mantenho a fé”.
Afirmou o pai do jovem Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, desaparecido no trágico vôo 447 da Air France — que caiu no Oceano Atlântico, quando fazia a rota Rio-Paris, no dia 31 de maio p.p., com 228 passageiros.

Uma afirmação difícil para um pai que perde seu dileto filho, mas de um pai conformado com a vontade de Deus. Um admirável exemplo para todos os pais de família.

Missa de 7º Dia em memória de Dom Pedro Luiz
A missa solene celebrada na Igreja Nossa Senhora do Brasil (capital paulista), no dia 8 p.p., foi encomendada pelos tios de Dom Pedro Luiz, Dom Luiz de Orleans e Bragança (Chefe da Casa Imperial do Brasil) e por Dom Bertrand (Príncipe Imperial do Brasil).

Os pais do jovem Príncipe vitimado na recente tragédia, Dom Antonio e Dona Christine (princesa de Ligne), e o irmão Dom Rafael, vieram a São Paulo especialmente para assistir a Missa de 7º Dia pelo filho. Mais de 200 amigos e simpatizantes da Família Imperial Brasileira compareceram à cerimônia litúrgica, rezada no estilo tradicional e em latim.(fotos abaixo)
Na primeira fileira na Igreja Na. Sra. do Brasil: Dom Luiz de Orleans e Bragança, Dom Antonio, Dona Christine e Dom Rafael




As irmãs de Dom Pedro Luiz, as Princesas Dona Amélia e Dona Maria Gabriela, na Igreja do Carmo (no centro do Rio de Janeiro) rezam pela alma de seu querido irmão


* * *

Aproveito a ocasião para transcrever a nota de pesar que Dom Luiz de Orleans e Bragança, como Chefe da Casa Imperial do Brasil, mandou distribuir após a missa de 7º Dia celebrada pelo descanso eterno de Dom Pedro Luiz. Ao mesmo tempo que manifesta sua dor pela perda de seu sobrinho, o Príncipe Dom Luiz uni-se ao luto que cobre tantos lares brasileiros e do exterior.


Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança

Transido de pesar, cabe-me o dever de registrar, enquanto Chefe da Casa Imperial do Brasil, o desaparecimento de meu querido e já saudoso sobrinho, D. Pedro Luiz de Orleans e Bragança, no fatídico acidente do vôo da Air France (Rio-Paris), ocorrido no dia 31 de maio, em pleno Oceano.

Diante da pungente dor de seus pais, D. Antonio e D. Christine, de seus irmãos, D. Amélia, D. Rafael e D. Maria Gabriela, e de minha querida Mãe, D. Maria, volto para eles minha especial solicitude e meu particular afeto. Solicitude e afeto que volto igualmente — e, junto comigo, toda a Família Imperial — para aqueles que perderam seus entes queridos no referido acidente aéreo. A todas estas famílias — de modo muito especial às brasileiras — a Família Imperial estende seus sentimentos e roga a Deus pelo descanso eterno de cada vítima.

Nestes dias, de todo o Brasil e até do exterior, chegaram aos pais de D. Pedro Luiz, bem como a mim e a toda a Família Imperial, numerosas e sinceras manifestações de pesar por tão trágico sucesso. Não posso deixar de ver nessas sentidas manifestações a expressão viva e autêntica do sentimento familiar e dos laços de afeto que sempre uniram a Família Imperial e os brasileiros, monarquistas ou não.

D. Pedro Luiz — até então, 4º na linha de sucessão dinástica — era um jovem Príncipe que despontava na sua geração como uma promessa, suscitando o interesse e a atenção de muitos, por seu modo aprazível, por suas inegáveis qualidades e pela tradição que representava.

Como fruto da exímia formação e do senso do dever, incutidos por seus pais, após se ter formado em Administração de Empresas pelo IBMEC do Rio de Janeiro, e se pós-graduado pela FGV, dava ele os passos iniciais de uma promissora carreira profissional, no BNP Paribas, no Luxemburgo, tendo a preocupação e o empenho de fazer ver aos estrangeiros as grandes potencialidades de nosso País.

Mas sua presença era especialmente querida entre aqueles que acreditam ser o regime monárquico uma solução adequada para o Brasil hodierno.

Foi D. Pedro Luiz presidente de honra da Juventude Monárquica e participou de ações e eventos de relevo em prol dos ideais monárquicos — muitas vezes na companhia de seus pais — chegando até a representar a Casa Imperial, em mais de uma ocasião, sendo-me especialmente grato recordar sua presença, em Portugal, em comemorações dos 500 anos do Descobrimento do Brasil.

Se o momento é de apreensão e de tristeza, não pode ele ser desprovido de esperança. Esperança que se volta, de modo particular, para D. Rafael — irmão do desaparecido — a quem auguro ânimo e determinação diante do infortúnio, e exorto a que seja, na sua geração, um exemplo de verdadeiro Príncipe, voltado para o bem do Brasil e exemplo de virtudes cristãs.

Ao encerrar esta dolorosa comunicação, volto meu olhar a Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a quem suplico confiante que acolha na eternidade a D. Pedro Luiz. E rogo especiais orações por ele, bem como por seus pais, irmãos e por minha querida Mãe, a todos aqueles que, com espírito de fé, acompanham a Família Imperial neste momento de luto.

São Paulo, 8 de junho de 2009

Dom Luiz de Orleans e Bragança
Chefe da Casa Imperial do Brasil

4 comentários:

Gabriel N. S. Anunciaçao disse...

É de uma elite como esta que precisamos para dirigir este nosso querido e sofrido pais.
Que Deus Nosso Senhor tenha misericordia de nós.

Gabriel

juliano disse...

MINHAS CONDOLENCIAS A FAMILIA DE PEDRO LUIZ E TENHO A CERTEZA QUE O SR DAS ESFERA O RECEBE DE BRAÇO ABERTO E SABENDO COMO TAL FEZ A SUA MISSA AQUI ENTRE NOS JULIANO ABREU .'. SÃO PAULO BRASIL

Anônimo disse...

Posso imaginar a dor dos pais do jovem príncipe Pedro Luiz, mas eles têm sangue de cruzados e Deus lhes dará forças para suportar esta grande perda.

Li uma entrevista do pai do jovem desaparecido naquela trágica noite. Li na revista época e faço o encaminhamento se deseja colocar no seu blogue. Eu gostei muito.

um abraço amigo - Anderley


ÉPOCA – Como está a família diante desta perda?

Dom Antônio de Orleans e Bragança – Conformados. Somos católicos de muita fé e respeitamos a vontade de Deus. Estamos rezando muito e isso tem nos ajudado muitíssimo. Muitas pessoas, em horas de sofrimento como esta, questionam erradamente a bondade de Deus. Penso que meu filho era bom demais, e talvez por isso Deus tenha o chamado para perto mais cedo. O problema é a saudade, que é muita.


ÉPOCA – Como o senhor soube do acidente?

Dom Antônio – Tenho o costume de ligar a televisão para ver notícias assim que me levanto. Na segunda de manhã não foi diferente. Já trocando de canal, vi uma informação pela metade sobre um problema com avião da Air France. Mas não sabia origem e nem destino. Num outro canal, fiquei sabendo que era Rio-Paris. Preocupei-me duplamente, já que, além de meu filho, que tinha partido no voo das 19h30, minha sobrinha Alice tinha ido no voo anterior, de 16h40. Quando soube que era o de Pedro Luiz, chamei a mãe dele. Pedi que ela se sentasse e contei que o avião estava desaparecido. Ela é uma pessoa extremamente calma, mas, como mãe, era impossível que não se desesperasse. Desde então estamos acompanhando tudo. No começo tínhamos esperança de que ele voltasse. Agora essa esperança se foi.


ÉPOCA – O senhor o levou ao aeroporto no domingo?

Dom Antônio – Eu, minha esposa e nossos outros três filhos. Havíamos passado o fim de semana em Petrópolis. No domingo de manhã jogamos golfe e, coisa rara, meus filhos quiseram ficar no meu time. Depois almoçamos e descemos a serra, indo direto levá-lo ao aeroporto. Conversamos sobre o trabalho dele, que há dois anos trabalhava em um banco francês, e também, coincidentemente, sobre fé e religião. Ele me disse que estava feliz e Deus era muito importante em sua vida.


ÉPOCA – Como era o temperamento de Pedro Luiz?

Dom Antônio – Como pai, sou suspeito para falar. Mas quem conviveu com ele também dizia que era um rapaz espetacular. O chefe direto dele me telefonou da Europa para dizer que havia perdido um filho. Os amigos estão inconsoláveis. Ele gostava muito de esportes. Além de golfe e tênis, também jogava futebol muito bem. Torcia pelo Fluminense, como toda nossa família.Também gostava muito de música. Da música moderna, como todo jovem, mas também da clássica, o que era uma fator de união muito grande entre nós. Ele viajava de carro pela Europa ouvindo música clássica e muitas vezes me telefonava e colocava o celular perto da caixa de som para que eu ouvisse o que ele estava ouvindo. Era muito bonito. Vou sentir muita falta disso.

José Mário da Silva Rangel disse...

Que Deus o tenha.