17 de maio de 2012

O heroico sacrifício de uma mãe que deu a vida para salvar seu filho

Amor materno: mais forte que o Tsunami
Concernente ao post anterior sobre o Dia das Mães, recebi um e-mail narrando um fato verídico que se passou durante o terremoto e tsunami sucedidos no Japão. Como todos se lembram, a tragédia atingiu sobretudo a região de Fukushima, que fica ao norte, em março do ano passado, dizimando mais ou menos 20 mil pessoas. 


Segue a tocante narrativa e no final volto a comentar. 


"Logo que o terremoto se acalmou no Japão, socorristas chegaram às ruínas de uma casa e, através das rachaduras, eles viram um corpo imóvel. Mas sua postura pareceu-lhes um tanto estranha. 


Era o corpo de uma jovem mulher ajoelhada, como de uma pessoa na posição de adoração. Estava debruçada para frente e suas duas mãos segurando algo. A casa desabou sobre suas costas e cabeça. 


Com muita dificuldade, o líder da equipe de resgate enfiou a mão através de uma fenda na parede para alcançar o corpo e verificar se ainda estava com vida. Mas o corpo, frio e duro, revelava que ela tinha morrido. Ele e os seus companheiros de equipe deixaram aquela casa, pois precisavam procurar sobreviventes e regatá-los. 


Por alguma razão meio inexplicável, o líder da equipe foi estimulado por um sentimento interior e irresistível a voltar àquela casa em ruínas onde vira o corpo da jovem mulher. Ele voltou. E novamente ajoelhou-se, introduziu suas mãos através das rachaduras e constatou que realmente estava morta. Depois pesquisou o pouco espaço que restava debaixo do cadáver. 


De repente, entusiasmado ele gritou: “Uma criança! Há uma criança aqui!“ Vários foram ajudá-lo no regaste, removendo cuidadosamente as pilhas de objetos arruinados em torno do corpo da jovem mulher: uma mãe! 


Para surpresa e alegria de todos, debaixo do corpo da mãe havia um bebê de três meses de idade enrolado num cobertor estampado de flores. Obviamente, ela tinha feito um último sacrifício para salvar seu filho: quando a casa estava desabando, ela usou seu corpo para fazer uma barreira a fim de proteger seu bebê. A criança ainda estava dormindo tranquilamente quando o líder da equipe a resgatou. 


Um médico chegou rapidamente para examinar o bebê. Quando abriu o cobertor, viu um telefone celular dentro e nele uma mensagem de texto na tela: ”Se você sobreviver, meu filho, lembre-se sempre de que eu o amo”. 


Este celular foi passando de mão em mão. Todos da equipe de resgate leram a mensagem materna e todos choravam. Como é grande o amor de uma mãe por seu filho!"


*           *           * 
"Se você sobreviver, meu filho, lembre-se sempre de que eu o amo”. 


Claramente a jovem mãe, usando seu próprio corpo como proteção, deu a vida pelo filho. Fato que revela a grandeza do amor materno e a disposição de uma mãe de fazer qualquer sacrifício para salvar seu filho. 


Isso não é um reflexo do amor de Deus por cada um de nós? Não é um reflexo do supremo sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo morrendo na Cruz para nos salvar? 


Reflexo também do amor da Santíssima Virgem por cada um de nós. Ela, que é o modelo por excelência de todas as mães, tem por nós um amor maior do que a soma do carinho de todas as mães por seu filho único. Foi o exemplo que deu São Luis Grignion de Montfort quando afirmou que se reuníssemos o amor somado de todas as mães da Terra por um filho único, não daria o amor de Nossa Senhora pelo mais miserável dos homens. 


Esta a consideração que me veio à mente ao ler a narração do belo e histórico fato ocorrido no Japão. Numa outra ordem de ideia, essa leitura me proporcionou uma diferente consideração; mas acho que nem preciso escrever a respeito, apenas levanto uma pergunta: como pode uma mãe agir de modo oposto ao da jovem mãe japonesa? Ou seja, não dar a própria vida para salvar um filho, mas eliminá-lo praticando o aborto?

3 comentários:

José Juarez Batista Leite disse...

A leitura do relato do Sacrifício daquela jovem Mãe provocou-me arrepios.Ainda bem que podemos tomar conhecimento de histórias como essa,porque apesar de ser um fato pontual tem o poder de agir na massa humana como fermento e sal,e grita muito mais forte do que os milhares que são realizados contra a vida humana.
O comentário,também,foi muito oportuno e deu ao relato uma vitalidade multiplicada.

Carla Cristina disse...

fiquei curiosa para saber onde está essa criança atualmente, se tinha família, se foi adotada, se alguém souber poste para sabermos.
obrigada

Carla Cristina disse...

Se alguém souber como terminou a história do bebê se tinha família, se foi adotado, como está hoje, poste para sabermos.
obrigada