10 de dezembro de 2017

Uma solução para Jerusalém: a internacionalização da Cidade Santa


Paulo Roberto Campos

A respeito do post de ontem, intitulado A QUEM PERTENCE JERUSALÉM?, recebi hoje de um colega — tarimbado, brilhante e arguto analista político — este e-mail: 
“Li seu substancioso artigo. Talvez valesse a pena um adendo. ‘Rebus sic stantibus’, creio seria ainda hoje a posição de Dr. Plinio Corrêa de Oliveira”. 
Em vista do recente reconhecimento, por parte dos Estados Unidos, de Jerusalém como capital oficial de Israel, vem muito a propósito o referido adendo, que é uma matéria da TFP publicada na revista Catolicismo (Nº 200 - Agosto de 1967). Ei-la: 


CHANCELER INFORMA À TFP: BRASIL APÓIA A INTERNACIONALIZAÇÃO DE JERUSALÉM



Com data de 11 de junho (de 1967), a Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade enviou telegrama ao Presidente Costa e Silva e ao Chanceler Magalhães Pinto, pedindo que o Brasil propusesse urgentemente, a todos os países latino-americanos, dar apoio conjunto à internacionalização de Jerusalém, segundo o desejo de Sua Santidade o Papa Paulo VI. É o seguinte o texto do despacho: 


"Peço a Vossa Excelência que o Brasil proponha urgentemente a todas as nações da América Latina darem apoio conjunto à internacionalização de Jerusalém, desejada pelo Santo Padre Paulo VI. 

Essa medida, já múltiplas vezes pedida em solenes Documentos do inolvidável Pio XII, constitui merecida homenagem à Cidade Sagrada, que ficará assim resguardada de futuros riscos.  
Corresponde às tradições cristãs brasileiras, bem como a nossos foros de mais populosa das nações católicas, assumir essa simpática iniciativa, a qual será entusiasticamente aplaudida por todos os brasileiros. 

Na antecipada certeza da favorável acolhida de Vossa Excelência, apresento cordiais e respeitosos cumprimentos.  
Plinio Corrêa de Oliveira 

Presidente do Conselho Nacional da 

Sociedade Brasileira de Defesa da Tradição, Família e Propriedade". 


Em resposta, o Ministro do Exterior telegrafou nestes termos, em data de 7 de julho (de 1967), ao Prof. Plinio Corrêa de Oliveira:
"O Senhor Presidente da República encaminhou-me o telegrama pelo qual Vossa Senhoria solicita o apoio do Brasil à internacionalização de Jerusalém. Apraz-me informar a Vossa Senhoria que o Governo brasileiro tem defendido a tese de que Jerusalém deve ser colocada sob regime internacional permanente que propicie garantias especiais aos Lugares Santos, e nesse sentido expressei-me no discurso que pronunciei perante a Assembleia Geral de emergência das Nações Unidas. 
Por outro lado, a Delegação brasileira patrocinou, juntamente com outros países latino-americanos, um projeto de resolução que, entre outros pontos, propõe a internacionalização da Cidade Santa, apoiando a posição da Santa Sé. Atenciosos cumprimentos.  
José de Magalhães Pinto". 

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Um comentário:

Francisco Guilherme disse...

O fato de que muitos judeus que moravam em Jerusalém( e na Palestina)terem, em um primeiro momento, se convertido ao Cristianimo, e num segundo momento, ao Islã não muda o fato que essas terras sempre foram judaicas.
https://www.cafetorah.com/papiros-de-2700-revela-jerusalem-sempre-foi-judaica/