11 de junho de 2023

80 anos da denúncia de uma Revolução dentro da Igreja Católica


Para extirpar os erros do protestantismo e do comunismo infiltrados dissimuladamente nos ambientes católicos, Plinio Corrêa de Oliveira lançou um livro em 1943 — uma obra-chave para interpretar o processo de autodemolição da Santa Igreja. 

Fonte: Editorial da e Revista Catolicismo, Nº 870, Junho/2023

Uma revolução dentro da Igreja. Esta foi a magistral denúncia feita por Plinio Corrêa de Oliveira em seu primeiro livro, Em Defesa da Ação Católica, lançado em junho de 1943.

Na época, o movimento católico era uma potência, sobretudo as Congregações Marianas lideradas por ele em São Paulo. Fato que impulsionava a irradiação esplendorosa da Igreja e favorecia o Brasil a crescer no cumprimento de sua grandiosa missão providencial. 

Fato, entretanto, que desagradava ao clero neomodernista, que trabalhava e ensinava nos seminários para ressuscitar dentro da Igreja os erros do modernismo, condenados pelo Papa São Pio X como “síntese de todas as heresias”. 

A fim de extirpar esses erros que serpenteavam nos ambientes católicos e denunciar os lobos com pele de ovelha infiltrados no rebanho, Dr. Plinio, então presidente da Junta Arquidiocesana da Ação Católica, redigiu o referido livro, que foi uma verdadeira bomba contra o progressismo. Ele sabia que se tratava de uma “operação kamikaze” e de que seria vítima das maiores perseguições — “cancelamento”, difamação, ostracismo —, mas em defesa da Igreja estava disposto a qualquer sacrifício. 

Dito e feito! As perseguições não extinguiram nem mesmo após ter ele recebido do Papa Pio XII uma carta laudatória assinada por Mons. João Batista Montini, então substituto da Secretaria de Estado da Santa Sé e depois Papa Paulo VI. 

Hoje os erros então desmascarados retornaram e se intensificaram. Os filhos espirituais daquele clero dos anos 1940 degeneraram de modo acelerado, deixando a Igreja no descrédito e conspurcada por escândalos morais, pregação aberta de erros doutrinários e até de heresias. São os adeptos da “teologia da libertação”, de uma “igreja nova” sem lei nem hierarquia e posta a serviço do comunismo. 

Exemplo recente disso é o chamado “Caminho Sinodal”, que pretende instituir uma Igreja diametralmente oposta à fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Nossos leitores poderão conferir na matéria de capa da revista Catolicismo* [foto acima] deste mês como há exatos 80 anos o autor de Em Defesa da Ação Católica alertou para o processo de autodemolição da Santa Igreja que atingiu hoje o seu apogeu, e entenderão por que o eminente líder católico brasileiro foi silenciado, caluniado e perseguido durante toda a sua vida. Boa leitura! 

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