9 de junho de 2018

SOL, ESPELHO DE DEUS


Plinio Corrêa de Oliveira * 

Deus nos deixou uma imagem d’Ele mesmo, mais significativa que qualquer outra: o Sol. Ficaríamos desapontados se percebêssemos no Sol a intenção de dar um show, fazendo poses no céu para ser admirado por nós. Pelo contrário, por não ser inteligente, não pode ter intenções. Enche-nos de benefícios com sua luz e seu calor, mas em nenhuma extremidade dos seus raios se preocupa em ser bem visto. Composto de uma massa de gazes em fricção, gerando altíssimas temperaturas, não tem pensamento, nem conhecimento, nem plano. Arde sem cessar, mas é indiferente a tudo e prossegue o seu ciclo. 


O Sol brilha com seu fogo e penetra em todas as partes, iluminando tudo. Tem a sua rota de todos os dias, com um aspecto na aurora, outros ao longo do dia, ambos distintos do ocaso. Pela faiscante frase de Edmond Rostand — o Sol, sem o qual as coisas seriam apenas o que elas são — o astro-rei acrescenta a todas as coisas aspectos que por si mesmas elas não teriam. 



Quantas auroras, quantos ocasos ao longo dos anos, dos séculos, dos milênios, sem se repetir nunca. Mas nessa existência tão luminosa e variegada, ele nem tem consciência de que existimos. O que de melhor ele nos faz é espelhar continuamente Alguém infinitamente maior que ele. Quando olhamos para o céu, podemos pensar em Deus criador, puro espírito, e exclamar: Ó Deus, como sois grandioso! 

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(*) Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 19 de setembro de 1981. Sem revisão do autor.

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