16 de maio de 2026

Qualquer semelhança, não é mera coincidência


Ironicamente costuma-se dizer que “qualquer semelhança é mera coincidência”, mas se aplicarmos o trecho que segue — excertos de um artigo do Prof. Plinio, publicado na Folha de S. Paulo em 9-11-1969 —, perceberemos que “não é mera coincidência”. 

O que hoje está ocorrendo na Cuba fidelcastrista é um velhaco plano já denunciado pelo autor do artigo abaixo há mais de meio século. Basta trocar o nome “Fidel Castro” por “Miguel Díaz-Canel” (atual ditador da ilha) que as peças se encaixam. A semelhança é real, como também é real o que aconteceu na Venezuela recentemente... 

Tiraram da velha gaveta o mesmo plano para tentar salvar Cuba da miséria total e completa causada pelo regime comunista. Fidel morreu, mas o plano não. 


Uma sobrevida para Cuba


Plinio Corrêa de Oliveira 

Fidel Castro, premido por insucessos econômicos e diplomáticos de várias ordens, estaria cogitando — para continuar no poder — de mudar sua política em relação à América Latina, propondo a esta um regime de coexistência pacífica. 


Segundo aviso dado pela irmã de Fidel, Juanita Castro, o comunismo cubano, apoiado em “manobras de alguns setores norte-americanos e latino-americanos” empenhados em impedir ou pelo menos retardar a libertação do povo cubano do marxismo, pensaria até mesmo, para aliviar a situação, em derrubar o periclitante ditador, substituindo-o por algum outro líder vermelho. 

Como é fácil ver, essa mudança propiciaria, fora de Cuba, a impressão de que o comunismo já não é tão feroz na Ilha. Essa impressão, por sua vez, criaria um clima favorável à coexistência. E a coexistência, afrouxando as tensões que estrangulam o comunismo cubano, proporcionaria a este uma sobrevida. 

Assim, com Castro ou sem Castro, é para a coexistência, forçosamente velhaca e dolosa, que caminharia a Cuba vermelha.

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