3 de outubro de 2018

Carta aberta ao futuro Presidente

 
Manifestação anti-PT na Av. Paulista no último domingo (30-9-18)
Nosso País necessita de homens que estejam dispostos a enfrentar a ditadura do Politicamente Correto e a defender a família tradicional. Acima de tudo, o Brasil precisa de um Presidente que respeite a Lei de Deus e o Direito Natural, que seja fiel ao nosso passado. Não se constrói um país pela negação daquilo que ele é. 

Instituto Plinio Corrêa de Oliveira
3 de outubro de 2018

Raros são os momentos na história de um país em que as aspirações de seu povo e as suas necessidades podem ser tão claramente percebidas pelos governantes, como ocorre em nossos dias.

Após as grandes manifestações que tomaram as ruas do Brasil, manifestações nascidas de um profundo descontentamento, os brasileiros irão às urnas no próximo dia 7 de outubro para escolher não apenas um Presidente, mas um modelo de país.

A depender dos resultados, as eleições de 2018 serão vistas, pelas gerações futuras, como um desses momentos históricos em que um Povo afirma e defende suas tradições, suas características mais profundas e que refletem a alma brasileira.

Assim como os homens, cada Povo tem particularidades próprias. Foi em defesa dessas particularidades que o País tomou as ruas e as praças nas grandes e nas pequenas cidades expressando, a uma voz, um mesmo sentimento.

Era um basta à situação do Brasil, um basta a um modelo de política que aparelhou o Estado, tornando-o instrumento nas mãos de um partido.

A corrupção generalizada era apenas um dos sintomas de que algo precisava mudar. Mas não era o único e nem o mais importante.

Entre muitos outros, citemos alguns:

— Imposição da “ideologia de gênero” nos colégios, chegando até mesmo a tentar censurar livros didáticos contrários aos novos “valores”;
— Tentativa reiterada de criminalizar quem não aceita o homossexualismo, acusando-o de “homofobia”;
— Oficialização paulatina da prática de aborto nos Hospitais Públicos;
— Leis que procuram regular a vida familiar a ponto de impedir até mesmo palmadas corretivas nos filhos;
— Intento de controlar os meios de comunicação;
— Cumplicidade para com invasões de terras e prédios, no campo e na cidade;
— Desrespeito ao Direito de Propriedade através da Reforma Agrária socialista, da promoção dos “quilombolas” e do “indigenismo”, além da subjetiva conceituação de “trabalho escravo”, com a conseqüente expropriação de terras;
— Perseguição à iniciativa privada com leis e impostos cada vez mais escorchantes e uma burocracia interminável;
— Implantação de uma “política racial afirmativa”, procurando criar uma verdadeira luta de raças em território nacional;
— Explícita simpatia para com as ditaduras “bolivarianas”, como as da Venezuela, Bolívia e Cuba;
— Proposta de banir símbolos religiosos das repartições públicas…


Essa mera enumeração demonstra até onde a esquerda — civil e eclesiástica — quer levar o País. Utilizando-se do pretexto de defender minorias e em nome de um conceito vago e errôneo de “direitos humanos”, tentam desfigurar o Brasil.

O Brasil anela por um Presidente que não permita esses erros!

A Nação não quer soluções intermediárias que se escondam em uma falsa moderação, como se entre o certo e o errado fosse lícito escolher o meio-termo.

Nosso País necessita de homens que estejam dispostos a enfrentar a ditadura do Politicamente Correto e a defender a família tradicional. Acima de tudo, o Brasil precisa de um Presidente que respeite a Lei de Deus e o Direito Natural, que seja fiel ao nosso passado. Não se constrói um país pela negação daquilo que ele é.

Nesse próximo dia 7 de outubro, o futuro Presidente receberá os votos dos brasileiros que esperam ter seus anseios ouvidos.

Há um provérbio jurídico que diz: “Dormientibus non succurrit jus”, o Direito não socorre aqueles que dormem. Esses brasileiros que foram às ruas mostram que o “gigante adormecido”, quando provocado, sabe levantar sua voz e se fazer ouvir.

O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, seguindo os ensinamentos de seu patrono, espera que a próxima administração tenha como meta, desde o primeiro momento:

— Combater o aborto, a eutanásia e a Ideologia de Gênero;
— Não permitir a liberação das drogas;
— Defender a família como Deus a estabeleceu, num matrimônio entre um homem e uma mulher;
— Defender o sagrado direito dos pais na educação dos filhos, sem a intromissão do Estado;
— Proteger as propriedades rurais e urbanas, alvo crescente de invasões;
— Diminuir categoricamente a Carga Tributária;
— Incentivar a livre iniciativa;
— Amparar efetivamente quem gera empregos, no campo e na cidade;
— Respeitar e honrar as forças armadas e a Polícia;
— Cortar qualquer financiamento a governos da esquerda “bolivariana”.

Esperamos que o próximo Presidente saiba ouvir a voz dos brasileiros e seja fiel ao Brasil que todos queremos. Uma nação livre da esquerda “bolivariana”, que desejou transformar nosso País, nascido aos pés do Cruzeiro do Sul e que tem como símbolo máximo o Cristo Redentor, em uma terra sem Tradição, sem Família e sem Propriedade e, por isso mesmo, sem futuro.

Na. Sra. de Lepanto [Foto Michael Gorre]
O próximo dia 7 de outubro também é festa da vitória na Batalha de Lepanto, ocorrida em 1571, quando as forças islâmicas tentavam invadir a Europa cristã. Naquela ocasião, os Reinos católicos se uniram em defesa da Civilização e, sob a proteção de Nossa Senhora do Rosário, alcançaram o almejado triunfo.

Que nesse dia 7 de outubro de 2018, 447 anos após aquela vitória em que o futuro da Civilização Cristã estava sendo decidido, queira Nossa Senhora do Rosário nos proteger e nos inspirar para que o Comunismo — tão ou mais terrível inimigo do que foi o Islã em seu auge — possa ser vencido pelos que continuam tementes a Deus, respeitosos de suas Leis e fiéis ao Brasil verdadeiramente brasileiro.

São Paulo, 3 de Outubro de 2018 
Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

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