26 de março de 2020

No Dia da Anunciação, o simbólico Arco-Íris surgido em Lourdes

De um colega que reside na França, recebi estas fotos de um belo arco-íris visto ontem em Lourdes, justamente no dia 25 de março, dia da Anunciação do Anjo e da Encarnação do Verbo [Vide post abaixo]. Pode-se dizer que a vinda de Nosso Senhor Jesus Cristo à Terra, por meio da Santíssima Virgem, foi a magna aliança de Deus com os homens. 

Portanto, é muito simbólico o Arco-da-Aliança surgindo em Lourdes no dia da Anunciação.

É Deus indicando que a solução para a grave crise do mundo hodierno é nossa aliança com sua Mãe Santíssima. E Lourdes é um dos lugares por excelência d´Ela, aonde Ela concede inúmeras graças e opera bens espirituais e físicos. 

Entretanto, o clero progressista fechou os lugares em que os fiéis iam se banhar nas águas milagrosas de Lourdes. Tal clero “esquerda católica” alegou o coronavírus para fechar aqueles abençoados lugares de Lourdes. Justamente nestes dias em que as pessoas mais precisam de graças e curas... É o clero progressista recusando a Aliança de Deus com os homens!




24 de março de 2020

Virgem Maria, Anunciação do Anjo e Cortesia


Em memória do magno dia da Anunciação e da Encarnação do Verbo de Deus, celebrado em 25 de março, segue um belo trecho extraído do livro “Courtoisie chrétienne et dignité humaine” (Cortesia cristã e dignidade humana), de Roger Dupuis, S.J. e Paul Celier. 

“A cortesia é até hoje reconhecida como uma das características próprias à nobreza. Lendo o Evangelho sobre a Anunciação [transcrição abaixo], nota-se com que delicadeza sobrenatural Deus propõe a Maria ser a Mãe do Messias. 

E a fineza de Maria corresponde perfeitamente à delicadeza divina. Pois a verdadeira humildade não é aquela que se abaixa, mas a que obedece. Naquele mesmo ato sublime, Maria toma conhecimento do favor sobrenatural concedidos a sua prima, Santa Isabel. 

Seu primeiro movimento consiste em ir visitá-la. Mais tarde, quando seu Divino Filho disse de si mesmo ‘sou manso e humilde de coração’, revelava a influência de sua Mãe. Jesus quis ter em Maria um modelo perfeito de cortesia”. 


"Eis aqui a serva do Senhor"



“No sexto mês, o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um homem que se chamava José, da casa de Davi e o nome da virgem era Maria.  
Entrando, o anjo disse-lhe: Ave, cheia de graça, o Senhor é contigo.
Perturbou-se ela com estas palavras e pôs-se a pensar no que significaria semelhante saudação. 
O anjo disse-lhe: Não temas, Maria, pois encontraste graça diante de Deus. Eis que conceberás e darás à luz um filho, e lhe porás o nome de Jesus. Ele será grande e chamar-se-á Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi; e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu reino não terá fim. 
Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem? 
Respondeu-lhe o anjo: O Espírito Santo descerá sobre ti, e a força do Altíssimo te envolverá com a sua sombra. Por isso o ente santo que nascer de ti será chamado Filho de Deus. Também Isabel, tua parenta, até ela concebeu um filho na sua velhice; e já está no sexto mês aquela que é tida por estéril, porque a Deus nenhuma coisa é impossível.  
Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela” (São Lucas 1, 26-38)”.

17 de março de 2020

São José, Padroeiro da Família e da boa morte

O passamento de São José, assistido por Jesus Cristo e sua Mãe Santíssima. Quadro na sacristia da Igreja do Carmo na capital paulista [Foto PRC]
➤  Plinio Corrêa de Oliveira 

São José [festividade celebrada pela Igreja no dia 19 de março] é o padroeiro da boa morte, porque tudo leva a crer que, em seu falecimento, foi assistido por Nossa Senhora e pelo Divino Redentor, que o ajudaram a elevar sua alma àquela perfeição pinacular para a qual ele fora criado. Não era a perfeição de Nossa Senhora, mas era de uma perfeição extraordinária.

Quando o olhar de São José, embaçado, já se ia apagando para a vida, ao contemplar Aquela que era sua esposa e Aquele que juridicamente era seu filho, extasiou-se com a ascensão contínua em santidade de Nossa Senhora e de seu Divino Filho. Ao vê-los se elevarem assim, também ele, por sua vez, subia sem cessar na sua própria santidade.

Esta tríplice ascensão contínua na humilde casa de Nazaré constituiu o encanto do Criador e dos homens — três perfeições que chegaram todas ao pináculo a que cada uma devia chegar. Eram três auges que se amavam intensamente e se intercompreendiam intensamente; perfeições altíssimas, admiráveis, mas desiguais, realizando uma harmonia de desigualdades como jamais houve na face da Terra.

Entretanto, a hierarquia posta por Deus entre tais sublimes desigualdades era de uma ordem admiravelmente inversa: aquele que era o chefe da Casa no plano humano era o menor na ordem sobrenatural; enquanto o Menino, que deveria prestar obediência aos pais, era Deus. Uma inversão que nos faz amar ainda mais as riquezas e as complexidades de qualquer ordem verdadeiramente hierárquica; e que impele a alma fiel, desejosa de meditar sobre tão elevado tema, a entoar um hino de louvor, de admiração e de fidelidade a todas as hierarquias e a todas as desigualdades estabelecidas por Deus.

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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 2 de novembro de 1992. Sem revisão do autor.

14 de março de 2020

Reflexões sobre o dia e a noite

O sol se manifesta à maneira de Deus, e a lua à maneira de Nossa Senhora. Recebendo a luz forte e variegada do sol, a lua a devolve atenuada, como consolação para os que lamentam a retirada do astro-rei. 


➤  Plinio Corrêa de Oliveira 

O percurso feito por um homem durante a vida pode ser comparado ao curso do sol ao longo de um dia. 


Na aurora o sol emite raios suaves, que contemplamos com encanto, e seu brilho se intensifica gradativamente à medida que ilumina todo o panorama. Da mesma forma que o sol, a criança de tenra idade irradia frescores primaveris, reluzentes de encantos que lembram os da aurora. São graciosos atrativos, que não mais se repetem ao longo das idades. 

Ao se aproximar o meio-dia, o sol brilha em seu auge. Persistente e imutável, dardeja sem nenhum esforço aparente, parecendo tirar de si todas as energias, para iluminar todas as regiões do universo aonde sua luz deve chegar. Sem parecer fatigar-se com esse esforço colossal, ele se empenha em mostrar uma generosidade imensa. Sua potência incomparável parece fazer a oblação de si mesmo, e nisto simboliza metaforicamente o esforço, a operosidade e a glória de um homem na maturidade.


Quando o sol começa a se pôr, vai aos poucos perdendo o brilho, o que pode ser comparado, na vida do homem, com a fase em que ele já deu o máximo de si, já pode alegrar-se por ter atingido seus objetivos. Diante da missão realizada, do opus factum, ele pode ir-se retirando com dignidade e deixando as coisas deste mundo. Assume uma gloriosa diminuição de si mesmo, como quem diz: Tendo chegado a este ponto, não consigo cessar de repente, e de agora em diante me dedicarei à gloriosa contemplação. Vou sumindo gradualmente, pois foi gradualmente que subi até o mais alto. Combati o bom combate e chego à última etapa, que é a do ocaso. 

Bem próximo ao anoitecer, e antes de desaparecer completamente, o sol emite uma última luzinha, que ainda é a glória de si mesmo. Não entra na escuridão, mas o mundo é que perde a luz por ter ele se retirado. A vida do homem justo tem algo disso, quando vai deixando de irradiar luz para entrar na luz da eternidade. 

São estes os vários estágios do sol, e em cada um deles temos uma representação da existência de um homem. 

Na observação das inúmeras variedades de pôr-do-sol, é interessante considerar também sua semelhança com a história dos impérios, das culturas, da Igreja ou das eras. Sua linha histórica é parecida com a sucessão dos dias: alguns têm suas manhãs magníficas, seguidas de variações diversas ao longo do dia, até que vem a noite. 




A noite representa aspectos inteiramente diferentes. 

A lua não tem a potência iluminadora do sol. Ao subir no horizonte, sua luz contrasta com as trevas e as trevas vão crescendo em torno dela. Ela se destaca da escuridão, mas sem crescer em luminosidade. Não visa destruir as trevas, não é essa a sua função. Não visa dominar, nem se impõe como o sol. Não estando ele presente, ela devolve amigavelmente parte da sua luz. 


Diante dos homens que estão sós e órfãos do sol, o luar entra na intimidade deles e os consola, dando uma ajuda, um lenitivo, uma esperança. Aos que ficaram atemorizados com o esplendor do sol, a lua tranquiliza: Você não interpretou bem o sol. Eu também sou luz, e se você observar como é a luz em mim, amanhã entenderá melhor o brilho do sol. Graças a essa ação benéfica da lua, de Maria Santíssima, homens assim amanhecem reconciliados com o sol. E sob o sol benfazejo eles recomeçam suas jornadas.

Como consoladora, a meia-luz da lua também atenua o que é feio, tosco, defeituoso, bem ao modo de Nossa Senhora. E o sol prossegue sua ação grandiosa, à maneira de Deus Nosso Senhor.
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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 12 de junho de 1981. Esta transcrição não passou pela revisão do autor. Fonte: Revista Catolicismo, Nº 830, Fevereiro/2020.

11 de março de 2020

Comunicado de “Tradición y Acción” sobre o aborto

A seguir um importante comunicado de uma entidade colombiana que luta heroicamente em defesa da família tradicional. Sua atuação se transcorre no país vizinho, mas aqui transcrevemos sua tradução pois serve de exemplo a ser seguido por nós no Brasil. 


La Sociedad Colombiana Tradición y Acción manifesta seu repúdio à decisão tomada pela Corte Constitucional no dia 2 de março, através da qual ela se inibe em relação ao aborto, mantendo sua prática na Colômbia. 

Em face disso, sentimo-nos obrigados a fazer as seguintes considerações. Embora inicialmente se esperasse que a sentença ampliasse o aborto a outras causas, tal não aconteceu. O mais importante, contudo, é o fato de a decisão ter permitido que sua prática continue sendo realizada impunemente na Colômbia. 

A razão principal que levou a Corte a não ampliar o aborto foi certamente a significativa reação de muitos setores da opinião pública, que saíram às ruas para manifestar sua execração contra ele. E então a Corte, a fim de evitar mais polêmicas e polarização a respeito do tema, decidiu deixar as coisas como estavam. No entanto, em nenhum caso essa decisão significa um triunfo da causa antiabortista. Para que isso aconteça e consigamos a abolição total do aborto na Colômbia, é preciso que todas as pessoas e entidades a favor da vida se articulem, a fim de que possamos exigir dos órgãos judiciais do País a implementação, em caráter de urgência, das seguintes medidas: 

1 – Que se proíba totalmente o aborto
Que o aborto seja considerado crime na Colômbia. 

2 – Que seja concedida a personalidade jurídica a todo ser humano desde a concepção. 
Isto assegura os direitos inalienáveis da criatura, tanto à vida quanto à atenção médica necessária durante a gravidez. 

3 – Que sejam fechadas todas as clínicas de aborto na Colômbia Começando pelas de Profamilia e das demais EPS [SUS] do País, que não deveriam realizar abortos em nenhum caso.

4 – Que o Estado proteja a vida das criaturas que estão por nascer. 
Ao invés de promover abortos, o Estado deveria promover uma política pública de proteção aos nascituros e às mães gestantes. 

5 – Que se definam as atribuições da Corte Constitucional. 
Que ela não possa continuar legislando a seu bel-prazer sobre o aborto ou outros assuntos, invadindo as funções do Congresso da República, ao qual incumbe fazer as leis. 

6 – Que os bispos colombianos lutem contra o aborto. 
Eles têm o mandato divino e a responsabilidade histórica de defender os valores católicos, os princípios morais e o direito à vida. Ninguém possui como os bispos os meios para convocar a opinião pública contra o aborto. Mas eles pouco ou nada fazem a respeito, salvo honrosas exceções. 
*   *   *
Essas deveriam ser as exigências de todas as pessoas e organizações que lutam contra o aborto. E, desde já, nada deve nos deter em nossa luta – com todos os meios legais e pacíficos ao nosso alcance –, até conseguirmos que nossas exigências sejam aceitas e reconhecidas pelo Estado e pela legislação colombiana. 

Imploramos à Santíssima Virgem, modelo de Mãe, de santidade e de perfeição, que abençoe este nosso esforço, e nos conceda o quanto antes a vitória, a fim de que consigamos evitar que o sangue inocente das crianças abortadas continue sendo derramado na Colômbia. 


Cali, 4 de março de 2020 
Sociedad Colombiana Tradición y Acción 
Eugenio Trujillo Villegas 
Diretor

110 anos do nascimento de Jacinta de Fátima

Nascida no dia 11 de março de 1910, Santa Jacinta de Fátima, aos sete anos, entrou para a História como testemunha das aparições e revelações de Nossa Senhora de Fátima, em 1917. 

Em que medida uma criança com tão pouca idade é capaz de praticar as virtudes em grau heróico? A história da espiritualidade católica tem exemplos surpreendentes de santidade a pouca idade: Santa Maria Goretti — martirizada aos 11 anos com plena consciência do que fazia; São Domingos Sávio — que morreu aos 15 anos. 

Em comemoração desta efeméride, transcrevemos abaixo um trecho do excelente livro “Era uma Senhora mais brilhante do que o sol”, de autoria do Padre Demarchi. E, em seguida, comentando tal trecho, palavras do fundador da TFP brasileira, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira, pronunciadas numa conferência em 13 de outubro de 1971. 


Analogia entre as ações exercidas por Nossa Senhora sobre os pastorinhos de Fátima e a humanidade 


“A verdadeira diretora espiritual de Jacinta, Francisco e Lúcia foi, essencialmente, Nossa Senhora. A bondosa Senhora da Cova da Iria tomou à sua conta a realização dessa obra-prima e, como não poderia deixar de ser, a levou a cabo com pleno êxito. Das suas mãos prodigiosas saíram três anjos revestidos de carne, mas que, ao mesmo tempo, eram três autênticos heróis. A matéria prima era de uma plasticidade admirável e da Artista o que mais dizer? Na sua escola os três serranitos deram em breve tempo passadas de gigantes no caminho da perfeição. Nela se verificou à letra as palavras de um grande devoto de Maria, São Luiz Maria Grignion de Monfort. Na escola da Virgem, a alma progride mais numa semana do que num ano fora d´Ela.

A pedagogia da Mãe de Deus não sofre confrontos. Em dois anos a Virgem Santíssima conseguiu erguer os dois irmãozitos — Francisco e Jacinta — até os cumes mais elevados da santidade cristã. O retrato que a mão segura de Lúcia nos traça de Jacinta é revelador. Jacinta tinha um porte sempre sério, modesto e amável, que parecia traduzir a presença de Deus em todos os seus atos, próprios das pessoas já avançadas em idade e de grande virtude. Não lhe vi nunca aquela demasiada leviandade e o entusiasmo próprios das crianças pelos enfeites e brincadeiras.

“Não posso dizer que as outras crianças corressem para junto dela, como faziam para junto de mim, isso talvez porque a seriedade do seu porte era demasiado superior à sua idade. Se na sua presença alguma criança ou mesmo pessoas adultas diziam alguma coisa ou faziam qualquer ação menos conveniente, repreendia-as dizendo: ‘Não façam isso que ofendem a Deus, Nosso Senhor, e Ele já está tão ofendido’”.

Comentário do Prof. Plinio Corrêa de Oliveira: 


“Esse trecho do Padre Demarchi [acima] apresenta uma graça marcante, porque ele nos indica uma porção de aspectos grandes e pequenos da obra de Nossa Senhora em relação a essas três crianças. 

Mas devemos, antes de tudo, considerar o valor simbólico da obra de Nossa Senhora nas crianças. Enganam-se aqueles que imaginam que tal obra é apenas sobre três crianças; ela é uma obra que transformou suavemente essas crianças, de um momento para outro, pelo simples fato das reiteradas aparições de Nossa Senhora [...]. 

Temos aqui algo de parecido com o Segredo de Maria, quer dizer, uma dessas ações profundas da graça na alma, ações que se desenvolvem sem que a pessoa se dê conta, a pessoa vai se sentindo cada vez mais livre, cada vez mais desembaraçada para praticar o bem e os defeitos que a tolhem e que a prendem no mal vão se dissolvendo. 

E a pessoa cresce no amor de Deus, cresce em vontade de se dedicar, cresce em oposição ao pecado. Mas tudo isso dá-se maravilhosamente dentro da alma, de maneira que ela não trava as grandes e metódicas batalhas da ascensão admirável ao Céu, à virtude, à santidade daqueles que lutam de acordo com o sistema clássico da vida espiritual; mas, Nossa Senhora as muda de um momento para outro. 

Os três pastorinhos de Fátima
antes visão que tiveram do inferno
e, na foto abaixo, após tal visão.
E se a obra de Nossa Senhora em Fátima, especialmente com essas duas crianças chamadas para o Céu, foi uma obra assim, podemos bem nos perguntar se isto não tem um valor simbólico, e não indica qual será a ação de Nossa Senhora sobre toda a humanidade, quando Ela cumprir as promessas feitas em Fátima [...]. 

Portanto, devemos ver aí um começo do Reino de Maria, enquanto sendo o triunfo do Imaculado Coração sobre duas almas que foram pregoeiras da grande revelação de Nossa Senhora, e que depois ajudaram no Céu — por seus sacrifícios e orações na Terra e depois as suas orações no Céu — enormemente as almas a aceitarem a mensagem de Fátima. E que ainda ajudam.

Esta primeira observação parece-me que conduz diretamente ao seguinte: se isso é assim, então Francisco e Jacinta são os intercessores naturais para se pedir e obter de Nossa Senhora que comece o Reino de Maria em nós desde logo, por essa transformação misteriosa que é o Segredo de Maria.

Devemos, pois, pedir instantemente — tanto a Jacinta como ao Francisco — que comecem a nos transformar, a nos conceder os dons que eles receberam, e que eles velem, especialmente pela sua oração na Terra, por aqueles que têm a missão de pregar a mensagem de Fátima, de vivê-la, como acontece conosco. 

A esse respeito, seria, creio eu, muito importante dizer uma palavra sobre a relação entre a mensagem de Fátima e a TFP. Já foi mil vezes dito entre nós, que nossa vida espiritual cresce na medida em que tomamos a sério o fato de que o mundo atual está numa decadência lastimável e que se avizinha de sua ruína. De que tal ruína representa a aplicação dos castigos previstos por Nossa Senhora em Fátima e que, em consequência, quanto mais nos colocamos nessa perspectiva, tanto mais nossa vida espiritual se afervora. E que, pelo contrário, quanto mais nos afastamos dessa visão, tanto mais nossa vida espiritual decai [...]. 

Assim, podemos, por intermédio de Francisco e Jacinta dizer à Nossa Senhora: ‘Venha a nós o Vosso Reino, mas venha, Senhora, venha urgentemente a nós o Vosso Reino’”.