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20 de março de 2012

O homem criado à imagem e semelhança de Deus

Recebi por e-mail o artigo abaixo, de autoria do Dr. Ogeni Luiz Dal Cin — advogado e filósofo. Foi membro da Comissão de Defesa da República e da Democracia da OAB-SP. Como a matéria contém ótima argumentação anti-aborto, aqui a transcrevo para apreciação dos leitores deste blog. 


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O EMBRIÃO HUMANO É PESSOA, SIM SENHOR. 

Ogeni Luiz Dal Cin

Originalmente, no mundo antigo, pessoa significava a máscara do ator que representava uma personagem ou o papel do indivíduo nas representações sociais, sempre algo exterior. Aparência. Tanto num caso como noutro, pessoa era pura exterioridade, o que aparecia para os outros, ocultando a verdadeira subjetividade, o fundamento do ser.

Com o cristianismo, a pessoa passa a significar o próprio conteúdo substancial escondido atrás das aparências exteriores e das representações teatrais ou sociais do ser humano. É a essência substancial constitutiva do ser humano, a fonte da dignidade.

A mudança do conteúdo do conceito de pessoa deu-se em razão do esforço teológico cristão de chegar a compreender um pouco mais a respeito do Deus revelado: um só Deus em três Pessoas da mesma natureza. E como o homem foi criado “à imagem e semelhança” desse Deus, o conceito de pessoa passa a ser a chave definidora do ser humano também, através da filosofia antropológica. Ora, essa ‘imagem e semelhança’ está sob a máscara, não é a máscara; a máscara expressa, mas não esgota a absoluta dignidade constitutiva da ontologia subjetiva da pessoa humana. Ou seja, a pessoa humana transcende a todos os demais seres e não pode ser violada por nenhum poder humano, porque ela traz em sua substância uma constituição ontológica que não decorreu exclusivamente do humano ou da natureza, mas do Criador. Sem Deus não há como salvar o homem. Nossa Constituição foi promulgada ‘sob as bênçãos de Deus’, mantendo-se dentro da tradição personalista que plasmou nossa história. 

Nesse sentido, pouco importam a exterioridade, as diferenças, as fases da vida, a idade, pois o que importa, antes de tudo, é que há uma pessoa, ser original que transcende o mero dado, fundamento ôntico da igualdade, cuja substância é de natureza racional, não querendo significar, com isso, que a racionalidade deva estar em ato o tempo todo e em todas as suas etapas de desenvolvimento. Desde que haja uma vida de natureza humana, não importa o grau de desenvolvimento em que se encontra, nem o grau de consciência própria, aí há uma pessoa humana portadora de uma dignidade absoluta, cujo dever do Estado é de zelar, defender, proteger e promover as condições de seu desenvolvimento. Naturalmente, então, o direito à vida estende-se da concepção até a morte natural, protegida pelo “não matarás” garantido pelo Estado. É antinatural aceitar que a régua do tempo ou o período de desenvolvimento da pessoa, independentemente dos nomes que lhes são dados, tornem-se critérios legais concedentes de poder absoluto ao Estado para reduzir ou aniquilar o direito à vida da pessoa humana.

O interesse de controlar o direito à vida da pessoa humana, ditado por interesses multinacionais, financiando a propaganda do aborto, subjugando a alma nacional, é prática de eugenia da natureza humana dos excluídos sociais porque visa, em concreto, por meio de clínicas abortivas, instaladas preferencialmente nas periferias das grandes cidades, a controlar a demografia dos pobres e dos negros, como declarou, nessa senda, a Deputada Fátima Pelaes. Mas os políticos alheios à defesa da soberania nacional nesta grave questão dos nascituros, não investigam a entrada do dinheiro destinado à promoção de crimes contra a natureza humana dos nascituros, nem se preocupam com a discriminação, que daí pode decorrer, em relação aos pobres e negros, cuja população subliminarmente passaria a ser melhor controlada. Será que preferem, ao invés, proteger interesses escusos? O que é que faz compensar tais omissões? Por que os políticos não querem discutir o problema com os seus eleitores, enganando-os depois? Por que aquela mídia preconceituosa em relação ao direito à vida dos nascituros parte da crença de que todo aquele que defende a vida da natureza humana desde a concepção, defende apenas uma ideia religiosa, sem respaldo na realidade, como se matar nascituros humanos não tivesse nada a ver com o direito à vida e como se a religião não fosse um fato natural do homem? Os promotores da morte dos nascituros e a preconceituosa mídia têm suas crenças centradas em que quem defende a vida dos nascituros são pessoas preconceituosas. Ora, o suprassumo dos preconceitos é o preconceito daquele que se julga não ter preconceito. Como não admitem a defesa do direito à vida dos nascituros, do alto de sua prepotência, declaram que todos os demais são preconceituosos. Não bastasse isso, por que falsificar dados para criar uma falsa justificativa para matar os nascituros humanos? Mas igual decreto de morte não pode ser aplicado a alguns animais irracionais (criminalização da destruição de ovos de tartaruga). Ou seja: nenhum nascituro humano teria o direito à vida, enquanto alguns animais o teriam garantido pelo Estado, com a força da lei. Colocam-nos abaixo dos animais em valor e dignidade. Bem, até o direito de mentir para melhor promover o aborto é mais importante que o direito à vida dos nascituros! Por que romper a multissecular história da pessoa humana fundadora da cultura ocidental para justificar uma escusa prática de eugenia dos excluídos sociais? Ora, se as pesquisas atestam que mais de 70% dos brasileiros são francamente contra o aborto, por que, mesmo assim, uma pequena minoria, sem legitimidade popular, a serviço de interesses internacionais escusos tudo fazem para introduzir o aborto? Por que temem tanto uma CPI do aborto? Por que não revelam suas razões de fato, não as aparentes? A verdade sempre estará do lado da vida, a mentira do lado da morte. Logicamente, quem condena o nazismo, não pode justificar o direito de matar nascituros humanos, renovação do holocausto. E, paradoxalmente, “todos os que são a favor do aborto já nasceram”.

O embrião humano é uma pessoa humana, sim senhor. Não é o Estado que faz a pessoa humana; a pessoa humana inicia-se na concepção. Fora dessa perspectiva antropológica personalista, o Estado torna-se um ditador, um senhor prepotente da pessoa humana e dos seus direitos. E, sem o primado da pessoa humana, todos os demais direitos passam a depender da vontade volúvel que se instala no exercício do Poder político.
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Autorizada ampla divulgação, respeitados o texto e o nome do autor.

29 de outubro de 2011

Embrião humano não é “peça de reposição”

A campanha anti-aborto “A Voz do Brasil pela Vida” divulgou uma gravação do Cel. Jairo Paes de Lira comentando a auspiciosa resolução do principal tribunal da União Europeia, a Corte Europeia de Justiça (ECJ), que vetou o patenteamento de embriões. Se não fosse vetado, alegando-se a finalidade de se obter células-tronco-embrionárias (CTEH), embriões humanos poderiam ser destruídos.


A ECJ declarou, no dia 18 p.p., que tal resolução reflete a lei europeia que protege embriões — ou seja, seres humanos — e o franqueamento equivaleria a atentar "o respeito pela dignidade humana”. "[...] Um processo que envolva a retirada de uma célula tronco de um embrião humano no estágio de blastocisto, levando à destruição desse embrião, não pode ser patenteado". 


Bem que o Supremo Tribunal Federal brasileiro poderia seguir o exemplo dessa resolução e reconhecer o direito à vida desde a concepção, fechando assim as portas para a legalização do aborto em qualquer circunstância.


A decisão da ECJ é uma resolução óbvia: não se pode comercializar embriões humanos — vender seres humanos (ainda quando no estado inicial de vida), é evidente que é uma monstruosidade! Mas nestes dias de loucura e caos em que vivemos, quando lemos uma notícia com uma decisão lógica nos alegramos e é motivo de comemoração... Por isso, aconselho aos Amigos assistirem e a recomendarem o vídeo no seguinte link:
http://www.youtube.com/user/AvozdoBrasilpelaVida

16 de junho de 2008

29 de maio de 2008: dia de luto na História do Brasil — II

Conforme me comprometi na matéria abaixo (Um dia negro na História do Brasil: 29 de maio de 2008 ), em postar alguns textos sobre a doutrina católica que condena os métodos antinaturais de procriação — como a fecundação in vitro, assim como as pesquisas com embriões humanos —, segue a transcrição de alguns trechos que selecionei da Instrução Donum Vitae, da “Congregação para a Doutrina da Fé”. Tomei a liberdade de assinalar em negrito algumas passagens que me pareceram essenciais.

A íntegra dessa Instrução encontra-se disponível em:
http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_19870222_respect-for-human-life_po.html#_ftn21

Esse documento foi assinado pelo então Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, em 22 de fevereiro de 1987, sobre “o respeito à vida humana nascente e à dignidade da procriação”. Nele o leitor encontrará consubstanciado o ensinamento do Magistério da Igreja a respeito desse importante tema. Aliás, diga-se de passagem, teria sido de suma eficácia se nas vésperas do julgamento no STF, sobre as condenáveis pesquisas com células-tronco embrionárias, todos os membros da Hierarquia eclesiástica tivessem insistido em divulgar e pregar aos fiéis essa doutrina tradicional da Igreja. Talvez tivessem influenciado a decisão do STF...

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Excertos da Instrução Donum Vitae, de 22-2-1987, sobre “o respeito à vida humana nascente e à dignidade da procriação”

“Desde o momento da concepção, a vida de todo ser humano deve ser respeitada de modo absoluto, porque o homem é, na Terra, a única criatura que Deus ‘quis por si mesma’,(1) e a alma espiritual de cada um dos homens é ‘imediatamente criada’ por Deus; (2) todo o seu ser traz a imagem do Criador. A vida humana é sagrada, porque desde o seu início comporta ‘a ação criadora de Deus’ (3) e permanece para sempre em uma relação especial com o Criador, seu único fim.(4) Somente Deus é o Senhor da vida, desde o seu início até o seu fim: ninguém, em nenhuma circunstância, pode reivindicar para si o direito de destruir diretamente um ser humano inocente.(5)

“A procriação humana exige uma colaboração responsável dos esposos com o amor fecundo de Deus;(6) o dom da vida humana deve realizar-se no matrimônio, através dos atos específicos e exclusivos dos esposos, segundo as leis inscritas nas suas pessoas e na sua união.(7) [...]

“Esta Congregação tem conhecimento das discussões atuais acerca do início da vida humana, da individualidade do ser humano e da identidade da pessoa humana. Ela relembra os ensinamentos contidos na Declaração sobre o aborto provocado: ‘A partir do momento em que o óvulo é fecundado, inaugura-se uma nova vida que não é aquela do pai ou da mãe, e sim de um novo ser humano que se desenvolve por conta própria. Nunca se tornará humano se já não o é desde então. A esta evidência de sempre [...] a ciência genética moderna fornece preciosas confirmações. Esta demonstrou que desde o primeiro instante encontra-se fixado o programa daquilo que será este vivente: um homem, este homem-indivíduo com as suas notas características já bem determinadas.

“Desde a fecundação tem início a aventura de uma vida humana, cujas grandes capacidades exigem, cada uma, tempo para organizar-se e para encontrar-se prontas a agir’.(8) Esta doutrina permanece válida e, além disso, é confirmada — se isso fosse necessário — pelas recentes aquisições da biologia humana, que reconhece que no zigoto [célula resultante da fusão dos núcleos dos dois gametas] derivante da fecundação já está constituída a identidade biológica de um novo indivíduo humano.

“É certo que nenhum dado experimental, por si só, pode ser suficiente para fazer reconhecer uma alma espiritual; todavia, as conclusões da ciência acerca do embrião humano fornecem uma indicação valiosa para discernir racionalmente uma presença pessoal desde esta primeira aparição de uma vida humana: como um indivíduo humano não seria pessoa humana? O Magistério não se empenhou expressamente em uma afirmação de índole filosófica, mas reafirma de maneira constante a condenação moral de qualquer aborto provocado. Este ensinamento não mudou e é imutável.(9) [...]

“Os embriões humanos obtidos in vitro são seres humanos e sujeitos de direito: a sua dignidade e o seu direito à vida devem ser respeitados desde o primeiro momento da sua existência. É imoral produzir embriões humanos destinados a serem usados como ‘material biológico’ disponível.

“Na prática habitual da fecudação in vitro, nem todos os embriões são transferidos para o corpo da mulher; alguns são destruídos. Assim como condena o aborto provocado, a Igreja proíbe também o atentado contra a vida destes seres humanos. É necessário denunciar a particular gravidade da destruição voluntária dos embriões humanos obtidos in vitro, unicamente para fins de pesquisa, seja mediante fecundação artificial como por ‘fissão gemelar’. Agindo de tal forma, o pesquisador toma o lugar de Deus e, mesmo se não é consciente disso, faz-se senhor do destino de outrem, uma vez que escolhe arbitrariamente quem fazer viver e quem mandar à morte, suprimindo seres humanos indefesos.

“Os métodos de observação e de experimentação que causam dano ou impõem riscos graves e desproporcionados aos embriões obtidos in vitro são moralmente ilícitos pelos mesmos motivos. [...]

“As técnicas de fecundação in vitro podem abrir possibilidade a outras formas de manipulação biológica ou genética dos embriões humanos, tais como as tentativas ou projetos de fecundação entre gametas humanos e animais e de gestação de embriões humanos em úteros de animais, bem como a hipótese ou projeto de construção de úteros artificiais para o embrião humano. Estes procedimentos são contrários à dignidade do ser humano própria do embrião, e ao mesmo tempo lesam o direito de cada pessoa a ser concebida e a nascer no matrimônio e pelo matrimônio.

Também as tentativas ou hipóteses destinadas a obter um ser humano sem conexão alguma com a sexualidade, mediante ‘fissão gemelar’, clonagem ou partenogênese, devem ser consideradas contrárias à moral por se oporem à dignidade tanto da procriação humana como da união conjugal”.
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Notas:
1. Const. past. Gaudium et Spes, 24.
2. Cfr. Pio XII, Encicl. Humani Generis: AAS 42 (1950) 575; Paulo VI, Professio Fidei: AAS 60 (1968) 436.
3. João XXIII, Encicl. Mater et Magistra, III: AAS 53 (1961) 447.
4. Cfr. Const. past. Gaudium et Spes, 24.
5. Cfr. Pio XII, Discurso à União Médico-Biológica “São Lucas”, 12 de novembro de 1944: Discorsi e Radiomessaggi VI (1944-1945) 191-192.
6. Cfr. Const. past. Gaudium et Spes, 50.
7. Cfr. Const. past. Gaudium et Spes, 51.
8. Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé, Declaração sobre o aborto provocado, 12-13: AAS 66 (1974), 738.
9. Cfr. Paulo VI, Discurso aos participantes do XXIII Congresso Nacional dos Juristas Católicos Italianos, 9 de dezembro de 1972: AAS 64 (1972).

8 de junho de 2008

Um dia negro na História do Brasil: 29 de maio de 2008

Para a obtenção do amparo legal às pesquisas com embriões humanos — com a controvertida decisão do STF —, cientistas e instituições pró-aborto, dispondo largamente da mídia, fizeram “propaganda enganosa”, venderam ilusões e muitos compraram suas falsas promessas.

Paulo Roberto Campos

prccampos@terra.com.br

No dia seguinte à votação final no Supremo Tribunal Federal — que em controvertida sessão aprovou por 6 votos a 5 as pesquisas com células-tronco embrionárias (conforme a Lei de Biossegurança) — 99% dos meios de comunicação do Brasil festejaram tal aprovação como sendo um dia radioso e de grandes esperanças. Entretanto, não temos a menor dúvida em afirmar que foi um dia negro e triste para a história de nosso País.

Com a deplorável votação no STF, interpreta-se que nossa Constituição não reconhece o direito à vida senão depois do nascimento. Isso corresponde a um verdadeiro atentado contra a ordem natural das coisas, contrario à moral católica e à ética. Além do mais, contraria fundamentadas pesquisas de grandes cientistas do Brasil e do exterior, que comprovam que a vida inícia-se na fecundação e demonstram que o embrião humano não é apenas um aglomerado de células, mas possui uma vida em estado inicial, com um patrimônio genético próprio. (a respeito, vide neste blog a matéria intitulada: A vida inicia-se na fecundação. Mas cientistas a serviço da causa abortista tudo fazem para tentar provar o contrário.

É o que por exemplo afirma a renomada médica Dra. Alice Teixeira Ferreira: “Está demonstrado pela ciência que a origem do ser humano se situa no momento da concepção. O Sr., eu, todos nós tivemos nossa origem na concepção. Esse é um fato que foi descrito pela ciência. A ciência não dá o ‘porquê’, ela dá o ‘como’. Já em 1827 isso foi descrito por Karl Ernst von Baer. Ele observou o ovo, ou zigoto, em divisão na tuba uterina e o blastócito no útero de animais. Em duas obras descreveu os estágios correspondentes ao desenvolvimento do embrião. Por isso é chamado, ‘pai da embriologia moderna’. Todo livro moderno de embriologia humana traz esta descrição. Todos os textos consultados, nas suas últimas edições, afirmam que o desenvolvimento humano se inicia quando o ovócito é fertilizado pelo espermatozóide. Todos afirmam que o desenvolvimento humano é a expressão do fluxo irreversível de eventos biológicos ao longo do tempo, que só pára com a morte”.

Dra. Alice Teixeira Ferreira, formada na Escola Paulista de Medicina em 1967, doutorada em Biologia Molecular em 1971, pos-doc na Research Division da Cleveland Clinic Foundation, EUA, Livre Docente da UNIFESP/EPM. Trecho de sua entrevista concedia à revista Catolicismo (edição de janeiro/2006). Os leitores que desejarem a íntegra dessa elucidativa entrevista, basta um click no link: http://www.catolicismo.com.br/materia/materia.cfm/idmat/7D89A3F2-3048-560B-1CBC961F22FE5DE8/mes/Janeiro2006
Ou, se preferirem receber o texto por e-mail, basta enviar uma mensagem para prccampos@terra.com.br escrevendo no “assunto”: Entrevista da Profª Alice Teixeira.


Resolução que abre as portas para a prática do aborto
Com a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias (CTEH), abrem-se as portas para a despenalização do aborto, pois o feto é um embrião mais desenvolvido. Uma vez que se pode destruir a vida embrionária, porque proibir que se tire a vida de um feto no ventre materno?

O ministro Marco Aurélio Mello, deixou claro que, com a aprovação da Lei de Biossegurança, o STF está pronto para julgar a causa de aborto nos casos de anencefalia. Segundo ele: “o julgamento do processo sobre as pesquisas com CTEH, aplainou o terreno”. Primeiramente, apenas a legalização do aborto nos casos de bebês anencefálicos, depois...

Depois de aprovadas pelo STF as pesquisas com embriões humanos, é chegada a vez de se tentar legalizar o aborto — em qualquer tempo de gestação, até mesmo quando praticado no 9º mês da gravidez.

Com isso, abrem-se as portas também para outros tipos de práticas antinaturais. Como, por exemplo, a clonagem (técnica de reprodução humana sem o concurso do casal). Primeiramente alegar-se-á que a finalidade da clonagem seria para a obtenção de “material biológico” (peças de reposição) para servir na cura de certas doenças ou de órgãos para transplantes. Depois será a vez de se revelar que a finalidade é a produção de seres humanos, por meio da chamada “engenharia genética”. Portanto, tal aprovação merece o repúdio de todos aqueles que defendem a lei natural e a ordem da criação estabelecida por Deus.

Nessa escalada de disparates, não se chegaria também a propor no Brasil experiências de gestação de embriões humanos em úteros de animais? Causa horror só de pensar, mas... “cesteiro que faz um cesto, faz um cento” ou, conforme um salmo: “Abyssus abyssum invocat” (Um abismo atrai outro abismo...)

Recentemente o Parlamento Britânico aprovou essa monstruosidade: a criação de embriões híbridos — ou seja, a implantação de células humanas em animais. (cfr. “O Estado de S. Paulo”, 24-3.08, “Ministro defende lei de embriões híbridos”) O homem distanciando-se da ordem natural, revoltando-se contra o Criador, pode chegar a esse abismo de infâmia e aberração. Que monstros não seriam gerados?

Ian Wilmut, cientista britânico, responsável pela clonagem da ovelha Dolly

A tecnologia da clonagem já não estará sendo experimentada nos subterrâneos de laboratórios, espalhados em diversos países, às escondidas das leis atualmente proibitivas? Assim como “criaram” uma ovelha “Dolly” (o primeiro mamífero clonado - foto acima), não tentariam criar um “humano”? Quem teria segurança em afirmar que já não se fazem experiências com esse objetivo?

Com a prática abortiva, mata-se um ser humano, criado à imagem e semelhança de Deus; com a clonagem “constrói-se” um ser humano, criado em laboratório. É a utopia atéia e materialista dos propugnadores do chamado “mundo novo” a ser construído. E, para habitar esse “mundo novo”... a criação de um “homem novo”. Uma “nova era” para aqueles que negam a lei natural e a existência de Deus Criador de todas as coisas.
As declarações “salvadoras” antes da votação no STF
Nos últimos dias de maio, notamos a movimentação de uma gigantesca articulação para se obter a liberação das pesquisas com CTEH. Por detrás disso, notou-se que há fortes interesses de instituições pró-aborto (por exemplo, a fundação Rockefeller), que sustentam ONGs e o lobby nacional e internacional para forçar a aprovação de leis que despenalizem o aborto.

Na mesma ocasião, observamos também uma grande atividade midiática de desinformação. Muitas vezes a mídia adulterava os fatos, noticiava sucessos com pesquisas com células-tronco, insinuando que se tratava de células-tronco embrionárias (CTEH), quando os bons resultados tinham sido obtidos a partir de células-tronco adultas (CTAH). Estas sim, extraídas da medula óssea, do cordão umbilical e de outros tecidos humanos, têm produzido excelentes resultados. O que não é divulgado pela grande mídia.

Manipulou-se também o sentimentalismo do povo brasileiro, divulgando apenas a “voz do sentimento” e não a “voz da razão”— como se, para o bem do progresso e dos deficientes físicos, a ciência tivesse direito a qualquer coisa. Portanto, que os fins justificariam os meios.

Para sensibilizar, e até mesmo criar uma comoção na opinião pública e assim influenciar os senhores Ministros, não tiveram escrúpulos em utilizar deficientes, enganados por falsas promessas de curas repentinas. Divulgou-se que, caso fossem aprovadas as pesquisas com CTEH, eles seriam curados. Como se, por uma mágica qualquer (algo como promessas de curandeiros fazedores de “milagres”), a cura se daria em pouco tempo. Na linha de que os cegos passariam a ver, o mudos a falar, os surdos a ouvir e os paralíticos a andar. Muitos deficientes foram então conduzidos em suas cadeiras de rodas para o prédio do STF, a fim de serem televisionados e fazerem declarações emocionantes. Inúmeras reportagens afirmaram que em todo o Brasil, milhões de deficientes e portadores de moléstias degenerativas torciam pela autorização das pesquisas, pois, desse modo, em pouco tempo, eles seriam curados. Só faltou a mídia afirmar que a dor desapareceria da face da Terra e que os “humanos” se tornariam imortais...

É curioso observar que esse era o discurso antes da aprovação no STF. Após a aprovação, o discurso mudou... Os mesmos cientistas e porta-vozes das pesquisas com CTEH, que prometeram as curas, começaram a dizer que ainda tinham pela frente longos anos de pesquisas, que não havia nenhum resultado concreto para apresentar... Por exemplo, a geneticista Mayana Zatz (da USP), declarou: “Todos vamos nos beneficiar dessa vitória. Temos uma enorme responsabilidade pela frente. Quero deixar claro que não estamos prometendo cura imediata, mas dar o melhor de nós nas pesquisas”...

É a velha tática revolucionária: Menti, menti, sempre alguma coisa ficará [nas cabeças das pessoas], como dizia o ímpio Voltaire.

A verdade sobre as pesquisas com células-tronco
Ainda que o tratamento com células-tronco embrionárias (CTEH) curasse, ele não seria lícito, pois sob nenhum ponto de vista se pode sacrificar uma vida humana para salvar outra. Renomados cientistas dizem justamente que todas as pesquisas com CTEH fracassaram, mas que eles depositam grandes esperanças no tratamento com células-tronco adultas (CTAH), com as quais já se tem obtido ótimos resultados concretos.

Oportunamente postarei neste blog uma excelente matéria mostrando que os experimentos com CTEH não têm proporcionado curas e são criminosas e que, pelo contrário, a aplicação de CTAH já tem proporcionado diversas curas, além de não atentar contra a vida.

Transcrevo trecho de um documento da citada Profa. Dra. Alice Teixeira, intitulado: “A verdade sobre as células embrionárias contra as mentiras divulgadas”:

“Durante a conferência, organizada pela Associação Nacional para a Defesa do Direito à Objeção de Consciência (ANDOC) na Academia de Medicina de Granada, a pesquisadora Natália López Moratalla, catedrática de Bioquímica da Universidade de Navarra, afirmou que hoje a pesquisa ‘derivou decididamente para o emprego das células-tronco adultas’, que são extraídas do próprio organismo e que já estão dando resultados na cura de doentes.

A pesquisadora Natália López Moratalla

“Segundo López Moratalla, ‘existem cerca de 600 protocolos que utilizam células-tronco adultas, e não se apresentou nenhum com células de origem embrionárias’. As células adultas ‘possuem o mesmo potencial de crescimento e diferenciação das células-tronco embrionárias e substituem muito bem as possibilidades biotecnológicas sonhadas para aquelas’.

‘As últimas descobertas sobre as possibilidades terapêuticas das células-tronco adultas, põem em suspeita abertamente as duas grandes ‘promessas’ propiciadas pela nova lei espanhola de biomedicina: o uso e criação de embriões para pesquisa e a chamada clonagem terapêutica. Aos graves problemas éticos já conhecidos (a destruição indiscriminada de milhares de embriões humanos), se unem evidências científicas que questionam cada vez sua utilidade terapêutica’, afirmou a pesquisadora.

‘As células-tronco embrionárias fracassaram. Caiu, pelo peso de sua própria irracionalidade, o uso terapêutico de células provenientes de embriões gerados por fecundação, ou células humanas provenientes da transferência nuclear a óvulos (o que se conhece por clonagem terapêutica)’, reiterou.

“Tendo em vista os esclarecimentos acima, seria ético que se parasse com esse engodo que sugere que as células embrionárias humanas, obtidas com a morte de embriões humanos, vão fazer paralíticos andar, cego enxergar, etc”.

A esperança da medicina encontra-se nas células-tronco adultas
Num artigo para a “Folha de S. Paulo” (28-5-08), intitulado “A Constituição e as células-tronco adultas”, o Prof. Ives Gandra da Silva Martins (foto ao lado), advogado e professor emérito da Universidade Mackenzie, explicita muito bem o engodo que envolve a questão das pesquisas com células-tronco embrionárias. Transcrevo alguns trechos:

“A Constituição brasileira declara, no caput do artigo 5º, que o direito à vida é inviolável; o Código Civil, que os direitos do nascituro estão assegurados desde a concepção (artigo 2º); e o artigo 4º do Pacto de São José, que a vida do ser humano deve ser preservada desde o zigoto. O argumento de que a Constituição apenas garante a vida da pessoa nascida — não do nascituro — e que nem sequer se poderia cogitar de ‘ser humano’ antes do nascimento é, no mínimo curioso: retira do homem a garantia constitucional do direito à vida até um minuto antes de nascer e assegura a inviolabilidade desse direito a partir do instante do nascimento. De rigor, a Constituição não fala em direito inviolável à vida em relação à pessoa humana, mas ao ser humano, ou seja, desde a concepção.

“Lembro-me, inclusive, do argumento do professor Jérôme Lejeune, da Academia Francesa, para quem, se o nascituro está vivo e não é um ser humano, então é um ser animal, de tal maneira que todos os que defendem essa tese admitem ter tido, no correr de sua vida, uma natureza animal, antes do nascimento, e uma natureza humana, depois dele.

“Ocorre que, em novembro de 2007, J. Thomson, nos EUA, e Yamanaka, no Japão, conseguiram produzir células-tronco adultas pluripotentes induzidas, passando a ter espectro aplicacional semelhante àquele prometido — e, até hoje, não obtido — com células-tronco embrionárias. E, em 14 de fevereiro deste ano, Yamanaka anunciou a produção de células-tronco pluripotentes induzidas sem riscos de gerar tumores. As embrionárias importam tal risco, assim como o da rejeição.

“A declaração de Yamanaka (foto ao lado) é suficientemente expressiva: ‘Quando vi o embrião, eu repentinamente percebi que não havia muita diferença entre ele e minhas filhas. Eu pensei, nós não podemos continuar destruindo embriões para nossa pesquisa. Deve haver outro meio’”. (“The New York Times”, 11-12-07, “Minha meta é evitar usar células embrionárias”).

“Não sem razão, do site do governo do Canadá consta relatório com a seguinte conclusão: “Recentemente, o debate sobre o uso de embriões como uma fonte de células-tronco pode tornar-se desnecessário, na medida em que as pesquisas vêm mostrando significativos sucessos na demonstração da pluripotencialidade das células-tronco adultas, originárias de músculos, cérebro e sangue.

“Compreendo, pois, a posição dos cientistas brasileiros, professores Alice Teixeira, Cláudia Batista, Dalton de Paula Ramos, Elizabeth Kipman, Herbert Praxedes, Lenise Martins Garcia, Lilian Piñero Eça, Marcelo Vaccari, Rodolfo Acatauassú, Antônio Eça e Rogério Pazetti, quando declaram que a esperança da medicina regenerativa encontra-se na pluripotencialidade induzida das células-tronco adultas”.

Uma resolução baseada em falsas premissas
Mesmo com os bilhões de dólares desperdiçados nas duas últimas décadas em pesquisas com CTEH, elas não produziram qualquer resultado salutar. Um fracasso evidente. Mas, apesar disso, seis Ministros do STF votaram favoravelmente a essas pesquisas. Eles julgaram improcedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) impetrada pelo ex-procurador-geral da República, Cláudio Fontelles. Segundo este, a Lei de Biossegurança, “viola dois princípios da Constituição: o direito à vida e a dignidade da pessoa humana”.

Contudo, os seis Ministros, fundamentados em falsas premissas (que os embriões congelados não têm vida; que são inviáveis e que o destino deles era o lixo), concluíram que os embriões não são pessoas... Data vênia, os Senhores Ministros não sabiam que o fato de o embrião estar congelado não é impedimento para que ele seja gerado? Sim, eles sabiam que só de uma clínica no Brasil, a partir de embriões congelados, ocorreram 402 nascimentos de bebês, a maior parte acima de três anos de congelamento.

Vinícius: embrião congelado por oito anos, hoje bebê... “descongelado” e saudável


Embriões congelados que “viraram” gente…
Há diversos casos de embriões, que depois de muitos anos congelados, implantados no útero de mulheres, são hoje pessoas muito saudáveis. Nos Estados Unidos há casos de embriões que ficaram congelados por mais de 10 anos e que geraram crianças inteiramente normais.

No Brasil, ao que consta, o embrião que ficou mais tempo congelado (oito anos) tendo sido depois implantado no útero de sua mãe, é o de Vinícius (foto acima, quando tinha 6 meses). Hoje, com 1 ano, ele vive inteiramente normal e alegre junto a seus pais em Mirassol (SP). Se esse embrião tivesse sido utilizado em pesquisas, conforme a Lei de Biossegurança, Vinícius teria sido morto, usado como “cobaia de laboratório”. Quantos outros “Vinícius” serão eliminados?

A mãe do pequeno Vinícius, Da. Maria Roseli, declarou: “Meu filho venceu oito anos de congelamento e a prematuridade. Imagine se eu tivesse desistido dele e doado o embrião para pesquisa? Acredito sim que há vida [nos embriões], o Vinícius é a prova disso”.

O Dr. José Gonçalves Franco Junior, médico ginecologista, responsável pela clínica onde Vinícius ficou por 8 anos congelado em forma de embrião, declarou: “É uma loucura falarem que embrião congelado há mais de três anos é inviável. E isso não tem nada a ver com religião. A viabilidade é um fato e ponto”. (“Folha de S. Paulo”, 9-3-08, “O Bebê que saiu do Frio”).

Laicismo X religiosidade do povo brasileiro
Outro “argumento” repetido por alguns Ministros foi de que o Estado brasileiro é laico, não sendo por isso obrigado a se submeter à moral religiosa. Esqueceram de que, mesmo sendo laico o Estado, a imensa maioria do povo brasileiro é católica. A grande mídia ecoou esse “argumento”, centrando o problema como se tratasse de um enfrentamento entre a “fé obscurantista”, defendida pela Igreja, e a ciência, única capaz de trazer o progresso.

Neste sentido vale a pena ter presente a seguinte consideração, extraída de um artigo do notável jurista Ives Gandra Martins (“Jornal do Brasil”, 2-6-07):
“Estado laico não significa que aquele que não acredita em Deus tenha direito de impor sua maneira de ser, de opinar e de defender a democracia. Não significa, também, que a democracia só possa ser constituída por cidadãos agnósticos ou ateus. Não podem, ateus e agnósticos, defender a tese de que a verdade está com eles e, sempre que qualquer cidadão, que acredita em Deus, se manifeste sobre temas essenciais — como, por exemplo, direito à vida, eutanásia, família — sustentar que sua opinião não deve ser levada em conta, porque é inspirada por motivos religiosos. A recíproca, no mínimo, deveria ser também considerada, por tal lógica conveniente e conivente, e desqualificada a opinião de agentes ateus e agnósticos, precisamente porque seus argumentos são inspirados em sentimentos anti-Deus.
Numa democracia, todos têm o direito de opinar, os que acreditam em Deus e os que não acreditam. Mas, na democracia brasileira, foram os representantes do povo, reunidos numa Assembléia Constituinte considerada originária, que definiram que todo o ordenamento jurídico nacional, toda a Constituição, todas as leis brasileiras devem ser veiculadas ‘sob a proteção de Deus’, não podendo, pois, violar princípios éticos da pessoa humana e da família”.


Se a ciência renega o Criador, ela retrocede
À vista dos disparates que estão despontando a partir de uma ciência revolucionária, que avança de costas para Deus – e que portanto retrocede –, é muito conveniente relembrar a doutrina católica a respeito de procriação por métodos antinaturais, como a fecundação in vitro. Uma doutrina lógica e cristalina, mas posta de lado por pseudoscientístas. É o que pretendo postar em nosso blog dentro de alguns dias. Aguardem, creio que será de grande utilidade para todos os leitores, especialmente para os pais e mães de família.

Apesar do trunfo obtido pelos abortistas, com a aprovação das experiências com células-tronco embrionárias, devemos redobrar nossa luta contra o aborto, procurando agir, sempre dentro das leis, para suscitar ainda mais as reações sadias da parte verdadeiramente católica de nossa Pátria. Pois, do contrário, repito, um abismo atrairá outro abismo...

4 de maio de 2008

A vida inicia-se na fecundação. Mas cientistas a serviço da causa abortista tudo fazem para tentar provar o contrário.

Sobre a questão da utilização de células-tronco embrionárias, que temos tratado aqui neste Blog, o novo presidente do Supremo Tribunal Federal, o Ministro Gilmar Mendes, afirmou que pretende retomar a votação neste mês de maio. (cfr. “O Estado de S. Paulo, 25-4-08). Temos, portanto, que ficar muito atentos às movimentações que se façam nesse sentido no STF.

A revista Catolicismo deste mês publica uma muito elucidativa entrevista (segue abaixo) a respeito do tema com o Dr. Dalton Luiz de Paula Ramos, professor da Universidade de São Paulo. O ilustre entrevistado deixa claro que quanto mais avança a pesquisa científica, mais claramente fica demonstrado que a vida começa na concepção.

O Prof. Dalton há 25 anos leciona Ética Profissional e, na última década, Bioética. Coube a ele dissertar sobre o tema “Inconsistências conceituais sobre o início da vida humana”, na audiência pública convocada pelo Supremo Tribunal Federal, realizada em Brasília em 20 de abril de 2007, referente à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIn nº 3510) contra o art. 5º e parágrafos da Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005, que permite, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias.
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Uma nova vida humana começa no exato momento da fecundação No STF, Prof. Dalton Luiz de Paula Ramos, durante sua exposição sobre o início da vida humana


Catolicismo — Qual é a natureza do presente debate sobre experiências científicas com embriões humanos?

Prof. Dalton — A natureza do debate é discutir o momento do início da vida. Julgo importante reafirmar um fato. No meu ponto de vista — devidamente demonstrado, como explicarei —, uma nova vida humana, segundo a Biologia e a Genética, começa no exato momento da fecundação. Uma nova vida humana, zigoto, embrião etc. A Biologia e a Genética vão empregar diferentes terminologias para caracterizar diferentes estágios do desenvolvimento, mas o fato é que, no momento da junção de dois gametas (masculino e feminino) uma identidade geneticamente única se formou. Portanto, no momento da fecundação cria-se um patrimônio genético diferente daquele do pai e da mãe. Esse é um aspecto importante que merece ser ressaltado, porque a identidade dessa nova vida se cria já naquele exato momento chamado fecundação.

Catolicismo — Isto já se encontra demonstrado pela Biologia e pela Genética?

Prof. Dalton — Na verdade, a Biologia nos demonstra esse cenário não só no campo do ser humano. Ao longo da História, a reprodução sexuada sempre gerou novos organismos diferentes dos pais. Entre organismos aquáticos, por exemplo, com fecundação externa, essa alteridade se torna evidente. Ninguém pensaria que um alevino (forma embrionária de peixe) ou um girino (larva de anfíbio) é parte do corpo de sua mãe. Sua alteridade é evidente. Mas seu “status” embriológico é comparável ao de um feto humano. E o aspecto que hoje fica evidente é que, quanto mais se pesquisa, mais rica e detalhada se torna a realidade da vida humana desde o momento da concepção. Aliás, eu gostaria de frisar este aspecto da realidade como método. Para tal estudo é necessário termos acesso a todos os elementos dessa realidade.
Catolicismo — Se tal estudo não é fácil nem para os cientistas, o que dizer para a sociedade em geral?
Prof. Dalton — Com efeito, isto constitui uma grande dificuldade quando falamos de biotecnologia. No mais das vezes, o que chega à sociedade em geral são informações parciais, que nem sempre ajudam à formação de um juízo claro que possa embasar de forma bem mais consistente as decisões. A Embriologia é uma ciência muito complexa, que exige muito estudo para se chegar a uma visão mais clara desta realidade. Ora, o público leigo não tem necessariamente tal clareza, até que os cientistas o informem. Ao embrião humano não se pode dispensar o tratamento conferido a uma entidade biológica qualquer. E este é um aspecto importante pois o estudo do embrião humano enfrenta várias dificuldades. Uma delas é o fato de ele ser muito pequeno. Assim sendo, fica difícil àqueles que não têm acesso aos recursos tecnológicos (ao conhecimento tecnológico que permita a obtenção de uma visão mais clara do que venha a ser este embrião) entender efetivamente o que ele representa.

Catolicismo — O embrião humano pode ser desenvolvido em laboratório, fora do útero materno?
Prof. Dalton — O embrião humano não é um simples aglomerado de células, pois o comportamento dessas primeiras células embrionárias, que formam um conjunto denominado embrião, é totalmente diferente do comportamento de outras células agrupadas. Em inúmeros laboratórios de pesquisa são hoje desenvolvidas culturas de células humanas. Retira-se pequeno segmento da pele, por exemplo, e esse pequeno segmento de pele, com uma tecnologia que já dominamos há quase um século, é cultivado em laboratório. Essa cultura de células tem uma grande importância na pesquisa científica, pois permite aos pesquisadores testar a toxicidade de medicamentos, o comportamento dessas células, o comportamento de algumas das suas proteínas. Enfim, viabiliza uma série de estudos importantíssimos no cenário científico. Temos células humanas colocadas em um ambiente propício. Basicamente lhes é oferecido um ambiente protegido, onde elas possam dispor dos alimentos necessários. Nestas condições de suporte de vida, essa cultura de células permanecerá como tal enquanto os recursos tecnológicos o permitirem. Agora vamos fazer um paralelo com o embrião humano. Se ao embrião humano forem oferecidas condições de proteção, acolhida e alimentação necessárias, ele vai se desenvolver de acordo com um processo ou projeto que já foi nele colocado: a vida humana como um processo contínuo, coordenado e progressivo. Mas ainda que não disponhamos de tanta tecnologia.

Catolicismo — O Sr. poderia explicar esse processo com mais detalhes?
Prof. Dalton – Ele é contínuo porque tem um ponto de início, isto é, o surgimento de uma nova vida humana, um novo ser com identidade própria, distinto de todos os outros. Contínuo ainda porque tem um ponto de fim, que nós chamamos de morte, quando se interrompe este processo. Quanto tempo isto vai durar? Vai depender de cada um, da história de cada um em particular. Pode durar uma semana ou durar cem anos.
O processo é coordenado, porque auto-suficiente. Auto-suficiente no próprio projeto, pois possui todas as instruções para que se realizem os processos biológicos necessários à continuidade desta vida. O embrião não pergunta à sua mãe, depois da nidação, o que ele precisa fazer para constituir seu braço ou sua perna. Ele “sabe”!
É também progressivo, pois se oferecermos ao embrião as condições necessárias, se lhe oferecermos o amparo e a acolhida de que precisa, ele sempre passará para um estágio seguinte. Ultrapassada uma etapa de desenvolvimento, passa à etapa seguinte, sem regressos. Em condições normais não há regressos, e essas evoluções vão compor uma biografia.

Catolicismo — Isso significa então que a vida humana não se limita àquilo que um leigo pode perceber sem a ajuda de aparelhos?

Prof. Dalton — Esse conhecimento da vida humana, nós todos temos, independentemente do nosso cabedal de informações na área da Genética ou da Biologia, porque quando falamos de vida humana, estamos falando de algo que nos diz respeito. Independentemente do nosso conhecimento científico, esse processo que eu mencionei se torna evidente após o nascimento. Todos concordam que isso reflete o desenvolvimento da vida a partir do parto da criança, que vai se transformar em um adolescente, em um adulto, em um idoso: um início e um fim. Ora, se dispusermos de outra lupa, de outro sistema para ver essa realidade — o que a biotecnologia nos oferece —, nós vamos retrocedendo nessa cronologia até chegarmos à constatação de que, já naquele primeiro instante da concepção, se configuram todas estas categorias, todo esse processo que acabei de descrever.

Catolicismo — A vida começaria na nidação?

Prof. Dalton — Não! Não começa na nidação! A nidação, que é a implantação e fixação do ovo no útero da mãe, apenas fornece ao novo ser a possibilidade de se alimentar e se desenvolver. Quando um recém-nascido está sendo amamentado, torna-se muito claro para nós o seu vínculo, o seu maravilhoso vínculo com a mãe. Se uma criança recém-nascida não é alimentada pela mãe, ela morre! Quanto à nidação, é possível através de microscópio ver o embrião ali, ligado ao útero da mãe. Se a um embrião não for oferecida a oportunidade de chegar à nidação, ele não se tornará feto, vai morrer e ser eliminado.

Catolicismo — A relação com a mãe constitui originária e estruturalmente o novo ser?

Prof. Dalton — Não! É a realidade do novo ser que torna possível a relação! Não há relação se não existe um ser humano que se relaciona com outro ser humano. Então, quando falamos de relação, nós estamos reconhecendo que existem dois seres humanos. A implantação faz simplesmente com que o embrião cresça e se desenvolva. Nesse sentido, eu lembro uma situação que é muito freqüente, e que muitas mães poderão relatar: a existência de embriões congelados não tira da mãe que os cedeu o significado da relação dela para com eles. Muitas mães podem relatar isto.

Catolicismo — Alguns cientistas favoráveis à pesquisa com células-tronco embrionárias afirmam que não é possível haver um ser humano se ainda não existe o cérebro. Pode-se dizer que o cérebro começa a atuar quando, exatamente?

Prof. Dalton — Sabemos que o cérebro se desenvolve porque o embrião o faz desenvolver-se. Não é o inverso! O cérebro do feto não vai se desenvolver por ação da mãe. Desenvolve-se por meio dos genes que estão dentro do embrião desde o primeiro momento da fecundação.

Catolicismo — Dada a grande incidência de abortos espontâneos nas primeiras semanas da gravidez, alguns questionam se é possível falar em vida neste período.

Prof. Dalton — É claro que sim! O aborto espontâneo é uma interrupção muito precoce desta vida, um episódio de morte, o que não descaracteriza o fato de que esta vida ocorreu. Mesmo que o prognóstico seja de morte em função de um aborto espontâneo –– ou em função de uma intervenção tecnológica que privou este embrião de continuar seu processo, que priva este embrião do corpo da mãe, e que conserva este embrião congelado –– não podemos, por isto, dizer que esta vida nunca existiu, não descaracteriza o fato de que esta vida ocorreu. Seria o mesmo que dizer que não estamos vivos porque um dia iremos morrer! Frente à baixa perspectiva de virem a ser implantados e viabilizados alguns desses embriões crio-conservados, equivaleria à pena de morte uma lei autorizando a utilizá-los para qualquer finalidade.

Catolicismo — Visto que o embrião pode se dividir em dois ou mais, formando gêmeos com a mesma base genética, podemos ter certeza de sua individualidade?

Prof. Dalton — Essa individualidade existe! A geminação do embrião para formar os gêmeos não destrói o primeiro embrião. Em todos esses argumentos existe uma discussão, não a respeito da distinção entre a individualidade materna e a individualidade do embrião. O que se discute, ainda que implicitamente, é se essa vida é “humana”, isto é, se compartilha todos os atributos de um indivíduo humano.
Nesse particular, estamos retrocedendo na história da civilização ocidental. Os bárbaros exigiam que os recém-nascidos demonstrassem ter atributos humanos para serem plenamente reconhecidos no seio da comunidade social. Agora retornamos — de forma mais elaborada, talvez — à mesma discussão e à mesma exigência daqueles povos. Aos poucos, impregnados por tais erros, chegamos à conclusão de que pode ser válido matar todos aqueles que não sejam viáveis ou não tenham potência suficiente para se proteger. Sociedades assim são plenamente conhecidas ao longo da História, e seus mais recentes representantes, o nazismo e o stalinismo, ainda estão presentes na memória coletiva.
Por tudo isso, a sociedade até poderá assumir (!) um critério de “humanidade” que se baseie na potência e viabilidade do organismo, porém não poderá negar que essa opção contraria o dado biológico, que caracteriza o “humano” por seus atributos genéticos e por sua expressão orgânica. Ainda mais, tal critério de “humanidade” traz o perigo do casuísmo e da própria negação da vida como direito universal.
Claro que estamos todos interessados na busca de terapêuticas que possam resolver os males que afligem a nós mesmos e a nossos irmãos. Nesta discussão se apresentam indícios científicos de terapêuticas que podem ser eficazes para a solução de uma série de problemas de saúde, como é o caso das pesquisas em que se empregam células-tronco originárias de tecidos adultos — o que não implica na destruição de embriões — ou na reprogramação celular, quando células-tronco originárias de tecidos adultos, por meio de intervenções genéticas realizadas em laboratórios, adquirem os atributos biológicos de totipotência similares aos das células embrionárias para que, então, possa se pesquisar esses atributos para possíveis usos terapêuticos. O segundo aspecto –– reconhecimento do embrião como vida humana –– não se contrapõe às exigências éticas que devem regular a busca dessas terapêuticas. Hoje, é público e notório que o uso de células-tronco adultas oferece os resultados terapêuticos que a sociedade exige e precisa.

31 de março de 2008

Ato público contra o aborto lotou a Praça da Sé

Ato público contra o aborto lotou a Praça da Sé

Ontem, numa bela manhã iluminada por um sol de outono, estive na Praça da Sé, na capital paulista, a fim de participar de uma manifestação contra o aborto. Ela foi organizada pelo "Comitê Estadual do Movimento Nacional em Defesa da Vida – Brasil sem Aborto" e por várias outras entidades anti-abortistas.

Ao chegar àquela enorme área, deparei-me com um mar... de gente. A Praça da Sé já estava lotada. Mas, à maneira de novas ondas, continuava a afluir gente de todos os lados. Uma hora depois, aquele enorme espaço superlotou-se.

Fiquei surpreso com quantidade de jovens entre os manifestantes. Todos bradando com entusiasmo slogans contra a legalização do aborto no Brasil. Vários deles sustentavam faixas com dizeres contundentes como, por exemplo, esses dois que anotei:

“Mãe, estou dentro de seu ventre para que me defendas,
e não para que me mates”.

“Não queremos que a bandeira brasileira seja manchada
com o sangue do aborto”

Com efeito, tramita no Congresso Nacional o PL 1135/91 que legaliza o aborto no Brasil, em qualquer caso e até o 9º mês de gravidez (desde a concepção até o momento do parto...). Será, portanto, a legalização do crime!

Alerta!
Devemos redobrar nossa atenção, pois possivelmente nos próximos meses será votado o nefando projeto que viola a Lei de Deus — que manda "NÃO MATAR" — e também oposto à esmagadora maioria do povo brasileiro que é contra o aborto. Recente pesquisa do “Datafolha” confirma isso: 87% dos entrevistados se posicionaram contra a ampliação da Lei do Aborto. Mas não podemos ser otimistas e imaginar que, uma vez que estamos num País democrático, os congressistas votarão de acordo com essa imensa maioria. Quantos e quantos projetos foram aprovados — na calada da noite — à revelia da maioria da população!

“Patrulhamento ideológico” da esquerda
Esperamos que os parlamentares — já que se dizem “democráticos" — entendam bem o que representou esse gigantesco NÃO ao aborto, bradado na Praça da Sé naquele memorável dia 29 de março. Que eles não sejam cegos a essa realidade, como cegos revelaram ser os órgãos da mídia ao se negarem "ver" essa grande manifestação de milhares de brasileiros. Sabotagem simplesmente escandalosa!

Parece que a grande mídia só tem olhos para ver pífias e diminutas passeatas de abortistas. Estes, sim, têm voz e vez e muito espaço nela. Por quê? Certamente porque tais órgãos midiatícos são insensíveis ao “grito silencioso” dos nascituros que são trucidados todos os dias pelas práticas abortistas — crimes verdadeiramente hediondos!
Pretende a mídia esquerdista abafar, no mesmo silêncio dos bebês abortados, a voz daqueles que bradaram na Praça da Sé em defesa da vida humana desde sua concepção?

Nova e tirânica inquisição
Uma tremenda contradição: o Estado brasileiro, que é contrário à pena de morte (até de assassinos que cometeram os crimes mais hediondos), pretende, com o referido Projeto de Lei, aplicar a pena de morte aos inocentes que se encontram no ventre materno. Precisamente a matança daqueles seres indefesos, que mais necessitam da proteção do Estado. Haja hipocrisia!
Embrioões humanos
Tanto pelas faixas levantadas, como por pronunciamentos de oradores, houve também, na Praça da Sé, protestos contra as pesquisas com células-tronco embrionárias, uma vez que a vida se inicia na concepção (vide o “post” abaixo, intitulado “Não é lícito eliminar uma vida ainda que seja para salvar outra”). Se aprovadas tais pesquisas, abrir-se-ao de par em par as portas para a ampliação da lei do aborto — lei assassina (aliás, conforme o slogan de uma outra faixa).

Seguem algumas das fotos que tirei dessa grande manifestação, a qual, se Deus quiser — e Ele quer... —, há de repetir-se em outras cidades.
No palanque, junto à escadaria da Catedral da Sé, os organizadores e/ou oradores do memorável evento



Dra. Maria Odete Duque Bertasi, Presidente do IASP –
Instituto dos Advogados do Estado de São Paulo
Dr. Cícero Harada,presidente da Comissão da Defesa da República e Democracia,da Ordem dos Advogados do Brasil-SP
Dra. Alice Teixeira, professora associada de Biofísica da UniFESP/EPM na área de Biologia celular

3 de março de 2008

Não é lícito eliminar uma vida ainda que seja para salvar outra


Não é lícito eliminar uma vida ainda que seja para salvar outra

A mídia espalha — sem qualquer base científica — a falsa expectativa de curas a partir de células-tronco. Com isso dissemina confusão e faz propaganda enganosa.

De fato, segundo abalizados estudos da comunidade científica internacional, o que poderá trazer grandes benefícios para a saúde é o tratamento por meio de células-tronco adultas — existentes após o nascimento —, que não requer a destruição de embriões humanos. Como, por exemplo, as células do cordão umbilical e as existentes em diversos tecidos humanos.

Mas movimentos abortistas e esquerdistas reivindicam a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas. Tais experiências são inaceitáveis, pois a extração de células do embrião significa sua destruição — uma prática abortiva, o extermínio de um ser vivo. Qualquer medida para interromper voluntariamente a vida a partir do momento da concepção é crime, uma transgressão do 5º Mandamento da Lei de Deus, “Não matarás”.

Assim não se pode, sob pretexto algum — mesmo o de curar uma grave enfermidade —, matar um embrião. Ainda que seja para salvar uma vida, não se pode eliminar uma outra. Além do mais, ninguém, até a presente data, foi curado devido ao tratamento com células-tronco embrionárias.

O projeto de Lei de Bio-Segurança — que permite pesquisas com células-tronco embrionárias — foi aprovado pela Câmara dos Deputados em 2-3-2005 e sancionado 22 dias depois pelo presidente Lula. Mas foi questionado pelo ex-procurador-geral da República, Cláudio Fonteles que protocolou no Supremo Tribunal Federal uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra o artigo 5º da nova lei, que autoriza a destruição de embriões. Ele afirma que tal artigo “viola dois princípios da Constituição: o direito à vida e a dignidade da pessoa humana”.

Na próxima quarta feira, 5 de março, o STF começará o julgamento da referida Adin, que poderá prolongar-se ao dia seguinte. Portanto, a decisão poderá ser emitida em breve prazo.

A esquerda, ONGs e movimentos abortistas pressionam os 11 ministros do STF para que aprovem a liberação de embriões humanos em pesquisas de células-tronco. Vamos também nós fazer pressão para que eles proíbam essa utilização — uma nefanda prática.

Ação: uma mobilização de todos anti-abortistas

1 – Convidamos a todos para participar de um abaixo-assinado on-line. Sua finalidade é influenciar os ministros do STF a votarem contra essa lei que poderá ser uma porta para a legalização total do aborto.
Click no link abaixo e inclua seu nome no abaixo-assinado:

2 — Envie uma breve mensagem a pessoas vinculadas ao STF (e-mails abaixo) manifestando-se contra tal lei. Escreva uma mensagem própria, ou diga algo mais ou menos assim:
“Pelo amor de Deus, vote contra a utilização de células-tronco embrionárias — vote contra o infanticídio. Defenda o nascituro, não permita o extermínio de um ser humano, liberando o uso de embriões em pesquisas de células-tronco”.

manoel.castilho@stf.gov.br, angelotabet@stf.gov.br, VilmarN@stf.gov.br, cgama@stf.gov.br, mailto:claudiom@stf.gov.br,fernandaR@stf.gov.br, ledam@stf.gov.br, mariangela@stf.gov.br, conceicaosm@stf.gov.br, mailto:salomao@stf.gov.brsergiog@stf.gov.br, walter@stf.gov.br, kaiser@stf.gov.br, marizete@stf.gov.br, celso@stf.gov.br, mailto:guido@stf.gov.brednaip@stf.gov.br, armandod@stf.gov.br, eduardos@stf.gov.br
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PS: Aqueles que desejarem receber por e-mail um arquivo intitulado "A verdade sobre as células tronco embrionárias", basta enviar-me um e-mail para prccampos@terra.com.br escrevendo no assunto: "Células Tronco".
Tal arquivo é uma animação feita em PPS, baseado em entrevista da Profa. Dra. Lilian Piñero Eça, realizada em 6-5-2005, no programa Tribuna Independente da Rede Vida de TV / AC eA.


Apóiem as pesquisas com células-tronco
adultas: curam e não atentam contra a vida!


Digam NÃO às pesquisas com
células-tronco embrionárias: não curam e são criminosas!