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7 de março de 2023

O RETORNO DOS TERRORISTAS DO MST

O comunismo não é perverso e condenável apenas por ser um desastre do ponto de vista político-social e econômico — negando, por exemplo, o sagrado direito de propriedade. Ele é uma ideologia materialista e ateia intrinsecamente má, com uma visão do universo e do homem diametralmente oposta àquela ensinada pela Religião católica, e nega, em consequência, todos os Mandamentos da Lei de Deus. Assim, não se pode ser verdadeiramente católico e comunista ao mesmo tempo. 

Notícias concernentes à seita comunista no Brasil voltaram à pauta do dia com o retorno sinuoso do PT ao governo — “eleição não se ganha, se toma” — e o reinício das invasões e saques perpetrados pelo MST. 

Em recente artigo para a “Gazeta do Povo” (1-3-23), intitulado “Carnaval Vermelho: MST faz guerra para retomar poder político”, o deputado federal Marcel van Hattem (NOVO-RS) denuncia muito bem: 

“O ‘Carnaval Vermelho’ de invasões de terras desencadeado pelo MST é a mais recente consequência violenta da eleição de Lula à Presidência da República. E a promessa já é de intensificação da estratégia de terror empregada pelo braço armado do PT na área rural. 

“O MST, que usa do terror como arma de convencimento político, aliás, nunca foi enquadrado legalmente como aquilo que é: um movimento terrorista. Por quê? Simples: porque o PT obviamente nunca quis e o Centrão sempre acabou se rendendo, apesar de comporem suas bancadas inúmeros produtores rurais e seus representantes. Agora, após quatro anos de paz no campo, prosperidade rural e praticamente sem invasões de terra, vemos a retomada das investidas de quem não quer reforma agrária nenhuma e nem tem vergonha de deixar isso claro ao invadir terras produtivas, contrariando seu próprio discurso de ataque ao direito de propriedade. O MST, na verdade, faz guerra contra quem trabalha honestamente e, como todo ‘movimento social’ nesse país, reivindica também ‘espaço no governo’. Não quer reforma agrária; quer poder político”. 

Desde o dia 27-2-23, aproximadamente 1.700 petistas do MST invadiram três fazendas de cultivo de eucalipto da empresa Suzano Papel e Celulose, nos municípios de Teixeira de Freitas, Mucuri e Caravelas, no sul da Bahia (Cfr. O Estado de S. Paulo, 2-3-23)

Apenas acrescento: o MST não quer Reforma Agrária, ele quer Revolução Agrária. Utiliza para isso a luta de classes da cartilha marxista, jogando empregados contra padrões, sempre “abençoado” e impulsionado pela clerezia de esquerda. 

Vem a propósito reproduzir aqui três pensamentos: 


“O Comunismo foi fundado pelo demônio. Lúcifer é o seu chefe e a disseminação de sua doutrina é a guerra do diabo contra Deus. Conheço o comunismo e sei que é diabólico. É a continuação da guerra dos anjos maus contra o Criador e seus filhos.”
(Padre Cícero Romão Batista). 





“Em nossos dias o marxismo vai tomando ares de sacristão, e procura inviscerar-se na Igreja para A conquistar. Reconhecendo-se fracassado nos 100 anos em que lutou contra Ela de fora para dentro, procura agora matá-la de dentro para fora.”
(Plinio Corrêa de Oliveira). 





“Governos com políticas agrícolas erradas com pegadas socialistas, que na verdade escondem o comunismo, geram sequelas no prato de comida. E a história está aí para provar, como podemos ver hoje na ‘Venezuela do norte’ e na ‘Venezuela do sul’ — antes chamada Argentina.” 

(Júlio Brissac).

27 de setembro de 2022

Uma bruxa, a reforma agrária, passeia com seu filho, o comunismo...


✅  Paulo Roberto Campos

O site do MST (mst.org.br), no post do dia 23 último, registra: 
“Na última quarta-feira (21), em entrevista no ‘Canal Rural’, o ex-presidente Lula (PT) voltou a defender o MST, como fez em entrevista ao ‘Jornal Nacional’ da Rede Globo e reconheceu que os ‘Sem Terra’ estão produzindo uma diversidade de alimentos saudáveis pelo país, nas áreas de reforma agrária”. 
Lula da Silva declarou: 
“Hoje os Sem Terra estão preocupados em produzir, preocupados em organizar cooperativas, preocupados em, inclusive de chegar no mercado externo”. 
Mentindo — aliás, um hábito inveterado do ex-presidente ex-presidiário — ele não confessou a evidência do fracasso de cooperativas do MST em produzir qualquer commodity em grande escala. No máximo, são cooperativas de hortas, ou pequenas granjas, que produzem apenas para as próprias famílias. Produção de subsistência na melhor das hipóteses, pois muitas terras distribuídas pelo sistema de reforma agrária durante os 13 nefastos anos do governo petista não foram utilizadas para agricultura, mas para barganha. Muitos lotes de reforma agrária foram vendidos pelos usuários. Logo em seguida, eles migram para outra região a fim de invadir outras terras na pretensão de obtê-las com o mesmo objetivo: barganhá-las. 

No “Catecismo Anticomunista” de Dom Geraldo de Proença Sigaud (publicado em 1962), o bispo denuncia os projetos de reforma agrária como um meio para dominar um país:
“O comunismo apregoa a necessidade de várias reformas. A primeira é a reforma agrária, depois vem a reforma urbana, a comercial e a industrial, todas elas de caráter mais ou menos acentuadamente expropriatório e socialista [...]. Os comunistas, tomando por pretexto a situação não raras vezes lamentável do trabalhador rural, e a conveniência de favorecer-lhe o acesso à condição de proprietário, promovem o confisco das propriedades rurais grandes e médias. Desde que haja só propriedades pequenas, caem todas sob o controle absoluto do Estado”. 
Nesse mesmo sentido escreveu Plinio Corrêa de Oliveira: 
“Vai se falando muito sobre reforma agrária. E quanta inconfessada desinformação noto nos que sobre ela discorrem... Nos partidários [petistas, mstistas, cnbbistas] de uma reforma agrária socialista e confiscatória, em nosso País, campeia a desinformação, solta como um cavalo de proporções apocalípticas. Montada nesse cavalo passeia uma bruxa: a reforma agrária socialista e confiscatória. Esta percorre assim todos os espaços trazendo ao peito um filhinho que amamenta infatigavelmente: o comunismo.”

Não acredito em bruxas boas, nem em reformas agrárias boas! Mas, leitores, prestem muita atenção: os bruxos estão soltos... 

 

8 de abril de 2018

Agitação social, violência: produtos de laboratório que o Brasil rejeita

Na “missa-comício”, pouco antes de sua prisão, Lula conclama seus sequazes a provocarem agitações de Norte a Sul do País 


Paulo Roberto Campos

Na presente conjuntura que atravessa o Brasil, com movimentos de esquerda — que contam com a colaboração do clero progressista adepto da “Teologia da Libertação” —insuflando seus sequazes à rebelião e a incendiar o País como vingança devido à condenação e prisão do ex-presidente Lula da Silva, vem a propósito reproduzir aqui um apelo de Plinio Corrêa de Oliveira.

O texto de tal apelo — extraído do livro “Agitação social, violência: produtos de laboratório que o Brasil rejeita” — muito nos auxilia de como enfrentar a atual situação nacional, não nos deixando arrastar pelos tumultos revolucionários desses movimentos esquerdistas.

“Obstáculo a que a Nação se deixe levedar pelos fermentos revolucionários”


Plinio Corrêa de Oliveira 

“O povo brasileiro sempre foi conhecido como afetivo, ordeiro e pacífico. Tal feitio de alma lhe vem da tradição profundamente cristã. E constitui um nobre obstáculo a que a Nação se deixe levedar pelos fermentos revolucionários indispensáveis para o êxito do socialismo e do comunismo.  
É por isto que as forças da desagregação e da desordem deitam tanto empenho em criar a ilusão do contrário, apresentando nossa população como desordeira, agressiva, revoltada.  
Lanço um apelo para que o Brasil da bondade, o Brasil afetivo, o Brasil cristão continue idêntico a si mesmo, e não se deixe arrastar pelas solicitações da violência, seja física, seja moral. Nós brasileiros não somos afeitos à revolta e à subversão, ao contrário do que propalam os agitadores. E por mais razões que tenhamos para estar descontentes, procuramos resolver nossos problemas dentro da paz autêntica, da paz cristã que Santo Agostinho definiu lindamente como sendo a tranquilidade da ordem.  
Nosso povo tem bem consciência dos imensos recursos e possibilidades do território nacional, e sabe que o aproveitamento de toda esta potencialidade através de um trabalho empreendedor e confiante, pode tornar o Brasil uma das primeiras nações do mundo no século XXI.  
Trabalho que exige esforço árduo, ânimo forte. Mas não foi assim que nossos antepassados dilataram as fronteiras do País? Embora sem a comodidade oferecida hoje pelo progresso, eles galgaram serras, venceram florestas, atravessaram rios e transpuseram pântanos. E extraíram da terra, pelo plantio, pela criação e pela mineração, os recursos de que hoje vivem os brasileiros. Por que não podemos recobrar essa fibra, essa força de alma que nasce da Fé católica que eles nos legaram?  
Não será, pois, com revoluções mortíferas, dissensões internas, tensões estéreis entre irmãos, de que haveremos de aproveitar as vastidões ainda inexploradas de nosso território. Mas é com esse espírito empreendedor, ordeiro e cheio de Fé, que podemos alcançar de Deus, por intermédio de Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, a grandeza cristã, que deve ser a nossa, nas novas etapas históricas que se aproximam”.

6 de abril de 2018

VERMELHO — o falso e o autêntico significado


Paulo Roberto Campos

Hoje o MST jogou tinha vermelha na fachada do prédio onde reside, em Belo Horizonte, a Ministra Cármen Lúcia. O mesmo praticou tal movimento comuno-bolivariano borrando de vermelho muros e a calçada do prédio, e escreveram — erroneamente grafado, como de costume... — “CARMEM LUCIA GOLPISTA” [fotos]. Para eles, tudo que pode representar a manutenção da Ordem é golpe (ou como dizia o presidiário Lula “é gorpi”...).

Que significa este vermelho do MST? — Com toda certeza, não como símbolo do sangue de Jesus Cristo ou o vermelho símbolo de Seu Sagrado Coração. A cor vermelha foi roubada da Santa Igreja pelos chefes comunistas para significar a guerra declarada contra a Cristandade, seu caráter sacral e todos seus valores — ou seja, como escreveu Plinio Corrêa de Oliveira, “a civilização cristã, austera e hierárquica, fundamentalmente sacral, anti-igualitária e anti-liberal”. 

O significado autêntico do vermelho é símbolo da luta por Deus e da disposição de seus filhos de por Ele derramar o próprio sangue. O verdadeiro significado do vermelho é o do heroísmo católico, do combate contra-revolucionário por Deus e pela Igreja. 
*       *       *
Espero que a Ministra não se deixe intimidar pela ameaça dos petistas, mas mantenha a declaração que ela havia feito: 
“Na história recente da nossa Pátria houve um momento em que a maioria de nós acreditou que a esperança tinha vencido o medo. Depois, descobrimos que o cinismo tinha vencido a esperança. Agora o escárnio venceu o cinismo. Mas o crime não vencerá a Justiça.”

14 de novembro de 2016

Com a vitória de Trump, tornar-se-á o Papa Francisco o líder da esquerda internacional?

Republicanos comemoram a vitória de Donald Trump. Apesar de toda a mídia (nacional e internacional) ter previsto a derrota do candidato republicano, este venceu com folga (como se pode ver no mapa abaixo).
Roberto de Mattei (*) 

O Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Pietro Parolin, enviou a Donald Trump os augúrios da Santa Sé, exprimindo sua esperança de que o novo Presidente trabalhe a serviço da pátria e da paz do mundo. Dom Joseph Kurtz, Arcebispo de Louisville e Presidente da Conferência Episcopal dos Estados Unidos, felicitou o recém-eleito, instando-o a governar para o bem comum de todos os cidadãos. A diplomacia do Vaticano parece querer corrigir ou temperar a posição do Papa Francisco, que nunca escondeu sua aversão ao candidato à presidência americana. 

Em 18 de fevereiro deste ano, no voo de volta do México [foto abaixo], comentando o projeto de Trump de construir um muro entre os EUA e o México a fim de conter o fluxo de migrantes, o Papa disse que “uma pessoa que só pensa em fazer muros e não fazer pontes não é cristão”. Em outro voo de regresso, o de 2 de outubro de Baku para Roma, quando perguntado sobre qual era o candidato de sua preferência nas eleições americanas, Francisco não se pronunciou. No entanto, por mais fortes que sejam as reservas devidas em relação a Trump, para um católico seria difícil adotar uma posição equidistante entre o candidato republicano e Hilary Clinton, que tinha incluído oficialmente em seu programa uma implementação maciça do aborto e da agenda LGBT. A menos que se considere a autodefesa em relação à invasão migratória um pecado maior do que a legalização do aborto e do chamado casamento homossexual. 

Além do julgamento moral sobre essas questões, o problema subjacente que divide o Vaticano da nova presidência norte-americana é de ordem política. A questão da imigração é, de fato, desde o início do atual pontificado, a espinha dorsal da política bergogliana, mas também uma pedra angular do programa de Donald Trump. Sobre este ponto, as visões de Francisco e do Presidente eleito dos Estados Unidos se opõem. “Uma nação sem fronteiras não é nação, assim como não é nação um país sem leis”, afirma Trump, enquanto para o Papa Bergoglio a hospitalidade ilimitada aos imigrantes é quase um locus teológico. Se Trump seguir adiante em seu caminho, não só porá um freio no multiculturalismo galopante que impera em seu país desde a era Kennedy, mas também dará inevitavelmente impulso aos partidos de direita e “identitários” que nas próximas semanas e meses irão às urnas na Áustria, Holanda, França e Alemanha. 

Por sua vez, após a derrota de H. Clinton, Francisco permanece como o único ponto de referência da esquerda internacional, privada de líder. Ao concluir em 5 de novembro no Vaticano o Terceiro Encontro Mundial dos chamados “movimentos populares”, com a presença de agitadores revolucionários dos cinco continentes, o Papa Francisco virou-se para eles e disse: “Faço meu o vosso grito.” Mas o grito de protesto que se levanta desses movimentos congregados na sala de audiência Paulo VI é infelizmente caracterizado pelo fanatismo ideológico e a incitação à violência. 

A tendência é clara. Em sua última viagem à América do Sul, Francisco expressou sua simpatia pelos presidentes da Bolívia e do Equador, e em 24 de outubro recebeu em audiência privada no Vaticano o presidente venezuelano, Nicolás Maduro Moros [foto], também da extrema-esquerda, a quem assegurou o seu apoio. Nenhuma palavra de aprovação e comprazimento, entretanto, partiu do Vaticano pelo extraordinário gesto do presidente Pedro Pablo Kuczynsky, do Peru, que em 21 de outubro, no Café-da-manhã de Oração, na presença da presidente do Congresso e de outras personalidades, consagrou seu país ao Sagrado Coração de Jesus e ao Coração Imaculado de Maria. 

Quão oportuno seria se, abandonando a política, o Papa e os bispos do mundo unissem seus esforços em atos religiosos desse gênero, começando pela tão esperada consagração da Rússia ao Imaculado Coração de Maria, por ocasião do centenário de Fátima de 2017, que coincide com o da funesta Revolução bolchevique de outubro. 
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(*) Fonte: “Il Tempo”, Roma, 11-11-16. Matéria traduzida do original italiano por Hélio Dias Viana.

9 de novembro de 2016

Francisco, movimentos “populares” e cheque em branco

5 de novembro 2016: Papa Francisco, no Auditório Paulo VI (Vaticano), no III Encontro Mundial dos Movimentos Populares

Ao tentar revitalizar as combalidas esquerdas latino-americanas, desacreditadas por fragorosas e sucessivas derrotas, o Papa Francisco reafirma a cada dia o caminho esquerdista de seu Pontificado e parece querer assumir o papel de líder revolucionário. Com essa postura, que compromete seriamente o seu prestígio e decepciona um número cada vez maior de católicos, não se sabe realmente aonde ele deseja chegar, pois, ao mesmo tempo, parece esquecer-se do drama do povo cubano, escravizado por 50 longos anos de ditadura comunista.

Gonzalo Guimaraens – Destaque Internacional (*) 

Com um discurso empolgado para 170 agitadores sociais de mais de 65 países dos cinco continentes, o Papa Francisco concluiu no dia 5 de novembro, no Auditório Paulo VI, no Vaticano, o III Encontro Mundial dos Movimentos Populares [foto acima] (no final, o link para a íntegra de tal discurso).


No Encontro, o líder marxista do MST, Stédile, 
cumprimenta o Papa
Ele se referiu aos agitadores comuno-católicos João Pedro Stédile, chefe do MST e promotor da violência no Brasil, e Juan Grabois, do “movimento de trabalhadores excluídos” e incentivador da violência nas periferias de Buenos Aires, na Argentina, chamando-os de “poetas sociais” e “seguidores de Jesus”.

Em seguida, deu-lhes um “cheque em branco” para promoverem a revolução social: “Faço meu o grito de vocês”, disse textualmente o Pontífice. 
Participou do Encontro o ex-presidente e ex-guerrilheiro José Mujica, do movimento terrorista Tupamaros, que assolou o Uruguai nas décadas de 60 e 70.
Após sussurrar uma discreta ressalva — “talvez não estejamos de acordo com tudo” —, sugeriu-lhes deixar de lado “certos nominalismos declaratórios, que são belas frases, mas que não conseguem sustentar a vida de nossas comunidades”, e partir para a agitação contra os atuais sistemas socioeconômicos, que qualificou de “terroristas”. Em seguida, convocou os “movimentos populares” a não aceitarem e não se deixarem “desmobilizar” por “implantes cosméticos” ou “planos assistenciais”, a não se deixarem “conduzir como gado” e a rechaçarem a “tentação da canga”, que reduziria os agitadores a um papel de “atores secundários”. 
Delegação do Brasil no Encontro no Vaticano com os dizeres "Fora Temer"

De modo difícil de entender, o Papa Francisco reafirma o caminho esquerdista de seu Pontificado, em momentos em que as esquerdas latino-americanas estão sofrendo fragorosas derrotas. O Papa parece desejar assumir um papel de líder revolucionário, tentando revitalizar as esquerdas latino-americanas que estão caindo no maior descrédito. Realmente, não se sabe aonde ele pretende chegar com essa insistência em apoiar as esquerdas, comprometendo seriamente o prestígio de seu Pontificado e causando decepção em inúmeras pessoas. Ao mesmo tempo, ele parece se esquecer do drama do povo cubano, escravizado por 50 longos anos de ditadura comunista.

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(*) Notas de “Destaque Internacional”. Documento de trabalho, em 6 de novembro de 2016. Este texto, traduzido do original espanhol por Paulo Roberto Campos, pode ser reproduzido em qualquer mídia impressa ou eletrônica. 
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Editoriais Relacionados: 
Francisco, "beatificação" publicitaria de revolucionários e "vendaval" social 
(sobre o I Encontro Munidal de Movimientos Populares, realizado en Roma en 2014) 
http://www.cubdest.org/1406/c1411franciscomst.htm

Bolívia: Francisco, a foice e o matelo”
(sobre o II Encontro Mundial de Movimentos Populares, realizado em Santa Cruz de la Sierra, Bolivia en 2015). 
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscoboec.htm

Francisco, consumismo, miserabilismo e Boff
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscomiser.htm

Francisco, aventura ecológica e “lacuna” científica 
http://www.cubdest.org/1506/c1507franciscoeco.htm 

Francisco, os comunistas e os pobres
http://www.cubdest.org/1506/c1506pobresfran.htm

Francisco, ecoterrorismo e miséria
http://www.cubdest.org/1506/c1505eco.htm 

Texto completo do discurso de Francisco: 
http://movimientospopulares.org/el-discurso-completo-de-papa-francisco-a-los-movimientos-populares/ 

16 de março de 2016

Basta de demagogia, corrupção, impunidade e bolivarianismo

Foto acima como as demais deste post são todas das manifestações na capital paulista no histórico dia 13 de março último. [Fotos: PRC]

Paulo Roberto Campos

13 de março de 2016 — data que passa a ser considerada um marco na História do Brasil. Nesse dia ocorreu a maior mobilização popular de nossa história. “Nunca antes neste País”... tantas pessoas saíram às ruas de tantas cidades e tão entusiasmadas, para protestar contra o governo do PT, pedir o impeachment da presidente Dilma Rousseff e apoiar a Operação Lava-Jato, dirigida pelo juiz federal Sérgio Moro. 

Foi um acontecimento realmente sem precedentes. Famílias inteiras de todas as capitais e de centenas de cidades manifestaram-se contra o atual governo. Os números exatos se discutem, mas o certo é que elas saíram às ruas indignadas com a grave situação causada por um governo de esquerda bolivariana, com projeto de perpetuar-se no poder e, por meio de um criminoso esquema de corrupção, financiar no Brasil movimentos de ideologia comunista. Ademais, financiar a manutenção de governos bolivarianos em outros países da América Latina. 


No total, segundo estimativas de alguns órgãos da mídia, os números somados de todas as cidades, aproximaram-se dos seis milhões de participantes. As impressionantes fotos não deixam dúvidas. Só na capital paulista, onde ocorreu a maior dos protestos anti-PT, aproximadamente dois milhões de pessoas saíram às ruas. Segundo a Polícia Militar, quase um milhão e meio — mais do que o triplo do recorde já alcançado, que foram as manifestações com 400 mil pessoas pelas “Diretas Já” (1984). 

Cartão postal da cidade de São Paulo, a famosa Av. Paulista ficou pequena para conter tanta gente. Assim, também as ruas paralelas a ela e transversais ficaram entupidas [foto ao lado comprova essa afirmação]. Com lotação total dos logradouros, era de se recear a ocorrência de graves incidentes. O que não aconteceu. Eram pessoas educadas, de todas classes sociais e de todas as raças. Ao contrário do que prega a esquerda católica, aliada e mentora do PT, não impulsionou os manifestantes o ímpeto de luta de classes e de raças. Vimos nas ruas o Brasil autêntico, pacífico, cordato e ordeiro, que se manifestou com uma indignação tranquila mas decidida, contra os desmandos do governo lulopetista. Vimos as ruas tomadas por um povo que não suporta mais presenciar de braços cruzados a degringolada da Pátria em mãos de políticos comunistizantes. 


Vimos muitas famílias levando seus filhos — até os bem pequenos, e mesmo bebês em seus carrinhos —, bem como pessoas idosas, algumas delas em cadeiras de rodas. Elas levavam diversos cartazes de protesto, sendo um muito frequente: “Quero meu País de volta”. Elas não toleram mais ver o Brasil desfigurado por ideologias socialistas e anticristãs. 

Tudo transcorreu num ambiente gentil e quase festivo. Todos esperançosos de que se chegue ao fim deste atual governo que tantos males tem infligido ao País. Por isso, um dos brados que ecoou pelas multitudinárias manifestações foi: “Fora PT. Fora Comunismo. O Brasil não é Venezuela”.

As forças de segurança estavam presentes, mas não tiveram o que fazer... Ficaram fixas em seus postos, recebendo aplausos, atendendo às perguntas dos passantes e entabulando com eles animadas conversas. As famílias tiravam selfies com os policiais, e sorridentes prosseguiam, como se estivessem passeando. [foto abaixo] Tudo se realizou num clima de cordialidade — bem diferente de manifestações de certos movimentos ditos “sociais” vinculados ao progressismo católico, como o MST e outros grupos que se caracterizam por suas arruaças, invasões de propriedades privadas e todo tipo de vandalismo. 



Inicialmente, movimentos petistas também haviam marcado, no mesmo dia 13 de março, manifestações em cidades de todo o País. Depois — percebendo que o fracasso numérico seria vergonhoso, sobretudo se comparado com as maciças manifestações contra o PT e o governo — desmarcaram os eventos, alegando que decidiram pelo cancelamento “para se evitar confrontos”... Apenas se concentraram numa única manifestação, em frente ao prédio onde reside o ex-presidente Lula da Silva. Mas foi um fiasco. Compareceram apenas poucos militantes. 

É bom observar que as grandes manifestações contra o governo federal foram suprapartidárias e que as pessoas compareceram por conta própria — aliás, num domingo, pois trabalham nos dias de semana. Enquanto as ridículas manifestações pró-governo ocorrem em dias da semana, para pelo menos causar impacto fechando o trânsito. Ademais, são exclusivamente partidárias, organizadas pelo próprio PT, que conduz as pessoas em frotas de ônibus, dando-lhes muitas vezes algum dinheiro por cada ato, assim como bonés, bandeiras, camisetas vermelhas e sanduíches de mortadela...


O que vimos no memorável dia 13 de março foi que, de norte a sul, de leste a oeste, nossa Pátria ficou colorida de verde e amarelo. Foi o dia em que as cores do Brasil revestiram o País inteiro e os brasileiros foram confirmados na certeza de que esta onda verde e amarela triunfará sobre os erros do comunismo espalhados no Brasil pelo PT.

O Hino Nacional ouvia-se por todas as partes, cantado a plenos pulmões e com ufania. Chamou também especialmente a atenção a quantidade de slogans, faixas, camisetas e cartazes com frases improvisadas pelos próprios manifestantes, com letras que revelavam as várias idades de seus autores. Assim como os “pixulecos” (de Lula e Dilma), bonecos do “japonês da federal”, pessoas vestidas de presidiárias, estampas com fotos de jararacas etc. Em algumas cidades, apareceram até serpentes infláveis, denominadas “jararacalecos”. 


As manifestações não se circunscreveram ao Brasil. No exterior, muitos brasileiros inconformados com o que aqui está acontecendo também se reuniram em pontos estratégicos nos países em que encontram, a fim de protestar e pedir o fim da gestão lulopetista. 

Não se pode deixar de mencionar a especial relevância de que se revestiu a cobertura dos grandes jornais do exterior às manifestações de protesto. Alguns afirmaram que tudo leva a crer chegou ao fim o projeto de governo iniciado por Lula da Silva e que termina de modo vergonhoso com Dilma Rousseff. 

Sim, fim deste atual governo! Mas... e depois? Era o que muitos preocupados se perguntavam nas ruas. E depois, que governo virá? Muitos diziam que nos encontramos órfãos de líderes autênticos. Donde o perigo: o surgimento de uma falsa liderança, de um novo “salvador da Pátria”. 


Em vista dessa orfandade, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, que participou com brilho das manifestações em algumas capitais [na foto acima, ao fundo estandartes do Instituto], distribuiu um manifesto intitulado MENSAGEM AOS EVENTUAIS SUCESSORES DO GOVERNO PT. 

Eis um trecho: “Caso venha a ocorrer o impeachment, o governo que suceder ao PT, ou respeita os pontos descritos [no manifesto], decorrentes da ordem natural das coisas, ou aprofundará inexoravelmente o fosso entre governo e população, levando a novas crises, quiçá à ingovernabilidade”. 

Recomendamos a leitura da íntegra desse muito oportuno documento, distribuído por jovens voluntários da entidade e que foi avidamente acolhido pelos manifestantes. Seu texto pode ser obtido acessando o seguinte link: "Manifesto do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira".

Um dos milhares de cartazes ostentados na Avenida Paulista afirmava: “IMPEACHMENT — Se o Congresso não aprovar, o povo vai pressionar. No Brasil, quem manda é o povo” [foto ao lado].

A respeito, vem a propósito lembrar uma advertência feita por Plinio Corrêa de Oliveira em seu livro Projeto de Constituição Angustia o País: “Se a democracia é o governo do povo, ela só será autêntica se os detentores do Poder Público forem escolhidos e atuarem segundo os métodos, e tendo em vista as metas desejadas pelo povo. Se tal não se dá, o regime democrático não passa de uma vã aparência, quiçá de uma fraude.”(*) 

Hoje constatamos que sua advertência não foi levada em consideração pela classe política. Esta utiliza a fraude e a demagogia; falando em nome do povo, mas de fato menosprezando os grandes valores do autêntico do povo brasileiro. Esse verdadeiro povo se manifestou no histórico dia 13 de março, bradando em alto e bom som: “Brasil, um filho teu não foge à luta!”; “Cansamos de ficar calados!”; “Agora basta de demagogia!”; “Basta de corrupção!”; “Basta de impunidade!”; “Basta de bolivarianismo!” “IMPECHEAMENT JÁ — PT NUNCA MAIS!”

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(*) Plinio Corrêa de Oliveira, Projeto de Constituição angustia o País, "Catolicismo", Ed. Extra, SP, 1987, Parte I, Cap. I, n. 9.

Insatisfação generalizada entre todas as classes sociais 


Repórteres do jornal madrilenho “El País”, no momento em que ocorriam os protestos na Av. Paulista, percorreram a periferia da cidade (nas zonas leste, norte e sul de São Paulo), para ouvir a voz daqueles que não estavam nas manifestações. Eles mostraram como a insatisfação com o Governo é generalizada, não apenas nas classes mais elevadas. Segue um sintomático trecho da reportagem, publicada por “El País” em 13-3-16.
“Enquanto milhões de pessoas participaram dos protestos no Brasil, Eliane de Jesus visitava o seu filho na Fundação Casa (antiga FEBEM). Lá, aos 17 anos, está preso por tráfico de drogas. Ele e sua mãe são parte de um outro Brasil, cuja voz não ecoou nas ruas desde que os protestos contra o Governo de Dilma Rousseff e o PT começaram a vestir verde e amarelo: o que vive na periferia das grandes cidades e longe do local onde normalmente ocorrem as manifestações. Eliane também é contra o Governo e quer que ‘essa mulher saia de uma vez’.
“Apesar de não se somarem aos protestos deste domingo, todos os entrevistados por este jornal não estão satisfeitos com o Governo Dilma — algo que não chega a surpreender, já que a popularidade da presidenta não supera os 10%, segundo todas as pesquisas. A maioria deles é favorável ao impeachment, mas são céticos com relação a qualquer mudança para melhor.
“Anderson, por exemplo, acha que ajuda mais mobilizando as pessoas pela Internet. Até tem vontade de deixar as redes sociais para se manifestar nas ruas a favor da destituição [da presidente Dilma]. ‘Mas é complicado’, diz, após um longo suspiro. ‘Moro longe, em Cidade Tiradentes. Sai muito caro, e você sai para a rua e não acontece nada!’, argumenta este subgerente de produção, na fila para pegar o ônibus no terminal Itaquera, na zona leste de São Paulo, ponto final da linha 3 vermelha de metrô e ponto de encontro dos que vivem nesta região”.
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