2 de maio de 2026
Ambiente familiar na velha Europa
11 de fevereiro de 2026
CHOQUE DE CULTURAS
24 de janeiro de 2026
SÃO PAULO DE OUTRORA
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| Campos Elíseos, nos anos 30 |
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| Chá no Mappin |
12 de dezembro de 2025
FUNÇÃO DOS SÍMBOLOS PARA VENCER
A Batalha de Rocroi – François Joseph Heim (1834). Galeria de Batalhas, Palácio de Versalhes (França).
✅ Plinio Corrêa de Oliveira
2 de agosto de 2025
Beleza da movimentação do mar
23 de maio de 2025
NOSSA SENHORA AUXILIADORA
Oferece-nos a fonte de todas as graças
✅ Plinio Corrêa de Oliveira
Estive rezando numa igreja onde havia uma mesinha colocada na nave central, mas fora do presbitério, coberta com um tule cor-de-rosa muito pálido. Em cima da mesa, uma imagem de Nossa Senhora Auxiliadora. Era uma igreja de salesianos.
A imagem segura em uma das mãos o Menino Jesus e na outra o cetro. E me veio esta reflexão: “Essa imagem é tal, que dá a impressão de que Nossa Senhora nos oferece o Menino Jesus”. Depois olhei para a outra mão, vi o cetro nobremente estendido, e pensei: “Dir-se-ia que Ela nos oferece o cetro também”.
O que isso quer dizer? Significa que Ela está disposta a mover sua onipotência suplicante na direção que nós desejamos.
Ou seja, não há arma melhor do que o cetro d’Ela, que estende assim, como quem diz: “Meu filho, aqui à minha direita está a fonte de todas as graças; na minha mão esquerda tenho o símbolo de todo o poder, tudo é para você. Peça e eu lhe atenderei! Peça Nosso Senhor Jesus Cristo; peça o meu poder para tocar avante o seu apostolado e eu concederei”.
Devemos olhar para Nossa Senhora e pensar no cetro d’Ela. A oração põe em nossas mãos o seu cetro. Diante das dificuldades, devemos pedir a Ela que mova o seu cetro e faça com que ele abra diante de nós os caminhos.
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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 10 de maio de 1974. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.
10 de fevereiro de 2025
BOLO NO ESPETO
“Bolo no espeto” soa realmente muito estranho em português. No entanto, é a tradução literal de “gâteau à la broche”, expressão francesa que designa uma muito bela e saborosa tradição culinária lituana.
Porque um bolo lituano com nome francês? No fim do artigo vai ficar claro.
Espeto não é bem o termo adequado, porque a iguaria é preparada num torno, como se pode ver na ilustração, e, ademais, sobre o eixo há um cone.
A massa é derramada sobre o cone, junto ao fogo, fazendo com que, à medida em que o torno vai girando, vá espirrando e se solidificando, formando pontas como se fossem galhos, daí o termo lituano “šakotis“, derivado de “šaka“ (galho de árvore).
O bolo, depois de pronto, é retirado do eixo, ficando parecido com o galho de uma de árvore.
O “bolo no espeto” tem várias versões em diferentes países, porém são cilíndricos simplesmente e não têm os “galhos”.
Com uma receita que leva muitos ovos, fica com coloração amarelada e tem mais propriamente a consistência de um biscoito.
Enquanto na Alemanha a versão local chamada de “Baumkuchen” é servida mais no Natal, e talvez mais ou menos o mesmo aconteça com os “parentes” de outros países, o “šakotis”, que em princípio é destinado a ocasiões especiais, é enormemente difundido na Lituânia e não há supermercado onde não se encontre mais de uma marca do produto.
Passando-se a fronteira da Lituânia, já não mais se vê.
Entretanto, é surpreendente encontrá-lo na sua versão francesa, num canto da França, perto de Lourdes.
No Château Fort Musée, dessa importante cidade mariana, está a explicação: Numa das salas do museu se encontra uma representação do torno para o feitio do bolo e uma placa explicando que, passando pela Lituânia, as tropas napoleônicas levaram a receita para seu país natal. Curiosamente que só para este extremo sul do território francês. Apenas um ou alguns soldados franceses da região dos Pirineus se interessaram pela receita. Talvez outros tiveram interesse, mas estavam muito apressados para deixar o território então russo ou caíram no campo de batalha. Em terras francesas, o “Šakotis” que poderia se chamar “Chacotis”, entretanto foi batizado com o nome de “gâteau a la broche”.
O Šakotis talvez deva ser considerado o principal manjar doce lituano.
Dos salgados, o prato principal é provavelmente o Didžkukuliai, mais conhecido como Cepelinai, por ter o formato de um balão Zeppelin. Mas isso é outra questão, que poderia ser tema para um próximo artigo.
23 de dezembro de 2024
Divino Infante, um Rei, mas imensamente acessível

A Adoração dos Pastores (detalhe) — Anton Raphael Mengs (1728-1779). Museu do Prado, Madri.
13 de dezembro de 2024
MEDIANTE AS COISAS SIMBÓLICAS CHEGAMOS A DEUS
A consideração simbólica é uma verdadeira antevisão do Céu, onde somos chamados a contemplar Deus face a face. Nesta Terra somos chamados a vê-Lo nas coisas criadas, através dos símbolos chegamos a Ele.
Por esta razão, toda a vida da Idade Média era feita de cerimoniais e símbolos, pois o homem não é composto só de alma, mas também de corpo. Ele seria uma espécie de esqueleto sem carne se tivesse só a doutrina sem os símbolos.
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| Miniatura da investidura de
um cavaleiro, dos estatutos da “Ordem do Nó”, fundada em 1352 por Luís de Nápoles |
18 de novembro de 2024
Magnata húngaro — Reluzimento da Ásia com a categoria do Ocidente
14 de outubro de 2024
Santa Teresa d’Ávila, a grandeza carolíngia
A grande santa carmelita, grandeza perfeita e acabada, expressão da reflexão, da decisão e da perseverança
22 de setembro de 2024
DUAS CONCEPÇÕES OPOSTAS NA ARTE
Sublimidade numa pintura de Jean Fouquet e a concepção progressista e blasfema de uma pintura moderna
*Jean Fouquet (1420–1481, anos aproximativos) é considerado o maior pintor francês de seu tempo. Suas obras são classificadas entre o final do Gótico e o início da Renascença. Entre suas numerosas obras, uma das mais célebres são as miniaturas do Livro de Horas de Etienne Chevalier, do qual faz parte o quadro que ilustra esta página: A Santíssima Trindade, o Sufrágio da Miniatura dos Santos (Museu Condé, Chantilly, França).
16 de julho de 2024
Aspectos de requinte de civilização e debilidades na fisionomia de Luís XVII
* Louis-Charles de France
(Versailles, 1785 – Paris, 1795), segundo filho de Luís XVI e da Rainha Maria
Antonieta. Após a decapitação de seu pai na sanguinária Revolução Francesa —
cujo marco inicial foi a Queda da Bastilha, em 14 de julho de 1789 —, foi
reconhecido como titular da coroa da França pelas potências coligadas e por seu
tio, o futuro Luís XVIII. Morreu nas garras daquela Revolução, na prisão do
Templo. (Quadro de Alexander Kucharski - 1792).
Nessa pintura, onde está a tendência para o igualitarismo? Comparem com o grande Luís XIV [ao lado], de quem é descendente. Em comparação com o Rei Sol, o Príncipe é um gatinho, um ratinho. É o igualitarismo que foi amesquinhando.
Excertos da
conferência (sem data) proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira. Esta
transcrição não passou pela revisão do autor.
4 de maio de 2024
GRANDEZA EM DAR TUDO DE SI
Linda fotografia de uma águia que investe sobre algo que está embaixo.
A ave de rapina está descendo no seu voo com toda a força, o bico para frente, com o olhar assestado, com as garras numa atitude ao mesmo tempo de agressão, mas vigilante, com possibilidade de se desviar para depois atacar em circunstâncias melhores.
É um misto extraordinário de capacidade de agressão, de defesa, de força e de astúcia.
Muito bonita a águia, com sua bela plumagem, bico e olhar lindos. Sobretudo, ela representa a grandeza. E em três elementos:
Em primeiro lugar, para o ataque que vai realizar, ela extrai de si tudo quanto tem. Dá a impressão de mobilização total, em que todos os recursos de perspicácia, de arrojo, de prudência, de firmeza, de constância não se separam da capacidade de alterar seus planos. Tudo conjugado num equilíbrio extraordinário. Há uma grandeza em dar tudo de si para uma determinada finalidade.
Depois, outro elemento de grandeza é não ter proporção com aquilo que ataca. De maneira que, quando avança, ataca com tal superioridade, tão de cima, que quase não deixa ao ente atacado a possibilidade de reagir. Agarra, estraçalha e levanta voo. Isto é grandeza! Nada lhe resiste. Nada tem impulso que valha contra ela. A águia acaba arrebatando tudo.
Um terceiro elemento da grandeza: a águia não tem proporção com aquilo que intenta fazer maior do que ela. Parece uma contradição, mas não é. Ela vem lá do alto de uma montanha e transpõe abismos e abismos para acabar colhendo um animal para se alimentar. Ela não tem proporção com o tamanho dos abismos que percorreu. E esse fato é mais um elemento da grandeza da águia, que se torna maior que os abismos que ela venceu!
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Excertos de uma conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em dezembro de 1974. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.
26 de fevereiro de 2024
INOCÊNCIA — “sem a qual as coisas não seriam senão o que são”
✅ Plinio Corrêa de Oliveira
Quando menino, no Jardim da Luz da São Paulinho de antigamente, o que constituía um dos meus encantos eram os cisnes à beira do lago. Eles saíam de umas casinholas de porcelana e apareciam majestosos. Realizavam em mim um ideal: moverem-se sobre as águas sem fazer esforço. Eu não percebia que as patas deles faziam esforço, pois nunca fui bom observador nos aspectos “mecânicos” da natureza.
Eu via o cisne leve, flutuando, gostando da água, mas se sentindo superior a ela, e aristocraticamente olhando a água de cima. De maneira tal, que se tinha a impressão de que da posição do pescoço — numa espécie de “S” sublime — se irradiavam todas as delícias do aristocratismo.
Depois de contemplar os cisnes, aquela espécie de ápice das delícias do Jardim da Luz, eu voltava para casa considerando uma porção de coisas que dizem respeito à ordem universal vista sob certo ângulo. Era a natureza, mas vista com olhos de um inocente batizado.
Isso me conduzia ao desejo de certa super-inocência, de super-pureza, de super-virtude, que era o necessário para que tudo aquilo atraísse tanto.
Claude Lorrain, um artista francês, gostava de pintar a luz do sol refletindo sobre as coisas. Às vezes, paredes manchadas, leprosas de tão velhas, mas com o sol batendo, aquelas manchas ficavam parecidas com pedras semi-preciosas enchendo a parede.
Há uma frase, esta de outro francês, o poeta Edmond Rostand, como que saudando o sol e dizendo: “Le soleil, sans lequel les choses ne seraient que ce qu'elles sont”. (O sol, sem o qual as coisas não seriam senão aquilo que são).
Analogamente, poder-se-ia a fortiori assim saudar a inocência: “sans laquelle les choses ne seraient que ce qu'elles sont”. Ou seja, o mesmo jardim, visto por um menino sem inocência, que teria vontade de matar os passarinhos, de sair correndo para pegar um cisne, de quebrar a casinha dele, de promover brigas de uns com os outros, veria as coisas como elas são, sem as luzes do sol.
Já um menino inocente via uma ordem de coisas como elas deveriam ser no que havia de melhor, apontando para o que elas deveriam ser de um modo superior.
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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 29 de agosto de 1992. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.
29 de novembro de 2023
Elegância na Coroa Real, sublimidade na Coroa Imperial
No museu do Louvre, em Paris, está exposta uma coroa que foi do Rei Luís XV. Tem toda a elegância de formas das coisas tipicamente francesas. Gosto da elegância das formas porque ela é o primeiro estágio no caminho da sublimidade [foto ao lado].
Aquela coroa é completamente recamada de brilhantes, de maneira que, exceto no aro que cinge a fronte do rei, nela não se vê senão brilhantes. Uma joia magnífica!
Entretanto, nenhuma outra coroa no mundo determinou em meu espírito a impressão que produziu uma coroa mandada fazer na Boêmia por um imperador do Sacro-Império, da Casa d’Áustria [foto no topo e abaixo].
Rodolfo II mandou fazê-la com seu próprio dinheiro. Não pertencendo, portanto, ao Estado, mas ao imperador romano germânico. Depois, passou a ser a coroa dos imperadores austríacos.
É uma coroa de tal maneira sublime e magnífica que, de todas as coroas do mundo, aquela é, de longe, a que mais arrebata o meu espírito.
Quando eu soube que numa exposição em Sevilha, no pavilhão da Áustria, havia uma estampa magnífica dessa coroa, pedi que me conseguissem uma fotografia. Guardei-a dentro de uma espécie de oratório que há no meu escritório, para poder vê-la de vez em quando. Esse meu entusiasmo vem do quê? — Da especial e peculiar sublimidade que aquela coroa tem.
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Excertos da conferência proferida pelo Prof. Plinio Corrêa de Oliveira em 26 de março de 1939. Esta transcrição não passou pela revisão do autor.










































