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5 de fevereiro de 2022

O tiro saiu pela culatra

Em 8 de maio de 2021, em Louisville, Kentucky, anti-abortistas em frente ao Centro Cirúrgico Feminino EMW, uma clínica que realiza abortos. [Foto: Jon Cherry / GETTY)


Cidade paga 75 mil dólares de indenização a policial suspenso por protestar contra o aborto 

✅  Plinio Maria Solimeo

Neste nosso infeliz mundo com muita frequência o bem é perseguido e o mal premiado. Mas às vezes ocorre de o tiro sair pela culatra. Foi o que aconteceu com um policial católico dos Estados Unidos, que após ter sido multado pela sua corporação por rezar contra o aborto diante de uma clínica que o praticava, teve de ser indenizado pela injusta e arbitrária punição. 

Mateus Schrenger, policial altamente qualificado na polícia de Louisville, no Estado de Kentucky, é um devoto católico, pai de quatro filhos. Fiel à doutrina da Igreja, é ferrenho antiabortista. Por isso, quis participar da campanha “40 Dias pela Vida”, que através de orações pacíficas e jejum em frente a empresas de aborto, visa acabar com o extermínio de inocentes. 

Desse modo, na manhã de 20 de fevereiro de 2021, antes de ir para o serviço, parou para rezar com seu pai na calçada do lado de fora do Centro Cirúrgico Feminino EMW, que realiza abortos. Eram aproximadamente 6 horas da manhã quando os dois começaram a rezar o Rosário, o que fizeram durante 45 minutos antes da abertura da clínica da morte. Como o oficial entraria depois em serviço, vestia o uniforme da corporação, cobrindo-o com um casaco. 

Deve-se notar que se tratava de um ato muito pacífico, sem outras pessoas por perto, a não ser um senhor que se juntou a eles no início da oração, além de alguns outros que chegaram quando Schrenger já saía. As ruas adjacentes também estavam quase vazias de tráfego naquele amanhecer de sábado. Portanto, o que fizeram em nada atrapalhava quem quer que fosse, nem mesmo os partidários do aborto. 

No entanto, o vídeo de vigilância da clínica mostrou Schrenger caminhando fora do prédio enquanto rezava, portando um pequeno cartaz no qual estava escrito: “Rezar para acabar com o aborto”

A represália não se fez esperar. Naquele mesmo dia seu computador foi bloqueado pela polícia e o carro da corporação com o qual trabalhava retirado de seu uso. Afastaram-no também da escala de patrulhamento e o suspenderam por mais de quatro meses, embora mantendo o seu salário. Além disso, foi destituído de seus poderes como policial e colocado sob investigação. 

Segundo o Departamento de Polícia de Louisville, Schrenger foi punido “por ter violado os Procedimentos Operacionais Padrão da polícia e as leis de Kentucky”. Ora, na lista desses procedimentos não se proíbe a participação de um policial em ato não político, no seu período de folga. 

De acordo com uma carta do último mês de junho, obtida pelo jornal WDRB News, a polícia alegou também que Schrenger foi indiciado porque usava uniforme policial completo ao participar de uma “atividade de protesto”, mas reconhecia que ele procurou cobri-lo com o casaco. 

Ora, quando o Departamento de Polícia estendeu o período de suspensão do policial, ignorou o prejuízo que causava à sua carreira e aos seus meios de subsistência dos quatro filhos menores, além de outros danos, perdendo quantias substanciais de pagamento. Ficava claro que o motivo da punição eram suas crenças religiosas e sua atitude declarada e militantemente pró-vida. 

Também a clínica abortista visada postou em sua conta do Twitter graves acusações contra Schrenger, as quais foram amplamente divulgadas e politizadas. 

É incrível como um ato isolado e sem publicidade de um católico fiel aos ensinamentos da Igreja, feito quase de madrugada e sem alarde, atraiu tanto ódio dos abortistas e dos “politicamente corretos”! 

O oficial punido reagiu corajosamente. Assessorado pela Thomas More Society, firma de advogados dedicada a restaurar o respeito à lei pela vida, família e liberdade religiosa, Schrenger processou o prefeito, o chefe de polícia e o departamento de polícia da cidade por persegui-lo por causa de suas convicções religiosas e sua atuação pró-vida. O advogado da Thomas More Society, Blaine Blood, entrou em outubro de 2021, em nome de seu cliente, com uma ação federal contra a cidade de Louisville e o Departamento de Polícia Metropolitana. 

O conselheiro sênior desse grupo, Matt Hefrom, afirmou: “A disciplina injusta revelou inegavelmente discriminação baseada em conteúdo contra as visões pró-vida pessoais do oficial Schrenger, e violou seus direitos da Primeira Emenda americana. Ele não se engajou em nenhum protesto político em serviço: só rezou em silêncio. No entanto, foi punido por esse comportamento pacífico e privado”. E, o que é mais grave, “foi tratado assim de maneira muito diferente que outros policiais que inegavelmente se envolveram em verdadeiros protestos políticos e ativismo enquanto participavam de manifestações LGBT e Black Lives Matter”. Para estes, benevolência e compreensão. Hefrom insiste que ainda mais grave é o fato de os policiais acima envolvidos se manifestarem estando em serviço e de uniforme.

Entretanto, aparentemente foram por debaixo do pano aprovados ou pelo menos tolerados pelo Departamento de Polícia. Tanto assim é que os registros abertos mostraram que esses oficiais não enfrentaram em absoluto suspensão nem nenhum tipo de pena disciplinar. Ele conclui que a medida implicou em “uma violação significativa e imperdoável dos direitos constitucionais de um oficial leal”

A própria chefe da polícia, Erika Shields, quando questionada sobre o assunto Schrenger em reunião do Comitê de Supervisão e Auditoria do Conselho Metropolitano de Louisville, em 2 de março de 2021, admitiu publicamente que não acreditava que sua conduta estivesse claramente proibida. No entanto, as sanções foram mantidas. 

Contudo, a polícia e a municipalidade tiveram que ceder. Ante a ameaça de um processo que os punha no pelourinho e lhes seria muito prejudicial, a administração da cidade de Louisville resolveu, para que Schrenger encerrasse rapidamente o caso, indenizá-lo com 75 mil dólares. Esse acordo saiu três meses depois de o policial ter entrado com seu processo. 

Comenta Matt Heffron: “A oferta rápida da cidade de pagar US$ 75.000 mostra que ela sabia que cometera uma violação significativa e imperdoável dos direitos constitucionais de um oficial leal”

Não é sempre que vemos uma injustiça tão flagrante ser sanada com tanto sucesso. 
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Fontes: 
- Policial católico ganha acordo de US$ 75 mil após suspensão por rezar em estabelecimento de aborto| Registro Católico Nacional (ncregister.com) 
- https://thomasmoresociety.org/louisville-pays-75000-to-wronged-police-officer-suspended-for-off-duty-prayer/ 
- https://thomasmoresociety.org/case/matthew-schrenger-v-louisville-metro-police-chief-erika-shields-and-mayor-greg-fischer/

7 de agosto de 2017

Jovem revela que, mesmo após confessar-se, não perdoa a si própria por ter abortado o seu bebê


Paulo Roberto Campos


Adela Alonso [fotos], uma jovem paraguaia de 22 anos, revelou o trauma que lhe causou o fato de ter feito um aborto no segundo mês de sua gravidez. Ela afirmou no programa de TV RPC (Red Paraguaya de Comunicación) que — mesmo tendo-se confessado e obtido o perdão pelo pecado — não consegue perdoar-se a si mesma. 


Chorando muito, disse ela que abortou no dia 17 de abril, dois dias depois de seu aniversário, e até hoje não consegue superar aquele momento mais difícil de sua existência.

Muito comovida, ela fez a revelação no programa de reality show “Mundos Opuestos”, num momento em que comentava sua vida: “Quando abortei, eu escutei o barulho que se fazia quando trituravam o bebê. E não posso esquecer isso. Acho que é difícil perdoar a mim mesma, embora tenha me confessado, não estou tranquila comigo mesma; eu me sinto como uma assassina”. 


No final de seu depoimento [gravação abaixo] ainda disse, “Perdão! Perdão, Fausto, ou perdão, Adela”. A jovem explicou que se o bebê fosse menino, se chamaria Fausto; e se fosse menina, seria Adela. 

“Perdão! Perdão!”. Com essas palavras encerrou, pois não conseguia mais falar por ter ficado com a voz embargada. 

Queira Deus que verdadeiramente arrependida e com o coração contrito e humilhado, a jovem seja perdoada e que o bebê possa interceder por ela junto ao Divino Salvador.



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Com informações do diário “Hoy”, de Assunção (Paraguai), 08 de julho de 2017: http://www.hoy.com.py/espectaculos/video-modelo-revela-aborto-en-mundos-opuestos-me-cuesta-perdonarme-a-m-mism

2 de dezembro de 2016

É questão de ideologia...


Plinio Maria Solimeo 

Muitos ingênuos se perguntam por que os esquerdistas, quase na totalidade, de modo geral são a favor do aborto, do pseudo “casamento homossexual”, da Ideologia de Gênero e de tantas outras aberrações morais que surgem em nossos dias. Para constatá-lo basta ver as plataformas de nossos partidos da esquerda tupiniquim, para os quais se trata pura e simplesmente de uma questão ideológica, como o é para os verdadeiros conservadores a questão da propriedade privada, da livre iniciativa, da teoria de que a vida se dá desde o primeiro instante da concepção e da diferença salutar existente entre os sexos.

Nesse sentido, o diário italiano “Corriere della Sera” publica uma interessante entrevista com o médico Massimo Segato [foto], com o título: “Confissão de um médico a respeito do aborto: ‘Trabalho sujo, como numa guerra’”. E o subtítulo: “O Dr. Segato, radical, socialista, ateu: ‘Eu o faço [o aborto] por senso cívico, por essas mulheres’” que o desejam.

Esse médico de 62 anos, vice-diretor do hospital de Ginecologia de Valdagno, tem nas suas costas — e deve responder por isso a Deus — milhares de abortos, ou seja, de bebês assassinados no ventre materno. 

Um fato ocorrido há 30 anos começou a abalar sua ideia sobre o aborto e poderia tê-lo levado a deixar inteiramente de fazê-lo. Mas questões ideológicas o impediram, por ser ele socialista.

Efetuando um aborto naquela ocasião, Segato cometeu uma barbeiragem qualquer e não matou o feto. Como consequência, a criança nasceu normalmente. Em sua aludida entrevista, esse médico abortista declarou ao jornal: “Uma manhã voltei a encontrar-me com essa senhora, que acabava de dar à luz. Ela me deteve, e me disse: ‘Doutor, lembra-se de mim? Vê isto? É o seu erro’”. E mostrou-lhe o menino não desejado, são e salvo. Continua o médico: Era “um lindo moreninho, já tinha cabelo, e tomava o peito tranquilo. Ela sorria. Foi então quando tive minha primeira crise de consciência”, que não o fez mudar inteiramente sua opinião a respeito do aborto. Hoje aquele menino tem 30 anos, bom trabalho, e dois irmãos maiores. “Foi o erro mais formoso de minha vida”, declara Segato. 

Apesar disso, como socialista convicto, Segato continuou a praticar abortos, mas reduzindo seu número, pois “cada vez que saía da sala de operações, tinha um sentimento de náuseas. Começava a me perguntar se estava realmente fazendo o correto. Quantas crianças poderiam ser como aquele pequeno?” Entretanto, logo abafava esse movimento da consciência, acrescentando: “Mas respondia-me que sim, que estava bem o que fazia. Pois o fazia por essas mulheres”. Quer dizer, sufocava a voz de Deus em sua alma. 

É claro que, para um ateu materialista, continuar a assassinar crianças no ventre materno pode não ser deleitável, mas não causa maiores problemas de consciência. 

Quando se deu o caso do referido bebê não desejado, esse médico assassino realizava 300 abortos por ano! Quantas crianças sacrificadas! Isso evidencia a decadência moral da outrora católica Itália. E escandalizava muitos: “As religiosas do hospital, quando me viam, se persignavam; e o capelão dizia que, comparado comigo, Herodes era um diletante, se bem que logo comíamos juntos, e nos tornamos amigos. Eu, entretanto, continuava convencido de minha decisão. Considerava-a honrada e cheia de sentido cívico, respeitosa da vida das mães destinadas a abortar clandestinamente”. E a vida das crianças abortadas? Não lhe causava, por certo, alguma dor de consciência, que ele culposamente não dava atenção? 

Hoje, 30 anos depois daquele episódio, Segato prefere não fazer mais abortos. Faz intervenções ginecológicas, partos, ecografias, mas não aborto, embora não tenha para isso objeção de consciência: “Se posso, o evito, e me sinto contente”. Conclusão: se não pode evitar, o faz. E explica essa contradição: “Sim, sei que eu também deveria ser um objetante [de consciência para não fazer o aborto], mas não o sou”. Qual a razão que ele dá? “Para não desdizer-me com relação à minha decisão inicial” [de o fazer]. Quer dizer, é por princípio ideológico que o faz.

Continua ele a descrever essa sua atitude dúbia, de ver o erro, mas cometê-lo: “A verdade é que, quanto mais passam os anos, mais desgosto encontro, e só intervenho em emergências. Mas se acontece, não fico sereno”. Repete que, apesar da inquietação que sente quando tem que fazer um aborto, não deixa de fazê-lo por causa de suas convicções.

Para se justificar dessa atitude dúbia, ele apela à sua ideologia: “Continuava só por compromisso cívico, por coerência [doutrinária]. Alguém tinha de fazer o trabalho sujo, e eu era um desses, e ainda sou. É como para um soldado ir à guerra. Se o Estado decide que tem que ir à guerra, tem que ir”. Qual é o “Estado” que o obriga a fazer abortos e ao qual ele tem que obedecer? Será o Partido Socialista? Não o diz...

Ele acrescenta uma coisa que é sabida, mas que na boca de um abortista tem seu peso. Assim como ele não fica sereno quando tem que praticar um aborto, também “não estão [serenas] as mães que durante tantos anos passaram por minha consulta. Jamais vi uma contente com seu aborto. Pelo contrário, muitas são devoradas para sempre pelo sentimento de culpa”. [...] “Quando volto a vê-las, dizem-me: ‘Doutor, ainda tenho aquela cicatriz, que eu levarei para a sepultura’”

Diante disso tudo, ele deveria ser coerente e deixar de fazer os abortos e, a fim de reparar seus inúmeros pecados, lutar contra a prática abortiva. Mas, não: “Logo raciocinas e te dizes que para muitas delas teria sido pior não fazê-lo, e segues adiante, absolvendo-te a ti mesmo”. Assim se embota uma consciência e se chega mesmo a negar a verdade conhecida como tal. Foi o que ocorreu no dia 29 último no STF (vide artigo publicado ontem neste blog). 

Há pouco o Papa Francisco estendeu a todos os sacerdotes a absolvição nos casos de aborto, o que antes era reservado aos bispos e motivo de excomunhão. Sem considerar outros aspectos muito delicados da questão, a atitude do Pontífice tem sua contrapartida: procura-se espalhar a impressão de que esse crime hediondo — como o é o assassinato de seres inocentes — ficou transformado num pecado comum que pode ser absolvido por qualquer sacerdote. O que diminui o horror que todo católico bem formado deve ter a esse gravíssimo pecado que clama aos céus e, sobretudo, leva muitas mulheres católicas a abortar, já com a intenção de depois se confessar com qualquer sacerdote...

16 de maio de 2014

Quando o pastor sai em defesa dos lobos...


Paulo Roberto Campos 

Normalmente em todos os contos e fábulas, e mesmo na vida real, as histórias pastoris que sempre ouvimos contar, desde a tenra infância, são de heroicos pastores que defendem suas ovelhas. Eles, mesmo correndo perigo, investem contra os lobos que tentam devorar seu rebanho.

Entretanto, de uma história oposta tomei conhecimento há pouco. E como se trata de algo realmente muito inusitado, apressei-me em comentar com nossos leitores o caso de um Pastor — como se sabe os Bispos são os Pastores da Igreja, o Bispo é Pastor de sua diocese — que, em vez de atacar os lobos, ataca as ovelhas. Acabei de fazer uma pesquisa para verificar a veracidade dos fatos e, não me restando dúvidas, resolvi rabiscar estas linhas para um artigo.


Nomeado, no dia 25 de março último, Secretário Geral da Conferência Episcopal Italiana (CEI), Monsenhor Nunzio Galantino [foto acima] fez recentemente declarações que deixaram inúmeros católicos escandalizados, até mesmo em sua própria diocese, que é de Cassano All’Ionio, na Calábria (Itália).

Com o título “Declarações do Secretário da Conferência Episcopal Italiana causam desconcerto entre católicos”, a “Agência Católica de Informações” (ACI, Roma, 15 de maio de 2014), noticia que “Dom Nunzio Galatino (secretário da CEI), causou desconcerto entre os católicos com umas recentes declarações nas quais se referiu às pessoas que rezam o terço em frente às clínicas de aborto”.

Ao ser perguntado sobre “valores não negociáveis”, como a defesa da vida e da família, Mons. Galatino fez declarações à imprensa italiana afirmando que “no passado acredito que nos concentramos exclusivamente no aborto e na eutanásia. Não pode ser assim, no meio disso está a existência que se desenvolve”.


Católicos protestam diante da clinica abortista
Rockford's Northern, Illinois (EUA)
E tenta se explicar: “Eu não me identifico com os rostos inexpressivos daqueles que rezam o terço em frente às clínicas que praticam a interrupção da gravidez (aborto), mas com aqueles jovens que são contrários a esta prática e lutam pela qualidade das pessoas, por seu direito à saúde, ao trabalho”.

Tais declarações do Bispo Secretário da CEI, ainda segundo a ACI, “Foram especialmente ofensivas para os católicos nos Estados Unidos, onde também os bispos lideraram os fiéis em frente às clínicas de aborto para rezar pelos bebês não nascidos que são assassinados nessas instalações [como na foto ao ladoe para tentar que as mulheres desistam de submeter-se a essa prática”. 

“Entre os bispos americanos que presidiram estes momentos de oração está o atual Arcebispo de Washington D.C., Cardeal Donald Wuerl [foto abaixo], que em dezembro de 2010 presidiu uma Missa, uma procissão e a oração do terço em frente a uma clínica de abortos tardios, quer dizer, que são praticados depois da 20ª semana gravidez. O Cardeal esteve acompanhado de 600 pessoas”.

Para o Arcebispo de Washington, o aborto é “a maior praga na nossa nação desde a época da escravidão. Como é possível que numa história onde aconteceram tantas atrocidades, aconteçam coisas como essas? [...]

Ainda fazendo referência ao aborto, o Cardeal continua: “Como é possível ter hoje a total destruição da vida humana? [...] Enfrentamo-nos com o mal do aborto. É quase inconcebível na nossa cidade, na nossa sociedade (que) seja legal matar uma criança quase totalmente formada. Tirar a vida do ventre”.

Graças a Deus que ainda há Pastores que, pelo menos em certos casos, defendem suas ovelhas, como percebemos nesse caso do Arcebispo de Washington.

Para citar mais um caso — oposto ao "expressivo" Bispo de Cassano All’Ionio —, sintetizo outra notícia que tomei conhecimento também hoje e também por meio de notícia da “ACI/Europa Press” (San Sebastián, 15 de maio de 2014). Esta tem o seguinte título: “Bispo espanhol: Esperemos que no século XXII as pessoas se sintam escandalizadas pelos abortos praticados no nosso século”.


O Bispo de San Sebastián (Espanha), Dom José Ignacio Munilla [foto ao lado], indica no livro “Aborto Zero” (Stella Maris) — do qual é co-autor junto com outros 22 especialistas — “que espera que as futuras gerações do século XXII se sintam escandalizadas pelos abortos praticados nos séculos XX e XXI, assim como vemos atualmente os duelos de honra do século XVIII como algo ‘irracional’ e ‘inadmissível’”. 

Além disso, destaca que “uma sociedade que reivindica o aborto e a eutanásia como parte dos direitos humanos, está encaminhada a um processo de suicídio espiritual, além de corporal”. E ainda que “paradoxalmente, aqueles que hoje reivindicam o suposto direito a abortar, nasceram!”. E que “se suas mães tivessem abortado, eles agora nem sequer poderiam fazer com que escutem a sua voz”.

Bispo de San Sebastián constata que a sociedade está “imersa em uma crise tão aguda do pensamento filosófico, ético e antropológico — em boa medida por influxo da ideologia do gênero, embora não exclusivamente — que bem se poderia dizer que o Ocidente sofre um eclipse da razão”. 

Nesta linha, assinala que existem os chamados “pecados de época”, para os quais há uma cegueira coletiva muito estendida, “como é o caso de aborto na atualidade”. 

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Como é reconfortante ver que ainda há Pastores que, em defesa de suas ovelhas, atacam os lobos... Como é desolador ver um Pastor que ataca as ovelhas...