Paulo Roberto Campos
E-mail: prccampos@terra.com.br
Ontem estive no Parque do Carmo (na região Leste da capital paulista) para contemplar a magnífica florada das cerejeiras deste ano. Assim como o Ypê pode ser considerado símbolo do Brasil, a Cerejeira é um símbolo do Japão. Sua flor é também símbolo da pureza e do samurai, pois este tem uma vida tão efêmera quanto a flor que cai da árvore. Este ano correspondeu ao “36º Festival das Cerejeiras”, tradicional evento organizado pela Federação de Sakura. Milhares de admiradores visitam o “Bosque das Cerejeiras” na época da florada, cujo auge dura apenas três ou quatro dias e ocorre uma só vez por ano. Esse bosque é considerado o maior do mundo (com 4.000 pés de várias espécies de cerejeiras “sakura”), superando inclusive o fascinante Jardim das Cerejeiras de Tóquio.
Muitos japoneses, nos dias da florada das árvores, vão ao Parque
para um costume que chamam de “Hanami”, o qual consiste em sentarem-se sob as cerejeiras e as ficarem contemplando por um longo tempo. E a graça maior é quando uma flor cai sobre suas cabeças. Nesses mesmos dias montam-se muitas barracas com comidas típicas do Japão, sendo também apresentados trajes (Kimonos) e músicas tradicionais do “Império do Sol Nascente”.
Para aqueles que não tiveram a dita de nesses dias visitar o Parque do Carmo (antiga fazenda de Oscar Americano de Caldas Filho), aqui seguem algumas das fotos que tirei do evento neste domingo pela manhã. [para percorrer a "galeria" de fotos, click na primeira]
Marque na sua agenda do próximo ano, nos primeiros dias de agosto, para apreciar esta maravilha que Deus concedeu a São Paulo, apesar de toda a feiura de nossa capital — uma pujante capital que acolheu de braços abertos os laboriosos imigrantes japoneses, e estes, em gratidão, pintaram um Parque da metrópole com as graciosas cores das cerejeiras.






































