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13 de agosto de 2017

Dois prefeitos “politicamente incorretos”


Plinio Maria Solimeo

Em outro artigo(*) apresentamos um político inglês conservador, bem casado e pai de seis filhos, que por sua fidelidade à fé católica enfrenta de peito aberto todos os desmandos morais que assolam o pobre mundo moderno.

Hoje falaremos de dois políticos italianos que, coerentes com a sua ideologia, também defendem os valores tradicionais, não aceitando essas pragas que infestam nosso século.


O primeiro é Federico Sboarina [foto ao lado], recém-eleito prefeito, pela coalizão da Liga do Norte, da importante cidade de Verona. Advogado de 46 anos, “tão logo chegou ao cargo, deu ordem para se retirar das escolas e deixar de privilegiar nas bibliotecas públicas todo o material propagandístico da ideologia de gênero que havia sido distribuído nos últimos anos” .(1)

Isso ele fez em cumprimento ao prometido em seu programa eleitoral que, “como forma de apoiar a família, estabelece, entre outros, estes três pontos: 
“Oposição à difusão da ideologia de gênero nas escolas mediante propostas educativas desenvolvidas em colaboração com as associações de famílias, com a finalidade de promover o respeito à dignidade masculina e feminina, sem desprezar suas valiosas diferenças naturais”;  
“Retirada das bibliotecas e das escolas municipais [...], incluídas as creches, de livros e publicações que promovam a equiparação da família natural com as uniões do mesmo sexo, e interrupção das iniciativas que promovem indiretamente este mesmo objetivo”;  
“Compromisso de rechaçar toda iniciativa (deliberações, moções, ordens-do-dia, coleta de assinaturas, orgulho homossexual, etc.) contrária aos valores da vida, da família natural ou das prerrogativas do direito dos pais em educar seus filhos segundo seus princípios morais e religiosos”.
Devido a essas propostas conservadoras, Federico Sboarina obteve 58,11% dos votos no segundo turno das eleições de 25 de junho. É preciso salientar que Verona, com cerca de 250.000 habitantes, é a segunda cidade do Vêneto, logo depois de Veneza. 

Patrizia Bisinella, adversária de Sboarina, também pertencera à Liga do Norte, partido conservador; mas nos últimos anos cedeu ao império do lobby homossexual. O resultado das eleições mostra que a maioria da população é mais conservadora do que os políticos pensam. E, no entanto, eles se iludem defendendo essas aberrações morais, que julgam ter popularidade entre o povinho. 


Campanha de imposição ideológica subvencionada

Como não é de surpreender, as medidas do novo prefeito provocaram um imenso clamor no establishment pró-homossexual. O lobby LGBT fala agora em “confiscar” e “destruir” qualquer livro que questione a ideologia de gênero, além de atacar a “censura” existente em Verona, no que é apoiada pela Associação Italiana de Editores, pela Associação Italiana de Bibliotecas e pela International Publishers Association, que pediram a Federico Sboarina que reconsidere a sua decisão. 

Uma das principais organizações do lobby homossexual italiano, Arcigay, comenta: “É desconcertante que Sboarina seja vítima do grande espantalho e da apoteose paranoica reacionária do momento, do ogro do gênero, que não existe, mas sobre o qual se construiu um partido que consegue alguns votos”. Ao que “os defensores da medida respondem que esses ‘alguns votos’ são quase dois terços dos registrados no dia 25 de junho, e que a própria existência de toda a propaganda retirada agora por Sboarina demonstra que não há nenhum ‘espantalho’ nem ‘paranoia’, mas uma campanha de imposição ideológica bem organizada e subvencionada”

Com efeito, a maioria dos textos infantis, que têm muito pouca venda nas livrarias e “pouca procura da parte dos pais que compram livros para seus filhos, são financiados com dinheiro público para sua distribuição escolar e estão destinados exclusivamente a doutrinar as crianças na ideologia de gênero”.

Apesar do verdadeiro estrondo publicitário que estão fazendo contra essa medida de Federico Sboarina, ela significa apenas que esses lixos morais “simplesmente deixarão de ser leitura escolar obrigatória, e não serão privilegiados, como até agora, nas salas de leitura infantil das bibliotecas públicas”


Católico e cristão à antiga 

O outro prefeito que se opõe à agenda LGBT é Serafim Ferrino [foto ao lado], 68 anos, da pequena cidade de Favria, de cinco mil habitantes, na província de Turim. Reeleito quatro vezes, ele se confessa um “católico e cristão à antiga” .(2)

Também coerente com a sua fé, ele foi o primeiro prefeito na Itália a se negar a celebrar um “casamento” entre dois homens, desde a aprovação, em maio, da lei que o permite. O destemido prefeito afirma: “Para mim, a família está composta só por um homem e uma mulher, não por dois homens ou duas mulheres”. “Essas poderão ser uniões, mas não famílias. Creio firmemente que a base da sociedade é a família. Sem família não há sociedade. É ela que educa os filhos, a que trabalha sobre o terreno”

Em várias entrevistas, Serafim já havia declarado que não celebraria “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, “nem delegaria a função de fazê-lo, porque seria uma forma indireta de colaboração”. Foi o que, chegada a ocasião, pôs em prática. 

Como não poderia deixar de ser, a ditadura homossexual pôs a boca no mundo, no que foi secundada pela imprensa liberal. Serafim não se abalou: “Simplesmente obedeço à minha consciência”, disse ele à “La Nuova Bussola Quotidiana”: “Agora todos me fazem guerra, mas paciência. Isso quer dizer que é necessário dar testemunho assim!”

Serafim já havia se manifestado de outras formas, como participando da concentração organizada pelo movimento Sentinelas em Pé na cidade de Ivrea.


A provocação do lobby homossexual 

O prefeito é muito querido em sua cidade, à qual não pertenciam os que provocativamente haviam solicitado o “casamento”. A localidade é muito apreciada para bodas por sua beleza artística, “mas Serafim tem claro que, como não há casualidade, eles escolheram o local justamente para suscitar o caso, porque sabiam de seu rechaço à lei”. Aliás, essa é uma das táticas habituais do lobby homossexual para amedrontar seus oponentes, como sucedeu com o confeiteiro Jack Phillips [foto ao lado], do Colorado, a três mil quilômetros de distância, a quem um casal homossexual encomendou um bolo para sua boda a fim de obter uma negativa e o confeiteiro ser multado. 

Serafim diz por que se recusa a fazer esse “casamento”: “Por razões éticas e morais, porque sou católico praticante, e porque, como prefeito, tenho o dever de opor-me a uma lei injusta. Sou um católico que procura fazer política seguindo o Magistério da Igreja. Ninguém pode impedir-me de professá-lo”.

No clima de ditadura anticristã em que vivemos isso poderá acarretar para Serafim a perda do cargo. Mas ele tem o apoio da esposa, entretanto “muito preocupada com a exposição mediática” deslanchada pela imprensa liberal praticamente de todo o mundo. “Em 37 anos de atividade política e administrativa, jamais isso me havia sucedido. Não estou violando a lei, estou é respeitando minha fé”, diz o destemido batalhador. 
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1. http://www.religionenlibertad.com/alcalde-coherente-retira-colegios-guarderias-todo-material-57992.htm, que vimos seguindo para este artigo. 
2. Este artigo está baseado em http://www.religionenlibertad.com/solo-obedezco-conciencia-dice-alcalde-italiano-que--52245.htm

25 de janeiro de 2013

FAMILIAFOBIA — Agressão praticada pelo movimento homossexual contra a “Cruzada pela Família”


Paulo Roberto Campos
Uma vez mais se comprovou a aversão que o movimento homossexual tem à família normalmente constituída. Desta vez foi em Curitiba no dia 14 último.

Gente vinculada a tal movimento na capital paranaense partiu para brutal agressão contra jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. Estes — tranquilamente e com o apoio da simpática população — faziam campanha naquela cidade, difundindo obras em defesa da família, que discorrem sobre a doutrina católica que condena o aborto, o “casamento” homossexual, a eutanásia, o kit homossexual nas escolas etc.

Inclusive, um dos sequazes da agenda LGBT, covardemente, atirou uma pedra que atingiu um dos jovens que participava da campanha denominada “Cruzada pela Família”. 

O vídeo abaixo revela a verdadeira cara do movimento homossexual. Revela também sua hipocrisia, pois prega a TOLERÂNCIA em relação a perversões sexuais e outros absurdos, mas é fanaticamente INTOLERANTE em relação àqueles que defendem a moralização da sociedade, defendem as Leis estabelecidas por Deus, por exemplo as leis relativas ao matrimônio, que somente pode ser constituído entre um homem e uma mulher. 

Assista o vídeo e não deixe de recomendá-lo a seus parentes e amigos. Precisamos divulga-lo, pois a mídia esquerdista não fará algo que mostra a cara (sem máscara) do movimento "familiofóbico" em nosso País.

Entretanto, se os jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, tivessem caído na armadilha da provocação, ou seja, em legítima defesa tivessem se defendido e revidassem, a mesma mídia daria ao movimento homossexual todo espaço e acusaria de HOMOFÓBICOS os jovens do Instituto, que poderiam ser processados e, quiçá, até presos. 

Está em curso uma brutal perseguição religiosa em nossa Pátria, mas não podemos cruzar os braços, pois, do contrário, transformarão o Brasil numa Sodoma.

11 de junho de 2012

Conferência: Nova “religião” da nova ordem mundial

Da esquerda para a direita: Prof. Felipe Neri, Dr. Plinio Xavier da Silveira, Mons. Sanahuja, Sr. Luis Dufaur e Dom Bertrand de Orleans e Bragança.
Primeiramente peço desculpas por ter deixado nosso blog “congelado” por mais de duas semanas e lamento a demora em postar os vídeos (abaixo) relativos ao convite feito no post anterior. Isto porque — após uma viagem de 18 dias à França (que, apesar das desfigurações causadas pela modernidade, felizmente continua com muitíssimos aspectos da “Belle et Douce France” de outrora) — só recentemente retornei a São Paulo, onde tinha deixado a senha necessária para se poder editar nosso blog a partir de computadores de terceiros. 


O primeiro vídeo é da conferência pronunciada pelo Monsenhor Juan Claudio Sanahuja no auditório do Club Homs (na capital paulista). O sacerdote argentino faz uma excelente e severa denúncia de planos da ONU para forçar a instauração no mundo inteiro de uma nova “religião” diametralmente oposta à família e à moral cristã. 


O segundo vídeo é do encerramento da conferência, que esteve a cargo do Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança.






2 de dezembro de 2009

Vitória do NÃO à “Lei do Zipper”

A enquête organizada pela “Agência Senado” e pela “SEPOP” (Secretaria de Pesquisas e Opinião Pública), durante todo o mês passado, teve seu resultado final divulgado ontem, dia 1º-12-09:
.

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“Você é a favor da
aprovação do projeto de lei (PLC 122/2006) que pune a discriminação contra
homossexuais?”
• Sim - 48,46%
• Não - 51,54%
Total:465.326 votos



Venceu o NÃO, evidentemente, mas a vitória teria sido bem mais folgada não fossem a má formulação da pergunta e as diversas sabotagens, sobre as quais já tratei (vide Você é a favor da aprovação da “Lei do Zipper”? )

Mas gostaria de neste post apenas comentar a má vontade dos responsáveis por tal enquête e pela notícia — tremendamente tendenciosa — divulgada pela “Agência Senado”, em 01/12/2009. Ei-la:
51,54% dos internautas defendem discriminação de homossexuais,idosos e deficientes
A maioria dos internautas que votou na enquete do mês de novembro da Agência Senado se posicionou contra a aprovação do PLC 122/06, que torna crime a discriminação contra idosos, deficientes e homossexuais. Do total, 51,54% foram contrários à proposta e 48,46% a favor. A enquete recebeu 465.326 votos, e foi a que mais mobilizou votantes desde que esse tipo de consulta foi criado.
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(Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
http://www.senado.gov.br/agencia/verNoticia.aspx?codNoticia=97888&codAplicativo=2&codEditoria=8

1 – Cumpre primeiramente dizer que não se trata de defender a “discriminação de homossexuais, idosos e deficientes”. Aqueles que são contrários ao homossexualismo não o são por preconceito, mas por fidelidade aos preceitos decorrentes da moral, da lei natural e da lei Divina. E, devido a esses mesmos preceitos, não passarão a agredir os homossexuais. Para a proteção destes, como de qualquer cidadão brasileiro, já existe legislação penal estabelecida. Portanto, o projeto de lei 122/2006 é absolutamente dispensável. Ademais, justamente em razão dos preceitos mencionados, asseguram todo desvelo e carinho aos “idosos e deficientes”.

2 – Os responsáveis pela notícia maliciosa e pelo PL 122/06 “embrulham” promiscuamente, no mesmo “pacote” dos homossexuais, os respeitáveis “idosos e deficientes”. – Quem seria tão cruel a ponto de não desejar aos últimos especial proteção? Só mesmo algum tipo tão desumano e perverso como Calígula ou Stalin. Merecedores de todo o nosso desvelo e carinho, os “idosos e deficientes” foram incluídos no esdrúxulo PL para, “no tapetão”, ser também considerado crime qualquer crítica à prática homossexual. Nessa trapaça, o grande beneficiado é o vício antinatural.

Embora não seja “preconceito” a não aceitação do homossexualismo como coisa normal, os promotores deste insistem em tachar de “preconceituosos” os que lhe são contrários. Estes, sim, seriam discriminados, proibidos de falar e penalizados.

Seria a abolição da democracia e o estabelecimento de uma “ditadura homossexual” no Brasil? Passaria a vigorar no País a “Lei do Zipper”, com a supressão do direito constitucional da liberdade religiosa e da liberdade de expressão e o início de uma nova era de perseguição aos defensores dos valores familiares.
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Agradecendo a todos que votaram na enquête na defesa desses valores, alertamos que o perigo da aprovação em Brasília do PLC 122/2006 continua. Uma batalha foi ganha, mas não a guerra; esta será árdua enquanto o despropositado projeto estiver tramitando no Congresso Nacional. Estejamos sempre bem atentos, pois, segundo consta no portal do Senado: “A matéria ainda deve ser analisada, além da CDH, pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pelo Plenário do Senado. Se aprovada por essas duas instâncias, volta à Câmara, pois o texto proveniente daquela Casa foi modificado”.http://www.senado.gov.br/sf/senado/centralderelacionamento/sepop/?page=enquete_ant
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PS: Uma boa notícia que me acaba de chegar: o “casamento” homossexual foi derrotado ontem no Senado do Estado de Nova York, por 38 votos contra 24! Como sobre os EUA se pode dizer com acerto aquilo que alguém afirmou erroneamente a respeito da Venezuela, ou seja, que há “excesso de democracia”, os senadores novaiorquinos souberam interpretar o sentimento da população; e não se puseram a fazer joguinhos como aqui, misturando homossexuais com velhinhos, a fim de confundir a opinião pública e fazer passar aquilo que ela rejeita.

O Senado do Estado de Nova York

24 de agosto de 2009

“EM DEFESA DA FAMÍLIA CRISTÔ

Recebi da “Associação Cristo Rei de Cultura e Civismo”, sediada na cidade de Toledo (PR), um formidável documento que vem sendo largamente distribuído pelos seus membros. Trata-se da campanha “Em Defesa da Família Cristã”.

O documento apresenta sólidos argumentos contra a chamada “Lei da Homofobia” (PLC 122/06) e contra o “Novo Estatuto da Família” ((PL 2.285/07).

Como é de conhecimento público, a tal “Lei da Homofobia” pretende criminalizar qualquer pessoa que considere anormal aquilo que é uma aberração contrária à própria natureza: a prática homossexual. Uma lei que, se aprovada no Senado (na Câmara dos Deputados já obteve aprovação), representará uma cruel perseguição (dois a cinco anos de prisão) a todos os que agirem em consonância com a moral católica, que, evidentemente, condena o homossexualismo. Ademais, representa uma censura à liberdade de expressão daqueles que se manifestarem contra o vício antinatural.

Vide a tal respeito duas matérias neste blog:
Atenção Senhores Senadores: "De Deus não se zomba" (Gal. 6,7)

Uma nova inquisição — desta vez, sobretudo, contra os católicos

Milhares de exemplares do documento “Em Defesa da Família Cristã” já foram entregues às autoridades e ao público em geral, tendo produzido esplêndido resultado em Toledo: barrou um projeto de lei do Vereador Paulo dos Santos (PT) visando instituir naquela importante cidade o “Dia Municipal de Luta Contra a Homofobia”.

Para se obter uma cópia no formato PDF do documento da “Associação Cristo Rei”, basta enviar o pedido em e-mail para
prccampos@terra.com.br

27 de junho de 2009

“FAMILIAFOBIA": Miss Califórnia perde a coroa por não ser favorável ao “casamento” homossexual

Na semana passada, conversando com meu amigo Roger Luís Vargas sobre o horror que representa para a cidade de São Paulo sediar na Avenida Paulista a tal “Parada homossexual” (vide post abaixo), ele contou-me um fato recente que me deixou assombrado. Trata-se do caso de uma candidata a Miss Estados Unidos 2009. Embora fosse a que tinha mais chances de vencer, perdeu. Perdeu a coroa, simplesmente por dizer que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher.

Essa atitude, óbvia para nós que consideramos o homossexualismo um gravíssimo pecado que viola as Leis de Deus e a própria natureza, é odiada por defensores do pseudo-casamento homossexual, que pretendem impor uma verdadeira ditadura na qual devem ser varridos do mapa quem não pensar como eles. Fanática discriminação de quem tanto fala contra a “discriminação”!
Fanática intolerância de quem tanto fala em “tolerância”!

Tais defensores do vício anti-natural são radicalmente intolerantes e querem obrigar a todos a achar normal o que é aberrante. Exigem a aprovação da “lei da homofobia” — para punir quem tiver aversão ao homossexualismo —, entretanto estão carregados de fobia (aversão) à família. Instigam uma repugnância à família (familiafobia).

Portanto, poderíamos dizer que são “familiafóbicos”, têm repulsa à família bem constituída, ou seja, entre um homem e uma mulher, conforme estabelecido por Deus, que criou Adão e Eva, e não Adão e Evo.

Em vista do caso da jovem que sequer teve a liberdade de expressar sua opinião, pedi ao Roger Luís que escrevesse um artigo a respeito para ser publicado no “Blog da Família”. Ele prontamente atendeu ao meu pedido, e aqui o transcrevo.
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Ainda que o preço seja a “coroa”...

Roger Luís Vargas

Não tenho como meta analisar aqui o fato da realização de um concurso de beleza, que sabemos constituir um incentivo, como é natural, ao vício da sensualidade.

Feita essa ressalva, pareceu-me interessante apresentar aos leitores dois episódios acontecidos em concursos de beleza nos Estados Unidos. Eles revelam que, apesar do acentuado permissivismo e relativismo morais reinantes hoje em dia, mesmo em candidatas à “coroa” da beleza ainda podem residir resíduos da moralidade cristã.


Após ter vencido o concurso de Miss América de 1951, Yolande Betbeze (foto) recusou-se a posar de biquíni (quão diferente era a modéstia naquele tempo...). Como conseqüência, a companhia Catalina Swinwear retirou seu patrocínio de dita competição, e no ano seguinte deu-se início ao concurso de Miss Universo.

O tempo passou e 58 anos mais tarde, precisamente em 2009, ninguém imaginaria que o concurso de Miss Universo seria alvo de tanta controvérsia. Deu-se ela na pré-seleção de âmbito nacional, na escolha da Miss Estados Unidos.

Entre as candidatas escolhidas dos vários estados figurava Carrie Prejean, Miss Califórnia, considerada a principal favorita. Sua situação, entretanto, mudou em face da contundente pergunta do jurado Perez Hilton, homossexual declarado,: “Recentemente Vermont tornou-se o quarto estado a legalizar o ‘casamento homossexual’. Você acha que todos os estados deveriam imitá-lo? Por que sim ou por que não?”

Ela respondeu: “No meu estado, na minha família, creio que o casamento deve ser entre um homem e uma mulher. Sem ofender a ninguém, mas eu fui assim criada e esta é a maneira que eu penso que deve ser: entre homem e mulher.”

Carrie Prejean não venceu o concurso, tendo sido derrotada pela Miss Carolina do Sul, Kristen Dalton.

Porém o caso teve maior repercussão do que o esperado e, dentre os milhares de comentários e publicações, destaco a entrevista à rede de televisão americana NBC, na qual o apresentador Matt Lauer (foto) entrevistou Perez Hilton e Carrie Prejean. (foto)

Em tom irado, Perez — que já havia comentado em entrevista, após o término do concurso, que “se ela houvesse obtido o título eu subiria no palco e tiraria pessoalmente a sua coroa...” — lançou novamente imprecações contra a Miss Califórnia: “Ela deu a pior das respostas em toda a história da competição [...] e ela é uma estúpida! Uma #%&%!#&$%#!” [censurado].

Logo após, contrastando com a atitude de Perez, Carrie respondeu ao apresentador Matt Lauer: “Depois que respondi àquela pergunta, sabia que eu não venceria o concurso por causa da minha resposta. Porque falei seguindo meu coração, em favor daquilo que, creio, é de meu Deus!”
Matt Lauer: “Se eu perguntasse – eu não o farei – imaginando que você tivesse uma segunda chance, e pela intensidade do desejo de obter o título, você responderia de modo diferente?”

Carrie: “Não! Eu não responderia de maneira diferente”. E acrescentou: “Como disse Cláudia Jordan, [uma das juradas do concurso] que eu deveria estar mais no meio, eu não deveria ter dado uma resposta tão específica; entretanto, essa atitude contraria aquilo que defendo. Quando me perguntam uma questão específica, darei uma resposta específica. Não vou ficar no meio. Vou tomar um lado ou outro.”

Matt Lauer: “Carrie, você chegou muito perto...”

Carrie: “Sim, eu cheguei. E estou muito orgulhosa quanto à minha posição, e sei que há muita gente que também está orgulhosa em relação à minha atitude. Vencer não era o que Deus queria para mim naquela noite. [...] Não mudaria em nada. [...] Se fosse eleita Miss Estados Unidos, provavelmente não estaria aqui. [...] Não retiro o que disse. [...] Fui sincera comigo mesma, e agora eu compreendo que posso sair e dizer a pessoas jovens que se mantenham firmes naquilo que elas acreditam, e nunca façam concessões, para ninguém e para nada, mesmo que isso represente a perda da coroa de Miss USA”.

Diante de tais fatos, haveria muito que comentar. Atenho-me apenas a uma consideração, que considero fundamental: diante da intransigência absurda daqueles que propagam a agenda homossexual, a única atitude certa deve ser nossa inabalável rejeição à prática do homossexualismo, condenado pela Lei divina e pela Lei natural.
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(fonte: http://blogdafamiliacatolica.blogspot.com/