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1 de fevereiro de 2016

ROMA — Monumental manifestação no “Dia da Família” contou com 2 milhões de participantes


Paulo Roberto Campos 

Apesar de o Vaticano não ter apoiado oficialmente, nem colaborado recomendando aos bispos para mobilizarem seus diocesanos, incentivando-os a afluírem ao “Family Day”, o número de manifestantes superou todas as expectativas. Tal omissão da hierarquia católica deixou perplexos incontáveis fiéis, mas alguns bispos, isoladamente, apoiaram a manifestação, inclusive um eminente prelado: o cardeal Angelo Bagnasco que garantiu seu apoio.

No último sábado (dia 30), o gigantesco evento se realizou bem no coração da Cidade Eterna, o “Circo Massimo” — local em que muitos cristãos foram martirizados no período do Império Romano e onde se conservam diversas ruínas da Roma Antiga.

Tão imenso é esse parque público, que especialistas haviam garantido que seria praticamente impossível lotá-lo. Entretanto, a afluência foi maciça, com pessoas de todas as partes da Itália, até mesmo delegações de outros países. Assim, os mesmos especialistas afirmaram que nunca aquele lugar histórico esteve tão repleto.

O evento representou uma categórica recusa dos italianos ao “casamento” homossexual. Recusa à avassaladora “onda” antifamília impelida por organismos da União Europeia — como a Corte Europeia de Direitos do Homem. Concretamente, foi uma rejeição ao Projeto de Lei n° 2081 (“lei Cirinnà”), cuja relatora é a senadora Monica Cirinnà, do Governo Matteo Renzi, o qual prevê uma espécie de “casamento” homossexual — chamado de modo eufemístico de “união civil”, assim como a adoção de crianças por parte de “duplas” do mesmo sexo.

Segundo os organizadores do movimento “Defendendo Nossas Crianças”, mais de 2 milhões de pessoas estiveram presentes no “Circo Massimo”. Eram pais, mães e filhos; gente de todas as idades e condições sociais; leigos e religiosos; milhares de associações; enfim, pessoas dispostas a lutar para proteger a família tradicional como estabelecida por Deus, ou seja, entre um homem e uma mulher numa união monogâmica e indissolúvel. Neste sentido, na concentração podiam-se ouvir diversos slogans, bem como a exibição de milhares de faixas, inclusive contra a implantação da “Ideologia de Gênero” nas escolas.

Muitos que não puderam viajar a Roma organizaram manifestações menores em suas respectivas cidades com o mesmo objetivo: exigir do governo italiano a total rejeição da “lei Cirinnà“, antinatural e frontalmente contrária à Lei de Deus.

No ano passado, o “Family Day” — que reuniu quase 1 milhão de pessoas na praça San Giovanni in Laterano — conseguiu barrar temporariamente o esdrúxulo projeto. Mas ele foi novamente posto em pauta e será votado nos próximos dias.

Massimo Gandolfini, um dos organizadores do evento, declarou sobre esse projeto antifamília: “Não é aceitável desde a primeira até a última palavra. E não adianta fazer uma operação cosmética [para salvá-lo], mas é necessária uma operação radical, pois não se trata de mudar algumas palavras. O projeto de lei deve ser rejeitado integralmente.”

É o que esperamos para o bem de todas as famílias italianas e do mundo inteiro. Bem como para defender a glória de Deus na Terra e suas Leis que protegem a sagrada instituição familiar, tão combalida devido a essas leis ridículas e anticristãs.
[No final, para ver uma "galeria" de fotos, click na primeira imagem e a percorra com a setinha-direita de seu teclado].

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PS: A seguir, um vídeo transmitido durante essa recente manifestação “Dia da Família” em Roma. Trata-se de uma gravação, pelo grande Luciano Pavarotti (Budapest, 1991), do “Mamma, son tanto felice” (Mamãe estou tão feliz), famosa canção de Cesare Andrea Bixio e Bruno Cherubini que expressa tão bem o amor maternal. Infelizmente, uma criança adotada por uma “dupla” homossexual jamais será capaz de compreendê-la...





























Vídeo da Manifestação

2 de maio de 2013

TEMPO DE LUTO PELA FRANÇA



§ Paulo Roberto Campos

Não poderíamos deixar de registrar com suma tristeza que na França — a “Filha Primogênita da Igreja” — o “casamento” homossexual foi aprovado pelo Parlamento, bem como a adoção de crianças por “casais” do mesmo sexo. 

O governo socialista de François Hollande resolveu passar com bulldozer por cima de todas as gigantescas manifestações de famílias inteiras contrárias a tal aprovação. Fato absurdo ocorrido no dia 23 de abril — sem dúvida, um dia negro que mancha a História da França. 


Em Paris, os manifestantes favoráveis ao casamento tradicional foram reprimidos violentamente pela força policial por ordem do governo Hollande. Nem mesmo as crianças [como as da foto abaixo] acompanhadas por seus pais foram poupadas. A polícia lançou bombas de gás lacrimogêneo contra as famílias que pacificamente lotaram ruas, avenidas e praças parisienses. [A respeito, assista o vídeo no final]

O presidente socialista declarou que a lei em favor do homossexualismo seria aprovada e ordenou às suas tropas de choque que dispersassem os manifestantes. “El pajarito chiquitito” do qual falou Nicolás Maduro talvez tenha cantado também para Hollande, pois este, agindo no mais puro estilo chavista, poderia ter acrescentado: “Aprovo porque quero, ainda que a maior parte da sociedade francesa seja declaradamente contrária ao ‘casamento’ de homossexuais e à adoção de crianças por eles!”. Declarou também tratar-se de “uma reforma que vai no sentido da evolução de nossa sociedade”. Então, na lógica do mandatário francês, retornar à época de Sodoma e Gomorra é “evolução da sociedade”...

Por sua vez, a ministra da Justiça, Christiane Taubira (principal defensora da lei recém-aprovada) — nascida na Guiana Francesa e ainda parecendo confundir civilização com barbárie — declarou que o “casamento para todos [mesmo de homem com homem e mulher com mulher] é o início de uma nova civilização”. Civilização!! Que bárbara “civilização” é essa que legaliza uma prática antinatural? Que “civilização” é essa que brutalmente reprime até mesmo pacíficas vigílias silenciosas de jovens, de pais, mães e filhos que tinham em suas mãos apenas uma vela como símbolo do protesto?! [foto abaixo] Que “civilização” é essa que sequer permite expressar opinião? [Vídeo abaixo].

Nesse sentido, um só exemplo dessa “nova civilização”: este senhor da foto abaixo, Franck Talleu, pelo simples fato de entrar com sua família num parque público (no belíssimo e famoso “Jardin de Luxembourg”, em Paris) vestindo uma blusa com o símbolo da “Manif pour tous“ (Manifestação para Todos) — um logotipo estampado na blusa que representa uma família, os pais dando as mãos aos filhos — foi preso e teve que pagar fiança para ser solto. Aí temos um vislumbre da “nova civilização” [Taubira], na qual a repressão ditatorial do governo socialista não permite sequer uma camiseta com a estampa de uma família normal, favorecendo, assim, uma “futura civilização” que deseja implantar a ditadura homossexual. 
O Sr. Franck Talleu, no "Jardin de Louxembourg", sendo preso devido à sua blusa com o símbolo da Manifestaçao contra o "casamento" homossexual e o Boletim de Ocorrência Policial
Entretanto, apesar de tudo, continuam na França as mobilizações das famílias normalmente constituídas, como estabelecido por Deus, em defesa dos valores familiares, mesmo que tendo de se submeter às humilhações impostas pela truculência da repressão policial. São famílias que não admitem serem tachadas de “homofóbicas”, “reacionárias”, "intolerantes" etc., simplesmente por defenderem o direito das crianças a terem um pai e uma mãe. Novas manifestações pacíficas estão sendo organizadas para este mês. 


No cartaz a inscrição: "Papa + Maman: y a pas mieux pour un enfant" (Papai + Mamãe: nada melhor para uma criança). À direita, uma senhora com a blusa símbolo da manifestação. 
Uma vez aprovada esta lei antinatural, seus opositores pretendem agora lutar no campo jurídico, alegando, por exemplo, que uma simples lei não pode modificar a definição do casamento. Fala-se também em exigir um referendo para saber se a opinião pública francesa deseja ou não tal modificação. Mas os membros do Partido Socialista Francês não querem nem ouvir falar de referendo, pois anteveem uma fragorosa derrota...

Lamentavelmente, apesar de a França levantar-se de modo maciço contra o “casamento” homossexual, a bota do Partido Socialista de François Hollande pisou sobre a instituição familiar, já tão debilitada em nossos dias. Constatamos, uma vez mais, que socialismo e comunismo são “farinha do mesmo saco”, pois ambos desejam o mesmo regime ditatorial e anticristão.


Encerro com uma pergunta: as reações das famílias francesas não seriam sinais da futura conversão da “Douce France” conjecturada pelo grande Papa São Pio X? Com efeito, em 1911, fazendo uma analogia da França com Saulo a caminho de Damasco — quando caiu do cavalo e converteu-se, passando de perseguidor de Cristo (Saulo) a seu Apóstolo (Paulo) —, São Pio X imaginou o seguinte diálogo de Deus com a França: 

— “Minha filha, por que me persegues? 
— Quem és tu, Senhor? 
— Sou Jesus, a Quem persegues... Porque em tua obstinação te arruínas a ti mesma. 
— Senhor, que queres que eu faça? 
— Levanta-te, lava as manchas que te desfiguraram, desperta em teu seio os sentimentos adormecidos e o pacto da nossa aliança e vai, filha primogênita da Igreja, nação predestinada, vaso de eleição, vai levar, como no passado, meu nome diante de todos os povos e de todos os reis da Terra”. 
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2 de abril de 2013

Mais de um milhão de franceses marcham novamente contra o “casamento” homossexual


§ Marcelo Dufaur
Correspondente em Paris

A imensa Avenue de la Grande Armée — do Arco do Triunfo até a ponte que comunica Paris com La Défense — foi pequena para conter a multidão que se manifestou mais uma vez neste ano contra o projeto socialista de “casamento” homossexual, que o equipara ao casamento entre homem e mulher e permite a adoção de crianças por casais do mesmo sexo. 

Nem mesmo os organizadores aguardavam tamanha adesão. Após idêntica manifestação realizada no dia 13 de janeiro último, supunha-se uma certa diminuição, devido à proximidade das datas. 

Em janeiro, a “guerra dos números” enfrentou o cálculo prévio da polícia (350 mil) contra o dos organizadores (entre 800 mil e 1 milhão de participantes). Uma contagem mais ponderada, organizada pelo general de exército Bruno Dary, ex-governador militar de Paris, estimou então o comparecimento entre 800 mil e 900 mil pessoas. 


Desta vez, no dia 24 de março, o número foi muito superior a olhos vistos. Enquanto a polícia, avisando que revisaria seus cálculos, estipulou “pelo menos 300 mil”, os organizadores falaram em 1 milhão e 400 mil manifestantes.

O deputado da UMP (centro-direita), Henri Guaino, um dos muitos políticos presentes — eles estão sempre ao lado do vento... — disse: “Se em 13 de janeiro vós éreis um milhão, hoje sois ainda mais numerosos” — segundo publicou “Le Figaro” (24-3-13). 

Infelizmente nas mãos de um grande propulsor do socialismo e da agenda homossexual, a Prefeitura de Paris interditou a manifestação na prestigiosa avenida dos Champs Elysées, cônscia de que se a permitisse contribuiria para abrilhantar ainda mais a marcha de protesto. Contudo, os Champs Elysées não teriam sido suficientes para tanta gente. Tal foi o comparecimento, que a polícia precisou liberar a Avenue Foch, outra imensa artéria que vai do Arco do Triunfo até o Bois de Boulogne e a Avenue Carnot

Satélites capturaram com sensores de calor a área ocupada
pelos manifestantes nessas grandes avenidas e nas ruas adjacentes: oito quilômetros de ruas inteiramente repletas!

Mais notório do que o número foi o entusiasmo e o fervor dos participantes. Uma não explicada ojeriza e até proibição da parte dos organizadores ao uso de cartazes, bandeiras, símbolos não-oficiais, cânticos e slogans, bem como de outras formas de exprimir adesão, na prática não conseguiu se impor. Ordeiros, mas aguerridos, os mais distintos grupos vindos de toda a França cantavam, agitavam bandeiras de suas regiões, erguiam cartazes feitos em casa, faziam rufar caixas e tambores.

Os slogans espontâneos abandonaram a linguagem “politicamente correta” dos oficiais, não poupando o presidente francês: “Hollande, demite-te”, “Hollande, não queremos a tua lei”. 

Uma confusão episódica envolveu 200 ou 300 manifestantes e a polícia. Esta utilizou gases lacrimogêneos e força excessiva, mas passou despercebida para a imensa maioria da concentração. Na hora da dispersão, tornou-se inevitável utilizar a contígua Avenue Champs Elysées, que ficou repleta de manifestantes voltando para as suas casas. 
O fato serviu de pretexto para a polícia, que sob ordem do governo carregou contra os populares, bem no espírito da falsa tolerância socialista! Este episódio colateral foi explorado pela grande imprensa para desviar a atenção do público do aspecto central do evento: majoritariamente católico e conservador, o povo francês mostrou que recusa o projeto de “casamento” homossexual. 

Houve manifestações análogas e simultâneas em muitas cidades da França, bem como diante de embaixadas, consulados e órgãos oficiais franceses em numerosos países, inclusive no Dubai, no Congo e no Afeganistão. 

Os conchavos políticos continuam e os parlamentares de esquerda se apressam para passar no mês de abril um projeto à revelia da vontade popular. Por sua vez, nenhuma autoridade eclesiástica de relevo, na França como no Exterior, se destacou pela adesão a um protesto popular em defesa de princípios essenciais da Lei de Deus, dos Evangelhos e do Direito Natural.

Em face de manifestações como as de 24 de março, ainda que o projeto seja aprovado, ficará patente para a História que sua aprovação se deveu a confabulações entre políticos e eclesiásticos de esquerda, em flagrante desrespeito ao sentimento da esmagadora maioria do povo francês. 

Será que o presidente François Hollande ouvirá a voz da maioria do povo francês? A maioria brada contra uma lei anti-natural! Hollande estará com os ouvidos tapados? Ou fará de conta que não escutou nada? Também não viu nada pelas avenidas de Paris? Se não, ele poderia, ao menos, dar uma olhadinha no vídeo abaixo de apenas 1 minuto.

No 2º vídeo abaixo: gás lacrimogêneo utilizado, por ordem do governo socialista, para impedir manifestações em certas avenidas.