6 de dezembro de 2013

Intervenção do Prof. Hermes Rodrigues Nery na Câmara dos Deputados

Apresentamos a íntegra — que nos foi enviada por e-mail — do pronunciamento do Prof. Hermes Rodrigues Nery (Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida, da Diocese de Taubaté), em Audiência Pública de 4 de dezembro de 2013, às 14h, na Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, Brasília (DF), Plenário 09.


POR UM BRASIL DESENVOLVIDO, QUE NÃO EXIJA O SANGUE DO SER HUMANO INOCENTE E INDEFESO

Para Humberto Leal Vieira, que nos motivou com seu exemplo, na missão de conjugar legislação e vida
Exmo. Sr.
Deputado Pastor Marco Feliciano,
DD. Presidente da Comissão de Direitos Humanos e minorias da Câmara dos Deputados,
Exmo. Sr. Deputado João Campos
e Sra. Dra. Thereza Lamare Franco Neto, representante do Ministério da Saúde.
Cumprimento também os que aqui estão presentes e agradeço desde já a oportunidade de, neste momento, ser expressão da voz do povo brasileiro, cujas pesquisas de opinião, em relação à questão do aborto, tem se manifestado pela crescente rejeição da prática do aborto (82% Vox Popoli)1 e, em votação nesta Casa de Leis, em 7 de maio de 2008, por 33 x 0[2] a Comissão de Seguridade Social e Família rechaçou o PL 1135-91 (de autoria dos deputados Eduardo Jorge [PT] e Sandra Starling [PT], como me lembrou agora há pouco o caro amigo aqui presente, Dr. Paulo Fernando Mello Costa), e também na Comissão de Constituição e Justiça, por 57 x 4; portanto, não há omissão do parlamento brasileiro quanto aceitar a prática de um crime que vitima os seres humanos mais indefesos e que requerem, na fase de gestação no ventre materno, a maior proteção.

Portanto, é falacioso o discurso do Supremo Tribunal Federal quando praticou explícito ativismo judicial ao aprovar a ADPF-54[3], autorizando o aborto em casos de anencefalia, abrindo já naquela ocasião a brecha para sua legalização (em processo por etapas). O STF não pode dizer de modo algum que esta Casa se calou diante desta matéria, pois foram 33 x 0, 57 x 4, portanto a esmagadora maioria dos deputados em consonância com o pensamento  e o sentimento do povo brasileiro, decidiu pela vida, pela proteção da vida, pelo direito a vida, desde a concepção até a morte natural, corroborando assim  o princípio fundamental dos direitos humanos, que é o de que o primeiro e principal de todos os direitos humanos é o direito a vida, desde a fecundação; pois não há direito a saúde, a educação, a moradia, a liberdade e demais direitos sociais, sem que este primeiro e principal direito seja atendido e garantido: o direito a vida. Esta audiência pública tem a sua importância histórica, pois traz a discussão desta questão relevantíssima dos direitos humanos, a partir da premissa e da prioridade do direito a vida sobre todos os demais direitos humanos.

É preciso então primeiramente entender hoje a questão do aborto como uma agenda imposta4, quando grupos financiados por poderosas fundações internacionais (“servem-se do Estado para os seus fins, influem na estruturação das leis de um país”5), estão agindo de modo intenso para descriminalizar o aborto, tornar a sua prática aceitável na sociedade, inclusive como um direito humano, pois com a ênfase no direito de escolha da mulher, e que tal escolha “faz parte fundamental do direito à privacidade”6. O fato é que “a verdade é cruelmente simples: mesmo que tal direito seja chamado com diversos termos, trata-se, sempre da morte da criança concebida e da destruição da sua vida“.7 O mais terrível nisso tudo é que “aceitando o direito ao aborto, inverte-se tudo: cria-se o direito de a mulher assassinar a criança concebida e tutela-se tal realização. Deste modo, faz-se uma exceção  no direito natural à vida de cada ser humano e se aceita que existam  categorias de seres humanos aos quais o Estado pode negar tal direito. Naturalmente, é tutelado não aquele que é morto, mas aquele que mata. Graças a tais ações, o crime da morte perde, sobretudo na mentalidade comum, o caráter de delito; é legalizado, adquirindo o caráter de lei. O direito ao aborto não somente excluiria  o direito à vida  dos seres humanos antes do nascimento, mas, sendo reconhecido como direito fundamental, obrigaria os Estados a legalizá-lo, realizá-lo e tutelá-lo”8. É isso o que querem, os que querem legalizar o aborto.
E é o que está já acontecendo em nosso País, sr. Presidente, senhores Deputados, e Sres. aqui presentes, principalmente depois da sanção da Lei 12.845.
Estamos vivendo a pior forma de todas as violências, que é o da manipulação. Falaciosos os números que os promotores do aborto disseminam, propagandeando altos índices de mortes maternas por causa de aborto clandestino, dizendo ser uma grave questão de saúde pública. E aí indagamos mais uma vez: aonde estão tais estatísticas, tais números exorbitantes, se não apenas na estratégia do engodo, que o marketing abortista se utiliza para enganar os desinformados e justificar assim o embuste.
No próprio site do Ministério da Saúde, no DataSUS, temos lá os números exatos desta realidade. E ficamos perplexos de constatar o contraste entre aquilo que se propaga e o que realmente está lá nos dados oficiais do próprio Ministério da Saúde.9 Diz lá:: “As duas principais causas específicas de morte materna no Brasil são a hipertensão e a hemorragia. Outras causas obstétricas diretas importantes são a infecção puerperal e o aborto. Entre as causas indiretas, a de maior importância epidemiológica tem sido a doença do aparelho circulatório.”10 E mais: “Entre 1990 e 2010, as alterações no padrão de causas específicas de morte materna mostram uma redução de 66,0% no risco de morrer por hipertensão; de 69,3% por hemorragia; de 60,4% por infecção puerperal; de 81,9% por aborto; e de 42,5% por doenças do aparelho circulatório que complicam a gravidez, o parto e o puerpério. Nota-se que as quedas de risco mais evidentes ocorreram entre as mortes por aborto e por hemorragia11. E ainda: “Em 2010, foram investigados 74% dos óbitos maternos. A investigação apontou que 17% dessas mortes ocorreram durante a gestação, 9% durante o parto e 56% no puerpério (até 42 dias após o parto). No mesmo ano, 92% dos óbitos maternos ocorreram no ambiente hospitalar”12.

Diante desses dados, indagamos; aonde estão os números exorbitantes de mortes maternas por aborto propalados pelos militantes abortistas em seu proselitismo pró legalização do aborto?  Explicou o Dr. Bernard N. Nathanson, sobre esta estratégia do embuste adotada pelos que querem a legalização do aborto: ”É uma tática importante. Dizíamos, em 1968, que na América se praticavam um milhão de abortos clandestinos, quando sabíamos que estes não ultrapassavam de cem mil, mas esse número não nos servia e multiplicamos por dez para chamar a atenção. Também repetíamos constantemente que as mortes maternas por aborto clandestino se aproximavam de dez mil, quando sabíamos que eram apenas duzentas, mas esse número era muito pequeno para a propaganda. Esta tática do engano e da grande mentira se se repete constantemente acaba sendo aceita como verdade. Nós nos lançamos para a conquista dos meios de comunicações sociais, dos grupos universitários, sobretudo das feministas. Eles escutavam tudo o que dizíamos, inclusive as mentiras, e logo divulgavam pelos meios de comunicações sociais, base da propaganda”13. Esta é a forma de agir dos que querem promover a agenda da morte, vitimando o ser humano inocente, agindo portanto contra a população brasileira, mais indefesa.

Com eufemismos, ardilosidades e até mentiras descaradas, o governo brasileiro está promovendo esta agenda (a chamada ideologia de gênero) e cultura de morte, comprometido com tais grupos internacionais, e solapando a soberania nacional, por vis interesses. Esta Casa que tem o dever de defender a soberania nacional, assim o fez com os 33 x 0, os 57 x 4, nesta matéria. Mas os magistrados do Supremo Tribunal Federal, com o ativismo judicial e os mais sofisticados sofismas, se somou aos propósito do Executivo, que de modo arbitrário  e com sutilezas manipulatórias, vem atendendo a estes grupos de pressão, facilitando-lhes a atuação em nosso País (daí inclusive a justificativa da abertura da CPI do Aborto), e dessa forma sendo cúmplice da cultura da morte, “promovida por fortes correntes culturais, econômicas e políticas”14,  nesta “guerra dos poderosos contra os débeis15. E nesta lógica perversa, de legalização do aborto e de aceitação do aborto como direito humano, “a vida que requereria mais acolhimento, amor e cuidado, é reputada inútil ou considerada como um peso insuportável, e, consequentemente, rejeitada sob múltiplas formas”.16 Na deliberação da ADIn 3510 e da ADPF 54, o Supremo Tribunal Federal usurpou as suas prerrogativas e passando por cima das decisões desta Casa de Leis, abriu a porta para a legalização do aborto via judiciária, praticando esta verdadeira “conjura contra a vida”17, conivente com o Executivo.

Queremos o Brasil na vanguarda da cultura da vida
Desde o final da Segunda Guerra Mundial, grupos de poder financeiro, de forte tendência malthusiana, disseminaram a associação do desenvolvimento econômico e social das nações com o controle demográfico (reconhecendo desde o Relatório Kissinger (1974) o aborto como meio mais eficaz de tal controle): Ainda lembra o Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz: “O aborto é um poderoso método de dominação política18. E também Hélio Bicudo, quando foi deputado nesta Casa: “Os autores do Relatório Kissinger também reconhecem que muitos países não aceitariam de bom grado a ingerência direta (…) das entidades internacionais numa questão que pertence, à esfera da soberania nacional. Por essa razão, sugerem que, onde for necessário disfarçar essa ingerência, se recorra a organizações não-governamentais especializadas no controle populacional, devidamente apoiadas e financiadas, aberta ou veladamente”.19
O fato é que “o planejamento dos nascimentos é apresentado como uma forma de ajuda ao desenvolvimento”20. E esse pensamento permeou os grandes eventos promovidos pela ONU, como a Conferência da Cidade do México (1984), a Conferência do Cairo sobre a População e Desenvolvimento (1994), entre outros. Aliás, “já desde a Conferência de Bucareste (1974) emerge esta dimensão voluntarista e eugênica do controle demográfico, especialmente os pobres”21Pois são os pobres que se querem eliminar da sociedade, na lógica do pior darwinismo social, “que tem por objetivo ‘conter’ as populações do mundo segundo critérios que discriminam os pobres“.22 E também os negros. Há nos Estados Unidos denúncias de mulheres negras vítimas desse processo, como mostra o documentário Blood Money.23

É nesse contexto de um novo totalitarismo e revolução cultural que emergiram os “novos direitos humanos” para justificar esta “conjura contra a vida”. Na Conferência de Copenhagem (1995) eles impulsionaram a agenda antivida (adotando como palavra de ordem os “direitos sexuais e reprodutivos”), para que a aceitação do aborto como direito humano e outras formas de novos comportamentos, pudessem encontrar menos resistência graças ao relativismo cultural e moral fomentado por tais forças nos meios de comunicação, acadêmicos e até nas igrejas cristãs. Para Malthus, “ajudar os pobres significa infringir a moral natural; se a Senhora Natureza é violenta, também a sociedade deve ser violenta”24O aborto portanto é a expressão mais implacável desta violência, pois vitima o ser humano inteiramente inocente em sua fase mais indefesa. Falacioso também o discurso de que a legalização do aborto favoreceria as mulheres mais pobres. Pelo contrário, “os pobres compõe o alvo”25 na cultura da morte. E a partir do Relatório Kissinger, estas “políticas de população produzidas pela ONU e suas agências foram imbuídas de axiomas altamente equivocados. É o que dizem: “sem controle dos nascimentos, nenhuma segurança alimentar, nenhuma saúde para todos, nenhum desenvolvimento sustentável, nenhuma paz internacional, nada de recursos suficientes”26. Mesmo que essa “antologia de axiomas”27 não seja “comprovada por nenhuma conclusão científica”28 tem embasado a “ideologia da segurança demográfica”29, que penaliza hoje quase todas as nações, pois “era necessário que as populações dos países ricos praticassem o controle dos nascimentos, para que seu exemplo fosse seguido pelas populações dos países pobres”30. E até hoje, mesmo nas nações ricas, esta não tem sido uma questão pacificada, tranquila, mas estas políticas tem sido objeto de muitos questionamentos.

Pois que o resultado deste modelo de desenvolvimento trouxe o “envelhecimento e o decréscimo da população; a proporção crescente das pessoas anciãs dependentes; os sistemas de segurança social em crise, a baixa da fecundidade que favorece a desocupação; violentos desequilíbrios na estrutura por idade das populações”, entre outros, as crises agudas que já estamos vendo especialmente na Europa. E o que está acontecendo hoje, é que lá, como também nos Estados Unidos, está havendo um forte movimento, de crescente capilaridade, para rever as legislações que lá impuseram o aborto, a eutanásia, o homossexualismo, etc., e tudo o que fez decorrer a destruição da família, primeira e principal das instituições humanas. Não é este modelo de desenvolvimento que queremos para o Brasil. Queremos o Brasil desenvolvido, pois que é uma nação pujante, mas não com este modelo que se volta contra o ser humano, a começar por uma ideologia e política atrelada a interesses internacionais que exigem o sangue do ser humano inocente. Na verdade “estes planos destruidores da família devem ser considerados cientificamente insustentáveis”31. E os fatos estão aí para mostrar de modo evidentíssimo o equívoco e o horror desta realidade altamente desumana. Com o aborto, compromete-se a principal riqueza de uma nação: o seu povo. Ou como bem chamou o Prêmio Nobel de Economia de 1992, Gary Becker: o capital humano. Com a ideologia da cultura da morte, que inclui o aborto como direito humano, “o perigo que se apresenta é a carência de homens [de pessoas], ou seja, a penúria de capital humano”32. E é isso que nós não queremos para o Brasil. Mas sim um Brasil desenvolvido a partir da promoção do seu capital humano. Um Brasil que seja vanguarda na promoção da cultura da vida, que dê ao mundo um exemplo de coragem e energia para o bem, para o banquete da vida, como diz Jesus: “Vim para que todos tenham vida e a tenham em abundância!”33

Os organismos que estão trabalhando internacionalmente pela aprovação do aborto são as fundações (que planejam e financiam as ações) e as organizações não governamentais (que as executam) e que promovem tudo isso com enormes somas de dinheiro, como as Fundações Ford, Rockefeller, MacArthur, a Buffet (entre as fundações), e a International Planned Parenthood Federation (IPPF, que tem filiais em quase 150 países), a Rede Feminista de Direitos Sexuais e Reprodutivos, as Católicas pelo Direito de Decidir (que não são católicas, mas usam o nome para confundir principalmente os católicos), a Sociedade de Bem-Estar Familiar no Brasil (Benfam) e a International Pregnancy Advisory Services (IPAS), entre as ONGs. A filial norte-americana da IPPF, por exemplo, detém uma rede que abarca 20% de todas as clínicas abortistas dos Estados Unidos. Segundo a fundadora das falsas “Católicas pelo Direito de Decidir”, Frances Kissling, a IPPF só trabalhou na propaganda pela legalização da prática do aborto nos EUA, mas não queria entrar diretamente no negócio das clínicas “para não ser estigmatizadas” pelo público. Mas, numa longa entrevista tornada pública, ela mesma conta que as Fundações que financiam as atividades da IPPF obrigaram-na a entrar diretamente na estruturação e gerência da própria prática do aborto, tornando-se hoje a maior promotora de abortos na América e no mundo.34
O argumento, portanto, dos direitos reprodutivos não passa de retórica, que seduz os desinformados (entre eles, os políticos), em prejuízo de muitos, especialmente as mulheres pobres, que são as mais vitimadas por essa lógica inumana.
No Brasil a Fundação MacArthur, por exemplo, desde 1988, decidiu investir em programas de controle populacional, em nosso no País, alimentando várias OnGs para esta finalidade. No ano seguinte, em São Paulo, a então prefeita do PT, Luiza Erundina (hoje deputada nesta Casa) estabeleceu o primeiro serviço brasileiro de abortos em casos de estupro, no Hospital Jabaquara, dando início assim a uma rede que vem até hoje se ampliando e trabalhando com o objetivo de legalizar o aborto no Brasil, utilizando a estratégia de oferecer serviços de abortos nos casos não punitivos pela lei, que eles chamam de “aborto legal”, quando não é legal, pois ele continua sendo crime no Código Penal.
E agora, querem também de alguma forma flexibilizar a legislação, nesse sentido, com a reforma do Código Penal. Os médicos brasileiros passaram então a fazerem parte de “capacitações” para aceitarem gradativamente a lógica do “aborto legal” iniciado no Hospital Jabaquara, depois também no Hospital Pérola Byington, em São Paulo, no CAISM (Centro de Atendimento Integral à Saúde da Mulher), sob a direção do Dr. Aníbal Faúndes, e membro do Conselho Populacional de Nova York. A mesma Fundação MacArthur de Chicago investiu nos Foruns para o Atendimento aos Abortos Previstos por Lei, em congressos anuais, com profissionais da Saúde e organizações feministas.
Vê-se que nesse processo e contexto, o PT é o partido político mais comprometido com esta agenda, até hoje. Mas foi em 1996, após os acordos de Glen Cove entre o FNUAP, OnGs e Comitês de Direitos Humanos, que foi possível expandir os serviços de “aborto legal” no Brasil, criando assim o ambiente cada vez mais favorável principalmente entre os médicos para a banalização da prática do aborto, até chegar a plena legalização. Muitos acreditam estar trabalhando realmente em defesa dos interesses das mulheres, mas não tem o conhecimento mais a fundo da questão, e com isso favorecem os interesses das Fundações internacionais.
Em 1998, na gestão do Ministro José Serra (PSDB), tais grupos influíram para que o Ministério da Saúde adotasse a primeira Norma Técnica que permitisse, com uma medida do Executivo, ampliar tais serviços nos hospitais brasileiros. Para se ter uma ideia, pela Norma Técnica a mulher estaria dispensada de apresentar exame de corpo de delito para comprovar o estupro e solicitar um aborto, exigindo apenas a apresentação de um Boletim de Ocorrência, que pode ser obtido em qualquer delegacia de polícia sem necessidade da apresentação de provas.
Mais uma brecha, mais um ardil, fazendo avançar a agenda abortista, com o apoio do governo!
Hoje há em nosso País uma rede de hospitais equipados para tais serviços, favorecidos não apenas por aquela Norma Técnica, como outras que vieram posteriormente. A 2ª Norma Técnica, eliminou a exigência do Boletim de Ocorrência e limitou a objeção de consciência. O médico, por exemplo, que está sozinho no serviço de emergência, tem que fazer o aborto. Se não fizer pode ser processado, por omissão de socorro. É isso: Primeiro tem que matar, depois curar os outros.
E assim, de todas as formas, o governo brasileiro busca driblar as restrições legais, obcecado que está em cumprir seus compromissos com as agências da ONU e grupos internacionais,
Desde 2005, de modo mais acentuado (como comprova farta documentação que trouxemos aqui e deixaremos a disposição dos senhores deputados), muito foi feito nesse sentido pelo Governo Lula, cujo partido do Presidente Lula e de Dilma Roussef chegou a punir dois deputados federais do próprio PT, de marcada atuação em defesa da vida. Em 2007, foi criado o GEA (Grupo de Estudos sobre o Aborto) que diz em seu próprio site, que é “uma entidade multidisciplinar que reúne médicos, juristas, antropólogos, movimentos de mulheres, psicólogas, biólogos e outras atividades. Não é uma OnG e não tem verbas próprias. Conta com inestimável apoio do Ministério da Saúde e da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). Seu foco é capilarizar a discussão do tema ABORTO sob o prisma da Saúde Pública e retirá-lo da esfera do crime.”.
Ainda em 2010, o coordenador do Grupo de Estudos para legalizar o aborto no Brasil, constituído pelo governo brasileiro, pago com recurso público, disse que a intenção não é apenas despenalizar o aborto, mas “a ideia é ir mais longe e não fazer mais do aborto um crime”. Grupo este formado por militantes e OnGs que promovem o aborto no Brasil, inclusive faz parte o Dr. Adson França, representante do Ministério da Saúde. É preciso que o aborto não seja mais tido como crime para, anestesiada a consciência moral, utilizar então o Estado com recurso público a perpetrar este abominável atentado contra a vida, sem que haja resistência e restrição legal. O Estado que é constituído para defender a vida e a família, acaba portanto se voltando contra a vida e a família, como um Leviatã que oprime até a morte, por pressão das forças globalistas. E com os eufemismos, a retórica e a demagogia, invertem todos os conceitos. Descriminalizado, sem restrição legal, a defesa do aborto passa a ser a defesa de saúde pública. O SUS então passa a fornecer abortivos químicos (a exemplo da pílula do dia seguinte), “à custa de perigosa intoxicação da mulher, por vezes com consequências desastrosas para a sua saúde”. (Ives Gandra, 550). Mata a criança no ventre materno e provoca danos á saúde da mulher, ao corpo e a alma da mulher. Pois os efeitos pós-abortos são causas, muitas vezes, da depressão, da angústia, de graves problemas psíquicos e até mesmo o suicídio.
            E então, sr. Presidente, caro deputado e sres. presentes,
Mente descaradamente o governo brasileiro quando diz que não está comprometido com esta agenda. Como fez a então candidata Dilma Roussef, em 2010, sobre esta matéria. Ainda no segundo turno, ela assinou uma carta compromisso de que era contra o aborto, dizendo ipsis literis: ““Sou pessoalmente contra o aborto e defendo a manutenção da legislação atual sobre o assunto. Eleita presidente da República, não tomarei a iniciativa de propor alterações de pontos que tratem da legislação do aborto e de outros temas concernentes à família e à livre expressão de qualquer religião no país.” Mentira! Mente descaradamente a sra. Presidente da República nesta matéria. As iniciativas que visam legalizar o aborto no Brasil têm vindo do Executivo, com a complacência e a conivência do Judiciário. Como há pouco me lembrou o Dr. Paulo Fernando Mello Costa, aqui presente, sugiro que assistam ao vídeo que ele fez, “Dilma Mãe do Brasil”, disponível no youtube.
Temos acompanhado, há alguns anos, o trabalho desta Casa de Leis e visto os esforços de parlamentares para aplacar a sede do sangue inocente. Mas as pressões não cessam, cada vez mais intensas, promovidas, estimuladas, de modo sutil e sofisticado, e também muito bem planejado e financiado pelas fundações internacionais e por vários setores do governo federal, inclusive do Ministério da Saúde, que recentemente encaminhou a esta Casa de Leis o então PLC 03, hoje lei 12.485, que foi vergonhosa e sorrateiramente tramitada e votada sem deliberação, sem sequer que os deputados percebessem a armadilha e deixassem escapar o ardil do governo, mostrou o seu desprezo a população (a maioria ´contra o aborto e pela vida), a Presidente sancionou a Lei 12.485, abrindo assim brechas para a prática do aborto no sistema SUS, com recurso público.
Com a Lei 12.485 (que precisa ser revogada – fazemos aqui o apelo pela sua revogação), o Ministério da Saúde, utilizando-se das Normas Técnicas já aprovadas, e agora com o endosso da Presidência da República, todos os hospitais do Brasil, independentemente de se tratarem de hospitais religiosos ou contrários ao aborto, serão obrigados a encaminhar as vítimas de violência à prática do aborto. O projeto não contempla a possibilidade da objeção de consciência. Na sua versão original, o artigo terceiro do projeto afirmava que o atendimento deveria ser imediato.
A partir da sanção presidencial, bastará apenas a palavra da mulher pedindo um aborto, e os médicos terão obrigação de aceitá-la, a menos que possam provar o contrário, o que dificilmente acontece. Mas pelo menos a mulher deveria afirmar que havia sido estuprada. Agora não será mais necessário afirmar um estupro para obter um aborto. Bastará afirmar que o ato sexual não havia sido consentido, o que nunca será possível provar que tenha sido inverídico. A técnica de ampliar o significado das exceções para os casos de aborto até torná-las tão amplas que na prática possam abranger todos os casos é recomendada pelos principais manuais das fundações internacionais que orientam as ONGs por elas financiadas. Com isto elas pretendem chegar, gradualmente, através de sucessivas regulamentações legais, até a completa legalização do aborto.
Vejam bem! As Fundações usam as ONGs para seus fins utilitaristas, da forma mais pragmática. Fazem isso aqui no Brasil: agências da ONU, a Fundação MacArthur, a Fundação Ford, entre outras, fazem ingerência em nosso País, com repasses de recursos, e isso deve ser motivo de se abrir a CPI do Aborto, para ver quem estão sendo beneficiados, quem estão recebendo, para trabalhar contra a população brasileira.
Por isso, sr. Presidente, caro deputado e demais presentes, sugerimos  que esta Comissão de Direitos Humanos estabeleça um Grupo de Trabalho, ao que nos colocamos a disposição, para toda a documentação existente seja compilada e sistematizada num relatório que possa subsidiar esta Casa de Leis no aprofundamento desta matéria, tendo em vista a esperança de que esta Comissão faça História contribuindo para que as outras iniciativas em defesa da vida, como a PEC pela Vida, o Estatuto do Nascituro, corroborem solenemente o preceito fundamental da inviolabilidade da vida humana, desde a concepção, pois que – como dissemos aqui inicialmente e concluímos - o direito a vida é o primeiro e principal de todos os Direitos Humanos.
Muito obrigado.
_______________
Notas:
5.   O pensamento revolucionário de Plinio Salgado (Uma antologia organizada por Augusta Garcia Rocha Doria), p. 62, 2ª edição ampliada, Editora Voz do Oeste, São Paulo, 1988.
6.   Alicja Grzeskowiak, Direito ao Aborto, no Lexicon – termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questõe s éticas, do Pontifício Conselho para a Família, p. 199; Edições CNBB, 2007.
7.   Ib. p. 200.
8.   Ib. p. 201.
10.             Ibidem.
11.             Ibidem.
12.             Ibidem.
14.             Papa João Paulo II, Encíclica Evangelium Vitae, 12 (http://www.vatican.va/holy_father/john_paul_ii/encyclicals/documents/hf_jp-ii_enc_25031995_evangelium-vitae_po.html)
15.             Ibidem.
16.             Ibidem.
17.             Ibidem.
18.             Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz, Aborto na rede Hospitalar Pública – O Estado Financiando o Crime, p. 22, Anápolis, 2007.
19.             Deputado Federal Hélio Bicudo, Direito á Vida, Câmara dos Deputados, Centro de Documentação e informação – Coordenação de Publicações, p. 9, Brasília, 1997.
20.             Michel Schooyans, Controle dos Nascimentos e implosão Demográfica, no Lexicon – termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, do Pontifício Conselho para a Família, p. 149; Edições CNBB, 2007.
21.             Ib. p. 150.
22.             Ibidem.
23.             http://www.youtube.com/watch?v=baJ2C11_t1k
24.             Michel Schooyans, Controle dos Nascimentos e implosão Demográfica, no Lexicon – termos ambíguos e discutidos sobre família, vida e questões éticas, do Pontifício Conselho para a Família, p. 151; Edições CNBB, 2007.
25.             Ibidem.
26.             Ib. p. 153.
27.             Ibidem.
28.             Ibidem.
29.             Ibidem.
30.             Ibidem.
31.             Ib. p. 159.
32.             Ib. p. 160.
33.             Jo 10, 10.

35.              http://www.youtube.com/watch?v=4cJZZzWysN4

4 de dezembro de 2013

Mais uma vez, adiada a votação do perverso PLC 122 (a “lei da homofobia”)

4-12-13 — Na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, debate sobre o PLC 122. À esq. senadora Ana Rita (PT-ES), à dir. senador Paulo Paim (PT-RS). [Foto: Geraldo Magela/Agência Senado]
Paulo Roberto Campos

A pedido do governo foi novamente postergado o dia para votação do PLC 122/2006 (a respeito, vide post anterior [abaixo]). Tal projeto de lei, aprovado na Câmara dos Deputados, aguarda exame no Senado Federal desde 2006. Se aprovado, representará a implantação da mordaça para tapar a boca de todos aqueles que defendem a família, como instituída por Deus, e impedir que se manifestem contra as imposições absurdas do movimento que propugna as práticas homossexuais, como, por exemplo, o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo. Será a vez da ditadura homossexual no Brasil.

Segundo a matéria postada hoje no site do Senado, [* link abaixo] a Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH), o adiamento da votação foi motivado por pedido do líder do PT, o senador Wellington Dias (PT-PI).

Por sua vez, o senador Paulo Paim (PT-RS), relator da matéria e autor do substitutivo em exame na CDH, disse que foi procurado por outros parlamentares para adiar mais uma vez a votação. Afirmou também que não era ele que estava recuando da deliberação do projeto. O senador petista ainda confirmou que “líderes do governo e do PT marcaram reunião para amanhã [quinta-feira, dia 5] com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para debater melhor o texto antes da votação”.

Para a senadora Ana Rita (PT-ES), presidente do colegiado, “o projeto continua na pauta e será analisado na próxima reunião”. 
4-12-13 — Na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, delegações de movimentos que defendem a família. À esq. um representante do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira. [Foto: Geraldo Magela/Agência Senado]
Diletos leitores, assim sendo, não podemos abaixar a guarda enquanto tal projeto não estiver definitivamente arquivado — preferencialmente na lata de lixo da história. Não consideramos tal adiamento uma vitória, mas, sim, um mero recuo estratégico dos parlamentares que desejam nos enfiar goela abaixo a absurda e radical lei da mordaça homossexual. Eles esperam um momento em que os movimentos que defendem os valores da Família não estejam em alerda. Por exemplo, no período das festas de fim de ano, em que todos estejam voltados para outras preocupações. Foi o que ocorreu com a aprovação do famigerado Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3)  aprovado no apagar das luzes de 2009, por decreto do presidente Lula, assinado em 21 de dezembro.
4-12-13 — Na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, delegações de movimentos homossexuais. Na foto abaixo, o deputado Jean Wyllys, do mesmo movimento, confabula com o senador petista Paulo Paim. [Foto: Geraldo Magela/Agência Senado]

______________ 
(*) A respeito, aqueles que desejarem ler a íntegra da matéria — de autoria Rodrigo Baptista e intitulada “Votação de projeto que pune preconceito contra homossexuais é adiada a pedido do governo” —, ela encontra-se disponível no site do Senado Federal, no seguinte link:

2 de dezembro de 2013

Adeptos da “familiafobia” insistem em aprovar a “lei da homofobia”

Manifestação em Brasília, em junho de 2011, contra o PLC 122

Paulo Roberto Campos
prccampos@terra.com.br

Soube que no próximo dia 4 (quarta-feira), além da importante audiência de que falamos no post anterior (abaixo), certamente será DE NOVO posto em votação o tristemente afamado PLC 122 — a “lei da homofobia”, também mal-afamada como “lei da mordaça homossexual”, ou “lei do zípper”. 

Isto porque, à pretexto de uma ação “anti-homofobia” (na realidade uma ação anti-família), pretende-se abolir a liberdade de expressão de se manifestar em defesa da Lei de Deus que condena o homossexualismo. Pretende-se impor aos brasileiros — que consideram o homossexualismo uma afronta à ordem natural das coisas e ao nosso Criador — a ditadura homossexual. Obrigando, por exemplo, os professores a ensinar às nossas crianças a “ideologia de gênero”, ou seja, que elas podem optar por algum outro gênero, escolher ser masculino ou feminino, ou fazer a opção por algum “gênero” diferente... Um incentivo aos pequenos à prática homossexual!

No dia 20 de novembro último, o tal PLC foi retirado de pauta na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). Certamente devido às manifestações contrárias, provenientes de várias partes do Brasil, que estavam chegando ao Congresso Nacional. 

Entretanto, parlamentares que estão a serviço do lobby homossexual voltam à carga nesta semana para ver se conseguem, neste fim de ano, aprovar o PLC 122. 

Já que os “familiofóbicos” insistem no absurdo projeto, vamos também insistir no seu engavetamento. Assim, pedimos que nossos leitores voltem a telefonar para o Senado. A ligação é gratuita. Proteste contra o PLC 122. Peça seu definitivo arquivamento! Mande-o para a lata de lixo!
Telefone agora mesmo: 
0800 61 22 11 
Só descansaremos quando o PLC 122 estiver definitivamente arquivado, jogado no lixo. O lobby do movimento homossexual, que prega fanaticamente a repugnância aos valores morais que regem a instituição da família, não pode ter voz nem vez, pois atenta contra Deus e seus ensinamentos. 
____________
PS: Aqueles que desejarem conhecer melhor o quanto o PLC 122 representa de ameaça à Família, aconselho a leitura de outros posts. Para isso, click em “Lei da Homofobia”, no SUMÁRIO que se encontra abaixo, na coluna da direita.

1 de dezembro de 2013

Câmara dos Deputados promoverá audiência pública sobre aborto

COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS 


54ª Legislatura – 3ª Sessão Legislativa Ordinária 

PAUTA DE REUNIÃO ORDINÁRIA 

AUDIÊNCIA PÚBLICA 

DIA 04/12/2013 
(SUJEITO A ALTERAÇÃO) 

LOCAL: Anexo II, Plenário 09 
HORÁRIO: 14h 
Audiência Pública: 
TEMA: Discutir o aborto. Req. 89/13, do Dep. Pastor Marco Feliciano. 


Convidados:  
DEPUTADO JOÃO CAMPOS, autor do requerimento da CPI do Aborto;  
HERMES RODRIGUES NERY, Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté;  
• Representante do Ministério da Saúde. 
___________________

Nota do Blog da Família: Precisamos acompanhar atentamente esta importante audiência, pois, conforme ocorrerem os debates, poderá ter consequências em nossa luta contra a legalização do aborto no Brasil. Roguemos a Deus, por intercessão de Sua Santa Mãe, que ilumine nossos representantes que deverão defender a vida inocente desde a sua concepção. 

Vale a pena aqui relembrar as severas palavras do Padre Pio a respeito do aborto: 
"Quando virdes uma alma que anuncia o aborto como feito benigno, sabereis que nela reina o príncipe das trevas, e sua eternidade está por ora no livro da morte. [...] Ai de nós se consentirmos com esse miserável pecado mortal. Não ousemos tomar o lugar do Criador, e não permitamos que nenhum homem o faça. Não sejamos cúmplices deste crime maldito por culpa do nosso silêncio e da nossa tibieza”.

29 de novembro de 2013

Mulheres que tomam anticoncepcionais têm mais risco de desenvolver glaucoma


WASHINGTON DC, 19-11-13 (ACI/EWTN Noticias)  Um estudo realizado em uma universidade dos Estados Unidos revelou que as mulheres que tomaram anticoncepcionais orais por mais de três anos têm mais risco de desenvolver glaucoma, independentemente do tipo de pílula ingerida. 

Shan Lin, professor de oftalmologia da Universidade da Califórnia (Estados Unidos), assinalou que o aumento do risco foi similar independentemente do tipo de anticoncepcionais orais ingeridos. O estudo se centrou em 3.406 mulheres maiores de 40 anos entre 2005 e 2009 e, segundo Lin, "deveria fomentar mais pesquisas para estabelecer a relação causal entre o consumo de anticoncepcionais orais e o glaucoma".

A agência AFP informou que a pesquisa foi apresentada na conferência anual da Academia Americana de Oftalmologia. "No momento, as mulheres que tomaram anticoncepcionais orais durante três anos ou mais devem realizar um exame de glaucoma e controlar-se periodicamente com um oftalmologista, sobretudo, se tiverem outros fatores de risco existentes", recomendou o médico. 

O glaucoma, uma das principais causas da cegueira, afeta ao redor de 1 por cento da população maior de 40 anos. Esta doença crônica é causada pela destruição progressiva das fibras do nervo óptico devido a vários fatores, dos quais o mais comum é uma elevação anormal da pressão intraocular (PIO).

Embora este estudo não tenha estabelecido uma relação de casualidade entre a pílula e o glaucoma, pesquisas anteriores demonstraram que o estrogênio, um hormônio sexual feminino, pode ter um papel significativo no desenvolvimento desta doença.

25 de novembro de 2013

Um bebê, um prodígio, uma lição contra os aborteiros


Paulo Roberto Campos
prccampos@terra.com.br

Ward Miles Miller, um bebê nascido muito prematuramente — com apenas cinco meses e meio de gestação, com 12 cm de altura e pesando somente 700 gramas — causava toda a impressão de que não sobreviveria. Entretanto, graças a Deus, venceu “N” obstáculos para se recuperar, inclusive 100 dias penosos na UTI, e agora passa bem, brincando, esperneando, chorando, sorrindo como toda criancinha de um ano. 
O miudinho bebê com sua mãe e ele, já com um ano, devorando o bolo de aniversário
Seu pai, Benjamin Miller, que é fotógrafo com o pseudônimo de Benjamin Scot, filmou o primeiro ano da árdua vida do pequenino. O vídeo começa no Hospital Infantil Nationwide, em Columbus, Ohio (Estados Unidos), com a extremosa mãe Lyndsey Miller, com ajuda de enfermeiras, pegando carinhosamente seu bebezinho. Lyndsey sorri para a câmera, mas muito emocionada não consegue conter as lacrimas.

No dia 31 de outubro p.p., o vídeo foi postado no YouTube a fim de comemorar o primeiro ano do neném e já ultrapassou a cifra de 1 milhão de visualizações! Não deixe de assisti-lo e também de divulgar esta bela notícia — uma bela lição de vida contra os aborteiros de plantão que, como abutres, rodam os hospitais à procura de vítimas para serem exterminadas e, assim, favorecer a indústria do aborto e deixar mães traumatizadas.


O pai do pequenino Ward declarou sobre o vídeo que mostra a progressiva recuperação da criança: “A filmagem resume o primeiro ano de meu filho. Nasceu muito prematuro e teve que superar muitos e grandes obstáculos, mas não maiores que nosso Deus. Esta é uma história do amor de uma mãe por seu bebê”.

Dessa extremosa mãe, que sacrificou seu tempo para se dedicar inteiramente ao filho, bem se poderia aplicar as palavras do Papa Pio XII: “Felizes aquelas crianças que encontram na mãe junto do berço um segundo anjo da guarda para a inspiração e o caminho do bem!”  


GALERIA DE FOTOS [Cortesia de Benjamin Scot]
“Felizes aquelas crianças que encontram na mãe junto do berço um segundo anjo da guarda para a inspiração e o caminho do bem!”
(Papa Pio XII)

22 de novembro de 2013

Ainda sobre a “Lei da Mordaça” a ser aplicada aos defensores da Família



Paulo Roberto Campos
prccampos@terra.com.br

No caso da anunciada votação do PLC 122/2006, para o dia 20 p.p., obtivemos vitória numa batalha, mas não na guerra contra este projeto absurdamente anti-família. A guerra continua, pois ainda não arquivaram tal PLC — a “Lei da Mordaça". Ele apenas foi retirado de pauta no dia marcado para sua votação na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado (CDH). 

Portanto não podemos nos calar e precisamos estar bem atentos a possíveis manobras regimentais, nas quais os parlamentares, manipulados pelo lobby homossexual, são mestres. Se não vigiarmos, na calada da noite, eles acabam aprovando o nefando PLC.

Tudo leva a crer que a “retirada da pauta” do PLC 122 foi devido às reações, como os telefonemas e e-mails de protestos ao Senado e diversas outras manifestações. Mas como o perigo não foi afastado, continuemos pressionando os parlamentares. No final deste post assista um vídeo sobre a questão. 

A respeito do problema da criminalização do que muito equivocadamente chamam “homofobia”, click em “Lei da Homofobia”, no SUMÁRIO que se encontra abaixo na coluna da direita. Ver-se-á que, no fundo, o que se pretende é criminalizar os defensores da família, destruir esta instituição, abolir a liberdade de expressão e liberdade religiosa — proibir qualquer manifestação contra as práticas homossexuais severamente condenadas por Deus. 
Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa - (E/D) Senadora Ana Rita (PT-ES), presidente da CDH, deputado Marco Feliciano (PSC-SP), senadora Ângela Portela (PT-RR) e os senadores Magno Malta (PR-ES), Eduardo Lopes (PRB-RJ), Walter Pinheiro (PT-BA) e Paulo Paim (PT-RS) discutem, no dia 20-11-13, sobre a votação do PLC 122/2006.
Crédito: José Cruz/Agência Senado
Transcrevo a seguir a CARTA ABERTA, assinada Adolpho Lindenberg, que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira encaminhou a todos os senadores: 
“Em 21 de maio p.p., o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira protocolou, na presidência desta Casa, a entrega de 3.449.376 de e-mails enviados aos Senadores por brasileiros de todas as latitudes, pedindo a rejeição total do PLC 122 (volume XL). Diante da iminência da votação do substitutivo do Sen. Paulo Paim na Comissão de Direitos Humanos do Senado, o mesmo Instituto dirige-se respeitosamente a seus membros, em Carta Aberta, reiterando o pedido de arquivamento total do projeto. 



Brasília, 20 de novembro de 2013

Carta Aberta aos membros da Comissão de Direitos Humanos do Senado

Rejeitem a chamada “lei da homofobia” 

Excelentíssimos Senhores Senadores, 

De acordo com notícias veiculadas no site do Senado (14 e 19-11-13), o Sen. Paulo Paim apresentou substitutivo ao Projeto de Lei 122/2006, popularmente conhecido como “lei da homofobia”. De acordo com o site, “até hoje não foi possível aprová-lo porque alguns parlamentares apontaram no texto tentativa de cercear a liberdade religiosa.” Tal lacuna teria sido preenchida, pois, diz o relator, “colocamos parágrafo que resguarda ‘o respeito devido aos espaços religiosos,’ quanto à manifestação de afetividade de qualquer pessoa em local público ou privado aberto ao público”. 

Tais informações não procedem, pois a “liberdade religiosa” continua sendo gravemente “cerceada” pelo PLC 122. Senão, vejamos. 

De acordo com declarações do senador-relator à Agência Senado, será permitido criticar a prática homossexual somente dentro dos “templos religiosos”. 

Para ele, “poderá ser preso aquele que praticar crime de racismo, de discriminação contra idoso, contra deficiente, contra índios e em função da orientação sexual. Todo crime de agressão, seja verbal ou física, vai ter que responder um processo legal“. 

Isso não se aplica. Com clareza e objetividade, a Dra. Helena Lobo da Costa, professora de Direito Processual Penal na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), mostra documentadamente que uma lei contra a homofobia é totalmente inútil do ponto de vista jurídico. Tudo quanto poderia ser considerado “crime” contra um homossexual já está previsto no Código Penal e vale para todos os cidadãos. Nada justifica a criação de um estatuto privilegiado instituindo uma casta (cfr. Jornal do Advogado-SP, março-2011). 

Mas o eminente relator fez uma concessão enganadora: “Dentro dos cultos religiosos, temos que respeitar a livre opinião que tem cada um. Por exemplo, você não pode condenar alguém por, num templo religioso, ter dito que o casamento só deve ser entre homem e mulher. É uma opinião que tem que ser respeitada.” 

E a liberdade de expressão de todo cidadão brasileiro, garantida pela Constituição, vai por água a baixo? A livre expressão agora está restringida a um gueto que o relator chama de “templo religioso”? 

Aparentemente sim. Mas no texto, nem sequer essa “livre expressão” está resguardada. De acordo com o substitutivo, proíbe-se “induzir ou incitar a discriminação ou o preconceito […] de orientação sexual e identidade de gênero” e se penaliza quem “impedir ou restringir a manifestação de afetividade de qualquer pessoa em local público ou privado aberto ao público, resguardado o respeito devido aos espaços religiosos.”

O texto não diz que os religiosos poderão falar em seus templos contra a prática homossexual, mas que poderão coibir a “manifestação de afetividade” homossexual em suas igrejas. Só isso. 

Essa concessão, ao que tudo indica, serve apenas para tentar adormecer as reações contra o projeto, sem mudar substancialmente seu aspecto persecutório.

Entretanto, há mais: 

Uma mãe não poderá cumprir seu dever de resguardar a moral de seus filhos. Pois se uma mãe quiser contratar uma babá, e aparecer uma candidata lésbica, a mãe não pode sequer dificultar sua contratação pelo fato de ser lésbica a candidata, sob pena de ficar até três anos atrás das grades. 

Não poderá mais haver colégios de acordo com a lei de Deus. Pois se o diretor de uma escola cristã impedir a contratação de um homossexual declarado e militante, três anos de cadeia! 

E o que será do reitor do seminário que não aceitar um candidato homossexual? O que será da paróquia que impedir a contratação de um funcionário assim? 

Como já dissemos, o substitutivo ao PLC 122/2006 contém em seu bojo praticamente todo o péssimo conteúdo anterior, com poucas maquiagens para mitigar as reações. 

De nossa parte, baseados no best-seller “Homem e Mulher, Deus os criou”, do renomado sacerdote Pe. David Francisquini e prefaciado pelo Arcebispo da Paraíba, D. Aldo de Cillo Pagotto, afirmamos que não temos como objetivo difamar ou injuriar ninguém, não nos move o ódio pessoal contra quem quer que seja. Nossa oposição ao projeto em pauta visa defender as preciosas instituições e normas da civilização cristã na sociedade, cujas liberdades correspondentes se encontram inscritas na Constituição brasileira. 
*   *   *
Os brasileiros, em sua grande maioria, não querem a aprovação dessa lei. Fazendo eco a esse brado da opinião pública, representado pelos 3.449.376 e-mails supracitados, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira vem por meio desta pedir novamente aos Srs. Senadores que digam NÃO ao PLC 122/2006, sob pena de vermos implantada no Brasil uma verdadeira perseguição religiosa, e uma crise de consciência sem precedentes na história da Nação.  
Adolpho Lindenberg
Presidente


______________________________

20 de novembro de 2013

Urgente: a “lei da homofobia” (PLC 122) será votada nesta quarta-feira

Novamente ameaça a "lei da mordaça", ou "lei do zíper"
Edson Carlos de Oliveira

O novo texto do PLC 122, a chamada “lei de homofobia”está em pauta para ser votado nesta quarta-feira, dia 20 de novembro, na Comissão de Direitos Humanos do Senado. 

O que ocorrerá caso esse projeto se transforme em lei? 

Um exemplo: Uma mãe não poderá cumprir seu dever de resguardar a moral de seus filhos. Pois se ela desejar contratar uma babá, e aparecer uma candidata lésbica, a mãe não pode sequer dificultar sua contratação pelo fato da candidata ser lésbica, sob pena de ficar até três anos atrás das grades. 

Outro exemploNão poderá mais haver colégios ensinando de acordo com a lei de Deus. Pois se o diretor impedir a contratação de um homossexual declarado e militante: três anos de cadeia! 

E o que será do reitor do seminário que não aceitar um candidato homossexual? O que será da paróquia que impedir a contratação de um funcionário assim? 
Ligue agora mesmo para o Senado e proteste! O telefonema ao AloSenado é gratuito:
0800 61 22 11. 


A mentira da concessão da liberdade de expressão dentro das igrejas 

A nova redação visa inserir na Lei 7.716, que cuida de punir crimes resultantes de discriminação ou preconceito, a punição também aos crimes praticados por discriminação de orientação sexual e identidade de gênero. 

De acordo com declarações do senador relator do projeto, Paulo Paim (PT), à Agência Senado, será permitido criticar a prática homossexual somente dentro dos “templos ‘religiosos”. 

Para ele, “poderá ser preso aquele que praticar crime de racismo, de discriminação contra idoso, contra deficiente, contra índios e em função da orientação sexual. Todo crime de agressão, seja verbal ou física, vai ter que responder um processo legal”. 

Mas Paim fez uma concessão enganadora: “Dentro dos cultos religiosos, temos que respeitar a livre opinião que tem cada um. Por exemplo, você não pode condenar alguém por, num templo religioso, ter dito que o casamento só deve ser entre homem e mulher. É uma opinião que tem que ser respeitada.” 

A livre expressão agora está restringida a um gueto que eles chamam de “templo religioso”? 

NÃO! Nem isso. 

No texto redigido pelo senador Paulo Paim, é proibido “induzir ou incitar a discriminação ou o preconceito [...] de orientação sexual e identidade de gênero” e penaliza quem “restringir a manifestação de afetividade de qualquer pessoa em local público ou privado aberto ao público, resguardado o respeito devido aos espaços religiosos.” 

Apesar do que afirmou Paulo Paim à Agência Senado, o texto do projeto não diz que os religiosos poderão falar em seus templos contra a prática homossexual, mas sim que poderão coibir a “manifestação de afetividade” homossexual em suas igrejas. Só isso.
Ligue agora mesmo para o Senado e proteste! O telefonema ao AloSenado é gratuito: 
0800 61 22 11

17 de novembro de 2013

Pedagogos advertem a respeito da Internet


Mathias Von Gersdorff
Do site alemão “Kultur und Medien”, em 5-11-2013
Jovens se deixam fotografar ou tiram fotos de si mesmos despidos e as enviam a amigos pela Internet. Esses jovens não se preocupam com as consequências que essas fotos — em si mesmas de um caráter reservado — possam causar em outros que as vêem na Internet, advertem pedagogos e a polícia. 

Normalmente a troca de fotos pornográficas por menores de idade — mesmo com o consentimento deles — é proibida. Muitos jovens não se dão conta dos perigos e das consequências resultantes dessa troca de fotos. Elas são sujeitas a penas judiciais em razão dos problemas psicológicos que causam. 

A tendência em pôr as próprias fotos pornográficas no circuito da internet se acentuou nos últimos dois ou três anos, declaram os pedagogos e especialistas em mídia Jens Wiemken, da cidade de Vechta, e seu colega Moritz Becker. Somente agora os diretores das escolas de Cloppenburg se deram conta do fenômeno e a ele dedicam sua atenção. Numa carta dirigida aos pais dos alunos eles comunicam: “As fotos se espalham rapidamente através de smartphones. Há pouca esperança de que elas fotos sejam retiradas da internet.” Outro diretor de um ginásio observa que “os alunos não têm consciência do problema”. 

Hoje não é mais como antes: aos 12 anos de idade, jovens já tomam conhecimento dessas fotos pela Internet. Grande número delas é tirado continuamente, pois a concepção do que seja a esfera privada vai desaparecendo, acentua Wiemken. Fotografar-se a si mesmo é um meio de chamar a atenção e dar-se importância. Torna-se necessária uma instrução para que jovens usem corretamente a Internet. Eles precisam se dar conta das consequências resultantes do envio de textos ou fotos pornográficos. 

Os pais devem falar com seus filhos a respeito da troca de material sobre sexo, esclarece Kirstin Langer, diretora da associação. “Observe bem o que seus filhos veem na internet”. Frequentemente os jovens têm uma idéia muito limitada da má impressão que podem causar ao outro sexo. Neste caso é preciso que os pais assumam sua responsabilidade e corrijam a situação. 

Não é possível que os jovens tenham a idéia de que podem mostrar o próprio corpo quando desejam se mostrar interessantes — adverte Langer. Essa idéia prejudica sobretudo as crianças cuja aparência não corresponde ao ideal de beleza. 

O abuso de fotos íntimas na Internet é a pior forma de mobbing cibernético, diz o psicólogo de crianças e adolescentes Urs Kiener. Para adolescentes em geral, é altamente prejudicial quando suas fotos circulam pela Internet. Eles se sentem então desamparados e desesperados.