2 de maio de 2014

Às vésperas da “Parada homossexual”, uma nota ESCANDALOSA da “Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo”

Numa “Parada homossexual” na Av. Paulista, de modo blasfemo e sacrílego, participantes desfilaram com imagens de santos pintados como se estes fossem homossexuais (destaque na foto), debochando assim de Deus e de seus Santos

Paulo Roberto Campos 

Em muitos meios católicos causou enorme e justificado escândalo a nota publicada pela “Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo” no último dia 30. 

Em apoio ao movimento homossexual, tal nota foi publicada propositalmente às vésperas da “18ª Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de São Paulo”, que se realizará no próximo domingo, 4 de maio. No final deste post transcrevo a notícia sobre essa vergonhosa nota.(*) 

A propósito da denominação “Parada do Orgulho”, relembro aqui o que afirma a Sagrada Escritura: “O princípio de todo pecado é o orgulho” (Ecl. 10, 15). 

Sirvam estas linhas de reparação a Nosso Senhor Jesus Cristo contra tal “Parada homossexual”, que é da ostentação do “orgulho” (satânico) de se praticar o ato sodomítico — gravíssimo pecado sensual contra a natureza, que o Primeiro Catecismo da Doutrina Cristã classifica como um dos pecados que bradam ao Céu e clamam a Deus por vingança. 

Uma vez que não tive conhecimento de alguma publicação da Arquidiocese de São Paulo, nem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, desautorizando a escandalosa nota que emitiu apoio ao movimento homossexual, transcrevo a seguir uma excelente matéria que expõe a doutrina verdadeiramente católica a respeito da pecado de homossexualismo. 

Nessa matéria, publicada na revista Catolicismo Nº 553 (Janeiro/1997), o Monsenhor José Luiz Villac, responde a seguinte pergunta: “A imprensa tem tratado com muita frequência do problema da homossexualidade. O Sr. poderia dizer o que ensina a Igreja Católica a respeito, e o que Ela recomenda para a pessoa se afastar desse vício?”

“Com muito gosto me honrarei de dar aos caros leitores alguma orientação sobre o problema da homossexualidade e homossexualismo, assunto tão delicado, mas também tão atual quanto sinistro.

A respeito da homossexualidade, a doutrina católica distingue entre a tendência homossexual(homossexualidade) — que pode ser devida a defeitos genéticos, de educação ou a fatores psicológicos e morais — e a prática homossexual (homossexualismo).

Tendência homossexual
A tendência homossexual é uma paixão, isto é, um apetite desordenado, que já denota um desvio da natureza, pois o instinto sexual normalmente só se manifesta em relação a pessoas de outro sexo, uma vez que foi dado ao homem e à mulher com vista à procriação.

A pessoa que sofre essa tentação — contrária à natureza, é preciso realçar — tem obrigação moral de combatê-la a ferro e fogo, e não consentir absolutamente em nada do que ela pede. Nem por pensamentos, nem por palavras, nem por atos. Se a pessoa assim agir, estará isenta de culpa. É tentação vencida, é vitória alcançada. É aumento em graça e virtude!

A paixão pode solicitar até veementemente para um ato mau, mas se a pessoa tentada não consente, lutando para afastar o mau pensamento e fugindo das ocasiões de queda, não só não comete pecado, mas ganha méritos perante Deus, pela batalha vitoriosa que desenvolve contra as más inclinações que tem dentro de si, triste herança do pecado original.

Como combater essa má tendência
Um dos segredos da vitória nessa matéria está na estratégia do combate aos maus pensamentos.

A batalha contra os maus pensamentos deve começar muito antes que eles despontem na imaginação ou na memória, isto é, muito antes que nasçam na cabeça. A resistência deve começar pelo combate à raiz desses maus pensamentos.

Qual é essa raiz?

Geralmente as pessoas com tendência homossexual são tendentes a uma visão acentuadamente egoísta da vida, de cunho sentimental e romântico. No fundo, gostam de admirar-se, "adorar-se", de se acharem maravilhosas e sublimes, e de se considerarem incompreendidas pelos outros. É com base nessa mentira que, de início até imperceptivelmente, põem-se a procurar uma "alma irmã" que as compreenda. E uma "alma irmã" do mesmo sexo...

Se uma pessoa assim não combate essa auto-contemplação e esse sonho a respeito de sua suposta sublimidade, ela põe o pé na rampa, derrapando depois para todas as desordens monstruosas da vida homossexual. A esse respeito, leia na Sagrada Escritura o que diz São Paulo na Epístola aos Romanos, cap. 1, vers. 21 a 32. É impressionante.

Outro segredo é a fuga das ocasiões próximas de pecado.

Segundo a doutrina católica, há obrigação moral sub-gravi de evitá-las.

Uma ocasião de pecado é próxima quando se percebe que pode levar logo ao pecado. Por exemplo, manter amizade e frequentar rodas de pessoas do mesmo sexo em relação às quais o indivíduo, por um apelo de seus instintos desviados, sente atração homossexual.

Assim, falar de "amizade" entre homossexuais sem temer que acabe, mais cedo ou mais tarde, desfechando no ato abominável, é o mesmo que achar possível brincar de riscar fósforos a dois milímetros da boca aberta de um tonel de gasolina e não prever a explosão. Não é lícito.

Prática homossexual
Por outro lado, a prática homossexual — ou seja, manter relações sexuais com pessoas do mesmo sexo — constitui um pecado abominável aos olhos de Deus, daqueles que a Igreja classifica como "pecados que clamam a Deus por vingança".

De fato, na Sagrada Escritura são várias as condenações explícitas a esse pecado, mostrando eloquentemente a sua ignomínia. Basta citar o proverbial exemplo das cidades de Sodoma e Gomorra, que foram destruídas num apocalíptico dilúvio de fogo vindo do céu, como castigo por esse pecado (Cfr. Gen., cap. 18 e 19). Também no Levítico a condenação ao homossexualismo é clara e radical: "Aquele que pecar com um homem como se fosse mulher, ambos cometem coisa execranda e sejam punidos de morte; o seu sangue caia sobre eles"(20, 13). Existem ainda condenações ao abjeto ato sodomítico em outros livros da Bíblia, que seria supérfluo acrescentar.

Requinte desenfreado de luxúria
Nem sempre a prática homossexual (homossexualismo) deriva de uma tendência (homossexualidade) observada desde a juventude ou mesmo desde a infância. Muitas pessoas se tornam homossexuais por um requinte desenfreado de luxúria. Querem ter novas "experiências" nessa matéria, embora antes fossem perfeitamente normais, ou seja, heterossexuais de tendência e de prática. Isto constitui um pecado ainda mais grave, pois não se trata apenas de uma concessão à tendência desregrada e antinatural que porventura a pessoa já tivesse, mas sim da procura deliberada de um pecado contra a natureza, em busca de novas sensações torpes e vergonhosas, severamente proibidas por Deus.

"Vítima" do homossexualismo
Outras vezes uma pessoa de tendência originária normal, heterossexual, pode ser "forçada" — note bem: forçada — a adotar práticas homossexuais devido a uma permanência prolongada em certos ambientes de baixo nível moral, como penitenciárias, navios em viagens de longo curso, etc. Neste caso o pecado, embora gravíssimo e abominável, pode não ter o mesmo grau de abominação do caso anterior, principalmente se a pessoa for vítima de violência para consentir no ato torpe. Mas deve heroicamente opor toda a resistência possível, sacrificando até a própria vida, a exemplo de uma Santa Inês, de Santa Maria Goretti e de tantos outros heróis da Fé e da Pureza.

As pessoas que adotam práticas homossexuais nestas duas circunstâncias, geralmente ficam sendo taradas bissexuais, ou seja, com tendência e práticas sexuais com pessoas do mesmo sexo e do outro. Neste caso, suas práticas homossexuais constituem pecado gravíssimo contra a natureza, que clamam a Deus por vingança devido ao extremo grau de malícia que lhes é próprio, enquanto as relações heterossexuais, se realizadas fora do casamento, constituem pecado de fornicação ou, mais grave ainda, de adultério.

A importância da oração e dos Sacramentos
Para evitar isso, é preciso pedir a graça de Deus e a especial proteção de Nossa Senhora. O que se consegue rezando e frequentando assiduamente os Sacramentos. Porque, sem o auxílio sobrenatural da graça, nenhum homem é capaz de cumprir estavelmente os Dez Mandamentos, sobretudo o 6º e o 9º, ainda mais no mundo permissivista em que vivemos.

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O Estado de S. Paulo, quinta-feira, 1º de maio de 2014

Comissão da Arquidiocese de SP defende
dignidade de gays

William Castanho e Mônica Reolom — Agência Estado

A Comissão Justiça e Paz da Arquidiocese de São Paulo publicou nesta quarta-feira, 30, uma nota em “defesa da dignidade, da cidadania e da segurança” dos homossexuais. O texto foi publicado às vésperas da 18ª Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais de São Paulo, que será realizada neste domingo, 4, na Avenida Paulista.

Não podemos nos calar diante da realidade vivenciada por esta população, que é alvo do preconceito e vítima da violação sistemática de seus direitos fundamentais, tais como a saúde, a educação, o trabalho, a moradia, a cultura, entre outros”, afirma, em nota, a entidade da Igreja Católica. A comissão diz também que LGBTs “enfrentam diariamente insuportável violência verbal e física, culminando em assassinatos, que são verdadeiros crimes de ódio”.

A entidade convida “pessoas de boa vontade e, em particular todos os cristãos, a refletirem sobre essa realidade profundamente injusta das pessoas LGBT e a se empenharem ativamente na sua superação, guiados pelo supremo princípio da dignidade humana”. Ainda de acordo com a nota, o posicionamento da entidade, “fiel à sua missão de anunciar e defender os valores evangélicos e civilizatórios dos direitos humanos, fundamenta-se na Constituição Pastoral Gaudium et Spes, aprovada no Concílio Vaticano II: “As alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres e de todos aqueles que sofrem, são também as alegrais e as esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo”, diz o documento.

Dar voz — O diretor da Comissão Justiça e Paz da arquidiocese, Geraldo Magela Tardelli, afirmou que esta é a primeira vez que a comissão escreve “formalmente” a favor dos homossexuais. “A comissão tem uma missão, segundo D. Paulo Evaristo Ars: ‘temos que dar voz aqueles que não tem voz’. Neste momento, o que estamos percebendo é que há um crescimento de violência contra homossexuais, então a gente não pode se omitir em relação a essa violação dos direitos humanos”, afirmou o diretor.

Segundo ele, a realização da Parada [homossexual] determinou a divulgação da nota. “Nós achamos que esse era o momento correto de colocar essa nota em circulação. Nós da Igreja estamos engajados na defesa dos direitos humanos e não compactuamos com nenhuma violação, independentemente da cor e da orientação sexual das pessoas”, disse Tardelli.


1 de maio de 2014

“EU NÃO MEREÇO SER ABORTADO”


Pegando “carona” na campanha promovida a propósito do resultado (muito equivocado) da pesquisa do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), vamos difundir esta outra campanha contra o aborto. 

Para o bom resultado dessa campanha, para proteção do inocente ainda no ventre materno, vamos divulgar, compartilhar, “twittar”, “facebookar” etc. a foto acima.

Relembrando algo muito esquecido: a moral católica




Em entrevista publicada na Revista Catolicismo de abril/2014 (Nº 760), o Cardeal Raymond Leo Burke esclarece importantes pontos de moral católica, especialmente no que concerne à instituição familiar. Em nome do relativismo moral — que penetrou até mesmo em ambientes católicos — a família vem sendo paulatinamente desagregada.



O Emmo. Cardeal Raymond Leo Burke foi recentemente entrevistado pela pela Srta. Izabella Parowicz, da revista “Polonia Christiana”, de Cracóvia. Nascido em Richland Center (Wisconsin, EUA) em 30 de junho de 1948, ele exerce atualmente o cargo de Prefeito do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica — o mais alto tribunal da Santa Sé, que corresponde ao nosso Supremo Tribunal Federal. Anteriormente, foi Bispo de La Crosse, em seu estado natal, de 1994 a 2003, e Arcebispo de Saint Louis de 2003 a 2008. O insigne purpurado é uma voz proeminente nos ambientes conservadores, especialmente em assuntos atinentes à Igreja, à família e à política americana. O Cardeal Burke e a referida revista polonesa concederam autorização a Catolicismo para a reprodução de pontos salientes dessa importante entrevista.

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Catolicismo — Eminência, é possível ser parcialmente católico? Frequentemente ouvimos afirmações como: “Eu sou católico, mas...”. Até que ponto é permitido aos católicos fazer compromissos quando se trata de defender a vida humana, o matrimônio e a família?
Cardeal Burke A noção de “Catolicismo parcial” é uma contradição nos termos, que reflete a presente tendência cultural ao individualismo e ao relativismo; em outras palavras, a tendência de acomodar qualquer realidade, sem respeito pela sua natureza objetiva, aos próprios pensamentos e desejos. Os católicos que têm essa noção de sua fé e prática católicas são algumas vezes chamados de católicos de “cafeteria”, porque eles selecionam e escolhem entre os ensinamentos da Igreja sobre fé e moral, aquilo que eles querem acreditar e seguir. Um verdadeiro católico aceita, sem compromissos, todas as verdades que a Igreja ensina a respeito da fé e da vida moral.

Catolicismo — Por que a inocência é minimizada hoje em dia? Refiro-me à vida dos bebês em gestação, às crianças que são violentadas psicologicamente durante as aulas de educação sexual obrigatória, e à inocência entendida como a pureza de pensamentos e (antes do casamento) pureza da carne.
Cardeal Burke Uma agenda totalmente secular, para ter sucesso, deve atrair as crianças e os jovens para a sua maneira de pensar. A educação é a chave final para a sua vitória na sociedade. A única maneira de ela conquistar as crianças e os jovens é usurpando o dever solene dos pais e professores de educar de acordo com o que é verdadeiro, bom e belo. Pais, e professores que trabalham com os pais na educação correta de seus filhos, devem necessariamente respeitar por completo o período de inocência das crianças e dos jovens. Respeitando essa inocência natural, que é um reflexo do dom de Deus referente à consciência para todas as crianças, pais e professores vão prepará-las, como também os jovens, para responder de forma clara e corajosa a essas forças que roubariam sua inocência. Tanto dentro de si mesmos — devido aos efeitos do pecado original — quanto fora, por exemplo, devido às más companhias e más comunicações, como a pornografia na internet. Pais e professores devem estar sempre vigilantes para que nada seja introduzido no currículo que viole a inocência de uma criança, e até mesmo tentativas de incutir gravemente na criança formas erradas de pensar — como, por exemplo, um currículo aprovado por determinado governo que ensina a crianças de quatro e cinco anos que o casamento pode assumir formas diversas da união duradoura, fiel e procriativa de um homem e uma mulher.

Catolicismo — Hipócrates não era católico, mas jurou o seguinte: “Eu não vou dar uma droga mortal a ninguém se solicitado, nem darei uma sugestão para esse efeito. Do mesmo modo, não darei a uma mulher um remédio abortivo. Em pureza e santidade eu vou conservar minha vida e minha arte.” Hoje em dia, os ataques contra a vida humana estão se tornando cada vez mais fortes. Mesmo médicos nominalmente católicos, que também admitem o juramento de Hipócrates, tendem a assumir a sacralidade da vida humana de modo leve e permitir soluções que envolvem morte (ou seja, o aborto e a eutanásia), a fim de garantir a realização pessoal, o conforto, ou a eliminar algum “problema” de um indivíduo. Como podemos evitar que esse mal intrínseco e disfarçado se espalhe ainda mais?
Cardeal Burke A situação que você descreve é ​​tragicamente real. Muitas vezes fico profundamente triste ao ver a arte médica, que por sua natureza é dirigida para a cura e a preservação da vida humana, ser reduzida a uma tecnologia de mutilação e morte. É fundamental dar às crianças, entre as quais estão os futuros médicos do mundo, uma catequese sólida, incluindo a formação essencial no que diz respeito à dignidade inviolável da vida inocente e indefesa, à integridade do matrimônio e da família, e ao livre exercício de uma consciência corretamente informada. Também é fundamental proporcionar ocasiões aos médicos e a outros profissionais de saúde de se unirem com vistas à educação continuada sobre as dimensões éticas e religiosas dos cuidados da saúde e a edificação de sua solidariedade na luta contra a cultura do secularismo e da morte. Um excelente exemplo de tal trabalho é a Associação Médica Santa Gianna (http://www.stgiannaphysicians.org), que tem desenvolvido a "Aliança Católica Juramento de Hipócrates do Médico St. Gianna" (http://www.stgiannasphysicians.org/enshrinements/hippocratic_oath).

“É fundamental dar às crianças catequese sólida, incluindo a formação essencial no que diz respeito à dignidade inviolável da vida inocente e indefesa”

Catolicismo — Nos últimos 50 anos, a anulação eclesiástica se tornou uma maneira relativamente fácil para sair de um casamento difícil ou inconveniente. Razões válidas para declarar um casamento nulo e sem efeito muitas vezes são confundidas com meras desculpas para começar uma nova vida. Houve casos em que um ou ambos os cônjuges ficticiamente mudaram seu endereço para obter uma decisão favorável de outro tribunal diocesano de ação rápida ou mais “arejado”. Ademais, enquanto um dos cônjuges tende para a anulação, o outro é contrário a ela e — se a anulação for concedida — eventualmente sofre muito, ou mesmo perde a fé. Além disso, parece haver um novo nicho de mercado para advogados especializados nestes casos de anulação. Poderia Vossa Eminência nos oferecer alguns insights sobre a maneira como as mais altas autoridades judiciais da Igreja previnem o abuso da instituição de anulação? Como devem os leigos resistir à tentação de usar a anulação como uma “saída de emergência” do casamento indissolúvel?
Cardeal Burke O Supremo Tribunal da Signatura Apostólica tem a responsabilidade de supervisionar a administração correta da justiça na Igreja. Isso inclui a justiça administrada pelos tribunais matrimoniais, no caso da acusação de nulidade de um casamento por parte de um ou de ambos os cônjuges. Por meio do processo empregado nos tribunais matrimoniais, um processo estabelecido na lei universal da Igreja, o juiz ou juízes chegam a uma decisão sobre a veracidade da alegação de que um casamento foi nulo desde o início, mesmo que se ele pareceu ter sido um casamento válido . A lei universal da Igreja também estabelece as bases sobre as quais uma ou ambas as partes podem fazer tal afirmação. O processo é direcionado apenas para a descoberta da verdade sobre a reivindicação, pois só a verdade pode servir ao bem das partes envolvidas. A decisão do tribunal é corretamente chamada de "declaração de nulidade", não uma "anulação", de modo a não dar a impressão de que a Igreja está anulando um casamento válido. A declaração significa que o juiz ou juízes — por meio de um processo no qual tanto os argumentos a favor da validade do casamento quanto todos os argumentos a favor da nulidade do matrimônio foram cuidadosamente ponderados — concluíram com certeza moral que o casamento era nulo desde o início. Certeza moral significa que o juiz ou juízes, depois de terem ponderado todos os argumentos — considerando somente a Deus diante de seus olhos —, não tem nenhuma dúvida razoável quanto à nulidade. O processo também inclui os meios para as partes buscarem soluções eficazes, se elas acreditam que a verdade não está sendo obedecida pelo processo.
A ruptura de um casamento pode ser devida a uma causa distinta da nulidade do consentimento matrimonial a partir do início do casamento. Por exemplo, ela pode ser devida ao pecado de uma ou de ambas as partes. Uma parte só deve fazer a alegação de nulidade do casamento quando estiver convencida de que seu casamento, que ela pensava anteriormente que era válido, na verdade era inválido.
Além de receber denúncias sobre possíveis injustiças cometidas nos tribunais locais, o Supremo Tribunal da Signatura Apostólica também recebe um relatório anual sobre o estado e a atividade de cada tribunal matrimonial. Depois de estudar o relatório, envia observações ao tribunal matrimonial, para auxiliá-lo a realizar mais corretamente o seu trabalho. A Signatura Apostólica também solicita às vezes uma cópia da decisão definitiva em um caso de nulidade do casamento, a fim de verificar que a justiça e, portanto, a verdade foi obedecida no processo que conduziu à decisão. Por outro lado, a Signatura Apostólica tem competência para conceder certos favores aos tribunais para a administração mais eficaz da justiça.

Catolicismo — Gostaria de abordar a questão dos políticos nominalmente católicos, que atuam contra o ensinamento da Igreja por exemplo, apoiando publicamente o aborto ou a legalização de casamentos "homossexuais". Vossa Eminência enfatiza frequentemente que a esses políticos não se deve administrar a Santa Comunhão, de modo a evitar o pecado de sacrilégio. Como os padres devem proceder de forma a garantir que esta proibição cumpra não só uma punição, mas também uma função corretiva?
Cardeal Burke A exclusão de receber a Sagrada Comunhão, dos que persistem no pecado manifesto e grave depois de terem sido devidamente advertidos, não é uma questão de punição, mas uma disciplina que respeita o estado objetivo de uma pessoa na Igreja. Do mesmo modo como São Paulo, no capítulo 11 da primeira Carta aos Coríntios, admoestou os primeiros cristãos: "Para qualquer um que come e bebe sem discernir o corpo do Senhor, come e bebe a sua própria condenação" (v. 29), assim também a Igreja, ao longo dos séculos, admoestou aqueles envolvidos em pecado grave e manifesto a não se aproximarem para receber a Sagrada Comunhão. No caso de um político ou outra figura pública que age contra a lei moral em matéria grave e ainda se apresenta para receber a Sagrada Comunhão, o sacerdote deve repreender a pessoa em questão e, em seguida, se ele ou ela persiste em se aproximar para receber a Sagrada Comunhão, o sacerdote deve se recusar a dar o Corpo de Cristo para a pessoa. A recusa do padre de dar a Sagrada Comunhão é um ato nobre de caridade pastoral, ajudando a pessoa em questão a evitar sacrilégio e salvaguardar os outros fiéis do escândalo.

Catolicismo — A política do Presidente dos Estados Unidos em relação à civilização cristã se torna cada vez mais agressiva. Vossa Eminência nota algum sintoma de reações católicas contra essa política? Em caso afirmativo, o que são elas; em caso negativo, por quê?
Cardeal Burke É verdade que as políticas do Presidente dos Estados Unidos da América se tornaram cada vez mais hostis à civilização cristã. Ele parece ser um homem totalmente secularizado, que promove agressivamente políticas anti-vida e anti-família. Agora ele quer restringir o exercício da liberdade de religião à liberdade de culto, ou seja, ele sustenta que se é livre para agir de acordo com sua consciência dentro dos limites de seu lugar de culto; mas que, uma vez que a pessoa deixa o lugar de culto, o governo pode obrigá-la a agir contra a sua consciência retamente formada, mesmo na mais grave das questões morais. Tais políticas teriam sido inimagináveis nos Estados Unidos até 40 anos atrás. É verdade que muitos fiéis católicos, com uma liderança forte e clara de seus bispos e sacerdotes, estão reagindo contra a crescente perseguição religiosa nos EUA. Infelizmente tem-se a impressão de que uma grande parte da população não tem plena consciência do que está ocorrendo. Em uma democracia, tal falta de consciência é mortal. Isso leva à perda da liberdade, a qual um governo democrático existe para proteger. A minha esperança é de que cada vez mais meus concidadãos, à medida que perceberem o que está acontecendo, insistirão em eleger líderes que respeitem a verdade da lei moral, uma vez que ela é respeitada nos princípios fundadores da nossa nação.
“As políticas do Presidente dos EUA se tornaram hostis à civilização cristã. Ele parece ser um homem secularizado, que promove políticas anti-família”

Catolicismo — Há alguma esperança de que a má tendência na legislação dos EUA relativa à proteção da vida possa ser revertida? Os ativistas pró-vida são capazes de agir eficazmente neste assunto? Por que a tática adotada pelos abortistas foi tão eficaz e como ela pode ser combatida com sucesso?

Cardeal Burke Há esperança de que as más leis anti-vida dos Estados Unidos possam ser derrubadas, e de que o movimento que impulsiona ainda mais essa legislação possa ser resistido. O movimento pró-vida nos Estados Unidos tem trabalhado desde 1973 para reverter a decisão injusta do Supremo Tribunal Federal que derrubou as leis estaduais que proíbem o aborto provocado. É verdade que a decisão do Supremo Tribunal continua de pé, mas também é verdade que o movimento pró-vida tem crescido, tornando-se cada vez mais forte nos Estados Unidos, ou seja, cada vez mais os cidadãos, especialmente os jovens, têm sido despertados para a verdade sobre o grave mal do aborto provocado.


Há uma série de razões pelas quais a legislação anti-vida e as decisões dos tribunais têm prevalecido nos Estados Unidos até o presente. As forças da secularização têm sido e continuam poderosas, e são apoiadas pela maior parte da mídia de massa. Houve uma catequese gravemente defeituosa nos Estados Unidos durante várias décadas, a qual deixou adultos e jovens mal equipados para defender a verdade da lei moral. Houve também a tendência da Igreja de ser tímida quanto ao seu dever solene de defender a verdade no fórum público, juntamente com uma interpretação errônea da cláusula de não-estabelecimento da Constituição dos Estados Unidos. Dita cláusula proíbe uma religião oficial, ou religião de Estado, nos EUA, mas não proíbe a Igreja de testemunhar publicamente a verdade. A falsa interpretação é geralmente chamada de "separação entre Igreja e Estado" e restringiria a atividade da Igreja exclusivamente aos assuntos eclesiásticos. Estes são alguns dos fatores que têm favorecido os movimentos anti-vida e anti-família nos EUA.
“É verdade que a decisão do Supremo Tribunal continua de pé, mas também é verdade que o movimento pró-vida tem crescido cada vez mais nos EUA”

29 de abril de 2014

Tribunal da Bolívia mantém a penalização do aborto

O Tribunal Constitucional da Bolívia recusou a despenalização do aborto pedida por grupos feministas. “O aborto é um crime” e “esta decisão do Tribunal Constitucional é um reconhecimento do direito à vida”, declarou o ministro Gualberto Cusi [foto]. Ele acrescentou que o acórdão “respeita o interesse da sociedade” e fundamenta-se “no argumento segundo o qual a vida deve ser respeitada desde a concepção”. O apelo recusado pedia a abolição das penas que punem o massacre dos inocentes — penalidades constantes do Código Penal boliviano, que prevê dois a seis anos de prisão para todo médico ou pessoa que pratique o aborto. Provavelmente pelo temor de perder votos, o governo de Evo Morales preferiu manter-se fora da questão.
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Fonte: Revista Catolicismo, Nº 760, abril/2014.

27 de abril de 2014

Episcopado da Nigéria elogia criminalização do “casamento” homossexual


Episcopado da Nigéria elogia criminalização do “casamento” homossexual

Luis Dufaur

D. Inácio Kaigama,
arcebispo de Jos,
presidente da CEN
 
O presidente da Nigéria, Goodluck Jonathan, aprovou lei que proíbe o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Este será punido com 14 anos de prisão para cada um dos envolvidos. 
“As pessoas do mesmo sexo que tiverem um contrato de casamento ou uma união civil cometem um crime e são passíveis de condenação com uma pena de 14 anos de prisão para cada”, diz a lei. 
A lei também pune o relacionamento homossexual e a adoção de crianças por estes casais. 
“Qualquer pessoa que se registra, opera ou participa de clubes [homossexuais], sociedades e organizações, ou direta ou indiretamente faz demonstração pública de relacionamento amoroso com alguém do mesmo sexo na Nigéria, comete um delito e é passível de condenação a uma pena de 10 anos de prisão”, acrescenta. 
O projeto foi transformado em lei pelo Parlamento da Nigéria e a assinatura do presidente deu-lhe pleno valor legal. 

O país teve de enfrentar interferências descabidas e ameaças do exterior, inclusive econômicas. 

O secretário de Estado americano, John Kerry, mais uma vez manifestou seu desacordo com a decisão interna, soberana e democrática da Nigéria, alegando que a lei vai contra a democracia e a Constituição nigeriana, que ele no mesmo momento estava desconhecendo. 

Em grande parte da África subsaariana, o sentimento moral e a recusa da prática homossexual estão muito enraizados, o que torna a nova legislação nigeriana muito popular. 

De sua parte, a Conferência dos Bispos Católicos da Nigéria (CBCN) emitiu comunicado elogiando a aprovação da lei pelo presidente Jonathan. O comunicado foi difundido pelo “Catholic News Service of Nigeria”. Para o episcopado nigeriano, a lei foi um passo certo na direção certa visando proteger a dignidade da pessoa humana. O episcopado também elogiou o presidente pelo corajoso gesto, praticado a despeito das pressões de órgãos e ONGs internacionais. 

D. Inácio Kaigama, Arcebispo de Jos e presidente da Conferência Episcopal [foto acima], assinou o documento em nome dos bispos e de todos os católicos do país. 

Ele sublinhou que o governo nigeriano agiu em consonância com a moral e os valores éticos dos nigerianos e das culturas africanas que prezam a santidade do matrimonio enquanto união entre um homem e uma mulher. 
“Vossa decisão e a de vosso governo em concordância com o Congresso Nacional, de não se curvar diante da pressão internacional que promove práticas imorais e antiéticas como o “casamento” de pessoas do mesmo sexo e outros vícios ligados a isso, é ainda mais corajosa e é uma clara sinalização da capacidade de nosso grande país de se erguer com sobranceria na proteção de nossas mais amadas instituições culturais do casamento e proteção da dignidade da pessoa humana”. 
Prometendo ao Presidente as orações e o apoio dos bispos da CBCN, o arcebispo concluiu: 
“Nós vos aplaudimos por vossa valente e sábia decisão, e rezamos para que Deus continue a vos abençoar e proteger, inclusive a vosso governo, contra a conspiração que no mundo desenvolvido tenta fazer de nosso país um terreno para o ‘dumping’ de práticas imorais, e que continuamente tenta minar os planos de Deus para o homem em matéria de criação e moralidade, em seus próprios países”.

26 de abril de 2014

PROSSEGUE A BATALHA PELA FAMÍLIA — A luta continua III


Apontamentos sobre as sessões deliberativas do Plano Nacional de Educação, dias 22 e 23 de abril de 2014, na Câmara dos Deputados, em especial os destaques sobre a questão de "gênero". 

Hermes Rodrigues Nery (*)

Na terça-feira, dia 22 de abril, pouco antes de iniciar, enfim, a sessão deliberativa sobre o Plano Nacional de Educação (PNE), a deputada petista Fátima Bezerra tomou o microfone e fez propaganda de uma audiência pública na Câmara dos Deputados sobre os reflexos do golpe militar de 1964 na educação brasileira ( http://www2.camara.leg.br/atividade-legislativa/comissoes/comissoes-permanentes/ce/noticias/comissao-discutira-os-reflexos-da-ditadura-na-educacao). Ao que o pessoal da UNE, já presente em peso, hostilizou o deputado Jair Bolsonaro. 

Havendo quorum mínimo, o presidente deu início à 48º reunião ordinária da Comissão Especial de Educação, às 15h16. O relator, deputado petista Angelo Vanhoni defendeu alguns pontos do PNE, cujo seu parecer seria primeiramente submetido a votação, para posteriormente ocorrer a deliberação dos destaques. Já no primeiro destaque seria discutida e votada a questão de gênero no PNE, inclusa no inciso III do Artigo 2. Antes disso Vanhoni abordou outras questões do Plano, defendendo o período integral desde o ensino fundamental, os 10% do PIB para a escola pública, também ressaltadas com veemência por Ivan Valente (do PSOL), etc. O deputado esquerdista queixou-se de que "houve um retrocesso no Senado por questões alheias ao texto", fazendo referência a controvérsia suscitada pela inclusão da ideologia de gênero no PNE, que o Senado rechaçou. E sob intenso vozerio do plenário, com militantes da UNE e pró-família, com gritos de guerra que ecoavam subitamente, o deputado tinha que fazer saltar as suas veias para que todos lá pudessem ouvir que "a educação precisa de liberdade contra qualquer preconceito", sendo aplaudido pelo pessoal da UNE, que repetia o mote: "a nossa luta é todo dia, contra o machismo, o racismo e a homofobia". 

Todos os deputados do PT presentes fizeram côro à fala de Ivan Valente, alguns com muita ênfase, queixando-se do obscurantismo conservador dominante ainda naquela Casa de Leis. Depois do chororô dos deputados petistas, que pareciam sentir que não teriam como vencer na questão do "gênero"; mesmo assim (para deixar registrado nos anais da Casa) faziam a apologia do progressismo e da educação libertária e igualitarista que queriam introduzir do Plano Nacional de Educação. Os deputados Paulo Freire, Pastor Eurico e Marcos Rogério, refutaram tais argumentos, enquanto o pessoal da UNE impunha seus gritos de guerra, quase não sendo possível ouvir a fala dos deputados, em meio às vaias que recebiam dos UNEnistas. Se na sessão anterior bradaram que "a América Latina será toda comunista", desta vez fizeram ecoar no plenário: "A América Latina será toda feminista!"

Gabriel Chalita apareceu por lá, mas logo retirou-se, estando ausente no momento da votação da polêmica matéria. Jean Willys nem apareceu. Jovens da UNE gritavam para os parlamentares que defendiam a família: "Nós vamos te linchar, nós vamos te banir da Câmara!" Durante a fala de Bolsonaro, que fez menção ao kit-gay que o MEC havia preparado para distribuir nas escolas, destacou vários itens do material com tais conteúdos, de apologia ao anarquismo sexual a ser disseminado nas escolas, desde o ensino fundamental, cuja inclusão da ideologia de gênero no PNE iria dar legalidade e reforçar tais iniciativas. Foi difícil ele fazer a sua exposição, pois a todo tempo e, de modo intenso, o pessoal da UNE vaiava e gritava, com motes bastante provocativos, do tipo: "Ô Bolsonaro, sai do armário!", etc. Todas as falas pró-família foram muito perturbadas pelas vaias e pela gritaria. A confusão, os constantes pedidos de questões de ordem, tumultos e até algumas agressões entre os militantes ocorreram, tornando a sessão tensa e muito barulhenta. 
Depois das discussões, o presidente colocou em votação o substitutivo do Senado Federal ao Projeto de Lei Nº 8.035-B/10  do Poder Executivo  que "aprova o Plano Nacional de Educação para o decênio 2011-2020 e dá outras providências". Foram feitos os encaminhamentos de bancadas para a votação do parecer do relator Angelo Vanhoni. Encaminharam a votação o próprio relator, Ivan Valente, Paulo Freire e Marcos Rogério. Os deputados contrários a ideologia de gênero votaram favoráveis ao parecer de Vanhoni, ressaltando que se manifestariam sobre o tema de gênero nos respectivos destaques em que a questão estivesse inclusa. Paulo Freire e Jair Bolsonaro votaram contra o parecer do relator. Em seguida à aprovação do parecer (ressalvados os destaques),Lelo Coimbra submeteu à apreciação o primeiro destaque referente à questão de gênero. 

Conforme ipsis literis, o que diz a ata da sessão: 
“Destaque nº 01/14 - da Bancada do PSDB - que aprova o art. 2º, inciso III, do Substitutivo do Senado Federal. Encaminharam a votação a favor os Deputados Izalci e Pastor Eurico; e, contra, os Deputados Artur Bruno e Fátima Bezerra., que aparte à Deputada Iara Bernardi. O Deputado Marcos Rogério suscitou conflito entre a redação dada ao art. 2º, inciso III aprovada pela Câmara dos Deputados e o art. 3º, inciso IV da Constituição Federal. Nos termos do Art, 192, § 4º, o Deputado Angelo Vanhoni usou da palavra para prestar esclarecimentos sobre o dispositivo destacado. Em orientação de Bancada, manifestaram-se favoravelmente: PRB, PROS, PTB, PR, PP, PSDB e PMDB manifestaram-se contra: PSOL, PCdoB, PV/PPS e PT; e liberaram a Bancada: PDT, DEM e a Liderança do Governo. Em votação simbólica, foi aprovada a matéria destacada. Manifestaram-se contrariamente os Deputados Angelo Vanhoni, Fátima Bezerra, Margarida Salomão  titulares  e Artur Bruno, Iara Bernardi e Pedro Uczai  suplentes  do PT; Ivan Valente, suplente da vaga do PR; Stepan Nercessian, suplente da vaga do Bloco PV/PPS; Chico Lopes, suplente do PCdoB e Paulo Rubem Santiago, titular da vaga do PDT. Em virtude da apreciação da matéria restaram prejudicados os destaques de números 2/14, 21/14, 24/14 e 26/14. O Deputado Artur Bruno requereu votação nominal, que foi indeferida pelo Presidente por intempestiva.” (http://www.camara.leg.br/internet/ordemdodia/integras/1248059.htm) 
O fato é que, na hora da sessão, o presidente decidiu por votação não nominal, e que os deputados contrários à ideologia de gênero (os que estivessem de acordo com o destaque do deputado Izalci, mantendo o texto do Senado Federal no inciso III, do Art. 2) permanecessem como estavam, e que os favoráveis se manifestassem. Na hora da votação (que pode ser acompanhada pelo áudio da Câmara a partir de 16:49:48 [http://imagem.camara.leg.br/internet/audio/Resultado.asp?txtCodigo=47756]), o presidente contou 11 votos contrários (a ata nomina apenas 10), anunciando posteriormente o resultado de 15 x 11, sendo aprovado o destaque do deputado Izalci, mantendo, portanto, o texto do Senado, excluindo assim a questão de “gênero” no referido artigo do PNE. Naquele momento, os militantes pró-família se exultaram, ao que o presidente, após dez minutos de certa confusão, gritaria e pedidos de questões de ordem e por votação nominal, declarou validada a votação. Por todo o plenário, numa explosão de alegria e viva emoção, ouvia-se: “Viva a família, viva a família!” 

Vencida a primeira etapa, enquanto muitos já divulgavam pelas redes sociais que a ideologia de gênero já havia sido banida do PNE, tivemos que lembrar a muitos que a questão ainda não estava inteiramente resolvida, pois faltava ainda a deliberação de um outro ponto no Plano Nacional de Educação, que precisávamos excluir a ideologia de gênero. Tratava-se da meta 3.13 do PNE. A batalha havia sido vencida, em parte. Restava ainda a deliberação da meta 3.13, para que a ideologia de gênero fosse erradicada do Plano Nacional de Educação. Começada a Ordem do Dia do grande plenário da Câmara dos Deputados, o presidente marcou a continuação da sessão para o dia seguinte, às 14h30. Mais uma vez era preciso que os deputados pró-família votassem pelo substitutivo do Senado, que não faz menção à questão de “gênero” na referida meta. Já o texto da Câmara do relator Angelo Vanhoni faz menção na meta 3.13 á questão de gênero. Daí a importância dos deputados pró-família, da Comissão Especial de Educação, a exemplo do que fizeram no inciso III do artigo 2, votem pelo texto do Senado. 

No dia seguinte, às 14h30 já estávamos no plenário 1, um pouco maior que o do dia anterior, com menos faixas e cartazes. Mas aos poucos foram chegando os deputados e militantes da UNE. Às 15h19 começou a sessão. Foi preciso telefonar para alguns gabinetes e chamar os deputados pró-família que estavam ausentes, pois a sessão começou com o quórum mínimo novamente. No painel dizia que havia 22 deputados presentes, um pouco menos do que o dia anterior. Outras questões foram abordadas nas primeiras pautas de discussão e deliberação. Quando o presidente colocou em discussão a meta 3. 13 e ia começar os procedimentos deliberativos da matéria que mais aguardávamos naquela sessão, veio um comunicado de que havia começado a Ordem do Dia do grande plenário, e Lelo Coimbra comunicou que estava encerrada a sessão. E assim, mais uma vez adiada a deliberação da questão de “gênero” no Plano Nacional de Educação, pois somente poderemos considerar vitória completa pró-família, com a votação da meta 3.13. O presidente marcou a próxima sessão para o dia 6 de maio. Saímos de lá com um único sentimento, a de que é preciso perseverar e continuar o trabalho de conscientização, de formação e partilha de informações, especialmente aos tomadores de decisão. Cada passo dado é importante nessa batalha, cada um fazendo a sua parte, dentro das possibilidades, para que o Brasil afirme a cultura da vida, como exortou o Papa João Paulo II, em sua Evangelium Vitae. Foi o que dissemos jovens de Brasília, logo em seguida. Também no difícil campo legislativo, é preciso fazer afirmar a cultura da vida. Por isso, a luta continua.

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(*) Prof. Hermes Rodrigues Nery é especialista em Bioética (pela PUC-RJ) e membro da Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB.

23 de abril de 2014

A verdade nua e crua sobre a “teoria do gênero”



Leo Daniele


“Le Figaro” de Paris publicou, em 31 de janeiro de 2014, o fracasso da primeira tentativa de comprovação da “teoria do gênero”, que culminou com o suicídio do jovem Bruce- Brenda-Davi (seus três nomes, como homem, mulher e homem!).(*) [foto acima]

As ideias do prof. John Money, que definiu o “gênero masculino ou feminino” como uma conduta sexual que escolhemos adotar, a despeito de nosso sexo de nascença, foi testada, em primeiro lugar, em Bruce, um menino canadense. Ele foi submetido a uma cirurgia de mudança de sexo e desde os oito meses passou a se chamar Brenda. Recebeu a princípio um tratamento hormonal, pois se pretendia retirar seus órgãos genitais depois de quatorze meses. Doravante, uma menina, a “Brenda”, usava saias e brincava com bonecas.


Mas diz um velho ditado: “Expulsai o natural, e ele voltará a galope”. Na adolescência passou a ter uma conduta masculina, o que obrigou os pais a lhe contar a verdade. Cirurgicamente, ele volta a ser homem, passa a chamar-se Davi — terceiro nome em sua existência — e se casa aos 24 anos. Entretanto, o trauma das mudanças de sexo causa um descompasso em sua vida, e ele se suicida. 

Basta! “Teoria do gênero”, escolher o próprio sexo, isto é demais para pessoas mentalmente normais! E pode transformar-se em uma monstruosidade legislativa. Se for necessário submeter à nossa aprovação o que Deus nos deu, o que a natureza nos deu, aonde chegaremos? 

É o cúmulo da revolta contra o Criador! Se chegado a determinada idade, teremos que dar aval àquilo que somos, se tudo é sujeito à nossa aprovação? 

Em definitiva, as crianças, nessa lógica, devem ser convidados a decidir se querem continuar vivendo ou se preferem morrer, sob o suave e criminoso jugo de um suicídio sem dor. Que certa classe de deputados não nos leiam, sob pena de quererem transformar este absurdo dos absurdos lei! Pois se é necessário escolher o sexo, por que não escolher também, em criança, entre a morte e a vida? É próprio dos absurdos virem em cascata. 

Para os que se esqueceram de sua própria natureza, aqui incluo algumas sentenças da sabedoria milenar a respeito, que vi por acaso preparando este artigo: 
“Não se vence a natureza senão lhe obedecendo” 
“Colocai uma rã sobre um trono de ouro, e logo ela saltará para o lodo” 
“Mesmo lavado com água de rosa, o alho não perderá seu odor” 
“O cão permanecerá cão, mesmo se for criado entre leões” 
“Um lobo ensinado sonha sempre com a floresta” 

A própria Sagrada Escritura homologa tais pensamentos, perguntando: “Um leopardo mudará suas manchas?” (Jeremias, XIII,23) 

Se o gênero humano tivesse algum inimigo mortal que o quisesse rebaixar, vilipendiar e humilhar, ele deveria estar empenhado na teoria do gênero. E não tem? É o demônio, o anjo das trevas. 

Um único pecado contra a natureza, diz o Catecismo, é um ato que “brada aos céus, e pede a Deus vingança”. Que dizer dessa escolha de sexo? 

Certos setores da midiagogia — perdoem o neologismo — tem escondido cuidadosamente os fatos aqui relatados. Portanto, vale a pena os comentar. Comente-os, pois.

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Nota: (*) Theórie du genre: comment la premiére expérimentation a mal tourné (Teoria de gênero: como seu primeiro experimento fracassou) publicado na edição de 31 de janeiro de 2014 de “Le Figaro”, Paris.

O exemplo da Suécia

Um país totalmente contaminado pela ideologia de gênero

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
O Projeto de Lei 8035/2010, que aprova o Plano Nacional de Educação (PNE) para o decênio 2011-2020, trazia termos próprios da ideologia de gênero: “igualdade de gênero e de orientação sexual”, “preconceito e discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero”. O Senado Federal, porém, em dezembro de 2013, aprovou um substitutivo (PLC 103/2012) que eliminou toda essa linguagem ideológica. De volta à Câmara, o projeto agora enfrenta a fúria dos deputados do PT e seus aliados, que pretendem reintroduzir o “gênero” no PNE, a fim de dar uma base legal à ideologia que o governo já vem ensinando nas escolas. O relator Angelo Vanhoni (PT/PR) emitiu em 09/04/2014 um parecer pela rejeição do inciso III do artigo 2º do Substitutivo do Senado Federal (sem “gênero”) e pelo retorno, em seu lugar, do inciso III do artigo 2º do texto da Câmara dos Deputados (com “gênero”). 

Nem todos compreendem a importância e a extensão do problema. A vitória da ideologia de gênero significaria a permissão de toda perversão sexual (incluindo o incesto e a pedofilia), a incriminação de qualquer oposição ao homossexualismo (crime de “homofobia”), a perda do controle dos pais sobre a educação dos filhos, a extinção da família e a transformação da sociedade em uma massa informe, apta a ser dominada por regimes totalitários. 

Alguns Bispos já alertaram a população para o perigo: Dom Orani Tempesta, Arcebispo do Rio de Janeiro (RJ)[1], Dom Antonio Carlos Rossi Keller, Bispo de Frederico Westphalen (RS), Dom Antônio Fernando Saburido, Arcebispo de Olinda e Recife (PE), Dom Paulo Mendes Peixoto, Arcebispo de Uberaba (MG), Dom José Benedito Simão, Bispo de Assis (SP) e Dom Fernando Rifan, Bispo da Administração Apostólica São João Maria Vianey. 

Se quisermos, porém, ver o que é um país dominado pela ideologia de gênero, basta olharmos para a Suécia. 


Pais isolados das crianças 

Os dados a seguir foram extraídos de uma entrevista feita em 2011 pelo portal LifeSiteNews a Jonas Himmelstrand[2], um experiente educador sueco, autor do livro “Seguindo seu coração: na utopia social da Suécia”[3], publicado em 2007 e ainda pendente de tradução. 

Na Suécia, as crianças de um ano de idade são enviadas para as creches subsidiadas pelo Estado, onde permanecem desde a manhã até o entardecer. Enquanto isso, os pais ficam trabalhando fora do lar (a fim de arcarem com os elevados impostos cobrados), inclusive a mãe, pois a ideologia de gênero impede a mulher de ficar “trancada em casa e no fogão”, conforme uma expressão sueca. Num país de aproximadamente 100.000 nascimentos anuais, as estatísticas mostram que das crianças suecas entre 18 meses e 5 anos de idade, 92% estão nas creches. 

“Você não é forçado a fazer isso… propaganda é uma palavra forte”, diz Himmelstrand, “mas as informações sobre os benefícios das creches” vindas dos meios de comunicação e outras fontes “fazem os pais que mantêm seus filhos em casa até os 3 ou 4 anos de idade se sentirem socialmente marginalizados”. 

Segundo Himmelstrand, “o problema central do modelo sueco é que ele está financeiramente e culturalmente obrigando os pais e as mães a deixar nas creches seus filhos a partir da idade de um ano, quer eles achem que isso é certo ou não”. 


Crianças massificadas nas escolas 

O currículo nacional da Suécia procura combater os “estereótipos” de gênero, ou seja, os “papéis” atribuídos pela sociedade a cada sexo. A escola “Egalia”[4], do distrito de Sodermalm, em Estocolmo, evita o uso dos pronomes “ele” (han) ou “ela” (hon) quando se dirige aos mais de trinta meninos e meninas que lá estudam, com idade de um a seis anos. Em vez disso, usa-se a palavra sexualmente neutra “hen”, um termo inventado que não existe em sueco, mas que é amplamente usado por feministas e homossexuais. A escola contratou um “pedagogo de gênero” para ajudar os professores a removerem todas as referências masculinas ou femininas na linguagem e no comportamento. Os blocos Lego e outros brinquedos de montar são mantidos próximos aos brinquedos de cozinha, a fim de evitar que seja dada qualquer preferência a um “papel” sexual. Os tradicionais livros infantis são substituídos por outros que tratam de duplas homossexuais, mães solteiras, crianças adotadas e ensinam “novas maneiras de brincar”. Jenny Johnsson, uma professora da escola, afirma: “a sociedade espera que as meninas sejam femininas, delicadas e bonitas e que os meninos sejam masculinos, duros e expansivos. Egalia lhes dá uma oportunidade fantástica para que eles sejam qualquer coisa que queiram ser”. 


“Educação sexual” 

Nas creches e escolas, totalmente fora do controle dos pais, as crianças são submetidas a uma “educação sexual”. Johan Lundell, secretário geral do grupo sueco pró-vida “Ja till Livet” (Sim à vida) explica que se ensina às crianças que tudo que lhes traz prazer é válido[5]. Os professores são orientados a perguntar aos alunos: “o que te excita?”. Segundo Lundell, o homossexualismo foi tão amplamente aceito pelos suecos, que “nos livros de educação sexual, eles não falam em alguém ser heterossexual ou homossexual. Tais coisas não existem, pois para eles todos são bissexuais; é apenas uma questão de escolha”. 

Lundell cita uma cartilha publicada por associações homossexuais e impressa com o auxílio financeiro do Estado: “Eles escrevem de maneira positiva sobre todos os tipos de sexualidade, qualquer tipo, mesmo os mais depravados atos sexuais, e essa cartilha entra em todas as escolas”. 


Perseguição estatal 

Na esteira da ideologia de gênero, a Suécia aprovou uma lei de “crimes de ódio” que proíbe críticas à conduta homossexual. Em julho de 2004, o pastor pentecostal Ake Green foi condenado a um mês de prisão por ter feito um sermão qualificando o homossexualismo como “um tumor canceroso anormal e horrível no corpo da sociedade”[6]. 

Os pais são proibidos de aplicar qualquer castigo físico aos filhos, mesmo os mais moderados. Em 30 de novembro de 2010, um tribunal de um distrito da Suécia condenou um casal a nove meses de prisão e ao pagamento de uma multa equivalente a R$ 23.800,00. O motivo foi que os pais admitiram que batiam em três de seus quatro filhos como parte normal de seus métodos de educação. Embora os documentos apresentados não relatassem nenhum tipo de abuso e o próprio tribunal admitisse que os pais “tinham um relacionamento de amor e cuidado com seus filhos”, as crianças foram afastadas da família e enviadas para um orfanato estatal[7]. 

Em junho de 2009, o governo sueco tomou do casal Christer e Annie Johansson o seu filho Dominic Johansson, depois que a família embarcou em um avião para se mudar para o país de origem de Annie, a Índia. O motivo alegado é que o casal, em vez de enviar seu filho para as escolas estatais, havia resolvido educá-lo em casa, uma prática conhecida como “home scholling” (escola em casa), amplamente praticada nos Estados Unidos e outros países, com excelentes resultados pedagógicos. As autoridades suecas, porém, decidiram remover permanentemente Dominic de seus pais, alegando que o ensino domiciliar não é um meio apropriado para educar uma criança[8]. 


Aborto

Entre 2000 e 2010, quando o resto da Europa estava dando sinais de uma redução da taxa anual de abortos, o governo sueco divulgou que a taxa tinha aumentado de 30.980 para 37.693. A proporção de abortos repetitivos cresceu de 38,1% para 40,4%. – o mais alto nível já atingido – enquanto o número de mulheres que tinha ao menos quatro abortos prévios cresceu de 521 para aproximadamente 750. A Suécia é o único país da Europa em que o aborto é permitido por simples pedido da gestante até 18 semanas de gestação. Menores de idade podem fazer aborto sem o consentimento dos pais e os médicos não têm direito à objeção de consciência[9]. 


Decadência social 

Segundo Himmelstrand, tudo na Suécia dá sinais de decadência: adultos com problemas de saúde relacionados com “stress”, jovens com declínio na saúde psicológica e nos resultados escolares, grande número de pessoas com licença médica e a incapacidade dos pais de se conectarem com seus filhos[10]. 

Para Lundell, a Suécia quis criar um “socialismo de famílias” por meio de uma “engenharia social”[11]. Os frutos são patentes: casamentos em baixa, divórcios em alta, a família assediada e oprimida pelo totalitarismo estatal. 

Convém olhar para o exemplo sueco antes de se votar a reintrodução da ideologia de gênero no PNE. É a própria família brasileira que está em perigo. 
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Ligue para o Disque Câmara 0800 619 619 – Tecle “9”: Desejo enviar uma mensagem aos membros da Comissão que votará o Plano Nacional de Educação (PL 8035/2010). 

Solicito a Vossa Excelência que vote pela rejeição do parecer do relator e pelo retorno ao substitutivo do Senado, que elimina do texto a ideologia de gênero. A família brasileira agradece.



Anápolis, 21 de abril de 2014 
Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz 
Presidente do Pró-Vida de Anápolis 

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[1] Reflexões sobre a ‘ideologia de gênero’, 25 mar. 2014, em http://arqrio.org/formacao/detalhes/386/reflexoes-sobre-a-ideologia-de-genero. 
[2] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/ 
[3] http://www.jhmentor.com/eng_follow_heart.html 
[4] http://www.lifesitenews.com/news/gender-madness-swedish-pre-school-bans-him-and-her 
[5] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden  
[6]http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2004/jul/04070505 
[7] http://www.lifesitenews.com/news/swedish-parents-jailed-for-spanking-children-seized/ 
[8] http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2009/dec/09122304 
[9] http://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden 
[10] http://www.lifesitenews.com/news/sweden-a-warning-against-overzealous-state-family-policies/ 
[11] 
htp://www.zenit.org/en/articles/secularism-in-sweden