22 de outubro de 2026

O Homem da Cruz que deteve a marcha do neopaganismo renascentista

 

Artigo baseado sobretudo em seis conferências de Plinio Corrêa de Oliveira, proferi das para sócios e cooperadores da TFP em 04-10-1965, 04-10-1966, 29-06-1970, 04-10-1971, 16-11-1972 e 06-07-1985.

Oito séculos depois de sua morte, a figura de São Francisco de Assis continua a interpelar um mundo que, mais do que nunca, precisa reaprender a amar a Cruz, a verdade, a pureza, e a se livrar do orgulho e da sensualidade. Este artigo é um convite a considerar o fundador da Ordem dos Franciscanos à luz de alguns aspectos extraídos de seis conferências de Plinio Corrêa de Oliveira.*

✅ Paulo Roberto Campos


N
o dia 3 de outubro de 1226, há exatamente 800 anos, expirava aos 44 anos o grande santo, também conhecido como o Poverello de Assis, batizado como Giovanni di Pietro di Bernardone. Morria aquele que a Igreja haveria de venerar como um dos seus maiores santos e uma de suas maiores glórias em todos os tempos, cuja figura atravessaria os séculos com uma força impressionante.

É difícil imaginar personalidade mais facilmente deformável. Para alguns, São Francisco é apenas o santo dos passarinhos, da natureza — como se fosse um “ecologista” ou “ambientalita” — e de uma vaga fraternidade universal. Para outros, é o apóstolo de uma pobreza meramente social. Não faltam ainda os que o apresentam como uma figura doce, sentimental, quase ingênua, desprovida daquela energia sobrenatural que caracteriza o seráfico santo fundador da Ordem dos Frades Menores (os Franciscanos).

A visão de São Francisco exposta por Plinio Corrêa de Oliveira em suas conferências é profundamente diversa.

Nela aparece um homem de extraordinária firmeza, contemplativo e sereno, mas sem qualquer moleza; puro, temperante e vigoroso; uma alma de grande força de vontade, capaz de contemplar um ideal e entregar-se a ele resolutamente.



O verdadeiro segredo da grandeza do Poverello

Em 1223, São Francisco visitou o Mosteiro de Subiaco, na Itália, berço da Ordem Beneditina. Nele um artista anônimo pintou um afresco do visitante [foto]. A célebre obra é uma das mais antigas representações de São Francisco, pintada ainda durante sua vida, é um verdadeiro retrato. O Prof. Plinio observa no afresco precisamente essa combinação de calma e decisão, de contemplação e energia, “fisionomia de uma pureza impressionante! Um homem casto por excelência, temperante e vigoroso. Compreende-se que ele gostasse de ler para os seus noviços as histórias de Cavalaria. Antes de ser franciscano ele pensou em ser cavaleiro”.

Essa observação nos ajuda a corrigir a caricatura sentimental, que apresenta São Francisco como um homem hesitante ou adocicado. Mas de alguém que contempla, raciocina, deseja e decide firmemente. A pureza aparece associada à temperança e à intransigência. Há aí uma verdadeira lição do modo de ser católico. A santidade não amolece o homem; torna-o mais plenamente homem. A graça não destrói a natureza: aperfeiçoa-a.

Por que este comentário é importante? — Porque São Francisco não foi um homem fraco que abandonou o mundo por incapacidade de enfrentá-lo. Foi o contrário: uma alma forte que, tendo compreendido uma vocação, teve a coragem de romper com tudo quanto pudesse constituir obstáculo à sua realização. E é justamente aí que começa o verdadeiro segredo de sua grandeza.

Altar principal da Igreja de S. Francisco de Assim de Salvador (BA) [Foto PRC]


Livro no qual São Francisco aprendeu a viver

Há um comentário de Dom Guéranger — citado por Plinio Corrêa de Oliveira em uma de suas conferências para sócios e cooperadores da TFP — que talvez contenha uma das mais importantes chaves para se compreender o santo franciscano: “A Cruz é o grande livro no qual se formou a alma de Francisco. Desde a hora em que o Cristo da Igreja do Damião lhe falou, ele não quis pensar a não ser na Paixão de Jesus.”

Jesus, por meio do crucifixo daquela igreja, disse a São Francisco: “Vai restaurar minha Igreja, que está em ruínas.” Desde aquele momento, ele teria compreendido que sua vida deveria ser orientada inteiramente pela Paixão de Nosso Redentor. A Cruz não foi para ele um símbolo entre muitos outros. Foi o centro em torno do qual se organizou toda a sua existência. De tal modo desejou servir exclusivamente o Divino Crucificado que ficou marcado com os estigmas d’Ele, e até mesmo adquiriu certa semelhança física com Ele.

São Boaventura, o grande filho da Ordem Franciscana, vê nesse mistério da Cruz um tesouro no qual estão encerrados os tesouros da sabedoria e da ciência. E o Prof. Plinio comenta, recordando a observação de Dom Guéranger segundo a qual toda a vida de Francisco foi uma espécie de seguimento das pegadas da Cruz: ele contemplou a Cruz, amou o sofrimento da Cruz e pregou as glórias da Cruz. Isso ajuda a compreender também o verdadeiro sentido da pobreza franciscana.

Não se tratava simplesmente de possuir pouco. A pobreza era consequência de um amor a Nosso Senhor enquanto humilhado e crucificado. São Francisco queria conformar-se a Ele e estabelecer um vínculo integral. Por isso a Cruz e a pobreza estão intimamente relacionadas.

Quem contempla seriamente a Cruz percebe a relatividade de todas as coisas terrenas. O dinheiro, o conforto, o prestígio, o prazer, o êxito. Tudo isso deixa de ocupar o primeiro lugar; a alma passa a desejar aquilo que não é transitório.

Foi assim que Francisco se tornou, conforme comentou o Prof. Plinio, aquele que afervorou a Cristandade pelo espírito sobrenatural, pelo amor à Cruz e pelo menosprezo do dinheiro.

São Francisco renuncia aos bens materiais — Giotto di Bondone (1266–1337). Afresco na Basílica Superior de São Francisco de Assis


O drama diante de Pedro Bernardone

Um dos episódios mais impressionantes da vida de Francisco é a ruptura com o pai.

O Poverello pertencia a uma família de comerciantes abastados de Assis. Seu pai, Pedro di Bernardone dei Moriconi, era homem próspero, e a sociedade na qual o filho crescera valorizava intensamente a riqueza, o conforto e o sucesso.

O Prof. Plinio chama a atenção para esse contexto ao analisar o famoso quadro de Giotto [foto acima], representando o momento em que Francisco renuncia a tudo, até mesmo às roupas e aos bens paternos. A cena é carregada de significado: de um lado, o bispo e o clero; de outro, Pedro Bernardone e os homens ligados ao mundo do comércio e do dinheiro. No centro, Francisco, já decidido a abandonar tudo para seguir sua vocação, segundo o ensinamento de Jesus Cristo: “Se alguém quer vir após mim, renegue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lc 9,23).

Na pintura, Giotto revelou algo mais profundo que um simples conflito familiar. De um lado está a Igreja; de outro, o espírito do dinheiro. De um lado, a entrega; de outro, a posse. De um lado, a procura de Deus; de outro, a tendência a fazer dos bens terrenos a finalidade da existência. Gesto de quem rompe com uma determinada concepção da vida.

Ele não despreza simplesmente seu pai. Não despreza a riqueza enquanto tal. O que rejeita é a escravidão da alma aos bens terrenos. A verdadeira questão é: quem é o senhor do homem? O dinheiro ou Deus? — Francisco responde com sua própria vida.

E é precisamente por isso que sua mensagem conserva uma atualidade extraordinária. O mundo contemporâneo multiplicou os bens materiais em proporções inimagináveis para o século XIII, mas nem por isso se tornou mais feliz. Ao contrário: a obsessão pelo possuir, pelo consumir e pelo aparecer tornou-se uma das grandes escravidões do homem.

Então reaparece São Francisco como uma figura de oposição. Ele não pregava a miséria, mas recordava uma verdade elementar: nenhum bem criado pode ocupar o lugar de Deus.

Santo que não era sentimental

Para não haver nenhuma desfiguração de São Francisco, talvez seja necessário insistir nesse ponto. Ele era doce porque era forte; era afável porque era puro; era humilde porque possuía uma grandeza interior extraordinária; era capaz de falar com os animais, contemplar uma flor e louvar a Deus pela criação; mas era igualmente capaz de atravessar as linhas de um exército inimigo para falar pessoalmente com o sultão aiúbida do Egito, Al-Kamil — que comentaremos mais abaixo.

Essa conjunção de suavidade e fortaleza é uma das características mais fascinantes de sua personalidade; a energia natural colocada inteiramente a serviço de uma vocação sobrenatural.

Imagens de S. Francisco de Assim e S. Domingos de Gusmão no Mosteiro da Batalha (ou de Santa Maria da Vitória) na cidade de Batalha, Portugal [Foto PRC]


Francisco e Domingos: duas chamas que se completam

A Providência não suscitou São Francisco isoladamente. Na mesma época surgiu São Domingos de Gusmão. E o Prof. Plinio dá grande importância à relação entre os dois santos.

Ambos receberam sinais sobrenaturais relativos à missão um do outro e, finalmente, se encontraram. Frei Ângelo, um grande pregador, teria visto nos dois santos “duas poderosas colunas da Igreja”.

O interessante para o conferencista, fundador da TFP brasileira, é que os dois santos eram profundamente semelhantes e profundamente diferentes. Semelhantes porque ambos eram homens de Deus, profundamente mariais, chamados a lutar pela salvação das almas. Diferentes porque suas vocações tinham aspectos diversos. São Francisco era especialmente associado à pobreza, à Paixão de Nosso Senhor, à humildade, à pureza e à devoção à Imaculada Conceição. São Domingos, por sua vez, aparece ligado de modo especial à pregação, ao estudo, à teologia e ao Santo Rosário. Assim, duas vocações diferentes não se contradiziam, mas completavam-se.

É uma concepção extremamente rica da ação da Igreja. A unidade católica não exige uniformidade. Duas almas podem ser santas precisamente porque são diferentes, desde que suas diferenças se ordenem para a mesma verdade e para a mesma finalidade.

Francisco incendeia a vontade; Domingos ilumina a inteligência. Um conduz especialmente pelo amor à Cruz e pela transformação das tendências; o outro pela doutrina, pela pregação e pelo esclarecimento da inteligência. Ambos combatendo pela mesma Igreja.

“Ação contra-revolucionária preventiva”

Aqui encontramos talvez o aspecto mais característico da interpretação de Plinio Corrêa de Oliveira, para quem Francisco não foi apenas um santo que santificou indivíduos. Sua ação teve uma dimensão histórica muito mais ampla.

O conferencista fala de uma “ação contra-revolucionária preventiva”. Segundo essa interpretação, a Cristandade do século XIII começava a apresentar sinais de deterioração. O orgulho e a sensualidade começavam a dominar. A riqueza ameaçava transformar-se de instrumento em finalidade. Preparava-se, lentamente, uma mudança de mentalidade que mais tarde encontraria expressões no Humanismo e na Renascença. Foi precisamente nesse momento que a Providência suscitou São Francisco de Assis.

A ação de Francisco teria incidido especialmente sobre as tendências: contra o orgulho, a humildade; contra a sensualidade, a pureza; contra o apego aos bens terrenos, a austeridade; contra o esquecimento da Paixão, a devoção à Cruz, à Via-Sacra e às Sagradas Chagas de Nosso Senhor.

É nesse sentido que o Prof. Plinio emprega a expressão “ação contra-revolucionária preventiva”: uma santidade que, antes mesmo de combater frontalmente todos os erros doutrinários que apareceriam mais tarde, procura impedir que eles encontrem terreno psicológico favorável.

A Revolução, nessa perspectiva, começa nas almas antes de aparecer nas instituições. Começa quando o homem passa a amar desordenadamente aquilo que deveria usar apenas como meio. Começa quando o prazer se torna mais importante que a pureza; quando o orgulho substitui a humildade; quando o homem deixa de olhar para Deus e passa a olhar exclusivamente para si.

Por isso, a resposta de São Francisco é tão profunda: ele reforma interiormente o homem.

São Francisco diante do sultão Al-Kamil na prova do fogo — Domenico Ghirlandaio (1448–1494). Afresco na Capela Sassetti (Igreja da Santa Trindade, Florença, Itália).


Encontro com o poderoso sultão

Há o episódio, mencionado acima e já narrado no artigo precedente, que mostra de maneira magnífica a conjugação entre doçura e fortaleza: o encontro de São Francisco com o sultão do Egito durante a Quinta Cruzada.

O Prof. Plinio descreve a cena como uma das grandes antíteses da História: de um lado, o soberano cercado de luxo, poder, riquezas e prazeres; de outro, um homem que havia renunciado a tudo e cuja felicidade estava precisamente naquilo que o sultão não possuía. Um encontro entre dois mundos.

O sultão tem tudo e não possui a verdadeira felicidade. Francisco quase nada possui e irradia paz. O primeiro está cercado de riquezas; o segundo, aparentemente pobre, está riquíssimo interiormente. É aqui que se compreende a força do diálogo quando verdadeiramente católico.

Francisco não vai ao sultão para adulá-lo, nem para esconder a verdade, nem para ceder, transformando o Evangelho numa mensagem indistinta de fraternidade humana. Vai para convertê-lo. E, ao mesmo tempo, vai com uma bondade tão desinteressada que essa bondade se torna um argumento.

Segundo o relato utilizado pelo conferencista, o sultão ficou profundamente impressionado com Francisco e chegou a pedir-lhe que rezasse para que Deus lhe revelasse a verdadeira fé. Francisco possuía a força da verdade e da santidade.

Coragem de realizar uma vocação

Em outra conferência, o Prof. Plinio apresenta uma passagem particularmente adequada para este oitavo centenário de São Francisco. Este, vendo seus primeiros companheiros ainda poucos e talvez desanimados, teria lhes dito para não temerem. Ele havia contemplado uma grande multidão de homens de diversas nações que haveriam de seguir o mesmo caminho. A Ordem Franciscana se expandiu pelo mundo inteiro.

Mas o conferencista chama atenção para algo ainda mais importante do que a própria visão: o raciocínio que a acompanha. Se Deus chama uma pessoa ou uma pequena comunidade para determinada missão, não a chama inutilmente. A vocação traz consigo as graças necessárias para sua realização. Lição extraordinária para todas as épocas!

A eficácia da obra de Deus não se mede pelo número de seus servidores. A Igreja começou com apenas 12 Apóstolos… São Francisco começou com poucos companheiros. O que importa não é a aparência humana da força, mas a correspondência à graça. Por isso, a verdadeira coragem do católico não consiste em acreditar que tudo será fácil. Consiste em permanecer fiel mesmo quando tudo parece difícil.

São Francisco não prometeu aos seus irmãos que seriam admirados por todos. Pelo contrário, advertiu-os de que seriam ridicularizados, desprezados e combatidos. A confiança não estava na aprovação do mundo, mas na certeza de que Deus não abandona uma vocação que Ele próprio suscitou.

Morte de São Francisco de Assis — Bartolomeo Carducci (1560–1608). Museu Nacional de Arte Antiga, Lisboa


O que São Francisco nos diz oito séculos depois

O mundo mudou profundamente desde 1226. Mas algumas tentações humanas não mudaram. O orgulho e a sensualidade dominam. O orgulho continua sendo orgulho. A sensualidade continua sendo sensualidade. O apego ao dinheiro continua escravizando. A busca desenfreada do prazer continua deixando a alma vazia. E a tendência de colocar o homem no lugar de Deus continua sendo a raiz de muitas crises que hoje presenciamos.

Por isso São Francisco de Assis continua atual. Não porque devamos simplesmente reproduzir exteriormente a vida do século XIII, mas porque precisamos reencontrar o espírito que o movia. Ele nos ensina que é possível possuir bens sem ser possuído por eles. Que é possível ser doce sem ser fraco; ser humilde sem ser servil.

O Fundador franciscano ensina também que é possível ser contemplativo sem ser inerte; que é possível amar a criação precisamente porque se ama mais o Criador. Sobretudo nos ensina que não há santidade verdadeira sem a Cruz.

O legado de São Francisco de Assis

Oitocentos anos após sua morte, talvez seja necessário retirar São Francisco das imagens sentimentais nas quais tantas vezes foi desfiguradamente encerrado em tantas igrejas progressistas.

Ele não foi apenas o homem que conversava com os pássaros. Foi o homem que conversava com o próprio Deus. Não foi apenas o santo da natureza. Foi o santo que, contemplando a natureza, se elevava fazendo transcendências das criaturas ao Criador.

Não foi simplesmente o santo que “desposou a dama pobreza". Foi o santo que, pela pobreza, proclamou a soberania de Cristo Rei sobre todas as coisas. Não foi simplesmente o santo da bondade. Foi o santo que amou os homens a ponto de desejar para eles o maior dos bens: a posse da verdade e a salvação eterna. Ele não foi apenas um homem da época medieval. Foi uma dessas figuras providenciais cuja influência ultrapassa largamente o seu tempo.

Na interpretação de Plinio Corrêa de Oliveira, sua missão consistiu precisamente em reacender na Cristandade aquilo que começava a se apagar: o espírito sobrenatural, o amor à Cruz, a pureza, a humildade, a austeridade, a devoção à Imaculada Conceição e o desapego dos bens terrenos. Por essa ação, ele teria contribuído para retardar o avanço de tendências que posteriormente desembocariam no neopaganismo renascentista.

Talvez seja essa a grande mensagem deste oitavo centenário: em épocas de crise, Deus não abandona a humanidade, mas suscita santos. Assim, suscitou São Francisco quando a Cristandade precisava reaprender a amar a pobreza. Suscitou São Domingos quando era necessário reacender o amor à doutrina católica.

E São Francisco mostrou que uma alma inteiramente entregue a Deus pode exercer uma influência incomparavelmente maior do que faria supor sua fragilidade humana. Por isso, ao recordar sua morte em 3 de outubro de 1226 — aliás, no mesmo dia e mês em que, em 1995, faleceu o autor das conferências aqui comentadas —, não devemos olhar apenas para o passado. Devemos pedir-lhe que nos ensine a mesma lição que ensinou aos seus primeiros companheiros: não temer quando somos poucos, não desanimar quando somos desprezados, não negociar a verdade por vantagens secundárias e, sobretudo, confiar na graça quando Deus nos chama a uma missão.

A grandeza de São Francisco consiste em mostrar que um homem que é plenamente de Deus pode transformar uma época inteira. O Poverello de Assis morreu há oito séculos, mas o livro no qual aprendeu a viver — a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo — continua aberto. E talvez seja justamente hoje, quando tantas almas precisam novamente aprender a lê-lo, que São Francisco tenha ainda uma palavra decisiva a dizer a toda a Cristandade.

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* Artigo baseado sobretudo em seis conferências de Plinio Corrêa de Oliveira, proferidas para sócios e cooperadores da TFP em 04-10-65, 04-10-66, 29-06-70, 04-10-71, 16-11-72 e em 06-07-85.

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