8 de junho de 2026

ANCHIETA, O APÓSTOLO DO BRASIL

Estátua representando Anchieta escrevendo o “Poema à Virgem” numa das praias de Ubatuba

  Paulo Roberto Campos 

Entre inúmeras e grandiosas obras apostólicas, São José de Anchieta converteu numerosos índios à fé católica, salvando-os das trevas do paganismo. Além de fundador da cidade de São Paulo, colaborou decisivamente com Estácio de Sá, fundador do Rio de Janeiro, para a expulsão dos invasores calvinistas franceses dessa cidade. Ainda em vida, operou numerosos milagres. 

Em memória de Anchieta, cuja festividade litúrgica é celebrada neste dia 9 de junho, uma breve lembrança sobre o seu belíssimo Poema à Virgem (“De Beata Virgine Dei Matre Maria”). 

Foi escrito em latim nas areias da então praia de Iperoig em 1563, e memorizado pelo santo autor, que possuía privilegiada memória. É considerado o maior poema mariano da literatura católica. Os versos foram compostos quando Anchieta esteve preso pelos índios tamoios, enquanto o Pe. Manuel da Nóbrega negociava a pacificação dos indígenas.

Os admiráveis versos revelam a excelsa elevação a Deus e a profunda devoção à Santíssima Virgem do Apóstolo do Brasil. 

Eis apenas alguns dos quase 6.000 mil versos:  

“Por Ti, Mãe, o pecador está firme na esperança, Caminhar para o Céu, lar da bem-aventurança!" 

"Ó Morada de Paz! Canal de água sempre vivo, Jorrando água para a vida eterna!" 

"Em Ti todos se refugiam dos inimigos que ameaçam." 

"Dá-me acalentar neste peito aberto pela lança, Para que possa viver no Coração do meu Senhor!" 

[...] 

"Quem poderá louvar dignamente a Mãe daquele que tudo criou?" 

[...] 

 "Brilhas acima dos astros, mais bela que a aurora nascente." 

[...] 

"Olha como os espinhos rasgam a cabeça sagrada do teu Filho." 

[...] 

"Que me consumam as saudades do Senhor, enquanto vivo longe da Pátria celeste."

[...] 

"Guia-me, Virgem Santa, pelo mar revolto desta vida." 

[...] 

"Depois de Cristo, minha esperança, és Tu, ó dulcíssima Mãe."

Nenhum comentário: