5 de junho de 2026

TATUAGENS E A DITADURA DA MODA

 

No Brasil, o número de pessoas tatuadas alastrou-se como uma epidemia nos últimos anos. O que vem causando danos irreparáveis.

Por que hoje é considerado normal o que ontem era tido como hediondo?


Fonte: Editorial da Revista Catolicismo, Nº 905, junho/2026


No passado, considerava-se hediondo o uso de tatuagens e de piercings. Era degradante e motivo de vergonha para a família ver um dos seus portar argolas no nariz e nos lábios. Entretanto, tais costumes foram sendo impostos pela ditadura da moda e ‘normalizados’ em nossos dias. 

Hoje ainda é geralmente considerado horrendo o hábito de se implantar chifres na cabeça e dentes vampirescos, bifurcação serpentiforme da língua, tatuagem do globo ocular, atos de mutilações etc. 

Mas, como aconteceu com as tatuagens — num processo dentro de uma verdadeira Revolução Cultural —, os implantes, por mais horríveis que sejam, não serão um dia tidos também como costumes ‘normais’? Devido à relativização moral, tornar-se-ão hábitos aceitáveis pelo geral da sociedade? Futuramente, veremos nossos filhos ou netos com tatuagens e implantes diabólicos? 

No Brasil, o número de pessoas tatuadas (32% da população!) alastrou-se como uma epidemia nos últimos anos. O que vem causando danos irreparáveis aos corpos, como infecções e alergias. Mas, pior do que fazer ma    l à saúde, tem provocado males ao feitio moral e às almas. 

Abyssus abyssum invocat (um abismo atrai outro abismo). Assim nos alerta a Sagrada Escritura, a fim de evitar que os pecados nos precipitem em abismos cada vez mais horríveis. De abismo em abismo, afundará inteiramente a humanidade? — Para os homens de fé, haverá a intervenção da Providência Divina para salvá-la. E assim se evitará o domínio total do “poder das trevas”, com a barbárie e o satanismo. 

É com o objetivo de organizarmos uma re-ação, que Catolicismo publica como matéria de capa de sua edição deste mês um estudo inédito a respeito de sérias questões envolvendo o costume de se tatuar. Queremos mostrar o outro lado da tatuagem — tanto da aparentemente inofensiva quanto da imoral e da satânica. Não podemos aceitar o inaceitável. Com as bênçãos e inspirações de Deus e da Santíssima Virgem, desejamos que o dileto leitor veja, julgue e aja! 

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PS: Certa vez, uma das assinantes de Catolicismo perguntou ao saudoso Monsenhor José Luiz Marinho Villac, antigo colaborador da revista, se ela poderia tatuar no braço direito uma imagem do Sagrado Coração de Jesus e no esquerdo uma de São Bento. Resumindo, sua resposta foi: Em vez de fazer as tatuagens — uma espécie de pichação em seu corpo —, leve consigo uma medalha do Sagrado Coração de Jesus e uma medalha de São Bento. É o que nós também aconselhamos para casos análogos. Em vez de se tatuar com desenho de um terço, leve-o sempre consigo… 
*Para fazer uma assinatura da revista Catolicismo envie um e-mail para: catolicismo@terra.com.br 

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