28 de março de 2026

Nada mais eficaz para a salvação eterna do que meditar na Vida, Paixão e Morte de Jesus



No alto do Calvário, a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo foi o altar no qual Ele consumou seu supremo sacrifício para a salvação do gênero humano; onde deu sua vida até mesmo por aqueles que O condenaram e crucificaram. 

Com os nossos pecados, todos participamos, em certo sentido, do deicídio; somos culpados quando infringimos os Mandamentos que Deus nos preceituou. 

Se Jesus voltasse à Terra, não seria novamente crucificado? Quem ousaria negá-lo? O “processo de autodemolição” que sofre hoje a Santa Igreja não é uma renovação do deicídio, da crucifixão? Certamente um modo de crucificar ainda mais lancinante, uma espécie de “eclesiocídio”, pois a Igreja é o “corpo místico de Cristo”. 

“Os pecadores foram os autores e os instrumentos de todos os sofrimentos que o Divino Redentor suportou”. Assim declara o Catecismo da Igreja Católica (§598).

Donde a necessidade de expiarmos nossos pecados e fazermos atos de reparação em desagravo a Nosso Senhor. Para isso, um dos meios mais eficazes é meditarmos com piedade e amor de Deus os passos da Via Crucis do Inocente que foi condenado e por caridade morreu em nosso lugar, dando sua vida para nos redimir. 

Um dos maiores moralistas da Igreja Católica, Santo Afonso Maria de Ligório, aconselha a frequente meditação da Paixão de Jesus, dizendo que é o meio mais eficaz para inflamar as almas no amor de Deus e a progredir no caminho da salvação. Ademais, ele acentua que nenhum meio é mais poderoso para conduzir uma alma à conversão e à santidade.

É com essa intenção que, para a Semana Santa deste ano, na matéria de capa deste mês [imagem acima] a revista Catolicismo reproduz as 15 meditações sugeridas por Santo Afonso em seu livro A Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo. 

Supliquemos à Mater Dolorosa, que acompanhou todos os passos da Paixão de seu Divino Filho, que nos acompanhe nessas meditações, nos conceda as graças de desagravá-Lo pelas ofensas cometidas no mundo inteiro, e, depois, as graças jubilosas próprias à Páscoa da Ressurreição — que logo venha uma ressurreição do mundo com a restauração da Santa Igreja e da Cristandade em todo o seu esplendor.

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