3 de abril de 2026

Nossa Senhora nos ensina a perseverança na fé intrépida

 


✅  Plinio Corrêa de Oliveira

Ao mesmo tempo que as pesadas lajes do sepulcro velam o Corpo do Salvador aos olhares de todos, a fé vacila nos poucos que haviam permanecido fiéis a Nosso Senhor. 

Mas há uma lâmpada que não se apaga, nem bruxuleia, e que arde só ela plenamente, nesta escuridão universal. É Nossa Senhora, em cuja alma a fé brilha tão intensamente como sempre. Ela crê. Crê inteiramente, sem reservas nem restrições. Tudo parece ter fracassado. Mas Ela sabe que nada fracassou. Em paz, aguarda Ela a Ressurreição. Nossa Senhora resumiu e compendiou em si a Santa Igreja nesses dias de tão extensa deserção. 

Nossa Senhora, protetora da fé. É este o tema da presente meditação. Da fé e do espírito de fé, ou seja, do senso católico. 

Hoje, a muitos olhos, as possibilidades de restauração plena de todas as coisas segundo a lei e doutrina de Nosso Senhor Jesus Cristo parecem tão irremediavelmente sepultadas quanto aos Apóstolos parecia irremediavelmente sepultado Nosso Senhor em seu sepulcro. 

Os que têm devoção a Nossa Senhora recebem d’Ela, entretanto, o inestimável dom do senso católico. E, por isto, eles sabem que tudo é possível, e que a aparente inviabilidade dos mais ousados e extremados sonhos apostólicos não impedirá uma verdadeira ressurreição se Deus tiver pena do mundo, e o mundo corresponder à graça de Deus.

Nossa Senhora nos ensina a perseverança na fé, no senso católico e na virtude do apostolado destemido — “Fides intrépida” — mesmo quando parece tudo perdido. A Ressurreição virá logo. Felizes dos que souberem perseverar como Ela, e com Ela. Deles serão as alegrias, em certa medida as glórias do dia da Ressurreição. (Fonte: O Legionário, Nº 558, 18 de abril de 1943).

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