“Eficácia especial para obter libertação rápida de uma alma sofredora”
Consiste
em fazer celebrar 30 Missas em outros tantos dias consecutivos sem interrupção,
às quais está anexa a indulgência gregoriana.
A origem das Missas gregorianas procede de um fato acontecido no
mosteiro de Santo André, em Roma, do qual o Papa São Gregório Magno fora abade.
Esse
fato é narrado pelo próprio santo, em seu Livro Quarto dos Diálogos.
Um
dos monges, chamado Justo, havia ajuntado três moedas de ouro e as guardara
cuidadosamente escondidas. Mas revelou sua falta quando se viu no leito de
morte. O santo, a essa altura já Papa, para puni-lo de maneira exemplar — já
que o monge havia cometido uma infração muito grave contra a regra, que
prescrevia o espírito de pobreza — proibiu a comunidade de visitá-lo e de ir
rezar ao redor dele, como ordinariamente se faz. E ordenou que Justo fosse
enterrado com as três peças de ouro sob um monte de esterco. Mas como ele
morrera arrependido, não quis privá-lo das orações da Igreja. Por isso ordenou
que lhe oferecessem o Santo Sacrifício da Missa 30 dias consecutivos. Após a
trigésima Missa, Justo apareceu a um irmão no convento, declarando que acabara
de entrar no Paraíso.
Algumas normas para as Missas Gregorianas
Sobre essa prática, a Sagrada Congregação das Indulgências
declarou: “A oferta de Missas Gregorianas tem uma eficácia especial para obter de
Deus a libertação rápida de uma alma sofredora, e que esta é uma crença piedosa
e razoável dos fiéis.”
Segundo
a Lei da Igreja, as Missas Gregorianas só podem ser oferecidas por um falecido,
e não por vivos; não podem ser oferecidas por vários falecidos ao mesmo tempo,
nem pelas almas do Purgatório em geral. Por isso, tem-se que informar o nome do
falecido pelo qual se está rezando. Entretanto, é permitido e até salutar,
encomendar-se mais de uma Missa Gregoriana pelo mesmo falecido.
De
acordo com as normas anteriores a 1967, as Missas Gregorianas deveriam ser
ditas por 30 dias sem interrupção. Se o sacerdote que a celebrava quebrasse por
qualquer motivo a sequência, deveria recomeçar a série desde o início.
Na
atual disciplina sobre as indulgências, a Missa Gregoriana continua sendo uma
série de 30 celebrações consecutivas, mas não é obrigatório que o mesmo
sacerdote celebre todas, mas parte delas, contanto que outro sacerdote celebre
as restantes. Por isso elas não precisam ser todas na mesma igreja ou no mesmo
altar. Entretanto, segundo as novas normas, se o sacerdote a cargo das Missas
não encontrar um substituto e a série for interrompida por causa razoável,
dispõe a Igreja que os frutos do sufrágio sejam mantidos, continuando o
sacerdote obrigado a completar as 30 missas o mais rapidamente possível. Mas
não mais precisa recomeçá-las desde o início, mas do ponto em que as tenha
interrompido.
Como as Missas Gregorianas não podem ser rezadas pelos vivos, os
fiéis são aconselhados a providenciar desde já que as mesmas sejam celebradas
para si, o mais rapidamente possível, após a morte.

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