5 de novembro de 2026

MISSAS GREGORIANAS

 


“Eficácia especial para obter libertação rápida de uma alma sofredora”

 

Consiste em fazer celebrar 30 Missas em outros tantos dias consecutivos sem interrupção, às quais está anexa a indulgência gregoriana.

A origem das Missas gregorianas procede de um fato acontecido no mosteiro de Santo André, em Roma, do qual o Papa São Gregório Magno fora abade.

Esse fato é narrado pelo próprio santo, em seu Livro Quarto dos Diálogos.

Um dos monges, chamado Justo, havia ajuntado três moedas de ouro e as guardara cuidadosamente escondidas. Mas revelou sua falta quando se viu no leito de morte. O santo, a essa altura já Papa, para puni-lo de maneira exemplar — já que o monge havia cometido uma infração muito grave contra a regra, que prescrevia o espírito de pobreza — proibiu a comunidade de visitá-lo e de ir rezar ao redor dele, como ordinariamente se faz. E ordenou que Justo fosse enterrado com as três peças de ouro sob um monte de esterco. Mas como ele morrera arrependido, não quis privá-lo das orações da Igreja. Por isso ordenou que lhe oferecessem o Santo Sacrifício da Missa 30 dias consecutivos. Após a trigésima Missa, Justo apareceu a um irmão no convento, declarando que acabara de entrar no Paraíso.

Algumas normas para as Missas Gregorianas

Sobre essa prática, a Sagrada Congregação das Indulgências declarou: “A oferta de Missas Gregorianas tem uma eficácia especial para obter de Deus a libertação rápida de uma alma sofredora, e que esta é uma crença piedosa e razoável dos fiéis.”

Segundo a Lei da Igreja, as Missas Gregorianas só podem ser oferecidas por um falecido, e não por vivos; não podem ser oferecidas por vários falecidos ao mesmo tempo, nem pelas almas do Purgatório em geral. Por isso, tem-se que informar o nome do falecido pelo qual se está rezando. Entretanto, é permitido e até salutar, encomendar-se mais de uma Missa Gregoriana pelo mesmo falecido.

De acordo com as normas anteriores a 1967, as Missas Gregorianas deveriam ser ditas por 30 dias sem interrupção. Se o sacerdote que a celebrava quebrasse por qualquer motivo a sequência, deveria recomeçar a série desde o início.

Na atual disciplina sobre as indulgências, a Missa Gregoriana continua sendo uma série de 30 celebrações consecutivas, mas não é obrigatório que o mesmo sacerdote celebre todas, mas parte delas, contanto que outro sacerdote celebre as restantes. Por isso elas não precisam ser todas na mesma igreja ou no mesmo altar. Entretanto, segundo as novas normas, se o sacerdote a cargo das Missas não encontrar um substituto e a série for interrompida por causa razoável, dispõe a Igreja que os frutos do sufrágio sejam mantidos, continuando o sacerdote obrigado a completar as 30 missas o mais rapidamente possível. Mas não mais precisa recomeçá-las desde o início, mas do ponto em que as tenha interrompido.

Como as Missas Gregorianas não podem ser rezadas pelos vivos, os fiéis são aconselhados a providenciar desde já que as mesmas sejam celebradas para si, o mais rapidamente possível, após a morte.


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